[Itália] Roma: Reivindicação de ataque incendiário a um escritório de distribuição da rede TIM em solidariedade a todos os anarquistas presos em todo o mundo

Sede da TIM atacada

Na madrugada de quinta para sexta-feira, 9 de março, atacamos um escritório de distribuição da rede TIM em um bairro de Roma.

Fora da instalação, um prédio acima do qual estão localizadas várias antenas e um repetidor gigante, havia uma sala fechada cuja porta indicava a presença de instrumentação elétrica, por isso pensamos que poderia ser tanto um data center quanto a fonte de energia para as antenas e para a própria instalação.

Em seguida, invadimos a sala abrindo a porta com um pé de cabra, após o que bastou despejar gasolina nos painéis e cabos elétricos e nas unidades de controle. Sob as várias centrais ou servidores havia cabos de grande diâmetro, provavelmente usados para transmitir dados de/para o repetidor. Retardamos a ignição com alguns truques e desaparecemos.

Devido ao silêncio da mídia regimental sobre o ocorrido, não sabemos exatamente a extensão dos danos, ou seja, quantos medidores e quadros elétricos foram danificados; o que é certo é que começou um incêndio com estrondosa deflagração.

A TIM está cooperando ativamente na catástrofe técnica/tecnológica em andamento e está na vanguarda da extensão de fibra óptica e 5G.

Além disso, a TIM está cooperando com o poder, estado e carcereiros, na implantação de pulseiras eletrônicas destinadas ao monitoramento de pessoas em prisão domiciliar.

Ficamos sabendo pela imprensa como a empresa está enfrentando vários problemas técnicos de distribuição (os chamados tim down), mais uma razão para atacá-la, pois danos maliciosos aumentam sua ineficiência. Golpear enquanto o ferro está quente: golpear, golpear de novo, golpear melhor até a destruição da companhia prisional.

A TIM, o estado e os patrões estão por toda parte, cada um à sua escolha.

SOLIDARIEDADE INCENDIÁRIA AO CAMARADA ANARQUISTA ALFREDO COSPITO HÁ MAIS DE 4 MESES EM GREVE DE FOME CONTRA 41 BIS E PRISÃO HOSTIL PERMANENTE

SOLIDARIEDADE INCENDIÁRIA À CAMARADA ANARQUISTA ANNA BENIAMINO

SOLIDARIEDADE INCENDIÁRIA AO CAMARADA ANARQUISTA JUAN SORROCHE

SOLIDARIEDADE INCENDIÁRIA A TODOS OS PRISIONEIROS ANARQUISTAS DO MUNDO

PARA QUE A IDEIA SE TRANSFORME EM AÇÃO

MORTE AO ESTADO

VIVA A ANARQUIA

Fonte: https://lanemesi.noblogs.org/post/2023/03/12/rivendicazione-dellattacco-incendiario-contro-una-sede-di-distribuzione-della-rete

Tradução > Contrafatual

agência de notícias anarquistas-ana

Um aguaceiro —
Os pardais da aldeia
Se agarram ao capim.

Buson

[Alemanha] Janelas da Deutsche Bahn quebradas em Hamburgo

DEUTSCHE BAHN, VOCÊ É A CRISE (CLIMÁTICA)!

Projetos de infraestrutura significam progresso e desenvolvimento, de acordo com a narrativa oficial. Mas é uma ilusão pensar que isso beneficia os habitantes das respectivas áreas. Ao contrário, eles estão lá para que a máquina do capitalismo industrial funcione mais rápido, o que é necessário para manter o sistema funcionando, especialmente em tempos de crise. Os principais beneficiários são os poucos que estão do lado vencedor do sistema explorador.

A Deutsche Bahn é uma das principais empresas de infraestrutura da Alemanha, lucrando com sua logística de guerras, neocolonialismo e ecocídio. Tanto aqui quanto em outros continentes.

Um de seus projetos atuais com o qual estamos revoltados é a reestruturação da Sternbrücke, que deveria tornar o tráfego da cidade de Hamburgo mais eficiente. Isso anda de mãos dadas com a gentrificação e o deslocamento. Tal como acontece com a maioria dos novos edifícios, muitas árvores terão de ser cortadas.

Mas as consequências do projeto ferroviário e rodoviário “Tren Maya” (no México) serão muito mais drásticas: ao longo de 1.500 quilômetros, a nova rota ligará cinco estados federais. Políticos e empresas prometem empregos, aumento do turismo e até um caminho para a modernidade. Na realidade, o megaprojeto significa a destruição das últimas florestas tropicais no sul do México, mais um ataque à população indígena, grilagem e deslocamento de terras e militarização adicional em uma das regiões mais conflituosas do país. Por outro lado, alguns esperam grandes lucros e empurram a realização do “Tren Maya” sem checar seus efeitos. A Deutsche Bahn e outras empresas alemãs estão envolvidas neste projeto assassino.

Hoje à noite, quebramos as janelas da entrada da sede da DB Service na Holsten Strasse e deixamos o slogan “DB VOCÊ É A CRISE CLIMÁTICA”.

Guerra, neocolonialismo e ecocídio começam aqui!

Pare o trem colonial da Deutsche Bahn e o chamado “trem maia” no México!

Pare a reconstrução do Sternbrücke!

Fonte: https://de.indymedia.org/node/264431

Tradução > Contrafatual

agência de notícias anarquistas-ana

chuva e sol,
olhos fitando os céus –
arco-íris ausente.

Rosa Clement

[Itália] Esclarecedor artigo de Frank Cimini sobre a situação de Alfredo Cospito

  • Solicitada a prisão domiciliar na casa da irmã
  • O advogado de Cospito: “Está errado, libertem-no”

O Tribunal de Vigilância discutirá a instância de substituir a pena em 24 de março. O anarquista, recuperando-se no pavilhão de presos de S. Paolo só toma água e sal: “Em Opera poderia ter morrido e eles não teriam se dado conta”.

