
Instantâneo para a memória da décima oitava edição do Encontro do Livro Anarquista de Salamanca.
Foi possível obtê-lo graças a todas as pessoas que apoiaram na montagem da exposição sobre Ferrer i Guardia, e que o vento nos deixou algumas horas para desfrutar e conhecer este trabalho, que com certeza em alguns meses voltaremos a expor em outro lugar de Salamanca. Agradecemos às editoras e livrarias que, mais um ano, se aproximam com os mochilões repletos de livros e novidades em edições. Tanto foi assim que, entre todas, fica refletida na imagem mais de 50 metros de mesa, este ano formada por Madre Tierra, Ediciones Cimarrón, La Neurosis o Las Barricadas, Coletivo Wayra, Volapük Ediciones, CNT Salamanca, Sentimiento Ácrata, Aurora Negra e Karrazka Banaketak.
Nos nutrimos, refletimos, conhecemos e dançamos. Agradecemos a todos os participantes e palestrantes das atividades, com eventos como o Passeio Libertário em Zamora com um grande grupo de mais de 70 pessoas, em uma tarde fresca de verão, conhecendo vários pontos onde o anarquismo deixou sua marca na cidade e com um mapa atualizado que incluía descrições geniais em um papel desenhado pelo companheiro Edu. No sábado, em Salamanca, pudemos ouvir La Zurramba romper o silêncio, cujo instrumento geralmente é feito de osso e, em determinados lugares de Burgos, com a madeira do entorno e uma fina corda. Um objeto que, curiosamente, foi encontrado em todos os continentes e com o qual Moreno expressou uma seleção dos 25 poemas do livro, vindo das entranhas, e dedicando o ato ao companheiro Agustín Moreno Carmona (membro fundador da C.O.P.E.L., falecido há um ano).
Depois de uma pausa para encher a barriga, infelizmente não pudemos colocar aquele copo de gaspacho, a deliciosa tortilha, a peculiar típica tapa salmantina chamada “paloma”, a empada de pisto e o delicioso melão ou melancia.
Depois que o vento diminuiu e nos sacudiu, foi aquele sinal de que o Feo vai continuar contra ventos e marés e nos expôs que foi Zoowoman, A Filmoteca Maldita e, o mais importante no final, que são as pessoas e quem ele é, que nos traz, por meio de meios digitais, sem pretensão econômica e desde a vertente audiovisual, a divulgação da antropologia, do cinema e do trabalho de pesquisa, como ele nos explicou o que é ser pirata ou um corsário que, além de querer ficar com tudo o que você puder ter materialmente, quer roubar sua vida. Este companheiro do bairro de Gamonal teve a casa invadida para ser detido por pertencer a um coletivo horizontal e assemblear que compartilha um amplo e farto catálogo de filmes, especificamente o senhor e dono do Atlético de Madrid, algo tão horrível quanto o futebol, que ainda por cima, durante anos, financia grupos fascistas como a Frente Atlética e os assassinos do Blood and Honor. Por tudo isso, fiquem atentos ao caso para apoiar e nos solidarizarmos com o FEO. Há 15 anos, na cidade salmantina, formou-se o Coletivo Wayra, para nós um forte pilar sem cujo apoio grande parte de tudo isso não funcionaria. Desta vez, Pablo, com a reflexão intitulada “Quando o aluno é lixo”, nos mostrou como reciclar os materiais e componentes da natureza, além de uma ampla bibliografia de pessoas e seus livros que ajudaram todos esses anos a construir um projeto autogerido de educação livre. Atualmente, eles estão em busca de um professor ou professora do ensino fundamental com especialização em educação física ou música, sensibilidade para a infância e respeito às suas fases evolutivas. Se tiver mais interesse, entre em contato pelo e-mail: coletivowayrasalamanca@gmail.com
Nos visitaram desde Euskal Herria (Ermua) para expor a extensa e muito bem-sucedida pesquisa sobre a vida do anarcossindicalista zamorano Jacinto Toryho, recentemente editada em um livro pelo El Lokal com mais de 400 páginas. Toryho, natural de Villanueva del Campo (Tierra de Campos), abandonou os seminários para logo se formar em jornalismo, escrevendo em muitos dos principais jornais. E se há algo a destacar, foi quando, nos anos 1930, assumiu o cargo de redação do Solidaridad Obrera. A jornada se encerrou com uma dupla vinda de Gasteiz, que fez dançar e cantar todas as pessoas que estavam na Praça de Barcelona. Versos dilacerantes recitados por Santi Cobos refletiram a ânsia por liberdade após ter vivido em diferentes prisões do Estado Espanhol, em regime de isolamento F.I.E.S., e atualmente continuar em regime aberto, toda uma vida em torno do castigo. Juntamente com a grande dançarina de flamenco “La Pulga”, eles quebraram o tablado e as correntes que oprimem a sociedade e nos libertaram para dançar e cantar fortemente LIBERDADE.
Agradecemos ao Txori por ilustrar o cartaz desta edição, aos cozinheiros e a vocês que ajudam a recolher as mesas. Agradecemos ao Dani Melankronikam por nos presentear com os adesivos e nos abastecer com roupas estampadas a um custo tão baixo para podermos cobrir os deslocamentos ou possíveis gastos dos palestrantes. A todos eles e a muitos outros, que todos os anos nos ajudam, sem vocês isso não iria para frente.
A assembleia do Encontro do Livro Anarquista continua aberta a todas as propostas e à soma de pessoas que queiram se juntar para preparar a próxima edição, que será a de número 19.
Enquanto isso, e ao longo do ano, passaremos por diferentes localidades para apresentar o livro que escrevemos e editamos (e reeditamos) sobre a pesquisa do anarquismo na província de Zamora e a compilação e digitalização da imprensa libertária desde o final do século XIX.
Obrigado a todos e voltem em breve.
“Assentar os alicerces da liberdade indestrutível, da justiça social e da fraternidade e solidariedade operárias”
(J. Toryho)
Encontro Salamanca
https://encuentrosalamanca.blogspot.com
Tradução > Liberto
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agência de notícias anarquistas-ana
No ninho do sabiá
há quatro bocas
que não param de piar
Eugénia Tabosa
Viva a revolução espanhola e viva a anarquia!
bom texto!
posição lúcida. organização anarquista com marca registrada? pedindo ação do estado contra trabalhadores? opa, pera lá caceta!
Comunistas, Capitalistas e Anarquistas e a servidão voluntária. Mas... A hora mais escura é logo antes do amanhecer. (Provérbio árabe)
História sensacional! Desconhecia completamente essas informações.