Foda-se as eleições!

[Chile] Palavras desde as prisões por Luisa Toledo Sepúlveda

Nossa mãe, nossa avó e eterna companheira Luisa Toledo Sepúlveda partiu. Desde os diferentes centros de punição e isolamento onde passamos décadas e anos mantendo a resistência autônoma, subversiva e anárquica, nos reunimos mais uma vez no coração de nossa manada para abraçar eternamente “la luisa”, nossa mãe subversiva.

Estamos sofrendo, com o coração partido, viajando entre diferentes gerações de companheiros para quem as palavras e ações de “la abuela” têm marcado o caminho há anos desde as crianças na pobla, adolescentes rebeldes e jovens combatentes.

Sentir a força de sua voz como a voz de seus filhos, que ao mesmo tempo são todos nós que fomos inegavelmente marcados pela certeza de suas palavras de fogo, de balas, de trovões, de conspiração, de consciência, de memória belamente violenta, de insistência inabalável na luta frontal contra o mundo do poder e de toda autoridade.

Seus filhos que resistem nas prisões, os fugitivos que permanecem em luta, de diferentes territórios do planeta onde seu nome é ouvido como sinônimo de Resistência, Memória e Subversão, hoje gritamos juntos e unidos alto e claro que continuamos levantando incondicionalmente a bandeira da guerra social, o gesto permanente de conflito em luta pela libertação total.

Chamamos a todos os rebeldes que dignamente reivindicam a luta frontal contra o poder através da ação direta a se manifestarem em guerra com gestos concretos em memória de Luisa Toledo Sepúlveda.

Chamamos para manter vivo o fogo de sua voz, seu espírito de luta, suas palavras sábias, sua prática incessante sempre do lado da ilegalidade em clara cumplicidade subversiva.

Nós o abraçamos e estamos com vocês, Manolo, Flaca, Sol, Alen.

Saudamos a Villa Francia e todos os cúmplices.

Nós abraçamos os peñi e os lamngen em guerra!

Nós te abraçamos com amor eterno na guerra, querida mulher, mãe, avó, companheira!

Luisa Toledo Sepúlveda você vive na luta antiautoritária, autônoma, subversiva e anárquica para sempre!!!

Enquanto existir miséria, haverá rebelião!

Morte ao Estado e viva à anarquia!

Juventude combatente: insurreição permanente!

Até destruir o último bastião da sociedade carcerária!

Rumo à libertação total!

Pablo Bahamondes Ortiz

Prisão empresa stgo 1.

Mónica Caballero Sepúlveda

Prisão feminina de San Miguel.

Marcelo Villarroel Sepúlveda

Juan Aliste Vega

Joaquín Garcia Chanks

Juan Flores Riquelme

Francisco Solar Domínguez

Prisão empresa de Rancagua.

Terça-feira, 6 de Julho de 2021

Santiago, Rancagua.

Territórios dominados pelo estado chileno

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agência de notícias anarquistas-ana

A lua fria —
Sobre o templo sem portão,
O céu tão alto.

Buson

[Argentina] Buenos Aires: A 4 anos da morte do companheiro anarquista Santiago Maldonado

A quatro anos do assassinato de Santiago Maldonado seguimos reivindicando nosso companheiro.

Porque a memória anárquica é ação, fazemos um chamado a recordar do Lechu enfatizando nos ideais e perspectivas de nosso companheiro.

Não nos esquecemos que Santiago foi abatido por agentes repressores do Estado em uma barricada no Puelmapu (território Mapuche localizado a leste dos Andes), como tampouco nos esquecemos da usurpação que setores reformistas e que sustentam esta sociedade fizeram de sua morte, usando seu olhar e seu corpo para suas jogadas políticas.

Por isso:

– Este ano propomos NÃO utilizar a imagem física de Santiago nas propagandas, mas suas canções, ideias e práticas, combatendo assim o esvaziamento e a imagem deslavada que foi levantada pelo poder.

