[Holanda] De Samenscholing deve ficar!

Em 31 de outubro de 2022, o governo da cidade de Haia quer despejar e fechar o centro social e cultural De Samenscholing. Há mais de 6 anos, o De Samenscholing – que teve origem no espaço livre ocupado De Vloek – vem oferecendo espaço para muitas iniciativas em Moerwijk. Estas iniciativas incluem uma loja gratuita, o restaurante vegan mais antigo da Holanda: Water & Brood, uma sala de concertos, um estúdio de gravação, uma biblioteca anarquista, várias oficinas, e muitas outras coisas.

Em 2015, após o despejo de De Vloek, De Samenscholing começou em um novo local com um contrato de 10 anos. Entretanto, o município revisou o contrato e agora o cancelou completamente. Isto significa que este centro social popular – que é uma parte importante da vida de centenas de pessoas em Haia – terá que fechar após este verão. Mas não queremos deixar isso acontecer!

Apoie o De Samenscholing e tome medidas para impedir o despejo e o fechamento!

Mantenha-se informado seguindo o canal de Telegram do De Samenscholing: https://t.me/samenscholing

Beatrijsstraat 12 Den Haag

agência de notícias anarquistas-ana

Na noite em silêncio
o relógio presente
marca o passado

Eugénia Tabosa

[Espanha] Falácias argumentativas da crença religiosa

Um argumento comum, e não apenas em conversas vulgares, mas também em artigos de opinião em certos meios de comunicação, que deveriam ser um pouco mais rigorosos, é que grandes pensadores e cientistas ateus da história acabaram se convertendo quando estavam a ponto de morrer. Desde que me lembro, tenho ouvido este refrão atribuído especialmente aos autores que deram um golpe mortal à crença religiosa; este é o caso, para citar o mais conhecido, de Voltaire, Marx, Niezsche ou Darwin (ultimamente, também tenho ouvido algo sobre Sartre).

Lembro-me de uma entrevista com outro ateu lúcido, Bertrand Russell, na qual ele foi lembrado da suposta conversão de tantos infiéis; o filósofo e cientista torceu o rosto para simplesmente afirmar que era muito desonesto para os crentes usar fatos que não eram verdadeiros. Evidentemente, a estatística é que, muito provavelmente, houve a conversão ocasional de ateus ilustres, mas certamente não entre os citados, e certamente não de forma majoritária ou excessiva. Em todo caso, se algum desses ateus, cujo trabalho é de extrema importância para a história da humanidade (e esse é o cerne da questão, não o que poderia ter passado pela cabeça deles em seus últimos momentos), se tivesse convertido, acredito sinceramente que isso não significa nada. E não significa nada para ninguém, ateu ou não, honesto e culto, que não esteja numa busca desesperada de confirmação de suas crenças.

Além desta desonestidade no uso de argumentos falsos por parte de alguns crentes, acredito que há mais a esta chicana na busca de supostas conversões ateístas. Eles querem mostrar que a crença religiosa (geralmente o monoteísmo) é inerente ao ser humano. Também que é “necessário” ou, se não existe, que é um caminho para a “perdição” (salvação é o oposto de “perdição”). Isto também é bastante revoltante, já que o argumento é que se eu não pensar como você (ou “acreditar” como você) vou acabar em algum tipo de destino infernal (e este termo, embora nem mesmo o Papa o use mais, nem sempre é uma hipérbole ou uma metáfora). Há uma frase, penso que de G.K. Chesterton, alguns de cujos romances gostei (tudo considerado), que diz algo como isto: se os seres humanos não acreditam em Deus, acabam acreditando em outra coisa (e algumas dessas coisas, o argumento deve ser implicitamente mantido, são terríveis). Acho que a pergunta merece um pouco mais de profundidade e rigor. Infelizmente, tal profundidade filosófica nem sempre tem lugar nesta controvérsia sobre se a crença religiosa, bem no século XXI, é ou não necessária (gosto mais de usar a denominação, de iniciar o debate, de “se é ou não perniciosa”). Se neste ponto os argumentos são falaciosos, como mencionado no início do texto, ou como o argumento igualmente comum de que o ateísmo é radical e agressivo. Radical, claro que é, no sentido de querer ir mais fundo nas questões. Estas últimas, as acusações de violência e agressividade, não merecem atenção, mas certamente estão ligadas à ausência de moralidade que alguns crentes assumem que os ateus têm.

