Foi a primeira grande série de despejos, após a nova lei anti-ocupação na Holanda. A antiga atitude tolerante em relação à ocupação ilegal na Holanda foi substituída por uma abordagem de tolerância zero para aquele que tome o direito à moradia com suas próprias mãos.
Em vez de desalojar as casas ocupadas, uma por uma, a polícia de Amsterdã tem a tradição de desocupar por meio de “ondas de remoção”. Uma onda de despejos geralmente conta com um grande número de brigadas antidistúrbios, equipamentos especializados para quebrar portas e barricadas, cães policiais, caminhões de água blindados e, ás vezes, um helicóptero. Desta vez o circo de sempre foi acompanhado ainda pela polícia militar.
Começando no início da manhã, a polícia atravessou a cidade e expulsou um número de ocupações previamente avisadas. Em vez de se concentrar na defesa dos espaços a serem desalojados, desta vez foi feita uma chamada para ações descentralizadas e autônomas.
A noite anterior à evacuação foi caótica. Apesar de estarem presentes nas ruas de forma massiva durante toda a noite antes da onda de despejos, indivíduos atacaram e destruíram diversos objetivos do Estado e empresariais. Um carro da polícia foi incendiado, os bancos foram atacados e os caixas automáticos destruídos. Além disso, um carro pertencente a uma grande corporação habitacional foi reduzido a cinzas. Pichações okupas e antiautoritárias foram pintadas por toda a cidade.
Seis prisões foram feitas durante a noite. Uma pessoa foi detida quando se recusou a deixar o prédio ocupado e se manteve lá dentro.
Dez casas foram evacuadas após um dia de atividade policial. Os custos de uma onda de despejos são estimados em 700.000 €.
A ocupação em Amsterdã continuará e todos sabem disso.

Em agosto me mudarei com a família para o espírito santo. Mudança a trabalho. O lado bom é que terei…
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O conceito de liberdade como prática cotidiana e resistência constante às cercas — seja do Estado, do capital ou das…
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…