
O Brasil tem planos de impulsionar a produção de gás nos próximos anos e investir bilhões de reais em infraestrutura do setor. Entre os projetos previstos está um gasoduto que pode cruzar centenas de quilômetros da Floresta Amazônica, impulsionar atividades industriais predatórias e impactar diversas comunidades.
Uma das ações do governo do Brasil para avançar com a suposta ‘transição energética’ parece ironia, mas não é: aumentar o uso de um combustível fóssil, o gás ‘natural’. Como pilar estratégico dessa ‘transição’, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) vinculada ao governo federal, propõe, até 2034, duplicar a produção de gás no país e investir até 140 bilhões de reais (27,6 bilhões de dólares estadunidenses) em projetos de infraestrutura para o setor.1 Entre esses projetos estão 27 gasodutos de transportes que conectam diferentes estados do país. Um deles chama atenção por sua extensão e por ser majoritariamente em bioma amazônico. O gasoduto que pode ligar o município de Santo Antônio dos Lopes, no estado do Maranhão, ao de Barcarena, no estado do Pará, deve ter 677 quilômetros de extensão e pode transformar centenas de quilômetros de Floresta Amazônica fechada em um grande canteiro de obras, impactando diversas comunidades que vivem no entorno do duto.
Globalmente o Brasil é um ator pequeno no setor de gás: em 2024, ocupou o 29º no ranking de países produtores dessa fonte de energia fóssil. 2Mas, por que um país que se vangloria de que as fontes renováveis representam 50 por cento de sua matriz energética investiria em impulsionar uma fonte de energia fóssil sob a justificativa da transição energética?3 Para surpresa de ninguém, o lobby desse setor é forte e são muitas as empresas que podem ganhar com esse boom. No Brasil, parte da exploração, do processamento e do transporte do gás foram privatizadas nos últimos anos e empresas privadas já dominam parte significativa de toda a cadeia do gás – com destaque para a Eneva, maior operadora privada de gás do país.4 Embora seja um cenário marcado por disputas entre diferentes grupos econômicos, há algo que une a todos e ao próprio governo: o discurso do papel chave do gás ‘natural’ como ‘combustível de transição’.
>> Leia o texto na íntegra aqui:
https://teiadospovos.org/brasil-dando-um-gas-nos-combustiveis-fosseis-e-a-ameaca-de-mais-um-gasoduto-na-amazonia/
agência de notícias anarquistas-ana
As horas não passam
Enquanto nós conversamos
A lua aparece.
André Luciano da Silva – 12 anos
Que isso, anarquia mesmo? Achei interessante esse ponto sobre a revolução espanhola, mas confesso que nunca tinha parado pra pensar…
O texto ficou bem natural, dá para sentir que veio de uma experiência real. Esses detalhes pequenos acabam prendendo mais…
Viva a revolução espanhola e viva a anarquia!
bom texto!
posição lúcida. organização anarquista com marca registrada? pedindo ação do estado contra trabalhadores? opa, pera lá caceta!