[EUA] Anarquismo e a Revolução Negra: A vida extraordinária de Lorenzo Kom’boa Ervin

Por William C. Anderson

William C. Anderson relata a vida do anarquista Preto que sequestrou um avião para Cuba para escapar da perseguição política nas mãos do Estado americano, e que revolucionou o ativismo Preto para sempre.

A edição definitiva de Anarchism and the Black Revolution (Anarquismo e a Revolução Negra) já está à venda.

Não é um exagero dizer que Lorenzo Kom’boa Ervin mudou o mundo. Inúmeras pessoas foram afetadas e influenciadas por seu trabalho ao longo dos anos. Sua história é um testemunho às possibilidades extraordinárias que estão logo abaixo da superfície de muitos momentos passageiros de nossas vidas. A primeira publicação oficial deste livro lendário, Anarquismo e a Revolução Negra, é mais uma ocorrência monumental em uma vida que parece quase ser de cinema.

Lozenzo nasceu em 1947 na cidade de Chattanooga, no Tennessee, sua mãe era uma trabalhadora doméstica e seu pai motorista. Com ambos os pais à serviço dos mais ricos e brancos durante o apartheid da lei Jim Crow, não demorou muito tempo até Lorenzo interiormente entender os riscos de ser Preto.

Na sua juventude, Lorenzo entrou para o exército durante a Guerra do Vietnã onde ele se tornara um ativista antiguerra. Esse foi o primeiro ano em que as forças de combate dos EUA desembarcaram no solo de um país que ainda se recuperava de todo o dano causado pelas forças imperialistas. Ao mesmo tempo, nos EUA se desenrolava o Movimento dos Direitos Civis. A Lei dos Direitos de Voto era assinada naquele mesmo ano em que a polícia do Alabama assassinava manifestantes no “Domingo Sangrento” em Selma e atacava ativistas associados com o Comitê Coordenador Estudantil Não-Violento (SNCC). Essa organização de movimento histórico atrairia Lorenzo depois de seu ativismo antiguerra leva-lo à corte marcial para ser acusado e finalmente dispensado.

Lorenzo vendia o jornal dos Panteras Negras enquanto trabalhava com a SNCC, que tinha alianças com o partido. Ele eventualmente começou a trabalhar como membro do partido, porém mais tarde Lorenzo se decepcionaria com o estilo de liderança além de outros aspectos dos Panteras Negras. As circunstâncias então mudaram drasticamente logo após o assassinato de Martin Luther King Jr. Uma onda de rebeliões e protestos tomou o país, e como resultado, os oficiais do Estado do Tennessee convocaram grandes júris para investigar e punir ativistas pretos e grupos de direitos civis por acusações criminais. Acusado de contrabandear armas e ameaçar bombardear um juiz simpático a Ku Klux Klan, Lorenzo fugiu para Atlanta. Ele decidiu fugir de vez das acusações contra ele e sequestrou um avião para Cuba.

Na época da partida de Ervin, sequestrar aviões e fugir para Cuba era muito mais comum do que as pessoas pensam. Os casos em que Pretos radicais o fizeram eram as vezes romantizados, mas a experiência de Ervin destaca uma distinção importante. Logo após sua chegada, ele se juntou a outros sequestradores antes de finalmente serem presos e colocados em solitárias pelo governo de Cuba. O líder do Partido dos Panteras Negras Eldrige Cleaver (que já estava em Cuba) tinha uma relação desgastada com o governo cubano devido a desentendimentos contínuos. Os outros Panteras seriam afetados pela intensidade dessa situação que acabou levando Lorenzo a obter documentos de viagem antes de ser deportado para a Tchecoslováquia.

Sua experiência na Tchecoslováquia não foi muito melhor. Lá ele seria submetido a assédio e monitoramento por oficiais do governo antes de ser detido mais uma vez. Apesar dos esforços de Lorenzo em assegurar sua segurança e a solidariedade entre os universitários africanos com que ele se relacionou, ele ficou detido pelo consulado americano em Praga. Lorenzo fugiria de novo, desta vez para a Alemanha Oriental, que por sua vez, fazia parte do Bloco Leste durante a Guerra Fria. É neste momento em que ele é capturado por autoridades federais, que o mandariam de volta aos Estados Unidos após o torturarem na prisão.

No Centro de Detenção Federal em Nova Iorque, a vida de Lorenzo mudaria após o encontro com Martin Sostre, um advogado da prisão e Educador Radical Preto. Se Sostre sabia ou não, é mistério, mas seu encontro com Lorenzo afetaria as gerações por vir. Foi Sostre quem primeiro apresentou Lorenzo ao anarquismo e o orientou, sobre o qual ele refletiu mais tarde em um ensaio que escreveu sobre Martin:

Ele jogou uma nova palavra em mim: “Socialismo Anarquista”. Eu não tinha ideia do que ele estava falando na época… Ele me explicou sobre o “socialismo auto governável”, o qual ele descreveu como um Estado livre de burocracias e de ditaduras de partidos ou líderes. Quase todo dia ele me contava sobre “Democracia Direta”, “Comunitarismo”, “Autonomia Radical”, “Assembleias Gerais” e outras coisas que eu desconhecia. Então eu apenas ouvia por horas enquanto ele me ensinava.

