[Espanha] Vídeo | A história de Miguel Ángel Peralta é uma história de dignidade

A história de Miguel Ángel Peralta é uma história de dignidade, que na CGT conhecemos quase desde seu começo, e continuamos usando como exemplo a seguir em cada uma de nossas lutas contra o capital e as injustiças sociais

Que cada homem e mulher que amem a liberdade e o ideal anarquista, o propague com empenho, com persistência, sem fazer caso das zombarias, sem medir o perigo, sem medir as consequências; e mãos à obra camaradas e o porvir será para nosso ideal libertário.” – Ricardo Flores Magón

Miguel é originário da comunidade de ‘Eloxochitlán de Flores Magón’, em Oaxaca (México). Sua vida transcorria tranquila em um entorno natural que os mais velhos tinham lhe ensinado a amar e respeitar desde menino. Por isso, desde que teve uso da razão, Miguel entendeu a defesa do território, assim como a da vida e da natureza, como algo imprescindível. Seus valores e experiências vitais determinaram seu caráter, e foi capaz de arriscar várias vezes sua própria vida e sua liberdade. Passou por momentos duríssimos, onde perdeu a esperança de poder superar ou recuperar-se física e mentalmente, para continuar lutando por sua gente e para demonstrar sua inocência.

Antropólogo, Miguel Ángel define a si mesmo como “anarquista”. Faz uns anos teve que enfrentar uma brutal onda de repressão, exercida pelo Estado, que se abateu sobre várias comunidades indígenas, entre elas a sua, quando seus habitantes se opuseram a participar no jogo do sistema burguês. Montagens policiais, perseguições, acusações sem base, calúnias, etc., Miguel sempre admitiu que sofreu muito por seus pais, pelos mais idosos em geral.

Em solidariedade com Miguel Ángel Peralta Betanzos, desde a Secretaria de Relações Internacionais da CGT, queremos compartilhar com vocês este vídeo resumo sobre suas condições, e animamos a coletivos e organizações sociais a conhecer sua história de vida. Porque é certo que a luta de Miguel foi uma luta quase sem esperança, mas que está valendo a pena, e que está servindo de exemplo para muitas outras que acontecem ou acontecerão.

Desde nossa organização, desde os valores que nos caracterizam como anarcossindicalistas e internacionalistas, desejamos que o companheiro Miguel possa em breve voltar tranquilamente a sua comunidade, abraçando aos que mais queridos e exercendo o direito de viver em liberdade.

Secretaria de Relações Internacionais da CGT

>> Veja o vídeo (04:16) aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=yeGd53zJwZs&t=2s

Tradução > Sol de Abril

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2023/04/07/mexico-organizacoes-exigem-o-fim-da-perseguicao-ao-anarquista-miguel-angel-peralta-betanzos-em-oaxaca/

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Sonha o mendigo
Entre sacos de lixo
E flores de ipê

Edson Kenji Iura

[Espanha] Nova época do jornal Tierra y Libertad

Estamos particularmente entusiasmados em apresentar a nova época do jornal Tierra y Libertad, uma publicação anarquista editada pela Federación Anarquista Ibérica (Federação Anarquista Ibérica).

Além disso, estamos lançando um novo site com a história, a agenda, o arquivo, os artigos que estaremos publicando e os links para outras publicações da FAI e da Internacional de Federações Anarquistas.

O Tierra y Libertad é o jornal libertário mais antigo em língua espanhola e um dos mais antigos do mundo.

tierraylibertad.net

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Chuva cai lá fora
No batuque das goteiras.
Eu durmo tranqüilo.

Natacha Lemes Batistão

[Reino Unido] Lançamento: O giro anarquista no ativismo de esquerda do século XXI

O ativismo de esquerda das últimas décadas exibe um evidente giro anarquista em termos quantitativos, como menções de anarquistas em notícias e a adoção de modos de organização, táticas e objetivos sociais anarquistas por parte de ativistas – independente de eles reivindicarem esse rótulo. Os autores argumentam que as próprias crises que geraram mobilizações radicais desde o início do milênio tanto levaram ativistas a rejeitar outras estratégias para a transformação social como a ver práticas anarquistas como apropriadas para os desafios da nossa era. Esse giro fica aparente nas Américas e na Europa, e tem reverberações numa escala ainda maior, transnacional, quiçá global. Isso sugere que mais pesquisa sobre movimentos sociais é necessária para melhor considerar tradições anarquistas, bem como outras tradições radicais marginalizadas, não apenas como objetos de estudo, mas como importantes fontes de teoria.

O giro anarquista no ativismo de esquerda do século XXI [The Anarchist Turn in Twenty-First Century Leftwing Activism]

John Markoff, Hillary Lazar, Benjamin S. Case, Daniel P. Burridge

Editora: Cambridge University Press

País: United Kingdom

Publicado em 11 April 2024

Páginas: 90

ISBN 9781009495240

22.00

cambridge.org

Tradução > anarcademia

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zínias frescas,
brancas, amarelas,
cadê as borboletas?