– Porque sabemos que o Lechu lutava pela terra e contra o capital, propomos acentuar uma memória multiforme, que inevitavelmente nos leva a recordar de outrxs companheirxs caídxs nestas mesmas lutas. Assim, a seis meses do assassinato de Baucis por parte de capangas em plena recuperação de terra Mapuche, fazemos um chamado para que Bau esteja presente nas ações que façamos adiante.

– Propomos uma memória de ação que assuma que os inimigos estão por todos os lados, o que amplia nossa capacidade de ataque. Podemos ser criativxs atacando, não nos esqueçamos.

Por uma memória anarquista, multiplicar a propaganda e as ações.

Nenhumx companheirx está esquecidx.

A nossxs compas nas masmorras do poder no $hile, saibam que estão conosco em cada ação.

Julho, 2021.

Maus Aires, Território (ainda) dominado pelo Estado Argentino.

Tradução > Caninana

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agência de notícias anarquistas-ana

Na tarde de neve
Passa desaparecendo
Um só guarda-chuva.

Yaha

[França] O companheiro Enric Mèlich faleceu na noite de 6 para 7 de julho

Nascido em 1925, Enric Mèlich tinha quatorze anos quando cruzou a fronteira com a França em 1939, seguindo as inúmeras etapas da retirada. Não demorou muitos anos para que ele se juntasse à resistência francesa contra os nazistas e se voltasse para a luta libertária contra a ditadura de Franco.

Membro da Federação Ibérica das Juventudes Libertárias, esteve ligado às atividades de Defesa Interior [organização de luta armada contra Franco do movimento libertário] e posteriormente participou ativamente no apoio à reconstrução do movimento libertário na Catalunha durante os últimos anos do franquismo. Seu grande amor pela leitura o levou a abrir uma pequena livraria em Perpignan, que sofreu um atentado franquista. Apesar da idade avançada, Enric Mèlich nunca deixou de desenvolver uma intensa atividade intelectual, permanecendo ativo e presente no movimento libertário até o último momento. A sua cordialidade e afabilidade conseguiram conquistar o coração de todas as pessoas que o conheceram e que junto com a emoção que sentem neste momento guardarão dele uma boa recordação.

Tomás Ibáñez

agência de notícias anarquistas-ana

No extremo vazio
do mais oco, sopro sons:
flauta de bambu.

Urhacy Faustino

[Irlanda do Norte] Prisioneiro Anarquista Irlandês Completa 30 Anos: Encarcerado Injustamente

Em maio, nosso camarada John Paul Wootton comemorou seu 30º aniversário encarcerado injustamente na prisão Maghaberry Gaol, na Irlanda do Norte. Em um momento que ele deveria ter comemorado tal ocasião com sua família, camaradas e entes queridos, John Paul marca mais um aniversário preso injustamente com Brendan McConville que faz parte do caso de erro judiciário conhecido em todo o mundo como Craigavon Two. Detidos e sentenciados em um tribunal Diplock (Tribunal sem júri) por um crime que eles não cometeram.

John Paul é um anarquista que continua ativo enquanto está detido na notória prisão Maghaberry Gaol, na Irlanda, ajudando muitos prisioneiros no conhecimento de seus direitos enquanto estão encarcerados e expressando solidariedade com outros prisioneiros em todo o mundo.

Ele está ativo escrevendo e comentando sobre a situação atual na Irlanda de uma perspectiva anarquista, assim como sobre outros casos de justiça social que permanecem em seu coração. Um músico talentoso e um excelente guitarrista que compõe muitas músicas, algumas das quais foram ao ar durante uma série de eventos sociais online dos Industrial Workers of the World (Trabalhadores Industriais do Mundo) enquanto trabalhador encarcerado. As músicas compostas por ele são sobre uma série de questões de justiça social e luta de classes.

Você pode escrever diretamente para John Paul no endereço a seguir para expressar apoio e solidariedade com o Craigavon Two, no entanto, você pode ajudar compartilhando o site abaixo a levantar a questão do Craigavon Two e exigir sua libertação imediata.

