[EUA] Convergência de Autonomia de Saúde (Durhan, NC)

Trabalhadores da saúde abolicionistas e anarquistas reimaginando e minando o complexo médico-industrial juntos.

25 a 27 de maio de 2023

Durham, Carolina do Norte

Um convite para juntos aprofundarmos conexões para a autonomia em saúde.

Sobre a convergência

O que esperar…

Três dias e noites de discussão, oficinas, palestrantes, aprendizado prático, filmes, comida e companheirismo!

Buscamos especialistas em suas respectivas experiências, campos e comunidades para compartilhar habilidades e conhecimentos que podem ser difíceis ou impossíveis de acessar fora do espaço que criamos juntos.

Para quem procura se orientar em campos específicos para o fim de semana, vamos experimentar trilhas a seguir (opcionalmente) para promover a auto-organização e fortalecer redes duradouras.

Criaremos espaço para desabafar e lamentar tudo o que perdemos nos últimos anos e forneceremos tempo suficiente para nos alimentarmos juntos.

Quem nós somos

Somos trabalhadores da saúde antiautoritários, abolicionistas e anarquistas, reimaginando e minando o complexo médico-industrial.

Olhamos para um futuro que prioriza o cuidado coletivo sobre a exploração individualizada.

Honramos a expertise e não o profissionalismo.

Acreditamos que todos os seres humanos devem ter acesso ao conhecimento de seus corpos, não mediado pelas mãos do Estado e do capital.

Trabalhamos para um futuro em que toda a vida humana e planetária tenha valor intrínseco e não trocável, onde possamos viver e morrer em nossos próprios termos.

Procuramos desconstruir as linhas que separam paciente e provedor e esperamos colaborar para mudar verdadeiramente a forma como o poder flui nesses sistemas.

Somos pró-autonomia, anti-individuais, pró-intimidade, anti-mercadorização e estamos muito felizes por nos unirmos para fazer este trabalho.

Somos uma rede em evolução.

Se esses valores ressoam em você, nós o convidamos a conspirar conosco.

www.healthautonomyconvergence.com

Tradução > Contrafatual

agência de notícias anarquistas-ana

tarde cinzenta
o nevoeiro
pulveriza o pinhal

Rogério Martins

[Canadá] 16º Festival Internacional de Teatro Anarquista de Montreal

De 22 a 25 de maio de 2023, com 8 trupes do Chile, Bélgica, França e Montreal.

O Festival Internacional de Teatro Anarquista de Montreal (MIATF), o maior festival de teatro anarquista do mundo, comemora sua 16ª edição apresentando 30 artistas de oito trupes do Chile, França, Bélgica e Montreal para três noites de teatro provocativo, socialmente comprometido e amante da liberdade. O evento rola de segunda-feira, 22 de maio, a quarta-feira, 24 de maio, no La Sala Rossa, 4848 boul St-Laurent, sempre a partir das 19h30. Há também um show beneficente de música para o MITAF na Casa del Popolo, quinta-feira, 25 de maio, às 19h.

Ingressos: US$ 20,00 a cada noite na porta, ou online antecipadamente (com um passe especial de três noites por $ 50) no site da La Sala Rossa, lasalarossa.com. Sem assentos reservados. As portas abrem às 18h45. Espetáculos às 19h30.

>> Mais infos (programação):

festivaltheatrearchiste@yahoo.ca

www.anarchistetheatrefestival.com

facebook.com/FITAM.Montreal

agência de notícias anarquistas-ana

flor na lapela
noite de serenata
à janela

Carlos Seabra

[São Paulo-SP] No CCS, 27/05: “A luta anticolonial na Palestina: solidariedade internacional pelo fim do apartheid israelense”

No próximo sábado, dia 27 de maio, às 18h, o Centro de Cultura Social (CCS) recebe a Rede Educacional de Direitos Humanos em Israel/Palestina – FFIPP Brasil (@ffippbr), para a conversa “A luta anticolonial na Palestina: solidariedade internacional pelo fim do apartheid israelense”.

O dia 15 de maio de 2023 marcou os 75 anos do Nakba. A palavra árabe Nakba significa catástrofe ou desastre e é usada para se referir ao êxodo palestino durante e após a guerra árabe-israelense de 1948. Estima-se que entre 1947-1949 cerca de 750 mil pessoas tenham fugido ou sido forçadas a deixar suas casas no que hoje é Israel.

