[Espanha] “A praga de nosso tempo”, com Juanma Agulles

Quinta-feira, 10 de junho de 2021, às 20h00

Apresentação do livro

A combinação de diferentes pragas, guerras e absolutismo parecem suceder um ao outro na história de tal forma que os breves lapsos de civilização quase nos parecem como períodos anedóticos dentro de uma crise permanente da condição humana“.

A praga de nosso tempo está fortemente enraizada na natureza de nossas relações sociais, em uma forma de organização de exploração e dominação que há muito deixou de ter qualquer horizonte que não seja o de sua própria sobrevivência. Hoje fica claro, mais uma vez, que os sacrifícios necessários para a continuidade do modelo serão imputados à conta daqueles que teriam o menor interesse em mantê-lo“.

Juanma Agulles | Sociólogo e escritor, fez parte das Ediciones El Salmón e do coletivo Cul de Sac. Em seus livros e artigos, ele analisou questões relacionadas à tecnologia, à cidade e ao domínio social, dando origem a uma lúcida crítica social. Ele é autor de Los límites de la conciencia, Piloto automático e La vida administrada, entre outros títulos. Em 2017 ele ganhou o Prêmio Catarata de Ensaio por seu livro A destruição da cidade.

Editorial Milvus

editorialmilvus.net

A apresentação deste livro será na quinta-feira, 10 de junho, às 20h00. Teremos a presença de seu autor Juanma Agulles.

Você está convidadx!

Fonte: https://www.briega.org/es/evento/plaga-nuestro-tiempo-con-juanma-agulles

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

minha sombra
com pernas mais longas
não me afasta

André Duhaime

[Chile] Compas em greve de fome na prisão de Rancagua promovem distúrbios contra o regime interno ao qual o Estado quer submetê-los

Cerca de meio dia de hoje, 9 de junho de 2021, a mobilização e a greve de fome iniciada após a transferência de presos da C.A.S. e da Seção de Segurança Máxima para a prisão de Rancagua por remodelações no primeiro espaço prisional deu um novo passo.

Os prisioneiros localizados no módulo 2, correspondente aos presos transferidos da Seção de Segurança Máxima, onde está o companheiro anarquista Francisco Solar, começaram uma desordem queimando roupa e papeis, e gerando uma grande quantidade de fumaça no interior da cadeia.

Os carcereiros chegaram a controlar o distúrbio, com a participação inclusive do pessoal da Brigada Especial Contra Incêndio (BECI), retirando os compas das celas, que conseguiram na prática romper o isolamento total ao que estão submetidos.

Este ato parte da massiva greve de fome dos transferidos (C.A.S.-Segurança Máxima) em rechaço ao isolamento completo causado pela “quarentena” (24h de confinamento e proibição de visitas de advogados), contra o regime alimentício ao qual querem submetê-los (inúmeras restrições na encomenda, negando todas as conquistas no C.A.S.) e as exigências de um regime de desconfinamento digno.

– SOLIDARIEDADE E CUMPLICIDADE COM OS PRESOS EM LUTA E EM GREVE DE FOME!!!!

– CONTRA O CASTIGO E O ISOLAMENTO ENCOBERTO NA PANDEMIA!!!!

– DEFENDER TODAS AS VITÓRIAS ALCANÇADAS COM A LUTA DENTRO DAS PRISÕES!!!!

Buscando La Kalle, informativo de prisioneirxs subversivxs e anarquistas em luta nas prisões chilenas.

buscandolakalle.wordpress.com

Fonte: https://edicoesinsurrectas.noblogs.org/post/2021/06/10/compas-em-greve-de-fome-na-prisao-de-rancagua-promovem-disturbios-contra-o-regime-interno-ao-qual-o-estado-quer-submete-los/

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/06/09/chile-presos-transferidos-do-carcere-de-alta-e-maxima-seguranca-de-santiago-comecam-mobilizacao-e-greve-de-fome/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/06/08/chile-urgente-transferencia-de-presos-subversivos-e-anarquistas-para-a-prisao-empresa-de-rancagua/

agência de notícias anarquistas-ana

Fina chuva inútil
fundo musical
a flauta casual

Winston

Levante sua cabeça. A virada autoritária de uma nova forma e a repressão anti-anarquista na Itália

Contribuição para o encontro no espaço anarquista Motim dos editores anarquistas de “Vetriolo”. Madrid, 27 de fevereiro de 2021

Gratidão aos camaradas pelo convite, lamentamos que mais camaradas não tenham podido vir. A causa desta presença reduzida são as restrições relacionadas às leis repressivas promulgadas pelos governos, sob o pretexto da pandemia. Entretanto, gostaríamos de voltar para novos confrontos o mais rápido possível.

Nas páginas de “Vetriolo”, definimos o clima repressivo na Itália e em geral em todo o Ocidente democrático como uma “nova virada autoritária”. Vamos tentar explicar melhor o significado desta definição.

Uma das razões que nos levou a buscar uma definição específica para o clima repressivo de nossa fase histórica é a insatisfação com as categorias clássicas do antifascismo. Alguns de nós não acreditam que haja de fato um perigo fascista hoje. É claro que há muitos fascistas e eles também são muito perigosos, mas alguns dos redatores não acreditam que haja um perigo histórico e político de regimes fascistas sendo estabelecidos no Ocidente. Na verdade, pensamos que o fascismo foi uma resposta do Estado ao perigo revolucionário. Como hoje não há perigo de revolução social, infelizmente, também não acreditamos que o Estado liberal se tornará um Estado fascista.

Nem todos os camaradas da equipe editorial concordam com esta dedução. No entanto, todos eles estão convencidos da inadequação das categorias clássicas com as quais o fascismo foi abordado no século passado. Por exemplo, a resposta tradicional ao fascismo tomou a forma do chamado “frentismo”. Na Espanha conhecemos o caso clássico deste “frentismo”: a Frente Popular. A Frente Popular é uma ampla aliança de todas aquelas forças que, por razões diversas e muitas vezes radicalmente divergentes, se opuseram ao avanço das forças de Franco. É, portanto, uma aliança na qual convergem forças autoritárias e antiautoritárias, forças burguesas e proletárias. Os horrores históricos da Frente Popular podem ser vistos no momento em que os anarquistas se tornaram ministros no governo republicano. É uma verdade histórica que a revolução social não foi derrotada por Franco, mas primeiramente pelas próprias forças da Frente Popular: o desarmamento das milícias, a restituição aos antigos proprietários ou a nacionalização de empresas autogeridas na Catalunha, a recusa de conceder a independência aos territórios coloniais no Marrocos, o assassinato de muitos anarquistas pelos comunistas, etc. As escolhas, as dos frentistas, que além de serem eticamente infames, foram contraproducentes para a luta armada contra o próprio fascismo. Na Itália, conhecemos um exemplo ainda pior de frentismo no CLN, o Comitê de Libertação Nacional. O CLN foi uma aliança tão ampla que uniu comunistas, socialistas, democratas cristãos e até monarquistas. Todos eles se uniram com o objetivo de expulsar os fascistas e os ocupantes alemães. Uma frente tão ampla a ponto de ter expressado, a princípio, mesmo uma antiga hierarquia fascista como Pietro Badoglio como presidente do Conselho dos territórios “libertados”.

