[Espanha] Fraguas: Quiseram enterrar-nos, mas esqueceram de que somos sementes.

E agora estamos espalhadas por todo o território.

Desde o rural, desde os projetos autogestionados que vão mais além da lógica capitalista e Estatista, várias pessoas próximas ao projeto de Fraguas que em seu momento habitamos o povoado e construímos comunidade, quisemos transmitir com nossas palavras o que significou para nós a demolição.

Assim é, não havia forma fácil de escrevê-lo, mas pensamos que é importante que se saiba. Faz aproximadamente cinco meses, no mês de dezembro de 2023, se executou definitivamente a sentença firmada desde 2017. Entraram com suas máquinas e arrasaram o povoado em uma tentativa de apagar uma vez mais a história de Fraguas.

As casas reconstruídas estão como as encontraram as primeiras ocupantes em 2013, todos os restos de vida humana pós-prévia expropriação e desmantelamento em 1968 retirada. Mas não se pode apagar a história, e a amoreira centenária segue erguida, testemunhando todas as vidas que passaram por ali, nossas vidas.

Gostaríamos de destacar que se passaram seis anos desde que foi assinada a sentença que condenava as pessoas a pagar uma multa de 14.000€, mais a demolição e seus custos, finalmente taxada em 2021 em 110.000€, por repovoar, voltar a levantar as casas, trabalhar e cuidar da terra e tratar de viver de forma coletiva e autossuficiente. Passaram seis anos desde a sentença, mas uma década desde sua okupação, desde que Fraguas retomou sua vida ressurgindo dos escombros. O território e o povoado se defendem, e assim o fez Fraguas. Não podemos parar de agradecer a cada uma das pessoas que passaram por ali. Foram milhares as que passearam por suas ladeiras, as que participaram da organização e da vida de uma comunidade viva. E não foi até que depois de quase um ano do último comunicado transmitido pelas pessoas que ainda habitavam o povoado em fevereiro de 2023, que se cumpriu a sentença.

A história de Fraguas desde 2013 foi uma história de digna resistência que nos últimos anos teve de centrar seus maiores esforços em evitar o cárcere às 6 pessoas condenadas, objetivo conquistado graças ao apoio e solidariedade de todos vocês.

Não queremos romantizar e dizer que Fraguas era perfeita. Como dizia um sábio companheiro, “se não nos cuidamos vamos acabar desalojando a nós mesmos”. Fraguas, como tantos outros projetos foi atravessado pelo heteropatriarcado, a xenofobia, o capacitismo, o especismo e tantos outros ismos que temos interiorizados e que nos esforçamos dia a dia para destruir e desaprender. E isto se dificulta ainda mais sob a perseguição constante, repressão e ameaças do Estado ao qual se viu submetido Fraguas desde o início do projeto. Não obviamos, no entanto que estas violências fizeram ao longo dos anos com que muitas das pessoas que passamos por ali saíssemos com feridas abertas que tivemos que curar, normalmente solitários, mas nunca sós.

Isto não é um final, nem uma derrota. A maioria das pessoas que demos vida ao projeto de Fraguas está em projetos de autogestão, seguimos acreditando no mundo novo que levamos em nossos corações, lutando pela defesa da terra e do território, da autodeterminação e da solidariedade e do apoio mútuo como pilares de nosso cotidiano. Tratando de observar com atenção todos os eixos de opressão que nos atravessam e desde os quais desde nosso privilégio exercemos violência também. E nesse caminho estamos, e seguiremos.

Agradecemos a todas as pessoas que lutam dia a dia e que constroem rebeldia.

Fraguas vive e viverá sempre.

Força e determinação.

Fonte: https://www.algranoextremadura.org/todas-las-noticias/por-proximidad/estatal/2024/03/19/fraguas-quisieron-enterrarnos-pero-olvidaron-que-somos-semillas/

Tradução > Sol de Abril

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2019/06/28/espanha-fraguas-resiste/

agência de notícias anarquistas-ana

Grilos e corujas
Conversam de madrugada
Um coral noturno.

Qiyun Shen

[França] Pela revolução social em Kanaky!

A Federação Anarquista, reunida em Congresso, condena a intervenção policial e militar do Estado francês na Nova Caledônia/Kanaky aliada à violência assassina das milícias supremacistas. Isso prova mais uma vez que o Estado continua prisioneiro das práticas coloniais e conhece apenas a repressão para resolver conflitos importantes. Anarquistas, levamos nossa solidariedade ao povo em luta em Kanaky.

Este território abriga populações de várias origens:

Kanaks, Caldoches (descendentes de ex-condenados e primeiros colonos), trabalhadores e trabalhadoras vindos da França metropolitana, do sudeste da Ásia e das ilhas do Pacífico. A revolta atual afeta principalmente a grande Nouméa urbana, e é a expressão de uma demanda social (especialmente entre os mais jovens) tanto quanto uma demanda política/independentista.

O Estado nunca teve, tem mesmo, a vontade sincera de descolonizar a Nova Caledônia/Kanaky?

A tônica nas questões relacionadas com os referendos sobre a autodeterminação e a reabertura do eleitorado não deve obscurecer as verdadeiras questões:

A distribuição desigual da riqueza da ilha. A mineração (níquel) e o desenvolvimento econômico da ilha beneficiam todos igualmente, quando sabemos que 36% dos menores de 25 anos estão desempregados?