Mais uma vez, nos baseamos em fontes clássicas: “Se Deus não existe, tudo é permitido”; não há mais um juiz transcendente para julgar e punir o homem, portanto, vamos nos ater as consequências. Eu preferia dizer “… tudo é possível” e a frase me parece a mais lúcida e libertária. Em qualquer caso, neste momento, não é possível sustentar o argumento de que a moral anda de mãos dadas com a crença religiosa; já foi demonstrado há muito tempo que não é este o caso. Apesar disso, não há como negar o importante papel que as religiões podem ter desempenhado na história em certas áreas, mas estamos no século XXI. Portanto, para iniciar o debate, se alguém quiser fazê-lo, deve antes de tudo banir argumentos falsos ou pueris. Sim, sei que isso também é feito por alguns ateus (afinal de contas, somos humanos). Se alguém diz: “olha, aquele homem religioso, que se tornou ateu antes de morrer”. Pode ou não ser um fato verdadeiro, mas nada prova a priori e nada de valor para a polêmica filosófica e vital pode estar por trás disso. Como no caso contrário, a intenção certamente será mostrar que ele finalmente se tornou lúcido como argumento a favor, neste caso, da não-crença. Por outro lado, se o ateu meramente aponta que um crente é imoral (ou mesmo amoral), imagino uma grande raiva por parte da grande comunidade religiosa. É uma outra questão bem diferente se a crença religiosa convida algumas pessoas a fazer atos desprezíveis em nome de sua verdade sagrada. Como outro clássico, desta vez contemporâneo e ateu, disse: “Com ou sem religião haveria pessoas boas e más, mas somente a religião faz as pessoas boas fazerem coisas ruins”. Bem, verdade ou não, a afirmação, talvez excessiva ou talvez algo simplista, é pelo menos algo a ser explorado e debatido. Espero que isso seja feito e, sobretudo, de forma honesta.

Capi Vidal

Fonte: https://acracia.org/falacias-argumentativas-de-la-creencia-religiosa/

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

Difícil de ler
Este livro em guarani –
Gatos enamorados.

Suinan Hashimoto

 

[Grécia] Em Atenas, milhares vão às ruas em solidariedade e pela libertação do anarquista em greve de fome Yinnis Michalidis

Milhares de pessoas responderam aos apelos para uma manifestação de protesto e solidariedade com o grevista de fome Yinnis Michalidis no centro de Atenas nesta quinta-feira (14/07).

Depois das 19h00, uma multidão estava na Praça Syntagma, solidária com Yinnis Michalidis, que está em greve de fome desde 23 de maio.

A marcha seguiu em direção à Propylaea, chegou à Patission, passando pela Praça Kanigos, terminando na Praça Exarchia pouco depois das 21h30.

Yinnis Michalidis está em seu 53º dia de greve de fome e está hospitalizado no hospital militar de Lamia há quase três semanas, com seu estado de saúde piorando a cada dia. Ele pede para ser libertado da prisão tendo completado o período de prisão legalmente exigido (8,5 anos) para uma pena total de 20 anos.

>> Vídeohttps://www.youtube.com/watch?v=ypjmqxhCzVI

agência de notícias anarquistas-ana

Parece gostosa
a neve que chega em flocos
tão suavemente.

Issa

[Grécia] Patras: Ataque com tinta no tribunal para o anarquista grevista de fome Yinnis Michailidis

Na noite de segunda-feira 11/07 atacamos o tribunal de Patras, pintando a fachada e quebrando suas janelas, em solidariedade ao companheiro anarquista Yinnis Michailidis, que está em greve de fome desde 23/05, empreendendo uma luta contra a vingatividade do Estado com seu próprio corpo como arma.

VITÓRIA NA GREVE DE FOME DESDE 23/05 DO COMPANHEIRO ANARQUISTA YINNIS MICHAILIDIS

FORÇA NAS AÇÕES DE SOLIDARIEDADE

A LUTA PELA LIBERDADE DE UM É UMA LUTA PELA LIBERDADE DE TODOS E TODAS

SOLIDARIEDADE COM OS COMBATENTES PRESOS

LUTA ININTERRUPTA POR QUALQUER MEIO CONTRA O ESTADO E O CAPITAL

Anarquistas

agência de notícias anarquistas-ana

No Templo Horyuji
O perfume das orquídeas
Parece moderno.

Kyoshi

[Grécia] Mensagem de solidariedade ao anarquista Yinnis Michailidis

Em solidariedade ao anarquista em greve de fome (desde 23/05) Yinnis Michailidis e para sua libertação imediata da prisão, nós intervimos nos escritórios locais do partido no poder em Nikaia, Korydallos e Keratsini. Contra o regime de exclusão de militantes presos, até a destruição de cada prisão.

A na bola

>> Mais fotoshttps://athens.indymedia.org/post/1619882/

agência de notícias anarquistas-ana

Os banhos agora
Num dia sim, noutro não –
Canto dos insetos.

Konishi Raizan

[Grécia] Vídeo | Anarquistas invadem programa de TV e fazem protesto em apoio ao anarquista Yinnis Michailidis

Na terça-feira 12/07 e enquanto o companheiro Yinnis Michailidis estava em seu 52º dia de greve de fome, uma intervenção de 20 anarquistas aconteceu no “Kontra Channel” durante uma transmissão ao vivo de A. Yamalis. Durante a ação, uma faixa foi aberta e partes do texto da Assembleia de solidariedade com o anarquista em greve de fome Yinnis Michalidis foram lidas.