A defesa de Alfredo Cospito depositou uma instância para solicitar a prisão domiciliar em casa de sua irmã Chiara por razões de saúde. Tecnicamente trata-se de uma solicitação de substituir a pena que será discutida no próximo 24 de março na audiência ante o Tribunal de Vigilância. A presidente Giovanna Di Rosa estará acompanhada pela colega Ornella Anedda e por dois especialistas. A decisão não será tomará no momento, tratará de se proceder em matéria de saúde com exames e provas sobre as condições de saúde do anarquista em greve de fome desde outubro passado.

A questão é muito delicada e há que recordar que no passado a substituição da pena foi negada em casos nos quais o estado crítico de saúde era influenciado pelo próprio comportamento do recluso, por exemplo com uma greve de fome. Em Sassari, onde estava detido antes, uma instância análoga foi rechaçada pelo juiz e a decisão foi apelada à espera de que a revisassem num órgão colegiado.

As condições atuais de Alfredo Cospito são definidas como estáveis por fontes penitenciárias, judiciais e hospitalares. Não significariam particular risco, mas há que ter em conta que o anarquista já não toma os complementos desde que no dia 24 a Corte de Cassação confirmou a aplicação do artigo 41 bis do regulamento penitenciário, rechaçando o recurso interposto contra a decisão do Tribunal de Vigilância de Roma.

Cospito só toma água, sal e açúcar. Por causa de valores considerados muito altos ontem foi transladado do cárcere ao pavilhão para presos do hospital San Paolo onde já esteve ingresso vários dias com anterioridade. O translado foi motivado pela necessidade de realizar vários exames clínicos. “Poderia estar morto e eles não teriam se dado conta”, disse Cospito em relação aos controles do cárcere de Opera, contou o advogado Rossi Albertini, que faz saber: “Está convencido de que vão levá-lo de imediato ao cárcere. Ali não será controlado adequadamente visto que pela noite os agentes passam com intervalos de horas e se limitam a olhar pela olho mágico. Ele não tem vocação suicida”, acrescenta o letrado, “está levando uma batalha pela vida porque no 41 bis não há vida. Está bem centrado, porque em seu 138º dia de greve de fome segue lúcido e consciente de suas decisões”.

Enquanto isso o Comitê Nacional de Bioética, ao qual havia se dirigido o ministro da Justiça Carlo Nordio sobre a questão de uma eventual alimentação forçada, (este) fez saber que é contrário a medidas coercitivas contra a pessoa. Trata-se de uma conclusão tomada por unanimidade. Enquanto que sobre outros pontos havia divisões.

O Comitê especificou que não tem nenhuma legitimidade jurídica, política, moral para formular uma opinião ad personam. Portanto a resposta dada tem só um caráter geral.

Lucia Zuncila, representante de Sinistra e Verdi, comenta que a decisão do Comitê respeita a dignidade das pessoas enquanto o Governo perdeu a sensatez fazendo cálculos de outro tipo.

Enquanto se está à espera de que o Governo proporcione os esclarecimentos solicitados pelo Comitê de Direitos Humanos da ONU, a defesa de Cospito está trabalhando em outra instância, também relativa ao 41 bis, para apresentar à Corte dos Direitos Humanos de Estrasburgo, com um procedimento de urgência destinado a bloquear de imediato a aplicação do “cárcere duro”.

Frank Cimini

(histórico e crítico cronista judicial de Milão e editor de giustiziami.it)

Fonte: giustiziami.it

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Vento de verão
vem com bafo de mormaço –
garoa ameniza.

Anibal Beça

[Chile] Santiago: Palavras em solidariedade com Alfredo Cospito pelas companheiras cativas no cárcere de San Miguel

Cada dia que Alfredo Cospito continua em greve de fome para que deixem de lhe aplicar o regime tortuoso do 41bis, é um dia a mais no qual nos demonstra a força de suas convicções e até que ponto está disposto a levar sua coerência.

Cada dia que Alfredo passa em greve de fome mais e mais indóceis ao redor do globo realizam ações em solidariedade a ele. Como antiautoritárias sequestradas pelo Estado Chileno com estas letras pretendemos dar um pequeno gesto solidário com ele e um chamado a que as ações solidárias continuem multiplicando-se. Dia a dia tomamos conhecimento de atentados, cadeias de rádios, reuniões, etc que em sua essência buscam pressionar e/ou divulgar a situação de Alfredo, é crucial para ele que correspondamos a sua luta com a mesma inteireza que ele a abraça e enfrenta.

Nossas mãos e corações se inquietam ante o atual cenário repressivo que vive Alfredo, sobretudo ao saber que cada dia que passa é mais e mais crítico para ele. Nos enchemos de raiva, ódio e frustração ao saber que estas palavras não serão lidas pelo companheiro, mas nos consola saber que talvez estas letras se transformem em ação em outras mãos inquietas.

Ações absolutamente necessárias ante a audiência que deverá enfrentar o companheiro, no dia 24 de fevereiro, onde se decidirá sua permanência ou não, no regime 41bis.

Jamais Alfredo estará só. Apesar dos quilômetros e muros que nos separam, nossos corações se entrelaçam na cumplicidade da ação e da ideia.

Que a noite se ilumine em solidariedade com Alfredo!

Fim ao 41 bis e a todo regime excepcional de isolamento!