Como acreditamos que o antifascismo carrega em seu DNA o germe do frentismo, preferimos não falar de um novo perigo fascista para a fase histórica que estamos vivendo, mas de uma nova forma de viragem autoritária. Isso significa que mesmo a resposta dos anarquistas, a única resposta revolucionária possível hoje, deve ser uma resposta antiautoritária de uma nova forma.

Esta nossa hipótese não se baseia apenas em eventos passados, mas se reflete também na dinâmica atual. Testemunhamos na última década uma luta pelo poder em todo o mundo entre as forças nacionalistas, os chamados soberanistas, da nova direita de Trump, Salvini, Bolsonaro, Orban, etc., e as forças liberalistas, as forças da globalização, encarnadas pelas elites pró-europeias, o BCE [Banco Central Europeu] e o Partido Democrata nos Estados Unidos. Ambas as forças no campo neste choque de poder são nossos inimigos. Ambas as facções da burguesia mundial são as portadoras da nova guinada autoritária. Concentrar-se unicamente na luta contra os direitistas correria o risco de nos tornar aliados objetivos dos liberalistas, da União Europeia, das multinacionais, da esquerda norte-americana. Vimos isso nos Estados Unidos, onde as lutas antifascistas e antissexistas finalmente se recuperaram para dar a vitória a Biden. Um novo presidente que ameaça ser muito mais agressivo que Trump na política externa (ele já ameaça a Rússia, a China e o Irã).

Os governos mudam, mas as políticas permanecem as mesmas. A nova guinada autoritária acelerou-se incrivelmente durante este último ano pandêmico. As leis liberticidas com o tempo livre dos indivíduos e ao mesmo tempo extremamente permissivas com a produção industrial têm sido a medida de todos os governos, de todas as cores políticas. O controle social tem passado por novas tecnologias, multas, terrorismo da mídia e obediência em massa. Só se pode sair de casa para ser explorado.

A situação na Itália é especialmente difícil. No nível da repressão em massa, tivemos o bloqueio mais difícil em todo o Ocidente. Enquanto 60 milhões de pessoas foram literalmente presas em prisão domiciliar por cerca de 10 semanas, a Confindustria [Confederação-Geral da Indústria da Itália] pressionou para deixar suas fábricas abertas, provocando o contágio e fazendo com que o resto da população continuasse com suas medidas restritivas.

As leis de repressão coletiva do ano passado acrescentaram à já severa legislação contrarrevolucionária. As leis especiais elaboradas no final dos anos 70 e 80 para combater a disseminação da luta armada nunca foram abolidas, mas têm sido progressivamente reforçadas nos últimos trinta anos.

Hoje, muitos anarquistas são submetidos à Vigilância Especial, uma medida policial que não passa sequer por um tribunal, o que impede o camarada em questão de realizar qualquer atividade pública, participar de manifestações, reunir-se com criminosos, sair de casa à noite ou mudar de cidade sem avisar previamente a própria polícia. Se essas medidas forem violadas, há o risco de prisão ou de uma prorrogação do período de Vigilância Especial.

Dezenas de anarquistas têm sido presos nos últimos anos graças ao artigo 270bis do Código Penal. Um artigo que ataca as “associações subversivas”, atacando assim o próprio fato de que se associar, independentemente do crime específico que você é acusado de cometer. A punição para 270bis é de até 15 anos de prisão, em regimes de detenção especiais (normalmente os presos políticos são trancados em seções AS2, mas ainda hoje na Itália há três presos comunistas trancados em 41b, a dura prisão da máfia). O artigo 270bis tem sido usado ao longo dos anos para atingir não apenas os acusados de ações diretas, mas também as redações dos jornais anarquistas, os blogs, todos aqueles que divulgam as denúncias, aqueles que se declararam semelhantes ao conteúdo ou práticas neles expressas, aqueles que organizaram atos de solidariedade ou aqueles que arrecadaram dinheiro para os julgamentos.

Queremos contar tudo isso sem nenhum tipo de vitimização. O Estado ataca, muitas vezes de forma aleatória, porque é atacado. Se houve uma força neste novo século que atacou o poder, especialmente na Europa e na América Latina, foi o anarquismo. Recentemente dois camaradas, Anna Beniamino e Alfredo Cospito, foram condenados a 16 anos e 6 meses e 20 anos respectivamente, em um julgamento máximo no qual a história de toda a Federação Anarquista Informal foi colocada no banco dos réus. A história da insurgência dos últimos 20 anos é reduzida pelas potências que se reduzem à história dos assuntos criminais de alguns poucos camaradas. Uma história que pretende ser enterrada, enterrando estes camaradas durante muitos anos na prisão.

Portanto, não vamos ficar parados. O Estado está se tornando cada vez mais autoritário à medida que o controle social do capital entra em crise. Deste ponto de vista, parece-nos que a atual pandemia global não representa nenhuma novidade qualitativa, mas sim um elemento de aceleração de um processo que vem sendo desenvolvido há algum tempo.

Assim, queremos destacar como esta nova virada autoritária, que afeta os anarquistas e agora afeta toda a sociedade em geral, continua hoje – na Itália e no mundo – sem uma modificação efetiva do envelope político democrático dos Estados. As constituições não foram suspensas, os parlamentos não foram fechados, os sindicatos não foram dissolvidos. Esta é uma peculiar novidade do novo regime autoritário do século XXI. Ao contrário de cem anos atrás, a atual virada autoritária ocorre sem golpes de Estado e sem “revoluções fascistas”. É no contexto da formalidade democrática, mesmo na Itália, no contexto de uma república parlamentar com governos geralmente fracos e de curta duração. Em resumo, o estado atual é tão refinado que é perfeitamente capaz de operar uma suspensão efetiva das “liberdades” de seus súditos, sem prejudicar ao menos sua estrutura democrática formal, mesmo preservando suas crises e grilhões ministeriais.

Devemos, portanto, evitar cair na armadilha de uma dinâmica defensiva de mera resistência. Não há necessidade de resistir ao avanço de um regime, não há necessidade de formar uma frente comum com os democratas, os liberais, a esquerda. Ao contrário, há a necessidade de declarar falência a organização social baseada na autoridade do Estado e na propriedade do capital. Cabe a nós atacar uma sociedade podre, uma sociedade que agora é efetivamente mantida viva nos “cuidados intensivos”. Corte os fios, puxe o plugue. E respire novamente.

Fonte: https://malacoda.noblogs.org/post/2021/06/04/su-la-testa-la-svolta-autoritaria-di-nuova-forma-e-la-repressione-anti-anarchica-in-italia/

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

Sobre o curso d’água,
Perseguindo sua sombra,
Desliza a libélula.