Sostre já tinha remodelado o sistema de prisão através de uma série de processos vitoriosos em torno dos direitos dos presos depois que sua incriminação o levou à prisão. Ele não sabia na época ao ensinar Lorenzo a Teoria Anarquista, ele estaria mudando o curso de política para muitos ao redor do mundo. Lorenzo foi julgado na pequena cidade de Newnan, na Georgia, onde recebeu a sentença de prisão perpétua por um júri composto somente por pessoas brancas. Ele eventualmente foi transferido para a penitenciária federal em Terre Haute, Indiana. Essa, por sua vez, era uma penitenciária conhecida por sua brutalidade onde o legado da Ku Klux Klan permanecia vivo.

Anarquismo e a Revolução Negra foi escrito na prisão em 1979. Foi escrito a mão e teve que ser escondido das autoridades da penitenciária, que poderiam destruí-lo. O folheto foi produzido primeiramente por um coletivo anarquista em Nova Iorque. Seu caso se tornou uma campanha solidária Anarquista internacional, o que eventualmente levou a sua soltura da prisão.

Anarquismo e a Revolução Negra é a escrita definitiva do Anarquismo Preto nos Estados Unidos. Se não fosse por este livro, muitas pessoas nos Estados Unidos e no mundo teriam caminhos políticos significativamente diferentes. Isso não é um exagero, já que o livro delineou os contornos de mudanças radicais dentro e fora das lutas pretas mais importantes. Ou seja, este texto representa a rejeição subestimada de narrativas simples que condensam histórias intrincadas em linhas retas em vez de formas complicadas. Seu texto original e suas edições expandidas que seguiram, detalham uma crítica contundente sobre as falhas do Poder Preto e do Movimento dos Direitos Civis. E o fez como um texto fundamental que oferece essas críticas de uma perspectiva negra anarquista.

Lorenzo insiste que sim, a casa e a plantação estão de fato queimando, mas nós não precisamos queimar com eles. Como uma rejeição de reforma e estatismo, ele nos desafia a não simplesmente tentar criar um novo Estado e pintá-lo de preto ou vermelho. Ele nos pede pra ir além do que tenha tido sucesso ou falhado no passado e pensar sobre a necessidade do presente. Ele nos assegura de que a libertação não será alcançada pela mimetização do que não nos fez livre no passado e não será alcançado em não questionar o que está acontecendo ao nosso redor no presente. Ele prepara o palco para muito do que está acontecendo diante de nós, irrigando campos áridos com o sustento apaziguador de políticas visionárias.

>> William C. Anderson é um escritor e ativista de Birmingham, Alabama. Com trabalhos publicados no The Guardian, Truthout, British Journal of Photography e Pitchfork, entre outros. Ele é o autor de “The Nation on No Map”, e coautor do livro “As Black as Resistance” e cofundador do “Offshoot Journal”. Ele também fornece direção criativa como produtor do podcast “Black Autonomy Podcast”

Fonte: https://www.plutobooks.com/blog/anarchism-and-the-black-revolution/

Tradução > Adriano Filho

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agência de notícias anarquistas-ana

Pesos de papel
sobre os livros de figuras –
Vento de primavera.

Takai Kitô

[Grécia] Suporte financeiro para cobrir fianças e despesas legais

Suporte financeiro do comitê de coordenação local de Atenas, Organização Política Anarquista, para cobrir as fianças e despesas legais

Uma das prioridades principais do Estado grego sempre foi, como é hoje, a promoção da reestruturação antissocial que tem como objetivo a transformação da sociedade. Após as eleições de 2019 e a renovação do sistema político, o qual está em geral se movendo na direção do totalitarismo moderno, a versão de hoje da extrema direita do gerenciamento político parece ainda mais agressiva em perseguir os eternos alvos declarados pelas autoridades. Alguns desses alvos que podem ser listados aqui: privatizações, saqueamento do mundo natural, maior elasticidade e intensificação do trabalho, o cultivo do racismo e propaganda, a ainda mais estreita colaboração com a OTAN, o Estado grego como parte permanente da Europa – o guardião da fronteira e também a repressão contra ocupações, lutas sociais e de classe e um ataque dirigido ao movimento anarquista.

A agressividade dos chefes políticos e financeiros é expressa com uma campanha amplamente repressiva do Estado em progresso e ataca todos os aspectos da resistência social e de classe das pessoas que estão abaixo, das dezenas de intromissões e evacuações de ocupações por toda a Grécia, a ocupação policial da Exarchia, a abolição do asilo universitário e o ataque contra seu caráter social, a ilegalização da ação sindical a ponto de suprimir o número de mobilizações, uma prática que é agora legal dadas às recentes leis que restringem as manifestações. Todos esses métodos e ataques contra marginalizados, o movimento anarquista e antiautoritário e a resistência social e de classe em geral, têm algo em comum: o medo das autoridades contra as poderosas classes, contra a dignidade rebelde dos plebeus oprimidos do mundo, que lutam contra a exploração e a opressão. Ao mesmo tempo, o dogma da ‘tolerância zero’ está se promovendo a uma estratégia generalizada de ‘Preventivo Anti-Rebelião’, ao mesmo tempo que a pandemia do Covid-19 funciona como um pilar histórico e como um acelerador da crise sistêmica.

