Chamado internacional para mobilização em solidariedade a Alfredo Cospito

LLAMAMIENTO A JORNADAS DE MOVILIZACIÓN EN LAS EMBAJADAS ITALIANAS DE TODO EL MUNDO – 3

CHAMADO INTERNACIONAL PARA A MOBILIZAÇÃO NAS EMBAIXADAS ITALIANAS EM SOLIDARIEDADE AO COMPANHEIRO ALFREDO COSPITO E PELO FIM DO REGIME 41 BIS

Há mais de 100 dias do começo da greve de fome de Alfredo Cospito, estendemos o chamado a todas as individualidades, grupos, organizações e coletivos afins para convocar dentro de seus territórios uma mobilização internacional em frente à todas as embaixadas italianas para pressionar o Estado italiano e os carrascos de Alfredo.

O companheiro está morrendo porque o estado quer que morra e isso não é somente um problema “humanitário”, a luta do companheiro é um chamado para a ação revolucionária internacional. A indiferença e a passividade nunca serão nossas aliadas; a solidariedade sim.

Como bem foi expresso em uma carta com uma bala ao jornal italiano “Il Terreno”: “se Alfredo Cospito morrer, todos os juízes se tornarão um alvo”. Vamos deixar o estado italiano saber que se Alfredo morrer seremos seu pior inimigo.

Xs companheirxs do Chile e da Colômbia estarão presentes nesta sexta-feira, 3 de fevereiro, em frente às embaixadas de seus territórios. Esperemos que esta iniciativa se espalhe ainda mais.

CONVOCA, ORGANIZA E AGE!

PELA DESTRUIÇÃO DE TODAS AS PRISÕES!

FIM AO REGIME 41 BIS!

VIVA A INTERNACIONAL NEGRA!

Fonte: https://edicoesinsurrectas.noblogs.org/post/2023/02/02/chamado-internacional-para-mobilizacao-em-solidariedade-a-alfredo-cospito/

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É ou não é
o sonho que esqueci antes
da estrela d’alva?

Jorge Luis Borges

[Chile] Comunicado de Mónica Caballero em solidariedade a Alfredo Cospito

PALAVRAS URGENTES FRENTE A UMA CHAMA QUE SE APAGA

Tive o prazer de ler as palavras de companheirxs de diversos territórios que mostraram sua solidariedade fervente com a greve de fome de Alfredo Cospito para sair do regime de tortura 41bis. Nestas terras, um conjunto de presxs subversivxs, anarquistas, antiautoritárixs, antiespecistas e niilistas também expressamos nossa solidariedade incondicional como o companheiro.

Fraternizar com um companheiro tão valoroso quando Alfredo e mais ainda neste difícil momento que ele está passando é uma necessidade para nós que nos posicionamos como negadorxs e antagônicxs em relação à atual vida governada pela autoridade. Nunca é demais enviar palavras solidárias desde um presídio para um companheiro afim.

Em meu caso, estando encarcerada, quando recebi as palavras de solidariedade de compas, sempre as valorizei e estimei como algo muito precioso. Porém, neste momento, o companheiro Alfredo Cospito necessita que as palavras se tornem ações, que ataquem, que coajam, subvertam, manipulem, ameacem etc. a todos que tem o poder de mudar sua situação carcerária e/ou que sustentam o regime 41bis.

A situação de Alfredo deixou de ser preocupante para se transformar em urgente. O assunto é simples: se Alfredo não consegue sua exigência, ele morrerá e, para isso, não faltam muitos dias caso sua greve de fome continue.

Tomar a decisão e realizar uma mobilização como uma greve de fome tem muitíssimas dificuldades, sua luta está em múltiplos cenários. Por um lado, há todo o emaranhado repressivo e judicial com várias ferramentas que apostam na sua dissuasão para que desista da greve. Por outro, está teu próprio instinto de sobrevivência e teu próprio corpo!

O corpo em uma greve de fome se manifestará para que você se alimente.

Devido ao que vivi e vi em outrxs, um dos primeiros sinais corporais em uma greve de fome são as dores de cabeça, tonturas, cansaço, irritabilidade, insônia e um apetite terrível que não lhe permitirá pensar em outra coisa. Em meu caso, deixei de sentir fome depois dos 15 ou 20 dias de jejum. Escutei de companheirxs que no dia 90, aproximadamente, perderam a fome. A partir da segunda ou terceira semana de jejum, a pessoa em greve passa a ser acompanhada por cãibras incomodas que se prolongarão e se intensificarão por todo o corpo, provocando dor. A isso somamos o cansaço que faz com que qualquer atividade cotidiana, como tomar banho, seja uma tremenda façanha. Por último, está o frio: por mais que você se abrigue, em maior ou menor grau, sempre sentirá frio.