Mónica Caballero, presa anarquista

Mawvnhko, presa anarquista

Itamar Díaz, presa anti-especista

Fevereiro, 2023

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Ao fazer a sesta,
A mão que segura o leque
Pára de se mexer …

Taigi

A biblioteca anarquista da Rita

Como um projeto de leitura criado por uma manicure vem transformando o bairro onde se deu uma das maiores chacinas do Ceará

 

Por Lianne Ceará | 09/03/2023

Toda segunda-feira à noite, depois de acomodar pedaços de bolo num recipiente de plástico, Rita de Cássia da Silva deixa a cozinha de sua casa e vai ao quarto pegar uma bolsa repleta de livros. As publicações vêm de uma estante imensa que ocupa quase toda a sala do imóvel simples onde a manicure de 55 anos mora com dois filhos e uma neta. Localizada na periferia de Fortaleza, a residência de três dormitórios sedia a biblioteca comunitária Livro Livre Curió, organizada por Rita de Cássia – uma mulher parda – e sua família. Carregando a bolsa e os pedaços de bolo, a manicure sai desacompanhada e percorre pouco mais de uma quadra até chegar à CasAvoa, pequeno centro cultural que funciona como extensão da biblioteca. Quando entra no espaço, já está rodeada dos meninos e meninas que, ao vê-la passar pela rua, tratam de segui-la. É dia do clube infantojuvenil de leitura. “Tia Ritinha, olha a blusa que vesti hoje. Igualzinha à sua”, comentou uma das trinta crianças presentes na última segunda de janeiro. A camiseta cor de laranja trazia o nome da biblioteca em letras garrafais. Também exibia desenhos de pássaros, folhas e três personagens com feições indígenas.

Foi um dos filhos da manicure, o produtor cultural Talles Azigon, de 33 anos, quem teve a ideia da Livro Livre em 2018. Parentes e amigos logo o apoiaram e doaram não só a estante como centenas de volumes. Ex-professora de uma creche, onde trabalhou por duas décadas, Rita de Cássia acabou virando coordenadora da biblioteca e mediadora de leituras. “A gente se baseia no pensamento anarquista de autonomia e autogestão. Por isso, dizemos que a biblioteca é livre. Os usuários não pagam nada, não precisam se cadastrar e não têm prazo para devolver os livros que pegam emprestados”, esclarece Azigon. Ele começou o projeto pouco depois de sua avó materna morrer. “Como minha mãe caiu num luto profundo, resolvi fazer algo que pudesse animá-la e que, de quebra, auxiliasse a comunidade.” O produtor costuma afirmar que a maior beneficiária da iniciativa é Rita de Cássia. “Ela venceu a depressão graças à biblioteca.”

Há oito anos, o bairro Curió – onde fica a Livro Livre – se tornou palco de uma das maiores chacinas do Ceará. Numa madrugada de novembro, policiais militares feriram sete pessoas e mataram onze na região e em três outros bairros periféricos de Fortaleza: Alagadiço Novo, São Miguel e Messejana. De acordo com a Controladoria-Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário, os PMs atiraram aleatoriamente para vingar a morte de um colega. A manicure assistiu pela janela de casa à movimentação no Curió durante aquela madrugada de terror. “Meu filho mais novo, Pedro William, poderia estar entre as vítimas. Ele é skatista e andava pela rua na hora dos tiros. Um de seus amigos, também skatista, acabou assassinado”, conta Rita de Cássia.

A manicure e seus familiares acreditam que a biblioteca vem ajudando a mudar a imagem do bairro, ainda muito identificado com a chacina. “Em 2019, um ano depois de abrirmos a Livro Livre, minha sala ficou pequena demais para os debates que realizávamos. Decidimos, então, alugar um imóvel próximo, com dinheiro do nosso bolso mesmo”, lembra Rita de Cássia. Nasceu, assim, a CasAvoa. O centro cultural, além de abrigar parte da biblioteca, promove rodas de conversa, clubes de leitura e sessões de cinema a céu aberto.

Fonte: https://piaui.folha.uol.com.br/biblioteca-anarquista-da-rita/

agência de notícias anarquistas-ana

mostro sem disfarce
o tempo, a vida e o vento
marcando minha face

Cristina Saba

[Grécia] A VIOME está em perigo

Por uma década, a VIOME tem sido a única fábrica autogerida na Grécia, onde o controle da produção é exercido pelos trabalhadores. É um nó no contínuo das lutas globais de dignidade rebelde contra a investida capitalista que varre o planeta: de Rojava a Chiapas, dos Coletes Amarelos da França à Black Lives Matter nos EUA, das fábricas recuperadas da Argentina aos sem terra do Brasil e da África do Sul, das revoltas no Irã e no Chile às lutas onipresentes contra a privatização dos bens comuns e a pilhagem da natureza.

Faz dez anos que os trabalhadores da VIOME começaram a produção de detergentes ecológicos na fábrica abandonada pelos patrões. Diante dos ataques do Estado e do capital, a VIOME lutou e se manteve viva graças a uma enorme onda de solidariedade que se espalhou pelo mundo inteiro.

Ao mesmo tempo, a fábrica ocupada tornou-se um importante espaço de luta, criatividade e cultura: mercados autônomos, encontros de trabalhadores de fábricas recuperadas e projetos cooperativos de todo o mundo, a primeira clínica de trabalhadores na Grécia, festivais, intervenções artísticas, eventos teatrais, exibições de filmes, concertos, eventos políticos, ações de solidariedade com refugiados e migrantes.

O que está acontecendo?

Infelizmente, hoje a VIOME autogerida está mais ameaçada do que nunca. Através de procedimentos opacos, a terra da falida Philkeram, a empresa-mãe da VIOME, foi vendida a um fundo especulativo da África do Sul.

Uma exigência constante de nossa luta tem sido a separação da parte da VIOME do resto da propriedade da matriz, e sua transferência para a cooperativa de trabalhadores, à qual o antigo empregador ainda deve milhões de euros em salários e indenizações. Infelizmente, nenhum governo, de qualquer persuasão política, atendeu a nossa demanda. Embora todos eles afirmem apoiar o emprego e a atividade econômica, na prática eles liquidam o terreno sem respeitar a subsistência dos trabalhadores.

A única fábrica do país liberada dos patrões e devolvida à sociedade, a única fábrica que opera em termos de autogestão, igualdade e solidariedade, está em perigo!