Como forma de divulgação da importância da solidariedade ao povo palestino, realizaremos esse encontro para discutir, entre outros tópicos, a incoerência de um posicionamento “sionista de esquerda” e sobre o movimento BDS (Boicote, Desinvestimento, Sanções) – @BDSBrasil.

Centro de Cultura Social (CCS)

Rua General Jardim, 253, Sala 22, 2° andar – Vila Buarque – São Paulo – SP | Próximo ao metrô República

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2018/05/18/espanha-valladolid-cgt-com-o-povo-palestino-dia-da-nakba/

agência de notícias anarquistas-ana

primeira manhã gelada –
na luz do sol, o hálito
do gato que mia

David Cobb

Amor e Anarquia

Por Errico Malatesta

Pode parecer estranho que as questões relativas ao amor e todas aquelas a ele relacionadas preocupem mais a um grande número de homens e mulheres do que os problemas mais urgentes, senão mais importantes, e que deveriam chamar a atenção e concentrar esforços dos que buscam o modo de superar males que afligem a humanidade.

Encontramos diariamente pessoas submetidas ao comando das instituições atuais; pessoas obrigadas a alimentar-se mal e ameaçadas a qualquer momento de cair na mais profunda miséria pela falta de trabalho ou em decorrência de enfermidades; pessoas que se veem impossibilitadas de criar convenientemente os filhos, que morrem frequentemente por falta de cuidados necessários; pessoas condenadas a passar a vida sem ser um só dia donas de si mesmas, sempre a mercê dos patrões ou da polícia; pessoas para as quais o direito de ter uma família e o direito de amar é uma ironia sangrenta e que, contudo, não aceitam os meios que lhes propomos para libertar-se da escravidão política e econômica se antes não soubermos explicar-lhes de que maneira, numa sociedade libertária, a necessidade de amar encontrará sua satisfação e de que modo compreendemos a organização da família. E, naturalmente, esta preocupação se amplia e gera descuido e desprezo dos outros problemas nas pessoas que tenham resolvido, particularmente, o problema da fome e que se encontram em condições de poder satisfazer as necessidades mais imperiosas porque vivem num ambiente de relativo bem-estar.

Isto explica o imenso lugar que ocupa o amor na vida moral e material do homem, pois é no lar e na família que o homem passa a maior e a melhor parte de sua vida. Explica-se também por uma tendência em direção ao ideal que arrebata o espírito humano no momento em que este se abre para a conscientização.

>> Para ler o texto na íntegra, clique aqui:

https://federacaocapixaba.noblogs.org/post/2023/05/22/amor-e-anarquia/

agência de notícias anarquistas-ana

Com dignidade
nas minhas velhas roupas –
o espantalho

Stefan Theodoru

[Galícia] Você quer uma mudança? Não vote neles, jogue-os fora!

Governe quem governe a classe trabalhadora sempre perde, esse é o único resultado real das eleições de 28 de maio.

O desemprego, a inflação, o trabalho temporário, a precariedade, a exclusão e a pobreza social continuam a crescer. Diante desses problemas sociais, o governo da esquerda progressista acaba de aprovar um aumento salarial abaixo do IPC em conjunto com os empregadores e os sindicatos majoritários, e uma reforma trabalhista que só serviu para aumentar a rescisão de contratos por tempo indeterminado durante o período de prova, a pedido da empresa.

O roteiro da esquerda e da direita permanece o mesmo, adormecer e aniquilar a resposta e organização social de base e apagar a consciência de classe.

O atual conjunto eleitoral não passa de uma tosca hibridização de proposicões reivindicativas e sem conteúdo, porque já todos sabem que a reforma do capital é a única alternativa e opção com a qual o parlamentarismo tenta ganhar os ouvidos da classe trabalhadora.

As supostas sensibilidades sociais, éticas de governabilidade, liberdades e direitos universais que toda a gama de políticos pretende defender não passam de slogans e ilusões possibilistas e servem apenas para reforçar ainda mais os pilares do Estado e do capitalismo.

Basta de utopias politicamente corretas, as ferramentas da burguesia não servem para confrontar a guerra social em que vivemos, as leis e os regulamentos formais que tem a classe trabalhadora para enfrentar seus males, nunca serão eficazes, porque foram articuladas pelos mesmos atores que agora voltam para dizer que você mais uma vez confie na política da classe dominante.