Como anarquistas, percebemos que a opressão de hoje é um ponto vital na agenda da estratégia estatal. Essa estratégia polêmica contra todos aqueles que lutam é parte de um esforço sistêmico de décadas do Estado grego, o qual quer subjugar resistência social e de classe e impor submissão. Lutamos para aumentar essa resistência, para derrubar chefes políticos e econômicos que são responsáveis pela exploração, opressão, pobreza e canibalismo social.

Nesse contexto, participamos em ações e mobilizações que recebem um ataque repressivo pelo Estado, resultando em um número de prisões, ferimentos, fianças e processos criminais. Em específico, a) 4 de nossos camaradas foram feridos, detidos e sujeitos à fiança no evento anti-estado – antifascista em Galatsi, em novembro de 2020, que foi a primeira mobilização que estava na base das novas restrições legais a demonstrações, b) mais 2 de nossos camaradas foram presos e sujeitos à fiança em 6 de dezembro, o dia em que A. Grigoroupoulos, 15 anos de idade, foi assassinado por policiais em Korkoneas em 2008, quando foi imposta uma proibição de encontros por toda a Grécia com mais de 3 pessoas. O Estado, tomando vantagem da pandemia de Covid-19, impôs tais proibições com características claramente políticas, seu alvo sendo mobilizações sociais e de classe. A mesma proibição já havia acontecido nas mobilizações de 17 de novembro, c) mais 4 de nossos camaradas foram presos e sujeitos à fiança durante uma intervenção no Ministério da Saúde, em solidariedade à greve de fome de D. Koufontinas, em 18 de fevereiro de 2021, d) durante uma manifestação do mesmo assunto rumo à sede do partido do governo Nova Democracia, em Moshchato, em 20 de fevereiro de 2021, mais 2 de nossos camaradas foram detidos e submetidos à fiança e e) mais 2 prisões de nossos camaradas aconteceram durante a ocupação simbólica do prédio do Ministério da Cultura em 25 de fevereiro de 2021, em solidariedade à greve de fome de D. Koufontinas.

A quantia total de fianças impostas a nossos camaradas é de 3.600 euros, sem incluir as despesas legais.

Em visão da solidariedade entre os oprimidos, criamos este pedido para pagar parte das fianças que foram impostas. Qualquer extra, possível, rendimento será usado para o mesmo propósito de cobrir a quantidade inteira das fianças, bem como para pagar as despesas legais.

CONTRA A BARBARIDADE CAPITALISTA E DO ESTADO
SOLIDARIEDADE É A NOSSA ARMA
ORGANIZAÇÃO E LUTA PARA A REVOLUÇÃO SOCIAL, ANARQUIA E COMUNISMO LIBERTÁRIO

>> Para ajudar financeiramente, clique aqui:

https://www.firefund.net/apo

Tradução > Sky

agência de notícias anarquistas-ana

Mesmo molhado
Resplandece ao pôr-do-sol
O campo de algodão.

Paulo Franchetti

[EUA] Centenas Tomam as Ruas de Tucson Depois da Polícia Assassinar Richard Lee Richards na Cadeira de Rodas

Relatório de ação contra brutalidade policial em 4 de dezembro, seguindo o assassinato de Richard Lee Richards pela polícia na assim-chamada Tucson, Arizona.

Na segunda-feira, 29 de novembro, Richard Lee Richards foi acusado de furtar uma caixa de ferramentas de um Walmart. Richards, que estava em uma cadeira de rodas motorizada, foi também acusado de ostentar uma faca. Quando o oficial da polícia de Tucson Ryan Remington o abordou, estava em frente a uma loja Lowe’s. Remington atirou em Richards 9 vezes nas costas, causando sua morte; não somente estava de costas para o policial assassino no momento, mas também não ameaçava ninguém. A prefeita de Tucson Regina Romero e o chefe da polícia Chris Magnus condenaram o assassinato do senhor Richards e o policial assassino foi demitido em poucos dias. Independentemente, antiautoritários, abolicionistas da polícia e outros que se opõem à violência policial não foram enganados por essas condenações e a terminação abrupta. Esse foi mais um incidente da polícia valorizando mais a propriedade do que a vida humana, assim como capacitismo violento na terra roubada que o DPT ocupa. Como de praxe, a mídia tradicional (KVOA-Tucson) escreveu um artigo expondo os antecedentes criminais da vítima ao invés de focar no problema real – violência policial assassina para proteger o capitalismo e as empresas multibilionárias.

Pouco depois, a Tucson Iron Brigade organizou uma ação em solidariedade a Richard Lee Richards no sábado às 6 da tarde, no Jacome Plaza. Cerca de um dia depois, panfletos de outra ação foram circulados para o mesmo dia e horário, mas na Quarta Avenida e na Broadway, a alguns quarteirões. Houve uma pequena brecha em que um grupo anarquista local reclamou essencialmente que a Tucson Iron Brigade não deixou claro em seu panfleto que seria uma ação direta e que essa informação deveria ser compartilhada com antecedência para manter as pessoas mais seguras e ajudá-las a tomar suas próprias decisões em ir à manifestação. Além disso, um panfleto circulou convidando as pessoas na região de Phoenix a ir à manifestação com uma caravana.

