[Espanha] Emma Goldman: antimilitarismo e revolução

A oposição de Emma Goldman ao envolvimento dos EUA na Primeira Guerra Mundial personifica o antimilitarismo inerente ao pensamento anarquista. Ao mesmo tempo, ela nega que tal posição faça qualquer uso da violência de forma ilegítima.

Goldman chegou aos Estados Unidos em 1885, aos 16 anos de idade, e foi a tragédia dos mártires de Chicago que despertou seu interesse pelo anarquismo. A partir daquele momento, ela começou a frequentar círculos anarquistas e a se associar com figuras proeminentes do meio libertário como Johann Most e Alexander Berkman. Seu ativismo estava centrado na propaganda, tanto em panfletos e revistas quanto em palestras. Foi seu uso de “palavras como arma” que a levou a ser considerada “a mulher mais perigosa da América” pelas autoridades americanas.

Antimilitarismo diante da Primeira Guerra Mundial

Com o início da Primeira Guerra Mundial, Goldman juntou-se às denúncias antimilitares que o pensamento libertário sempre defendeu, e seu protesto aumentou quando os Estados Unidos, seu país anfitrião, decidiu participar diretamente do conflito armado. Esta postura levou a várias prisões, dois anos de prisão e finalmente sua deportação para a Rússia, de onde ela era originária, em dezembro de 1919.

Na véspera da Grande Guerra, Goldman já havia iniciado uma turnê de palestras interestaduais, que sempre contou com a participação de uma grande variedade de pessoas e muitas vezes foi sabotada pelas autoridades locais de cada município. Em uma de suas palestras, em São Francisco, na plateia, estava um particular: William Buwalda. Este soldado teve a “desfaçatez” de apertar a mão de Goldman no final de sua palestra, um ato que em teoria só poderia ser um gesto de respeito e tolerância, evidenciou o código moral disciplinar do exército.

William Buwalda, “por causa de sua crença tola de que alguém pode ser um soldado e exercer seus direitos como homem ao mesmo tempo” foi severamente punido pelas autoridades militares. Depois de servir quinze anos com uma postura impecável, ele foi condenado a três anos de prisão, embora inicialmente lhe tivesse sido pedido que cumprisse cinco. Este é um caso que Goldman traz à tona toda vez que fala sobre a guerra em seus vários ensaios.

O escândalo gerado pela sentença colocou em questão a obediência cega esperada ao alistar-se no exército. Uma obediência que não é conciliável com a liberdade de ação ou pensamento, uma característica essencial do ser humano e o valor mais importante da teoria anarquista que Goldman defendia. A lealdade exigida pelo militarismo, apesar das nuances positivas da própria palavra, leva ao oposto: traição a si mesmo. Em seu texto No Que Eu Acredito, com base neste exemplo, ele declara mais uma vez “que o militarismo, um exército e uma marinha permanentes em qualquer país, é indicativo da perda de liberdade e da destruição de tudo o que há de melhor e mais puro na nação”.

Por outro lado, a preparação para a Primeira Guerra Mundial também trouxe atritos e divisões dentro do próprio movimento anarquista. Em grande parte, tais discordâncias foram motivadas pela posição de Pyotr Kropotkin a favor da guerra. O fato de que uma figura tão renomada dentro das fileiras libertárias ocupava tal posição lançou dúvidas sobre muitos e feriu alguns outros. Goldman sentiu isso como uma facada nas costas; no entanto, ela sustentou que “nossa devoção ao nosso mestre e nosso afeto por ele não podiam alterar nossas convicções, nem mudar nossa atitude em relação à guerra como uma luta de interesses financeiros e econômicos alheios ao homem trabalhador”.

Os eventos que se seguiram apenas reforçaram sua tese, o que a levou a concentrar seus esforços na causa antimilitarista e a ampliar sua divulgação. A partir de sua própria revista, a Mother Earth (Mãe Terra), ela pediu aos camaradas de diferentes áreas que contribuíssem com suas ideias em vários artigos que seriam publicados na mesma. Foi esta campanha anti-recrutamento que a levou perante um juiz no dia exato do seu quadragésimo aniversário, e ela foi condenada a dois anos de prisão. Uma prisão da qual ela nunca seria libertada, mas deportada para a Rússia. Ela só voltaria a colocar os pés em seu país anfitrião depois de sua morte, sendo enterrada ao lado dos mártires de Chicago em 1940.

Rumo à sua análise teórica

Antes de tudo, deve-se notar que o antimilitarismo não é sinônimo de pacifismo, como às vezes é interpretado. Ou seja, protestar contra a guerra não é sinônimo de acreditar que a violência é inerentemente ilegítima em todos os seus contextos. O que o antiguerra destaca são os interesses que impulsionam esses conflitos nacionais ou internacionais, interesses econômicos e políticos perseguidos pelos escalões superiores dos Estados que nada têm a ver com o que é do interesse das classes média e baixa.

Goldman entendeu que “o maior baluarte do capitalismo é o militarismo”, como ela explicou corretamente em seu ensaio Patriotismo, uma ameaça à liberdade. Desta perspectiva, ela olhou para a palavra-chave que os estados usavam para atrair os cidadãos para o exército: patriotismo. Este conceito, que nada mais é do que uma “superstição criada e mantida através de uma teia de mentiras e falsidades” baseia-se na “presunção, arrogância e egoísmo”. Desta forma, as crianças são educadas para defender seu país, nutrindo a proteção da propriedade privada junto com o direito de protegê-la a todo custo.