Escreva Para:

John Paul Wootton, Davis House, Maghaberry Prison, Lisburn, Co. Antrim, Ireland. BT28 2PT

Brendan McConville, Roe House, Maghaberry Prison, Lisburn, Co. Antrim, Ireland, BT28 2PT

#JFTC2 Para mais informações sobre o Justice for the Craigavon Two (“Justiça para o Craigavon Two”), por favor, veja no seguinte site recentemente criado pelos membros familiares para ajudar a levantar a visibilidade atual de John Paul e Brendan McConnville que compõem o Craigavon Two: www.jftc2.ie

Fonte: https://abcireland.wordpress.com/2021/06/01/irish-anarchist-prisoner-turns-30-wrongfully-incarcerated/

Tradução > Brulego

agência de notícias anarquistas-ana

Apenas estando aqui,
Estou aqui.
E a neve cai.

Issa

[Turquia] Repressão a manifestação feminista

A Turquia se retirou oficialmente na quinta-feira da Convenção de Istambul, um tratado internacional para prevenir a violência baseada em gênero assinado por 45 países e pela União Europeia em 2011. 

Manifestações ocorreram em todo o país e foram planejadas novamente neste fim de semana como um recurso contra a retirada pelos partidos de oposição à rejeição pelo Conselho de Estado. As mulheres manifestantes entraram em choque em Istambul com a polícia que disparou gás lacrimogêneo. 

A retirada atraiu a condenação generalizada de todo o mundo e desencadeou meses de protestos nacionais em um país onde a violência doméstica é generalizada, com pelo menos 300 feminicídios e 171 mortes suspeitas de mulheres registradas no ano passado.

Fonte: https://secoursrouge.org/turquie-repression-dune-manifestation-feministe/

agência de notícias anarquistas-ana

cerveja gelada
amigos no boteco
palavra molhada

Carlos Seabra

[Argentina] Cerca de 200 voluntários argentinos que estiveram na Espanha eram de tendência anarquista

José Grunfeld: 17/06/1907, nasceu em Moisés Ville-Santa Fe. Começou a trabalhar aos 10 anos para ganhar o pão, e mudou-se com sua família para a cidade de La Plata aos 18 anos. Desertou do serviço militar, trabalhou no comércio e no frigorífico Swift, o que o aproximou da militância anarquista da Federación Obrera República Argentina (FORA). Desde então, começou seu desenvolvimento como dirigente libertário naquela organização e mais tarde na Federación Anarco Comunista Argentina (FACA). Em 1936 viajou com sua companheira Anita Piacenza para a Espanha carregando 40000 doses de antipirrogênio para os feridos de guerra. Ele desenvolveu importantes tarefas de direção e organização desde a secretaria local da FAI em Barcelona e posteriormente em Valência como assessor na Comissão de Guerra da CNT-FAI organizando escolas de instrução para soldados. Visitou a 117ª Brigada no final de 1938 e foi para a base naval em Cartagena, onde conseguiu a libertação dos companheiros presos. Se exilou no navio inglês HMS Galatea junto com outro argentino Arturo T. García, que partiu de Gandía em 30 de março de 1939 para a Inglaterra. Uma vez na Argentina, foi preso em 1944 e 1947 junto com sua companheira, dedicou-se ao Sindicato de Comércio, também dirigiu vários institutos de pesquisa e continuou toda sua vida militante na Argentina na causa libertária.

Mais infos: https://www.brigadasinternacionales.org/2021/05/18/diccionario-biografico-de-los-voluntarios-de-argentina-en-la-guerra-civil-espanola/?fbclid=IwAR0mn5Y5LLDUsnmwO9VxrwAgkuu3Dcal6eDNEC7IabjtOfp7Az_2Bz6Q-js

agência de notícias anarquistas-ana

Seus cachos de seda
são borboletas douradas
brincando na brisa.