Rosa Clement

 

[Grécia] Passeata contra a mineração e extração de hidrocarbonetos. Luta contra o saque da natureza e a guerra

NÃO À EXTRAÇÃO DE HIDROCARBONETOS

LUTA CONTRA O SAQUE DA NATUREZA E A GUERRA

PASSEATA SÁBADO, 15 DE JUNHO, ÀS 12 HORAS

REGIÃO DO EPIRO

Recentemente, houve relatos de que a perfuração exploratória planejada em Epiro foi congelada sem que a empresa tenha feito qualquer anúncio oficial. Essa não é a primeira vez que tais notícias são divulgadas pela mídia. Seu objetivo é amansar a vigilância e a organização de nossa resistência.

A mineração que preocupa Ioannina está planejada para ocorrer em Gourgianista, no município de Zitsa, a dois quilômetros de Kurenda e a cerca de 17 quilômetros de Ioannina. O trabalho será realizado em uma área de 53 hectares e a uma profundidade de 3,5 km.

A empresa encarregada é a Energean [empresa de exploração e produção de petróleo e gás internacional sediada no Reino Unido], a mesma que em 2017 (na época com a Repsol) pesquisou petróleo em todo o Epiro. A empresa anuncia que tentará extrair gás natural e não petróleo, promovendo-o como mais ecológico e menos prejudicial à natureza. Ou seja, enquanto se proclama a “transição verde”, os investimentos em combustíveis fósseis são recompensados, sendo o gás natural apresentado como energia “verde”.

O gás natural não é uma alternativa ecológica ao petróleo. A possível mineração na área será igualmente destrutiva para as águas da região, que está localizada na bacia do rio Kalamas e está incluída no Registro de Áreas Protegidas da Divisão de Águas do Epiro. A qualidade do ar será prejudicada pela liberação de uma multiplicidade de gases tóxicos, tais como dióxido de enxofre, monóxido de azoto, sulfureto de hidrogênio, monóxido de carbono, etc. O solo irá deteriorar-se, pois a mineração produzirá pelo menos 50 tipos diferentes de resíduos, como admite a empresa no seu Estudo de Impacto Ambiental. A atividade sísmica intensificar-se-á numa área já sísmica. Além disso, a empresa não está vinculada nem por lei nem pelo contrato de concessão a fazer restituições em caso de acidente ou outro desastre.

Nenhuma região convertida à mineração viu a sua economia florescer e os seus habitantes prosperarem. É mentira que a empresa vá oferecer empregos: serão poucos e por pouco tempo. Pelo contrário, as atividades da região (agricultura, pecuária) desaparecerão ou serão degradadas, tornando-a completamente dependente do funcionamento da empresa. Em nenhuma região mineira os residentes têm acesso mais barato à energia. Pelo contrário, estes projetos são planejados em áreas já desertificadas e conduzem a uma maior desertificação.

A Energean, empresa que arquitetou o projeto, já está emergindo como um gigante da mineração de hidrocarbonetos. Os seus depósitos em Israel são guardados pelo fabricante de armas israelita Elbit Systems, um importante fornecedor dos militares israelitas e construtor do muro que separa os EUA e o México. De acordo com um anúncio da empresa, os seus lucros não foram afetados pelo derramamento de sangue na Palestina, embora tenha anunciado recentemente a descoberta de uma nova jazida no Egito. Tal como em Israel, também no Epiro, a empresa tentará proteger os seus lucros militarizando a região. A possível mineração não irá melhorar a posição geopolítica do país, mas sim aproximá-lo das rivalidades transnacionais. Todas as guerras modernas são travadas por causa da energia.

A lógica colonial da empresa é complementada por patrocínios a entidades locais que assim se tornam seus cúmplices. Normalmente chamaríamos isso de suborno. A empresa foi anunciada como patrocinadora do Lake Run 2023 e do 6º Festival Dodoni, ofereceu material escolar, ar condicionado ao posto de saúde Voutsara, patrocinou o grupo de teatro do Município de Zitsa para a apresentação do ano passado. Assim, algumas necessidades locais são atendidas e a empresa faz o seu trabalho ganhando popularidade e obscurecendo os planos de morte!

Somos hostis à lógica das empresas, das autoridades locais, dos governos e da União Europeia que tratam a natureza como recursos a serem explorados. O mapa da Autoridade Reguladora de Energia mostra planos para instalar turbinas eólicas em quase todas as montanhas (também foi feito um pedido para Kurenda) da Grécia. Milhares de acres estão planejados para serem alocados para energia fotovoltaica. Pequenas hidrelétricas foram propostas para dezenas de riachos. O que sobrar será explorado pelo turismo, que leva as áreas ao seu limite para que os empresários possam se enriquecer em condições de escravidão para os trabalhadores. A energia é um bem social e, como tal, deveria estar sob controle social e não nas mãos de um punhado de aproveitadores privados.

Nenhuma complacência até o cancelamento total do projeto

Organizamos nossas resistências horizontalmente e sem mediação, longe das lógicas partidárias de delegação

A empresa e seus parceiros locais nos encontrarão na frente deles

Assembleia aberta contra saques de energia

antioilgiannina@gmail.com

againstnrglooting.blogspot.com

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conversa de adultos
debaixo da mesa
adormeço entre brinquedos

João Angelo Salvadori

Chamado para a XIV Feira Anarquista de São Paulo

Os coletivos Biblioteca Terra Livre, Centro de Cultura Social de São Paulo (CCS-SP) e Núcleo de Estudos Libertários Carlo Aldegheri (Nelca) organizam a XIV Feira Anarquista de São Paulo, dando continuidade ao conhecido encontro anual de anarquistas e simpatizantes do mundo inteiro.