A solidariedade foi, é e será nossa arma

A luta pela liberdade de um, é a luta pela liberdade de todos e todas

Vitória na greve de fome com a libertação imediata do anarquista Yinnis Michalidis

>> Vídeo da intervençãohttps://www.youtube.com/watch?v=3zUYN-ACExY

agência de notícias anarquistas-ana

O ar a tremular —
A cada golpe da enxada
O cheiro da terra.

Rankô

Liberdade imediata para Yinnis Michalidis, preso político na Grécia, em greve de fome por mais de 40 dias

Desde o dia 23 de maio, Yinnis Michalidis está em greve de fome na prisão Malandrinos. Yinnis é um preso político, como as dezenas de presos políticos na Grécia, da juventude que se ergueu contra a Troika que impôs os piores planos de ajustamento aos trabalhadores, às trabalhadoras e ao povo. Yinnis lutou pelos refugiados sírios quando chegaram à costa grega para que as fronteiras fossem abertas, para que os campos de concentração fossem erradicados e para que fossem atribuídos todos os direitos aos refugiados. Além disso, de trás das grades nas quais a burguesia grega e seu Estado o mantém encarcerado, lutou pela vitória na revolução síria.

Yinnis é um preso político. Sentenciaram-no a longos anos na prisão, fabricando todos os tipos de causas e manobras, inventando julgamentos falsos para o manter em “prisão preventiva” e se aproveitando de um aspecto legal ou de outro para negá-lo a condicional repetidamente, revogando até mesmo seu direito a estudar e fazer provas, ainda que estivesse na prisão por mais de 8 anos e tivesse servido 3/5 de sua sentença de 20 anos e 2/5 de sua sentença por fugir. Não há misericórdia com Yinnis, ao ponto que, após 48 dias de greve de fome, tendo perdido 21% de seu peso e com sua saúde em grave risco, negam-lhe a possibilidade do atendimento médico que necessita. Reproduzimos a carta que Giannis escreveu na prisão ao iniciar sua greve de fome, denunciando o ataque à burguesia grega e seu estado de saúde.

Uma grande solidariedade se ergueu por toda a Grécia pela liberdade de Yinnis. Outros presos políticos também iniciaram greves de fome e marchas, e outras atividades estão acontecendo. Essa solidariedade ultrapassou as fronteiras gregas, alcançando outros países como a Espanha e a Alemanha.

Da International Network for the Freedom of Political Prisoners, nós nos unimos a essa luta pela liberdade de Yinnis e chamamos as organizações trabalhistas, de direitos humanos, estudantis militantes etc. pelo planeta. Yinnis Michalidis é um preso político da classe trabalhadora, um refém nas mãos dos exploradores, e a luta por sua liberdade é imperativa, ainda mais em seu estado de saúde atual.

Como ecoa por todas as ruas da Grécia: a paixão pela liberdade é mais forte do que todas as celas!

Vamos às ruas em solidariedade a Yinnis! Marchemos às embaixadas gregas!

Libertem Yinnis Michalidis e todos os presos políticos na Grécia!

International Network for the Freedom of World Political Prisoners

Fonte: https://athens.indymedia.org/post/1619857/

Tradução > Sky

agência de notícias anarquistas-ana

Todas as estrelas
Surgindo,
Ah, o frio!

Taigi

[Espanha] Lançamento: “Un lugar llamado solidaridad. El legado de Kropotkin”

Un lugar llamado solidaridad. El legado de Kropotkin” é o decimoquinto título da coleção central de La Neurosis o Las Barricadas Ed.

No ano de 2021 completaram cem anos do falecimento do sábio russo Piotr Kropotkin. Com o objetivo de divulgar o valioso legado deste pensador anarquista, diversos coletivos organizaram diversas iniciativas, como as jornadas que serviram para dar vida a este livro. Graças à colaboração do CSA La Xusticia, do Grupo Anarquista Higinio Carrocera e da CNT de La Felguera, tomaram forma diversas conferências cujo valor poderão apreciar os leitores e leitoras nas páginas que formam este trabalho. Aqui encontraremos textos de reconhecidos investigadores e/ou ativistas, como Jesús Aller Manrique, Yanira Hermida Martín, Noelia Bueno Gómez, Benjamín Rivaya García, Anastasio Ovejero Bernal, Aitor Hevia Carrillo, Sara Cuellas Martín e Héctor C. García. Neles se abordarão diferentes facetas de Kropotkin como cientista e como pensador, mas, sobretudo, se analisará a atualidade de suas ideias e a potencialidade de suas propostas:

