[Itália] Milão: Atividade “2 anarquistas mortos pela liberdade”

Gaetano Bresci e Santiago Maldonado.

Queríamos lembrar com amor e rebeldia a solidariedade comprometida do companheiro Santiago Maldonado, 6 anos após seu assassinato pelas mãos da covarde gendarmaria argentina.

Solidariedade internacionalista que não esquece, que não perdoa, na memória combativa, na liberdade do Lonko Facundo Huala e na luta do povo mapuche.

SANTIAGO MALDONADO PRESENTE!

Nós amamos você, Santi!

Rede Internacional em Defesa do Povo Mapuche

01/08/2022

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agência de notícias anarquistas-ana

As nuvens do céu –
o céu do infinito
eu de nenhum lugar

Stefan Theodoru

[Chile] Ataque incendiário ao ônibus da RED do lado de fora da Prisão de San Miguel

Reivindicação do ataque incendiário ao ônibus da RED do lado de fora da Prisão de San Miguel, Santiago, território ocupado pelo Estado chileno.

Ataque incendiário ao ônibus da RED do lado de fora da Prisão de San Miguel

Quando vemos o rosto do inimigo, reconhecemos imediatamente a prisão e seu sistema penitenciário, com todos os seus equipamentos e funcionários, como um foco a ser destruído, pois é lá que historicamente eles têm procurado aprisionar mentes e ações revolucionárias.

Tanto no passado como no presente, sabemos que nossos companheiros de prisão tiveram que resistir diariamente ao assédio constante de seus corpos, já que a gendarmeria [polícia] tenta provocar sistematicamente a desmoralização de nossos companheiros de prisão, por meio de humilhações, castigos, torturas, ameaças de retirada de visitas ou ordens diante de qualquer ato que altere os códigos de dominação dentro dos módulos.

É por isso que, por meio de um ataque de precisão, incendiamos um ônibus da RED com um eficiente dispositivo incendiário fora da Prisão de San Miguel, com o objetivo de alterar a passividade que pode ser sentida nas ruas diante de uma sociedade que monitora e controla o comportamento, desejando a submissão e construindo uma falsa crença na impossibilidade de combatê-la.

Uma saudação especial à companheira Mónica Caballero, que está em um novo julgamento junto com Francisco Solar por vários ataques explosivos contra repressores e pessoas poderosas. Solidariedade insurrecional com Mónica e Francisco!

Um abraço caloroso para Itamar Díaz, que recentemente sofreu a punição dos carcereiros de San Miguel depois de confrontar sua dinâmica autoritária. Também para os companheiros de Santiago 1 que foram dispersos em diferentes módulos depois de demonstrarem solidariedade a Itamar.

Para todos vocês, um gesto de solidariedade que se transformou em fogo, tentando oxigenar a vida diária na prisão, saibam que estão conosco em cada ação. Uma rápida recuperação ao companheiro Zukato.

Pela abolição das prisões!

Para multiplicar a ação autônoma!

Célula Sediciosa Santiago Maldonado – Nueva Subversión

Fonte: Buskando la Kalle

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A lua nova.
Ela também a olha
de outra porta.

Jorge Luis Borges

Enquanto o Canadá arde, o governo autoriza novas perfurações de petróleo

Em julho de 2023, mais de 9 milhões de hectares de floresta se transformaram em fumaça no Canadá, uma área quatro vezes maior que a Bretanha, três vezes maior que a Bélgica ou um país como a Hungria… Em junho, a fumaça de 400 incêndios descontrolados cobriu as cidades de Montreal e Ottawa e as principais metrópoles do nordeste dos Estados Unidos com uma espessa névoa laranja.

Em todo o mundo, a área destruída por incêndios aumentou duas vezes em 20 anos. A maior parte dos incêndios do mundo ocorre na floresta boreal, na Rússia, no Canadá e no Alasca, onde o aquecimento global está transformando a paisagem.

Apenas em julho deste ano, o governo canadense de Justin Trudeau e o da Terre-Neuve-et-Labrador, a província no nordeste do país, deram o aval para que a ExxonMobil realizasse um vasto projeto de perfuração de petróleo em alto-mar.

A empresa investirá US$ 165 milhões na busca de petróleo em meio a um “santuário marinho”, uma área protegida destinada, em princípio, a preservar a biodiversidade e as espécies ameaçadas de extinção.

Em maio, a empresa petrolífera BP, responsável pelo derramamento de petróleo no Golfo do México, foi autorizada a pilotar um projeto de exploração para descobrir petróleo na área.

O governo canadense pretende até mesmo reembolsar parte dos custos da multinacional petrolífera! O governo está subsidiando essa pesquisa para que o setor possa continuar a perfurar no mar, com o objetivo de dobrar a produção de petróleo no ambiente marinho após 2030. A meta é de 200 milhões de barris por ano. Tudo isso é justificado em nome dos “empregos” criados pelo setor. Uma área marinha na Nova Escócia, que abriga baleias ameaçadas de extinção, também é alvo de futuras perfurações.