Chiyo-jo

Reformismo e radicalização

Uma resposta sobre a crítica anarquista à política eleitoral. Escrito como parte de uma discussão com alguns companheiros de luta. Revisão: Luiz De Oliveira.

Sumário

O que é ação direta / Um regime fascista exige ação antifascista / Não existe governo libertário / Um discurso mais coerente com a prática / Votar ou não votar. Eis a questão? / “Mas, no atual contexto, o que é viável?” / Genocídio como política institucional / Referências

Recentemente, foi publicada uma avaliação do ato do dia 29 de maio de 2021 que gerou uma discussão sobre anarquismo.

Nessa avaliação, foram criticados dois aspectos da organização do ato: 1. O mau uso do microfone. 2. A reação ao enfrentamento com a polícia.

Houveram dois momentos que isso veio à tona: No primeiro, uma pessoa usou o microfone para criticar o excesso de discurso eleitoreiro e lembrar que a situação política atual não se resolve nas urnas. Ela foi imediatamente interrompida. No segundo, algumas pessoas se recusaram a obedecer a polícia e desocupar a rua. A reação variou entre “pra que provocar?”, “de que lado vocês estão?” e “isso é uma atitude fascista”. No microfone, alguém ameaçou: “Se vocês não se comportarem, nós vamos nos retirar”. Finalmente, um “policial antifascista” pegou o microfone, disse que policiais também são trabalhadores e foi aplaudido entusiasticamente.

Como resposta, algumas pessoas questionaram a validade do anarquismo. Me perguntaram quais seriam as propostas concretas, e fizeram algumas associações entre o pensamento anarquista e o fortalecimento da direita. Quem está familiarizado com o meio anarquista conhece bem esse discurso, ele é usado sempre que se aproximam as eleições.

Dizem que esse governo é genocida, fascista e ilegítimo. Ao mesmo tempo, a estratégia de enfrentamento não apresenta nenhuma mudança. Aparentemente, a esquerda partidária pretende realizar ações ainda menos radicais do que as que realizou nos protestos contra os cortes de verbas da educação durante o governo do PT. O desgaste da estrutura política representativa, evidenciada no número crescente de abstenções, deveria provocar uma radicalização das táticas e, no entanto, o que vemos é um retrocesso na radicalização. Como pode o genocídio ser respondido de modo menos radical do que um corte de verbas?

Há uma tensão entre duas perspectivas anticapitalistas: os reformistas e os radicais. Será que a presença de anarquistas é realmente bem-vinda nas manifestações? Será que os “donos do microfone” não preferem que os anarquistas fiquem em casa? Talvez, o que realmente pensem é: “Não queremos vocês aqui, vocês só causam problema”. Por que chamar anarquistas para compor uma “unidade” e depois deixá-los à disposição da polícia como se fossem “infiltrados” e simplesmente, por agirem como anarquistas?

“Precisamos proteger as pessoas”, me parece uma desculpa esfarrapada. Os líderes dos movimentos partidários estão protegidos por um status social que a maioria das pessoas não tem. Qual a chance da polícia atacar quando esses líderes estão na linha de frente? Se estes puxassem um “recua, polícia, recua…”, com certeza seriam imitados por seus seguidores, que permaneceriam seguros na superioridade numérica e pela presença de personalidades políticas “intocáveis”. Ao invés disso, preferem deixar que uma minoria seja marcada como alvo preferencial da violência policial. Isso coloca todas as pessoas que se encaixam no estereótipo de “anarquista” em maior risco, durante e depois das manifestações.

Um governo genocida não precisa de pretexto para atacar a população. Se a luta dos partidos é contra um governo genocida, como eles dizem, porque agem como se estivessem lutando contra um governo eleito democraticamente, que pode ser substituído pela via democrática? Essa é a contradição entre teoria e prática. Jamais se viu uma luta contra um governo genocida ser decidida numa eleição.

Se estamos enfrentando um governo ilegítimo, isto significa que a estrutura governamental como um todo está profundamente danificada. Não se trata apenas de uma administração mal feita ou de um crime contra a humanidade cometido por um presidente, sua família e seus associados. Mas o discurso fica confuso quando cobram que este governo ilegítimo se comporte como um governo legítimo. Mas a insistência no uso de estratégias políticas convencionais demonstra que os partidos não estão realmente considerando esse governo como ilegítimo. Quem obedece as ordens de um governo genocida se torna cúmplice de genocídio.

A luta contra um governo ilegítimo exigiria a construção de poder popular de baixo pra cima. Se o que esperam é a tomada do poder institucional pela via democrática, necessariamente só o podem fazer a partir de negociações e alianças com representantes e apoiadores do atual governo. O que os partidos acreditam é que precisamos de um presidente melhor. Mas não é como se isso nunca tivesse acontecido. Um partido gestado pelas lutas operárias esteve no poder. Se isso não foi suficiente, é porque enquanto estavam produzindo crescimento econômico, também estavam gestando as condições para o atual governo, graças às alianças necessárias para manter a governabilidade. É compreensível que as pessoas não acreditem que isso mudará num próximo governo do mesmo partido. O governo de conciliação de classes não funciona. O que nos resta é a guerra de classes.

Diante dessa crítica, os partidários se perguntam: “Se não é assim, então como? Qual a sua proposta?”. Embora eu saiba que a frase “toda crítica sem proposta é vazia” não seja um argumento válido, vale a pena falar um pouco sobre outras possibilidades.

>> Para ler o texto na íntegra, clique aqui:

https://contraciv.noblogs.org/reformismo-e-radicalizacao/

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agência de notícias anarquistas-ana

Lua cheia!
Por mais que caminhe,
O céu é de outro lugar.

Chiyo-jo

“Ktarse, rap combativo, anticapitalista e libertário”

Live com o grupo o Ktarse | Debatepapo, músicas, reflexões… | Quando: Sábado, 12 de junho, a partir das 19h00.

A p r e se n t a ç ã o

O grupo foi formado em 2006, Rodrigo entrou para o grupo em 2009 e o DJ Mamona entrou para o grupo em 2020, mas ambos estão ligados a militância da cultura hip hop desde a década de 90. O Ktarse lançou em 2011 o seu primeiro álbum intitulado “Gueto Subversivo”, e o segundo álbum “Inflamando a Insurgência” em 2017. Estamos produzindo o terceiro álbum, “A luta é pela vida”, que será lançado em junho de 2021.

A produção/mixagem/masterização dos álbuns é feita de forma autônoma, “nós por nós”. As letras são de autoria própria, compostas por Rodrigo e Leal. O Ktarse vem provando que o rap político, juntamente com as vivências das ruas, continua mais vivo do que nunca, já que os álbuns (“Gueto Subversivo” e “Inflamando a Insurgência”) estão sendo aceitos pelo público do rap, do punk, dos movimentos sociais e, inclusive, no meio acadêmico.

