
Carlo Giuliani: Presente! A memória não é um fóssil, é um detonador.
Completam-se vinte e três anos desde o dia em que as balas dos carabineiros e a guarda da “zona vermelha” em Gênova cortaram o fio da vida de Carlo, de 23 anos. Na Piazza Alimonda, não foi simplesmente assassinado um manifestante; tentou-se esmagar a esperança de toda uma geração que contestava abertamente o imperialismo, as cúpulas do G8 e a onipotência do capital.
O assassinato de Carlo não foi nem um “acidente” nem um “incidente isolado”. Foi a escolha consciente que o Estado capitalista faz quando se sente ameaçado: enviar uma mensagem sangrenta de terror ao movimento anticapitalista que se levantava por todo o planeta. Foi a violência estatal em sua forma mais crua, como ficou comprovado tanto nas ruas de Gênova quanto no pogrom-tortura na escola Diaz.
Hoje, em uma época em que a pobreza, a guerra e o fascismo retornam como a única “normalidade” do sistema, o sacrifício de Carlo não é uma lembrança distante. É um lembrete vivo de que, diante do Estado capitalista e da exploração, o único caminho é a organização, a desobediência e a ruptura.
Não choramos nossos mortos, nós os honramos nas lutas.
-Carlo vive nas lutas da juventude e da classe trabalhadora.
-Nenhuma trégua com o Estado capitalista e o capital.
-Carlo Giuliani, para sempre presente!
Estudantes indisciplinados — Tessalônica
agência de notícias anarquistas-ana
volta cometa –
serão as saudades
deste planeta?
Carlos Seabra
Que isso, anarquia mesmo? Achei interessante esse ponto sobre a revolução espanhola, mas confesso que nunca tinha parado pra pensar…
O texto ficou bem natural, dá para sentir que veio de uma experiência real. Esses detalhes pequenos acabam prendendo mais…
Viva a revolução espanhola e viva a anarquia!
bom texto!
posição lúcida. organização anarquista com marca registrada? pedindo ação do estado contra trabalhadores? opa, pera lá caceta!