Ainda que pareça anedótico, em uma greve de fome a própria fome não é a sensação mais incômoda e aguda. Em mim e no que conheci, são as dores das cãibras e principalmente o frio.

É importante mencionar que existem fatores relevantes na hora de entender o processo de uma greve de fome, como que cada corpo funciona de um modo particular e a forma de como se mantém a greve de fome também é distinta. Por exemplo, se se consome açucares ou sais hidratantes ou as condições da prisão onde ocorre. Em cada prisão (ao menos no ocidente), existem protocolos de greve de fome que muitas vezes não são cumpridos.

Seja como for a forma e as condições em que se leve ou viva uma greve de fome, ela é uma autofagotização que não pode ser eterna: o corpo tem reservas limitadas e, no caso de Alfredo, estão se esgotando.

A chama que Alfredo mantém dia a dia está se apagando. Ele não claudicará, não se arrependerá!

QUE AS PALAVRAS SE TRANSFORMEM EM AÇÕES!

SOLIDARIEDADE ATIVA COM TODXS XS PRESXS ANARQUISTAS!

FIM AO 41BIS!

MORTE AO ESTADO E QUE VIVA A ANARQUIA!

Mónica Caballero Sepúlveda,

presa anarquista.

2 de fevereiro de 2023

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lesma no vidro
procura uma sombra
que seja ela mesma

Alice Ruiz

A editora Virus celebra 30 anos fiéis a seu compromisso com os movimentos sociais e a esquerda antiautoritária na Espanha

O selo de Barcelona celebra três décadas fiéis a sua linha editorial que promove a crítica ativa.

Por Lídia Penelo

Um livro do historiador e militante anarquista Antonio Téllez Solà sobre o maquis foi o primeiro título da editora Virus em 1991, criada por um coletivo heterogêneo ligado ao Lokal, no bairro Raval de Barcelona. Concebida como um projeto editorial e de distribuição autogerido e assembleário, a editora Virus cresceu e continua a publicar ensaios, ficção e literatura infantil, em catalão e espanhol, com um compromisso com os movimentos sociais e a esquerda antiautoritária.

Desde a aventura dos primeiros títulos, 30 anos se passaram e a marca se consolidou como um alto-falante para diferentes movimentos sociais e políticos. Mas também se tornou uma editora de referência nos campos da memória histórica, anarquismo, marxismo, ecologia social, urbanismo, feminismo, crítica prisional, controle social, pedagogia crítica, antipsiquiatria e reflexão sobre movimentos sociais.

Para a equipe da Virus, o livro é “uma ferramenta para pensar a realidade de forma radicalmente crítica e para que esta crítica se torne uma ação eficaz nas relações de poder e nas práticas libertadoras”.

O caminho não tem sido fácil, porque a Virus foi construída seguindo lógicas bem diferentes das comercialmente aceitas e muito diferentes das impostas pela indústria editorial. “A persistência e o contágio das lutas são a chave para empurrar a realidade para além das margens impostas pela normalidade socialmente estabelecida”, assegura Virus.

Microfísica sexista del poder, de Nerea Barjola; Masculinidades y feminismo, de Jokin Azpiazu; ou o ensaio Caliban y la bruja, da filósofa ítalo-americana Silvia Federici, são alguns dos títulos com temas feministas que Virus publicou em seus primórdios e que foram uma declaração de intenções. Mas olhando para trás em seu catálogo, a luta da Virus é ampla e ela também publicou livros críticos dos efeitos dos Jogos Olímpicos de 1992, ou da economia neoliberal.

Quatro títulos especiais para celebrar o evento

Agora, para celebrar o aniversário, a editora está publicando quatro títulos que condensam seu trabalho social e político: Realisme Capitalista, de Mark Fisher, que aborda e aprofunda a impotência que reina não apenas na cultura oficial, mas também nas resistências que se lhe opõem; Margenes y umbrales, de Núria Benach e Manuel Delgado, uma reflexão sobre o espaço público sobre a qual eles falaram recentemente em uma entrevista no Público; Trabajo sexual con derechos, de Gillian Abel e Lynzi Armstrong, uma tentativa de fortalecer a legitimidade, os direitos e a capacidade organizacional dos trabalhadores do sexo; e a republicação de Matar al chino, de Miquel Fernández González. Um livro sobre o bairro Raval que mostra como todos os poderes políticos que têm governado a cidade têm mantido políticas de controle e perseguição social visando sitiar aquelas realidades sociais que não se encaixam nas novas diretrizes de planejamento urbano.

Fonte: https://www.publico.es/culturas/editorial-virus-celebra-30-anos-fiel-apuesta-movimientos-sociales-izquierda-antiautoritaria-espana.html?utm_source=twitter&utm_medium=social&utm_campaign=web

Tradução > Liberto

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Traçando os baralhos
confundo na noite o mundo
de alhos com bugalhos.