Você leu certo: em um momento em que o Canadá está sofrendo todo o impacto do caos climático, seu governo está incentivando a busca por petróleo. Em 2022, os governos do mundo pagaram um recorde de US$ 1.097 bilhões em subsídios aos combustíveis fósseis. Afinal, não há razão para que o Extremo Norte escape do abrasamento…

Fonte: https://contre-attaque.net/2023/08/02/alors-que-le-canada-brule-le-gouvernement-autorise-un-nouveau-forage-petrolier/

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o dia abre a mão
três nuvens
e estas poucas palavras

Octavio Paz

[Itália] “Ontem e hoje nunca deixaremos de gritar seu nome, companheiro SANTI”

Já se passaram 6 anos sem você, companheiro SANTIAGO MALDONADO, dessa maldita ausência forçada.

6 anos que você está ausente, que nos machuca…

Desde quando, em solidariedade ao povo mapuche e por exigir a liberdade do Lonko Facundo Huala, a polícia argentina acabou covardemente com sua vida jovem e rebelde, com a perversa cumplicidade capitalista da multinacional italiana BENETTON.

Ontem e hoje nunca deixaremos de gritar seu nome, companheiro SANTI.

Porque você é um de nós, você é a bela solidariedade, a mesma que sentimos pelo povo mapuche.

Povo mapuche.

SANTIAGO, companheiro, lamngen, wenuy…

Você vive em nossos corações solidários e está sempre presente no território mapuche em luta.

E continuaremos caminhando com Facundo até que ele seja LIBERTADO, porque você também queria que fosse assim.

Nós não esquecemos, nós não perdoamos!

Verdade e vingança por SANTIAGO!

Rede Internacional em Defesa do Povo Mapuche

01/08/2022

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Cercada de verde
ilha na hera do muro:
uma orquídea branca.

Anibal Beça

[São Paulo-SP] No CCS, 12/08: Leitura da peça teatral “Palavra de Stela”

Inspirada na vida e obra de Stela do Patrocínio, que passou por mais de 30 instituições psiquiátricas e desenvolveu um discurso poético único, a peça Palavra de Stela será lida pela atriz Cleide Queiroz, no dia 12 de agosto, sábado, às 16 horas, no Centro de Cultura Social.

O evento é presencial e aberto, basta comparecer. Lembrando que nos orientamos pelos princípios anarquistas, tais como autogestão, apoio mútuo, internacionalismo, anticapacitismo, anticapitalismo e não partidarismo, não toleramos qualquer tipo de discriminação de raça, gênero ou sexualidade.

Centro de Cultura Social (CCS)

Rua General Jardim, 253, Sala 22 – Próximo ao metrô República — Vila Buarque – São Paulo – SP

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No deserto
acontece a aurora.
Alguém o sabe.

Jorge Luis Borges

[Itália] Liberdade para Mónica Caballero e Francisco Solar

Solidariedade internacionalista anti-prisional desde Milão com Mónica Caballero e Francisco Solar, presos políticos anarquistas que atualmente enfrentam o infame julgamento montado pelo opressivo Estado chileno que os mantém reféns em suas jaulas de prisão impondo suas políticas autoritárias e repressivas.

Que a solidariedade seja sempre cúmplice daqueles que lutam em rebelião contra os poderes perversos, burgueses e corruptos do capitalismo e do Estado.

LIBERDADE PARA MÓNICA CABALLERO E FRANCISCO SOLAR!!!

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meu cachorro velho
ouvindo com interesse
o canto do verme

Issa

[Colômbia] Apelo gráfico e solidário!

Os companheiros anarquistas e subversivos Mónica Caballero, Francisco Solar e Marcelo Villarroel, presos nas masmorras chilenas por causa de sua luta implacável contra o poder, estão passando por um momento importante em seus respectivos julgamentos.

Por um lado, Marcelo cumpriu um total de quase 27 anos de prisão em diferentes períodos por sua participação no movimento guerrilheiro Mapu Lautaro (1982-1994), que realizou ações combativas contra a ditadura de Pinochet, e outras iniciativas de sabotagem das quais ele fez parte. Desde 2019, ele tem direito à liberdade condicional, mas com a modificação de um decreto-lei em janeiro deste ano, as sentenças recebidas pelo extinto sistema de justiça militar da ditadura são aplicadas retroativamente a ele.

Na mesma linha, em 18 de julho, teve início o julgamento contra Mónica e Francisco, acusados de colocar três artefatos explosivos na cidade de Santiago, ações reivindicadas por Francisco como um ataque direto ao Estado chileno por sua estratégia repressiva e em vingança aos afetados pela brutalidade policial.

Em ambos os casos é necessário demonstrar solidariedade irrestrita aos companheiros, que mesmo dentro da prisão continuaram participando ativamente do movimento anarquista e anti-prisional através da organização entre os presos, greves de fome, comunicados, escritos e muito mais, demonstrando que a prisão é apenas mais uma trincheira de luta. Em apoio a eles, da região colombiana, ao norte da Cordilheira dos Andes, convocamos a todos em todos os territórios a enviar suas contribuições gráficas em solidariedade e visibilidade dos companheiros para o e-mail afinidadesanarquistas@protonmail.com, que será RECEBIDO ATÉ 18 DE AGOSTO. As imagens serão utilizadas de diferentes maneiras e estarão presentes em diferentes iniciativas locais de apoio aos companheiros presos.