Os integrantes do grupo, Leal, Rodrigo e DJ Mamona têm uma trajetória de engajamento na luta social através do Movimento Negro, movimento de libertação animal, organizando e fazendo palestras sobre a questão racial, social e política em escolas, Fundação Casa, em movimentos sociais e coletivos de inspiração libertária. Nosso rap combativo vai além das rimas, pois também estamos na prática organizando junto com os debaixo a luta pela vida.

O rap que escrevemos e cantamos também está conectado com as nossas vivencias de rua. Somos moradores de periferia e presenciamos cotidianamente a violência orquestrada pelo Estado e pelos capitalistas, no qual empurra o oprimido para condições degradantes de existência como: educação deteriorada, hospital na calamidade, criminalidade, drogadição, violência policial, racismo, falta de saneamento básico, entre tantas outras mazelas sociais. Sabemos muito bem o que é crescer com ausência de um pai (ou ter um pai presente mais extremamente violento e dominado pelo alcoolismo). Sabemos muito bem como é ser criado somente pela mãe e morando num barraco de 1 ou 2 cômodos com 4 irmãos e irmãs. Enfim, rimamos e cantamos as nossas experiências de vida enquanto moradores de periferia. Nossa visão política é ampliada através dos livros e da militância que fazemos nas quebradas, e sempre dispostos a aprender a ver o mundo sempre com o olhar dos debaixo, com a História dos vencidos.

>> Canal do CCS no YouTube:

www.youtube.com/centrodeculturasocial

FB: https://www.facebook.com/events/3728463110628454?ref=newsfeed

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vento de outono
a silenciosa colina
muda me responde

Matsuo Bashô

[Alemanha] Uma chamada das masmorras escuras

Declaração de 11 de junho de 2021 de Thomas Meyer-Falk

Milhões de pessoas estão nos cárceres e masmorras dos governantes do mundo. Um sem número de pessoas está no corredor da morte, outras estão ali durante dias, semanas ou meses, e outras estiveram ali durante décadas. Faz só umas semanas se anunciou na Alemanha que Hans-Georg seria liberado em 2021. Foi em 20 de janeiro de 1962 quando as portas da prisão de Berlim se fecharam para ele, que está detido desde esse dia. Havia disparado a duas pessoas após um roubo.

O encarceramento de longa condenação é, de certo modo, similar à pena de morte; só que, perfidamente, com a pena de morte o Estado é mais honesto e quer matar abertamente o delinquente. Com décadas de encarceramento, a morte é também a perspectiva geralmente realista de escapar dos muros, mas no caminho, o corpo e a alma se perecem.

Na Europa, além da cadeia perpetua, existe o instrumento da prisão preventiva. Segundo a interpretação oficial, as pessoas já não estão entre os muros do cárcere como castigo, mas como mera medida preventiva para evitar possíveis atos no futuro. Isto se baseia em previsões que não são muito melhores e mais confiáveis que a previsão do tempo para o próximo mês.

Ainda que as condições materiais do encarceramento geralmente possam garantir a sobrevivência física nestas masmorras da Europa Ocidental, é mentalmente esgotador. Os que têm contato com o mundo exterior podem compensá-lo um pouco, mas outros perdem a cabeça durante os longos períodos de encarceramento. Debatem-se contra os muros de concreto, fazem mal a si mesmos e aos demais. Bebem os produtos da indústria farmacêutica, distribuídos generosamente pelos médicos da prisão, ou se abastecem de drogas no mercado negro. Claro, isto não é uma peculiaridade dos presos de longa condenação, mas que se aplica também aos de curta duração.

As prisões de longa condenação são um dos lugares mais obscuros e sinistros da sociedade. Ali se supõe que se desterra, se encarcera, se erradica o suposto mal, mas basta dar uma olhada a qualquer diário, a qualquer programa de televisão: o mal não desapareceu, não foi desterrado. A ideia de que encerrar a centenas de milhares de pessoas durante décadas melhoraria o mundo num ápice é uma ilusão. Talvez uma que as sociedades e seus governantes necessitam, já como tela de fundo ameaçador para os próximos levantamentos: “Vejam, vamos metê-los nos buracos mais escuros e ali vegetarão até o final natural de suas vidas”.

Isto faz com que o 11 de junho seja ainda mais importante. O dia dá aos indivíduos um rosto, um nome, faz com que as pessoas saiam à luz pública. Dê força. Envie um sinal de coragem e determinação. O dia demonstra que há pessoas que se preocupam pelo destino dos que estão há muito tempo encerrados e que querem lutar pela mudança.

Junto aos que estão entre grades!

Ombro a ombro: Por uma sociedade sem cárceres! Liberdade! Já!

Thomas Meyer-Falk
z.Zt. Justizvollzugsanstalt (SV),
Hermann-Herder-Str. 8
79104 Freiburg
Alemanha

https://freedomforthomas.wordpress.com
http://www.freedom-for-thomas.de

Thomas é um anarquista que está no cárcere desde 1996 e foi condenado pelo roubo de um banco mediante o qual se planejava organizar dinheiro para projetos políticos. Por seu comportamento rebelde no cárcere recebeu mais duas condenações. Em 2013 terminou seu tempo oficial na prisão, mas o mantiveram em Sicherungsverwahrung (uma forma de “detenção de segurança” na Alemanha para os convictos que cumpriram a totalidade de suas condenações, mas que ainda se consideram um risco para a  ‘segurança pública” e, portanto, estão detidos mais além do final de sua condenação) e ainda o está. Agora, em 2021, está já 25 longos anos no cárcere e não há forma de saber quando e se sairá dela, mas espera ser liberado em 2023.

Escreve muitas declarações sobre diferentes temas desde o cárcere e sempre se alegra de receber cartas.

Tradução > Sol de Abril

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na poça da rua
o vira-lata
lambe a lua

Millôr Fernandes

O impiedoso do catastrófico século 20: Stalin, o Homem de Aço

Ao longo da vida, o ditador teria mandado executar cerca de 800 mil pessoas — isso sem contar as vítimas da Grande Fome Ucraniana

Por Rodrigo Trespach | 06/06/2021

Nem Hitler foi responsável por um número tão grande de perseguições e assassinatos quanto os realizados por Josef Stálin (1878-1953). O mais impiedoso ditador do catastrófico século 20 nasceu em uma aldeia da Geórgia como Ióssif Djugachvili.

Filho de um pai beberrão e uma faxineira, o futuro líder soviético foi seminarista, operário e revolucionário, tendo sido preso e exilado na Sibéria diversas vezes, o que lhe possibilitou o estudo do marxismo e o levou à condição de redator do Pravda e um lugar de destaque entre os comunistas russos. Durante a Revolução de 1917, ganhou o nome pelo qual passou para a história: Stalin, o Homem de Aço.

Vencida a guerra civil que se seguiu à revolução, teve início a disputa pelo poder entre os líderes comunistas. Com Lenin doente, a luta foi travada entre Trótski, o criador do Exército Vermelho, e Stalin. Em 1924, Lenin morreu e Stalin assumiu o controle da União Soviética.

