[Colômbia] “Pinceladas anarquistas”, de Tomás Ibañez

O contexto social, político, ideológico, tecnológico e econômico que presidiu o nascimento do anarquismo político no século 19 deixou certas impressões nele e explica alguns de seus traços, mas também é óbvio que esse contexto mudou de forma tão drástica que muito pouco tem que ver com o contexto atual. Isso significa que os traços que herdou daquele contexto já não são pertinentes na época atual.

Se o anarquismo vivo, aquele que não se aloja exclusivamente entre as páginas dos livros canônicos não mudou em equivalente medida a mudança que experimentou o contexto atual a respeito do de a um século e meio dificilmente pode estar em conexão com o contexto atual, com as lutas que o atravessam e com as ideias que o agitam.

A extraordinária criatividade do anarquismo no final do século 19, uma criatividade que o levou inclusive a inventar-se a si mesmo, se deveu a que estava intimamente inserido nas lutas e nos debates de ideias que se correspondiam com aquele contexto.

O sinal de que hoje já não o está é que esse potencial inovador está ausente, e que o anarquismo atual, isso é grave, repete mais que cria, repete mais que inventa. Se torna, pois, imprescindível empreender a desconstrução do anarquismo para trazer à luz e delimitar o que lhe está pesando e, dessa forma poder atualizá-lo.

Pinceladas anarquistas

Tomás Ibañez

Edición 2023, 244 páginas

$60,000.00

libreria.desdeabajo.info

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

A vida tacanha
dorme lá fora
enquanto a gente se banha!

Reinaldo Cozer

[Espanha] As ruas de Madri estão mais uma vez cheias de pessoas lutando por pensões e salários dignos

Ontem, 28 de outubro, as ruas de Madri ficaram mais uma vez cheias de reivindicações e lutas em uma manifestação convocada pelo movimento de aposentados, movimentos sociais e sindicatos combativos para exigir do governo aposentadorias e salários dignos. É impressionante ver como nossos idosos continuam a nos dar um exemplo de solidariedade e luta. Obrigado pelo esforço que é necessário para viajar e se mobilizar para o benefício de todos.

Da CGT, que participou dessa manifestação junto com os companheiros do Bloque Combativo y de Clase e outras organizações afins, queremos agradecer a todos os militantes que participaram dessa mobilização, que serviu para demonstrar que a única maneira de lutar de forma contundente contra qualquer desigualdade, tanto social quanto trabalhista, é a unidade da classe trabalhadora.

A CGT, como organização anarcossindicalista e de classe, continuará lutando por salários e aposentadorias dignos, continuaremos lutando para que o aumento de ambos esteja sempre vinculado ao IPC, continuaremos lutando pelo aumento da pensão mínima e para que ambos, assim como os salários, sirvam para que a classe trabalhadora possa não apenas se sustentar com dignidade, mas também para significar uma distribuição justa da riqueza, e ainda mais nestes tempos em que os preços de todos os tipos de suprimentos, eletricidade, aluguéis e hipotecas, etc., estão aumentando dia a dia sem nenhum controle e sem que os diferentes governos tomem medidas eficazes para detê-los. Os preços de todos os tipos de suprimentos, eletricidade, aluguéis e hipotecas, etc., estão aumentando dia a dia sem nenhum tipo de controle e sem que os diferentes governos tomem medidas efetivas para acabar com isso.

A luta por aposentadorias e salários dignos é uma questão de toda a classe trabalhadora, e não apenas do movimento dos aposentados; além disso, são justamente os jovens que devem sair às ruas agora, exigindo e lutando por isso, porque são justamente as aposentadorias desses jovens que estão em jogo no futuro, porque todos nós seremos aposentados em algum momento de nossas vidas, porque com salários empobrecidos, as aposentadorias não serão suficientes nem para viver.

As mulheres são as mais prejudicadas, pois ocupam os setores mais precários do mundo do trabalho. Com empregos temporários e de meio período, elas continuarão, consequentemente, com aposentadorias mínimas e insuficientes, se não remediarmos essa situação.

Da CGT, como sindicato de classe que defende o setor público, também denunciamos a privatização das aposentadorias, que está sendo introduzida gradualmente com a aquiescência dos sindicatos próximos aos poderes constituídos. Esta é uma longa luta que não podemos deixar de lado, pois é crucial para todos nós.

A partir do Secretariado Permanente da CGT, conclamamos toda a organização, todas as organizações afins e movimentos sociais, e toda a sociedade em geral, a continuar indo às ruas para lutar pela recuperação dos direitos sociais e trabalhistas que nos foram tirados durante décadas e para exigir do futuro governo, seja qual for sua cor, medidas urgentes para que esse capitalismo selvagem pare de empobrecer a classe trabalhadora dia após dia.

…continuemos lutando!