A Feira pretende reunir coletivos e editoras anarquistas em suas tradicionais mostra e venda de livros, jornais, revistas, fanzines e demais materiais libertários.

Paralelamente ao ambiente editorial, haverá palestras e debates, assim como diversas atividades culturais, como exposições, poesias, apresentações teatrais, entre outras.

Todas as pessoas estão convidadas para participar da Feira!

Data: 24 de novembro de 2024, das 10h às 19h

Local: EMEF. Des. Amorim Lima

Rua Prof. Vicente Peixoto, 50 – Butantã, São Paulo

Organização: Biblioteca Terra Livre | Centro de Cultura Social | Nelca

ENTRADA GRATUITA

COMO PARTICIPAR OU COLABORAR

Grupos, coletivos, editoras e publicações anarquistas interessadas em participar e/ou expor seus materiais ou que desejem realizar atividades pessoalmente:

Se você não puder comparecer, há maneiras de se envolver com a Feira:

* Grupos e coletivos: podem enviar panfletos e/ou painéis com informações sobre suas atividades para exposição das práticas anarquistas no mundo ou então enviar um vídeo explicando o projeto que desenvolvem e o histórico do grupo.

* Editoras e publicações anarquistas: podem enviar seus materiais que nos encarregaremos da exposição e venda.

* Artistas: (amadores ou profissionais) podem criar e enviar um cartaz para a divulgação da feira. Mais informações para o envio de cartazes em https://feiranarquistasp.wordpress.com/cartazes/

feiranarquistasp.wordpress.com

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raios!
alguém rasgou
o terno azul da tarde

Alonso Alvarez

[Espanha] Apoio à plataforma Libertad 6 de Zaragoza

Olá, estamos escrevendo para você da plataforma Libertad 6 de Zaragoza porque você assinou nosso apoio à campanha.

Ontem foi o 50º dia desde as primeiras admissões na prisão e queríamos pedir novamente sua ajuda em todas as frentes em que estamos trabalhando.

Por um lado, na sexta-feira, 14 de junho, sairemos às ruas novamente com uma manifestação em Zaragoza (19h da Pza. España). Por favor, envie a convocação e o cartaz para sua militância e filiação para incentivá-los a comparecer.

Em segundo lugar, precisamos que você continue fazendo contribuições financeiras para o nosso crowdfunding. Embora o valor ideal tenha sido ultrapassado, fomos informados de que ainda falta uma compensação de 6 dígitos, por isso precisamos da solidariedade popular para continuar a nos espalhar (contribuições como organização ou da militância): https://www.goteo.org/project/libertad-6-de-zaragoza

Você também pode contribuir financeiramente comprando camisetas: https://www.libertad6dezaragoza.info/camisetas/

Por fim, dar visibilidade ao caso é bom para que ele chegue a todas as partes do país e seja conhecido por todos. É fundamental publicar as notícias e imagens que estamos lançando a partir da plataforma (Twitter/Instagram) nas redes sociais. Se quiser folhetos para ter e distribuir, ou se precisar de alguma imagem específica para seus sites e redes, pode nos solicitar. Colocamos em nosso site um contador de dias na prisão, podemos ajudar a colocá-lo em outros sites se eles forem WordPress.

Muito obrigado por seu apoio e solidariedade.

Um abraço.

Conteúdos relacionados:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/04/04/espanha-pela-liberdade-dos-6-de-zaragoza/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/02/07/espanha-a-suprema-corte-condena-quatro-dos-seis-de-zaragoza-a-quatro-anos-e-nove-meses-de-prisao/

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Gotas de sangue
estão prestes a pingar:
pitangas maduras.

José N. Reis

[Espanha] 140 anos do julgamento de La Mano Negra

Este ano marca o 140º aniversário das execuções realizadas pelo julgamento de La Mano Negra em Jerez de la Frontera (1874). Um crime de Estado, um assassinato legal, que levou ao garrote vil sete trabalhadores. Com a invenção dessa suposta sociedade secreta, eles realmente cortaram pela raiz o movimento operário organizado na Federación de Trabajadores de la Región Española (F.T.R.E.), no contexto da Primeira Internacional.

140 anos depois, suas vítimas ainda não foram dignificadas.

Na imagem [em anexo], apresentamos o PROGRAMA DE ATOS que realizaremos para comemorar esse aniversário, que ocorrerá no dia 14 em nossa sede na Pza. del Arenal e no dia 15 no Colégio Miguel Cervantes, que em 1883 era a sede da Audiência onde foram realizados os julgamentos de La Mano Negra.