Esse gesto visa fortalecer as redes internacionais e o apoio mútuo contra as prisões e as fronteiras, aproximar os indivíduos e os coletivos anarquistas da região e multiplicar as iniciativas de apoio concreto aos companheiros. Esperamos, como tantos outros, que isso se some às campanhas de pressão pela liberdade de Marcelo, Mónica e Francisco.

AO LADO DOS QUE LUTAM CONTRA O PODER E OS PODEROSOS, FUEGO A LA KANA!

Tradução > Liberto

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Às dez da manhã
O cheiro de eucalipto
Atravessa a estrada

Paulo Franchetti

[Polônia] Em Varsóvia, anarquistas participarão de uma passeata dedicada ao terceiro aniversário dos protestos na Bielorrússia

Três anos atrás, em 9 de agosto de 2020, protestos em grande escala começaram na Bielorrússia. Este estava longe de ser o primeiro episódio da resistência do povo bielorrusso à ditadura. Mas pela primeira vez o protesto foi marcado por um alto nível de auto-organização, e grande participação popular. As pessoas foram às ruas em diferentes bairros de Minsk, em centros de outras cidades e até em aldeias remotas, e tudo por iniciativa própria, sem ordens de políticos.

A onda de protestos acalmou-se com a violência repressiva estatal, mas os ecos desses eventos não são apenas milhares de presos políticos em prisões e belas fotos de rua.

“Herdamos a experiência de iniciativa e auto-organização, autoconfiança, senso de unidade”, escreve um grupo de anarquistas bielorrussos em Varsóvia. “E essas conquistas não devem ser esquecidas. Portanto, saímos no aniversário de esses eventos, mesmo quando somos forçados a emigrar”.

Junte-se ao bloco dos anarquistas na marcha de 9 de agosto em Varsóvia!

Concentração às 18h00 perto de Parafi Katedralnej pw. Św. Michala Archanioła e Św. Floriana Męczennik perto de Parku Praskiego.

agência de notícias anarquistas-ana

silêncio de folhas
bananeira secando
à beira da estrada

Alice Ruiz

[França] Comunicado Saint-Imier 2023

Cercle d’études libertaires – Gaston-Leval – cel-gl@orange.fr

1º de agosto de 2023

Comunicado

Como parte do Encontro Internacional “anti-autoritário” de Saint-Imier, que ocorreu de 19 a 23 de julho de 2023, houve uma feira de livros na qual o grupo Kropotkin da Federação Anarquista (FA) francófona tinha uma mesa. Essa mesa foi objeto de várias agressões por pessoas que exigiram a retirada de dois livros da mesa da imprensa:

  • “L’impasse islamique”, de Hamid Zanaz (Éditions libertaires, 2009), um autor argelino, ex-professor de filosofia da Universidade de Argel, colaborador da revista “Al Awan”, dos racionalistas árabes, e de outras revistas e jornais árabes e franceses. Os agressores acusaram o livro de ser “islamofóbico”.
  • “Un voile sur la cause des femmes”, de René Berthier, um pequeno livro composto de vários artigos publicados anteriormente na imprensa libertária. O autor foi criticado por ser “um homem branco cisgênero heterossexual” que “não pode escrever um livro sobre o véu que diz respeito a mulheres racializadas”. Na verdade, o livro não é sobre o véu, mas sobre a constituição iraniana e o “feminismo” islâmico.

Não cabe a nós fazer um relato detalhado dos eventos extremamente violentos que ocorreram durante três dias, marcados por vários ataques à mesa de imprensa: a derrubada da mesa por agressores encapuzados, o roubo de livros, o lançamento de café sobre os livros expostos, insultos constantes, ameaças e assédio, o ferimento facial de um ativista da Federação Anarquista e, finalmente, a queimação dos livros de Hamid Zanaz. E, finalmente, no último dia, foi organizada uma manifestação contra a FA, com uma faixa onde se lia “racismo mata”!

É preciso dizer que o “Team Care” (um eufemismo para “serviço de segurança”) responsável por garantir a segurança dos expositores foi flagrantemente incompetente e ficou abertamente do lado dos agressores, primeiro exigindo que os livros fossem retirados da mesa de imprensa, depois exigindo que o grupo da Federação Anarquista deixasse a feira do livro.

O grupo Kropotkin também foi acusado de ser responsável pela situação porque não quis retirar os livros em questão. Em outras palavras, as vítimas eram as culpadas.

Deve-se ressaltar que tanto os agressores quanto os membros da “Team Care” admitiram que não haviam lido nenhum dos livros em questão… Diante dessa atitude, foi organizada uma assembleia geral de expositores por iniciativa do grupo Kropotkin. A reunião decidiu que, como os membros da “Team Care” eram incapazes de administrar a crise, os expositores, como anarquistas, autogerenciariam a situação por conta própria, retirando assim os oficiais da feira do livro de sua responsabilidade.

Houve outro ataque à mesa de imprensa, que foi neutralizado graças ao apoio dos outros expositores e, em particular, dos camaradas da FAI italiana, dos camaradas gregos da APO, da CNT-Vignoles e de outros expositores.

Hoje, a Federação Anarquista é a única organização anarquista que, embora mantenha firmemente sua posição antirracista e sua oposição a todas as formas de discriminação, se recusa a cair no identitarismo comunitário que oculta a luta de classes. Essa atitude incomoda muitas pessoas e explica os constantes ataques à organização, que vêm ocorrendo há anos.