Secretaria Permanente do Comitê Confederal

cgt.org.es

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

para onde
nos atrai
o azul?

Guimarães Rosa

2 anúncios da Cruz Negra Anarquista da Bielorrússia

da ABC Belarus

Hoje há dois prisioneiros a menos na Bielorrússia: Rita Zotova e Nikita Khilkevich foram libertados.

Eles cumpriram dois anos de prisão por terem colado adesivos do coletivo anarquista “Pramen”. O terceiro réu no caso, Vadim Denisenko, passará mais seis meses na prisão.

Você pode apoiar Vadim escrevendo uma carta para ele (abc-belarus.org/en/send-an-online-letter-to-a-prisoner).

Uma peça baseada no livro de Igor Olinevich será exibida em Varsóvia

Um grupo de teatro tcheco apresentará a peça “Going to Magadan: Don’t Believe, Don’t Be Afraid, Don’t Ask” (Não acredite, não tenha medo, não pergunte), baseada no livro de Igor Oliniewicz, em Varsóvia, nos dias 13 e 14 de novembro.

A peça é baseada nos diários de prisão do anarquista, que ele manteve em 2010-2011 e posteriormente publicou em formato de livro.

No livro, ele descreve as práticas do sistema prisional bielorrusso, baseadas em violência física severa, mas principalmente em pressão psicológica, que faz com que os prisioneiros duvidem de si mesmos e percam a confiança em seus entes queridos.

Em dezembro de 2021, Igor Olinevich, juntamente com seus companheiros Dmitri Dubrovsky, Sergei Romanov e Dmitri Rezanovich, foi novamente condenado a 20 anos de prisão por terrorismo.

A peça será apresentada em tcheco com legendas em polonês e bielorrusso.

abc-belarus.org

Tradução > Contrafatual

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agência de notícias anarquistas-ana

Capela em ruínas.
As aranhas tecem véus.
Cobrindo o silêncio.

José N. Reis

[Reino Unido] A London Radical Bookfair acontece neste sábado, 4 de novembro de 2023

A London Radical Bookfair [Feira do Livro Radical de Londres] está de volta! Acontecerá no sábado, 4 de novembro de 2023, no Great Hall e salas adjacentes da Goldsmiths University, 8 Lewisham Way, Londres SE14 6NW.

Além de uma grande variedade de livreiros, autores e editoras radicais, haverá também barracas com criadores de quadrinhos e zines, grupos de campanha, além de oficinas e palestras. Todas as barracas já estão reservadas e programa fechado!

Este é um evento de base, organizado por voluntários e não vinculado a nenhuma organização externa.

A feira do livro é administrada sem fins lucrativos e apoiada pela Alliance of Radical Booksellers e pelo Barry Amiel & Norman Melburn Trust.

O programa de eventos já foi publicado. Visite https://londonradicalbookfair.wordpress.com/events-programme-2023/

agência de notícias anarquistas-ana

Está chovendo? Não
bichos-da-seda comendo
as folhas, tão ávidos.

Masuda Goga

[Chile] “A alegria não chegou, nem chegará pela mão de nenhum governo”

A 4 anos da Revolta que transbordou o território com ânsias de transformação, fomos testemunhas de como o poder soube se reestruturar e penetrar novamente, introduzindo, uma vez mais, a falsa dicotomia facho-progre [fascista-progressista] como as únicas alternativas políticas negando nossa própria capacidade de nos organizarmos.

Desde a periferia sempre advertimos que o chamado “pacto pela paz” e a discussão constitucional o único que viria garantir era a continuidade do modelo neoliberal que se impulsionou em 73 por parte do imperialismo yanki, e que nem Boric nem a frente ampla nem o PC queriam realmente mudar a ordem dos ricos pois sempre se viram beneficiados deste.

Após todos estes fatos, fica mais que claro que, tal como nos 90, a alegria não chegou, nem chegará pela mão de nenhum governo e que a única via possível para recuperar nossas vidas só poderá se gestar necessariamente desde o acionar direto e autônomo, tal como nos exemplificam pu weichafe em Wallmapu, que com fúria conseguiram fazer retroceder o estado-capital de seus territórios. Consideramos uma necessidade imperativa avançar com rapidez na acumulação e coordenação de forças revolucionárias, que, desde múltiplas trincheiras e em todas as direções, se disponham de uma vez por todas a derrubar pela raiz este sistema de miséria, morte e destruição ecocida.