O senso de pertencimento que vem do patriotismo e o senso de justiça que vem das honras de servir o próprio país são as ferramentas utilizadas para o alistamento. Ao encorajar a população a acreditar nisso, também se gera uma opinião pública que é favorável à produção e aquisição de mais armas militares. Este último é indispensável para manter o negócio da guerra: os custos devem ser amortecidos. Em outras palavras, existem excedentes militares que devem ser empregados para continuar alimentando o ciclo do mercado.

Entretanto, enquanto o patriotismo serve como um instrumento para as elites ganharem o apoio dos cidadãos, Goldman ressalta que “não é para aqueles que representam riqueza e poder”. Ela exemplifica este julgamento em como são as classes trabalhadoras que acabam em frentes militares, como as classes altas são chamadas de “cosmopolitas”, como estas últimas mostram e dão apoio a essas outras “pátrias” tanto para interesses políticos como econômicos através de declarações, enviando tropas ou vendendo armas.

Outro argumento para a justificativa do exército é a segurança. O argumento de que são necessários meios para se defender contra ataques estrangeiros e para manter a paz. Entretanto, “a afirmação de que a criação de um exército e de uma marinha é a maior segurança para a paz é tão lógica quanto à afirmação de que o cidadão mais pacífico é aquele que está fortemente armado”. Em uma de suas palestras sobre “Ação Preventiva”, Goldman argumentou que “em vez de garantir a paz, a “preparação” tem sido sempre e em todos os países um instrumento que tem acelerado o conflito armado”.

Goldman reconheceu o medo que as autoridades poderiam ter, mas colocou seu medo não em um perigo externo, mas no “medo do crescente descontentamento das massas e do espírito internacional dos trabalhadores”. Assim, sob a bandeira da proteção dos cidadãos, elementos de controle social como as forças de segurança do Estado e leis mais restritivas são multiplicados; hoje, as câmeras de vigilância de rua também poderiam ser adicionadas à lista.

Ao colocar a ameaça fora das fronteiras da nação, espera-se alcançar a unidade dentro delas. Um povo unido contra um inimigo comum. Um povo unido, sem nenhuma apreciação das diferenças entre aqueles que pagam o preço e aqueles que se beneficiam com ele. Uma das muitas consequências deste discurso acaba sendo o racismo e a xenofobia generalizados, que em certa medida irão apoiar e/ou encorajar conflitos futuros.

Por outro lado, as causas da guerra também devem ser abordadas. Como já foi salientado, não é realmente devido a uma defesa do país, pois não pode haver defesa onde não há ataque. Nesta base, Goldman revê em seu ensaio as razões dos conflitos anteriores, concluindo que em todos os casos eles respondem aos interesses das classes dirigentes, nos quais, ela reitera, os benefícios econômicos e imperiais dos Estados são primordiais.

Uma profecia ainda não cumprida

Apesar do contexto de guerra em que Goldman viveu, ela não deixou de ver um raio de luz. Ela tinha fé no movimento antimilitarista que estava despertando na consciência daqueles que sabiam cada vez mais sobre a guerra e o que a cercava:

“A centralização do poder trouxe consigo um sentimento de solidariedade entre as nações oprimidas do mundo; uma solidariedade que representa uma maior harmonia de interesses entre os trabalhadores da América e seus irmãos no exterior do que entre o mineiro americano e seu compatriota explorador”.

A esperança é projetada em um futuro no qual o povo, aqueles que historicamente forneceram os soldados e, portanto, os mortos, deixam de receber ordens de cima, deixam de servir aos interesses dos outros em contradição com os seus, deixam de matar uns aos outros. Goldman defendeu uma campanha de conscientização da realidade, que “significará no futuro a revolta de todos os oprimidos contra seus exploradores internacionais”.

Em conclusão, o slogan que vem à tona na forma de grafite nas paredes quando irrompem conflitos armados, “nenhuma luta entre os povos, nenhuma paz entre as classes”, resumiria tão bem sua posição que ela mesma poderia ter sido a pessoa a usar a lata de aerossol. Emma Goldman considerava a vida como a coisa mais preciosa, mas a vida em liberdade, sem hierarquias e para todos, o que ela acreditava firmemente que traria uma sociedade anarquista.

Silvia K. Döllerer

Graduada em Filosofia e Jornalismo. Autora de “Reflexiones anarcofeministas”. E. Goldman‘ (Calumnia, 2022)

Fonte: http://acracia.org/emma-goldman-antimilitarismo-y-revolucion/

Tradução > Liberto

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Sinto no rosto
Um carinho natural
O vento soprou.

Ze de Bonifácio

[Espanha] Libertários? Não.

Como creio já ter comentado em mais de uma ocasião, que se tem o hábito oxigenador de olhar repetidamente para um horizonte libertário de aspirações inovadoras e o mais amplo possível. Isto é um tanto retórico, mas é assim. Isto me lembra o que um certo anarquista disse no passado, e mais uma vez devo pedir desculpas por minha pobre memória pelos nomes das citações, algo que tem sido colocado em demasia sobre os ombros do anarquismo. Isto é verdade, e não tenho medo de insistir se me lembro que o maior número de ignomínias tem sido amontoado sobre anarquistas, ou se você gosta de ideias libertárias. Não consigo esquecer como esta coluna está ficando lírica hoje. No entanto, a capacidade de apresentar o anarquismo de forma errada ainda tem a capacidade de me surpreender. Ouvindo os mais puros libertários, e pelo menos no nível teórico na Espanha há muitos deles, embora com uma certa tendência consanguínea, chega-se a uma confusão terminológica que nos dá arrepios na espinha.