Luciano Maia

 

 

[EUA] Relatório da Manifestação em Solidariedade a Tortuguita e Tyre Nichols em Flagstaff, AZ

Relatório da manifestação em solidariedade a Tortuguita e o movimento para parar a Cop City na chamada Flagstaff, Arizona. Publicado originalmente em Indigenous Action.

Mulheres indígenas queer seguraram o Bank of America e os arredores do centro da cidade em solidariedade a @defendatlantaforest e @stopcopcity para vingar o assassinato de Tort e Tyre Nichols pelas mãos da polícia.

Carros passavam tocando Fuck tha Police de N.W.A. Os dois lambe-botas que os manifestantes encontraram foram rapidamente protegidos pelos policiais, mas o bater dos tambores e a música foram ferozmente usados para lembrá-los de quem são as ruas e de quem são as terras em que estão.

Faixas e placas falavam sobre a questão atual do legado contínuo do genocídio negro e indígena: “De Kinlani, Floresta Weelaunee, ao Tennessee, esmague o estado policial colonial! Vingue Tortuguita. Vingue Tyre” e “Pessoas roubadas, terra roubada. Solidariedade negra e indígena”.

O genocídio em andamento dos povos indígenas é evidente em Flagstaff, pois pelo menos um homem morreu (que saibamos) devido à exposição na semana passada. Enquanto isso, a polícia local esteve recentemente envolvida em um suposto esforço para identificar as vítimas do tráfico, coagindo as supostas vítimas a dar-lhes punhetas… mais de 10 delas. O chefe de polícia de Flagstaff disse à mídia que, na verdade, esses policiais foram vítimas! “Assim que fiquei excitado, comecei imediatamente a perguntar sobre o dinheiro e quanto.” Com certeza soa como uma vítima para nós!

“Flagstaff” tem uma taxa 60% maior de assassinatos cometidos por policiais do que o resto do país. A presença da polícia na cidade de cerca de 80.000 habitantes tem como alvo específico os indígenas e especialmente os parentes indígenas desabrigados, tornando-a uma das mais cruéis do país para pessoas desabrigadas.

Quantos mais Tyre Nicols ou Tortuguitas vamos tolerar até queimarmos seus distritos, cadeias, prisões e tribunais?

Nenhuma quantidade de reforma ou “maçãs podres sendo responsabilizadas” impedirá a polícia de nos assassinar nas ruas ou nas florestas.

Fonte: https://itsgoingdown.org/report-back-rally-solidarity-flagstaff/

Tradução > Contrafatual

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Vaga-lume no quarto
Não fosse só de passagem,
apagaria o abajur.

Marcelino Lima (Suzumê)

Militantes criam Federação Anarquista Capixaba

Em entrevista, eles falam sobre princípios e projetos futuros da Faca e sobre história da luta anarquista no Espírito Santo

Em setembro de 2022, a cidade de Cariacica (ES) foi sede do V Fórum Geral Anarquista e da reunião do Conselho Internacional das Federações Anarquistas (Crifa). Neste encontro, foi criada a Federação Anarquista Capixaba (Faca), buscando ampliar a organização de militantes anarquistas no Espírito Santo e participar de outras instâncias nacionais e internacionais.

Século Diário conversou com dois integrantes da Faca, Paulo Moraes e Paulo Henrique Oliveira, o “Linguiça”. Eles falam sobre a organização e os planos da federação e também sobre os princípios e história da luta anarquista no Espírito Santo, no Brasil e no mundo.

>> Confira a entrevista aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=FKUEplAUUr8&embeds_euri=https%3A%2F%2Fwww.seculodiario.com.br%2F&source_ve_path=MjM4NTE&feature=emb_title

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casa na neve
odores vindos de longe
o céu como teto

Célyne Fortin

“Armadilhas Do Uso Da Palavra Terrorismo”

GRUPO DE ESTUDOS DE ANARQUISMOS, FEMINISMOS E MASCULINIDADES

“Armadilhas Do Uso Da Palavra Terrorismo”

Formato presencial: 04 de fevereiro de 2023, sábado, das 16h às 18h.

Formato online: 07 de fevereiro de 2023, terça, das 19h às 21h.

Como Participar?

Teremos 2 formatos de encontro (presencial e online) abordando o mesmo tema e partindo do mesmo material base (indicado abaixo). Você pode participar de uma modalidade ou das duas, fique à vontade. Para participar do encontro online é necessário inscrição, pois enviaremos o link da reunião para o seu email até o dia do evento.

Teremos intérprete de Libras nos dois dias. Para fortalecer o trabalho da compa, sugerimos uma contribuição via Pix, de acordo com suas possibilidades. A chave será divulgada no encontro.