Com estas ações de propaganda armada coordenada queremos dar conta que a luta territorial-autônoma segue mais que presente na comuna, que a afinidade e cumplicidade anárquica não claudica ante a repressão, e que não daremos nenhum passo atrás na guerra contra o estado-capital pela defesa da terra e contra seus usurpadores. Esta ação tem como objetivo remover da letargia a que nos submete o poder mediante a imprensa e seus sistemas de coerção, sacudir a quem ficou desesperançados ante tanto fascismo que aparentemente se levanta e dizer-lhes que cá estamos, guerreando desde esta comuna, conspirando a resistência aqui e agora, coordenando-nos, conhecendo-nos, tendo como horizonte comum a queda do estado e do capitalismo que nos oprime e condena à destruição.

Abraçamos às centenas de mutilados que sobreviveram às garras do poder, a quem se encontra sequestrado nas masmorras por enfrentar este sistema miserável, a quem sofreu nas mãos dos bastardos de sempre, a quem por estas datas se disponham com bravura a atacar o poder e seus diferentes tentáculos, a quem apesar de tudo insiste em levantar a resistência desde o território, saudações fraternas e cúmplices a cada um de vocês.

Com os moradores caídos em cada gesto e memória, Emilia Baucis, Cristian Valdebenito, Julio Valencia, Dely, Francisco Martínez, J.P. Jiménez, Patricio González, Arnold Camú, Abraham Muskatblit e todos que enfrentaram a tirania do poder.

Para a organização territorial e autônoma.

Por um rio Maipo livre de extrativismo.

Pela vida que nos roubaram.

Em Wallmapu e na cidade, guerra ao estado e ao capital.

Coordenação anárquica Cristian Valdebenito.

Tradução > Sol de Abril

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agência de notícias anarquistas-ana

Madrugada fria.
A lua no fim da rua
vê nascer o dia.

Ronaldo Bomfim

[Alemanha] Parlamentar é preso sob suspeita de exibir símbolos totalitários e fazer saudação nazista

Daniel Halemba é membro de fraternidade estudantil cujas instalações foram invadidas pela polícia em setembro

Um parlamentar do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha foi preso nesta segunda-feira (30/10) sob queixas que incluem exibir símbolos totalitários proibidos, com vizinhos de sua fraternidade reclamando de ouvir com frequência a saudação de vitória nazista “Sieg Heil”.

O recém-eleito Daniel Halemba, 22 anos, deveria assumir sua cadeira no Parlamento regional da Baviera ainda nesta segunda-feira. Ele é membro da fraternidade estudantil Teutonia Prague, cujas instalações foram invadidas pela polícia em setembro.

Durante a batida, segundo autoridades, foram encontrados símbolos proibidos — a Constituição da Alemanha proíbe a exibição de símbolos de regimes totalitários, como a suástica — e vizinhos se queixaram de ouvir a saudação nazista “Sieg Heil” (Salve a Vitória) vinda do quarto de Halemba.

Um porta-voz da promotoria disse que Halemba seria levado ao tribunal ainda nesta segunda ou terça-feira. As acusações incluem incitação a abuso racista.

Um debate nacional cada vez mais dominado pela discussão sobre imigração ajudou o Alternativa para a Alemanha a obter uma série de fortes resultados eleitorais muito além de seu antigo coração no leste pós-industrial, com eleitores aparentemente imperturbáveis por sua tendência à direita.

“Eles querem me prender, um membro eleito do Parlamento estadual, três dias antes de eu assumir meu cargo, usando um mandado de prisão totalmente ilegal”, disse Halemba em um vídeo compartilhado no canal de seu advogado no Telegram.

Fonte: agências de notícias

agência de notícias anarquistas-ana

Porque não sabemos o nome
Tenho de exclamar apenas:
“Quantas flores amarelas!”

Paulo Franchetti

[Grécia] Morte ao fascismo, ao Estado e ao capitalismo

  • Não esquecemos o assassinato dos antifascistas Pavlos Fyssa, Shahjat Lukman, Petrit Zifle, Shiraz Saftar.
  • Não esquecemos as centenas de ataques homicidas paraestatais contra refugiados e imigrantes. Nem os milhares de afogamentos, os retrocessos, os assassinatos na fronteira, o internamento em campos de concentração e a operação do seu extermínio pelos aparelhos de Estado.
  • Não esquecemos as dezenas de ataques neonazistas descarados contra ocupas, espaços autogovernados e ativistas anarquistas, esquerdistas e antifascistas.
  • Não esquecemos as balas, as torturas e os espancamentos dos assassinos uniformizados da democracia nos blocos anarquistas, nas manifestações, nas greves e nos bairros.

Estamos a viver um período de ataque do Estado falido e do sistema capitalista, uma condição de total degradação da vida e da dignidade humanas, demonstrando a natureza criminosa de um sistema que constantemente encontra novas formas de explorar, empobrecer e matar os pobres, os fracos e os excluídos. Quer seja o afogamento em massa de imigrantes no crime de Pylos, ou os incêndios que todos os anos queimam enormes áreas, destruindo florestas, campos, casas e matando pessoas e animais, ou as inundações que devastam aldeias inteiras, ou é novamente a morte de dezenas de pessoas em trens mal conservados… O Estado e o capital mostram todos os dias sua face criminosa da maneira mais óbvia.