Seu arquirrival foi expulso do país em 1929 e assassinado no México, em 1940. Então, o Homem de Aço deu início à construção de sua imagem. Uma biografia oficial foi publicada e os nomes de antigos companheiros foram apagados dos livros de História.

Praças receberam bustos seus, ruas e cidade foram rebatizadas. Volgogrado passou a se chamar Stalingrado. No campo econômico, Stalin coletivizou a agricultura. Mas a estatização da produção, com o confisco dos grãos e a corrupção do sistema, desencadeou uma enorme crise de abastecimento.

Holodomor e os Gulags

Na Ucrânia, mais de 2 milhões de camponeses foram expulsos de suas fazendas e outros 1,8 milhão foram deportados para o Gulag — o acrônimo russo para Administração Geral dos Campos de Trabalho Correcional e Coloniais. Cerca de 400 mil foram fuzilados por serem classificados como “contrarrevolucionários”.

Mais de 3,5 milhões teriam morrido em decorrência da fome. As reformas seguintes também foram cruéis. Perseguições, execuções e deportações para o Gulag aconteceram em grande escala.

Ao todo, 35 mil oficiais do Exército Vermelho foram executados – o mesmo destino de 1 milhão de soldados. Alguns historiadores modernos estimam que somente entre 1935-1940 mais de 8 milhões de “inimigos do povo” tenham morrido durante o que ficou conhecido como Terror Vermelho.

O historiador polonês Moshe Lewin chamou a política de Stalin de “paranoia institucionalizada”. A obsessão de Stalin pelo controle absoluto de tudo era tal que, em 1938, antes de ir a uma sessão de cinema, deixou anotado sobre a mesa: “Todas essas 3.167 pessoas devem ser fuziladas”.

Quando a Segunda Guerra Mundial teve início e a União Soviética ocupou a parte oriental da Polônia, ele ordenou a execução de 22 mil prisioneiros, entre oficiais do Exército e intelectuais.

Depois da guerra, a culpa foi colocada sobre os ombros nazistas, mas com o fim do regime soviético, na década de 1990, a ordem de execução, assinada pelo próprio Josef Stálin, veio a público. Ao longo da vida, o ditador teria mandado executar cerca de 800 mil pessoas.

Em 1946, o mesmo Stálin que a propaganda pintava como o responsável pela “libertação dos povos da Europa do jugo fascista”, mantinha cerca de 20 milhões de cativos. Qualquer um que tivesse mantido “relação amistosa” com o inimigo foi enviado para o Gulag, entre eles 200 mil tártaros e 390 mil chechenos. Os cossacos foram dizimados. Ao todo, 3,5 milhões de pessoas pertencentes a minorias étnicas foram deportadas.

Mas, apesar de todo o poder que detinha, o Homem de Aço tinha um medo insano de ser assassinado: evitava manifestações populares e poucas vezes utilizou o avião como meio de transporte — ele preferia um trem blindado.

Relações conturbadas

No campo privado, Stalin não se saiu melhor. Foi casado duas vezes, tendo ficado viúvo em ambos os casos. A segunda esposa, Nadejda Alliluyeva, conhecida como Nádia, tinha apenas 18 anos — Stalin já estava com 41 — e era secretária de Lenin.

Foram casados por 13 anos, até ela cometer suicídio em 1932. Depois de Nádia, ele manteve relacionamento com diversas mulheres, incluindo uma cunhada, uma estrela do Bolshoi e a governanta de uma de suas dachas (nome russo dado para fazenda ou mansão).

Os filhos foram igualmente problemáticos. O mais velho, que também tentou suicídio, morreu prisioneiro dos alemães — Stálin se negou a trocar o primogênito por um marechal de campo nazista. A filha migrou para os Estados Unidos depois de três casamentos fracassados e o caçula morreu alcoólatra.

Stalin caiu vítima do próprio mundo que criara. Aos 75 anos, foi encontrado caído no chão do quarto, mas seu médico particular estava preso e uma equipe de saúde só foi autorizada a tratá-lo no dia seguinte.

O ditador agonizou por quatro dias antes de falecer, de “hemorragia cerebral”. Pelo menos essa foi a versão oficial divulgada; o que na União Soviética não significava nada. A propaganda comunista era hábil em esconder verdades. No inventário dos bens pessoais do ditador quase nada de valor foi encontrado. Sua fortuna era um segredo de Estado.

Além da suíte no Kremlin, Stalin vivia em cinco dachas na capital e em mansões às margens do Mar Negro, todas bem equipadas, algumas magnificamente decoradas, com artigos de luxo, cavalos de raça e coleções de automóveis estrangeiros. Tudo pago pelo governo às custas do povo; de gastos triviais a serviçais, entretenimento, festas e viagens. Nada mal para um socialista.

Rodrigo Trespach é historiador e escritor, autor de 14 livros, entre eles: ‘Personagens do Terceiro Reich’ (ed. 106) e ‘Histórias não (ou mal) contadas: Segunda Guerra Mundial 1938-1945’ (ed. Happercollins Brasil).

Fonte: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/stalin-o-homem-de-aco.phtml

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agência de notícias anarquistas-ana

Chuva cinzenta:
hoje é um dia feliz
mesmo com o Fuji invisível

Matsuo Bashô

[Espanha] Inauguração da escultura dedicada a Bedoya

Informamos que no domingo 13 de junho, às 12h30 inauguraremos a escultura dedicada a Paco Bedoya, o último guerrilheiro antifranquista da Cantábria, morto quando estava a caminho da França em busca de liberdade, naquele 2 de dezembro de 1957. O local é na estrada das Ilhas, muito perto do local onde ele foi morto, na Estrada Nacional 634 ao lado do estuário do Oriñón.

A melhor homenagem que podemos lhe prestar é continuar lutando por seus ideais de liberdade e que seu nome não seja apagado da história.

A Associação Cultural Roberto el Pirata participará deste ato, que junto com a AGE e toda a colaboração cidadã tornou possível este monumento em memória de Bedoya.

Os protocolos de saúde de máscaras e distância serão seguidos, embora estando ao ar livre o risco de contágio seja baixo.

Fonte: https://www.briega.org/es/evento/inauguracion-escultura-dedicada-a-bedoya

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

sem um novo dia
nem o cotidiano
existiria

Jandira Mingarelli

[Chile] Presos transferidos do Cárcere de Alta e Máxima Segurança de Santiago começam mobilização e greve de fome

Após a transferência de presos do Cárcere de Alta Segurança de Santiago e da Seção de Máxima Segurança ao Cárcere/empresa de Rancagua ocorrido no fim de semana passado, hoje, 8 de junho, a totalidade dos presos transferidos e realocados nos módulos 1 e 2 de Rancagua começaram uma mobilização contra as inaceitáveis condições intrapenitenciárias que querem lhes aplicar. São parte ativa desta mobilização os presos anarquistas e subversivos, que a poucos dias de culminar uma greve de fome de 50 dias contra as modificações ao DL 321 e os obstáculos para conseguir a “liberdade condicional”, novamente põem seus corpos como trincheira de luta. Nesta mobilização que recém começa a maioria dos presos se soma realizando uma greve de fome indefinida.