Lembrando que nos orientamos pelos princípios anarquistas, tais como autogestão, apoio mútuo, internacionalismo, anti-capitalismo e não partidarismo, não toleramos qualquer tipo de discriminação de raça, gênero ou sexualidade.

Presencial

  • Sábado, 04/02 (16h-18h)
  • Local: Sede do Centro de Cultura Social de SP (Rua Gal. Jardim, 253, sl. 22, Vila Buarque – São Paulo)
  • Evento aberto, gratuito, não necessita de inscrição, basta comparecer.

Online

  • Terça, 07/02 (19h-21h)
  • Local: Google Meet
  • Encontro aberto, gratuito, para receber o link do Meet, se inscreva até o dia 05/02, em: https://forms.gle/FGTMGxWEDnmxNSUSA
  • Os encontros online do grupo não são gravados, são gratuitos e abertos para todas as pessoas interessadas.

Material sugerido:

Textos:

  • Fhoutine Marie: Os perigos do uso do termo ‘terrorismo’ para classificar ataque em Brasília – Revista Interesse Nacional
  • LEI Nº 13.260 DE 16 DE MARÇO DE 2016

Vídeos:

  • Por que STF chama invasões bolsonaristas de atos terroristas
  • “Chama a Polícia!” – Sobre a criminalização da ação direta e a legitimação das instituições. – kolektiva.media

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Sobre mim a lua.
Lá atrás das altas montanhas
outro deve olhá-la.

Alexei Bueno

Memória | O Militante Negro e Nordestino Que Apresentou O Anarquismo Para José Oiticica!

Por Marcolino Jeremias

Em 1912, a Liga Anticlerical e a Federação Operária do Rio de Janeiro dividiam a mesma sede na rua General Câmara, número 335. Em 1910, nesse mesmo endereço, também reunia-se o Grupo de Propaganda Social.

O ativo militante Carlos Lacerda, num texto desse período, assim descreveu o ambiente onde os anarquistas e sindicalistas revolucionários se encontravam: “Atravessei a praça da República, passei diante da prefeitura e entrei na rua General Câmara, quando, de longe, percebi que a sala do número 355 estava iluminada. Bom, disse comigo, como estamos tratando da comemoração do dia 13 de outubro, os anticlericais começam a acudir ao toque de reunir. Apressei o passo e entrei em uma casa velha, de aspecto sombrio, paredes grossas como as de uma fortaleza, sem gosto arquitetônico, como são todos os edifícios dos tempos coloniais. Estava na sede da Liga. Subi ao 1º andar e quando quis penetrar na sala, estava cheia como um ovo. Lancei o olhar para dentro do recinto, quando vi que alguém me fazia sinal com a mão, de aproximar-me: — Era o França! Pedi licença e atravessei o espaço que vai da porta a uma janela. — Que há? Que quer dizer toda esta gente assim reunida? Perguntei. — Não sabes? São os sapateiros que estão em greve, que acordam para a luta, estão firmes!“.

Foi justamente nesse mesmo período, nesse mesmo endereço e, sobretudo, com esses mesmos personagens que o histórico e emblemático professor José Oiticica foi apresentado, nos meios operários, ao anarquismo. O pintor e militante anarquista José Romero registrou esse acontecimento: “Nessa altura a Federação tinha a sua sede num sobrado no antigo Largo do Capim, situado entre as ruas General Câmara, S. Pedro e Andradas, na direção desta última. Um dia José Oiticica, com a sua inseparável pasta, subiu a escada do sobrado, entrando no recinto dos trabalhadores, que não tinham medo de ouvir falar do ideal anarquista e ler os seus pensadores e propagadores, lugar perigoso segundo os burgueses caçadores de votos e demais defensores do regime capitalista. Logo deparou com vários grupos, uns sentados e outros em pé. Ao encontro dele, por ser pessoa desconhecida dos presentes, foi um membro da comissão administrativa da casa. Era um companheiro, carpinteiro de profissão, mulato, natural de Maceió, de quem, no momento, só recordamos o sobrenome, que era França. 

— Que deseja o nosso amigo? Perguntou-lhe. — Desejava falar com o presidente ou diretores, respondeu Oiticica. — Aqui não temos presidentes, nem diretores. Replicou por sua vez o companheiro alagoano, criatura de temperamento expansivo e alegre, agregando: Só há comissões administrativas que executam as decisões das assembleias. — Muito bem, disse Oiticica, e a seguir pronunciou mais algumas palavras que não recordamos bem, cujo sentido fora de haver encontrado alguma coisa do que desejava e lhe causava satisfação“.