Na sua diversidade, as populações têm as mesmas aspirações em matéria de independência?

Devemos apoiar incondicionalmente uma luta de libertação nacional?

Como anarquistas, pensamos, pelo contrário, que devemos escolher o caminho mais difícil, mas que esteja mais de acordo com os nossos princípios, e com os interesses do povo, o de uma autêntica revolução social, em Kanaky como em qualquer outro lugar, para vivermos juntos harmoniosamente em um território independente, sem exploração ou dominação.

Moção aprovada no 82º congresso da Federação Anarquista, reunido em Merlieux (02) nos dias 18, 19 e 20 de maio de 2024

federation-anarchiste.org

Conteúdo relacionado:

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agência de notícias anarquistas-ana

Teus olhos formam
das ázimas lágrimas
rios que retornam ao mar

Anibal Beça

[Bélgica] Policiais invadem casa de anarquistas em Bruxelas

Por volta das 7h da manhã de quinta-feira, 23 de maio de 2024, policiais invadiram a casa de dois companheiros em Bruxelas.

Depois de revistar o local por cerca de 3 horas, eles apreenderam equipamentos de informática (computadores, discos rígidos, pen drives, telefones, câmeras), ferramentas e literatura anarquista.

Ninguém presente foi preso.

As buscas foram iniciadas pelas autoridades judiciais alemãs em conexão com a prisão de um companheiro na Suíça.

Não estamos surpresos.

Sabemos que esse tipo de procedimento faz parte do vasto arsenal usado pelo Estado contra seus inimigos.

Nossa resposta à repressão é a solidariedade, o apoio mútuo e a luta contínua contra todas as formas de autoridade.

Mais informações a seguir.

Fonte: https://stuut.info/Descente-de-flics-contre-des-anarchistes-a-Bruxelles-3834

agência de notícias anarquistas-ana

Brilha até de dia
O relógio fluorescente –
Estação chuvosa.

Keizan Kayano

[Espanha] “Cádiz insurgente com a Palestina”

Como parte das atividades que aconteceram ontem, sábado (25/05), no evento “Cádiz insurgente com a Palestina”, tivemos uma palestra e o prazer de ouvir Layth Salameh, onde ela nos atualizou, e como palestina, sobre a situação pela qual os habitantes de Gaza estão passando, a maior prisão do mundo, a opressão, a pobreza, a fome, o que sofreu e continua sofrendo, seu povo: o povo palestino.

É interessante notar que o Estado de Israel existe porque uma resolução da ONU lhe concede o direito de existir. É o primeiro Estado moderno criado dessa forma. Por outro lado, o Estado de Israel viola sistematicamente todas e cada uma das resoluções da mesma organização que lhe deu vida e reconheceu a legitimidade de sua existência.

Agradecemos a Layth por sua ajuda desinteressada, fazendo uma revisão histórica para nos ajudar a entender o que chamamos de conflito palestino-israelense.

Não é uma guerra, mas um GENOCÍDIO.

O povo palestino vencerá.

CNT-AIT Cádiz

agência de notícias anarquistas-ana

Bem que me agasalho.
Galhos sem folhas lá fora
parecem ter frio.

Anibal Beça

[Itália] 1º e 2 de junho. Senzapatria: Dias de luta contra o militarismo

Senzapatria

Sábado 1º e Domingo 2 de junho

Dias de luta contra o militarismo, contra a guerra, a ocupação militar dos subúrbios, a produção bélica, o nacionalismo! Contra todas as pátrias, por um mundo sem fronteiras! Com desertores de todas as guerras!

  • Sábado, 1º de junho

Tirem os soldados das ruas!

15h30 Corso Palermo esquina Via Sesia (se chover na Piazza Crispi)

Distribuição de folhetos, palestras, música, passeios pelo bairro militarizado.

Alba e Carenza 503 no cancioneiro antimilitarista, o Exército de Palhaços patrulhará a área durante todo o dia.

  • Domingo, 2 de junho

Antimilitaristas pelos bairros de Turim. Desmilitarizemos a cidade!

Assembleia Antimilitarista

Federação Anarquista de Turim

anarresinfo.org

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O velho salgueiro
Inclinado sobre o lago
Resmunga baixinho.

Mary Leiko Fukai Terada

[México] Continua a repressão contra a Okupa Che e Jorge “Yorch” Esquivel

Há 533 dias, uma nova montagem criminal contra a Okupa Che começou.

Nosso companheiro Jorge Esquivel, foi quem pela segunda ocasião recebeu o golpe. Desde esse momento o mantêm cativo no Reclusório Oriente da Cidade do México. Sob delitos que anteriormente tinham sido descartados.

Durante este tempo, as autoridades prolongaram o processo judicial para poder fabricar provas suficientes para sustentar sua farsa; bolaram em suas cabeças e armaram uma suposta “investigação” para poder justificar e legitimar sua montagem, suas acusações falsas, seus testemunhos ausentes e suas provas manipuladas. Até o dia de hoje, não puderam armar absolutamente nada. Só uma acusação que basta para que se justifique o sequestro de Yorch e a negação de sua liberdade.