O termo “libertário”, em espanhol ou castelhano, meus senhores, é sinônimo de anarquista. Este é tanto o caso que, embora exista um movimento chamado anarquista, essa palavra não tem ismo algum. Libertarismo, apesar da Wikipédia, não é de forma alguma um neologismo. Esclareçamos também, mesmo que seja um pouco embaraçoso dizê-lo, que o anarquismo visa à supressão de toda autoridade coercitiva e uma comunidade de homens livres e iguais, dois conceitos que caminham inequivocamente juntos. Estes liberais de toda a vida, que agora sem vergonha presumem ser libertários e até mesmo anarquistas, como qualquer pessoa com o menor conhecimento de política sabe, falam muito de liberdade, mas negam a igualdade identificando-a de forma grotesca e simplista com um regime totalitário. É curioso que a origem da palavra libertaire, em francês, tenha sido cunhada por um anarquista em meados do século XIX precisamente para criticar e se diferenciar do liberalismo econômico. Foi quase um século depois, bem no século 20, que o termo libertarian entrou em jogo em inglês, um termo de origem sem dúvida conservadora, como podemos ver pelas pessoas que o usam, para convidar à confusão em nosso idioma. Pouco tempo depois, as pessoas começaram a falar de um anarquismo de direita ou anarco-capitalismo ou o que quer que lhe chamem, e eu não acho que seja necessário explicar do que se trata.

A questão é que ao ouvir estes pseudo-libertários, cuja pequena contribuição para as ideias clássicas do liberalismo talvez os empurre para esta confusão terminológica, só se pode ficar indignado. Assim, eles falam depreciativamente de um anarquismo que consideram coletivista e de esquerda, e brincam com a falta de conhecimento da economia daqueles que, como eles, naturalmente, não carregam a verdade pura e revelada. É evidente que, apesar das minhas explosões habituais, acho que o debate e o confronto entre ideias em busca de um horizonte inovador e emancipatório o mais amplo possível é grande e digno de uma sociedade minimamente livre. Isso é uma coisa, mas é outra bem diferente, monopolizar termos que são, em grande medida, antagônicos. É verdade que existem abordagens sobrepostas para uma sociedade livre, mas o anarquismo já fez uma crítica inicial ao liberalismo econômico e um compromisso com a autogestão social em todas as esferas da vida. Insistiremos na ligação íntima entre os conceitos de liberdade e igualdade, com toda a complexidade que isso implica, e na erradicação de toda autoridade coercitiva, também no campo econômico. Também é verdade que em línguas há anfibologia e polissemia, que soam como doenças, mas é o significado ou significado diferente dos termos. Mas, neste caso, é uma inteligente mistificação etimológica por pessoas que estão simplesmente defendendo algo muito diferente que contribui para a falsidade do anarquismo autêntico (perdoe a expressão). Ufa, eu fiquei muito sério, mas é que a coisa toda me irrita muito.

Juan Caspar

Fonte: http://acracia.org/libertarios/

Tradução > Liberto

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marias-joaninhas
agora em folhas de amora
as pintas pretinhas

Débora Novaes de Castro

[República Tcheca] Dinheiro para anarquistas, colar para Lukashenko

Algum tempo atrás, tomou-se a decisão de arrecadar fundos para anarquistas sendo indiciados na assim-chamada Bielorrússia. Houve primeiro uma ação beneficente de tatuagens e, depois dela, uma publicação de um livro D.I.Y., o “Words Against Isolation or As Long As There Are Prisons, Let’s Write Letters.” Até agora, essas atividades arrecadaram 700 euros. Esse dinheiro dará suporte a cinco anarquistas condenados por sua disposição em resistir à ditadura. Nomeadamente: Nikola Dziadok (sentenciado a 6 anos), Sergei Romanov (sentenciado a 20 anos), Igor Olinevich (sentenciado a 20 anos), Dmitri Rezanovich (sentenciado a 19 anos) e Dmitri Dubovsky (sentenciado a 18 anos).

Alexander Lukashenko é o líder de uma ditadura que defende sua existência através da tortura e do encarceramento da oposição. É bom que não esqueçamos disso, o que foi o objetivo de criar esse ‘colar’ diferente para o Lukashenko. Foi apenas desenhado, mas talvez um dia alguém fará um de verdade.

Fonte: https://lukasborl.noblogs.org/money-for-anarchists-necklace-for-lukashenko/

Tradução > Sky

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Flores no jardim.
Uma abelha pousa aqui
e depois se vai.

Sérgio Francisco Pichorim

[Itália] Guerra contra a guerra. Mobilização internacionalista em 25 de abril em Spoleto e 1º de maio em Carrara

GUERRA CONTRA A GUERRA

Carestia e licenciamentos, degradações nas prisões e nos postos de trabalho, crise energética e retorno da energia nuclear, tumultos e repressão. Esta é a guerra que o governo de Unidade Nacional declarou sobre os explorados. Esta é a guerra que somos chamados a combater. Nossa guerra é contra o Estado e o capital, em continuidade com as práticas de conflito e com os nossos prisioneiros no coração. Não vamos nos alistar na chamada da burguesia para as armas, não vamos lutar contra outras pessoas exploradas dentro e fora de nossas fronteiras.