Humberto del Maestro

[França] Lançamento: “Nos encontraremos novamente nas barricadas. Os folhetins dos jornais de Proudhon (1848-1850)”

Nous nous reverrons aux barricades. Les feuilletons des journaux de Proudhon (1848-1850)

Vittorio Frigerio

Edições UGA, 2021

ISBN: 978-2-37747-232-1

Páginas : 127

Preço: 22 euros (euros)

R e s u m o:

Geralmente considerado o “pai” do anarquismo francês, Pierre-Joseph Proudhon mantém uma relação ambivalente com a criação literária. Este ensaio traça a relação de Proudhon com a literatura, como aparece em suas obras, e depois analisa os discursos feitos em suas quatro revistas sobre os triunfos do romance em série (ou folhetins), que esboçam a teoria de um folhetim progressista e revolucionário, capaz de divulgar para o público popular, através da ficção, as ideias e teorias que ajudarão a libertá-lo. Uma apresentação dos romances publicados em folhetins no jornal Le Peuple é seguida por um estudo mais aprofundado de um deles, o romance Le Mont Saint-Michel, que narra as aventuras de um grupo de republicanos durante o famoso episódio da barricada do claustro Saint-Merry, uma trágica pista para a insurreição abortada de 1832. Esta análise, que recorre a muitos autores conhecidos (Michelet, Stendhal, Victor Hugo e Alexandre Dumas pai) e àqueles que foram esquecidos, visa oferecer uma reflexão sobre a natureza do romance histórico e da escrita historiográfica durante um período chave para seu desenvolvimento.

C o n t e ú d o:

I n t r o d u ç ã o

Proudhon e literatura

A recepção do romance-folhetim em Le Peuple

A teoria do folhetim em Le Peuple

Os romances-folhetins em Le Peuple

Um episódio histórico pouco conhecido e suas vicissitudes literárias

Fortunas e contratempos de uma “obra das circunstâncias

Um romance histórico exemplar: Le Mont Saint-Michel

O privado perante o público: Le Mont Saint-Michel, um romance popular

A história do romance

O detalhe, um elemento básico da narrativa histórica

As múltiplas vidas da barricada Saint-Merry

General Lamarque

O homem negro

As Bandeiras

As últimas palavras

Extensão da narrativa histórica

C o n c l u s ã o

Texto explicativo que poderia ter servido também como prefácio

Anexos – Extratos do romance Le Mont Saint-Michel

Capítulo XV. Preparativos para a batalha

Capítulo XVII. O Comboio do General Lamarque

Capítulo XVIII. Construção de uma barricada

Capítulo XIX. Jean se encontra

Capítulo XX. A Barricada Saint-Merry

B i b l i o g r a f i a.

Este livro tem uma página dedicada no site da editora…

Fonte: https://www.fabula.org/actualites/nous-nous-reverrons-aux-barricadesles-feuilletons-des-journaux-de-proudhon-1848-1850vittorio_102108.php

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

chuva amedrontada
mar majestoso e sombrio
inverno no ar.

Helena Monteiro

Novo vídeo: 7 Princípios Para Nossos Movimentos

Quando nossos movimentos crescem e se tornam uma ameaça real ao status quo, precisamos cuidar para evitar que divergências sobre táticas, boatos sobre pessoas infiltradas e outros ruídos enfraqueçam nossa luta. Este vídeo reúne 7 princípios para permanecermos perigosys juntys!

>> Assista o vídeo (02:22) aqui:

https://kolektiva.media/videos/watch/c6b61bcd-84f0-48ef-a8d7-0211c0f19eef

Conteúdo relacionado:

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agência de notícias anarquistas-ana

“Pouso para a noite!”
E joga sua espada ao chão —
Tormenta de neve

Buson

[Grécia] As entregas para a Exarchia já começaram! | 1° capítulo

A solidariedade continua com coletivos e locais autogestionados na Grécia, apesar da pressão e da intimidação das autoridades.