É evidente que se pretende sustentar este caso como castigo exemplar, como ameaça tácita contra os que se organizam de forma independente, autônoma e autogestionária. Yorch era e é parte da Okupa Che que, ao longo de seus 24 anos de existência, viu e participou na luta pela organização autônoma, independente, anarquista, estudantil e afim. Apesar de que se encontra dentro da Universidade Nacional Autônoma do México, o alcance de sua existência os ultrapassa por muito. Isso o sabem os serviços de espionagem da própria UNAM e do Estado mesmo. Pelo que vive sob uma permanente ameaça de desalojo e montagens anunciados.

A 533 dias da montagem e sequestro de Yorch, a UNAM, o Estado e as autoridades judiciais se mantêm como cúmplices de dita arbitrariedade. Parece óbvio que a construção de inimigos comuns também lhes saiu mal e que seguirão mantendo pela violência e a força de suas leis ao não poder enfrentar a organização horizontal que lhes escapa das mãos.  A 533 dias de ter começado esta montagem, de uma longa espera e luta desde o legal e as ruas.

No dia de hoje, 24 de maio de 2024, as autoridades judiciais chamaram a receber uma sentença final contra Yorch. Nós e a equipe jurídica sabemos que não há sustentação legal que o mantenha encarcerado. Ficou demonstrado que a acusação sobre pequeno tráfico é inexistente e que a suposta mochila que atribuem a Yorch como prova contundente nem sequer foi vista e tocada por ele. Não há absolutamente nada para que se negue a liberdade a Yorch. E, no entanto, ao estar terminando com este escrito, nos chega a notícia de que a audiência foi deferida. Uma prova mais de que a montagem segue em marcha.

LIBERDADE IMEDIATA E ABSOLUTA PARA YORCH!!!

Fonte: http://www.anticarcelaria.org/2024/05/25/a-533-dias-del-montagem-y-sequestro-de-yorch/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=a-533-dias-del-montagem-y-sequestro-de-yorch

Tradução > Sol de Abril

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/05/15/mexico-atualizacao-sobre-a-situacao-de-jorge-yorch-esquivel/

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do orvalho
nunca esqueça
o branco gosto solitário

Matsuo Bashô

[Grécia] Comunicado sobre o ataque contra a polícia de choque na Praça Exarchia

Ataque contra a MAT na Praça Exarchia

Pouco depois da meia-noite de sábado [18 de maio de 2024], realizamos um ataque coordenado contra a MAT [polícia de choque] que estava protegendo o canteiro de obras do metrô na Praça Exarchia. Nós os atacamos simultaneamente de três ruas diferentes, Themistokleous, Solomou e Metaxas. Os policiais, mais uma vez, correram em pânico tentando se proteger das chamas.

Essa ação ocorreu em um momento em que os tapumes dos canteiros de obras estão se expandindo, quando o governo está preparando o terreno para novas medidas mais repressivas, tanto nas universidades quanto nos bairros, aproveitando, como de costume, a temporada de verão, quando as possibilidades de resistência organizada e em massa são reduzidas. Esta é, portanto, nossa resposta para lembrá-los de que, como sempre, eles estarão nos enfrentando.

15 anos após a morte de Mauricio Morales, enviamos um sinal de fogo e cumplicidade da Grécia para o Chile, homenageando a cooperação internacional que existia entre essas duas terras há muitos anos. Que o slogan “faísca em Santiago, fogo em Atenas” se torne realidade novamente.

Mauricio Morales presente

Fonte: https://athens.indymedia.org/post/1630510/  

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/05/23/chile-companheiro-mauricio-morales-presente-em-cada-acao-rebelde/  

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Oh rã pequenina,
oh não se deixe vencer!
Issa está aqui.

Kobayashi Issa

[Espanha] Quando hippies e anarquistas ocuparam uma ilha balear para salvá-la dos ricos

Uma empresa de capital catalão quis converter a Dragonera em uma área urbana para veranistas endinheirados, mas os contínuos protestos da sociedade malorquina e a batalha legal travada pelos ecologistas conseguiram converter a ilhota no que é hoje em dia, um valioso parque natural.

Por Angy Galvín

Mallorca, Menorca, Ibia, Formentera, Cabrea… e Dragonera? Ainda que seja menos conhecida, a história de Baleares passa por essa ilha localizada no sudoeste de Mallorca, em frente de uma das localidades turísticas mais populares do arquipélago: Sant Elm. A luta para salvar a ilhota de Sa Dragonera é a batalha contra a especulação e a destruição da natureza, que às vezes acaba com um final feliz.

O historiador Pere J. Garcia, autor do livro “Salvem Sa Dragonera. Història dels ecologismes a Mallorca” (Illa Edicions), relembra que este parque natural esteve a ponto de ser convertida em uma “ilhota de veraneio para ricos”, que teria acesso pelo heliporto que era previsto para ser instalado pela empresa construtora de resorts de luxo PAMESA (Patrimonial Mediterránea S. A.).

“As mobilizações foram a chave para salvar a ilhota, e vêm de um contexto muito específico: a maioria das pessoas estava mobilizada, pois estavam saindo da ditadura e havia esperanças de mudança”, explica Garcia. “As sucessivas ocupações da ilhota sim, foram uma novidade”.