A anarcossindical CNT-Vigo continua a defender o germe da revolução social e, como não poderia deixar de ser, continua a funcionar através da prática exemplar dos princípios, táticas e finalidades que concretizam a ideia da emancipação integral da classe trabalhadora, que continuam a ser o motor da nossa prática sindical.

O anarcossindicalismo é a ferramenta de luta econômica com a qual a classe trabalhadora tem, sem hierarquias ou parasitas que vivem da delegação decisória, e sem entrar no jogo do sindicalismo traiçoeiro que faz acordos com patrões pelas costas de seus filiados.

Se queres saber qual é o programa da nossa militância incorruptível, junta-te e luta com os teus iguais, para isso não precisas de ir ao circo eleitoral.

União, ação, autogestão!

Até o triunfo total da classe trabalhadora!

Viva a revolução social!

cntvigo.org

agência de notícias anarquistas-ana

e um vaga-lume
lanterneiro que riscou
um psiu de luz

Guimarães Rosa

[França] Galeria “Ni Dieu Ni Maître” do ilustrador-designer gráfico Grégory Lê

Seus retratos de anarquistas com traços negros realçados com manchas vermelhas são magníficos. Assim descobrimos Elisee Reclus, Pelloutier, Ferrer, Marius Jacob, Emma Goldman, Kanno Sugako, Shusui Kotoku, Libertad, Bakounine, Lucy Parsons e muitos outros.

Grégory Lê

Fascinado pelo desenho desde cedo, Grégory Lê também é fã de quadrinhos, história e cinema. Depois do bacharelado, a caminho dos estudos artísticos: um ano reprovado no Beaux-arts, uma licença na Faculdade de Artes Plásticas de Metz e dois anos em Estrasburgo para terminar os estudos com uma incursão no mundo do 3D. Apesar do interesse de Greg por este campo, ele voltou à sua primeira paixão, tornando-se ilustrador-designer gráfico freelancer em 2005. Ávido pelo desenho, ele cria: capas de álbuns, storyboards, pôsteres, logotipos, ilustrações e outros projetos gráficos . Dedica-se também à condução de workshops de história de quadrinhos e ilustração, e co-organiza, desde 2012,o festival HQ & Imaginaires, Le Rayon Vert.

>> Para conferir a galeria “Ni Dieu Ni Maître”, clique aqui:

https://www.gengiskahn-artwork.com/albums/narchie/

agência de notícias anarquistas-ana

Sou definitivamente
louca do haikai.
Ele, também.

Manuela Miga

[Espanha] Programação do “VI Encontro Anarquista Contra o Sistema Tecno-Industrial e Seu Mundo”

Durante os dias 26, 27 e 28 de maio será realizado o “VI Encontro Anarquista Contra o Sistema Tecno-Industrial e Seu Mundo”, no CSO La Enredadera (Madri). Um lugar onde poderemos nos encontrar, nos conhecer, debater, difundir e afiar nossas ideias contra a organização técnica do mundo. Pretendemos que o encontro seja mais uma ferramenta de luta contra o sistema tecnocientífico-industrial, pois acreditamos que o campo de confronto deve se concentrar no campo do progresso tecnológico, já que é e será ele que traçará a dinâmica atual e futura de dominação sobre todos e cada um dos aspectos de nossas vidas: social, político, econômico e ambiental. Durante todo o encontro, haverá um espaço para distribuidores (aqueles que desejarem instalar uma banca no espaço deverão confirmar sua presença com antecedência) e cantinas 100% vegetarianas.

P r o g r a m a ç ã o

  • Sexta-feira, 26 de maio

19h00. Palestra-debate: “A sociedade da vigilância e a inteligência artificial: o caminho para uma sociedade tecno-totalitária”. Por Contra Toda Nocividad

  • Sábado, 27 de maio

12h00. Caminhada de observação: “Mecanismos de controle social no bairro de Tetuán”. Por Negre i Verd

17h00. Palestra-debate: “Crise climática: uma perspectiva anarquista sobre como o Estado e o sistema tecno-industrial colapsam o planeta”. Por Contra Toda Nocividade

19h00. Palestra-debate: “A renuclearização da sociedade e a rebeldia de Alfredo Cospito”. Por Negre i Verd e indivíduos anarquistas

  • Domingo, 29 de maio

17h00. Palestra-debate: “Megamineração, lítio, tecnologia e devastação: a propósito da crise permanente do capital”.