 

Ontem começaram as entregas para a Exarchia. Elas serão distribuídadurante várias semanas. Como sempre, foi com Notara 26¹  a histórica primeira ocupação de refugiados e migrantes do centro de Atenas  que nossas ações simultâneas deixaram outras regiões da Grécia para convergir para as catacumbas da capital. No meio dessa onda de calor, as crianças e adultos docupação nos receberam calorosamente com abraços e sorrisos. Alguns rostos são conhecidos há muito tempo, outros são novos, todos são afetuosos como se fosse uma grande família.

 

A carga: 1350 kg de frutas e vegetais de Creta, mas também grãos integrais da França, azeite comprado em Kastelli para apoiar os camponeses que lutam contra o projeto do aeroporto, fraldas e leite para crianças, presentes da França e da Creta para crianças migrantes, algumas roupascafeteiras… Claro, essa entrega será associada a uma quantia em dinheiro enviada esta noite como parte da assembleia geral do local, pois tambéé importante que os grupos sejam autônomos em suas escolhas diante das dificuldades pelas quais estão passando.

 

Nesse contexto extremamente difícil, Notara 26 é um exemplo: resistiu aos fascistas e ao Estado grego durante seis anos, sem enfraquecer, com apoio de muita gente, iniciativas, alegria, coragem, ajuda mútua, força e amor. “Boa força”, como dizemos por aqui: “Dinami Kali!”

 

Obrigado a todos aqueles que nos apoiam para continuar a dar vida à utopia concreta e perseverar na adversidade. Nem pensar em desistir, mesmo que os tempos sejam difíceis. Até breve para mais notícias do bairro ou outros lugares que ainda estão de pé e onde novos coletivos acabam de ser criados! Não, nada acabou, seguir cenas dos próximo capítulo!

 

Saudações fraternas dos nossos camaradas e companheiros utópicos aqui,

 

Maud e Yannis / Anepos e os membros e apoiadores da ação

 

PS: se você deseja apoiar as próximas ações nos dias que virão (obviamente sem subsídio ou parceria da mídia ou servidores do poder) voltadas para vários outros coletivos e locais autogestionados em Atenas e outros lugares, é aqui:

 

1- Para fazer uma transferência para ANEPOS

IBAN: FR46 2004 1010 1610 8545 7L03 730

BIC: PSSTFRPPTOU

Assunto: “Ação de solidariedade à Grécia”

 

2- Para participar via PAYPAL, segue o link:

https://www.paypal.com/cgi-bin/webscr?cmd=_s-xclick&hosted_button_id=LMQPCV4FHXUGY&source=url 

 

3- Para enviar cheque nominal a ANEPOS

Endereço postal: ANEPOS – Action Solidarité Grécia – 6 allée Hernando – 13500 Martigues

 

Contato: solidarite@anepos.net

Telefone. Grécia (0030) 694 593 90 80 / Tel. França 06 24 06 67 98

 

[1] Breve apresentação de Notara 26 (vídeo de 14 minutos):

https://www.youtube.com/watch?v=Aq3SUliz34A   

 

Fonte: http://blogyy.net/2021/06/29/les-livraisons-a-exarcheia-ont-commence/

 

Tradução > Mawie

 

Conteúdos relacionados:

 

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2019/02/26/grecia-caravana-solidaria-libertaria-ja-chegou-a-exarchia/

 

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2018/05/31/franca-grecia-caravana-anarquista-solidaria-nos-passaremos/

 

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2018/03/16/franca-caravana-solidariedade-grecia/

 

agência de notícias anarquistas-ana

 

Gripe forte? Não!

Apenas adormeci

entre espirradeiras.

 

Leila Míccolis

[Espanha] O Estado reprime novamente a luta anarco-sindical

Rejeitamos como injusta e desproporcional a sentença de três anos e meio de prisão e 150.000 euros contra sete sindicalistas da CNT Gijón.

Rejeitamos categoricamente a sentença que conhecemos contra sete companheiros da CNT de Gijón, aos quais o juiz os condenou a 3 anos e meio de prisão e o pagamento de 150.000 euros de indenização. É um claro aviso do judiciário ao anarco-sindicalismo que opta pela ação direta e pelo confronto social contra a submissão ao poder.