“Havia hippies, libertários, anarquistas, intelectuais… Não havia acampamentos, nem mesmo barracas. Se dormia de baixo dos pinheiros, ou no máximo num saco de dormir”, comenta o fotógrafo Eduardo Miralles, que participou na ocupação da Dragonera e nas sucessivas mobilizações que a sociedade malorquina protagonizou nos anos 70, contra a construção do resort de luxo.

Os protestos, que se estenderam durante anos, tentavam evitar que a PAMESA construísse um complexo turístico em uma zona de especial relevância ambiental. “Foi uma explosão social, uma luta contra a destruição da paisagem, que cada vez estava – e está – mais cheio de chalés”, comenta Miralles. “Diziam-nos que o contrato estava assinado e que não conseguiríamos nada, mas era preciso lutar.” garante.

Um valor ambiental especial

Dragone é a casa de diversas colônias de pássaros, entre as quais destaca a principal colônia de falcões marinhos da Espanha ou as espécies do falcão de Eleonora (“falcó mari” em catalão). Os ecologistas da época defenderam que representa um exemplo da vegetação das zonas áridas do Mediterrâneo Ocidental e que dá uma beleza singular à paisagem com sua silhueta, que atua como prolongamento da Sierra Norte de Mallorca e fecha a bahia de Sant Elm.

Toni Munyoz, membro do GOB, explica que a Dragonera é uma boa representação dos ecossistemas isolados que puderam se manter à margem da exploração turístico-imobiliária”. A ilha tem elementos de fauna muito importantes, alguns inclusive só vivem ali, como uma subespécie da lagartixa balear e alguns crustáceos. Também habitam espécies armazenadas como a pardela cinzenta (‘virot’ em catalão), a pardela balear (‘virot petit’), o paíño (‘noneta’), os cormoranes (‘corb marí’) e a gaivota de Audouin (‘gavina roja’).

Povoado desde a época talaiótica, a ilhota acabou nas mãos do Bispo de Barcelona, Berenguer Palou, após a chegada dos cristãos. No começo do século XIX passou para as mãos da família Villalonga, voltou a comprar a ilha e a vendeu para a Joan Flexas Pujol em 1944 por 150.000 pesetas. Em 1974, a PAMESA comprou a Dragonera de Flexas, ainda que em realidade Flexas passou a ser acionista da empresa, oferecendo a Dragonera como capital por um valor de 300 milhões.

Veraneio para os ricos

Cinco urbanizações, serviços de luxo, redes de estradas e ruas, zonas de estacionamentos de veículos, duas plantas de tratamento de água, uma estação de tratamento de esgoto, um porto esportivo, um cabo elétrico submarino… A empresa PAMESA tinha planejado uma urbanização quase completa da ilhota, para dar uma ilha a mais de 4.500 pessoas.

PAMESA era uma empresa de capital catalão, vinculada ao Banco Mas Sardá, uma imobiliária de Barcelona e a Cavas Codorniu, como explica Garcia. O historiador comenta que a entidade se construiu apenas para fazer construções na Dragonera. O objetivo era convertê-la em lugar de veraneio para endinheirados, um projeto que contou desde o primeiro minuto com o apoio da Prefeitura de Andratx, que viu oportunidades de negócios na urbanização da ilhota, desde o benefício econômico a concessão de licenças, até postos de trabalho que estavam previstos.

Após umas poucas mudanças no plano inicial, a Prefeitura de Andratx aprovou o plano urbanístico em 31 de dezembro de 1976, “quando a população estava se preparando para as festas de fim de ano, uma data estranha que poderia responder a necessidade de não chamar a atenção”, aponta Garcia. O povoado de Adratx, na linha de Consistorio, apoiou majoritariamente o projeto por interesses econômicos, inclusive chegou ao ponto de expulsar o pároco, Joan Fracesc March, que era contrário aos planos de urbanização.

Além disso, acreditava-se numa imagem distorcida dos ecologistas, dos hippies e dos anarquistas que lutavam pelo ilhote, até o ponto de afirmar que teriam chalés ou que estavam passando as férias em Dragonera. Como aponta Garcia em seu livro, uma carta enviada ao semanário Andraitx se dizia que era uma “juventude barbuda e mal vestida”.

Uma mobilização histórica

O historiador denuncia que as autoridades da época fizeram todo o possível para sucumbir aos “interesses especulativos”. Dragonera passou de espaço protegido a urbanizável em questão de meses. Em 1976 se aprovou o PGOU de Andratx, que previa a urbanização da ilhota. Tudo estava pronto para o começo das obras, mas tanto a Prefeitura de Andratx como a empresa construtora se depararam com uma grande oposição social contra as obras na ilha, que foi declarada parque natural em 1995.

Xavier Pastor, dirigente do GOB naquela época, explica que esta entidade liderou a luta judicial, a qual foi “crucial”. Houve uma batalha legal e burocrática, mas não fosse a mobilização social que aconteceu entre 1977 e 1983, provavelmente Dragonera seria hoje uma área urbana de luxo. A maioria das pessoas que participou no processo para salvar a Dragonera era anônima, e viriam a fazer parte dos movimentos sociais que apareceram depois da Ditadura. Destacamos o Terra i Llibertat, o GOB e a CNT.