Motivado por esse primeiro contato com os ideais anarquistas, o professor mineiro, José Oiticica já aparecia, em julho de 1912, realizando um curso de sociologia, na sede na Liga Anticlerical, promovido pelo grupo A Guerra Social, que também tinha um núcleo em São Paulo. Esse foi o início da longa e frutífera militância anarquista de José Oiticica, apoiado por seus companheiros e companheiras. Nem tudo era italiano, estrangeiro, nem “flor exótica” como afirmavam as autoridades brasileiras (com o objetivo de combater o anarquismo), ou como parte da historiografia oficial permanece repetindo durante décadas!

agência de notícias anarquistas-ana

tinta no pincel
fantasia com asas
pardal no papel

Carlos Seabra

[Espanha] A CGT exige do Estado medidas reais contra a violência contra a classe trabalhadora e chama a sociedade a tomar consciência do aumento das mortes no trabalho.

Mais de 688 pessoas perderam a vida enquanto trabalhavam em 2022, números terríveis aos quais a sociedade não deveria se acostumar.

A Confederação Geral do Trabalho (CGT), em um de seus últimos comunicados, considera inaceitável o número de mortes de trabalhadores ao longo de 2022, e exigiu medidas vigorosas do governo PSOE-Unidas Podemos contra este tipo de violência contra a classe trabalhadora.

Os números divulgados pelo Ministério do Trabalho e Economia Social, que contam o número de acidentes de trabalho de janeiro a outubro de 2022, indicam que 688 pessoas perderam suas vidas enquanto tentavam ganhar a vida. São mais 100 pessoas do que no mesmo período do ano passado, um aumento de 17%.

Para a organização anarcossindicalista, estas mortes indicam o fracasso da atual política trabalhista do governo. As Reformas Trabalhistas do PP e PSOE, assim como a última “atualização” do mesmo, longe de acabar com este flagelo, mantêm-no e encorajam-no, reforçando o poder do empresariado contra as pessoas mais precárias e desprotegidas. Isto é corroborado pelos próprios dados do Ministério, que indicam um aumento na taxa de acidentes em setores como a indústria hoteleira e de catering e o setor de saúde, entre outros.

Neste sentido, a CGT aponta novamente o fato de que ninguém deve perder sua vida enquanto tenta sobreviver. Os trabalhadores continuam a morrer em seus empregos, que geralmente estão em ambientes precários e em troca de um salário que é muito baixo para a crise socioeconômica que a grande maioria da sociedade está atravessando no momento.

A CGT lembrou novamente que a legislação atual sobre saúde ocupacional não protege realmente os trabalhadores e, neste sentido, os anarcossindicalistas afirmam que a desigualdade também se encontra na dor e na morte que os trabalhadores sofrem. Além disso, o Estado, suas Administrações e Instituições estão sendo cúmplices deste massacre, permitindo que o mundo dos negócios torne mais fácil e mais fácil quebrar as frágeis regras que regulam as condições daqueles que não têm outra escolha senão trabalhar para viver, transformando os direitos mais elementares em chantagem para os mais vulneráveis de nossa sociedade.

A organização negra vermelha também exige do governo espanhol, e especialmente do Ministro do Trabalho, medidas reais e enérgicas contra esta violência contra os trabalhadores.

Fonte: http://alasbarricadas.org/noticias/node/51125

Tradução > Liberto

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De que árvore florida
chega? Não sei.
Mas é seu perfume…

Matsuo Bashô

 

Novo vídeo | Por que 2013 agora? – Da ausência de autocrítica à criminalização da revolta

Dez anos depois das Jornadas de Junho de 2013, o levante popular é acusado pela esquerda institucional de ser a origem do atual movimento fascista, enquanto o uso da tática black bloc é comparado ao ataque fascista em Brasília. Mas essa crítica não se sustenta quando analisamos a conjuntura da época e também o papel que muitas organizações de esquerda tiveram ao criminalizar os protestos, esvaziando as ruas e criando um vácuo político propício à ascensão do fascismo.

Vídeo baseado numa ideia do Companheiro Sonho, com colaboração dos coletivos Antimídia e Facção Fictícia.

>> Confira o vídeo aqui:

https://antimidia.org/por-que-2013-agora-da-ausencia-de-autocritica-a-criminalizacao-da-revolta/

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A chuva passou.
A noite um instante volta
A ser fim-de-tarde.

Paulo Franchetti

[Itália] Governo diz que não dará qualquer tratamento favorável ao prisioneiro anarquista Alfredo Cospito

O governo italiano pronunciou nesta terça-feira (31/01) que não dará qualquer tratamento favorável ao prisioneiro anarquista Alfredo Cospito, que está em greve de fome há mais de 100 dias e foi transferido para outra prisão depois do seu estado de saúde ter se agravado.

O Ministro da Justiça Carlo Nordio deixou claro que a Itália não deixará de aplicar o regime especial a Cospito. Advertiu que a transferência do prisioneiro não representa uma “cessão”, mas consagra o “princípio sagrado e obrigatório” do controle da sua saúde.

O governo assume que haverá mais protestos nas próximas horas e ordenou o reforço da segurança nas suas representações italianas noutros países.