Esta sentença, que será legalmente apelada e contestada das ruas por não poder ser de outra forma, estabelece um grave precedente. Por meio desta decisão judicial é anunciado publicamente que, ou a ação sindical inspirada no anarco-sindicalismo deve passar por aceitação prévia, ou haverá repressão, duramente aplicada com penas de prisão e penas elevadas. Felizmente, nós anarquistas ainda temos uma arma de defesa: apoio mútuo e solidariedade de classe.

O tribunal penal número 1 de Gijón, com sentenças anteriores contra outros trabalhadores que no passado desenvolveram lutas militantes nas Astúrias contra o capitalismo e o Estado, condenou cada um dos sete réus a três anos e meio de prisão pelos crimes de coação e obstrução à justiça. Também obriga os sindicalistas a compensar a empresa com 150.428 euros, declarando o sindicato CNT como responsável vicarialmente. O oitavo réu, um ativista catalão sem-teto que esteve em Gijón um dos dias dos comícios, foi condenado a oito meses de prisão por gravar um vídeo e publicá-lo em sua página do Facebook, sob o crime de coerção.

Daqui, todo nosso apoio a esses companheiros e o seu sindicato. Coragem e incentivo nestes tempos difíceis para os trabalhadores.

Para contribuir financeiramente para os custos legais existe uma conta aberta pela CSA La Justicia neste link (No conceito deve ser escrito ‘La Suiza’):

https://laxusticia.noblogs.org/fondo-de-solidarida-obrera-de-la-felguera/

Federação Anarquista Ibérica – FAI

federacionanarquistaiberica.wordpress.com

Tradução > Liberto

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agência de notícias anarquistas-ana

Praia deserta
no rebentar da onda
a moça espera

Eugénia Tabosa

[Alemanha] Paz para as autoridades | A polícia europeia não foi criada para evitar o perigo, mas para controlar as massas empobrecidas

Por Lea Pilone | 20/04/2021

Para chegar na origem da polícia moderna na Europa, precisamos voltar à Idade Média. No campo, a vida era dominada pela servidão, na qual camponeses e camponesas trabalhavam para os latifundiários e em troca recebiam um pequeno pedaço de terra para se sustentarem. A partir do século XIII, essa ordem começou a ser abalada. Ao invés de trabalho obrigatório, os proprietários exigiam pagamentos monetários, o que gerou o endividamento de camponeses e camponesas empobrecidas.

Além disso, do final do século XV ao século XVIII, a terra comunal foi massivamente privatizada, deixando uma grande parte da população sem meios para a própria subsistência. Os servos foram expulsos de suas terras e forçados a buscar outros meios de sobrevivência. Muitos migraram para as cidades em constante expansão durante esse período. Essa massa de indigentes tornou-se o terror da classe dominante, que via nos vagabundos, mendigos, pobres e prostitutas um perigo incontrolável.

A “ciência policial”

Uma resposta a isso foi a chegada da “ciência policial”, que surgiu no início do século XVI e foi praticada por regentes, reis e estudiosos das leis, principalmente no território do Estado alemão. [1] “Boa polícia” significava segurança e a preservação da ordem pública: incluindo todas as áreas, às quais eram atribuídas qualquer função de manutenção da ordem, desde medidas administrativas, cuidado as pessoas empobrecidas, lidar com desastres naturais até a regulamentação do mercado. No decorrer dos séculos XVII e XVIII, as estações imperiais (Reichsstände) emitiram uma série de portarias policiais.

