A guerra lançada por governos contra as classes trabalhadoras de todo o mundo, tem uma forma mais aberta em alguns lugares e é mais latente em outros.
As bombas que explodiram em Ancara, o que resultou em centenas de mortes, são o mais recente episódio de um assalto que começou com o atentado em Diyarbakir em junho e em julho em Suruç.
O governo turco imediatamente reivindicou o atentado, atacando com bombas de gás lacrimogêneo as vítimas e impedindo a chegada dos veículos de emergência e, pouco depois, bombardeando as regiões do Curdistão turco, que marchavam exigindo a paz.
O presidente turco Erdogan não é o único louco sanguinário que para manter o poder massacra o seu próprio povo, mas é considerado como um parceiro de confiança por parte dos governos ocidentais habituados a exportar a democracia com bombas.
A Turquia é um aliado incondicional da OTAN, o exército que realiza massacres no Curdistão participa nestes dias das manobras “Trident Juncture 2015”, e os serviços secretos turcos são treinados pela CIA; nas cúpulas internacionais o presidente turco se senta ao lado, entre outros, de Barak Obama, de Angela Merkel e de Matteo Renzi.
O governo italiano tem as suas próprias responsabilidades, ponto de vista expresso pelo trabalho de Renzi para envolver as forças armadas italianas no Oriente Médio, ao lado do Estado turco.
A Federação Anarquista Italiana expressa sua solidariedade às vítimas e suas famílias, e se apega aos anarquistas da Ação Anarquista Revolucionária (DAF), turcos e curdos que viram os seus companheiros e militantes afetados pelas bombas assassinas.
Por um mundo novo, por uma vida de liberdade, o assassinato não será esquecido, os assassinos não serão perdoados!
A Comissão de Correspondência da Federação Anarquista Italiana (FAI)
Tradução > Liberto
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Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!