Cerca de 20 ou mais pessoas se reuniram na Jacome Plaza e, durante esse tempo, um homem estava resmungando enquanto gravado em vídeo. Quando perguntaram se era policial, não dava uma resposta clara e mais tarde afirmou que sim. Foi embora um pouco depois. […] Ouviu-se então que a aglomeração na Quarta Avenida & Broadway era mais liberal, incluía palestrantes e uma vigília, e pretendia permanecer no local ao invés de marchar.

A marcha da Jacome Plaza se dirigiu ao outro grupo na Quarta Avenida com a Broadway e as pessoas começaram a entoar contra a polícia de Tucson em solidariedade a Richard Lee Richards. Depois de se reunir no Ronstadt Transit Center por cerca de 10 minutos, o outro grupo muito maior começou a marchar na rua em direção oeste. Quando a parte da frente do grupo maior chegou à intersecção da Sexta Avenida com o Congresso, um veículo parou em frente ao centro de trânsito com um homem furioso dentro. Uma embalagem de isopor com um jantar estava no capô de seu carro com arroz por todos os lados. Ele saiu do carro em fúria, como se estivesse prestes a começar um confronto, mas, após olhar para os lados e ver vários manifestantes armados, mudou repentinamente de comportamento, jogou a comida no lixo e foi embora. Ambos os grupos se juntaram com todos na rua em direção ao oeste. Nesse ponto, a multidão tinha definitivamente mais de 100 pessoas e possivelmente mais de 200 em vários pontos da marcha.

Alguns incidentes de motoristas agressivos começaram com um homem em uma intersecção, em um veículo, gritando às pessoas que saíssem de seu caminho. Pouco depois, ciclistas alcançaram a parte de trás do grupo e começaram altercações, incluindo ameaças de atropelar as pessoas. Alguns pequenos confrontos físicos ocorreram. Em ambos incidentes, a presença de manifestantes armados ajudou a prevenir violência de ataques de veículos. Cerca de 7 pessoas estavam abertamente carregando armas longas como parte de um esforço de defesa da comunidade.

A ação continuou pelo centro da cidade sem problemas significativos dos fascistas. O Food Not Bombs distribuiu burritos veganos. […]

Enquanto as pessoas marchavam por barricadas de construções, várias pessoas foram derrubadas enquanto os agressores gritavam “Fuck 12!” Alguma redecoração também ocorreu em vários locais, incluindo um grande “ACAB” pintado em uma parede, assim como o símbolo do anarquismo pintado em uma caixa de energia. Adesivos com “Fuck 12!” também foram colados em vários locais. Enquanto fascistas estavam em minoria e distantes, à medida que a marcha prosseguia com conflitos mínimos após os ciclistas, a polícia da paz liberal tentou controlar a situação. Muitas atitudes dessa polícia da paz impositiva e indesejada foram centradas em confrontar os indivíduos armados e repreendê-los essencialmente para tentar desgarrar a militância e empurrar o reformismo. Essa polícia do movimento foi largamente ignorada, mas repetidamente se reinseriu. Um deles empurrou um dos manifestantes armados. Depois de alguns confrontos aqui e ali, desistiram e desapareceram. A maior parte da multidão, seja mais liberal ou mais radical, ficou com o grupo como um todo na maior parte do tempo e deu espaço à diversidade de táticas.

No final da ação, foi chamada a atenção para o fato de que, naquele mesmo dia, uma outra pessoa havia morrido na Pima County Jail. Houve indignação recente pelo fato de que 9 pessoas este ano morreram na Pima County Jail, e sob circunstâncias questionáveis ou suspeitas. Isso agora traz à perda trágica de 10 pessoas.

Talvez o mais perceptível na ação tenha sido o fato de que não havia presença policial visível a noite inteira, nem sua intervenção em qualquer momento. É provável que, como em qualquer ação, houvesse policiais infiltrados, bem como informantes na multidão. Dito isso, não ocorreram prisões. A marcha durou cerca de uma hora antes das pessoas irem embora em segurança. Como sempre, fuck 12. “Parem de acreditar em autoridades e comecem a acreditar uns nos outros.”

Fonte: https://itsgoingdown.org/hundreds-take-the-streets-of-tucson-after-police-kill-richard-lee-richards-in-wheelchair/

Tradução > Sky

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Parece gostosa
a neve que chega em flocos
tão suavemente.

Issa

[Chile] 8 anos após seu assassinato: Ação, Memória e Vingança por Sebastián Oversluij “Pelao Angry”

Em 11 de dezembro de 2013, durante uma expropriação bancária, é assassinado Sebastián Oversluij Seguel (Angry), companheiro Anarco-Niilista Antiespecista, que ao entrar na agência bancária armado com uma submetralhadora é abatido por William Vera, asqueroso Mercenário/Guarda do Banco Estado do Chile, na comuna de Pudahuel, Santiago.