Os meios de comunicação, as instituições educativas e a indústria da cultura e o entretenimento conseguiram que todo o mundo considere uma verdade indiscutível que o ser humano é mau por natureza. E, no entanto, parece que a gente desfruta cooperando. Não parece paradóxico que sejamos seres sociais e, no entanto, nossa essência seja o mal? O debate sobre a natureza humana não é nada novo, mas cada época contribui com importantes matizes a este complexo assunto. No século XIX, por exemplo, as descobertas de Darwin serviram a muitos pensadores para impulsionar teorias que legitimavam a enorme desigualdade do capitalismo industrial. Frente a esta postura, que simplificamos enormemente, surge a figura colossal de Kropotkin. Como pensador, pôs em cheque as teorias que assinalavam a essência competitiva do ser humano. Não obstante, seu legado não se circunscreve a esta fundamental contribuição, pois se destacou como geógrafo, como historiador, como antropólogo e, como não, também como revolucionário que provou a dureza das prisões de sua época. “Un lugar llamado solidaridad. El legado de Kropotkin” é um conjunto de estudos que nos aproxima da figura do teórico russo desde diferentes campos do conhecimento. As diversas contribuições que compõem o presente volume nos mostram o valor da herança de Kropotkin para fortalecer aquelas lutas de nosso presente (e também do futuro) empenhadas em mandar à lixeira da história um sistema de dominação que se alimenta de nossas vidas (e do planeta).

Un lugar llamado solidaridad. El legado de Kropotkin

Ano publicação: 2022

Autor / es: Aitor Hevia Carrilloe Carlos José Tejón Gutiérrez (Coord.)

Editorial: La Neurosis o Las Barricadas Ed.

Páginas: 192

Tamanho do livro: 18,14 cm.

Web: www.laneurosis.net

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Grito da sineta
na última aula. Alegria.
Depois o silêncio.

Alexei Bueno

Medo e propaganda em Cuba contra o descontentamento social

Por Amir Valle | 11/07/2022

No aniversário dos protestos populares de julho de 2021, triunfalismo, propaganda internacional e repressão de dissidências tentam impingir ao mundo uma imagem de Cuba que nada tem a ver com a realidade.

Viver em Cuba é uma festa inenarrável, disse alguns dias atrás o presidente Miguel Díaz-Canel, parafraseando um conhecido poema do escritor José Lezama Lima, um dos maiores intelectuais cubanos de todos os tempos. Uma frase que, nas circunstâncias políticas atuais, a oposição e boa parte do povo sentem carregada, ao mesmo tempo, de falsidade e cinismo.

Quando Lezama Lima escreveu esse poema em 1941, Cuba era uma das nações mais ricas da América Latina e, segundo informes das Nações Unidas, líder mundial em muitos aspectos do desenvolvimento financeiro, econômico e social. Um contexto bem diferente do que se vê agora pelas ruas da ilha.

Um ano depois dos maciços e surpreendentes protestos populares de 11 de julho de 2021, o panorama em Cuba é simplesmente desolador. Diante de sua incompetência financeira, o governo teve que renegociar os pagamentos da dívida pública com todos os credores. Já em novembro, devido ao “reordenamento econômico e financeiro”, a inflação alcançava 69,5%, segundo cifras do próprio governo, colocando Cuba entre os sete países de maior inflação.

Miséria, repressão e êxodo

O desabastecimento de produtos alimentícios e medicamentos é cada vez maior. Todo o sistema energético nacional está em bancarrota, trazendo de volta os assim chamados alumbrones (“acendões) – pois os cubanos passam a maior parte do tempo sem energia elétrica.

Tudo se complica mais com a prolongada crise da Venezuela, que obrigou o presidente Nicolás Maduro a diminuir a cota diária de petróleo comprometida com Cuba; com a contração econômica mundial provocada pela invasão russa (que Díaz-Canel e a propaganda do regime denominam “operação especial na Ucrânia”, como Vladimir Putin ordenou a seus aliados); e com as limitações de gestão internacional derivadas do embargo financeiro pelos Estados Unidos.

Socialmente, a repressão contra qualquer tipo de descontentamento se estabeleceu em lei com um novo Código Penal criminalizando até mesmo as opiniões em redes sociais. São mais estruturadas e fortes do que em outras épocas as detenções arbitrárias; os processos legais sem garantias judiciais; a proibição de saída do país como castigo para todo tipo de dissidência, sob o rótulo de “regulação migratória”; assim como as aniquilações midiáticas, através dos meios de imprensa estatais, das mais importantes figuras da oposição, inclusive gente simples do povo, que recorreu às redes sociais para expressar seu desespero.

Portanto ninguém deveria estranhar que essa situação haja provocado uma onda de emigração que supera os maiores êxodos históricos de Cuba (Camarioca nos anos 1960, Mariel em 1980, o Maleconazo em 1994). Segundo dados das autoridades de migração americanas, desde outubro de 2021 até agora chegaram 146.389 cubanos aos EUA. E note-se que o êxodo também se dá para outras nações da América Latina e da Europa, resultando numa cifra real consideravelmente maior.

