Sobre alguns camaradas perseguidos e presos nos últimos dias na Grécia

TIREM AS MÃOS DOS NOSSOS 3 CAMARADAS

Nos últimos dias estamos vivendo uma situação de disseminação do medo criada pelo governo e promovida pela mídia, por ocasião dos ataques incendiários em Tessalônica, da instrumentalização da morte de uma mulher e da reabertura do caso MARFIN após dezesseis anos. O alvo é o espaço anarquista, com narrativas do tipo: “alguém começa com travessuras e tinta, passa para pedras e coquetéis molotov e termina com bombas e pistolas”.

16 anos depois, o Estado traz o caso Marfin de volta ao centro das atenções midiáticas e repressivas. Uma história que a ND (Nova Democracia) evoca constantemente numa tentativa de criminalizar as enormes e intensamente conflituosas mobilizações que ocorriam na época contra as medidas de austeridade, que buscavam colocar o peso do custo da crise econômica sobre os ombros dos de baixo.

16 anos depois, o alvo conveniente sobre o qual o governo tenta deslocar sua agenda pré-eleitoral para campos mais úteis a ele é, mais uma vez, o espaço anarquista e, mais especificamente, quatro camaradas cujas casas foram invadidas; dois deles foram presos. As “provas” que apareceram na mídia até agora batem recordes de ridículo. Das ligações telefônicas anônimas às quais infelizmente já nos acostumamos, passamos para e-mails anônimos, o que também combina com os tempos atuais. Softwares de IA foram mobilizados após 16 anos para comparar fotos de… férias mostrando roupas semelhantes.

16 anos depois, os problemas continuam os mesmos. Diante das políticas estatais de morte, que tornaram a vida cotidiana insuportável; da tentativa de execução de um homem por fugir de uma barreira policial; dos trabalhadores assassinados em campos de trabalho por todo o país; e das operações de guerra que banham populações em sangue ao redor do mundo, a resposta é luta, perseverança, conflito. E o espaço anarquista esteve e estará presente nisso, com todos os meios.

Solidariedade aos processados no caso Marfin

ESTADOS E CAPITAL SÃO ASSASSINOS E TERRORISTAS

Anarquistas e camaradas dos acusados em mais uma conspiração estatal

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Nesta manhã, 11/7, a organização criminosa Estado lançou um pogrom coordenado contra o espaço anarquista em Chania, em Creta, Atenas e Tessalônica. Camaradas foram perseguidos e prisões foram realizadas. Este novo e mais sofisticado episódio de repressão é uma tentativa desesperada da gangue governante de reverter o clima de indignação social contra ela.

Hoje houve uma tentativa de lançar uma sombra sobre o assassinato, por dezenas de policiais descarados, de um jovem de vinte anos atingido com 13 tiros nas costas enquanto corria para salvar a própria vida; assim como de encobrir o caso de policiais que estupraram uma menina de onze anos na Delegacia de Omonia. Dois acontecimentos que revelam a natureza de um governo de assassinos e estupradores. Responsável pelo afogamento de milhares de imigrantes, pelo massacre de centenas de trabalhadores em fábricas e zonas industriais, como ocorreu hoje em Aspropyrgos. Capital e governo enriquecem às custas de um povo que se torna cada dia mais descartável. Estão trabalhando intensamente para inverter esse clima, de modo que os assassinos apareçam como vítimas, e o caminho é bem conhecido.

Perseguir e prender sem provas, para criar impressões. Mas jogos políticos com nossas vidas não terão sucesso tão facilmente. Nesse clima, nossas casas foram invadidas esta manhã sem qualquer justificativa, e material digital como celulares, computadores e mídias de armazenamento foi roubado. Nem sequer tiveram a “gentileza” de nos dizer se as invasões de nossas casas estavam relacionadas a algum caso específico, ou o que exatamente procuram. O que resta é uma ameaça permanente e nossa situação de reféns, bem como uma lição para nossas crianças, que vivenciaram tudo isso, sobre o que é a gangue criminosa do Estado.

Os colaboradores do genocídio do povo palestino, e seus lacaios, os jornalistas, não têm direito de falar em justiça. Nós temos todo o direito de falar em vida.

Recuem, delatores; avancem, camaradas

Viva a anarquia!

A.S., I.L.

PS:

Em 11/7/26, o Serviço Antiterrorismo e a Diretoria de Combate ao Crime Organizado realizaram operações em Atenas, Tessalônica e Chania, em Creta, quase simultaneamente, durante as quais 5 camaradas foram presos, enquanto foi emitido um mandado para outra pessoa. Os 2 em Atenas foram acusados pelo incêndio do [banco] Marfin em 2010, e os 3 restantes pelo ataque incendiário à casa da dirigente da Nova Democracia em Tessalônica, Afrodite Nestora, em 1º de julho de 2026, um de três ataques coordenados.

A histeria terrorista está novamente atingindo seus receptores, e e-mails anônimos chegam aos endereços eletrônicos da GADA (quartel-general da polícia), ao mesmo tempo em que um jovem de 20 anos morreu com tiros na cabeça disparados por policiais. Talvez sejam coincidências diabólicas que apenas acabam revelando o modus operandi do sr. Michalis, Ministro da Proteção do Cidadão, e de sua gangue. Talvez o Partido Antiterrorista passe a convocar eleições daqui para frente, para que o primeiro-ministro não se canse com proclamações.

Os camaradas têm nossa solidariedade incondicional. Que nos coloquemos como uma barreira contra os pogroms policiais dirigidos ao espaço anarquista e antiautoritário.

SOLIDARIEDADE AOS ANARQUISTAS PERSEGUIDOS PELO CASO KATÓ TITHOREA

SOLIDARIEDADE AOS PRESOS NAS OPERAÇÕES DE HOJE EM TESSALÔNICA, CHANIA E ATENAS

O SANGUE CORRE, A VINGANÇA EXIGE

FOGO A TODAS AS CELAS

SOLIDARIEDADE ÀS CAMARADAS ANARQUISTAS PRESAS MARIANNA E DIMITRA

VITÓRIA PARA A LUTA COMUNITÁRIA DE PROSFIGIKA – SOLIDARIEDADE A ARISTOS E SUZON

KYRIAKOS SEMPRE PRESENTE

A n a r q u i s t a s

Tradução > Contrafatual

agência de notícias anarquistas-ana

Lá na cerca
coruja imóvel e atenta
só mexe os olhos.

Maria Fernanda Rebouças

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