Pela solidariedade internacionalista.

CONTRA À GUERRA, CONTRA A ENERGIA NUCLEAR, EM DEFESA DA IMPRENSA ANARQUISTA, EM SOLIDARIEDADE AOS REVOLUCIONÁRIOS PRESOS E ÀS PRÁTICAS DE QUE SÃO ACUSADOS.

VAMOS DESCARRILAR A UNIDADE NACIONAL

Manifestações internacionalistas:

Spoleto, 25 de abril de 2022, na Piazza Garibaldi às 15h00.

Carrara, 1° de maio de 2022, na piazza Alberica às 14h30.

Durante os dias: comícios, discursos, distribuição de publicações anarquistas.

Para contatos:

 Circolaccio Anarchico, viale della repubblica 1/A, Spoleto (e-mail: circolaccioanarchico@inventati.org).

 Circolo Culturale Anarchico “Gogliardo Fiaschi”, via Ulivi 8, Carrara (e-mail: gogliardofiaschi@gmail.com).

Fonte: https://ilrovescio.info/2022/03/26/guerra-alla-guerra-mobilitazione-internazionalista-il-25-aprile-a-spoleto-e-il-1-maggio-a-carrara/

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Sobre o mar do Anil
Despedida de andorinhas —
O céu escurece.

Benedita Silva de Azevedo

[Joinville-SC] VIII Sarau Primeiro de Maio: arte e a organização popular das rebeldias

Depois de dois anos de sarau online, é com alegre rebeldia que o Coletivo Anarquista Bandeira Negra (CABN), integrante da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB), convida a todes a participarem do VIII Sarau Primeiro de Maio, cujo tema deste ano é: Arte e Organização Popular das Rebeldias.

Neste ano queremos refletir e discutir quantos artistas estão ao nosso redor, quantos artistas já passaram em nossas vidas e nem nos demos conta. Em um sistema em que nosso tempo é ditado pelo capitalismo, muitas vezes não temos tempo ou fazem-nos acreditar que só servimos para gerar lucro para os mais ricos.

Sabemos e acreditamos que a arte está em cada canto, feitas por nossas mãos, mentes e corações, e que transborda em nossos bairros, ruas, vizinhanças, famílias, escolas, nas favelas, aldeias, assentamentos, ocupações de moradia, dentro dos nossos movimentos sociais e organizações. Ela está ali, na esquina, nas praças, nos pés descalços de uma criança chutando uma bola.

Em momentos pandêmicos a arte não é apenas um respiro, um sorriso, uma lágrima, um desabafo, ela é necessária, faz parte da resistência assim como tantas outras ferramentas políticas cotidianas.

O primeiro de maio não é o dia do trabalho, é dia de quem trabalha. Venha fazer parte deste dia e relembrar a data histórica de luta da classe trabalhadora!

Quando: domingo, dia 1° de maio
Horário: 15:00 às 19:00 horas
Local: Associação de Moradores e Amigos do Bairro Itinga (AMORABI) – Rua dos esportistas, nº 510, Joinville – SC.
Se possível, traga um alimento para a partilha!

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folhas flutuam,
onda vai e onda vem
avançam o mar

Thiphany Satomy

[Bielorrússia] Mãe de Fugitivo Anarquista Bielorrusso Sentenciada por Acusação de Perturbação da Ordem Social

Um tribunal de Minsk sentenciou a mãe de um fugitivo anarquista bielorrusso a três anos em regime aberto por participar de protestos ilegais contra o regime do governante autoritário Alyaksandr Lukashenko.

O tribunal do distrito Frunze da capital bielorrussa sentenciou a mulher de 57 anos de idade, Hayane Akhtiyan, no dia 12 de abril, após condená-la por participar de atividades que perturbam a ordem social, como declarou o centro de direitos humanos baseado em Minsk Vyasna (Primavera).

O sistema aberto de cárcere é conhecido através da antiga União Soviética como “khimiya” (química), um nome que remete ao final da década de 1940, quando os condenados eram enviados para trabalhar em locais de risco, geralmente em indústrias químicas, e era permitido que morassem em dormitórios especiais ao invés do encarceramento em penitenciárias.

Hoje em dia, uma sentença “khimiya” significa que o condenado ficará em um dormitório não muito longe de seu endereço permanente e trabalhará em seu emprego, como de costume, ou em alguma entidade do Estado definida pelo serviço penitenciário.

Akhtiyan foi presa em novembro, após uma busca da polícia na sua casa. Fora então sentenciada a 10 dias na cadeia sob acusação de desobediência.

Não foi solta após servir o termo de 10 dias; ao invés disso, recebeu uma nova acusação de participar de atividades que perturbam a paz social como resultado de sua participação em um protesto ilegal antigoverno.

Na época, canais apoiadores do governo do Telegram mostravam Akhtiyan ajoelhada em frente a policiais, declarando-se culpada. Uma legenda acompanhando a postagem dizia: “pais são responsáveis por seus filhos.”

O filho de Akhtiyan, o anarquista conhecido Raman Khalilau, deixou a Bielorrússia em 2019, temendo por sua segurança. As autoridades bielorrussas iniciaram duas investigações contra ele e vários outros anarquistas no ano passado, acusando-os de extremismo.