Os trabalhadores da VIOME e o movimento solidário declaram que permaneceremos na fábrica, que a produção continuará por qualquer meio, mesmo que o capital e o Estado nos enviem à polícia. Não importa quantas vezes sejamos expulsos, voltaremos a entrar, porque este lugar é nossa vida e é parte integrante das lutas sociais de nossa cidade!

O que pedimos de vocês?

Queremos que nossa mensagem chegue a todo o planeta:

Tirem as mãos da VIOME! O grande movimento de solidariedade vai parar qualquer “investimento” e qualquer tentativa de expulsão! Nós nos levantamos contra qualquer ação sua!

Convidamos você para a semana internacional de solidariedade com a VIOME para construir uma muralha de proteção.

Convidamos para ações de solidariedade de seus coletivos durante uma semana, culminando no sábado 18 de março, quando uma manifestação de alcance nacional acontecerá na cidade de Tessalônica. Cada marcha, cada intervenção urbana, cada bandeira, cada grafite, cada declaração sindical, cada protesto diante de um consulado grego, cada pequena ou grande ação conta, tanto prática como simbolicamente.

Para a difusão das ações de solidariedade, usamos a hashtag #defendViome e o logotipo que acompanha este texto. Enviamos fotos ou textos de apoio para protbiometal@gmail.com. Enviamos este apelo a nossos camaradas e a todos os coletivos, organizações e sindicatos que conhecemos.

Unimos nossas lutas por todo o planeta e mantemos viva a chama da dignidade rebelde contra o capitalismo.

TIREM AS MÃOS DA VIOME!

NEM UM PASSO ATRÁS!

#defendViome

Fonte: http://alasbarricadas.org/noticias/node/51595

Tradução > Liberto

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agência de notícias anarquistas-ana

Engoli migalhas
jogadas ao vento,
deixadas pelas gaivotas.

Rogério Viana

Série Maria Lacerda de Moura em espanhol, apenas 5 jogos

Sexta-feira chegou diretamente da Argentina, a série Maria Lacerda de Moura, publicada pela Tren en Movimiento. São 3 livros, organizados por Fernanda Grigolin e Nabylla Fiori de Lima, com desenhos de Flor Pastorella. Cada livro tem um tema diferente (antifascismo, feminismo e liberdade integral) e cada livro tem prefácio de uma convidada (Coletivo Anarcofeminista Insubmissa, Laura Fernández Cordero e Patrícia Lessa).

A Tenda de Livros e a Tren en Movimiento apoia a luta das pessoas trans e por isso convidamos a Monstro dos Mares para estar conosco nas vendas da série no Brasil. Na compra da série completa, você leva o zine queer no Brasil, editado pela Monstro.

As vendas estão concentradas no pix (contato@tendadelivos.org), o valor total com correio é 255 reais, reserva o seu agora respondendo para esse e-mail (contato@tendadelivos.org) com a seguinte frase: “reserva o meu”

agência de notícias anarquistas-ana

vento a derrubar
—bem antes da tempestade
cigarras avisam…

Haruko

Chamada para envio de artigos – Dossiê Educação Libertária e/ou Decolonial – Revista Estudos Libertários da UFRJ

O dossiê objetiva reunir um conjunto de pesquisas e reflexões que tenham como foco estudos sobre a educação libertária e/ou decolonial. Abarcaremos trabalhos que discutam desde as primeiras experiências teóricas e práticas que propunham uma educação pautada nos princípios anarquistas na virada do século XIX e século XX até trabalhos que relatam experiências contemporâneas.

Serão aceitos também trabalhos, relatos ou reflexões que contemplem experiências que partam da perspectiva decolonial, ou seja, uma educação que busque construir uma prática antirracista, antissexista, anticapitalista, anticapacitista, contra a cisheteronormatividade e que rompam com os paradigmas eurocentrados que estamos acostumados a aprender nos ambientes formais educacionais.

>> Submissões abertas até 12 de maio de 2023! Mais informações na aba “Notícias”, no site da Revista Estudos Libertários

Organização:

Profa. Dra. Ana Paula Massadar Morel (UFF),

Prof. doutorando Guilherme Xavier de Santana (UFRJ),

Prof. Dra. Rachel Aguiar (UFRJ).

Para instruções sobre como realizar a submissão, acesse a aba “Sobre” e, em seguida, “Diretrizes para autores”, no site da Revista Estudos Libertários.

Durante a submissão, não se esqueça de informar, em “comentários para o editor”, que o envio é para o dossiê “Educação Libertária e/ou Decolonial”.

>> Mais infos:

https://revistas.ufrj.br/index.php/estudoslibertarios/announcement/view/861

agência de notícias anarquistas-ana

Era verde ou azul?
Sumiu num piscar de olhos
veloz colibri.

Teruko Oda

[Espanha] O patriarcado mata, o capitalismo remata

Comunicado da CNT-AIT pelo 8M:

O PATRIARCADO MATA. O CAPITALISMO REMATA.

No dia 8 de Março se celebra o dia da mulher trabalhadora, um dia histórico que reivindica a luta das mulheres trabalhadoras em favor da igualdade e da justiça social, algo que é tão importante reivindicar hoje como o foi há já mais de 150 anos, quando as mulheres trabalhadoras das fábricas têxteis de Nova York organizavam greves reivindicando aumentos salariais e eram reprimidas pela polícia. Na Catalunha, durante as primeiras décadas do século XX, a precarização da indústria têxtil levou as obreiras à rua. Ou como as trabalhadoras das fábricas de fósforos, em Londres, que lutavam contra jornadas intermináveis de trabalho, umas lutas que se estenderam e continuaram até nossos dias, momento em que a exploração da mulher continua na ordem do dia.