Também foram pessoas anônimas que ocuparam a ilha, em protesto, repetidas ocasiões. A primeira ocupação da Dragonera foi em 7 de Julho de 1977, quando um grupo de pessoas, de ideologia libertária e relacionadas com a Terra i Llibertat, se armaram com mochilas e mantimentos para ocupar a ilha. O primeiro problema: como chegar a ela. “Precisaram se passar por estudantes da universidade para poder entrar na balsa que ia e vinha regularmente”, explica Garcia.

Uma vez lá, o grupo acabou ficando incomunicável. Contaram com a ajuda dos que se manifestavam em Palma, que se organizavam para lhes levar alimentos e substituí-los. “Às vezes alguém passava de barco e nos dava arroz ou macarrão”, comenta Miralles. Comíamos muito arroz com peixe. Vinha uma zodiak de vez em quando e nos trazia frutas e um companheiro que tinha prática como piloto nos jogava chocolate de um avião. A guarda civil se assustava”, lembra Pujula.

Os proprietários das barcas estavam avisados que não podiam transportar ninguém até a ilha, por isso um segundo grupo acabou ficando na costa de Sant Elm e organizou desembarques com barcas particulares ou de plástico. Ou mesmo nadando.

A ocupação da ilha foi um processo lento, condicionado pelas patrulhas da Guarda Civil e a guarda costeira, que impediram muitas viagens. O que piorou as condições de vida na ilha. Naquele momento, quarenta pessoas a ocupavam. Uma delas era Montse Pujula, do grupo Terra i Libertat: “ser ecologista é ser revolucionário. Éramos jovens e tínhamos vontade de mudar o mundo. Defino-me mais como libertária do que como anarquista”.

“Foi uma grande aventura, na minha casa não sabiam que eu havia ido. Acho que eu não era nem maior de idade. Disse-lhes que estava na casa de um amigo, estudando. Muita gente jovem de diferentes ideologias queria fazer coisas diferentes”, comenta, a palavra “hippie” veio depois. A maneira de se vestir, de romper com o passado. Eu levava as camisetas do meu pai, e minha mãe as escondia”, lembra.

Pujula lembra que “a ocupação não podia ser mais precária, dormíamos em sacos de dormir” e passamos “por muito medo” pelas patrulhas da Guarda Civil, em uma época na qual o franquismo ainda impregnava os aparatos do Estado. A ideia da ocupação foi de Basilio Baltasar, que planejou a data de 7 de julho de 1977: “Em algumas semanas organizamos a ocupação”, explica Pujula.

Os ocupantes da Dragonera contavam também com as ações que aconteciam na capital malorquina, com o objetivo de arrecadar dinheiro e alimentos, e algumas personalidades como a cantora Maria del Mar Bonet e o pintor Joan Miró apoiaram a causa. Terra i Libertat chegou a organizar uma performance para vender, de forma fictícia, parcelas da Dragonera, enquanto enchiam as ruas de plástico e lixo como metáfora ao que aconteceria caso a ilhota fosse urbanizada.

Dragonera chegou a ser um dos principais temas de debate durante vários anos e até a BBC fez uma reportagem sobre esta ilha balear. As mobilizações começaram em 1977 por coletivos anarquistas e, ao longo de seis anos, foram se desenrolando. Houve três ocupações da ilha. Entre 1977 e 1979, os anarquistas da Terra i Libertat impulsionaram uma mobilização constante, com consequente repressão policial.

Uma vez desmobilizado esse grupo, somente o GOB, que não apoiou desde o início a ocupação da ilhota, foi capaz de manter certo nível de protesto; por exemplo, compartilhando correspondência com os cidadãos para enviá-las a casa do gerente da Codorniu, a quem culpavam de ser o instigador da urbanização da ilha.

A Nomeação como parque natural

A última grande manifestação a favor da Dragonera foi em 29 de agosto de 1981. Finalmente, os tribunais deram razão aos ecologistas, em 1983 os planos urbanísticos foram anulados pelo Conselho de Mallorca por 280 milhões de pesetas ao Banco Bilbao e foi declarado parque natural em 1995.

“Quando vou a Sant Elm e vejo a Dragonera, me sinto orgulhosa. Sou mais consciente agora do que naquele momento. Fazemos muitas coisas na nossa vida e nem sempre ganhamos, mas desta vez sim, ganhamos. Todo mundo lutou para defender a ilha”, comenta Pujula.

Fonte: https://www.eldiario.es/illes-balears/sociedad/anarquistas-isla-balear-ricos_1_8949872.html

Tradução > 1984

agência de notícias anarquistas-ana

Durante o pôr-do-sol
Vejo andorinhas voando
Juntas, sempre em bando.

Renata da Rocha Gonçalves

[Reino Unido] Feira do Livro Anarquista Newcastle Ewan Brown 2024

2024 marcará a 3ª Feira Anarquista de Newcastle Ewan Brown, um evento que celebra a vida de Ewan, o passado, presente e futuro radicais do Nordeste da Inglaterra.

No sábado, 1º de junho, a Feira do Livro abrirá as portas para mais um belo ano de mesas com expositores, workshops e eventos ao vivo, exposições de arte e fotos, com trabalhos de Ewan e outros artistas locais. Com DJs na cafeteria o dia todo e à noite shows com música de Almighty Uprisers, Fiona Liquid, 21 Melville Street e Benny Rabble. O cinema exibirá filmes de Ewan durante o dia todo, e à noite um filme para acompanhar os shows.