Os casos criminais estavam ligados às atividades do Khalilau e seus colegas no estrangeiro, que são críticos a Lukashenko e ao seu governo.

Fonte: https://www.rferl.org/a/belarus-anarchist-khalilau-mother-sentenced/31801644.html

Tradução > Sky

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Tarde de outono
Perseguindo folhas ao vento
O gato dançarino

Camila Jabur

[Espanha] Nem Putin, nem OTAN, nem guerras imperialistas

Alguma pessoa pode ser tão estúpida como para pensar que aos altos cargos políticos e aos grandes capitalistas, que são os que criam e decidem sobre as guerras, as sanções econômicas, as restrições nos serviços sociais ou sobre o gasto em armas letais e ações militares, isto vai afetá-los? Tudo ao contrário, aproveitando-se disso e da inflação que produzem especulando com os preços, se tornarão mais ricos e multiplicarão suas fortunas durante a guerra e posteriormente, durante a reconstrução do destruído por suas absurdas decisões. Da qual se beneficiarão políticos, empresários, construtores e potentados burgueses de ambos os bandos.

A alguém pode passar pela cabeça que lhes afetará a subida do preço dos combustíveis aos que utilizam aviões e carros oficiais, cujo importe do gasto sai dos impostos do povo, ou a essas fortunas milionárias a quem sobra o dinheiro acumulado com a exploração e o roubo do produto do trabalho de outras pessoas? Alguém pensa que quando exista escassez de produtos esta burguesia vai carecer deles ao mesmo nível de quem já não tem, nem terão depois para comer?

Com estes simples exemplos deve ficar claro que nas guerras entre capitalistas e imperialistas, a grande prejudicada sempre é a classe trabalhadora. Tanto a nível econômico como militar, pois as pessoas mencionadas nunca estão nas frentes de batalha, nem onde existem os verdadeiros riscos de perder suas vidas. Só lhes interessa a dominação e o controle geoestratégico, econômico e comercial, o que lhes impulsiona a criar estes enfrentamentos em que se ganhe ou se perca a contenda, a população e a classe obreira em seu conjunto é utilizada como carne de canhão. Ainda que pretendam nos vender seus interesses como os nossos, é mentira, isso nunca será assim. Portanto, beneficiados são e serão os capitalistas de ambos os lados e seu sistema, no qual, se ganhe ou se perca, seguirão explorando e dominando aos e as trabalhadoras sobreviventes.

É hora de refletirmos e começarmos a nos dar conta de que tudo isto é para o que também se lhes outorga os votos. Para que tenham a capacidade de envolver-nos em guerras, para que façam o que queiram com o povo e em nome do mesmo sem nem sequer consultá-lo, e sobretudo, quando o que pretendem é que outros defendam com suas vidas e seus sacrifícios os interesses e privilégios contrapostos daquelas pessoas que manejam os estados e as grandes corporações econômicas.

Temos de ter em conta que neste tipo de guerras montadas pelo capitalismo, o que interessa sempre é o interesse e o domínio de um ou outro bando com os usuais matizes nacionalistas. Nunca os interesses da classe trabalhadora que é a que morre e sofre as brutais consequências do desastre. Acaso alguém pode pensar que uma vez acabado este conflito bélico deixaremos de ser utilizados e explorados pelos capitalistas através do trabalho assalariado, que são os que a originaram?

Deve ficar claro que o que tem que defender a classe trabalhadora neste e qualquer outro conflito internacional, é o direito a conservar suas vidas. Nossa classe deve lutar contra a dominação capitalista e seus protagonistas que nos exploram em qualquer território, pois sua classe atua igual em qualquer parte do mundo, com guerras ou sem elas.

A classe trabalhadora deve responder com a desobediência aos mandos político e militar estatais. Se os capitalistas querem guerra que vão eles!

Assim como também com a desobediência fiscal. Se os capitalistas e seus governos são os interessados na guerra, que a paguem com seu dinheiro e não com o de nossos impostos! Se são eles que declaram e criam as guerras que sejam eles e seus políticos que se sacrifiquem e sofram suas consequências.

Nem um só euro dos e das trabalhadoras para a guerra dos capitalistas. Nem uma só vida do povo para defender interesses capitalistas.

CONTRA A GUERRA DO CAPITAL

GUERRA SOCIAL!

Comitê de Solidariedade dos Trabalhadores (Valladolid)

Março 2022

Tradução > Sol de Abril

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Árvore curvada
tentando catar folhinhas
caídas no chão.

Lena Jesus Ponte

[Chile] Santiago: Luta sindical. A tensão organizativa dos trabalhadores no Chile atual

Às vésperas de começar o Maio Negro e Libertário, damos início a uma série de atividades começando com esta palestra educativa sobre a “Luta Sindical, a tensão organizativa dos trabalhadores” que levaremos a cabo na quarta-feira, 27 de abril.

Também contaremos com um espaço para crianças, feira libertária, música ao vivo e venda de comida vegana desde as 18:00 horas para começar com a palestra às 19:30 horas pontual.

Os convidamos a manterem-se atentos a nossas redes sociais, onde iremos informando todas as atividades que temos preparadas para comemorar e reivindicar este Maio Negro Libertário 2022.

agência de notícias anarquistas-ana

As campânulas
Se espalham pelo terreno —
Casa abandonada.

Shiki

[EUA] Apoie o Institute for Advanced Troublemaking!