Atualmente continuam sendo muitas as questões pendentes para que a metade do gênero humano deixe de estar em situação de vulnerabilidade frente à outra metade, e onde melhor se vê refletida essa desigualdade é no mundo do trabalho. As empresas são um reflexo da sociedade patriarcal, menosprezam as mulheres e isso se evidencia na discriminação que sofrem tanto no acesso à promoção como no salário. Durante o ano passado, a diferença salarial entre homens e mulheres foi de 9,4% na Espanha, e no conjunto da União Europeia as mulheres recebem 13% menos por hora trabalhada que os homens, o que equivale aproximadamente a um mês e meio de salário por ano. O mesmo ocorre com as possibilidades de encontrar emprego: no último trimestre de 2022 aumentou a cifra de desemprego na Espanha, situando-se a taxa de desemprego entre as mulheres em 4% superior à dos homens, e, no caso das mulheres trans alcançando a cifra de 80%.

Outro problema ao qual enfrentam as mulheres no trabalho é o do assédio sexual. Tanto faz que venha de um chefe, companheiro de trabalho ou um cliente. Tudo isto traz consigo tanto problemas psicológicos como um clima laboral no qual a vítima se vê forçada a ceder a custa de sua própria saúde ou a abandonar seu trabalho, com a consequente repercussão em sua vida laboral, econômica e social.

Entre as mulheres da classe trabalhadora não há muitas mais opções. Ou te submetes a um mercado laboral ao qual não importam nem teus direitos nem tua dignidade, ou ficas sem poder pagar contas. Há que conciliar a vida entre um trabalho que te explora e te despreza, e um tempo que não tens, mas que te obriga a estar sempre disponível para as necessidades dos que te rodeiam, com o qual, as jornadas são duplas, as de dentro e as de fora de casa. Nos cuidados há uma responsabilidade que majoritariamente recai sempre nas mulheres. Esta é uma realidade que repercute diretamente nos problemas que assinalamos anteriormente: incapacitam as mulheres para sair ao mercado laboral e impedem o acesso a uma boa formação que lhes permita aceder a um melhor posto de trabalho bem remunerado. É um círculo vicioso do qual só podemos sair rompendo com este modelo de sociedade patriarcal e capitalista que promove as classes sociais e a injusta distribuição da riqueza. Por essa razão é importante desenvolver um discurso que rompa com as desigualdades de gênero, mas também com as desigualdades de classe social.

Desde o feminismo burguês se reivindica uma igualdade que permita a mulheres alcançar o mesmo nível e status social que os homens que manejam o poder, dirigir empresas e pôr-se à frente das instituições que o Estado utiliza para reprimir e submeter a maioria da população. Somos trabalhadoras e pobres e desde o anarcofeminismo não buscamos nos equiparar aos homens no exercício do poder, nem pretendemos dirigir empresas do modelo produtivo capitalista, nem vestir uniformes com os quais reprimir, castigar e prender àquelas pessoas que ficam fora das margens da lei. Não queremos ter nada que ver com o Estado porque são suas instituições as que estão nos submetendo há centenas de anos. Este 2023 voltamos a reivindicar o 8M como dia Internacional da mulher trabalhadora. Rechaçamos todos aqueles discursos esgrimidos desde sindicatos, partidos políticos e outras organizações, que sob a falácia da “pluralidade” ocultam o adjetivo “trabalhadora” e homenageiam com paternalismo as mulheres por serem mulheres. Deste modo, ditas vozes do poder eliminam o componente de classe social desta jornada reivindicativa tão importante que, precisamente, se origina na raiz das lutas de mulheres de classe obreira. É aí a estratégia burguesa: não nomear os episódios históricos os torna transparentes, como se jamais tivessem existido, entre a desmemória e o revisionismo. Contra o esquecimento de nossas referências, as que nos antecederam na luta, nós levantamos nossa voz: mulheres trabalhadoras, mulheres em luta.

É delirante reivindicar a igualdade entre homens e mulheres e não questionar se as evidentes diferenças sociais e econômicas que existem entre uma empresária e suas trabalhadoras, entre exitosas mulheres de negócios e suas empregadas domésticas, entre as que têm a oportunidade de acender a postos de trabalho que lhes permitam alcançar um bom nível de vida e as que acabam nas garras da precariedade, com trabalhos no campo ou na hotelaria, ou diretamente excluídas e criminalizadas como mulheres trans ou mulheres racializadas. Não queremos igualdade de oportunidades para competir com os homens em seu podre e obsoleto sistema patriarcal capitalista, simplesmente queremos destruí-lo para poder construir um modelo baseado na justiça social e em uma justa distribuição do trabalho e da riqueza.

8 Março 2023

CNT/AIT

cnt-ait.org

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

galho partido
depois da tempestade
caminho de formigas

Alexandre Brito

Escravidão nas vinícolas gaúchas: as desigualdades de classe, raça e região na superexploração do trabalho e a tarefa do sindicalismo revolucionário

No dia 23 de fevereiro de 2023, uma operação policial resgatou 207 pessoas trabalhando em condições análogas à escravidão em Bento Gonçalves, na Serra do Rio Grande do Sul.

Esses trabalhadores escravizados eram, na sua quase totalidade, provenientes da Bahia, e operavam a safra da uva para as empresas Vinícolas Aurora, Cooperativa Garibaldi e Salton.

A Fênix Serviços Administrativos e Apoio à Gestão de Saúde LTDA foi a empresa terceirizada que aliciou os operários baianos para trabalharem nas referidas vinícolas.

Racismo e superexploração na divisão regional do trabalho

O fato das vinícolas localizarem-se no Rio Grande do Sul, e os seus 207 trabalhadores escravizados serem, na sua quase totalidade, oriundos da Bahia, são dados da realidade que expressam como persiste a divisão regional e racial do trabalho no Brasil.

Nela, os proprietários dos meios de produção são da elite branca do sul-sudeste e a força de trabalho é do nordeste. Esta é uma região majoritariamente formada por pardos e negros, e que, ao lado do centro-oeste, possui os maiores índices de concentração fundiária do país.