19h00. Palestra-debate: “Desmantelando a Agenda 2030”. Por Contra Toda Nocividade

+ info: contratodanocividad.espivblogs.net

contratodanocividad ARROBA riseup.net

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2023/05/11/espanha-vi-encontro-anarquista-contra-o-sistema-tecno-industrial-e-seu-mundo/

agência de notícias anarquistas-ana

Sol no girassol.
Sombra desenha outra flor
no corpo dourado.

Anibal Beça

Ele “enche a boca” para falar de paz, mas…

[Alemanha] Filme anarquista “Code Name Jenny” agora online gratuitamente

“Code Name Jenny” é um longa-metragem político altamente atual. Estamos colocando o filme na rede gratuitamente. É um presente para todas as pessoas que gostam de filmes políticos. E para todas as pessoas que lutam por uma sociedade melhor. “Code Name Jenny” foi feito por cineastas independentes da autogovernada escola de cinema “filmarche” de Berlim. A música do filme foi feita pela banda maravilhosa: “Guts Pie Earshot” e “Nomi & Aino”.

Um filme que não sofreu interferência de nenhuma produção. Foi feito por cineastas críticos e ativistas, sem dinheiro. Filmado em locações resistentes na cidade de Berlim, onde nenhuma outra câmera consegue chegar. Divulgue o link do filme. Faça exibições. Não pague para assistir ou apenas uma contribuição para projetos políticos. Discuta o filme. Convide-nos se quiser discussões políticas ou quiser saber como tal filme pode ser feito sem orçamento. Se você tem dinheiro e quer apoiar outro filme, entre em contato conosco (aí está uma boa ideia!).

Uma guinada à direita na Europa. Afogados no Mediterrâneo. A Fortaleza Europa está crescendo contra os refugiados. O clima está quebrando. E as guerras estão se aproximando. A gangue de Jenny não está mais assistindo. Ela age. Mas quando o pai de Jenny descobre sobre suas ambições militantes, ele tem que enfrentar seu próprio passado como membro de um grupo guerrilheiro urbano alemão. E agora as coisas ficam difíceis para todos os envolvidos…

Uma história entre amor e traição, esperança e resignação, resistência e amizade. Filmado de um ângulo anarquista, feminista e queer, subversivo e autodepreciativo, mas sempre carinhosamente partisano… e intergeracional. É isso.

Code Name Jenny (2018), 108 min

Alemão com legendas em inglês, espanhol, francês, russo, grego

https://jenny.in-berlin.de/

Filme completo: https://archive.org/details/code-name-jenny

Trailer: https://vimeo.com/251190328

Tradução > Contrafatual

agência de notícias anarquistas-ana

Arco-íris no céu,
chega ao fim o temporal:
tobogã de gnomos.

Ronaldo Bomfim

[Nova Zelândia] Lançamento | “Ação de Paz: Lutas por uma Oceania e Leste Asiático descolonizados e desmilitarizados”, de Valerie Morse

Este livro destaca o papel do militarismo como uma força colonial em curso. É uma coleção de histórias sobre ativistas, sua organização e suas causas, e as interconexões entre as lutas sociais separadas pela vasta extensão de Te Moana-Nui-A-Kiwa.

Inclui capítulos sobre a Doutrina da Descoberta (Tina Ngata), sobre a proteção de Ihumātao (Pania Newton, Qiane Matata-Sipu mā), sobre a organização antimilitarista na Coreia do Sul, sobre a campanha contra o treinamento militar dos EUA no Havaí e no Japão, sobre o colonialismo francês em Mā’ohi Nui e Kanaky, sobre os movimentos pacifistas coreanos em Aotearoa e na Austrália, sobre a ocupação da Papua Ocidental pela Indonésia, sobre a resistência feminista à guerra na assim chamada Austrália, sobre a história da solidariedade chinesa-māori da Nova Zelândia e sobre a jardinagem pacífica em Parihaka .

A crescente concentração militar em todo o Pacífico entrou em foco este ano. Ter qualquer influência sobre questões de guerra e assuntos internacionais pode parecer impossível, mas os movimentos de base para a descolonização e a paz são o cerne para combater esse militarismo em crescimento e abordar as questões mais urgentes da região, incluindo a justiça climática.