A decisão de autogerenciar a exposição com os outros expositores e de dispensar de suas funções a “Team Care”, que foi incapaz ou não quis assumir suas responsabilidades, foi a resposta certa a esses ataques.

Por fim, é importante observar que os responsáveis pela organização geral do Encontro Internacional Anti-Autoritário, alguns dos quais já estavam presentes no Encontro Internacional Anarquista em 2012, não podem, de forma alguma, ser responsabilizados pelo comportamento inqualificável dos responsáveis feira de livros.

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criança traquina
saltita atrás dos pássaros
natureza em flor.

Helena Monteiro

Onda repressiva contra o movimento anarquista italiano

O Estado italiano está a perseguir aqueles que se solidarizaram a Alfredo Cospito e Anna Beniamino.

A luta continua até que todos sejamos livres.

Gostaríamos de aproveitar estas linhas para fazer um ponto de situação sobre a situação dos camaradas anarquistas Alfredo Cospito e Anna Beniamino e sobre o contexto repressivo que se vive na Itália nos últimos meses. Alfredo Cospito iniciou a sua greve de fome contra o regime prisional de 41BIS e a prisão perpétua em outubro de 2022. Após 181 dias de confronto direto com o Estado, terminou a greve na sequência da decisão do Tribunal Constitucional de abrir caminho a uma redução da pena após a decisão anterior de lhe atribuir a prisão perpétua.

No passado dia 26 de junho, o Tribunal de Recurso de Turim fixou as penas do processo referente ao caso Scripta Manet para Anna Beniamino e para Alfredo Cospito: 17 anos e 9 meses e 23 anos, respetivamente, anulando assim a opção inicial de prisão perpétua. É também de referir que o camarada foi novamente transferido para a prisão de Bancali ao abrigo do 41BIS. Ambos os camaradas têm pela frente uma longa pena por terem levado a cabo uma prática anarquista. É por isso que continuaremos a mostrar solidariedade e a vingar-nos por eles e por todos os prisioneiros. Alfredo ainda está no regime desumanizador do 41BIS, a sua luta durante todos estes meses foi inspiradora para muitos. Ao mesmo tempo, durante o mês de junho de 2023, começou uma onda de repressão em toda a Itália por causa de todas as manifestações de solidariedade que tiveram lugar nos últimos meses.

Em Bolonha, foi aberto um inquérito pela polícia conhecida como ROS, contra alguns camaradas. Estes terão “organizado uma associação de estilo anarco-insurrecionalista que se propõe realizar atos de violência com o objetivo de subverter a ordem democrática, estruturada de forma não hierárquica e espontânea (…)”. Toda esta investigação é enquadrada por algumas ações de solidariedade com Alfredo:

– Ataques contra repetidores de telecomunicações no verão de 2022.

– Interrupção de uma missa na Igreja do Sagrado Coração de Bolonha em novembro de 2022

– Ocupação de uma grua no centro da cidade de Bolonha em dezembro de 2022

– Ação contra a empresa MARR em novembro de 2022

Esta última ação teve lugar no passado dia 5 de novembro. A MARR é uma empresa envolvida e ligada ao fornecimento de alimentos às prisões e aos centros de deportação de imigrantes e, em junho, houve também buscas na Basilicata e em Trieste, mais uma vez levadas a cabo pela seção antiterrorista. Ao mesmo tempo, em Milão, foram notificadas medidas cautelares para os camaradas que tinham participado na marcha realizada em 11 de fevereiro na mesma cidade em solidariedade com Alfredo. No total, os companheiros reprimidos estão sujeitos a seis medidas: uma proibição de permanência em Milão, duas proibições de permanência em Milão com obrigação de assinatura e três obrigações de permanência na área de residência.

O Estado quer, mais uma vez, punir os solidários e tentar quebrar os laços de solidariedade política através da repressão e da punição. É também importante lembrar os camaradas já presos; a greve acabou, mas a luta contra as prisões continua.

Nossa paixão pela liberdade é mais forte que toda autoridade.

Tradução > Liberto

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a estrela cadente
me caiu ainda quente
na palma da mão

Paulo Leminski

[Espanha] Sociedade anarquista segundo Michael Taylor

Existe realmente uma alternativa anarquista – temos que decidir entre o domínio do Estado e a desigualdade do capitalismo? Na prática, a realidade é muito mais complexa, com as sociedades modernas tendo uma mistura de mercado, Estado e características genuinamente comunitárias. Michael Taylor nos lembra que uma sociedade sem poder político e desigualdade econômica não é apenas desejável, mas também possível; o conceito de comunidade, composto principalmente por indivíduos livres, conscientes e responsáveis, é totalmente identificável com o de anarquia.

Michael Taylor (1942-…), cientista e pesquisador de teoria política e econômica, acredita que uma ordem social sem um Estado é possível, com vínculos totalmente comunitários. Um modelo social dinâmico, em oposição a um modelo estático que considera que uma autoridade central é necessária para sustentar a ordem social, abre a possibilidade de cooperação social, um pré-requisito indispensável para nossa desejável sociedade anarquista. Taylor considera que há três soluções para o problema da ordem social de natureza externa (ou seja, que afetam o interno, as decisões, as preferências e as crenças dos membros da sociedade): o Estado, que seria a solução centralizada por excelência; o mercado, que seria uma solução supostamente semidescentralizada; e, finalmente, a comunidade, que serve como uma solução externa e descentralizada.