Fonte: agências de notícias

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Rio seco
silêncio sob a ponte
apenas o vento.

Rodrigo de Almeida Siqueira

[Itália] Reivindicação pelo ataque à mansão do assassino Giorgio Del Papa, em solidariedade a Alfredo Cospito e Anna Beniamino

Novembro de 2006. Umbria Olii explode e quatro trabalhadores morrem. Um dos muitos massacres em nome do lucro, em uma empresa conhecida por sua devastação de terras. Mas a arrogância do capital não conhece limites e o patrão Giorgio Del Papa chegará ao ponto de exigir 35 milhões de euros das famílias das vítimas, acusando-as de provocar o acidente.

O poder do dinheiro, uma quantia enorme, difícil até de imaginar para as famílias dos trabalhadores, alguns deles migrantes. O poder do dinheiro que se revelará útil, obtendo-se a imputação da responsabilidade aos próprios trabalhadores, resultando na redução da pena para quatro anos.

Com o coração cheio de ódio, pensando em nossos camaradas Anna Beniamino e Alfredo Cospito, decidimos dar um rosto, um nome, um endereço ao slogan ‘É o Estado que Massacra’.

Porque Anna e Alfredo arriscam prisão perpétua por duas bombas contra o Quartel dos Cadetes Carabinieri em Fossano, em 2 de junho de 2006, que infelizmente não causaram mortos nem feridos. Enquanto os verdadeiros assassinos, os industriais, os capitalistas, vivem em suas mansões.

Por isso fomos visitar a casa de Spoleto onde mora o assassino Del Papa. Atacamos com fogo os sistemas elétricos de seu portão e deixamos pendurada a carcaça de um animal. Lamentamos pelo vampiro, nenhum sangue humano foi encontrado.

Um pequeno gesto para denunciar a coerência classista do judiciário italiano. Para Alfredo, já há 100 dias de greve de fome contra o 41bis e prisão perpétua sem apelação.

Porque que fique claro que se Alfredo morrer, você será o próximo. Você pode colocar alguns sob escolta, mas não pode proteger toda a burguesia!

Com esta ação não exigimos justiça, mas sim clamamos vingança.

Vingança pelos mortos no local de trabalho.

Vingança pelos mortos no meio do mar.

Vingança pelos mortos nas prisões.

Vitória ou vingança para Alfredo Cospito.

(A)

Tradução > Contrafatual

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um tufo de algodão
flutuando na água
uma nuvem

Rogério Martins

[Chile] Transmissão online: Pela liberdade de Alfredo Cospito

Hoje, um dos nossos está travando talvez uma de suas batalhas mais difíceis. Com a força de uma fera indomável, nosso companheiro Alfredo Cospito está em greve de fome há mais de cem dias, com uma mensagem clara e definitiva: antes a morte que ser enterrado vivo diante do brutal regime de isolamento 41 Bis. Sua mensagem não passa despercebida e ressoa na diversidade da ação ácrata: sabotagens, atividades, concentrações, bombardeios, ataques incendiários, cartazes, transmissões de rádio, marchas… são parte dos ingredientes de uma poderosa mobilização, que em diferentes partes do mundo ecoa seu grito. Embora com toda a força necessária, ainda não é suficiente, o Estado italiano a ignora e mostra sua intenção de deixá-lo morrer lentamente.

Desde Rádio 31 de Enero, liberamos esta transmissão especial, onde conversamos com compas que integram a Caja de Solidaridad La Lima, um grupo de apoio aos prisioneiros em Roma, onde eles nos contam com mais detalhes sobre a situação atual da saúde de Alfredo, sobre como isso aconteceu no plano legal e principalmente sobre toda a expressão multiforme que ocorreu nas ruas em todo este território dominado pelo Estado italiano.

Permanecemos atentos e com o coração apertado, desejando o melhor resultado: a vitória desta luta! Enviamos nosso amor anárquico transbordante a Alfredo, e aos compas que deram tudo naquele território.

Não ao 41 Bis! O isolamento é uma tortura! Abaixo com os muros das prisões!

Viva a anarquia!

Ouça online: terça-feira, 31 de fevereiro, a partir das 21h30: https://radio31deenero.org/

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Vento de verão
vem com bafo de mormaço –
garoa ameniza.

Anibal Beça

[Chile] Mobilização dxs presxs anarquistas e subversivxs em apoio a Alfredo Cospito

Por Alfredo Cospito:

Um forte grito de guerra!!

Um chamado à solidariedade internacionalista!!

Um chamado explícito à ação!!