Triunfalismo x descontentamento social

A ineficácia governamental em cumprir as promessas feitas ao povo e o descomunal erro do presidente de reprimir abertamente as manifestações de descontentamento popular provocaram uma mudança radical da consciência social dos cubanos, na ilha e no exílio.

Quando, em 11 de julho de 2021, eles demonstraram ter perdido o medo de levantar a voz contra um sistema político que demostrara sua inoperância ao longo de seis décadas, só restou ao governo de Díaz Canel e Raúl Castro a opção de tratar com mão de ferro quem se opusesse.

Assim, encarcerou com condenações irracionais centenas de jovens que participaram desses protestos, chegando-se a 1.235 presos políticos, segundo a ONG Prisoners Defenders; obrigou a emigrarem os novos nomes da oposição política ou intelectual (o dramaturgo Yunior García, líder da plataforma oposicionista Archipiélago, a jornalista Mónica Baró, a ativista Saily González, a poeta Katherine Bisquet, o artista plástico Hamlet Lavastida, entre outros).

Além disso, Canel e Castro impediram o ingresso em Cuba e condenaram ao exílio forçado opositores destacados, como a jornalista Karla Pérez, a curadora de arte e ativista Anamely Ramos ou, há apenas alguns dias, a acadêmica Omara Ruiz Urquiola, lançando uma campanha nacional para desacreditar todas essas figuras, fabricando falsidades como apresentá-las como mercenárias pagas por Washington.

Lamentavelmente, tais campanhas são ecoadas internacionalmente, no assim chamado “mundo livre”, por numerosas instituições, órgãos, associações e personalidades de um setor extremista da esquerda que defende ditaduras como as de Cuba, Venezuela e Nicarágua.

Tampouco os organismos internacionais responsáveis pela defesa dos direitos humanos mostram firmeza perante o triunfalismo e a manipulação da propaganda de Havana sobre o inquestionável desastre nacional. Diante do Escritório da Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, em Bruxelas, o ativista e cientista cubano Ariel Ruiz Urquiola mantém uma greve de fome e sede, exigindo que a instituição se pronuncie sobre as numerosas violações perpetradas pelo governo contra ele, sua irmã Omara Ruiz Urquiola e dezenas de oposicionistas.

Até onde o povo cubano aguentará?

A morte, alguns dias atrás, de Luis Alberto Rodríguez López-Callejas, considerado o “czar militar” da ditadura e gestor do poderoso monopólio financeiro Gaesa, convenientemente concentra agora mais poder econômico em umas poucas mãos, todas militares e próximas à família de Raúl Castro. Curiosamente, após essa morte repentina, aos apenas 62 anos, o governo passa a anunciar o desaparecimento de estruturas econômicas e de comércio internacional que impediam essa concentração de poder no país insular.

E diversos analistas se espantam com o anúncio de que importantes negócios, zonas turísticas e estruturas econômicas vão ser quase totalmente geridos por empresas estrangeiras. Esse é o caso do polo turístico de Cayo Largo que, a partir desta temporada de inverno, estará em mãos da cadeia Blue Diamond Resorts, em conjunto com o grupo hoteleiro cubano Gran Caribe, também gerenciado pela cúpula militar raulista.

As perguntas chovem: serão essas cessões um sinal de admissão da incompetência governamental para gerir esses negócios? Até que ponto as riquezas obtidas beneficiarão o povo? O país estará sendo vendido, como sucedeu em épocas anteriores com outras ditaduras da América Latina?

E a mais importante de todas as perguntas, que é justamente a que mais parece preocupar Díaz-Canel, a julgar pelos preparativos das forças militares repressivas às vésperas deste 11 de julho: o povo cubano seguirá suportando tanta fome, repressão, falta de liberdade e desesperança?

Fonte: https://www.dw.com/pt-br/medo-e-propaganda-em-cuba-contra-o-descontentamento-social/a-62436155

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/07/04/cuba-ve-oposicao-fragmentada-apos-condenados-por-atos/

agência de notícias anarquistas-ana

A cada manhã
No céu sobre o meu telhado
A mesma cotovia?

Jôsô

Memória | Cecília Meireles e A Liga Anticlerical

Por Marcolino Jeremias

Em destaque, foto da Cecília Meireles ao lado de José Oiticica e Lins de Vasconcelos, durante uma conferência na sede da Liga Anticlerical do Rio de Janeiro, localizada na rua Theofilo Ottoni, número 148, 2º Andar, no centro da cidade, em 26 de dezembro de 1931.

Na ocasião, diante de um numeroso auditório, a notável escritora, poetisa, jornalista e professora, com a sua peculiar firmeza de conceitos, segurança de análise e amplitude de visão, falou sobre a laicidade do ensino, dentro do tema: “Por Que A Escola Deve Ser Leiga?”. Falaram ainda José Oiticica (pela Liga Anticlerical), Edgard Sussekind, Lins de Vasconcelos (pela Coligação Brasileira Pró-Estado Leigo) e Nina Flores que, com palavras entusiasmadas, exaltou o papel da mulher na renovação do mundo.