Um sistema que produz mais problemas do que pode resolver com as suas crises múltiplas e simultâneas e as suas contradições inerentes que o levam a becos sem saída; e são as condições de privação e empobrecimento impostas pelo Estado e pelos patrões, simultaneamente com o cultivo do racismo, do nacionalismo, da intolerância e da individualização promovidas através do discurso dominante, dos seus expoentes políticos e dos seus porta-vozes midiáticos que conduzem ao conservadorismo da base social e visam a dissolução de quaisquer laços coletivos, sociais e de classe; e é a irracionalidade do mesmo sistema que serviu de base para o desenvolvimento de narrativas de conspiração e para que as saudações neonazistas e as ilusões da extrema direita renascessem ao lado delas. E dentro disto, os grupos fascistas encontraram novamente espaço para reaparecer na esfera pública e espalhar o seu veneno fascista.

O fascismo aparece sob muitas formas diferentes, por vezes sob a forma de tropas de assalto que atacam militantes, estruturas de luta e imigrantes, por vezes sob a forma da irracionalidade, intimamente ligada ao estado profundo e ao obscurantismo da Igreja, e por vezes sob a forma de ternos bem passados e caros das cadeiras parlamentares. E isto deveria chamar a nossa atenção, pois o fascismo não terminou com a condenação do Aurora Dourada a três anos, mas encontra novas formas de aparecer através da ajuda estatal. O movimento antifascista deve permanecer vigilante baseado no velho slogan anarquista “Esmagar os Fascistas”. É necessário expandir e consolidar a intervenção do movimento anarquista-antifascista nos bairros das cidades e do campo, diariamente em todos as áreas (locais de trabalho, escolas, universidades…), para responder e eliminar os intolerantes e percepções racistas que lhes dão origem.

Face aos contínuos crimes do Estado contra os plebeus e a natureza, os milhares de refugiados e migrantes mortos nas fronteiras terrestres e aquáticas da Fortaleza Europa, os assassinatos a sangue frio de ciganos pela polícia de choque da república e os contínuos ataques repressivos contra as lutas anarquistas, de ocupações e resistências sociais e de classe ao ressurgimento de gangues fascistas, neonazistas, assassinas e da propaganda dominante, que promove o racismo, o nacionalismo e a intolerância e gera crimes canibais, defendemos a solidariedade social e a ajuda mútua entre os oprimidos.

Promovemos a organização de base, a humanidade, a solidariedade social de classe/internacionalista, os valores intemporais da anarquia e do comunismo libertário, por um mundo de igualdade, justiça e liberdade.

MANIFESTAÇÃO ANTIESTADO-ANTIFASCISTA-ANTIREPRESSÃO

QUARTA-FEIRA, 1º DE NOVEMBRO, AVENIDA HERAKLION 420, 16h.

Organização Política Anarquista | Federação de Coletivos

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agência de notícias anarquistas-ana

minhas mãos te olham
estranha fotografia
onde meus olhos te tocam

Lisa Carducci

[Grécia] Fascistas, vamos esmagá-los! | A proibição do Estado será rompida!

Há 10 anos, dois fascistas foram executados em Neo Heraklion. Foi no dia 1° de novembro de 2013. 10 anos depois o movimento antifascista, através das suas multifacetadas lutas de massas e militantes, conseguiu desmantelar o corpo político do fascismo na Grécia, juntamente com o seu braço operacional, os batalhões de assalto assassinos.

Uma década em que sempre que encontravam o movimento antifascista eles fugiam, uma década em que nos tornamos o seu pesadelo, bloqueamos os seus planos, fechamos os seus escritórios e espancamo-los politicamente, organizacionalmente e até (quem diria) legalmente.

10 anos depois, eles têm a ilusão de que conseguem manter a cabeça erguida. Pogroms, ataques a imigrantes e ativistas, participação parlamentar e exposição midiática. Atrevem-se até a convocar uma reunião em memória dos neonazistas mortos, desejando importar pessoas com ideias semelhantes de toda a Europa. Eles provavelmente não aprenderam bem a lição, vamos lembrá-los novamente. Chegou a hora de perderem o último pedaço de terra que, com a proteção do Estado, é publicamente visível há tantos anos.