Essa divisão racial e regionalmente orientada do trabalho foi historicamente produzida durante o processo, dirigido pelo Estado, de conversão das regiões sul e, principalmente, sudeste em polos industriais, a partir do declínio do café nos anos 1920.

Ao mesmo tempo, o nordeste foi organizado pelo complexo estatal-capitalista como reserva de força de trabalho barata. De modo que a industrialização das regiões sul-sudeste e a latifundiarização do nordeste foram funcionais uma à outra e formaram a atual divisão regional do trabalho.

O reduzido acesso à terra por parte do campesinato nordestino, o obrigou à migração. Isso o condicionou a venda da sua força coletiva de trabalho a preço baixo para a burguesia sul-sudestina.

Dessa forma, se formou historicamente no Brasil uma massa de trabalhadores que teve as suas origens regional e racial utilizadas pelos patrões para aumentar a exploração do trabalho.

Assim, a desigualdade regional, atuante na divisão do trabalho, resulta da centralização da atividade produtiva no sul-sudeste e da latifundiarização do nordeste.

Esta divisão regional, se combina com a desigualdade racial, inclusive, sendo esta funcional àquela, produzindo a superexploração e ainda que exista legislações que proibam o trabalho escravo, o trabalho escravo continua a existir no Brasil mesmo com a presença de legislação que o proíba.

Nesse sentido, o fato de existir fiscalização do trabalho não impede que ocorram casos de trabalho escravo. Isso porque a lei burguesa está sempre um passo atrás da própria realidade.

O trabalho agrícola como historicamente superexplorado

Os trabalhadores das vinícolas gaúchas atuavam na carga, descarga e na colheita de uvas. Eram, assim, trabalhadores manuais. Eles denunciaram que foram vítimas de ameaças e maus tratos. Isso incluiu o uso de choques elétricos, spray de pimenta e cassetetes.

O fato do trabalho análogo à escravidão ter ocorrido no setor agrícola e contado com a violência no controle do processo de produção, expressa como as relações de trabalho no campo são passíveis de funcionarem por meio da 1) superexploração da força coletiva dos trabalhadores, acompanhada pela 2) exclusão de direitos trabalhistas e sociais básicos. No trabalho cativo moderno, a superexploração e a exclusão se retroalimentam.

O campo é espaço privilegiado pela classe dominante interna para formas de superexploração do trabalho, justamente por ser, historicamente, mais impermeável ao cumprimento do lado social da legislação trabalhista do que o meio urbano.

Para ficarmos apenas nos marcos jurídicos do debate, um marco muito limitado, mas bastante ilustrativo, lembremos que o ditador Vargas promulgou a Consolidação das Leis Trabalhistas em 1943, mas a equiparação de direitos entre trabalhadores urbanos e rurais ocorreu apenas em 1988, isto é, após 45 anos, após a ditadura militar.

O caso das vinícolas gaúchas, expressa que mesmo em 2023, esta legislação ainda tem dificuldade de abarcar o operariado agrícola racializado e regionalizado do Brasil.

A terceirização do trabalho como estratégia de acumulação e blindagem jurídica das vinícolas

O Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves (CIC-BG), que tem como associadas as empresas envolvidas no caso, escreveu uma nota desresponsabilizando as empresas contratantes e culpabilizando a empresa terceirizada, prestadora de serviços.

Na sua nota também há a culpabilização do Auxílio Brasil (programa social destinado a pessoas de baixa renda) como responsável pela escassez de mão de obra na região, afirmando que “há uma larga parcela da população com plenas condições produtivas e que, mesmo assim, encontra-se inativa, sobrevivendo através de um sistema assistencialista que nada tem de salutar para a sociedade”.

Para além do ódio aos mais pobres, duas coisas se depreendem da nota do CIC-BG.

A primeira é que a terceirização é uma estratégia das vinícolas para lucrarem com a produtividade do trabalho análogo à escravidão ao mesmo tempo, em que se blindam juridicamente de serem acusadas de usar trabalho escravo.

Nesse sentido, a terceirização permite aos proprietários das vinícolas ficarem com o bônus (extração do mais-valor do trabalho) e se desresponsabilizar pelo ônus (recebimento de multas e enquadramento na legislação trabalhista).

É uma estratégia em que a vinícola ganha economicamente e se blinda juridicamente da ilegalidade do seu próprio ganho econômico. E ainda pode fingir desconhecer como o trabalho escravo atua na cadeia produtiva do vinho.

A segunda coisa que se depreende do discurso burguês é que ao culpar o Auxílio Brasil, a entidade de classe da burguesia gaúcha expressa como qualquer reconhecimento de direito social aos trabalhadores é percebido como ameaça aos seus lucros.

Isso ocorre, justamente, porque a manutenção desses lucros dependem da constante situação de vulnerabilidade social dos trabalhadores, que sem o mínimo para garantir uma existência digna podem, assim, se submeter aos trabalhos mais precários ofertados pelos senhores das vinícolas. Para a burguesia, o povo não deve ter dignidade no trabalho, mas apenas garantir os lucros das elites.

A deterioração ou a extinção da legislação social são entendidas pela burguesia do vinho como algo que beneficia os seus lucros. A situação ideal para eles, enquanto classe, seria um trabalho desregulamentado. O que foi expresso no apoio que deram a reforma trabalhista de Temer e que massacram nosso povo desde então.

A tarefa dos anarquistas: interiorizar e ruralizar o sindicalismo revolucionário

No atual momento, os trabalhadores racializados e regionalizados, como os da cadeia produtiva do vinho, dependem de ações pontuais do Estado para fiscalizar formas de trabalho análogas à escravidão.

No entanto, a auto-organização dos trabalhadores têm mais condições de combater esse tipo de superexploração do que as ações débeis que o Estado vem demonstrando.

Isso porque a superextração de mais-valia ocorre em frações mais vulneráveis do proletariado. E, quase sempre, onde essa fração está, o Estado não opera ou opera ocasionalmente.