Fonte: https://www.cnt.es/noticias/140-anos-del-proceso-de-la-mano-negra/

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manhã
me ilumino
de imensidão

Giusepp

[Chile] 11 de junho: Dia Internacional de Solidariedade aos Presxs Anarquistas de Longa Data

Em um momento em que os longos braços do poder procuram e atacam duramente nossos companheirxs e entornos, cabe a nós responder a esses golpes com mais força e determinação. E uma de nossas armas mais perigosas é a solidariedade antiprisão. Esses atos concretos de apoio àqueles que, acusados de atacar esse mundo de grades e gaiolas, foram eles mesmos encarcerados nas prisões que buscamos destruir. Mas a prisão não é sustentada apenas por muros de concreto, espaços fechados e gendarmes [policiais]; ela também é sustentada pela anulação das vontades daqueles que aprisiona e pela intimidação por meio do medo daqueles de nós que se declaram em guerra aberta contra todas as formas de autoridade.

Portanto, neste novo 11 de junho, data que conseguiu se estabelecer como um dia de solidariedade anárquica antiprisão, convidamos você a se reunir, se informar e discutir sobre as diferentes maneiras de enfrentar a prisão de nossos companheirxs e fazer de nossa solidariedade mais uma trincheira de combate contra as prisões e a sociedade que precisa delas.

– Atualização judicial Marcelo Villarroel

– Atualização judicial Francisco Solar

– Conversação

– Projeção

Mais:

– Rango vegano (coleta financeira para presxs)

– Feira e propaganda anárquica (traga a sua – sem comida)

Terça-feira, 11 de junho de 2024 – 18h00

Juan Martinez de Rozas 3091, metrô Quinta Normal, Santiago Centro

ESPACIO FÉNIX
espaciofenix.noblogs.org | espaciofenix@riseup.net

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2023/04/27/eua-11-de-junho-dia-internacional-de-solidariedade-com-marius-mason-e-todos-os-prisioneiros-anarquistas-de-longa-data/

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Ah, lua de outono —
Andando em volta do lago
Passei toda a noite.

Bashô

[Reino Unido] Notícias da Feira do Livro Anarquista Ewan Brown, de Newcastle

Continuamos a celebrar a vida do nosso camarada e o passado, presente e futuro radical do nordeste da Inglaterra – é o nosso natal anarquista, mas também um velório punk

A terceira feira do livro anarquista anual Ewan Brown foi realizada em Newcastle-upon-Tyne no sábado, 1º de junho. Ewan morreu de exposição após um episódio psicótico, provocado por um policial que lhe deu um soco no rosto. Camarada dedicado e trabalhador, Ewan se dedicava a várias causas, muitas das quais são refletidas por aqueles que dirigem e visitam a feira de livros que agora leva seu nome. Após sua morte e inspirado pela Feira do Livro Anarquista e Feminista de Edimburgo, da qual Ewan gostava muito, um grupo de amigos e companheiros se reuniu para organizar esse evento anual.

Mais uma vez realizado no maravilhoso cinema Star and Shadow, havia duas salas de estandes e a sala de cinema, onde foram projetados filmes de Ewan. A feira do livro foi muito concorrida e contou com muitos estandes e oficinas organizadas por grupos e organizações locais e nacionais. Muito foi discutido, e um camarada no estande do sindicato Northumbria IWW mencionou que havia muito interesse em nossa campanha por uma Zona Livre de Apartheid. Também conversamos com algumas das pessoas do estande organizado pela Disabled People Against Cuts [Pessoas com Deficiência Contra os Cortes] (DPAC), que era de Teesside, e sugerimos que organizássemos uma Feira do Livro Radical em Teesside, da qual todos os outros estandes também manifestaram interesse em participar.

Além dos estandes havia arte, música ao vivo e filmes. Entre os filmes exibidos havia um dos protestos na conferência do Partido Liberal Democrata de 2012, em Gateshead, em que soltamos uma faixa bem grande fazendo referência ao governo de coalizão e com a inscrição “CONDENAR O CAPITALISMO” numa fonte de dois metros, bem como a briga, as prisões e as detenções que se seguiram entre nossos companheiros black blocs e os policiais.

No mesmo dia da feira de livros, havia também uma manifestação planejada da Campanha de Solidariedade à Palestina, que começaria no centro da cidade antes de marchar para o acampamento de estudantes na universidade. Logo no início, recebemos a notícia de que 10 fascistas que pretendiam atrapalhar a manifestação haviam ocupado o ponto de encontro, o monumento no centro de Newcastle. Alguns de nós fomos confrontá-los, mas acabou sendo um grupo de adolescentes que, depois de muito ser questionado, comentou: “Não sei nada sobre a Palestina, mas concordo com tudo o que vocês disseram”. Também estavam presentes muitos policiais coletando provas.

Desenrolamos uma grande faixa clamando pelo fechamento de uma fábrica de armas local, que pertence à empresa israelense Rafael, e a marcha começou. Os alunos também fizeram uma faixa incrível com o logotipo da universidade em arame farpado e chamas, para protestar contra seu envolvimento com o apartheid e o genocídio. Depois do protesto, alguns de nós fomos a alguns dos pubs locais à tarde, acabando por voltar ao cinema Star and Shadow a tempo de ver a última banda, Almighty Uprisers, que foi – como todos os outros aspectos do dia – brilhante.