Este agosto (2022) marcará a quarta Anarchist Summer School [Escola de Verão Anarquista] do Institute for Advanced Troublemaking (IAT) [Instituto dos Desordeiros Avançados], uma escola de verão imersiva de oito dias de teoria e ação anarquistas para pessoas adultas de todas as idades. O IAT é um projeto humilde, co-criado por uma equipe de voluntários que acreditam profundamente no poder transformativo da educação popular. De fato, nossa escola de verão enfatiza políticas prefigurativas que exploram formas de liberdade como contrárias e, espera-se, como um crescente substituto das formas de dominação e hierarquia.

Mentorias assim, multigeracionais, quase que por definição, são bem mais lentas do que os tipos urgentes de organização que são necessários aos muitos tipos de violência sistêmica que encaramos, seja pela colonização ou pelo capitalismo, pelo Estado, patriarcado ou supremacia branca, para citar alguns. Mas acreditamos que uma visão a longo prazo seja crucial para imaginar, bem como para implementar, um mundo baseado nessa ética e na dignidade e apoio mútuo, liberdade coletiva e solidariedade.

Nos primeiros três anos da nossa Anarchist Summer School, cerca de noventa participantes por toda Turtle Island foram capazes de cultivar uma compreensão mais forte e uma práxis da organização anarquista, teoria crítica e pensamento inovador, e até mesmo desenvolver habilidades. Também fizeram tudo isso de uma forma a aprenderem juntos, com facilitadores que praticam o tipo de cuidado DIY [faça você mesmo] comunitário necessário para sustentar espaços e movimentos anarquistas a longo prazo. Aprenderam a levar o aprendizado conjunto às suas comunidades, como inspiração gerativa por outra infraestrutura, organização e projetos prefigurativos igualitários. E formaram conexões sólidas uns com os outros, agora colaborando com outros e outras campistas em vários outros esforços educativos e políticos.

A Anarchist Summer School do IAT e outros projetos de educação popular são feitos com orçamento apertado, em sua maioria por nossas taxas móveis pelo programa. Para que o próprio IAT seja sustentável, precisamos do terreno firme de algum apoio financeiro adicional, seja na forma de uma única doação ou, ainda melhor, uma contribuição mensal. Ajude-nos a continuar a co-criação do que um aluno do IAT chama de “um espaço lindo e iluminado, …imaginado com intenção, amor e cuidado,” ou, como coloca outro aluno, “não creio que tive uma outra experiência na vida em que me senti tão seguro e cuidado, mental, física e espiritualmente ao mesmo tempo”!

Doe Hoje! (E convença seus amigos e amigas anarquistas a doarem também!)

(arte de momo cat)

>> Doe aqui:

https://www.gofundme.com/f/aid-the-institute-for-advanced-troublemaking?utm_source=customer&utm_medium=copy_link&utm_campaign

Tradução > Sky

agência de notícias anarquistas-ana

Eu acordo
contando as sílabas;
o haikai ri

Manuela Miga

[Espanha] Luta pelo território e conjuntura política no Peru | Análise desde uma perspectiva anticapitalista.

Desde a CNT Comarcal Sur, seguindo com nosso trabalho internacionalista, organizamos este ato com um companheiro peruano onde repassaremos a história do movimento libertário e a atualidade dos conflitos sociais.

Nestes últimos trinta anos, o Peru teve grandes convulsões sociais, que abalaram a mais de um governo e a todas as camadas do país.

Podemos mencionar o início da guerra interna nos anos 80, que deixou um saldo de mais de 70 mil mortos e desaparecidos, e que hoje em dia não se encerrou como capítulo traumático. Nos 90 o início da ditadura fujimorista, que implementou o neoliberalismo no Peru, e a consequente eliminação das melhorias sociais, como a jornada de 8 horas que foram um triunfo da histórica FORP (Federación Obrera Regional Peruana), de orientação anarcossindicalista, da perseguição e eliminação dos sindicatos, dos comedores populares, organizações estudantis, o jornalismo independente, e demais organizações civis que se viram perseguidas, até seu total desmantelamento, com muitos de seus líderes assassinados ou exilados.

Também vale mencionar a assinatura dos Tratados de Livre Comércio, e sua concretização na exploração mineira e petroleira em prejuízo das comunidades nativas e camponesas. É aqui um dos focos das nascentes convulsões sociais. Porque devemos ressaltar que as grandes Lutas que se dão na atualidade no território peruano são precisamente as que se originam em defesa do território e contra a contaminação. Hoje em dia há pouco mais de 200 conflitos deste tipo no Peru.

Por outro lado cabe destacar que o mundo laboral formal se reduz a tão somente a 20% da população total, a grande maioria de peruanos pratica uma economia de subsistência. As desigualdades sociais aumentaram a despeito dos burocratas que aplaudiram a bonança econômica dos 2000. Os bolsões de pobreza e extrema pobreza podem ser vistos rodeando as cidades onde a cada ano centenas de crianças morrem em consequência do frio e da anemia.

Se pode avaliar o inconformismo da população das cidades que ganham salários de miséria com um salário médio no Peru de 285 dólares mensais. Dinheiro que não cobre as necessidades básicas de uma pessoa e esta é uma das razões dos últimos protestos à nível nacional. Tudo isto somado a uma educação paupérrima, a privatização do ensino público universitário, as nulas políticas de saúde, a grande corrupção que carcome a base moral da nação e os bandos delinquentes que tomaram de assalto todos os estamentos estatais, fazem do Peru um país em permanente crise.