Lánzate, sueña que la praxis se fortalezca / animales solos no hay nadie quien nos detenga / ni mil muros pueden con la idea que la cabeza contenga / ábrete el paso / imagina cada reja en el suelo / que no importe la sociedad fracaso / acaso novelescos amigos no hay nada mas bello / que sentirse libre de sus leyes implorando el deleite de la muerte / de la civilización al ocaso / alcanzo mil sueños destructivos en la oscuridad / el fuego alimenta mis sentidos / maullidos de la manada insurreccional / para ser tierra fértil al vivir y morir en búsqueda / de la liberación total. /// La idea está en la mente con acciones se crea / de versátiles aldeas /afinidades en la pelea / por no ser reos ni reas de las impuestas tareas / por la libertades que deseas / y si miles de límites nos rodean / cada material a tu alcance emplea.” (Fragmento da canção “La Idea”, Palavras em conflito, 2012)

COMPANHEIRO SEBASTIÁN OVERSLUIJ SEGUE PRESENTE!

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/01/12/chile-sebastian-oversluij-presente-em-cada-ato-de-revolta-contra-o-poder/

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Vendo à luz do dia,
Tem um colar vermelho
O vagalume!

Bashô

[Canadá] “Corra Nawrocki, Corra! Escape da Prisão Banff”

Escrito, interpretado e produzido pelo anarquista Norman Nawrocki | Assista no YouTube de 11 a 17 de Dezembro

Um cidadão ucraniano canadense pobre e desempregado é capturado pela polícia, preso em um campo de concentração da 1ª Guerra Mundial perto de Banff Alberta e forçado a realizar trabalho escravo. Apesar das condições brutais, ele se rebela, sonha e conspira para escapar. Enquanto isso, sua “Baba” na Ucrânia faz sua mágica de camponesa para ajudá-lo.

Em sua mais nova peça emocionante, o aclamado dramaturgo/ator/músico Norman Nawrocki combina a história canadense, emigração, racismo, histeria de guerra, rituais folclóricos medicinais ucranianos, música e lenda com memória de família em um conto convincente sobre esperança, coragem e resistência.

Uma história pouco conhecida, mas verdadeira, do encarceramento e exploração de 9.000 imigrantes canadenses, em sua maioria ucranianos, em um dos 24 campos de trabalhos forçados em todo o país.

Em seu canal no YouTube:

https://www.youtube.com/channel/UCKBVz0yppyWBrXvfal4PPsw

De sábado, 11 de dezembro, às 9h00, até sexta-feira, 17 de dezembro, 21h00 [horário local].

Página do evento no Facebook:

https://www.facebook.com/events/241926741186402

Tradução > GTR@Leibowitz__

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2019/10/02/canada-video-festival-internacional-de-teatro-anarquista-de-montreal-2019/

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Ao fim da fogueira
Apenas cinco cachorros
Dormindo ao redor.

Miyoko Namikata

[EUA] Chamando todas as bandas antifascistas!

Chamada de inscrição de bandas antifascistas para uma gravação compilada que beneficia os prisioneiros e a rede Torch.

Você sonha em criar uma cultura de resistência ao fascismo – nas ruas e todos os dias? A rede Torch Antifascista está com você! Somos uma rede nacional de equipes antifascistas nos EUA que lutam contra o fascismo desde 2013. Estamos buscando contribuições de bandas que se identificam como antifascistas para um álbum de compilação beneficente, a ser lançado no outono [do sul global] de 2022. Os lucros do álbum serão divididos 50/50 entre nosso fundo de desenvolvimento e defesa e os réus antifascistas que estão atualmente lutando contra as acusações do levante por George Floyd.

Para saber mais sobre nós e o trabalho que fazemos, acesse torchantifa.org. Por favor, encaminhe perguntas e envios para: Torch.Comp@protonmail.com. O prazo para inscrições é 01/02/22.

Obrigado e solidariedade,

The Torch Antifascist Network

Tradução > Amós Rocha

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soprando esse bambu
só tiro
o que lhe deu o vento

Paulo Leminski

Atividades Virtuais! I Feira Anarquista Feminista de Porto Alegre (RS)

Saudações anárkicas!

Depois de um fim de semana com intensas trocas na vivência presencial da I Feira Anarquista de Porto Alegre, convidamos a todes para se juntarem nas atividades da modalidade virtual!

A programação completa e as inscrições para as atividades podem ser acessadas no seguinte link: https://framaforms.org/inscricoes-para-atividades-virtuais-da-i-fafpoa-1637072000

Ao longo do dia também serão exibidos documentários no canal da FAFPOA: https://kolektiva.media/a/fafpoa/video-channels

Lembramos que a campanha de financiamento coletivo segue no apoia.se: https://apoia.se/fafpoa

Também seguimos com a arrecadação de materiais para mulheres e pessoas trans em situação de cárcere em Porto Alegre: https://feiraanarquistafeminista.noblogs.org/campanha-de-arrecadacao-de-materiais-para-mulheres-e-pessoas-trans-em-situacao-de-carcere/

Até lá!

agência de notícias anarquistas-ana

na poça da rua
o vira-lata
lambe a lua

Millôr Fernandes

[Grécia] Ato em memória de Alexis Grigoropoulos em Cefalônia

Em 6/12 foi realizada uma concentração com um microfone aberto em frente do prédio da antiga prefeitura no centro de Cefalônia, ilha no Mar Jônico, após uma convocação da Assembleia Aberta dos Anarquistas de Cefalônia. A concentração foi acompanhada por algumas dezenas de pessoas e durou mais de 2 horas sob fortes chuvas, perturbando o silêncio nauseante da cidade, lembrando que 13 anos depois todas as razões para se revoltar estão aqui e agora. Ao mesmo tempo, os companheiros estavam compartilhando o texto da chamada.