O argumento liberal em favor do Estado é que uma sociedade suficientemente grande não pode se prover do bem coletivo básico que é a ordem. Em grupos grandes, de acordo com os liberais, os processos de socialização (mitos coletivos, rituais religiosos, etc.) não têm a capacidade de garantir a ordem social por si só. Assim, os indivíduos não podem garantir a paz social por meio de suas próprias decisões e instituir o poder político para garanti-la, limitando a liberdade de todos os membros. Em termos elementares, a função do Estado é vincular cada indivíduo para evitar que seu comportamento seja tentador e autodestrutivo. Embora essa tese pró-Estado seja considerada liberal-conservadora, com raízes hobbesianas, certas correntes de esquerda também poderiam subscrevê-la; a diferença, talvez, é que a ênfase maior é colocada na função redistributiva do Estado em favor dos mais fracos. De qualquer forma, a proteção dos menos favorecidos ou, por exemplo, do meio ambiente, não é realizada a partir de uma solução descentralizada, algo que consideramos mais sólido e desejável. A partir dessa posição estatal e protetora, e desejando superar os problemas transnacionais, alguns até pedem a centralização total: um Estado mundial capaz de produzir e fornecer bens públicos em constante crescimento.

A solução extrema dos defensores do mercado é que o mercado forneça todos os componentes da ordem social. É essa (suposta) supressão do Estado que levou o nome anarcocapitalismo a ser dado a essa tendência; não é necessário que aqueles com um mínimo de conhecimento político esclareçam que essa não é uma sociedade libertária, já que a coerção e a hierarquização não são abolidas de forma alguma. Em vez do monopólio estatal, uma infinidade de empresas privadas forneceria serviços de proteção; esses anarcocapitalistas ou libertarianos (uma tradução um tanto forçada para evitar o termo “libertários”, verdadeiros anarquistas) estão convencidos de que o mercado resolveria todos os problemas, sejam eles econômicos ou legais, ou até mesmo de violência. Como já vemos na sociedade em que vivemos, a fragmentação dos bens públicos, que os defensores radicais do mercado buscam, introduz alguns problemas. Na prática, o anarcocapitalismo se confunde com a defesa de um Estado mínimo e protetor, uma espécie de ultraliberalismo, mas com a defesa irredutível do sacrossanto direito de propriedade; isso os leva a muitas contradições e a adotar posições mais próximas do extremismo em favor do mercado.

O que Taylor nos diz é que, nas sociedades capitalistas, a ordem social é mantida por uma combinação de Estado, mercado e comunidade. Sua principal proposta é que essa ordem pode ser mantida sem o Estado e sem o mercado, e é por isso que podemos descrevê-la abertamente como anarquismo (alguns a chamam de “comunitarismo”, mas as raízes socialistas nunca foram abandonadas pelos verdadeiros anarquistas). Taylor considera que há sociedades com anarquia pura, que são definidas por nenhuma concentração de meios coercitivos e nenhuma especialização política (ou seja, pessoas que tomam decisões em assembleias enquanto outras não); entretanto, há sociedades sem poder político nas quais há um grau limitado de concentração de força e especialização política. A definição de comunidade de Taylor baseia-se em três atributos: os membros têm valores e crenças comuns; os relacionamentos são diretos (sem representação) e multilaterais (englobando muitas funções e papéis); e, por fim, os membros da comunidade praticam a reciprocidade entre si (Taylor a descreve como uma combinação de altruísmo de curto prazo e egoísmo de longo prazo).

Taylor acredita que há uma clara afinidade entre anarquia e comunidade, pois as características que tornam um grupo anárquico também o tornam uma comunidade. A comunidade resolve o problema da ordem social mantendo baixo o número de seus membros, o que proporciona uma solução interna (autogestão da comunidade), enquanto a solução externa para o fornecimento de ordem e bens públicos é a descentralização. A anarquia exige a comunidade para Taylor, enquanto a comunidade exige igualdade econômica para que a comunidade de valores seja mantida; caso contrário, as relações interpessoais seriam menos diretas e multilaterais e a reciprocidade seria enfraquecida (portanto, não falaríamos mais em comunidade). Os liberais consideram isso inviável, pois para eles é necessária a intervenção do Estado para garantir a igualdade estrita e mitigar a incidência de fatores arbitrários. Taylor rejeita essa posição e acredita que uma igualdade considerável pode ser mantida sem a intervenção do Estado por indivíduos conscientes de que suas ações têm impacto em um pequeno grupo; nessa visão, a igualdade é um estado social desejável que pode ser alcançado restringindo os oportunistas que desejam, mas não contribuem para resultados benéficos.

Taylor se concentra nas sociedades primitivas e considera, argumentando contra a teoria marxista do Estado, que o Estado surge quando as condições de liderança, já existentes nas sociedades sem Estado, são fortalecidas e a fragmentação da comunidade se torna impossível. Historicamente, a solução externa centralizada, o Estado, para o problema do fornecimento de bens coletivos se tornaria cada vez mais difundida; o poder do Estado é alimentado pelas condições que ele mesmo cria: o crescimento das populações, que torna impossível o sentimento de comunidade, e a impossibilidade de cooperação. Nas sociedades democráticas modernas, o setor público já é um monstro colossal, e os cidadãos contribuem com seus impostos para a transferência da função de fornecer bens públicos para o Estado. O cidadão paga, de certa forma, para deixar de ser cidadão, pois é destituído de sua capacidade de decidir sobre assuntos públicos. Michael Taylor, com seus estudos e contribuições sensíveis, faz uma importante contribuição à tradição de emancipação social e autogestão política do anarquismo.