Por que a escola deve ser leiga? Porque é a escola da fraternidade e da sinceridade – onde todos procuram ser melhores e todos se consideram iguais. Porque é a escola verdadeiramente única: onde todos partem do princípio da vida, e onde todos vão para o fim da vida sem privilégios, sem garantias especiais, sem vantagens senão a do seu esforço, da sua independência, do seu trabalho e das qualidades que em si conseguirem despertar ou manter.

Porque é a escola única e a única escola. A que, não tendo a pretensão de ensinar nada positivamente, ensina tudo: ensina a vida, que é uma renovação de todos os dias, que é uma atenção permanente para um movimento sem fim, e em que todos somos como um operário diante da máquina: se não a vencermos com inteligência, ela, de certo, nos vencerá por fatalidade“.

agência de notícias anarquistas-ana

Chuva cinzenta:
hoje é um dia feliz
mesmo com o Fuji invisível

Matsuo Bashô

[Chile] Lançamento da revista “Acontratiempo” N°4

LANÇAMENTO DA REVISTA “ACONTRATIEMPO” N°4 EM BIOBÍO

Todas e todos estão convidados a se juntar a nós para o lançamento da quarta edição da revista “Acontratiempo”, um projeto editorial do Arquivo Histórico La Revuelta (Santiago), que nos visita para falar sobre seu trabalho e o conteúdo desta edição.

Esta edição apresenta pesquisas monográficas sobre diálogos anarcofeministas na região chilena, a história do anarquismo e um retrato de Luisa Toledo, entre outros trabalhos.

Esperamos por você em San Martín 4535, entre El Peral e Los Encinos, Valle de la Piedra 2, Chiguayante.

Este sábado, 16 de julho, das 17h00 às 19h30.

Saúde e anarquia!

agência de notícias anarquistas-ana

De seguir o viajante
pousou no telhado,
exausta, a lua.

Yeda Prates Bernis

 

[Grécia] 25 de julho, nova data para revisar a libertação do companheiro Yinnis Michailidis

Hoje, terça-feira, 12/07, se marcou o conselho para a libertação do anarquista em greve de fome Yinnis Michailidis, que está sem comer desde 23/05. A proposta do promotor foi rechaçada, pelo que fica pendente que o conselho de Lamia se reúna em 25 de julho, 64º dia da greve de fome de nosso companheiro.

Não há dúvida. O poder judiciário está torturando e tentando eliminar completamente nosso companheiro. Yinnis tem direito a sua liberdade desde alguns meses, já que cumpre as condições formais, mas está preso “preventivamente” porque os malditos do complexo judiciário estatal consideram que “há risco de que cometa novos delitos”. Agora querem causar um dano irreparável à saúde do companheiro, com problemas irreparáveis que o acompanharão o resto de sua vida.

Não nos tenhamos ilusões. A justiça que pôs em liberdade a assassinos e violadores (Eph. Korkoneas, P. Filippides, Ath. Hortarias, Leventis) nos últimos dias. É a voz do Estado e da sociedade capitalista, que teme as pessoas como Yinnis, porque em seu rosto leva a dignidade e a intransigência de um homem que luta e mantém sempre a cabeça erguida. Em seu rosto leva a perspectiva da derrocada revolucionária do mundo da escravidão assalariada e do poder.

Permanecemos de todo coração ao lado de nosso companheiro até o final.

YINNIS LUTA PELA LIBERDADE

Força aos grevistas de fome em solidariedade com Y. Michailidis, Dimitris Chatzivasileiadis (desde 06/07), DinosGiagtzoglou (07/07)

A LUTA PELA LIBERDADE DE UM É UMA LUTA PELA LIBERDADE DE TODOS E TODAS

LIBERTAÇÃO IMEDIATA DO ANARQUISTA YINNIS MICHAILIDIS

TODOS E CADA UM NA 5ª MARCHA PAN-HELÊNICA EM SOLIDARIEDADE COM O ANARQUISTA YINNIS MICHAILIDIS QUINTA-FEIRA 14/07 às 19H00, SYNTAGMA, ATENAS

TODOS NO TRIBUNAL DE APELAÇÃO DE LAMIA NA SEGUNDA-FEIRA 25 DE JULHO

Fonte: https://athens.indymedia.org/post/1619834/

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Em qualquer lugar
Onde se deixem as coisas
As sombras do outono.

Kyoshi

[Grécia] Atenas: Assumindo responsabilidade | Solidariedade com Yinnis Michalidis

Em solidariedade com o anarquista em greve de fome (desde 23/05) Yinnis Michalidis, realizamos ataques com martelos aos seguintes alvos.