Peace Action: Struggles for a decolonised and demilitarised Oceania and East Asia

Autor: Valerie Morse

ISBN: 9780473634452

EDITORA: Left of the Equator Press

IMPRESSÃO: Left of the Equator Press

$ 29,99 (NZD)

leftequator.github.io

Tradução > Contrafatual

agência de notícias anarquistas-ana

rajada de vento
a lua estremece
na corrente

Rogério Martins

[Grécia] Cartaz antieleitoral: Nós os desafiamos

Eles nos humilham. Educação para poucos. Saúde para poucos. Cultura para ninguém.

Eles nos matam em Tempi. No trabalho. Nas ruas. Na fronteira. No Egeu.

Eles nos confiscam e nos batem. Eles nos vigiam nas universidades. Eles nos trancam. Eles despejam o que construímos livremente. Eles constroem cercas. Estamos sob vigilância. Sob controle. Em casas. Em centros de detenção. Sob punição. Sob repressão.

Nós os desafiamos!

Grupo Anarquista Baruti

agência de notícias anarquistas-ana

mar não tem desenho
o vento não deixa
o tamanho…

Guimarães Rosa

[Portugal] 20 de Maio no CCL: Por um novo espaço para o Centro de Cultura Libertária + jantar

Sábado, 20 de Maio no CCL

  • 18h – Apresentação da campanha por um novo espaço para o Centro de Cultura Libertária
  • 20h – Jantar de angariação de fundos

Por um novo espaço para o Centro de Cultura Libertária!

O espaço que o Centro de Cultura Libertária ocupa e arrenda há quase 50 anos está novamente em perigo. A contínua pressão exercida pela gentrificação e pelo mercado imobiliário que tantas pessoas e associações tem despejado e forçado a sair do centro das cidades atinge-nos uma vez mais. Depois de anos de ameaças e processos de despejo a que resistimos, em Março de 2024 o CCL terá que deixar a sua histórica sede em Cacilhas.

Ao longo destes quase 50 anos, várias gerações de anarquistas deram, neste local, voz às suas esperanças e lutas através das mais variadas atividades e meios. Por aqui passaram e habitaram muitos coletivos, publicações, atividades culturais e lúdicas que ‘levaram um mundo novo nos seus corações’. O CCL é um espaço único, de uma história que teima em persistir, que resiste e luta pelo seu lugar nas mentes e nas ações de quem ousa pensar e agir sem deus nem amos. O CCL alberga também um arquivo da memória libertária e uma biblioteca únicos na região portuguesa. É um espaço de continuidade da luta anarquista nesta região, e por isso pretendemos que mantenha essa chama acesa por muitos mais anos.

Lançamos por isso um apelo e uma ação de angariação de fundos com vista à aquisição de um espaço para o Centro de Cultura Libertária. Um espaço que lhe pertença e de onde não possa ser despejado. Um espaço que aloje a biblioteca, o arquivo e a livraria do CCL. Um espaço de difusão e proteção da cultura libertária que tenha por objetivo a recuperação e a proteção da memória, o encontro e o dinamismo das ideias anarquistas.

Nos próximos meses multiplicaremos as iniciativas de angariação de fundos e apelamos à contribuição de todas as pessoas e coletivos solidários através de donativos, da realização de eventos solidários e da divulgação da campanha.

Dados da conta bancária do CCL para donativos

Titular: CENTRO DE CULTURA LIBERTÁRIA

IBAN: PT50003501790000215493029

BIC: CGDIPTPL

MBWAY do CCL para donativos

913 125 532

culturalibertaria.blogspot.com

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2016/06/12/portugal-cacilhas-apelo-do-centro-de-cultura-libertaria/

agência de notícias anarquistas-ana

Cai da folha
a gota d’água. Lá longe,
o oceano aguarda.

Yeda Prates Bernis

[Espanha] Vários detidos e um ferido na repressão policial a ativistas na feira de armas de Madri

O protesto pacífico foi rapidamente reprimido pela Polícia Nacional em frente ao ponto de encontro da indústria global de armas. Uma manifestante sofreu um ferimento grave em seu dedo quando um policial retirou uma faixa.

Esta manhã (18/05), a Polícia Nacional levou vários ativistas antimilitaristas para a delegacia de polícia durante um protesto pacífico na feira de armas em Madri. Além disso, uma mulher foi ferida com gravidade em um dedo quando um policial arrancou a faixa que ela carregava. O protesto, que estava completamente calmo, estava ocorrendo normalmente, mas não durou muito tempo devido à intervenção abrupta de várias vans da polícia.