O Estado mais uma vez vira as costas aos fascistas, equiparando-os ao movimento antifascista: usando a teoria dos dois fins, proíbe qualquer reunião em toda área da prefeitura de Ática. Contra o encontro internacional dos fascistas e a proibição estatal, uma primeira resposta já foi dada com o grande concerto-comício antifascista no dia 28/10, onde durante muitas horas forças antifascistas, trabalhadores e pessoas do bairro protegeram massivamente o bairro dos fascistas. Durante o concerto, polícias da OPKE atacaram, agredindo uma jovem antifascista de 16 anos que participava numa patrulha antifascista. Ao mesmo tempo, 4 anarquistas do Rouvikonas foram presos com base no falso testemunho de um fascista, de que teriam participado em um ataque antifascista num café, enquanto os mesmos companheiros protegiam o concerto durante toda a sua duração. Policiais e nazistas, todos vocês, malditos bastardos, estão conspirando juntos!

Não permitiremos a reconstrução do fascismo. Qualquer que seja a forma organizacional que tente assumir, continua a ser igualmente perigosa para os interesses da classe trabalhadora. Sempre no momento crítico, atuará como uma reserva do Estado para aterrorizar e reprimir o proletariado, a juventude e as lutas que desafiam o domínio do capital.

É por isso que temos o dever de esmagar novamente os fascistas com todos os meios e muita luta! Não permitimos a vitimização dos fascistas!

BLOQUEAMOS A REUNIÃO NAZI PAN-EUROPEIA DE 1º DE NOVEMBRO E A REPRESSÃO DO ESTADO

SOLIDARIEDADE A ANTIFASCISTA DE 16 ANOS

Convidamos você para um protesto antifascista e antirepressão no ISAP de N. Heraklion no dia 1º de novembro às 18h.

Comunidade de Antifascistas

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Quintal do sítio –
A única forma geométrica
É a linha de um varal.

Paulo Franchetti

[Grécia] Contra o chamado pan-europeu dos fascistas | Todos nas ruas em 1º de novembro

As lutas antifascistas não são para as pessoas que apenas sentem tristeza e luto pelas vítimas e pelas ações dos fascistas como Pavlos e Luqman, são também para aqueles que estão transbordando de ódio e querem esmagar estas formações neonazistas e acreditam que o seu lugar é nas macas e dois metros abaixo do solo. É por isso que a lógica da vitimização em resposta às ações dos fascistas não promove o nosso foco no objetivo que é o desaparecimento dessa escória paraestatal e a propaganda sobre o que eles causaram historicamente. Por isso sorrimos quando a violência retorna ao seu campo, especialmente nesses termos. Não estamos preocupados com a legitimação social das ações das organizações revolucionárias, o único caminho certo é o militante e o antifascismo combativo.

FASCISTAS, VENHAM COM A POLÍCIA – VENHAM COM FACAS, QUEBRAREMOS SUAS PERNAS E MÃOS

NEM COM LEIS, O FASCISMO SÓ CAI NAS RUAS

CONTRA O CHAMADO PAN-EUROPEU DOS FASCISTAS – TODOS NAS RUAS EM 1º DE NOVEMBRO

Anarquistas

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vento nenhum
parou para ouvir
o silêncio da noite

Alexandre Brito

[Grécia] Ao defender os squats, defendemos o movimento contra o mundo podre da autoridade

Das cinzas de Evros, da Grécia central e de Rodes para a lama do vale:

No verão passado, passamos por incêndios e inundações destrutivas – resultado das escolhas políticas do governo da Nova Democracia – com milhares de acres de terra e lutas de toda uma vida se perdendo na lama e nas cinzas. As escolhas políticas levaram à morte de dezenas de refugiados e cidadãos locais, e milhares de animais foram encontrados mortos, queimados ou afogados à espera do 112 do despejo de suas almas: os espaços sociais livres e os squats, a única barricada contra a insuficiência dos mecanismos do Estado.

O movimento antagônico geral e os espaços auto-organizados constroem defesas contra a destruição, a inexistência e a negligência do Estado. Redes de solidariedade são estabelecidas e mergulham nos incêndios e inundações. Os squats e os espaços autogestionados se coordenam, montando locais para cozinhar e organizando o atendimento das necessidades dos aflitos.

Resistência contra a barbárie. O mecanismo do Estado culpa os aflitos, enquanto agride as ocupações para desorientar. Revolta agora e sempre. Enquanto nos afogamos na lama e combatemos os incêndios, o Estado não perde nenhuma oportunidade de atacar as estruturas auto-organizadas. A auto-organização é a sociedade que desejamos, a eliminação da opressão e da exploração dos seres humanos sobre outros seres humanos, animais e o meio ambiente. Nossas vidas estão constantemente em perigo de serem perdidas nos incêndios e inundações, nos trens e navios, nas fronteiras e pelos assassinos uniformizados e pelas pessoas inúteis financiadas pelo governo em nossos vilarejos e cidades. Defendemos o movimento contra o mundo podre da autoridade defendendo os squats.

Solidariedade com todos aqueles que estão lutando dentro ou fora dos muros contra o sistema que dá origem e gera pobreza, fascismo, guerra e morte. Tire suas mãos dos squats. Vejo vocês nas ruas.

