
O presidente do Chile por duas vezes, Sebastián Piñera, morreu em um acidente de helicóptero.
O empresário, um claro expoente da burguesia transandina, aplicou durante sua vida uma repressão feroz contra os protestos de rua em massa ocorridos anos atrás.
Os carabineros, capangas do capital, mutilaram um grande número de manifestantes e atiraram em seus olhos.
Piñera foi a continuidade da ditadura de Pinochet.
É paradoxal que o atual presidente Boric, um ex-manifestante de rua, decrete luto nacional pela morte de um dos carrascos dos filhos e filhas do povo.
Boric decretou a militarização da Araucânia e do território do povo mapuche.
A estigmatização e a perseguição aos lutadores sociais não cessam com a alternância de governos.
Somente a luta coletiva, solidária e autônoma, pode levar à emancipação integral.
Carlos A. Solero
Quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024
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