1 caixa eletrônico na Avenida Atenas

2 caixas eletrônicos na rua Panagi Tsaldari em Peristeri

1 caixa eletrônico na rua Eftychidou em Pagrati

1 caixa eletrônico na rua Michalakopoulou

1 agência bancária em Alimos

SOLIDARIEDADE AO GREVISTA DE FOME YINNIS MICHALIDIS

A JUSTIÇA SERÁ JULGADA NAS RUAS

Companheiros e companheiras

Fonte: https://athens.indymedia.org/post/1619864/

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/07/13/grecia-uma-carta-da-cela-especial-do-hospital-de-lamia-yinnis-michailidis/

agência de notícias anarquistas-ana

Varria o chão
Até que não dei mais conta –
Estas folhas secas.

Taigi

[Grécia] Pichações nas paredes de Kypseli para o anarquista em greve de fome Yinnis Michalidis

Pichações com tinta spray nas paredes de Kypseli [bairro no centro de Atenas] para o anarquista em greve de fome Yinnis Michalidis desde 23/05 e a marcha na quinta-feira, 14 de julho, às 19h00, na Praça Sintagma.

LIBERDADE PARA YINNIS MICHALIDIS

TODAS E TODOS À 5ª MARCHA PAN-HELÊNICA DE SOLIDARIEDADE COM O ANARQUISTA EM GREVE DE FOME YINNIS MICHALIDIS EM 14/07 ÀS 19:00, PRAÇA SINTAGMA

TODOS NA CORTE DE APELAÇÃO DE LAMIA NA SEGUNDA-FEIRA, 25 DE JULHO

>> Mais fotoshttps://athens.indymedia.org/post/1619865/

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/07/13/grecia-uma-carta-da-cela-especial-do-hospital-de-lamia-yinnis-michailidis/

agência de notícias anarquistas-ana

Brilha até de dia
O relógio fluorescente –
Estação chuvosa.

Keizan Kayano

O neoliberalismo explodiu no Equador

Desde que Guillermo Lasso tomou posse em 24 de maio de 2021, previa-se que sua administração traria sérios problemas para o povo equatoriano devido aos programas neoliberais que o banqueiro bilionário faria passar.

As suspeitas eram precisas: nos primeiros sete meses ele desmantelou a Seguros Sucre, a principal seguradora do estado, e dividiu o mercado de seguros entre seus parceiros financeiros; ele criou um sistema para comercializar hidrocarbonetos e aumentar os preços dos combustíveis para beneficiar investidores privados, para que os importadores de hidrocarbonetos pudessem utilizar a infraestrutura estatal da Petroecuador sem pagar nada por isso.

Ele impôs, sem passar pelo Congresso, várias regulamentações para fomentar um mercado de distribuição de eletricidade e transferiu direitos e capacidades de controle para empresas privadas.

Em sua obsessão particular, no último trimestre de 2021 ele enviou à Assembleia Nacional um projeto de lei com mais de 400 artigos reformando mais de 30 leis, incluindo leis trabalhistas, no qual foi proposto que quando um trabalhador fosse demitido de forma inoportuna, deveria ser o trabalhador a compensar o empregador. Também autorizou o trabalho infantil, mas, como esperado, o texto foi rejeitado pela Assembleia.

A chuva de leis neoliberais não parou e no final de 2021 o regime enviou outro pacote que propunha a privatização do banco público de desenvolvimento, novos impostos para a classe média e regulamentos para contratos de petróleo, entre outros.

No final de 2021, explodiram os chamados Pandora’s Papers, uma investigação do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos que ligava a Lasso a 14 empresas offshore (paraísos fiscais) estabelecidas no Panamá, Estados Unidos e Canadá que haviam financiado sua campanha presidencial.

Embora a análise do crime tenha sido levada à Assembleia, o presidente não foi destituído por causa do apoio dado pelo movimento Pachakutik, um partido político da Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (CONAIE), que tinha desentendimentos com o governo de Rafael Correa. Isto levou o Pachakutik a se aliar inicialmente à Lasso, que lhe ofereceu alguns benefícios, que ele não conseguiu cumprir.

A taça ficou mais cheia quando a profunda crise política, econômica e financeira deixada por seu antecessor, Lenin Moreno, foi agravada pelas prejudiciais medidas neoliberais de Lasso em seu primeiro ano de mandato. Sua popularidade atual não ultrapassa 20 %.

Como consequência dos dois últimos desgovernos, os de Lenin Moreno e Guillermo Lasso, o povo equatoriano sofreu enormes reveses.

O quadro no Equador é caótico: a pobreza atinge 35% (nas áreas rurais 47%) e a extrema pobreza 15,2%; mais de 5,6 milhões de equatorianos sobrevivem com menos de 84 dólares por mês. A desnutrição afeta 26% das crianças de 0-5 anos, subindo para 40% nas áreas rurais.