Resumindo podemos dizer que a população está farta do discurso político e dos políticos tanto de esquerda como de direita. Sob este panorama adverso, a propaganda anarquista esteve presente ininterruptamente nestes últimos 15 anos, em forma de jornais, como o Desobediencia, Vitamina A, Sabot e outros, também em conferências, atos culturais, em manifestações, em grupos de afinidade.

Devemos dizer que há uma resposta positiva a nossos ideais, sobretudo em círculos de estudantes universitários e em jovens que buscam uma alternativa por fora das podres estruturas partidárias. No último grande protesto de 15 de novembro de 2020, onde houve 4 assassinatos nas mãos da polícia, se podia escutar em todos os bairros de Lima e do Peru o lema: que se vão todos!

Uma de nossas últimas propostas organizativas de propaganda foi a Furia del Libro Anarquista que está em sua terceira edição. A primeira foi como Feira Do Livro Anarquista. A edição de uma nova imprensa “Acracia”, a implementação de uma editoria “Anarcrítica” e nosso grande sonho é contar com um ateneu ou centro social.

Em conclusão podemos dizer sem nos equivocarmos e sem sermos voluntaristas que o programa e o discurso anarquista é bem recebido nas diversas regiões do Peru. Fica por fazer um longo e incansável trabalho para levar a revolução social a bom termo.

Os esperamos em 20 de abril às 19 horas na Fundación Anselmo Lorenzo.

Fonte: https://comarcalsur.cnt.es/Luta-territorio-coyuntura-politica-peru/

Tradução > Sol de Abril

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Velho no farol
vendendo buquês de rosa
O sorriso é brinde.

Marcelino Lima (Suzumê)

Lançamento: “Memórias de um partisano makhnovista”, de Ossip Tsébry

É com prazer que lançamos hoje a obra “Memórias de um partisano makhnovista“, de Ossip Tsébry. O livro registra a experiência vivida pelo autor junto de sua família e comunidade durante a revolução russa e a participação do exército insurgente makhnovista em sua região. O livro conta ainda com uma pequena biografia de Ossip Tsébry feita por Nick Heath.

Memórias de um partisano makhnovista” possui 40 páginas no tamanho A6, e reforça nossa “Coleção textos essenciais”. A obra custa 5$ na compra de quaisquer outros livros que não façam parte da coleção. Durante o período de lançamento, os 20 primeiros pedidos acompanharão o pôster “lema makhnovista”.

Encomendas em nossa loja virtual, pelo link: https://linktr.ee/tsa.editora

agência de notícias anarquistas-ana

Arco-íris no céu,
chega ao fim o temporal:
tobogã de gnomos.

Ronaldo Bomfim

[Espanha] Guerra à guerra do capital

Existem guerras barulhentas, como a da Ucrânia, que ainda assim também esqueceremos um dia. Existem outras que, pelo contrário, ignoramos, pois são silenciadas pelos meios de comunicação, calamos porque são cuidadosamente ignoradas. Ainda assim, estas também alimentam as feras belicistas cujos filhos não morrem nas linhas de frente ou nas trincheiras. Mas há uma guerra diária que não podemos ignorar porque nos afeta totalmente, é a do agravamento das condições fundamentais de vida da maioria da população enquanto as de uma minoria melhoram.

Não estamos interessados em lutas que estejam além da conquista do pão de cada dia ou da eliminação de privilégios. Não queremos abordar mais conflitos do que aquele entre quem sofre a opressão e aqueles que a exercem. Não queremos embarcar em guerras que só roubam teto, sono, sonhos e pão de quem não escolheu a guerra enquanto melhoram o teto, sono e pão de quem vende armas. Não precisamos de guerras que levem para linha de frente aqueles que nunca gozarão dos privilégios que quem levantar a bandeira triunfante desfrutará. Não encontramos motivos para defender nenhuma fronteira porque nos guiamos pela convicção de sua inutilidade ou prejuízo para a classe trabalhadora. Esta guerra é um negócio, como todas as outras, e não queremos colaborar. Esta guerra não é da nossa conta e não queremos participar.

Somente lutando com firmeza e solidariedade contra esse absurdo insustentável e contra as injustiças podemos reivindicar outro mundo, em nossa luta há um denominador comum, uma única vontade e uma única arma útil: a liberdade coletiva, materializada no apoio mútuo e na justiça para a classe trabalhadora.

O LUCRO DELES, NOSSA MISÉRIA!!!
SEUS PRIVILÉGIOS, NOSSA POBREZA!!!
NEM GUERRA ENTRE OS POVOS, NEM PAZ ENTRE AS CLASSES!!!

Fonte: https://www.cnt.es/noticias/

Tradução > Mauricio Knup

agência de notícias anarquistas-ana

Pequena flor
Sol contido na cor
Ipê amarelo

Luciana Bortoletto

[Grécia] Intervenção solidária para o companheiro V. Stathopoulos em Atenas

No sábado, 9 de abril, companheiras e companheiros intervieram em solidariedade com Vangelis Stathopoulos [1] no teatro Gloria durante a apresentação do espetáculo teatral “Morte Acidental de um Anarquista” de Dario Fo. Foram gritados slogans de solidariedade, um texto foi lido informando a audiência sobre o caso e o tribunal de apelação em 18 de maio, onde os anarquistas V. Stathopoulos e Dimitris Atzivassiliadis estarão sendo julgados.