Capitão B. Fart

Fonte: https://freedomnews.org.uk/2024/06/07/report-from-newcastle-ewan-brown-anarchist-bookfair/

Tradução > anarcademia

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dia após dor
após dia, luz após
dor após lua

Claudio Daniel

Vem aí a IV Feira do Livro Anarquista de Belo Horizonte

Formulário de inscrição para a IV Feira do Livro Anarquista de Belo Horizonte

Olá, companheiras, companheiros e companheires. Este formulário visa reunir editoras, coletivos, cooperativas e grupos interessados em expor livros, zines, materiais gráficos, arte, alimentos e outros produtos ou oferecer oficinas e apresentações artísticas na IV Feira do Livro Anarquista de Belo Horizonte.

O envio de inscrições para interessades em expor se encerra no dia 15/6 (sábado)!

INFORMES PRELIMINARES

Data de realização: 06 de julho de 2024.

Local:  Espaço Comum Luiz Estrela

  1. Manaus, 348 – São Lucas, Belo Horizonte – MG

Horário: a definir

ATENÇÃO: Devido às limitações de espaço físico do local onde a feira acontecerá, as propostas serão avaliadas e selecionadas pela Comissão Organizadora da Feira do Livro Anarquista de Belo Horizonte, priorizando propostas que tenham como eixo central concepções e práticas do campo político anarquista. Pedimos que os campos a seguir sejam preenchidos com o máximo de informações possíveis, para facilitar o processo de seleção.

A organização da Feira Anarquista de Belo Horizonte é autônoma e independente. Sugerimos aos participantes selecionados a contribuição voluntária de R$ 20 para contribuir com a realização do evento

SOLICITAMOS que preencham o formulário com e-mail que seja frequentemente acessado, pois nossos primeiros contatos serão por meio dele.

Preencha o formulário aqui: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScBHyLnedU68_J8GlqBs2cOjqoD9Gz1KSre-08xn3APyGZD-g/viewform

Site da Feira do Livro Anarquista de BH: https://feiraanarquistabh.noblogs.org/

A Feira do Livro Anarquista de Belo Horizonte é organizada pela Kasa Invisível e Organização Socialista Libertária.

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pássaros cantando
no escuro
chuvoso amanhecer

Jack Kerouac

Pelo aniversário da morte de Franz Kafka

Kafka, diante de uma manifestação de trabalhadores, observou: “Essas pessoas são tão autoconscientes, tão autoconfiantes e tão bem-humoradas! Elas são donas da rua e pensam que são donas do mundo. Mas estão se iludindo. Atrás deles estão os secretários, os burocratas, os políticos profissionais, todos os sultões modernos que estão se preparando para tomar o poder […]. A revolução se evapora, resta apenas a lama de uma nova burocracia. Os grilos da humanidade torturada são feitos de papéis ministeriais” (Löwy, Redemption and Utopia, 1997:85). Kafka aponta, assim, para um fato fundamental das revoluções modernas: sua tensão entre o radicalismo que inspira sua aparição e a submissão à Ordem que habita seu interior oculto, onde se encontram os políticos profissionais, os gestores da revolução, os estadistas. Um político realista diria: “O que se pode fazer, as coisas são assim”. Mas essa tentativa de neutralizar o perigo nas palavras de Kafka não diminui o fato de que ele estava certo ao formular algo verdadeiro a ser levado a sério: a revolução bem-sucedida é o prelúdio do crescimento do Estado; e quando o Estado cresce e se organiza de forma mais eficiente, a contrarrevolução começa.

As revoluções modernas são certamente paradoxais: por um lado, elas podem ser habitadas por um desejo real de libertação das correntes e do destino que são impostos, da realidade esmagadora que não se quer mais tolerar; mas, por outro lado, aproveitando esse impulso, o princípio da ordem estatal renasce nela, o retorno ao canal, a reconstrução do que é negado. A revolução moderna está muito ligada à própria modernidade, com seu crescimento industrial e técnico, a explosão populacional e tudo o que a acompanha. O grito de “Liberdade!” deu lugar, com muita frequência, ao aperfeiçoamento do Estado, ao desenvolvimento técnico desenfreado e ao produtivismo econômico brutal, e ignorar isso a essa altura é imperdoável; hoje, até certo ponto, vivemos no rescaldo de um mundo no qual as mudanças revolucionárias não descarrilaram, mas contribuíram (talvez, apesar de alguns revolucionários) ativamente para tecnificar o Estado, para tornar a administração mais poderosa do que nunca, para nos prender à sociedade tecnoindustrial. O triunfo de uma revolução não significou nada além dessa reconstrução da mentira, abriu o caminho para os burocratas com suas funções ministeriais que, em nome da revolução e de suas conquistas, passam a julgar e subjugar, a impor uma ordem revolucionária que, como se sabe, não passa de uma nova forma da mesma velha dominação que se justifica com o rótulo de “revolucionária”. Pode-se e até mesmo deve-se denunciar um governo não progressista e reacionário, liberal ou democrático; mas que ninguém pense questionar um governo instalado pela revolução!