Capi Vidal

Fonte: http://acracia.org/la-sociedad-anarquista-segun-michael-taylor/

Tradução > Liberto

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teu corpo deitado
acorda desejos
não confessados

Eugénia Tabosa

[Chile] Os livros anarquistas não são ferramentas

O texto a seguir foi escrito como uma pequena contribuição dedicada ao “Encontro de bibliotecas anárquicas” realizado no sábado, 13 de novembro de 2021.

Nele buscamos questionar as afirmações que reduzem a prática literária como uma ferramenta dedicada a um fim ulterior, seja ele a revolução social ou o movimento revolucionário, tentando aprofundar as possibilidades da literatura anarquista partindo desde sua especificidade, com suas próprias formas e características.

Nem anarquismo literário

Nem literatura utilitária

Contra toda autoridade.

>> Baixe aqui:

https://lapeste.org/wp-content/uploads/2023/06/Los-libros-anarquistas-lectura-online.pdf

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pequenos dedos
das gotas de chuva
massageiam a terra

Carlos Seabra

[Espanha] Novo relatório destaca como o Banco Santander financia empresas que destroem a Amazônia

26/07/2023

  • O relatório “O lucro do colapso” aponta oito grandes bancos como impulsionadores da destruição da Amazônia e do clima ao financiar empresas de petróleo e gás na região.
  • Nos últimos 15 anos, esse financiamento bancário totalizou US$ 20 bilhões, dos quais US$ 11 bilhões são diretamente atribuíveis a esses oito bancos, incluindo o Banco Santander.
  • O relatório também alerta que o ponto de não retorno está sendo alcançado devido à degradação e ao desmatamento combinados.
  • Oito grandes bancos globais – JPMorgan Chase, Itaú Unibanco, Citibank, HSBC, Banco Santander, Bank of America, Banco Bradesco e Goldman Sachs – financiaram mais de US$ 11 bilhões em atividades de petróleo e gás na Amazônia, de acordo com um novo relatório da Stand Earth e da COICA (Coordinadora de Organizaciones Indígenas de la Cuenca Amazónica).

Esse financiamento está intimamente ligado às atividades de petróleo e gás nas áreas amazônicas do Brasil, Colômbia, Equador e Peru, onde a queima de petróleo e os derramamentos poluíram os cursos d’água e o solo da Amazônia, adoecendo as comunidades indígenas, limitando seus meios de subsistência e violando seus direitos.

Embora esses bancos representem 5% dos bancos encontrados em operações de petróleo e gás, eles são responsáveis por 55% dos estimados US$ 20 bilhões que podem ser atribuídos diretamente à região. O valor restante – cerca de US$ 9 bilhões – é contribuído por mais de 150 entidades.

Como destaca Fany Kuiru, coordenadora geral da COICA, “a degradação e o desmatamento combinados nos levam a um ponto de iminente não retorno, que para nossos povos se traduz em doenças crônicas resultantes da poluição; a perda de nossa soberania alimentar por causa dos metais pesados nos peixes e na água que bebemos; e a violência sistemática contra aqueles que defendem nosso lar”.

As contas do Banco Santander

O Banco Santander é o quinto maior financiador, com mais de US$ 1,2 bilhão para o setor de petróleo e gás desde 2017. Isso também permitiu que ele encabeçasse a lista de financiadores da destruição da Amazônia no relatório Banking On climate chaos, publicado em abril de 2023.

É também o sétimo maior financiador de financiamento indireto, com um valor estimado de US$ 13,9 bilhões desde 2009. O Banco Santander participou de 95 transações nos últimos 15 anos e desempenhou o papel principal em 76% delas. Alguns dos financiamentos incluem perfuradoras de petróleo, como a Comodoro Rivadavia Petrochemicals, que opera blocos de petróleo na Amazônia equatoriana, ou a Eneva S.A., cujo enorme complexo de gás em Parnaíba é um grande emissor de carbono.

O Santander também é um dos principais patrocinadores de empresas estatais de petróleo, como a PetroBras, a Ecopetrol e a Petroperú. O banco financiou com quase 1 bilhão de dólares a modernização da refinaria Talara da Petroperú, que inclui a expansão da produção diária da refinaria e o processamento de petróleo da Amazônia peruana.

Diante dessas cifras, a Ecologistas em Ação enfatiza que a floresta tropical foi fragmentada, desmatada e queimada a ponto de a ciência advertir que ela pode estar atravessando um desastroso ponto ecológico sem retorno. “A indústria e os bancos que a financiam são responsáveis por liberar emissões de carbono na atmosfera e nos afastar ainda mais da meta de 1,5ºC”, diz Sara Bourehiyi, porta-voz da organização ambiental.