“A guerra começa aqui, vamos pará-la aqui” e “senhores da guerra não são bem-vindos” foram alguns dos gritos que cerca de vinte ativistas lançaram ao ar enquanto a polícia os imobilizava e identificava nos portões da Feira de Madri (IFEMA). Lá, de quarta a sexta-feira, está sendo realizada a Feira Internacional de Defesa e Segurança da Espanha (FEINDEF).

Essa feira de armas consiste em 40.000 m2 de espaço de exposição, onde os mais de 450 expositores poderão vender às mais de 100 delegações estrangeiras as melhores maneiras de matar sem sujar as mãos, invadir países, conter migrantes no limite de suas fronteiras e até mesmo sistemas de espionagem que são tão bons para escutar um terrorista quanto para escutar um político catalão. Dezenas de contratos serão assinados entre governos e senhores da guerra para que a indústria de armas em expansão aumente os números recordes do ano passado.

Durante o breve protesto, os ativistas tentaram ficar na rotatória em frente ao IFEMA com duas faixas de protesto. Mas duas vans da Polícia Nacional os impediram de fazer isso logo após ocuparem o espaço. “Foi tudo muito rápido. Eles expulsaram a imprensa com truculência”, explica um dos fotógrafos que estava tentando registrar a intervenção policial. Por enquanto, os ativistas estão sendo detidos pelos policiais e é provável que sejam levados sob custódia.

Ao meio-dia de quinta-feira, 18 pessoas ainda estavam detidas na Delegacia de Polícia Integral do Distrito de Hortaleza da Polícia Nacional. As pessoas que estão sendo identificadas afirmam que haverá quatro propostas de sanções e que um policial relatou ter sofrido ferimentos durante o protesto.

>> Mais fotos: https://www.elsaltodiario.com/violencia-policial/varios-detenidos-una-herida-actuacion-policial-activistas-feria-armas-madrid

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2023/04/28/espanha-feindef-uma-feira-de-armas-em-tempos-de-guerra/

agência de notícias anarquistas-ana

uma pétala caída
que torna a seu ramo
ah! é uma borboleta

Arakida Moritake

[Canadá] A Feira do Livro Anarquista de Montreal está de volta, 27 e 28 de maio de 2023!

A Feira do Livro Anarquista de Montreal, que acontecerá no sábado, 27 de maio, e no domingo, 28 de maio, em dois lugares localizados um na frente do outro: o Centro Cultural Georges-Vanier (CCGV), rua Workman, nº 2450; o CÉDA, rua Delisle, nº 2515, um centro comunitário para educação de adultos no sudoeste de Montreal, em frente ao CCGV. Os dois lugares estão a dois minutos da estação de metrô Lionel-Groulx.

Nos auditórios principais, do CCGV e do CÉDA, haverá mais de 100 vendedores, editores e grupos de toda a Montreal, Quebec, da América do Norte e outros lugares, para compartilhar suas publicações e seus materiais, cuja maioria é praticamente impossível de se encontrar  nas livrarias convencionais. Haverá bastante material gratuito e uma boa parte será publicada especialmente para a Feira Livre.

Haverá uma creche gratuita e uma programação para as crianças: A Zona das Crianças! As crianças e os pais são bem-vindos e encorajados a participar.

Para todo mundo haverá um espaço para “relaxar”. Este espaço foi desenvolvido por conta do fato de que a Feira será muito intensa e com muitas atrações por diversos motivos. A ideia é oferecer um espaço à parte das atividades principais da Feira, para dar uma desafogada, sem que se sinta forçado a sair da Feira.

Oficinas e apresentações serão realizadas durante todo o fim de semana, em inglês, francês e espanhol. Algumas são destinadas à introdução ao anarquismo para aqueles que são novos na anarquia, enquanto outras vão explorar um assunto com tema anarquista com alguma profundidade.

O coletivo da Feira do Livro Anarquista de Montreal tem por objetivo criar um evento acessível e inclusivo para todos.

O lugar em que acontecerá a Feira do Livro é ao lado de um grande parque e de um campinho de futebol, e quando o clima está bom (geralmente no mês de Maio, em Montreal, o tempo é muito agradável), ir à Feira do Livro é também jogar um futebol, pegar um solzinho e ficar conversando com amigos e futuros amigos.