Centro Autônomo de Kavala e Squat Vyronos 3

Tradução > Contrafatual

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na verde colina
bem mais que o fruto me apraz
a flor pequenina

Antônio Gonçalves Hudson

[Portugal] O novo Jornal MAPA está nas ruas

Edição 39 (Out-Nov-Dez)

Os tempos são críticos para o Ocidente «fortaleza», com a sua falsa paz ameaçada pela guerra global e pelo aumento de fluxos migratórios. O Mediterrâneo não é um cemitério, é um local de crime, e a gestão militarizada das fronteiras é potenciada pela monitorização e vigilância a todos os níveis, com particular uso das apps digitais. Além dessa matéria de destaque da Edição 39 (Out-Dez), acompanhamos os protestos pela habitação e convidamos a descobrir o projeto de habitação comunitária Akra em Montemor-o-Novo; e olhamos ao esvaziamento da cidade do Porto, num arco que vai do despejo do STOP aos despejos de anteriores espaços comunitários.

Nestes 50 anos de Abril, evocamos a Reforma Agrária no concelho de Vimieiro, naquela que é a primeira parte de uma necessária memória para a construção política da Agroecologia. Questão da terra que prossegue, neste número, com a memória da escravatura negra nos arrozais do Sado, ou das lutas dos baldios em Sever do Vouga. Estas ultimas que, de volta à atualidade, nos levam às monoculturas da floresta industrial e a questionar a perseguição policial lançada em nome da prevenção dos incêndios sobre os poucos habitantes que restam nesses territórios. Assunto que se liga ao extrativismo que ameaça o Barroso e outras serras onde ecoa o grito «Não às Minas». Preenchem as demais páginas notícias de resistência, vozes de presos/as, sugestões de filmes e livros, entre outras peças, em mais uma edição deste projeto de Informação Crítica inteiramente feito por um coletivo de voluntários. O mesmo que apela à assinatura de um jornal que convida à leitura pausada, mas inquieta, de 40 páginas em papel, postas a circular de 3 em 3 meses, e à espera de seguir para a tua morada.

www.jornalmapa.pt

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árvore seca
a lua é a mosca
em sua teia

Aclyse de Mattos

[Grécia] Contra o apelo pan-europeu dos fascistas – 1º de novembro: todos nas ruas de N. Heraklion

CONTRA O CHAMADO FASCISTA PAN-EUROPEU – LUTA CONTRA O ESTADO, OS CHEFES E OS FASCISTAS

1º dia de aula de novembro – antifascista

10 anos após o ataque armado em N. Heraklion contra os neonazistas do Aurora Dourada como uma resposta justa aos assassinatos de moradores e imigrantes por tropas de choque nazistas e fascistas, defendemos política, material e moralmente a nossa posição e o antifascismo militante que conseguiu enfraquecer os fascistas, dificultando significativamente a propagação da sua ideologia e ação.

O mundo das lutas nas ruas

Para esmagar as milícias de extrema direita e as tropas de choque nazistas organizadas contra o proletariado mundial. Face aos pogroms fascistas em Alexandroupolis e Limassol, vamos fortalecer as lutas comuns dos habitantes locais e dos imigrantes, lutando por um mundo de auto-organização social e solidariedade de classe onde tudo pertencerá a todos e nada a ninguém.

Fascistas de volta aos seus buracos

10 anos depois não esquecemos, não perdoamos. Continuamos a lutar contra os descendentes dos golpes e das forças de segurança, os chamados asseclas antissistêmicos do capital, os amiguinhos da polícia, os perpetradores físicos e morais dos ataques sangrentos contra as estruturas do movimento combativo, os proletários, os ativistas, imigrantes, pessoas não heteronormativas ou trans.

Raiva pela antifascista de 16 anos

Não deixaremos outro incidente de brutalidade policial sem resposta. Onde no sábado 28/10, durante um concerto em N. Heraklion contra a festa neonazista de 1º de novembro, as forças policiais da OPKE atacaram repentinamente um grupo de antifascistas que realizavam uma patrulha antifascista nas ruas do bairro. O seu ataque assassino resultou no ferimento grave de uma mulher antifascista de 16 anos, que está hospitalizada com lesões cerebrais.

MANIFESTAÇÃO 01/11 18h00 – ESTAÇÃO ISAP HERAKLION

Assembleia aberta de antifascistas para 1º de novembro

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Sopra o vento
Segura-te borboleta!
Na pétala da flor.

Rodrigo de Almeida Siqueira

[Chile] Marcha do Dia Mundial do Veganismo | Santiago 2023

Marcha do Dia Mundial do Veganismo, quarta-feira, 01 de novembro. 16h00, Plaza Los Héroes (até a Plaza Dignidad).