As condições atuais dos transferidos são inaceitáveis: Absoluta clausura de 24 horas em celas individuais, impossibilidade de ingresso de advogados, comunicação telefônica restringida ou cancelada. O argumento da total clausura e isolamento se baseia em uma suposta quarentena de “ingresso”, medida absurda considerando a grande porcentagem de presos vacinados.

Se a esta realidade lhe somamos as séries de restrições na entrada de encomendas, sendo completamente precárias e insuficientes para a alimentação, a restrição de vídeo chamadas conseguidas nas últimas mobilizações e as intenções de impor um regime interno de castigo, o cenário é insustentável.

As razões a transferência são de tipo administrativo (remodelação do cárcere de Alta Segurança), sendo inclusive transferidos carcereiros de Santiago a Rancagua para manter a custódia dos prisioneiros, portanto é urgente assegurar as condições mínimas dos prisioneiros, conquistadas e fruto de lutas históricas dentro do CAS.

Por esta razão a mobilização e greve de fome demandam as seguintes exigências:

– De imediato e urgente: Fim ao estrito isolamento e às 24 horas de clausura. Não ao castigo encoberto como quarentena.

– Manutenção da encomenda em condições dignas de acordo com as existentes no CAS de onde provêm, toda vez que é um translado administrativo.

– Que a permanência nesta prisão não responda às perversas lógicas punitivas de isolamento (um cárcere dentro do cárcere) e que todos os presos provenientes do CAS e da seção de Máxima Segurança de Santiago, que atualmente se encontram nos módulos 1 e 2 do Cárcere de Rancagua tenham um total acesso a horas de pátio. Definitivamente, um regime digno e de acordo com suas necessidades.

SOLIDARIEDADE ATIVA E CUMPLICIDADE COM OS PRESOS EM LUTA!!!
CONTRA O CASTIGO E O ISOLAMENTO ENCOBERTO EM PANDEMIA!!!
A DEFENDER TODAS AS CONQUISTAS CONSEGUIDAS COM A LUTA DENTRO DAS PRISÕES!!!
ABAIXO OS MUROS DAS PRISÕES!!!

Buscando La Kalle, informativo de prisioneiros subversivos e anarquistas em luta nos cárceres chilenos.

buscandolakalle.wordpress.com

Tradução > Sol de Abril

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agência de notícias anarquistas-ana

casca oca
a cigarra
cantou-se toda

Matsuo Bashô

[Itália] Protesto em Lugano contra o despejo do “Il Molino” e pela autogestão reúne milhares de pessoas

Neste sábado, 05/06, a manifestação não autorizada contra o despejo e demolição do Centro Social Okupado e Autogestionado “il Molino” e pela autogestão ocorreu sem grandes incidentes em Lugano. Quanto ao comparecimento, as autoridades quantificaram em mil participantes. Os organizadores, por outro lado, falaram de mais de 3.000 pessoas.

O protesto começou pouco depois das 14h00 na margem do lago em frente à fonte da Piazza Manzoni. Os manifestantes chegaram à área do antigo “il Molino” por volta das 17 horas. A atmosfera era de festa popular. Contudo, várias pichações foram feitas por grupos anarquistas em edifícios ao longo da rota. E a fachada de uma agência bancária foi destruída.

De acordo com a imprensa local, várias barreiras foram feitas nas principais estradas no início da tarde por forças policiais. Em particular, num posto de controle no eixo San Bernardino-Bellinzona, a polícia perguntava às pessoas se iam ou não à manifestação. Aqueles que responderam sim, após uma revista de veículo, tiveram que voltar.

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/06/08/italia-desocupacao-e-demolicao-do-csoa-molino-em-lugano/

agência de notícias anarquistas-ana

Trovão —
Ontem a leste,
Hoje a oeste.

Kikaku

[São Paulo-SP] Bloco Autônomo Contra o Genocídio | #19J

As circunstâncias atuais nos obrigam a nos manifestarmos na rua mesmo durante a pandemia. O estado genocida segue com o processo de extermínio e a política pública nos mostra a sua pior face, o governo mais nefasto deste país desde a ditadura militar. Os números de mortos, estes que seguem subindo exponencialmente, não serão ignorados ou normalizados!

Sábado, dia 19 de junho, às 15h30, nos reuniremos na Praça do Ciclista, junto aos movimentos autogestionários, anticapitalistas, anarquistas, para a construção de um bloco autônomo, rumo ao MASP com o resto do ato.

Levem máscaras e o espírito revolucionário!

FB: https://www.facebook.com/events/832927767337426/?action_history=

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agência de notícias anarquistas-ana

cai, riscando um leve
traço dourado no azul
uma flor de ipê!

Hidekazu Masuda

[França] Face à pandemia, apoio mútuo e reapropriação

11 de abril de 2021

A gestão da pandemia mundial pelos governos, incluindo o francês, está de acordo com o cinismo habitual do capitalismo: deixar morrer os mais pobres para que a economia continue funcionando.

Essa pandemia é também social: ela afeta mais fortemente as populações mais pobres (até cinco vezes mais de mortos) e os mais isolados.

Entretanto, uma solução existe hoje: várias vacinas estão disponíveis e oferecem cobertura suficiente para ajudar a sair desse marasmo mundial.

A Federação Anarquista tem ideias claras: o apoio mútuo ao invés do cada um por si, a solidariedade ao invés da caridade, a Humanidade ao invés do mercado. Frente a essa pandemia não podemos continuar deixando as multinacionais e os Estados disporem de nossas vidas.

Clamamos pelo fim da corrida capitalista. Apelamos pela auto-organização do apoio-mútuo para não deixar ninguém de lado, quer seja por conta de bens materiais ou por dificuldades psicológicas, que um momento como esse pode provocar. E inclusive para além da pandemia, quando ela for superada. Conclamamos por uma Internacional da Saúde, contra o mercado e pela humanidade.

Ainda mais urgente, conclamamos a que as patentes das vacinas sejam quebradas, permitindo sua fabricação em maior escala e mais rapidamente. Existe entre 5 e 7 bilhões de pessoas a serem vacinadas, e não podemos dizer que, quando os países ricos forem vacinados, ficaremos indiferentes ao resto do mundo. Apelamos aos que trabalham na indústria farmacêutica a tomar nas mãos as ferramentas e saírem da lógica do capitalismo e fabricarem para toda a humanidade os cuidados e meios de proteção de que esta necessita.

Sabemos que esses apelos não serão suficientes, e precisamos organizar de outra forma a sociedade, e de maneira horizontal e sem dominação.

É nisso que nos agarramos e só podemos desejar que um número cada vez maior de pessoas se junte a essa aventura, que engrandecerá a Humanidade.

Com ou sem pandemia.