A solidariedade é nossa arma.

Ninguém sozinho nas mãos do Estado.

Tribunal de Apelação 18 de maio. Todas e todos lá!

>> Mais fotos: https://athens.indymedia.org/post/1618147/

[1] Em 8 de novembro de 2019, o anarquista Vangelis Stathopoulos foi preso pelo Serviço Anti-terrorista grego com a desculpa de que ele havia participado de um roubo em Holargos, cidade da periferia de Atenas, em 21 de outubro do mesmo ano. No dia seguinte à sua prisão, com uma crescente reação de terror e histeria, foi repentinamente anunciado que ele também é acusado de participar da organização “Auto-Defesa Revolucionária”. Em 23 de abril de 2021 Vangelis e Dimitris foram condenados a 19 e 16 anos de prisão respectivamente.

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Mar agitado —
Estende-se até a ilha de Sado
A Via-láctea.

Bashô

[Espanha] Gasto militar e de controle social executado no estado espanhol em 2021: Mais de 36.000 milhões

Mais de 27.000 milhões se orçamentam fora do Ministério de Defesa.

Hoje, 6 de abril de 2021, começa a nova campanha de imposto de renda no estado espanhol e, com ela, a de Objeção Fiscal ao Gasto Militar.

No grupo Tortuga começamos com a publicação da estimativa de gasto militar e de controle social no estado espanhol em 2021.

Não podemos saber com exatidão quanto gasta o estado nestas questões. Suas artimanhas para esconder as cifras são variadas: ocultação dos dispêndios fora do ministério de Defesa, falta de transparência na apresentação de orçamentos, descentralização de alguns gastos…

O que sim podemos dizer é que, fazendo um cálculo conservador, o estado espanhol destinou ao menos 36.902,52 milhões de euros a questões militares e de controle social (mais de 28.000 milhões a assuntos estritamente militares). Falamos de 778 euros por habitante.

Estes dados superam muito ao orçado em Defesa.

Aqui tens detalhada a estimativa que fizemos (Baixar arquivo PDF]:

https://www.grupotortuga.com/IMG/pdf/estimaciaA_n_gasto_militar_y_control_social_2021.pdf

Grupo Antimilitarista Tortuga

Fonte: https://www.grupotortuga.com/Mas-de-36-000-millones-de-gasto

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Lentos dias se acumulam –
Como vão longe
Os tempos de outrora.

Buson

[EUA] 24 de abril de 2022, 68° aniversário de Mumia Abu-Jamal

Mumia Abu-Jamal está a 40 anos, 4 meses e 15 dias encarcerado nas prisões estadunidenses. Acusado da morte de um policial e condenado a morte em 1982, em 2011 sua pena foi comutada para prisão perpétua sem acesso à liberdade condicional.

Um lutador incansável desde dentro pela abolição das prisões, uma referência inegável de dignidade e temperância nas mais terríveis condições de encarceramento e isolamento.

Nossa opção de luta anticarcerária nos mantêm sempre atentos à sua vida de luta e resistência nas prisões do pior império que a humanidade registrou ao longo de sua história.

Surpreendentemente, as prisões pioraram com o passar do tempo, não melhoraram. E agora o sistema carcerário é maior do que jamais teríamos imaginado. Por isso, nos fazem falta mais movimentos para mudar as condições nas prisões, não menos. E a abolição das prisões têm que estar sobre a mesa. Queremos liberdade. Queremos liberdade. Queremos liberdade. O dizemos todas e todos.” – Mumia Abu-Jamal

Resiste!

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Hora do almoço.
Pela porta, com os raios de sol,
As sombras do outono.

Chora

[Alemanha] Junte-se ao Bloco Anarquista!

No 1º de maio de 2021, as ruas de Berlin-Neukölln mandaram uma mensagem: ao invés de antecedentes e orientações diversas, podemos conectar nossas lutas com sucesso contra toda autoridade e opressão.

Ganhamos energia, aprendemos uns com os outros e reforçamos nossas esperanças para lutas futuras. A reação nervosa do Estado e os ataques da polícia nas manifestações mostram que essa esperança não é injustificada.

Este ano queremos construir em cima dessa energia e chamar para um Bloco Anarquista diverso, expressivo e rebelde como parte da Revolucionária Manifestação do 1º de Maio.

Houveram muitas discussões nos últimos anos (e décadas) sobre a ritualização do 1º de maio. Concordamos que esse dia específico não é melhor ou pior do que qualquer outro para lutar por um mundo sem autoridade, mas também pensamos que o dia nos conecta com uma longa história de luta rebelde da qual não devemos abrir mão facilmente.

O 1º de maio pertence a ninguém exceto às pessoas que levam sua luta às ruas no dia para lutar por solidariedade e autodeterminação e contra todas as formas de dominação e opressão. Cabe a nós encher esse dia com conteúdo e iniciativa e assegurar que todos iremos deixar a manifestação com um sorriso coletivo sob nossas máscaras.

Estejam preparados! Junte-se ao Bloco Anarquista!

Manifestação Revolucionária do 1º de Maio de Berlim

Início: 18h00, Herztbergplatz Anarchist Block

Mais informações em breve

Fonte: https://enoughisenough14.org/2022/03/23/r1mb-join-the-anarchist-block-berlin/

Tradução > Sky

agência de notícias anarquistas-ana

Por aqui passou
uma traça esfomeada:
livro de receitas.

Francisco Handa