A feira será mais uma vez realizada no fabuloso cinema “Star and Shadow”, no leste da cidade de Newcastle-upon-Tyne.

A Feira do Livro é administrada por um grupo de voluntários que utiliza recursos de doações e das mesas. O coletivo procurou tornar este evento o mais acessível possível para que todos pudessem desfrutar. Consulte a página Informações do visitante para obter mais informações sobre o acesso. As atividades infantis e juvenis acontecerão durante todo o dia.

Participe!

Se você tiver alguma dúvida ou quiser se envolver, envie um e-mail para: newcastleanarchistbookfair@protonmail.com

Para Ewan.

>> Ewan Brown foi um companheiro e amigo cuja arte, música e palavras inspiraram pessoas no Nordeste da Inglaterra e em outros lugares e promoveu a causa de um mundo pelo qual vale a pena lutar. O evento celebra os interesses de Ewan, além de reunir muitos grupos da região e do Reino Unido.

newcastlebookfair.org.uk

Tradução > meiocerto

agência de notícias anarquistas-ana

Casinhas modestas.
Os telhados prateados
pela lua cheia.

Danita Cotrim

[França] Lançamento: “Atlas do Futebol Popular – Europa – América Latina”, de Yann Dey-Helle

Feliz em compartilhar com vocês o anúncio do próximo lançamento do Atlas do Futebol Popular (prefácio de Jérôme Latta). 

“É possível outro futebol? Como resistir ao negócio do futebol? À margem de um playground higienizado, já existem práticas para dar vida a um esporte autenticamente popular. Longe dos projetos da Superliga, da segurança ideal dos estádios ou dos valores de transferências impressionantes, as zonas de autonomia já promovem um futebol igualitário, não capitalista, feminista, antifascista. Ao contrário dos slogans que idealizam uma época de ouro passada deste desporto – ou, pelo contrário, que testemunham um desinteresse próximo do esnobismo e, por vezes, do desprezo de classe – este livro presta homenagem àqueles que fazem dele um campo de luta por direito próprio… O desafio? Para iniciar um contra-ataque.”

Atlas du football populaire – Europe – Amérique Latine

Yann Dey-Helle

272 páginas – €18

versão impressa ISBN: 978-2-9587315-2-6

editions-terresdefeu.com

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agência de notícias anarquistas-ana

A lua, cansada,
adormeceu por instantes
no leito do rio.

Humberto del Maestro

[França] Rádio | Polinésia: um legado de 193 explosões nucleares

Por Organização Comunista Libertária (OCL) Reims

Neste programa, convidamos você a ouvir as gravações feitas durante uma reunião organizada pela ICAN francesa, a Campanha Internacional para Abolir as Armas Nucleares. Lançada em 2007, a ICAN é uma coalizão de organizações não governamentais que trabalham em escala internacional para promover a eliminação de armas de destruição em massa. Na terça-feira, 23 de abril de 2024, a ICAN França convidou a ativista e política polinésia Hinamouera Cross-Morgant para conversar com Jean-Marie Collin, diretor da ICAN França, sobre as consequências do que é comumente chamado de “testes nucleares” na Polinésia Francesa.

>> Áudio aqui: https://audio.radioprimitive.fr/egregore/20240513-polynesie-193-explosions-nucleaires-en-heritage.mp3

Fonte: https://oclibertaire.lautre.net/spip.php?article4166

agência de notícias anarquistas-ana

Muita brisa à noite.
Dos jasmineiros da rua,
perfumes e flores.

Humberto del Maestro

 

[Irã] Ebrahim Raisi, o aiatolá da morte!

Ebrahim Raisi, o presidente do regime fascista da “República Islâmica do Irã”, juntamente com alguns outros, foi morto durante um acidente de helicóptero em uma viagem. Seus cadáveres foram encontrados na região do Azerbaijão, no noroeste do Irã, com a ajuda do Estado turco e de outros países.

Há suposições e possibilidades de um terror governamental também. Sabe-se que ele foi um dos carrascos que participaram do assassinato de milhares de prisioneiros políticos e também é responsável pela repressão a manifestantes. Por isso, temos o prazer de declarar que esse acontecimento pode ser considerado como uma chance de nos reunirmos para derrubar o regime nesses casos.

Obviamente, o ponto mais importante nessa questão é a solidariedade entre as pessoas. A união pode nos levar a uma mudança radical em uma situação em que o governo está paralisado e instável. Desejamos e tentamos a unidade para que haja um julgamento justo para todos os funcionários do governo, como o presidente morto do regime islâmico.

União Anarquista do Afeganistão e do Irã

Fonte: https://asranarshism.com/1403/03/03/ebrahim-raisi-eng/

Tradução > anarcademia

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/05/01/ira-mae-de-jina-amini-se-manifesta-contra-a-sentenca-de-morte-imposta-ao-rapper-curdo-tumac-salihi/

agência de notícias anarquistas-ana

para medir o calor
do dia, olhe o comprimento
do gato que dorme

James W. Hackett

 

[EUA] Tutores anarquistas de gatos não estão mais sozinhos

Por Arin Greenwood

Dos lugares mais recônditos da internet vem um grupo de Facebook chamado “Catarchy” (“Gatarquia”, em tradução livre), em que anarquistas postam fotos de seus gatos – junto com mensagens sobre a devoção de seus gatos à destruição da hegemonia do estado.

