
O escritor e dramaturgo italiano Dario Fo (1926-2016), Prêmio Nobel de Literatura 1997, era um crítico à prova de fogo, atacando os poderes, a máfia, o Vaticano… até questionando seu próprio trabalho quando obteve êxito e foi elogiado pela burguesia. Então buscou fazer um teatro verdadeiramente popular.
Dario Fo sofreu a censura da televisão italiana e até um ataque de um grupo fascista em 1978, em um período marcado por ataques da extrema direita e esquerda, muitos deles operados pelos Estados Unidos.
“Morte acidental de um anarquista” (1970), uma de suas obras mais conhecidas, traduzidas e interpretadas, é uma resposta de Dario Fo àquele período de violência política.
“Morte acidental de um anarquista” é baseada no caso real de um ferroviário anarquista acusado de realizar um ataque à Piazza Fontana, em Milão, sendo preso pela polícia e levado à delegacia. Este trabalhador morre quando “cai” através de uma janela da delegacia onde estava detido…
Dario Fo muda os fatos para uma Nova York dos anos 20 – para evitar queixas e julgamentos -, onde esse crime se transforma em uma peça cheia de drama, ironia e farsa, denunciando a corrupção da política, da justiça e da polícia.
“Morte acidental de um anarquista”
Dario Fo
Dirigido por Francisco Krebs
Elenco: Héctor Morales, Willy Semler, Jaime McManus, Karim Lela, Alejandra Oviedo e Felipe Arce.
Cenografia e iluminação: Pablo de la Fuente
Figurino: Daniela Vargas
Música: Alejandro Miranda
Audiovisual: Pablo Mois
Duração: 80 minutos
Idade recomendada: + 14 anos
Até 23 de novembro, quarta a sábado, 20 horas
Teatro UC
Jorge Washington 26, Plaza Ñuñoa, Santiago
Tradução > Liberto
agência de notícias anarquistas-ana
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Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!