
O movimento punk conduzido por princípios de coletividade e de sabotagem às relações autoritárias, acontece por meio do faça você mesma, do antivirtuosismo, do não lucro, da revolta e da resistência, não apenas pela música e pelo visual. O punk vai além das suas criações sonoras e visuais.
No movimento punk aprendemos que a resistência faz parte da criação de outro modo de viver que contraste com posicionamentos preconceituosos e com o desejo de fama. Não procuramos plateias, não desejamos aplausos.
Para nós as criações estéticas são meios de expressão de uma luta que ajuda as pessoas a se desviarem dos padrões esperados pelas sociedades hierarquizadas fundadoras de desigualdades. Nos recusamos a transformar em produtos e comercializar nossa cultura. As expressões estéticas punks não combinam com as tradições do rock, muito menos com ideologias que alastram preconceitos, hierarquizam e inferiorizam pessoas.
A nossa recusa é contra as injustiças e as desigualdades. É um exercício de resistência que fazemos no enfrentamento cotidiano numa busca constante por uma existência punk conduzida pela revolta e pela contestação aos modos de vida dos subordinados.
Somos ingovernáveis porque fazemos as coisas ao nosso modo!!!
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Carlos Seabra
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!