Nesse sentido, a expansão do sindicalismo revolucionário para os trabalhadores das vinícolas gaúchas pode ser a forma mais eficaz de denunciar, combater e eliminar as formas de trabalho escravo nesse setor.

É tarefa dos anarquistas trabalharem no médio prazo para criar as condições viáveis de interiorização e ruralização do sindicalismo revolucionário no Brasil.

Para isso, o primeiro passo é fazer agitação e propaganda visando a organização de núcleos entre trabalhadores superexplorados, regionalizados e racializados como os operários baianos das vinícolas neoescravistas gaúchas.

LUTAR PARA ORGANIZAR, ORGANIZAR PARA LUTAR!

CONSTRUIR A AUTO-ORGANIZAÇÃO DOS TRABALHADORES AGRÍCOLAS!

RURALIZAR O SINDICALISMO REVOLUCIONÁRIO!

https://uniaoanarquista.wordpress.com

agência de notícias anarquistas-ana

sob o último sol,
ave beija a face do lago;
o espelho trêmulo se arrepia.

Alaor Chaves

O Trabalhador Brasileiro: Elemento Fundamental Na Construção Do Sindicalismo Revolucionário!

As associações de classe estão bem instaladas e funcionam em locais adequados. O elemento estrangeiro é nulo. Pois bem: esse operariado retintamente nacional denota mais consciência e mais entusiasmo que o próprio operariado estrangeiro de São Paulo“.

— Mais um trecho de “Memórias De Um Exilado”, de Everardo Dias, onde o autor desconstrói a falsa ideia de que o movimento sindical brasileiro era constituído majoritariamente por trabalhadores estrangeiros, ao retratar a sua passagem pelos meios operários de Recife.

Recordamos que o Núcleo de Estudos Libertários Carlo Aldegheri (NELCA) recentemente publicou o livro ‘Memórias De Um Exilado’ de Everardo Dias, formato 14 x 21 cm, 136 páginas, lançado originalmente em 1920. Além do texto original, o livro contém uma biografia sobre a vida do autor + 6 textos em anexo, que foram publicados em periódicos de época.

Preço 40 reais, já incluindo as despesas postais. Após efetuar o pagamento, nos informar para qual endereço (com CEP) o livro deve ser enviado.

Pagamento pelo pix: nelca@riseup.net

# A venda desses livros ajuda na manutenção do espaço da Biblioteca Carlo Aldegheri no Guarujá/SP. Colabore adquirindo os livros e/ou compartilhando essa postagem!

agência de notícias anarquistas-ana

Regato tranqüilo:
uma libélula chega
e mergulha os pés.

Anibal Beça

142 dias após o início da greve de fome do companheiro Alfredo Cospito

“Alfredo Cospito está em um estado extremamente crítico, vou descobrir na segunda-feira de manhã quando ele entrar no hospital, por enquanto só posso dizer o que me foi dito”.

Palavras que o advogado de Cospito, Flavio Rossi Albertini, pronunciou hoje em Modena, enquanto participava de uma conferência para lançar a campanha nacional de revisão da pena de prisão perpétua e do regime prisional de 41 bis. Uma manifestação contra 41 bis e para lembrar aqueles que morreram na prisão de Sant’Anna em 2020 está prevista para amanhã em Modena: a cidade será blindada.

“Suas condições”, acrescenta Albertini, “são as de uma pessoa que está em greve de fome há 142 dias, portanto sua condição é extremamente crítica. Estamos apenas adivinhando, não sabemos de um dia para o outro quais podem ser as notícias. Hoje não foi permitido a ninguém entrar no hospital. Aos sábados, ninguém pode entrar na ala penitenciária de San Paolo. Os próximos passos?”

“Apresentaremos um recurso ao CEDU no qual” – explica o advogado – “vamos contestar o regime aplicado a Alfredo Cospito, que nos parece absolutamente desproporcional e o resultado de uma torção da lei, de uma extensão do perímetro de aplicação porque na realidade Cospito não deveria estar na prisão 41 bis”.

Pelo fim do regime carcerário 41bis de castigo e isolamento hoje no hospital San Paolo em Milão, território ocupado pelo estado italiano.

142 dias após o início da greve de fome do companheiro.

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

salta o gato
assalta o gatuno
susto na noite

Carlos Seabra

[Espanha] Concentração em Cádiz em solidariedade com Alfredo Cospito e Gabriel Pombo da Silva

Desde Cádiz, no estado espanhol, a CNT-AIT realizou ontem (10/03) uma concentração na praça central de San Juan de Dios, na capital de Cádiz, como gesto de solidariedade com Alfredo Cospito e Gabriel Pombo da Silva, prisioneiros anarquistas sequestrados pelo estado italiano e espanhol respectivamente.

Foram lidos comunicados denunciando a situação e o estado de ambos na prisão, expressando nossa solidariedade tanto com eles quanto com todos os prisioneiros anarquistas encarcerados no mundo.

Liberdade para Gabriel Pombo, mais de 30 anos preso, pelo estado espanhol, em uma sentença de prisão perpétua oculta.

Liberdade para Alfredo Cospito, imerso no regime prisional 41BIS de punição e isolamento, em uma prisão italiana.

Abaixo os muros das prisões!

Sov Cnt Ait Chiclana

agência de notícias anarquistas-ana

A lua passa pelos pinheiros
e o olhar de súbito detêm
uma outra imóvel lua.

Hokushi

[Itália] Atualização sobre a audiência de revisão das medidas cautelares da Operação Sibilla: a audiência é transferida para o bunker da prisão de Capanne

Forças repressivas determinaram o deslocamento da audiência de revisão das medidas cautelares da Operação Sibilla contra os anarquistas investigados pela publicação de “Vetriolo”, marcada para terça-feira, 14 de março. A audiência não será mais realizada no tribunal de juízes de investigações preliminares (antigo prédio da Enel, localizado na cidade), mas no tribunal do bunker dentro da prisão de Capanne, em Perugia (fora da cidade). Esta é uma tentativa flagrante de silenciar nosso camarada, de tornar o movimento de solidariedade invisível, literalmente reunindo-se dentro de um bunker. Isso significa que também levaremos a batalha de Alfredo aos presos que estão encarcerados em Capanne.