No marco das mobilizações pela greve de fome do companheiro anarquista italiano Alfredo Cospito que já se estende por 104 dias, nós, presxs anarquistas e subversixs na Cárcere La Gonzalina – Rancagua, iniciamos hoje, dia 31 de janeiro, um jejum solidário como gesto mínimo de cumplicidade frente a essa tão transcendental e determinante luta levada a cabo pelo companheiro para pôr um fim ao isolamento que o Estado italiano o tem submetido, bem como contra a prisão perpétua a qual foi condenado recentemente.

A situação é de suma urgência e não cabem momentos de espera e reflexão, que só fortalecem a apatia e a inação.

Tampouco são tempos para ser espectadorx passivx de como o Estado italiano deixa Alfredo morrer em uma das mais claras demonstrações da brutalidade autoritária.

Vamos esperar a morte do companheiro para decidirmos agir?

Este jejum também pretende ser um chamado às consciências antiautoritárias pelo mundo inteiro e sua ação consequente.

Durante esta longa mobilização, vimos a importância de cada gesto subversivo fora das fronteiras de quem hoje o mantém nesse nefasto regime, demonstrando a efetividade da solidariedade internacionalista de caráter combativo.

É agora que é necessário utilizar toda a nossa imaginação, dar vida a nossas relações de afinidade focadas no enfrentamento e lançar mão de nossa experiência, pois apenas assim ativamos a cumplicidade insurrecta para buscar tirar Alfredo do nefasto 41bis.

Amanhã pode ser tarde demais, portanto é imprescindível agir imediatamente e tomar em primeira pessoa essa luta, nos envolvendo totalmente nesta batalha que não pode esperar.

Neste sentido, a luta em curso não apenas é crucial para Alfredo, mas para todxs nós que nos posicionamos contra a prisão e o mundo que a necessita na medida em que o aplicado contra o companheiro será rapidamente estendível e exportável a qualquer pessoa que se rebele e enfrente a ordem estabelecida.

Por isso, não abrimos mão das manifestações claras e concretas por ver fora das prisões todxs nossxs companheirxs pelo mundo, que tiveram de purgar décadas em regimes nazi-fascistas de confinamento que buscam degradar a dimensão humana rebelde de todx insurrectx que se rebela frente a esta realidade de opressão e miséria.

Certamente hoje não está em nossas mãos a chave para tirar Alfredo do isolamento, mas não por isso renunciaremos a colocar nosso grão de areia para que ocorra o quanto antes.

Entretanto, o que sim depende de nós é nossa decisão de nos envolvermos ativamente na luta, fazendo quem o tortura sentir que não está seguro enquanto mantenham o companheiro neste regime infame.

Pela extensão da solidariedade combativa no pulsar da cumplicidade insurrecta com o companheiro Alfredo Cospito!!

Tiremos Alfredo do 41bis!

Enquanto existir miséria haverá rebelião!

Até destruir o último pilar da sociedade carcerária!

Que as prisões explodam!

Viva a anarquia!

Liberdade imediata para todxs xs presxs revolucionárixs antiautoritárixs de todas as tendências!

– Marcelo Villaroel

– Juan Aliste

– Joaquín Garcia

– Francisco Solar

Cárcere La Gonzalina-Rancagua

Território dominado pelo Estado chileno

31 de janeiro de 2023.

Fonte: https://edicoesinsurrectas.noblogs.org/post/2023/01/31/mobilizacao-dxs-presxs-anarquistas-e-subversivxs-em-apoio-a-alfredo-cospito/

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agência de notícias anarquistas-ana

Chuva de verão.
Os pingos batem
Nas cabeças das carpas.

Shiki

[Itália] Alfredo Cospito transferido para a prisão de Ópera-Milão

Alfredo Cospito, anarquista confinado no regime 41 bis e em greve de fome há 103 dias, foi transferido hoje, segunda-feira (31/01), da prisão de Bancali (Sassari) para a penitenciária de Ópera-Milão onde deu entrada na ala da Unidade de Tratamento Intensivo, destinada a pacientes com patologias graves. Na Opera, há médicos especializados na intervenção em casos de emergência devido à possível piora da situação e também porque o anarquista já reiterou várias vezes que não aceitará alimentos, reafirmando pretender seguir em greve de fome contra os 41bis.

O advogado de defesa de Cospito, Flavio Rossi Martinelli, encaminhou uma nota ao Ministro da Justiça Carlo Nordio pedindo o fim da aplicação do 41 bis a seu cliente, após outra nota semelhante que será discutida no dia 7 de março na Suprema Corte. O Ministro tem até 12 de fevereiro para responder. Na ausência de notícias, o recurso será considerado rejeitado. Tanto a Diretoria Nacional Anti-Máfia (DNA) quanto o Departamento Anti-Terrorismo devem emitir pareceres próprios sobre o recurso dentro do mesmo prazo . Nas duas notas, o advogado Rossi Albertini se refere a “fatos novos” sobre o caso, tais como as motivações da sentença de 2019 na qual a Corte d’Assise de Roma absolveu todas as pessoas anarquistas investigadas da acusação de associação para fins de terrorismo.