E por que não? “O gato é o melhor anarquista”, escreveu Ernest Hemingway. E enquanto alguns gatos querem se eleger, outros querem destruir todos os cargos políticos.

“Meus queridinhos gostam de dormir e de lutar contra a natureza opressiva da sociedade”, gaba-se um membro. Outro apresenta sua gata, chamada Emma. “Acabei de adotá-la ontem”, lê-se: “seus hobbies incluem subverter o capitalismo, lutar contra o patriarcado e brincar com novelos”.

Alguns membros do grupo pedem conselhos sobre como misturar preocupações idealistas com as realidades diárias de viver com um felino sem lei:

“Anarquistas, quão autoritários vocês são com seus gatos? Vocês os castram ou esterilizam? Vocês os deixam sair na rua?”

Essas questões provocam respostas surpreendentemente práticas, ainda que estranhamente reflexivas, que acabam revelando os limites da liberdade, tais como “esterilizei minha Lola porque ela mijava na casa inteira quando estava no cio aos dois anos de idade. Não, ela não pode sair na rua, a não ser que aprenda a sair voando do meu apartamento no nono andar”.

Catarchy é um grupo aberto com quase 1200 membros e muitas mais postagens como esta acima – e embora um gato preto furioso seja um símbolo anarquista, os gatos no site, alguns amavelmente descritos como “pequenos tiranos”, tendem ao adorável (há um porco fofo vestindo casaco, também).

O que você não encontra na página do grupo? Fotos de cachorros. O que faz sentido, já que todo mundo sabe que cachorros, tão ávidos por apoiar a autoridade, são estatistas. Exceto este aqui.

Falamos com o administrador do grupo Catarchy, uma pessoa cujo pseudônimo é Constable Homeaux, anarquista em sua concepção “há mais ou menos oito anos”.

O grupo Catarchy começou, explica Homeaux, para fornecer um “ambiente de apoio para que pessoas falem sobre seus gatos e vejam fotos dos gatos de outros anarquistas”. O que eles fazem. Voluntariamente e com consentimento livre e esclarecido, aos montes (há quase 1600 camaradas no Catarchy nesta quinta-feira à noite).

O que levanta a questão: por que anarquistas se interessam tanto por gatos?

“Acho que gatos são pets / companheiros animais que chamam a atenção de anarquistas porque é mais ou menos impossível coagir um gato a fazer algo que ele não queira fazer. Eles têm um forte veio individualista”, diz Homeaux, “mas também praticam ajuda mútua”, ou cooperação.

E é claro, Homeaux também tem um gato preto, apropriadamente chamado Bakunin.

“Eu diria que ele faz mais o tipo solidariedade de classe”, diz Homeaux. “Sempre que eu saio pro trabalho ele me leva até a porta, e me recebe na volta. Ele também foi a um Occupy uma vez dentro de uma mochila”.

Tradução > anarcademia

Conteúdos relacionados:

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agência de notícias anarquistas-ana

Entre arranhões e lambidas
para cuidar de tanto gato
precisarei de sete vidas

Alvaro Posselt

Crowdfunding Ateneu em Galiza.

Ante a situação social que nos enfrentamos nestes tempos de capitalismo extremo, onde a sociedade premia o individualismo, as formas de organizações autoritárias e hierárquicas, a competitividade e a falta de princípios, meios e fins. Vemos a necessidade da criação de um Ateneu Anarquista em Galiza, onde se priorize a vida coletiva, organizações horizontais e igualitárias, o apoio mútuo, a solidariedade e a autonomia.

Desde diversos grupos e afinidades fazemos um chamado para arrecadar dinheiro e recursos através de um crowdfunding coletivo destinado a cobrir as necessidades de materiais para a construção de um espaço libertário. Também pedimos a difusão para fazer com que chegue a todos os grupos afins.

Os recursos econômicos gerados serão destinados a materiais e ferramentas de construção para reabilitar uma edificação em ruínas. Assim como materiais para a reabilitação do telhado, paredes, portas, janelas, instalação elétrica e hidráulica.

Se queres colaborar com um aporte econômico ou material para o desenvolvimento do projeto. Deixamos o correio e o número da conta.

A data limite para a primeira parte da campanha de apoio finalizará no dia 15 de julho.

Para mais informação podes contatar conosco através do correio eletrônico.

Correio: [ ateneogaliza@riseup.net ]

Colaborações econômicas:

Concepto: [ AteneoGaliza ]

Nº de Conta: [ ES61 1491 0001 2821 6929 8128 ]

PARA DESTRUIR O SISTEMA, CRIA ESPAÇOS LIBERTÁRIOS

ATÉ ROMPER COM A LÓGICA CAPITALISTA E PATRIARCAL

algranoextremadura.org

Tradução > Sol de Abril

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Da minha janela
Ouço o cantar da coruja.
O sono não vem.