Solidariedade com os companheiros presos dos eventos de anteontem em todo o país.

Um dezembro de miríades está chegando.

Até a Anarquia.

Assembleia Aberta dos Anarquistas de Cefalônia

Fonte: https://athens.indymedia.org/post/1615875/

agência de notícias anarquistas-ana

Brilha até de dia
O relógio fluorescente –
Estação chuvosa.

Keizan Kayano

[Espanha] As crianças refletem sobre o conceito de anarquia em uma oficina de filosofia

Esta é uma oficina com crianças na qual serão feitas diferentes perguntas para que todos os participantes possam dar respostas e levantar outras questões

No domingo, 12 de dezembro, acontecerá uma oficina dirigida às crianças entre 7 e 12 anos, “Levamos um mundo novo em nossos pequenos corações?”, ao meio-dia na Casa de la Memoria Histórica de Zaragoza (Avenida América, 105), organizada pela Asociación por la Recuperación de la Memoria Histórica de Aragón (ARMHA), a livraria Pantera Rossa e a Junta Municipal de Torrero.

Baseado na obra “Os Despossuídos”, da escritora de ficção científica Ursula K. Le Guin, e através de jogos, os participantes se perguntarão o que é a anarquia, e juntos darão respostas e levantarão outras questões.

“O que significa esta estranha palavra? Poderíamos fazer o que quiséssemos em um mundo onde norteia a anarquia? Seria um mundo caótico? Na anarquia se poderiam fazer coisas que prejudicam outros? Ou é um mundo ideal que pode ou não se tornar realidade?” são algumas das perguntas colocadas para a atividade.

Em que consiste a filosofia com crianças?

Partindo da premissa de que as crianças já sabem pensar por si mesmas, já que sua experiência pré-reflexiva da vida e de seu ambiente está muito mais próxima do ato de pensar do que qualquer discurso ou proclama aprendidos, a filosofia com crianças consiste em proporcionar um espaço que lhes permita construir o andaime de seus próprios critérios com base na reflexão.

Este exercício de reflexão é a partilha de seu próprio espanto, orientado por questões que estimulam o pensamento criativo e sem preconceitos, de modo que são eles e elas que chegam a conclusões ou imaginam soluções para as dúvidas que surgem. Não há pensamento errado ou não acertado e todas as questões que apareçam merecem ser abordadas.

Fonte: https://arainfo.org/ninos-y-ninas-reflexionan-sobre-el-concepto-de-anarquia-en-un-taller-de-filosofia/

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No baile das flores,
beija-flores fazem festa:
Eis a primavera.

Antonio Cabral Filho

[Reino Unido] Novo projeto anarquista: Dalston Solidarity Café

Sábado, 11 de dezembro de 2021, 14:00 a 20:00

HalkEvi, 31-33 Dalston Lane, E8 3DF, Londres

Dalston Solidarity Café é um espaço para conectar uma diversidade de coletivos, realidades e indivíduos que, compartilhando seus conhecimentos e experiências, poderão oferecer uma gama de práticas mutualísticas. Isso pode ajudar a comunidade a melhorar nossa condição e felicidade, além do “modo de sobrevivência” que a sociedade de hoje nos obriga a estar.

Alimentos e bebidas (pague o que puder, até £0).

Palestra introdutória sobre ajuda mútua, a natureza do projeto e nossas perspectivas futuras.

Uma oportunidade de nos conhecermos.

FB: https://www.facebook.com/events/1130805084121348/

Tradução > GTR@Leibowitz__

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entre os vinte cimos nevados
nada movia a não ser
o olho do pássaro preto

Wallace Stevens

[Grécia] Em Tessalônica, grupo assume responsabilidade por ataque a um banco

6/12 marca o 13º aniversário do assassinato do estudante anarquista Alexis Grigoropoulos pelos policiais Korkoneas e Saraliotis. A “normalidade” morreu da noite para o dia. A palha que quebrou as costas do camelo levou milhares de secundaristas, universitários, migrantes, trabalhadores de todo o país a tomar as ruas, a manifestações violentas, a greves em massa, a ataques contra alvos estatais e capitalistas.

Dezembro de 2008 tornou-se o veículo de uma revolta que deu esperança àqueles oprimidos e excluídos pelo Estado e pelo capital. Durante a noite, após anos de “estabilidade” social, os tumultos proletários de dezembro reabriram os desafios da resistência social e da revolução na Grécia pós-comunista. A revolta de 2008, as ocupações, os confrontos, mas, sobretudo a percepção de que não temos nada a perder e a percepção de que o inimigo não é invulnerável, deixaram um legado importante para as resistências na década de repressão, pobreza e exploração que se seguiu.