Mais um primeiro de novembro está chegando, data em que se comemora o dia mundial do veganismo e que, contraditoriamente, não temos nada a comemorar enquanto a exploração animal continuar existindo. O mínimo que podemos fazer é manifestar nosso legítimo descontentamento contra toda a opressão sofrida por nossos irmãos e irmãs, que continuam sendo objetos de consumo dessa sociedade carcerária e capitalista.

Conclamamos toda a afinidade antiespecista a nos reunir novamente para marchar pela libertação animal. Traga sua faixa, cartaz, bandeira, folhetos ou qualquer material de propaganda.

Nos encontraremos na quarta-feira, 01 de novembro, a partir das 16h00, na Plaza Los Héroes e depois marcharemos pela Alameda até a Plaza Dignidad.

agência de notícias anarquistas-ana

Um gato sem dono
Dormindo sobre o telhado —
Chuva de primavera.

Taigi

[Grécia] 1º de novembro: Dia Antifascista – Todos nas ruas de N. Heraklion

1º DE NOVEMBRO: DIA ANTIFASCISTA

Dez anos após o ataque armado contra os escritórios do setor norte do Aurora Dourada em Neo Heraklion, que resultou na morte dos neonazistas Fundoulis e Kapelonis, grupos paraestatais fascistas estão tentando ressurgir nas ruas com um ato pan-europeu. É claro, afinal, recentemente os grupos fascistas têm estado a reorganizar-se em vários níveis, intensificando a sua ação contra militantes, refugiados e trabalhadores migrantes.

NAS RUAS ESMAGAMOS O FASCISMO, OS ENIGMAS NAS ÁREAS SUBPROVINCIAIS E SEUS CHEFES

Dez anos depois, não esquecemos e não perdoamos o assassinato de Pavlos Fyssas, ocorrido em 18 de setembro de 2013, em Keratsini. Não esquecemos os assassinatos de S. Lukman, Zak Kostopoulos, P. Ziffle e as centenas de ataques assassinos contra refugiados e imigrantes. Nem as dezenas de ataques a ocupas, a espaços autogovernados e a ativistas anarquistas, esquerdistas e antifascistas.

TODOS NAS RUAS DE N. HERAKLION

Cavalo Indomável (Patras), Peloto (Xanthi), Contra-ataque de Classe (Atenas), Assembleia da Ocupação do Antigo Cemitério (Alexandroupoli)

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agência de notícias anarquistas-ana

Janela fechada:
borboleta na vidraça
dá cor ao meu dia.

Anibal Beça

O Povo quilombola retoma o seu território em Nova Vista

Nos dias 14 e 15 de outubro de 2023, a comunidade de remanescentes quilombolas de Nova Vista, município de Mateus, Espírito Santo, se reuniu para fazer um ato afirmativo, pela luta e resistência de seu território ancestral, território este do histórico e lendário aquilombado do Sapê do Norte, onde Mestre Teodorinho Trinca Ferro resistiu desde a chegada das empresas plantadoras de eucaliptos. A história desse importante líder inspirou muitos aquilombados, na época da escravidão,  a se refugiar e permanecer fixados neste território

Para essa atividade de mutirão de dois dias, a convite da COMISSÃO QUILOMBOLA SAPÊ DO NORTE, se convidou a via campesina e os movimentos urbanos organizados, para somar a esse momento. Se fez presente a comissão quilombola de articuladores (as), da comunidade de Nova Vista, Córrego do Chiado, Dilô Barbosa, Coxí, Nossa Senhora da Penha, Córrego Santaninha, Angelim 1, São Domingos, Angelim 2, Angelim Disa, Córrego da Angélica, Morro da Onça e as demais representações de outras comunidades quilombolas, Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Federação Anarquista Capixaba (FACA), Coordenação Estadual Quilombola – Zacimba Gaba, Coordenação de Articulação Nacional das Comunidades Negra Rurais Quilombolas (CONAC), retomando uma parte significativa do seu território, usurpado pela indústria de celulose atual Suzano ddesde a década de 1970, e com apoio do governo militar brasileiro da época.

A comunidade quilombola de Nova Vista hoje vive uma grave falta de recursos hídricos e contaminação do solo pelo uso excessivo de agrotóxicos, causando inúmeras doenças, onde as mulheres quilombolas sofrem ataques por parte da empresa Suzano, com violações de direitos humanos, tais como ameaças, destruição de plantações e destruição de suas casas e moradias. A retomada aconteceu sobre sol e muito forte chuva onde foi plantado feijão, mudas de bananeira, cana, coco…

O povo quilombola de Nova Vista continuará com várias famílias trabalhando a agricultura e recuperando as áreas degradas, destruídas pela poluidora Aracruz Celulose, pertencente ao grupo Fibria S.A, e desde 2018 nas mãos dos capitalistas da Suzano Papel e Celulose S.A. Essa mesma empresa que comete vários crimes de destruição da fauna, flora e dos mananciais hídricos, rios e córregos que hoje são contaminados pelo veneno e pelos plantios de eucaliptos. Ela já vem respondendo diversos processos judiciais e denúncias pelo Ministério Publico Federal, Direitos Humanos e Defensoria Pública, diante das violações e crimes cometidos desde os tempos da ditadura militar.