Todas as atividades da Feira são gratuitas e abertas a todos, mas aceitamos contribuições voluntárias para nos ajudar a cobrir as despesas.

Essencialmente, A Feira do Livro Anarquista de Montreal é para as pessoas curiosas e simpatizantes do anarquismo, e que querem saber mais.

O coletivo organizador da Feira do Livro Anarquista de Montreal reconhece que estamos no território que é tradicionalmente do povo Kanien’kehá:ka. Povo guardião do Portão Leste da confederação Houdenosaunee. A ilha denominada “Montreal” é conhecida pelo nome Tiohtià:ke na língua dos Kanien’kehá:ka e foi um lugar histórico de ponto encontro de outras nações autóctones, inclusive os povos algonquinos. O coletivo da Feira do Livro Anarquista não acredita que seja suficiente simplesmente reconhecer os guardiões desta terra. Encorajamos todos os participantes da Feira a se informarem, a se educarem e a resistirem ativamente ao colonialismo e ao neocolonialismo em todas as suas formas. É nossa diversidade que dará força a resistência!

Mais informações:

salonanarchiste.ca

info@anarchistbookfair.ca

agência de notícias anarquistas-ana

Hora do almoço.
Pela porta, com os raios de sol,
As sombras do outono.

Chora

[Espanha] Crônica do Primeiro de Maio: “A luta é o único caminho”

Neste 1º de maio, a CNT-AIT se manifestou novamente para continuar exigindo os direitos da classe trabalhadora. Porque continuamos sofrendo abusos diários por parte das empresas. Porque os acidentes de trabalho aumentaram. Porque os salários ainda são indignos para a grande maioria e a imposição de horas extras não pagas se tornou uma prática comum.

Por essas e outras razões, a presença dos militantes da CNT-AIT nas ruas é tão necessária hoje. Continuar a colocar em prática a ação direta é a única maneira não só de defender nossos direitos, mas também de conquistar nossa emancipação. Porque enquanto houver pessoas dispostas a sair às ruas para lutar, lado a lado, teremos esperança. Porque, enquanto virmos que as ideias anarcossindicalistas continuam a brotar e a ressurgir na sociedade, todos os nossos esforços terão valido a pena.

É somente por meio da força coletiva, da solidariedade entre iguais, do apoio mútuo, que podemos alcançar nossos objetivos. Vemos isso em todos os conflitos sindicais que enfrentamos. É graças a esses princípios, a essas práticas, que alcançamos cada uma de nossas vitórias.

A CNT-AIT sempre permanecerá fiel a esses valores de luta. Porque eles são nossos princípios e vivemos de acordo com eles, lutando ao lado de nossos companheiros, enfrentando o Estado e o capitalismo. Nossas ações, nosso modo de vida, falam por nós.

Por fim, queremos agradecer à militância por seu comprometimento; queremos agradecer a todas as pessoas próximas à nossa organização por sua presença neste Primeiro de Maio; queremos agradecer imensamente o trabalho realizado pelo comitê de trabalho que organizou tudo para tornar possível mais um ano. Um Primeiro de Maio diferente para nós, mudando a rota histórica e transferindo-a para outro distrito de Madri, com a incerteza que isso gerou. Mas ficamos satisfeitos com o resultado, com o desejo de continuar crescendo e nos fortalecendo como organização. E não nos cansamos de repetir: “A luta é o único caminho”.

Pela Revolução Social.

Por uma vida na Anarquia.

Federação Local de Sindicatos de Madri da CNT-AIT

>> Mais fotos: https://cntmadrid.org/1m-cronica-fotos/

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

No azul do mar
golfinhos saltam –
parecem brincar

Eugénia Tabosa

[Grécia] Pasamontaña: contra ilusões eleitorais, organização e luta

Contra as ilusões eleitorais, Organização e Luta

Que a indignação e a raiva se tornem uma luta organizada contra o sistema capitalista e o Estado!

Sem delegação – sem ilusão com os salvadore do sistema, de “esquerda” ou de extrema-direita.

Por uma sociedade autogovernada com decisões e riquezas em nossas mãos.

Tudo para todos!

Pasamontaña Espaço Social Autogestionado

17/05/2023

pasamontana.blogspot.com

agência de notícias anarquistas-ana

luar na relva
vento insone
tira o sono das flores

Alonso Alvarez