
Em 19 de julho de 1936 — há 90 anos — teve início o “curto verão da Anarquia” com a deflagração da Revolução Social na Espanha, fruto de longos processos de organização e luta que tinham como bússola uma sociedade emancipada, pautada pela igualdade, solidariedade, justiça e liberdade. As comunas de trabalhadores e camponeses tornaram-se realidade; a CNT e a FAI alcançaram o que, a partir de então, jamais seria impensável. A emancipação social e de classe, a sociedade de comunidades federadas, o mundo do comunismo libertário — tudo isso não é apenas a ideia mais bela, mas uma realidade vivida na Espanha revolucionária.
Tendo a CNT-FAI e as Juventudes Libertárias como pioneiras, a Revolução transformou rapidamente todos os aspectos da vida em sociedade — a economia, as relações de gênero, a cultura e a educação, com a criação de muitas escolas racionalistas pioneiras. A autogestão social sem Estado e o comunismo libertário — baseados no princípio “de cada qual segundo suas capacidades, a cada qual segundo suas necessidades” — tornaram-se realidade em grande medida. Formaram-se redes locais, entre milhares de coletivos e comitês voluntários, para sustentar e abastecer a vida social de milhões de pessoas nas cidades e aldeias, bem como as milícias combatentes nas frentes de batalha. Tais conquistas, de uma extensão e profundidade jamais vistas na história da humanidade, constituíram o maior feito da revolução espanhola naqueles primeiros meses que ficaram conhecidos como o “curto verão da Anarquia”.
Hoje, 90 anos após a Revolução Social na Espanha, o regime — falido política, ideológica, econômica e moralmente, e sem nada a oferecer além de guerras, exclusão e empobrecimento — prepara-se para enfrentar a perspectiva de uma expressão dinâmica do descontentamento social generalizado, tanto em nível local quanto internacional. É um período em que Estados e patrões tentam, com vigor, impor à maioria social suas proclamações sobre o “fim da história”, esforçando-se para convencer a todos, por todos os meios, de que não existe alternativa para as sociedades humanas além daquela em que a grande maioria social é forçada a viver estigmatizada pela miséria e pela pobreza, pelas privações e doenças, pelas guerras e desastres.
A história dos movimentos sociais e de classe que lutaram por um mundo sem exploração e opressão nos mostra que a solidariedade social entre os oprimidos é a nossa arma contra os nossos opressores comuns. Tudo o que for conquistado será fruto de nossas lutas amplas, de base, militantes e radicais.
Prestamos homenagem e nos inspiramos naqueles companheiros e companheiras que escreveram uma das mais belas páginas da história da humanidade, da história da luta pela emancipação social. Que não apenas combateram o fascismo, mas escolheram imaginar um outro mundo e lutar por ele. E continuamos a carregar esse novo mundo em nossos corações.
VIVA A ANARQUIA!
ORGANIZAÇÃO E LUTA PELA REVOLUÇÃO SOCIAL MUNDIAL, PELA ANARQUIA E PELO COMUNISMO LIBERTÁRIO
UM MUNDO DIFERENTE É POSSÍVEL
O MUNDO DA IGUALDADE, DA SOLIDARIEDADE, DA COMUNIDADE E DA LIBERDADE
Organização Política Anarquista – Federação de Coletivos
Julho de 2026
apo.squathost.com
agência de notícias anarquistas-ana
No coração da noite
gemidos & sussurros
humanizando os postes.
Simão Pessoa
Que isso, anarquia mesmo? Achei interessante esse ponto sobre a revolução espanhola, mas confesso que nunca tinha parado pra pensar…
O texto ficou bem natural, dá para sentir que veio de uma experiência real. Esses detalhes pequenos acabam prendendo mais…
Viva a revolução espanhola e viva a anarquia!
bom texto!
posição lúcida. organização anarquista com marca registrada? pedindo ação do estado contra trabalhadores? opa, pera lá caceta!