Hoje, 13 anos depois, em tempos de crise, o Estado está intensificando seu ataque contra os que vêm de baixo. Tendo abandonado o sistema de saúde pública em meio a uma pandemia, ele escolheu o caminho da repressão. Bate nos estudantes, suprime o asilo universitário, ataca as ocupações, proíbe manifestações, desencadeia uma onda de perseguição contra anarquistas e militantes sem provas com o único objetivo de cortar qualquer perspectiva de revoltas no aqui e agora.

Como parte desta estratégia, durante o ano passado o combatente P. Georgiadis tem sido mantido refém pelo Estado. A polícia, a mídia e as autoridades judiciais tentaram, desde o primeiro momento, criar um clima adequado a fim de manter o camarada preso e isolado das lutas sociais, tanto quanto possível. Eles atualizaram as acusações e repetidamente tentaram ligar seu caso sem sucesso com a ação da OLA (Grupos de Combatentes Populares). Em 6/12 ele vai a julgamento diante de acusações de crimes agravados de posse de explosivos.

Assumimos a responsabilidade pelo ataque ao banco Eurobank no centro de Tessalônica na noite de sexta-feira 3/12, porque solidariedade significa atacar o Estado e o capital. Estamos deixando claro que não deixaremos ninguém sozinho em suas mãos e continuaremos ao lado deles nos mesmos termos de luta e ação diversificada.

LIBERDADE PARA O LUTADOR POLYCARPOS GEORGIADIS

SOLIDARIEDADE AOS 2 CAMARADAS PERSEGUIDOS

ABAIXO E FOGO EM TODAS AS CELAS

6 DE DEZEMBRO TODOS NAS RUAS

Μητροπολιτική Ομάδα Καταστροφών (Grupo Metropolitano Catástrofes)

Fonte: https://athens.indymedia.org/post/1615781/

Tradução > solan4s

agência de notícias anarquistas-ana

Vento refrescante
que se contorcendo todo
chega até aqui.

Issa

Lançamento: “Anarquismo e ação direta: persuasão e violência na modernidade”, de Adonile A. Guimarães

A gênese da ação direta e a sua relação com o anarquismo são os temas principais desta obra. Aqui, o autor busca ampliar a compreensão do campo político utilizando o modelo da guerra proposto por Michel Foucault em seus escritos sobre a governamentalidade, com o objetivo de apreender a ação direta como ação política diferente da concepção liberal.

Autores, teóricos e militantes do anarquismo, como Proudhon, Bakunin, Malatesta, Pelloutier e outros, foram referências na pesquisa para reconstituir a teia de significados, relações, referentes e ressonâncias da ação direta dentro do movimento social e operário e, particularmente, no sindicalismo revolucionário e no movimento anarquista.

O autor analisou historicamente os escritos de Malatesta, que caracterizam o anarquismo como uma organização política que rejeita certos tipos de autoridade, fazendo um uso ético da violência.

A sua pesquisa permitiu considerar a ação direta como uma estratégia ético-política, que se utiliza tanto da violência quanto da persuasão através da “pedagogia revolucionária”, da “propaganda pela ação”, das greves, dos boicotes, das sabotagens, enfim, das revoltas em que os dois polos de dispositivos políticos (violência e persuasão) se relacionam entre si.

Assim, o estudo da ação direta empreendido por Adonile A. Guimarães possibilita a compreensão do campo político para além dos parâmetros da democracia liberal e abre para novas formas de se fazer e compreender a política na modernidade.

Anarquismo e ação direta: persuasão e violência na modernidade

Ano: 2021

Autor: Adonile A. Guimarães

Selo: Dialética

ISBN: 9786525217512

Nº de Páginas: 168

R$ 54,90

loja.editoradialetica.com

agência de notícias anarquistas-ana

Em câmera lenta
preguiça na imbaubeira
passa a outro galho.

Anibal Beça

[EUA] Chamada Internacional para Manifestações de Barulho na Véspera de Ano Novo

Este é um chamado para uma noite de solidariedade forte com aqueles encarcerados pelo Estado. Historicamente, a véspera de ano novo é uma das noites mais barulhentas do ano. Este ano, em sua maioria consumido por uma pandemia global, encorajamos as pessoas a tomar quaisquer medidas que são necessárias para assegurar o bem-estar comunitário e individual, em resposta a ambos o vírus e o Estado, compreendendo o equilíbrio que cada um de nós almejamos para nós mesmos. Dada nossa realidade atual, na véspera de ano novo, reúna seu grupo, coletivo, comunidade, organização, ou apenas você mesmo para levantar um clamor e lembrar àqueles do lado de dentro que não estão sozinhos.

Internacionalmente, manifestações de barulho em frente às unidades carcerárias são uma forma de lembrar daqueles que são mantidos aprisionados pelo Estado e uma maneira de demonstrar solidariedade com os e as camaradas encarcerados e seus entes queridos. Nós nos unimos para quebrar a solidão e o isolamento.

