
De Skouries, Ágrafas, Eubeia e Épiro até as montanhas de Acarnânia e Gerania, Ziria e Parnonas, das pequenas ilhotas até os picos de Creta, um ataque assassino e constante assola o mundo natural em nome do desenvolvimento e da transição energética.
Para a civilização tecnoindustrial e antropocêntrica, a natureza não passa de um recurso a ser explorado, um campo de investimentos, dominação e lucro. Uma civilização sedenta por cada vez mais energia destrói as florestas e os picos das montanhas com turbinas eólicas e estradas, perfura as montanhas com minas, mata e expulsa populações de animais, represa rios e envenena as águas e o solo, transforma os campos em plantações de painéis solares e, chegando agora às profundezas do mar, ameaça exterminar até mesmo animais que ainda nem sequer imaginamos. E, junto com tudo isso, planeja eliminar toda forma e memória de vida livre que não se enquadre nos termos do mercado, da produção e do consumo.
De Chania, enviamos um sinal de solidariedade a todo o mundo que resiste a esse ataque, seja ele cometido por tratores e grandes empreiteiros, autoridades locais corruptas, pela repressão judicial e policial, ou por soluções tecnocientíficas “salvadoras” com roupagem ecológica. Ou ainda, quando se apresenta na forma daqueles que convenientemente acreditaram no conto de fadas do desenvolvimento “verde”, dos empregos e de uma “vida melhor” para si mesmos, acabando por escolher o lado dos investidores, da destruição e da morte, e condenando antecipadamente, em suas mentes, a vida que está ameaçada e as lutas que a defendem. Que acreditem no que quiserem: o mundo natural existia e continuará existindo muito depois deles e de sua insignificante existência.
Nós escolhemos o lado das montanhas, das florestas, do mar, das baleias, dos chacais e dos morcegos, o lado da vida e da liberdade.
Sabemos que as grandes empreiteiras estão se preparando para novas investidas no final do verão, quando a multidão de turistas já tiver partido e tiverem expirado quaisquer restrições ambientais sazonais que, até certo ponto, freiam algumas “obras” no papel, quando mais algumas áreas que coincidem com seus planos de investimento já tiverem sido queimadas, e vidas já tiverem sido perdidas, não apenas humanas, mas também todas as dos outros animais que não são contabilizados nem mencionados.
Nós também estamos nos preparando e nos organizando. Desta vez, eles vão nos encontrar ainda mais numerosos do que antes.
Dos picos das montanhas às profundezas do mar
Lutem pela libertação total
Assembleia Anarquista Antiespecista
agência de notícias anarquistas-ana
Sobre o telhado
flores de castanheiro
ignoradas.
Matsuo Bashô
Viva a revolução espanhola e viva a anarquia!
bom texto!
posição lúcida. organização anarquista com marca registrada? pedindo ação do estado contra trabalhadores? opa, pera lá caceta!
Comunistas, Capitalistas e Anarquistas e a servidão voluntária. Mas... A hora mais escura é logo antes do amanhecer. (Provérbio árabe)
História sensacional! Desconhecia completamente essas informações.