[Espanha] La Casika não se toca: 29 anos de autogestão contra o despejo

A Casika é um Centro Social Ocupado e Autogestionado (CSOA) localizado em Móstoles (Madri) que, desde 1997, serve como espaço de encontro, cultura, organização e luta para diferentes gerações e movimentos sociais. Durante quase três décadas, construiu, a partir da autogestão, um lugar aberto a iniciativas sociais, políticas e culturais, tornando-se um dos espaços autogestionados históricos da Comunidade de Madri.
 
No próximo dia 6 de outubro de 2026, a Casika enfrentará uma nova ameaça de despejo. Quase 29 anos depois de este espaço ter iniciado sua trajetória em Móstoles, mais uma vez está ameaçado um dos referenciais históricos da autogestão e dos movimentos sociais da cidade.
 
A história da Casika começa em 1997. Desde então, suas paredes abrigaram shows, oficinas, encontros, atividades culturais e políticas, iniciativas de apoio mútuo e uma infinidade de coletivos e lutas sociais.
 
Mas a Casika é muito mais do que o prédio que ocupa. Durante quase três décadas, foi um lugar para se encontrar, se organizar e construir a partir da base, estreitamente ligado ao bairro, à classe trabalhadora e àqueles que defendem outras formas de construir comunidade à margem das lógicas do mercado.
 
29 ANOS RESISTINDO
 
A ameaça atual não é a primeira. A história da Casika é marcada por diferentes tentativas de despejo, processos judiciais e campanhas em defesa do espaço.
 
E, apesar de tudo, a Casika continua lá.
 
São quase 29 anos de resistência, autogestão, cultura popular, solidariedade e memória coletiva. Agora, segundo comunicou a própria Assembleia da Casika, o processo chegou a um momento decisivo e o dia 6 de outubro está marcado como a data para o despejo.
 
Não estamos falando apenas de fechar um prédio. Estamos falando de colocar em risco um espaço construído coletivamente durante quase três décadas e de tentar apagar uma parte da memória daqueles que demonstraram que é possível se organizar sem pedir permissão.
 
Esta nova ameaça chega, além disso, em um contexto marcado pelo avanço de posições fascistas, reacionárias e autoritárias no Estado espanhol e de discursos que criminalizam o protesto, a ocupação e as formas de organização que fogem às lógicas institucionais e do mercado. E ocorre, paradoxalmente, sob o denominado durante anos como “Governo mais progressista da história”, enquanto espaços populares e autogestionados continuam enfrentando despejos, especulação e criminalização.
 
Frente ao individualismo e à mercantilização de nossas cidades, a autogestão, o apoio mútuo e a organização coletiva seguem sendo ferramentas imprescindíveis de resistência.
 
A CASIKA CONVOCA À MOBILIZAÇÃO
 
A Casika anunciou uma campanha de solidariedade e mobilização em vista do despejo.
 
Nos dias 11 e 12 de setembro, haverá shows e atividades coincidindo com as festas de Móstoles, e nos dias 25 e 26 de setembro serão realizadas novas atividades em apoio ao espaço.
 
No dia 3 de outubro, está prevista uma manifestação que terminará na Casika, seguida de uma festa. Três dias depois, no dia 6 de outubro, chegará a data marcada para o despejo.
 
A CGT Andaluzia, Ceuta e Melilha quer contribuir para estender a solidariedade com a Casika. Incentivamos a divulgar as convocações e a participar das atividades e mobilizações que ocorrerão durante setembro e outubro.
 
Para conhecer as próximas convocações, atividades e novidades sobre a campanha contra o despejo, você pode seguir diretamente a Casika CSOA através de seu perfil oficial no Instagram: @lacasika.csoa.
 
Porque 29 anos de história, luta e organização coletiva não desaparecem com uma ordem de despejo.
 
Como lembra a Assembleia da Casika em um de seus comunicados diante desta nova ameaça:
 
“PODERÃO DESPEJAR NOSSAS CASAS,
MAS NUNCA NOSSAS IDEIAS”.
RESISTIMOS E RESISTIREMOS.
A CASIKA NÃO SE TOCA!
 
Fonte: https://cgtandalucia.org/la-casika-no-se-toca/
 
Tradução > Liberto
 
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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2026/08/12/espanha-la-casika-29-anos-de-resistencia-nao-a-remocao-forcada/
 
agência de notícias anarquistas-ana
 
A velha ponte –
No pó ajuntado entre as tábuas,
Brota o capim.
 
Paulo Franchetti

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