A publicação do relatório coincide com o lançamento do primeiro banco de dados público pesquisável de todos os bancos envolvidos no financiamento direto e indireto do petróleo e gás da Amazônia. O banco de dados é uma lista abrangente de bancos envolvidos em acordos de empréstimo e subscrição de títulos para empresas envolvidas no desenvolvimento de poços de petróleo, exploração, produção (upstream) e transporte e armazenamento de petróleo e gás na Amazônia.

“Esse novo relatório nos mostra, mais uma vez, que palavras não são suficientes, os bancos devem agir e erradicar seu financiamento aos setores mais poluentes para não se afastarem ainda mais do caminho de 1,5°C. Vemos como, apesar de suas promessas verdes e de suas políticas de risco ambiental, eles continuam a investir em indústrias que são prejudiciais não apenas ao planeta, mas também à sua biodiversidade. Todos os bancos devem parar de financiar a destruição do planeta agora”, conclui Bourehiyi.

Fonte: https://www.ecologistasenaccion.org/297417/un-nuevo-informe-senala-como-banco-santander-financia-a-companias-que-destruyen-la-amazonia/

Tradução > Liberto

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Broca no bambu
deixa furos de flauta.
O vento faz música.

Anibal Beça

[França] O trem: cada vez mais caro, cada vez menos financiado

UMA PANE GIGANTE NA ESTAÇÃO DE MONTPARNASSE, QUE DEIXOU MILHARES DE PASSAGEIROS PRESOS, ATRAIU MUITA ATENÇÃO DA MÍDIA NOS ÚLTIMOS DIAS. NO VERÃO PASSADO, O TRÁFEGO FICOU PARALISADO DEVIDO A UMA FALHA DE SINALIZAÇÃO. O DEDO FOI APONTADO PARA A REDE ENVELHECIDA. UM SINTOMA DO ABANDONO DO SERVIÇO PÚBLICO DE TRENS.

  • A França se beneficia da segunda rede ferroviária mais densa da Europa, mas investe muito menos dinheiro per capita em sua infraestrutura do que seus vizinhos europeus. Duas vezes menos que na Itália e três vezes menos que na Alemanha ou na Grã-Bretanha, como mostra o infográfico do Statista. Os neoliberais que repetem que as ferrovias são um grande gasto para o Estado são mentirosos. Na França, o trem é sacrificado.
  • No entanto, é urgente renovar e desenvolver a rede ferroviária. Em média, uma viagem de trem emite 11 vezes menos gases de efeito estufa do que um carro e até 130 vezes menos do que um avião. O trem é muito mais ecológico, mas custa muito mais para os usuários. Para a mesma distância, voar costuma ser três vezes mais barato! Uma aberração. Por um bom motivo: o Estado subsidia a indústria da aviação! Não tributa o querosene e reduz o IVA [imposto]: ou seja, dinheiro público é usado para apoiar a aviação enquanto a rede ferroviária é negligenciada.
  • No final das contas, fica caro viajar de trem. A rede obriga os viajantes a pagar “pedágios ferroviários”, uma taxa que representa entre 35 e 40% do preço dos bilhetes para TGVs [trem de alta velocidade] e 15% para um TER [trem regional]. Esta taxa é uma das mais altas da Europa. 5 vezes mais do que na Itália ou na Suécia!
  • Como em todos os assuntos, o governo francês vai contra o bom senso. Não faz muito tempo, era possível chegar a todas as pequenas cidades francesas de trem e com baixo custo. A estratégia de uso exclusivo de carros e o colapso dos serviços públicos desde a década de 1980 causaram o fechamento de muitas estações. Agora que o caos climático está aqui e o preço da gasolina está subindo, deveríamos estar investindo em trens, tornando-os gratuitos, e taxando a aviação. Macron está fazendo o oposto.

Fonte: https://contre-attaque.net/2023/07/30/le-train-toujours-plus-cher-toujours-moins-finance/

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2023/07/27/espanha-carmen-berrocal-apresenta-perdendo-o-trem-na-v-escola-libertaria-andaluza/

agência de notícias anarquistas-ana

nas ramagens embaciadas
o sol
abre frestas

Rogério Martins

[Espanha] Estamos nas ruas!!!

E D I T O R I A L

Secretário Geral da CNT | Ilustração de Txus | Extraído do CNT nº 434

Com o ano de 2022 terminado, não é fora de propósito fazer um balanço da presença da CNT nas ruas.

“Se tocam em uma de nós, tocam em todas nós” e que melhor lugar para provar isso do que nas ruas.

Muitas vitórias sindicais são forjadas dentro das quatro paredes do sindicato, mas onde elas se tornam visíveis e ganham força, envolvendo todos nós e permitindo que todos conheçam nossos conflitos, é na rua.

– Las Palmas de Gran Canaria. Uma nova camareira começou a trabalhar no Hotel Avenida de Canarias, onde já havia uma seção sindical da CNT. Depois de quatro dias, mesmo sem contrato, ela foi informada de que não voltaria a trabalhar lá, pois havia trabalhado na CEAR (Comissão Espanhola de Ajuda aos Refugiados).

Diante dessa situação injusta e discriminatória, as companheiros da seção sindical protestaram junto à empresa, que respondeu demitindo um dos membros e sancionando outros dois. Piquete na porta do hotel em 18 de dezembro de 2021, onde mais de cinquenta pessoas se reuniram por cerca de duas horas, exigindo a reintegração, a retirada das sanções e o cumprimento das demandas sindicais.