Sabemos que a prisão está além de reformas e deve ser completamente abolida. Esse é um mecanismo de repressão usada pelo Estado para manter uma ordem social enraizada em supremacia branca, patriarcado e heteronormatividade. Unir-se em lugares de repressão é também desafiar o que eles representam.

A lógica do Estado e do capital, de punição e encarceramento, deve ser substituída por uma rejeição da opressão e exploração. Este chamado é um passo nessa direção.

Onde quer que vocês estejam, encontrem-se na véspera de ano novo nas prisões, cadeias e centros de detenção, sejam barulhentos em solidariedade com aqueles aprisionados e transmitam a ideia de um mundo livre da dominação.

Mandamos este chamado em solidariedade com aqueles que desafiam a repressão estatal em dissidência de larga escala: dos levantes bielorrussos à rebeldia atual da Grécia que estão encarando a repressão como anarquistas e todos aqueles nos espaços do movimento.

Queremos um mundo sem muros e fronteiras.

Lutaremos juntos até que todos sejam livres!

NYC Anarchist Black Cross

nycabc.wordpress.com

Tradução > Sky

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O vento cortante
Assim chega ao seu destino –
Barulho do mar.

Ikenishi Gonsui

[Espanha] Lançamento: “Lucha contra el capacitismo. Anarquismo y capacitismo”, de Itxi Guerra

O sistema capacitista é aquele que discrimina, violenta e assassina pessoas deficientes pelo fato de serem deficientes. Ela surge do sistema capitalista ao conceber pessoas de acordo com sua capacidade de produzir lucros através de sua força de trabalho. Este fanzine procura relacionar esta opressão ao especismo, ao patriarcado e ao sistema prisional, analisando como esta violência está sendo reproduzida e como podemos acabar com ela através do anarquismo e da ternura.

Lucha contra el capacitismo. Anarquismo y capacitismo

Itxi Guerra

64 páginas, 17 cm x 12 cm. 4,25€

editorialimperdible.com

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mar sem ondas
a criança cai
levanta

Ricardo Portugal

[Grécia] Cerca de 10.000 anarquistas e antiautoritários protestam no centro de Atenas pelos 13 anos da morte de Alexis Grigoropoulos

Ao longo de 13 anos, o aniversário do assassinato de Alexis Grigoropoulos por um policial foi a ocasião para lembrar que a violência policial não diminuiu, muito pelo contrário.

Na noite passada (06/12), aproximadamente 10.000 anarquistas e antiautoritários se manifestaram no centro de Atenas. A marcha começou ao anoitecer e passou em frente ao Parlamento protegido por um muro da MAT (forças antidistúrbios gregas) por volta das 20h.

Alguns dos manifestantes foram então à Exarchia para visitar o local do crime onde o anarquista de 15 anos caiu em 6 de dezembro de 2008. A polícia começou a agir com rigor, mesmo quando centenas de pessoas se reuniram em frente ao memorial, provocando confrontos a partir das 21h30, com coquetéis molotov contra gás lacrimogêneo, algumas barricadas improvisadas e numerosos incêndios em lixeiras.

A repressão não demorou a interpelar os jornalistas independentes, questionando violentamente os transeuntes sem provas e espancando cegamente dezenas de pessoas. A polícia não hesitou em arrombar as portas dos edifícios para seguir os insubmissos no interior das moradias, sabendo que eles podem fazer qualquer coisa sob o regime cada vez mais autoritário de Kyriakos Mitsotakis e seus facínoras de extrema-direita.

No início da tarde, uma primeira manifestação havia reunido milhares de estudantes do ensino médio e universitário no mesmo trajeto, mas não sem sofrer repressão policial (11 menores foram interpelados, incluindo 3 detidos).

Pensamentos calorosos para aqueles que resistem em outro lugar contra a mesma máquina de dominação. Abaixo a corporação autoritária e seu braço armado!

Yannis Youlountas

blogyy.net

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sombras pelo muro:
a borboleta passa
seguindo a anciã…

Rosa Clement

[Grécia] Passeata em memória de Alexis Grigoropoulos reúne dezenas de anarquistas em Corfu

Ontem, segunda-feira 6 de dezembro, uma passeata foi realizada na cidade de Corfu por ocasião do 13º aniversário do assassinato de Alexis Grigoropoulos. A convocatória, apesar das fortes chuvas, reuniu cerca de 70 pessoas e seguiu um trajeto modificado que incluía a avenida Alexandra, assim como a sede do partido Nova Democracia na rua “Methodiou”.

Durante a marcha, slogans anti-polícia e anti-fascistas foram gritados em alto e bom som. Estênceis com o slogan “Cops Fascist Killers” foram pintados e um folheto foi distribuído a respeito da convocatória. A passeata depois de parar na Delegacia de Polícia de Corfu permaneceu ali por alguns minutos e depois se dirigiu para o antigo Hospital Psiquiátrico onde foi finalizada.

De nossa parte, enviamos nossa solidariedade aos presos ontem e aos companheiros que enfrentaram o lixo fardado.

“TEREMOS A ÚLTIMA PALAVRA!”

Mais fotos: https://athens.indymedia.org/post/1615853/

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folhinhas
linhas
zibelinas sozinhas

V. Maiakovski