Por conta dessa mudança, a presença solidária com Alfredo Cospito, que está em greve de fome desde 20 de outubro, será realizada em frente ao presídio de Capanne, na strada regionale 220 Pievaiola nº 252, também a partir das 08h30.

Tirem o Alfredo do 41 bis! Esquecer os prisioneiros da guerra social é esquecer a própria guerra! Solidariedade revolucionária com Alfredo Cospito e todos os anarquistas e revolucionários presos!

Segue abaixo o texto do cartaz:

SIBILLA AINDA PREVÊ A TEMPESTADE

PRESENÇA SOLIDÁRIA COM ALFREDO COSPITO POR OCASIÃO DA AUDIÊNCIA DE REEXAME DAS MEDIDAS CAUTELARES DA OPERAÇÃO SIBILLA CONTRA OS ANARQUISTAS INVESTIGADOS PELA PUBLICAÇÃO DE “VETRIOLO”

Os que agem contra o Estado e os patrões já amadureceram tal determinação que não precisam ser “instigados”, pois é a autonomia de pensamento e ação que se expressa, não o gregarismo e a subordinação às ordens.

Alfredo Cospito dedicou a sua vida a uma ideia que continuou a defender com determinação mesmo perante as piores adversidades, como tem feito desde 20 de outubro com o início da sua greve de fome que o leva a um amargo fim.

Alfredo Cospito não é um “instigador”, mas um anarquista, um revolucionário. As ideias que sempre apoiou, as ações pelas quais foi condenado (ou reivindicado, como no caso do ferimento de Adinolfi, executivo da Ansaldo Nucleare), representam os motivos da revolta e a necessidade da revolução contra as vozes de submissão e resignação a esta realidade social.

PRESENÇA DE SOLIDARIEDADE, TERÇA-FEIRA, 14 DE MARÇO, 8h30, PRISÃO DE CAPANNE, STRADA PROVINCIALE 220 PIEVAIOLA, 252, PERUGIA.

SOLIDARIEDADE A ALFREDO COSPITO EM GREVE DE FOME DESDE 20 DE OUTUBRO CONTRA O 41 BIS E O APRISIONAMENTO HOSTIL PERMANENTE

Tradução > Contrafatual

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/11/23/italia-operacao-sibilla-sempre-avante-solidariedade-com-os-recalcitrantes/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/11/22/italia-solidariedade-aos-companheiros-investigados-na-operacao-sibilla/

agência de notícias anarquistas-ana

da mulher na praia,
sobre a última maré,
espraia-se a noite

Issa

[EUA] Defensores da floresta destroem posto avançado da polícia em Atlanta

Em 5 de março, centenas de defensores da floresta em Atlanta conseguiram destruir um posto avançado de vigilância policial no local proposto para a “Cop City”.

Os defensores marcharam por uma clareira de linha de força em direção à polícia instalada para fazer vigilância no local proposto do campus florestal de guerra urbana. Isso marcou a maior marcha na floresta até agora.

A cena se desenrolou em Intrenchment Creek e Old Prison Farm, local proposto para “Cop City” no Condado de DeKalb, nos arredores de Atlanta – milhares se reuniram para a Semana de Ação em andamento depois que a polícia atirou e matou um defensor da floresta aqui em janeiro.

Defensores da floresta invadiram o posto avançado de vigilância da polícia. A polícia recuou depois que a multidão chegou à cerca de arame farpado e disparou fogos de artifício na área.

Os defensores esmagaram e destruíram os restos do posto avançado, apesar da presença de helicópteros e sirenes tocando à distância. Um poste de segurança, um veículo policial e uma infraestrutura de construção foram incendiados.

A proposta de “Cop City” é ser um enorme local de treinamento de guerra urbana para aprimorar a capacidade da polícia de atingir e reprimir violentamente as populações negras e pardas nos EUA.

Tradução > Contrafatual

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2023/01/30/eua-vinganca-de-oakland-viva-tortuguita/

agência de notícias anarquistas-ana

Está chovendo? Não
bichos-da-seda comendo
as folhas, tão ávidos.

Masuda Goga

8M: Federação Anarquista Capixaba presente!

O Dia Internacional de Luta da Mulher Trabalhadora é uma data importante para discutir e também contribuir para organizar as lutas das mulheres na sociedade capitalista em que vivemos.

Historicamente, as mulheres enfrentaram inúmeras barreiras para conseguir ingressar no mercado de trabalho e ter acesso a empregos bem remunerados e de qualidade, para além de ainda suportarem o peso do patriarcado. A partir de suas lutas, as mulheres avançaram em diversas questões, como a igualdade salarial e a proteção contra a discriminação no ambiente de trabalho. Todavia, ainda há muito para lutar e combater enquanto o capitalismo e o estado nos mantêm em situação de submissão e exploração.

Assim, o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora também é uma oportunidade para refletir sobre os desafios que ainda precisam ser enfrentados para ultrapassar os limites da sociedade burguesa e nos proporcionar uma existência realmente digna.

E foi justamente nesse contexto que as camaradas da Federação Anarquista Capixaba (Faca) organizaram um encontro na cidade de Cariacica, território dominado pelo estado do Espírito Santo, onde debateram, conviveram e conspiraram para a construção do mundo novo que levamos em nossos corações!

Viva as Mulheres do mundo!

Morte ao Estado e ao Capital!

Vida longa à FACA!

Que viva a Anarquia!

Federação Anarquista Capixaba – FACA.

agência de notícias anarquistas-ana

Cai da folha
a gota d’água. Lá longe,
o oceano aguarda.

Yeda Prates Bernis