Relações Exteriores da Federação Anarquista 

federation-anarchiste.org

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rajada de vento
a lua estremece
na corrente

Rogério Martins

Novo vídeo: “A Polícia Não Está do Seu Lado”, com Facção Fictícia

No quinto episódio da série Vozes Anarquistas, o coletivo Facção Fictícia desmonta os argumentos do youtuber e defensor de uma polícia mais “educada” Delegado Da Cunha, que tentou justificar a Chacina do Jacarezinho, na Zona Norte do Rio.

>> Assista o vídeo (05:00) aqui:

https://kolektiva.media/videos/watch/afef7a3c-44f3-40d7-91c2-a8cc4540818c

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Goze.
Quem sabe essa
é a última dose?

Millôr Fernandes

[São Paulo-SP] 19J: Bloco Combativo no Dia Nacional de Luta!

Neste dia 19 de junho vamos às ruas novamente para lutar! Longe dos palanques eleitorais e das políticas institucionais, nosso bloco levanta a necessidade de luta combativa pelos direitos do povo trabalhador, empregado ou desempregado. Nossa única saída é a organização e a ação direta das massas! Chamamos todo mundo para a Praça do Ciclista, às 15h30, para formar o Bloco conosco. Em seguida, vamos em direção ao MASP para encontrar o resto do ato.

CONTRA O ESTADO E O CAPITAL, BARRICADA E GREVE GERAL!

FB: https://www.facebook.com/events/856780138263782?ref=newsfeed

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O vento é o tempo:
sopra varre levanta lambe
desfaz o que foi feito.

Thiago de Mello

[Espanha] As redes sociais e as massas de sonâmbulos

Uma guerra, a das redes sociais, não termina porque se abandona a batalha.

Por José Mansilla | 05/06/2021

Há algumas semanas, quando Ada Colau anunciou que estava saindo do Twitter, mergulhamos em um debate que talvez tenhamos fechado de forma falsa e precipitada. Em sua carta de despedida, a prefeita de Barcelona apresentou três razões principais para sua decisão: a falta de debates reais, de uma troca de opiniões fundamentada e ordenada, e sua substituição por mensagens que intoxicam e incitam ao ódio; o que ela mesma apresentou como “a tirania da presença permanente”. Ou seja, a necessidade de entrar em cada notícia, discussão ou disputa para a qual você é chamado e a criação de uma certa atmosfera artificial nesta rede. Uma maneira de se relacionar, de ser, que inadvertidamente saltou do Twitter para a vida real e acabou influenciando tudo.

Depois dela, muitas outras personalidades também anunciaram sua saída, seja por solidariedade ou por sinceramente compartilharem seus pontos de vista sobre o funcionamento da rede. Para mim, todas estas razões podem ser resumidas em uma só, também delineada, embora condicionalmente, pela própria prefeita: “Que a rede e o algoritmo acabam tomando muito tempo. E, além disso, a sensação é que distorcem a realidade: representam polêmicas e discursos de ódio, acabam quase convencendo que a humanidade é má, desconfiada, egoísta”. Minha hipótese é que esta é precisamente a principal função que o Twitter está desempenhando hoje, mas não como uma sensação, como um quase convencimento, mas de uma forma real e, sobretudo, consciente. Entretanto, não creio que a decisão mais apropriada a este respeito seja deixá-lo, ir embora, mas entender como funciona, como estas controvérsias e discursos são gerados para poder administrar melhor o tempo dedicado a ele e lidar com eles. Uma guerra não acaba porque se abandona a batalha.

Como as opiniões são formadas e disseminadas

As primeiras abordagens das ciências sociais às formas de formação e disseminação de opiniões são quase tão antigas quanto a origem da própria sociologia. Teríamos que voltar à velha controvérsia entre massa/multidão e público que colocou dois dos pais fundadores desta ciência um contra o outro: Emile Durkheim e Gabriel Tarde. Para o primeiro, o simples agrupamento de diversos indivíduos elevou suas consciências individuais e as transformou em algo mais, em algo diferente, uma razão coletiva que obedeceu a suas próprias leis; um ser orgânico e social que agiu com sua própria mente diferenciada. No entanto, ele chegaria a tais apreciações. Para ele, uma massa, uma multidão, nunca perdeu a consciência individual, a mente, de seus diferentes átomos em conformidade. Não havia nenhuma consciência externa, nenhuma lei que a fizesse comportar-se de uma certa maneira. A efervescência social de Durkheim foi explicada por Tarde pelo que ele chamou de Leis da Imitação, ou seja, microprocessos, ações reversíveis, relações assimétricas que podem ser diretas ou indiretas, voluntárias ou involuntárias, conscientes ou inconscientes, e que são transmitidas entre indivíduos. É sua repetição que lhes confere um caráter estável e, por sua vez, gera processos de socialização. Entretanto, esta repetição não se torna consciência coletiva, mas, ao contrário, reafirma e cria individualidade. Para Tarde, esta imitação/repetição gera uma espécie de “sonambulismo”, nas próprias palavras do sociólogo, o que significa uma perda de identidade individual, de racionalidade. Neste sentido, a proposta de Tarde se conecta com A Psicologia das Massas de Gustave Le Bon, com grupos humanos que só poderiam ser descritos por meio de adjetivos negativos e estigmatizantes, muitas vezes relacionados ao gênero feminino – para Le Bon, as massas eram como mulheres histéricas-.

Tendo dito tudo isso, pode-se entender que as propostas de um liberal-conservador como Gabriel Tarde se concentraram precisamente em evitar a geração de massas, de multidões, que ele via como um estágio evolutivo inferior ao do público. Para o sociólogo francês, esta era uma multidão dispersa, ou seja, um grupo de pessoas sem coincidência no espaço e no tempo, no qual a influência mútua, ou seja, as leis da imitação, atuavam à distância. Esta separação, que não era mais, como bem aponta o sociólogo Artemio Baigorri, do que um exemplo do grande meio burguês para as massas, permitiu que as mentes mais excluídas e cultivadas se impusessem a um grupo de indivíduos formado por “pessoas honestas”, novamente nas palavras de Tarde, que leem jornais e livros escritos, precisamente, por e para a minoria intelectual da época. A possibilidade de controlar a mensagem também impediu a passagem desse público para as massas, ou seja, do controle para a falta de controle de grupos sociais inteiros. Entretanto, os jornais, assim como outras publicações, eram apenas mais uma forma, e na verdade uma forma pequena, na qual ideias poderiam ser disseminadas e o controle poderia ser introduzido. A maioria deles se espalhou de acordo com outro dos elementos estudados por Tarde: a conversa.