Fonte: https://edicoesinsurrectas.noblogs.org/post/2023/01/30/alfredo-cospito-transferido-para-a-prisao-de-opera-milao/

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agência de notícias anarquistas-ana

Oh, melões frescos,
Se alguém aparecer,
Transformem-se em rãs!

Issa

[Chile] Palavras do companheiro anarquista Lucas Hernández

Na madrugada de 22 de dezembro de 2022 após uma série de buscas feitas a mando da delegacia de alta complexidade metropolitana sur, no marco de uma investigação por um atentado explosivo na direção nacional da gendermaria do Chile…

Fomos detidos 2 companheiros, meu irmão/companheiro e eu.

Naquele dia 22, a imprensa oficial divulga nossos rostos como um troféu, montando um espetáculo. E como já é de costume condenando antecipadamente a todos que decidem se rebelarem com este mundo de controle e castigo.

Os que ditaram e mantém nossa prisão não levam em conta a solidariedade anarquista, solidariedade que é a prova de muros e grades, de balas e algemas. Solidariedade que podemos tocar desde o primeiro momento ao chegar ao módulo onde me encontro. Os companheiros acusados do caso Susaron nos receberam com mãos cheias e fraternas.

Nestas linhas quero agradecer a todxs que se preocuparam: A família, companheirxs, amigxs, anônimxs e simpáticos as ideias que transbordam meu coração e pensamento individual. Um abraço para todxs.

A meus companheirxs no cárcere de San Miguel, companheirxs da prisão de La Gonzalina; Juan Aliste, Fancisco Solar, Marcelo Villaroel, Juan Flores, e Joaquín Garcia que desde o primeiro momento estão atentos ao meu irmão. Dando a ele uma mão solidária, burlando assim o isolamento e a distância desses muros frios.

Um abraço para todxs xs Rebeldes, Anarquistas, Niilistas, Subversivos e Conspiradores. Individualidades ou coletivos que aprofundem o conflito dentro e fora das prisões do mundo.

Desde as masmorras cabe dizer somente que: Seguirei de pé, firme e forte. A prisão não vai me quebrar, nem castigo algum. Minhas ideias seguem claras como indivíduo anarquista, sigo em conflito com a sociedade que perpetua e mantém a miséria.

A prisão é um lugar onde ninguém quer estar, mais esta será a parte do meu processo de crescimento pessoal e político. Temos o exemplo de luta, resistência e coerência de todxs nossxs companheirxs, que ao longo da história tem tido que assumir longas penas, coerência que para mim é mais exemplo que qualquer castigo que tentem me impor.

Da tumba de concreto, mando um abraço cheio de amor e orgulho a todos os que diariamente enfrentam a prisão: aos companheiros de Stgo 1, prisão de San Miguel, La Gonzalina e todxs que estão espalhadxs pelo mundo, em especial ao meu irmão que se encontra prisioneiro em Rancagua, te mando força e amor, aqui e seguirei com cabeça erguida.

Nunca impacientes com o inimigo

Nada acabou, tudo segue.

Meu cativeiro não será em vão

¡VIVA A ANARQUÍA!

Lucas Hernández

Prisioneiro anarquista

Módulo 1

Prisão/empresa Stgo 1

Janeiro 2023

Tradução > 1984

agência de notícias anarquistas-ana

A criança às costas
Brincando com meu cabelo —
Que calor!

Sono-jo

 

[EUA] US Bank e Wells Fargo esmagados por Tortuguita / Tyre Nichols em Minneapolis

29/01/2023

Em resposta aos assassinatos de Tyre Nichols e Tortuguita por porcos fascistas, militantes da terra ocupada de Dakota / Lakota / Anishinaabe – chamada Minneapolis – atacaram dois bancos no lado sul. O US Bank e o Wells Fargo foram escolhidos devido ao financiamento da “cidade policial” na floresta de Weelaunee.

Militantes marcaram janelas de bancos com “defenda a floresta”, “foda-se os 12”, “coma merda frey” e “descanse em paz tortuguita e  tyre nichols”.

Nossa mensagem de solidariedade se estende além das palavras escritas até as janelas estilhaçadas e os caixas eletrônicos quebrados em nosso rastro.

Agradecemos o trabalho do bloc esta noite em Minneapolis. Chamar a atenção e manter distraído o departamento de porcos de uma cidade inteira não é tarefa fácil, especialmente nessas temperaturas congelantes. Sua bravura é radiante.

Vida Longa à Floresta
Descanse em Poder Tyre Nichols e Tortuguita
Coma Merda Frey
Isso é apenas o começo

Tradução > Contrafatual

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agência de notícias anarquistas-ana

Ao fazer a sesta,
A mão que segura o leque
Pára de se mexer …

Taigi