Adriana aparecida Ferreira Cardoso

[EUA] Anarquismo e cinema: Novas Perspectivas

Vol. 2024 No. 1 (2024): Anarquismo e Cinema: Novas Perspectivas

Esta edição especial da Anarchist Developments in Cultural Studies tem um objetivo ambicioso: apresentar novas contribuições para o campo dos estudos cinematográficos. Até recentemente, havia uma escassez de estudos anarquistas relacionados ao cinema, uma situação atribuível, em parte, à histórica marginalização do anarquismo no meio acadêmico, mas a situação está mudando rapidamente, graças aos estudos de Richard Porton, Susan White e Nathan Jun, para citar alguns. Assim, à medida que os estudos anarquistas causam impacto, pareceu oportuno reunir uma edição especial com foco em filmes…

ARTIGOS

Novas abordagens em estudos cinematográficos
Dr. David Christopher

Mobilizando paixões: Ideologia, Incoerência e Fascismo no Cinema
Dr. Jesse Cohn

O meio selvagem: Anarquismo e cinema surrealista
Kristoffer Noheden

The sub.Media Collective: Propagação de mídia tática em culturas de movimento anarquista
Kimberly Croswell

Sobre a escrita do cinema anarquista
James Newton

Em direção a uma análise do cinema anarquista-apocalíptico
Dr. David Christopher

RESENHAS DE LIVROS

Michael Willrich, American Anarchy: The Epic Struggle between Immigrant Radicals and the U.S. Government at the Dawn of the Twentieth Century [A luta épica entre radicais imigrantes e o governo dos EUA no início do século XX]. Nova York: Basic Books, 2023.
Allan Antliff

>> Para ler ou baixar a revista: 

https://journals.uvic.ca/index.php/adcs/issue/view/1602

Tradução > Contrafatual

Conteúdos relacionados:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2020/07/06/espanha-a-representacao-anarquista-no-cinema-2/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2018/10/03/argentina-nem-deus-nem-amo-nem-bilheteria-anarquismo-no-cinema-argentino/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2020/09/11/espanha-um-hollywood-proletario-o-cinema-anarquista-espanhol/

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Sopra o vento
Segura-te borboleta!
Na pétala da flor.

Rodrigo de Almeida Siqueira

[Alemanha] Reunião anual caótico-anarquista, 30 de maio a 3 de junho

Queremos anarquia. Queremos liberdade e autonomia para todos, sem dominação. Queremos a derrubada da ordem existente. Queremos revolução social.

Isso não mudou desde a última reunião da ACAT. Entre outros tópicos, foram discutidos no ano passado: se as lutas intermediárias/específicas ainda são uma proposta válida nas condições atuais e/ou se precisaríamos delas agora mais do que nunca; diante de condições distópicas, de que forma podemos intervir nas lutas sociais (e se queremos fazê-lo); a recuperação de lutas antiautoritárias por parte de autoritários (com base na experiência da tomada ‘apelista’ da ZAD em Nantes, França); o cerco digital e os seus descontentamentos (baseado no caso do camarada Boris na França e na luta contra a expansão global da prisão digital ao ar livre); a história do método insurrecional; guerra; e o patriarcado em sua forma tecnoindustrial.

Este ano voltaremos a nos reunir, para nos encontrarmos cara a cara, sem telas. Em grupos grandes e pequenos, com caras novas e velhos conhecidos e amigos. Com a experiência do ano passado, decidimos limitar as discussões a três dias temáticos, com apenas duas discussões por dia. (Discussões espontâneas podem ser propostas e reiniciadas a qualquer momento).

Os temas serão: Solidariedade Internacional / Extrativismo / Guerra

O encontro acontecerá na Floresta Hambacher. Os dias de discussão serão sexta, sábado e domingo. Os dias de chegada são quarta-feira, dia 29, e quinta-feira, dia 30, e o dia de partida é segunda-feira, dia 3 de junho.

Traga suas distros!

Alimentação será fornecida. É necessário trazer barracas, sacos de dormir e esteiras. Por favor escreva-nos se não quiser dormir em barraca, haverá alternativas (que não incluem escalada), mas esta opção será disponibilizada principalmente às pessoas que necessitam delas para poder participar no encontro.

Para entrar em contato conosco ou se você tiver outras dúvidas: acat@supernormal.net

Um programa detalhado, bem como uma explicação de como chegar e outras informações serão publicados aqui no início de maio.

Todos os anarquistas, corações selvagens, espíritos livres, subversivos e rebeldes que se reconhecem neste convite são bem-vindos.

No entanto – e com a experiência do ano passado – queremos acrescentar um pequeno aviso, para aqueles que talvez devam pensar se realmente querem vir:

  • Pessoas que esperam discussões moderadas, listas de discussão e outras modalidades sócio-cibernéticas. Você pode participar das discussões em pequenos grupos sob tais condições, se quiser fazer isso, mas a maioria das discussões não será assim.
  • Pessoas que esperam uma equipe de ‘awareness’ para um fim de semana de discussão. Não haverá nenhum.
  • Pessoas que esperam festas e consumo de drogas. Existem muitas possibilidades para isso o tempo todo, uma reunião de discussão em uma floresta talvez não seja o espaço para isso.
  • Pessoas que, quando se trata da questão da guerra, apoiam a adesão de anarquistas às fileiras de formações (proto-)estatais ou querem pressionar (moralmente) os anarquistas para ficarem do lado deste ou daquele Estado (ou mesmo lutar por eles), por favor, fique longe desta reunião.

acat.noblogs.org

Tradução > meiocerto

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Para tricotar
Sento-me numa cadeira
De onde veja o relógio.

Toshiko Nishioka