– 13 de fevereiro, a cerimônia de premiação do Goya é realizada no Palacio de las Artes, em Valência.

A Seção de Artes Cênicas da CNT se manifesta a favor de melhorias no acordo enviado ao ministério. Todas as profissões são defendidas nas ruas, e não poderia ser diferente para os artistas de palco. Pela luta e pelos comentários de nossos companheiros, sabemos que, por trás de um trabalho de palco, há muitos trabalhadores em condições precárias.

– 8 de março. Em toda a Espanha, as companheiras da CNT estão liderando as reivindicações da classe feminista.

Nas ruas com nossas companheiras, como todos os anos, gritando contra a persistente diferença salarial, contra a maior incidência de desemprego entre as mulheres, contra os contratos mais curtos que as mulheres sofrem mais e contra a distribuição desigual de cuidados que é assumida com muito mais frequência pelas mulheres e as obriga a assumir o dobro da carga dos homens.

– 1º de maio. A nossa quintessência de tomada de ruas. Poucas novidades podem ser ditas sobre o Primeiro de Maio, mas sempre voltamos para nos encontrar e nos reconhecer como uma classe trabalhadora comprometida com essa ideia.

– La Suiza. 24 de setembro, Madri. Manifestação em massa em apoio aos seis companheiros de Xixón.

Não estamos dispostas a ver como nossas companheiras são torturadas com a incerteza de uma sentença de cinco anos por sindicalismo. O conflito começou nas ruas, quando fizemos um piquete informativo para cuidar de outra companheira que estava sendo assediada em seu local de trabalho, e não terminará até que nossos companheiros estejam completamente livres de acusações.

– Domingo, 2 de outubro. El Trono (Cáceres Norte). Décimo dia do Gerrilheir@. 12:00 horas: ato em homenagem às guerrilheiras no Mirador da Memória. 14:00 horas: refeição fraterna e apresentação musical de Txemi Prieto.

Nesse dia, lembrando nossos companheiros e companheiras que lutaram para nos legar um futuro (nosso presente) no qual o antifascismo continuaria vivo, perpetuando a dignidade da classe trabalhadora.

– 19 de novembro. Córdoba, Adra, Bilbo, Burgos, Ciudad Real, Donostia, Elx, Gasteiz, Iruña, Las Palmas de Gran Canaria, León, Madri, Málaga, Menorca, Miranda de Ebro, Palma de Mallorca, Sabadell, Santander, Segovia, Teruel, Valência, Valladolid. Comícios em praças públicas em apoio às nossas companheiras processadas em Xixón, porque “O sindicalismo não é um crime”.

Mais uma vez, demonstramos nossa solidariedade em todos os territórios com nossas companheiras, que se tornaram um exemplo de luta de acordo com os princípios libertários dos quais esta organização se orgulha.

– Jerez, 14 de dezembro, 9 horas. Concentração em frente ao tribunal social número 2 para tornar visível o repúdio contra a demissão de nossa companheira militante da CNT na empresa Hamman Andalusí Baños Árabes depois de ter apontado as condições de trabalho indignas e perigosas às quais ela foi submetida.

Esses breves exemplos deixam claro que somos uma organização que usa as ruas para realizar seus protestos. Não gostamos de tapetes vermelhos e de pedir prerrogativas para poucos. Queremos uma revolução social para acabar com o estado patriarcal e vamos trabalhar nisso nos sindicatos e, depois, vamos levá-la às ruas quantas vezes forem necessárias. Lá todos nós nos reuniremos para gritar bem alto: Viva a luta da classe trabalhadora! Viva o anarcossindicalismo! Viva a CNT!

Fonte: https://www.cnt.es/noticias/editorial-estamos-en-la-calle/

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

vela acesa
testemunha olhares
sobre a mesa

Carlos Seabra

[Chile] Marcelo Villarroel à rua agora!

O sequestro estatal de Marcelo Villarroel, que concretamente é uma prisão perpétua encoberta, se sustenta na imundice mais podre das heranças ditatoriais: a putrefata Justiça Militar de Pinochet ainda em 2023. Algo que pareceria impensável há 50 anos do golpe militar e o início da ditadura cívico-militar.

Marcelo poderia ter postulado a liberdade condicional desde dezembro de 2019, mas com a modificação do DL 321 pela lei 21.124 em janeiro de 2019, lhe aplicam de maneira retroativa as condenações da justiça militar para permitir-lhe agora postular em outubro de 2036.

O companheiro transita para 16 anos de sequestro carcerário após ser detido na Argentina enquanto fugia do Chile na clandestinidade pelo caso conhecido como “Security”

E já deveria estar na rua…

É por isso que ao completar 50 anos do golpe militar sua herança jurídico política ainda se mantem e por isso se faz urgente combate-la em todos os espaços da presente realidade.

A usar toda a imaginação desde a cumplicidade insurreta.

Enquanto exista miséria haverá rebelião!!

Há 50 anos do golpe: Pela anulação das condenações da justiça militar de Pinochet para o companheiro Marcelo Villarroel!

Presos anarquistas e subversivos à rua!

agência de notícias anarquistas-ana

casa na neve
odores vindos de longe
o céu como teto

Célyne Fortin