Hoje não se pode mais denunciar qualquer governo ou a ordem capitalista e ficar satisfeito. Isso não pode ser levado a sério; e se for levado a sério, deve ser porque não estamos à altura das exigências das circunstâncias e porque estamos perdidos na névoa de informações. A própria ideia de governo progrediu: não somos mais oprimidos por um governo tirânico dentro das fronteiras nacionais, nem somos apenas presas do capitalismo transnacional. O Estado, como princípio organizador da sociedade, tornou-se mais tecnológico, mais eficiente, mais abstrato; o governo que nos ameaça pretende reduzir toda a vida à Administração do Homem, pretende ser um governo total que, tendo destruído e arruinado os mecanismos da própria natureza, pretende repará-los transformando-se em uma nova natureza, completamente artificial, técnica e humana. Não é apenas a sua existência como um espécime humano em uma cidade que depende dessa administração, mas também os peixes, as águas dos rios e as montanhas. O homem não pode mais voltar atrás, retirar-se e parar de intervir: mas é precisamente essa sua intervenção constante que tem o efeito de estragar as coisas, o que, por sua vez, o força a intervir ainda mais para remediá-las com seus avanços técnicos e científicos. Assim, ele está em um círculo vicioso que o leva a aumentar seu poder sobre a natureza e a se trancar em uma prisão.

Outra revolução composta de documentos ministeriais não pode resolver nada importante hoje. Os apelos ao caráter revolucionário do anarco-sindicalismo, do leninismo ou do maoismo são risíveis. A observação de Kafka é ainda mais valiosa por ter sido feita há mais de um século, na época das revoluções, e por ter visto sua contradição em um momento em que se acreditava que a revolução traria um mundo melhor. Cabe a nós levar em conta esses tipos de lembranças do passado e as circunstâncias nos obrigam a ter uma lucidez semelhante para enfrentar a realidade de hoje. O fato de sermos ou não capazes de responder a essa demanda terá seu papel, se já não for tarde demais para a lucidez.

Fonte: https://ovejanegrarevista.wordpress.com/2024/06/03/por-el-aniversario-de-la-muerte-de-franz-kafka/

Tradução > anarcademia

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Nas águas do mar
Águas-vivas flutuam
Tranqüilamente…

Miranda

[Espanha] Boicote a Israel

A CNT promoverá o boicote aos interesses do Estado de Israel para denunciar o genocídio contra o povo palestino

A Plenária Confederal de Regionais da Confederação Nacional do Trabalho aprovou, em 11 de maio, a adesão ao movimento BDS (Boicote, Desinvestimento e Sanções) para promover o boicote efetivo ao Estado de Israel e denunciar o genocídio cometido contra o povo palestino.

Assim, o mais alto órgão decisório entre congressos da CNT aprovou a promoção do boicote às empresas que participam ativamente do financiamento do genocídio, seja apoiando o governo israelense ou seu exército.

A CNT reafirma seus princípios internacionalistas e libertários e, portanto, sua oposição a todos os exércitos, aos governos que os lideram e aos Estados que os financiam como a origem de todas as guerras que só trazem miséria, morte e barbárie aos povos do mundo para manter os privilégios das classes dominantes.

Zaragoza, 1º de junho de 2024

Comitê Confederal Confederação Nacional do Trabalho

cnt.es

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Árvore amiga
enfeita meus cabelos
com flores amarelas

Rosalva

Lula sanciona lei que permite monoculturas de eucalipto sem licenciamento ambiental

Lei foi aprovada no início de maio no Congresso por pressão da bancada ruralista. Sanção contraria recomendações do MP e sociedade civil

Por Cristiane Prizibisczki | 03/06/2024

Contrariando recomendações do Ministério Público Federal e de organizações da sociedade civil, o presidente Lula sancionou, na última sexta-feira (31), a lei que exclui a silvicultura do rol de atividades potencialmente poluidoras, liberando-a do licenciamento ambiental. A sanção foi publicada no Diário Oficial da União.

Aprovado no dia 9 de maio pelo Congresso Nacional após tramitação a jato e grande pressão da bancada ruralista, o projeto agora sancionado por Lula muda a Política Nacional de Meio Ambiente (Lei 6.938/81), de forma a tirar o plantio de monoculturas para extração de celulose, como pinus e eucalipto, da lista de atividades que se utilizam de recursos ambientais e são potencialmente poluidoras.

A lei, de autoria do senador Álvaro Dias (Podemos/PR), também isenta a atividade do recolhimento de impostos, por meio da isenção do pagamento da Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental (TFCA).

No início de maio, a Associação Brasileira de Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) publicou uma nota técnica alertando para a inconstitucionalidade da proposta, por já haver entendimento no Supremo Tribunal Federal pela necessidade de licenciamento para tal atividade.

A Abrampa também alertou que o então projeto violava a legislação nacional e internacional a respeito da biodiversidade e representava grave retrocesso ambiental.

“A silvicultura, especialmente em larga escala, possui um potencial poluidor significativo que não pode ser ignorado. Permitir que essa atividade ocorra sem o devido licenciamento ambiental é um convite à ampliação da degradação ambiental e à extinção de espécies. O projeto afronta diretamente o interesse público e a Constituição da República e ainda causa clara insegurança jurídica, razões pelas quais instamos o presidente da República a vetá-lo”, diz Alexandre Gaio, presidente da Associação.

Em meados de maio, a rede de organizações do Observatório do Clima, a WWF Brasil e o Instituto Socioambiental (ISA) também publicaram nota técnica recomendando o veto à proposta.

