
Sem saber para onde meus passos me levariam, deixei para trás o barulho e as fumaças da cidade, pondo-me a caminho em direção às montanhas. Ao meu lado, o rio corria rápido. Em ambas as margens, erguia-se íngreme uma crista, o primeiro contraforte dos montes. Senti-me seguro ali, entre aquelas duas cristas. Depois de tanto tempo, reencontrei uma sensação de verdadeira alegria, e meu passo se tornou mais lesto, o olhar mais atento. Respirei com volúpia o ar puro que descia da montanha. Adeus planícies: eis-me finalmente na montanha ainda não subjugada!
Publicada em 1880 e dirigida a um público jovem, assim como a anterior História de um riacho, esta História de uma montanha entrelaça habilmente a geologia com a crítica do poder, a ecologia com a prática da liberdade, a história dos povos com a das paisagens, antecipando algumas grandes questões do nosso tempo: a crise ambiental, as fronteiras como construção política, as questões éticas implícitas na relação humanidade/natureza. Numa sábia combinação de observação científica e paixão narrativa, Reclus guia o leitor à descoberta da vida secreta das montanhas: a constante mutação, a estrutura das rochas, a história dos fósseis, a ação dos ventos e das águas. Mas, ao lado da abordagem naturalista, delineia-se claramente também a dimensão ética e social: os pastores e as comunidades montanhesas, as lendas e os cultos, a luta cotidiana – e solidária – para sobreviver num ambiente tão magnífico quanto exigente. Dela emerge uma visão ao mesmo tempo poética e política da montanha como lugar de liberdade a ser preservado diante das contínuas agressões de burocratas, especuladores e (já naquela época!) turistas.
Élisée Reclus (Sainte-Foy-la-Grande 1830 – Torhout 1905) foi um geógrafo genial e subversivo.
Junho de 2026 208 il. pp.
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EAN 9788833023144
Tradução de: Elio De Luca
Prefácio de: John P. Clark
Edição original: Histoire d’une montagne
www.eleuthera.it
Tradução > Liberto
agência de notícias anarquistas-ana
De seguir o viajante
pousou no telhado,
exausta, a lua.
Yeda Prates Bernis
Viva a revolução espanhola e viva a anarquia!
bom texto!
posição lúcida. organização anarquista com marca registrada? pedindo ação do estado contra trabalhadores? opa, pera lá caceta!
Comunistas, Capitalistas e Anarquistas e a servidão voluntária. Mas... A hora mais escura é logo antes do amanhecer. (Provérbio árabe)
História sensacional! Desconhecia completamente essas informações.