Para Gabriel Tarde, a conversa era um sintoma de civilização. Este pai da sociologia observou, além disso, que a conversa estava se tornando cada vez mais rápida, mais apressada, em uma observação em linha com a proposta de Marx sobre a aceleração da velocidade de circulação do capital como um elemento distintivo do capitalismo moderno. Esta rapidez significava, por outro lado, que debates calmos e conscientes estavam sendo colocados de lado e uma maior importância era dada à mera troca de informações; uma troca que, além disso, podia ser analisada de acordo com as leis da imitação. As ideias das conversas foram dadas – e tiveram que ser dadas – pela imitação do inferior sobre o superior, ou seja, pelas classes sociais mais baixas – trabalhadores e camponeses – sobre as superiores, a elite intelectual e burguesa da época. As propostas de Tarde não podem ser separadas de sua visão conservadora e liberal, suas propostas levam todas a evitar, de diferentes maneiras e por meio de diferentes instrumentos, a conformação de massas, um grupo de seres sonâmbulos e histéricos por meio da mediação na transmissão de informações, a geração de debates, de cima para baixo, de uma classe social para outra. Tudo isso desapareceu na era das redes sociais.

A extinção dos mediadores

Se algo nos trouxe a popularização e a democratização do acesso à Internet, foi o desaparecimento, a extinção, poderíamos dizer, dos mediadores. Cada um de nós tem acesso à grande conversa que é Twitter, Facebook, Youtube ou Reddit, mas também à blogosfera e à infinidade de publicações de um ou outro tipo e assuntos que a Internet permite. Esta conversa global que, como Tarde disse, “só pode acontecer entre iguais” tornou-se, como não poderia deixar de ser, uma selva onde prevalece a lei do mais forte. A substituição de alguns mediadores por outros – digamos, do El País ou ABC por conhecidos tweeters ou blogueiros famosos, como Javier Negre ou Antonio Maestre, e a mídia financiada e apoiada pela extrema direita, como La Gaceta de la Iberosfera, mas também a aparição de supostos empreendedores, oportunistas e spin doctors de nova criação, rompeu com os esquemas Tardeanos da criação de um público racional e superior capaz de elevar o moral das classes mais baixas e, ao mesmo tempo, educá-las.

Agora é muito mais importante conhecer de forma oportuna o algoritmo que permite a expansão, a viralidade, das mensagens, do que a própria ideia a ser transmitida. Somente desta forma é possível transformar este público em uma massa sem forma que atua, como Ada Colau salientou, de acordo com o caráter do líder de opinião, intoxicante, insultante ou simplesmente contribuindo para a disseminação de mentiras, embustes e ultrajes. Em Antissocial, A extrema direita e a liberdade de expressão na internet, seu autor, Andrew Marantz, explica muito bem quando aponta que “o Twitter não foi concebido como um padrão confiável […] a plataforma não refletia objetivamente os pensamentos e opiniões de todos […]. O que o Twitter realmente refletia era a interação: quais memes geravam, em um dado momento, as emoções mais ativas. Isto significava que a plataforma representava a controvérsia […], que os trolls e outros macro-focalizadores podiam intencionalmente gerar pseudo-escândalos quase sempre que quisessem […], a amplitude nunca foi distribuída uniformemente”.

As teorias de Tarde não se tornaram realidade, não porque a burguesia tenha perdido o poder, mas porque cedeu o assento do piloto a uma massa enfurecida de indivíduos que só procuram se enriquecer, no melhor dos casos, mas que, em outros, agem sem consciência, sem ideologia delineada ou, simplesmente, por motivação puramente xenofóbica ou antissocial. Entretanto, e como eu disse no início deste texto, a solução não é deixar em suas mãos a criação de massas de sonâmbulos, mas lutar para que eles não acreditem em si mesmos e caiam nas mãos de uma extrema direita que, como disse Alfred, mordomo de Bruce Wayne, “às vezes eles só querem ver o mundo arder”. Tarde não estava certo, pois as massas não formam consciências coletivas superiores. Estas podem ser geradas oferecendo resistência, debate, criando novas narrativas e recuperando as antigas, não apenas em redes sociais, mas no palco por excelência do combate social, a rua, um palco que estes pilotos não conhecem e não podem controlar.

Fonte: https://www.elsaltodiario.com/opinion/redes-sociales-y-masas-de-sonambulos

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

De espantalho
Para espantalho,
Voam os pardais.

Sazanami

[Chile] Urgente | Transferência de presos subversivos e anarquistas para a prisão/empresa de Rancagua

Ontem, sábado 5 de junho de 2021, durante a tarde, os prisioneiros anarquistas e subversivos Marcelo Villaroel, Juan Aliste, Joaquín García e Juan Flores foram transferidos da cidade de Santiago para Rancagua, da Cárcere de Alta Segurança para a prisão concessionada daquela cidade.

Em outubro de 2019, antes da revolta, a gendarmeria estava gestando o fechamento da Unidade Especial de Alta Segurança (UEAS), que contempla a Seção de Segurança Máxima, a Cárcere de Alta Segurança e a Prisão para ricos Capitán Yaber, para sua remodelação.

A revolta e a pandemia adiaram tais medidas até que finalmente hoje elas foram levadas a cabo.

A intenção dos poderosos é refundar o regime de castigo com o que há 27 anos originalmente nasceu aquele centro de extermínio, em fevereiro de 1994, para o castigo de subversivos que combatiam durante a transição democrática.

Hoje as expectativas dos poderosos são as de fortalecer e sofisticar o regime de castigo e as medidas restritivas daquele centro de extermínio.

Por agora, o C.A.S. foi completamente esvaziado e os companheiros transferidos para Rancagua. Sabemos que chegaram bem e se encontram recluídos todos juntos em um módulo de máxima segurança. Até o momento da redação deste informe não temos informações sobre o companheiro Francisco Solar, sequestrado na seção de segurança máxima da UEAS.

Frente aos novos obstáculos e as exigências dos tempos, o chamado é para consolidar todas as iniciativas solidárias e anticarcerárias que já foram gestadas para dar forma a uma infraestrutura solidária com os companheiros transferidos e os futuros combates ao refundado regime de castigo.

Será uma luta que levará tempo, pois a pretensão manifesta do poder é aprofundar nosso castigo e isolamento para, assim, provocar a vingança como lição e exemplo para quem ouse se rebelar” – (prisioneirxs subvesivxs e anarquistas, outubro de 2019, frente ao iminente traslado e fechamento da C.A.S.).

– A recompor e fortalecer as redes de solidariedade com xs prisioneirxs subversivxs e anarquistas!

– Pelo fim das modificações no D.L. 321!

– Contra a perpetuidade das condenações: liberdade imediata para Marcelo Villaroel!

– Enquanto existir miséria haverá rebelião!

– Morte ao Estado e viva a anarquia!

Buscando La Kalle, informativo de prisioneirxs subversivxs e anarquistas em luta nas cárceres chilenas

buscandolakalle.wordpress.com

Fonte: https://edicoesinsurrectas.noblogs.org/post/2021/06/06/urgente-transferencia-de-presos-subversivos-e-anarquistas-para-a-prisao-empresa-de-rancagua/

agência de notícias anarquistas-ana

As nuvens do céu –
o céu do infinito
eu de nenhum lugar

Stefan Theodoru