Para as organizações, a silvicultura traz uma série de impactos ambientais, entre eles a contaminação de corpos d´água pela utilização intensiva de agrotóxicos e fertilizantes, a fragmentação de habitats, redução da biodiversidade e comprometimento de serviços ecossistêmicos, além de impactos sociais, como a possível desapropriação de comunidades tradicionais para plantio de monoculturas.

Fonte: https://oeco.org.br/noticias/lula-sanciona-lei-que-permite-monoculturas-de-eucalipto-sem-licenciamento-ambiental/

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galho partido
depois da tempestade
caminho de formigas

Alexandre Brito

[Grécia] Abstenção ativa nas eleições europeias | Nem fascismo nem democracia, queremos anarquia

As eleições europeias vão realizar-se pela décima vez na Grécia. Desta vez, ocorrem à sombra de desenvolvimentos geopolíticos, da carnificina em Gaza e com uma nova crise financeira global batendo à porta. Por mais que os governantes tentem convencer-nos de que votar é importante, as decisões políticas e econômicas para as nossas vidas são e continuarão a ser tomadas por eles. Só a luta contra os Estados e o capitalismo pode abrir caminho para uma sociedade livre, uma sociedade que não será dominada pela exploração e pela opressão, mas pela igualdade e pela solidariedade.

Eleições e a perpetuação do mundo capitalista

Todo o mundo político apela às urnas “para fortalecer a democracia”, “por mais policiais”, “para evitar a ascensão da extrema direita, etc. Os argumentos são muitos, mas ignoram deliberadamente a realidade: seja qual for o resultado das eleições, não vai mudar a sombria realidade capitalista. As (euro)eleições são simplesmente um processo de legitimação dos dominantes política e economicamente e de perpetuação da exploração e da opressão da nossa classe. É uma capa que esconde (e apresenta como natural e necessária) a exploração de classe, a exclusão de todas as decisões relativas à nossa subsistência, as políticas racistas que consolidam as sociedades, a destruição da natureza no interesse do capital, o financiamento de mecanismos assassinos da polícia e do Exército. Todos estes são pilares inegociáveis ​​dos Estados da UE que garantem a continuidade para manter o seu poder. Isto é feito por uma série de mecanismos, ideológicos e repressivos, como a polícia, as prisões, os tribunais, o exército, a igreja, os meios de comunicação social, a escola, a família, etc. No entanto, as elites europeias, sem qualquer hesitação, puseram em marcha as máquinas de guerra, alimentando a carnificina e tentando manter a sua parte no bolo geopolítico. É um objetivo reconhecido da UE nos próximos anos tornar-se ainda mais militarizada e preparar-se para uma possível guerra geral. É importante que as forças de luta, e mais amplamente as que vêm de baixo, não sucumbam aos gritos de guerra. Sabotar a guerra e a indústria bélica, não permitir que mais sangue seja derramado.

União Europeia, valores democráticos, hipocrisia

A União Europeia, ao longo do tempo, tenta apresentar-se como uma “potência superior”, com “valores democráticos profundos”, com “interesse nos direitos humanos e na paz”. Na realidade, porém, é uma aliança militar e econômica que, direta ou indiretamente, participa na maioria das guerras, trata o resto do mundo em termos predatórios e reprime aqueles que lutam. A política externa da UE está repleta de hipocrisia. Por um lado, na guerra na Ucrânia, denuncia o Estado russo como agressor, escondendo as suas próprias responsabilidades na guerra. Por outro lado, apoia o Estado israelita no massacre que leva a cabo na Palestina. O alegado apelo aos valores humanitários visa esconder a exploração e a opressão, os massacres de pessoas em todo o planeta pelos interesses dos capitalistas.

Extrema direita e UE

As narrativas nacionalistas belicistas da UE e as duras políticas anti-imigração e repressivas estão mudando a cena política para caminhos cada vez mais conservadores, fortalecendo continuamente a extrema direita e nacionalistas. Infelizmente, partes dela vinda “de baixo”, que por muitas razões diferentes, em tempos de crises e guerras, recorrem a formações de extrema direita. Na verdade, muitas vezes este voto também é apresentado como “anti-sistama”. Um argumento frequente dos partidos de esquerda é que este crescimento pode ser bloqueado nas urnas. Algo que é enganoso, pois historicamente está comprovado que o fascismo só desmorona nas ruas. Além disso, apoiar as eleições europeias legitima principalmente as elites europeias, uma vez que também mantêm e fortalecem as reservas nacionalistas e fascistas.

Delegação

Se aceitarmos que deve haver governante e governado, o mundo podre de hoje será perpetuado e as decisões serão tomadas por alguns políticos especialistas. Através da delegação, os soberanos recebem um cheque em branco para definir todos os aspectos de nossas vidas. Pela lógica da submissão, em vez de sairmos às ruas para lutar, sugerem que votemos em algum salvador que nos prometa algumas migalhas extras. Enquanto o Estado, o poder e a exploração continuarem a existir, milhares de milhões de pessoas oprimidas vivem e morrem, na pobreza absoluta, numa tortura diária. Uma vida cotidiana que é capturada da forma mais chocante nos campos de concentração de migrantes na Grécia, nas prisões do Irã, das favelas do Brasil às fábricas de trabalho infantil na Tailândia, dos guetos de Paris às minas de carvão da África do Sul.