De cada 10 pessoas aptas a trabalhar, apenas 3 são empregadas. O investimento público em saúde, educação e inclusão social caiu para seus piores níveis desde décadas atrás. Para cumprir com as dívidas do FMI, Lasso a reduziu para 1,8 bilhões de dólares em 2022 (sua média era de 4 bilhões de dólares) e no primeiro trimestre do ano ele havia entregue apenas 67 milhões de dólares.

Sem ouvir as exigências que a CONAIE fez ao governo em várias conversas, o movimento indígena, liderado por Leonidas Iza, decidiu entrar em greve geral, acompanhado por estudantes, trabalhadores e grupos sociais.

Desde o início, a CONAIE exigiu 10 pontos:

Congelamento dos preços dos combustíveis; alívio econômico para pequenos devedores no sistema bancário e financeiro; preços justos para produtos rurais; políticas de emprego e direitos trabalhistas; uma moratória na fronteira extrativa; respeito aos direitos coletivos; evitar a privatização de setores estratégicos e, em particular, do banco público de desenvolvimento; políticas de controle de preços para necessidades básicas; um orçamento para saúde e educação e livre entrada de jovens no sistema universitário; políticas públicas eficazes contra o crime, os sicários e a violência.

Lasso respondeu como sempre fazem os regimes de direita, com o máximo de repressão, que em 18 dias de greve deixou seis mortos, mais de 350 feridos e quase duzentos presos. Mas diante da decisão da CONAIE de continuar os protestos, o governo teve que ceder, e através da Confederação Episcopal conseguiu voltar às negociações e terminar temporariamente a greve.

Com o acordo, o governo reduziu os preços dos combustíveis em um total de 15 centavos de dólar por galão (anteriormente tinha reduzido os preços dos combustíveis em 10 centavos).

O regime também prometeu intensificar as operações para evitar e controlar a especulação de preços; uma declaração de emergência no setor da saúde; a concessão de créditos com uma taxa de juros de 1% por 30 anos e um subsídio de 50% sobre o preço da uréia, entre outros.

O presidente da CONAIE, Leonidas Iza, declarou que embora não estejam satisfeitos com algumas questões, suspenderão a greve e continuarão a discutir outra série de aspectos que, se não forem atendidos dentro de 90 dias, levarão a uma retomada das demandas de rua em todo o país.

A realidade é que o neoliberalismo explodiu na face de Lasso, cujo governo de direita foi deixado à deriva.

Hedelberto López Blanch, jornalista, escritor e pesquisador cubano.

Fonte: https://rebelion.org/el-neoliberalismo-exploto-en-ecuador/

Tradução > Liberto

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/07/01/equador-paro-nacional-parte-dois-dois-anos-e-meio-depois-outro-levante-abala-o-pais/

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Grito de araponga –
É ela mesma que entrou
No mercado de flores!

Keijô Miyano

[São Paulo-SP] Lançamentos: livro Memórias de um exilado, do Nelca e da Zine Insubmissas da CAFI

O Centro de Cultura Social (CCS) convida todos e todas para os lançamentos do livro Memórias de um exilado de Everardo Dias do Nelca e da Zine Insubmissas nº 3 da CAFI. No lançamento o Nelca e a CAFI comentarão suas publicações e depois haverá um bate papo.

Dia 16 de julho, às 16h00 | Rua General Jardim, 253, sala 22. Condomínio Edifício Nora. Vilas Buarque. Próximo ao metrô Praça da Republica.

‘Memórias de um Exilado’ de Everardo Dias, formato 14 x 21 cm, 136 páginas, lançado originalmente em 1920. “O livro trata da história da expulsão de 23 anarquistas de Santos, São Paulo e do Rio de Janeiro que aconteceu em 1919. Vingança direta das autoridades constituídas contra a greve geral de 1917 e ações similares do movimento operário de inspiração anarquista. A leitura é essencial para se compreender a trajetória do sindicalismo revolucionário, assim como, a história do sistema penal brasileiro”

>> Núcleo de Estudos Libertários Carlo Aldegheri (NELCA)

https://www.facebook.com/BibliotecaCarloAldegheri,

“Essa publicação foi construída de forma colaborativa, onde juntas propusemos repensarmos questões urgentes aos tempos em que vivemos, como o combate ao Clero e ao Estado e a luta por nossos direitos reprodutivos rifados pela direita (mas também pela dita esquerda institucional em nome do capital). Repensarmos a educação, trazendo o pensamento anarquista para contextualizar e discutir uma educação libertária possível como alternativa ao sistema educacional liberal. Repensarmos a maternidade e também nossas relações afetivas. Isso e muito mais!”

>> Coletiva Anarcafeminista Insubmissas (CAFI)

https://www.facebook.com/cafinsubmissas,

>> Centro de Cultura Social (CCS)

Email: ccssp@ccssp.com.br – Site: www.ccssp.com.br – Facebook:

https://www.facebook.com/events/1052431962312908/?ref=newsfeed

agência de notícias anarquistas-ana

Tangerina cai
e a casca ferida exala
gemidos de dor.

José N. Reis