No âmbito internacional, denunciamos a multinacional poluidora Suzano Papel e Celulose S.A, denúncia esta que vem sendo amplificada através de redes de movimentos que lutam por justiça ambiental.

O povo quilombola do município de São Mateus e em Nova Vista vem defendendo o seu território, desde as lutas de Teodorinho Trica Ferro, há mais de 100 anos, para garantir que as novas gerações tenham direito a vida no seu quilombo com áreas livres de capitalistas poluidores.

Lutas pelo território é lutar pela vida!

Federação Anarquista Capixaba – FACA

agência de notícias anarquistas-ana

a luz do poente
escala a alta montanha;
no cume será a noite.

Alaor Chaves

[Itália] A tortura continua. Alfredo Cospito permanece no 41bis

O Tribunal de Vigilância, apesar do parecer favorável da Direção Nacional Antimáfia e Antiterrorismo, rejeita o pedido de revogação. Alfredo Cospito permanece no 41bis

por Frank Cimini, do Observatório da Repressão

Nem mesmo o parecer positivo da Direção Nacional Antimáfia e Antiterrorismo foi necessário para livrar o anarquista Alfredo Cospito da aplicação da prisão severa prevista no Artigo 41bis dos regulamentos penitenciários. O Tribunal de Supervisão de Roma, o único em todo o país competente para decidir sobre o assunto, rejeitou a queixa apresentada pelo advogado Flavio Rossi Albertini.

De acordo com os juízes, “Cospito é extremamente perigoso” e ainda mais por causa de sua greve de fome que durou seis meses e foi descrita como “sensacional”. O aumento de ataques e ações violentas (manifestações de solidariedade também estão incluídas nessa categoria) é considerado como coincidente não com a aplicação do 41bis, mas com o início do jejum.

A iniciativa da greve de fome teria “inflamado os espíritos das formações anarquistas” e teria dado maior carisma a Alfredo Cospito dentro da associação, que é considerada ainda operacional.

De acordo com os juízes, a opinião da Direção Nacional Antiterrorismo seria contraditória e inconsistente, pois das atividades desse órgão, de fato, surgiriam múltiplos elementos contrários que atestariam a periculosidade do anarquista, uma figura de destaque no movimento.

O advogado de defesa de Cospito, Flavio Rossi Albertini, afirma em uma nota que: “A DNAA “é contraditória” por ter solicitado a revogação do 41bis para Cospito, é o que lemos na motivação que rejeita a queixa de Cospito. O Procurador Nacional, os 20 vice-procuradores nacionais, sua seção especializada em antiterrorismo e os órgãos centrais da polícia se mostrariam superficiais no julgamento expresso de que as condições que legitimam o regime especial do 41bis não são mais atuais. O Tribunal de Supervisão de Roma critica a opinião expressa em 19 de outubro pela DNAA e, substituindo-se aos órgãos de investigação a ele delegados, confirma o regime 41bis para Alfredo Cospito. A cada um, suas próprias avaliações”.

A DNAA ‘é contraditória’ por ter solicitado a revogação do 41bis para Cospito, é o que se afirma na motivação que rejeita a queixa de Cospito.

Não surgiram elementos concretos para justificar uma mitigação do regime de prisão, é a posição do Tribunal que vê o risco de conexões “com associados externos”. Os juízes então reiteram que não houve qualquer sinal de dissociação e arrependimento por parte de Cospito. Pelo contrário, ao intervir nas audiências, o anarquista continuou a defender o método de luta armada e ações violentas.

Em suma, os juízes não desistem e o fazem com uma prosa que está no meio do caminho entre o século XIX e a década de 1970, quando houve mortes nas ruas e começou a interminável emergência italiana. Há cerca de 750 detentos no 41bis, muito mais do que na época dos massacres da máfia. Há quatro “políticos”. Com Cospito, três ex-membros da organização Brigadas Vermelhas, que não existe há mais de 20 anos.

Fonte: https://infoaut.org/divise-e-potere/la-tortura-continua-alfredo-cospito-resta-al-41bis

Tradução > Liberto

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2023/08/22/italia-atualizacao-sobre-a-situacao-de-alfredo-cospito-e-apelo-a-solidariedade-agosto-de-2023/

agência de notícias anarquistas-ana

portas batendo
fugindo da chuva
o vento

Alonso Alvarez