Um argumento frequente é que o mundo não vai mudar, por isso devemos olhar de forma realista para a forma como sobreviveremos no presente. Infelizmente, este argumento muitas vezes “pega” e as possibilidades de assimilação através das eleições é uma arma muito poderosa do regime democrático. Participar nas eleições com a lógica de votar no “mal menor” foi a principal causa da derrota, tanto imediata como a longo prazo, de muitas lutas e movimentos. Marca o afastamento do caminho dos lutadores, o abandono de qualquer perspectiva libertadora, a delegação e a procura de soluções de governança dentro do sistema.

As armadilhas da democracia podem ser superadas. A erosão das consciências dos oprimidos pelos mecanismos ideológicos do Estado é reversível e a super arma do Estado pode ser derrotada. O caminho que leva a uma sociedade potente é difícil, mas permanece aberto. Quando os oprimidos e explorados deste mundo acreditarem nas suas forças, tudo pode tornar-se possível.

Lutemos sem líderes e seguidores. Com fé na nossa própria força contra todas as formas de poder e exploração. Vamos espalhar as nossas lutas desde a sabotagem da guerra e dos militares, até ao conflito com a polícia, a violência cotidiana do patriarcado e do racismo. Da oposição à tortura do encarceramento nas celas da democracia, ao saque da natureza e dos animais não humanos. O confronto com pequenos e grandes patrões, promovendo a solidariedade nas lutas que acontecem em todo o planeta. Com o objetivo de unir as lutas individuais e coletivas na perspectiva da ruptura global com o existente: a revolução social e de classe. Para preparar o caminho para a anarquia. Uma sociedade de liberdade, igualdade, espalhada por todo o planeta.

ABSTENÇÃO ATIVA NAS ELEIÇÕES EUROPEIAS, PARTICIPAÇÃO ATIVA NAS LUTAS SOCIAIS E DE CLASSE

NEM FASCISMO, NEM DEMOCRACIA, QUEREMOS ANARQUIA

Coletivo Anarquista Acte

acte@riseup.net/acte.espivblogs.net

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Na terra seca
Formigas em festa
Carregam uma semente.

Setsuko Geni Oyakawa

[Espanha] 15° aniversário da Livraria Aldarull, projeto anarquista

No dia 8 de junho organizaremos um evento para comemorar os 15 anos da livraria e apresentar o tour pela Editorial Aldarull e seu novo livro.

Sábado, 8 de junho, 11h00 – 20h00

Praça John Lennon (Gràcia-Barcelona)

P r o g r a m a ç ã o:

11h00. Começamos o dia com a feira de livros

12h00. Contação de história. CachitoShow. Um conto histórico contra as fronteiras dos Pirenéus.

13h00. Apresentação do livro “Construímos a casa que habitamos. Experiência trans não binárias, trans, migras e racializadas”.

14h30. Comedor vegano. Paella e gaspatxo

17h00. Mesa redonda e debate. Perspectivas para a autopublicação anárquica. Trabalho de editoras anarquistas autogeridas. Apresentação de projetos e publicações. Aldarull Ediciones, Bauma, Caballito de Batalla, Prometeo Ediciones, El Lokal del Raval, Afilando Nuestras Vidas e Descontrol.

20h00. Encerramento!

Aldarull é uma livraria anarquista no bairro de Gràcia, em Barcelona. Aberta desde 2009, é um projeto coletivo autogestionário que tem como foco a divulgação de material de transformação e agitação social, com ideias anarquistas que promovam o espirito critico e de luta através de livros, zines, HQ’s, palestras, camisetas, artesanatos… Por outro lado, no nosso projeto os livreiros e livreiras não cobram nada, quem participa o faz de forma militante, comprometida e livre, assim como também não temos afã de lucro, todos os lucros que obtemos são destinados a apoiar grupos anarquistas, pessoas presas ou causas repressivas.

Aldarull

c/ Torrent de l’Olla 72, 08012 Barcelona

aldarull.org

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No meio da noite,
um súbito despertar.
Pernilongos a postos.

Renata Paccola

[Espanha] Segunda Bienal Anarquista de Madri

Nos dias 21, 22 e 23 de junho de 2024, será realizada a segunda Bienal Anarquista de Madri.

Essa segunda edição da Bienal Anarquista de Madri ocorrerá no CSO La Animosa (C/Mar de Japón, 15, Hortaleza).

O evento girará em torno das bancas de mais de 20 editoras amigas. Palestras, oficinas, mesas redondas e espaço e tempo para (re)encontros.

Nesta edição, decidimos que um eixo temático definirá o conteúdo de todas as atividades, facilitando a conversa e o debate sobre um assunto muito amplo desde diferentes abordagens e pontos de vista.

O fio condutor será: “Território e identidade. Estados nação e alternativas emancipadoras”.

A Bienal Anarquista de Madrid nasceu com o objetivo de conectar teorias e práticas libertárias, deixando nossos espaços confinados e construindo alternativas reais com as quais podemos nos enriquecer em nossa busca por uma transformação social radical.

>> Confira a programação aqui:

https://bienalanarquista.madrid/segunda-bienal-anarquista-de-madrid-2024

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na noite, o vento
vindo cheiroso de ver
madressilvas.

Alaor Chaves