Embora, por exemplo, a ordem policial de 1530 propagasse que levaria a “paz, tranquilidade e união para os súditos e as autoridades”, um olhar sobre os objetos da ordem policial deixa claro, que se tratava principalmente de paz e tranquilidade somente para as autoridades. [2] O objeto das ordenanças já eram nessa época as pessoas marginalizadas: vagabundos/as (indigentes sem moradia nem emprego fixo), estrangeiros/as, ciganos/as (rom e sinti), judias e judeus, bandos de ladrões e bandidas, prostitutas e supostas bruxas. Criminalizadas foram ações que representavam uma ameaça para a nova ordem emergente. Essas incluíam estratégias de sobrevivência, como mendigar, vagabundagem ou crimes contra a propriedade.

Pessoas, criminalizadas pelas suas estratégias de sobrevivência, deveriam ser disciplinadas para trabalhar.

Foram precisamente aquelas atividades que garantiam um meio de subsistência diferente do trabalho assalariado que impediram a aplicação da nova ética de trabalho. Ao mesmo tempo, o aborto e a fornicação foram perseguidas. As relações sexuais fora da família conjugal impediam o estabelecimento de uma disciplina sexual burguesa, enquanto o controle de natalidade impedia o crescimento populacional, que – depois de um terço da população europeia morrer de peste – foi muito importante para a exploração do trabalho.

Apesar da infinidade de leis, a realidade ficou aquém das expectativas: “nem o uso da palavra polícia, nem a intervenção de homens, cuja tarefa era manter a ordem e a repressão de autores de crimes, garantiam o aplicação da lei e a segurança pública. Os regentes alemães (Fürsten) do século XVII emitiam decretos policiais, mas muitas vezes faltavam oficiais para fazê-las serem cumpridas”, escreveu Clive Emsley. [3]

As pessoas, que seguiam as estratégias de sobrevivência criminalizadas mencionadas acima, deveriam ser disciplinadas para trabalhar. Na Inglaterra, a dinastia Tudor impôs uma divisão com as “Leis Pobres” entre pobres “reais” e “irreais”, que também foi encontrada em outras partes da Europa Ocidental. Como pobres reais eram consideradas as pessoas fisicamente incapazes de trabalhar. Todos os outros, os “falsos pobres”, foram rotulados como indisciplinados, preguiçosos e avessos ao trabalho. Ser pobre e não trabalhar, mesmo com condições físicas, era visto como uma decisão consciente, que poderia ser condenada juridicamente. [4]

Com a criminalização e a punição subsequente, os regentes e reis visavam duas coisas: a aplicação de uma ética de trabalho capitalista nos súditos e a criação de uma mão-de-obra livre. Em 1547, o estatuto do rei inglês definiu, que aqueles que se recusassem a trabalhar ou fugitivos “de qualquer trabalho seria levado a flagelação ou encadeamento”. Se fugissem, seriam condenados a escravidão perpétua. [5] Em Veneza, em 1529, foi ordenada a prisão de todos/as pedintes estrangeiros/as com o fim de utilizá-los/las como trabalhadores/as forçados/as na frota de navios. Mais tarde, na França, sob comando de Luis XVI, foram organizadas caças aos/às sem-teto para utilizá-los/las como remadores/ras nas galés dos navios. Dessa forma, os governantes, não apenas garantiam disciplinamento das massas, combatendo estratégias de sobrevivência para além do trabalho, como também recrutavam mão-de-obra gratuita para fazer avançar seus negócios lucrativos, como o colonialismo.

Reforma liberal da polícia na Inglaterra

Mark Neocleous descreve em “A fabricação da ordem social” como a ideia da polícia moderna começou a surgir no século XVIII na Inglaterra sob a influencia do liberalismo e do Iluminismo. Ela emergiu em distinção à polícia da França absolutista, onde haviam policiais desde a metade do século XVIII. Em Paris, cerca de 3000 homens pertenciam alieutenant général de police de Paris; a metade deles patrulhava a cidade, enquanto a outra metade trabalhava como catadores de lixo ou bombeiros, por exemplo. Assim eles controlavam um amplo campo, dos mercados até o comércio de livros. O maior departamento já era, entretanto, responsável pelo crime e pela mendicidade.

Esse caráter controlador da polícia foi julgado como sendo autoritário demais na Inglaterra, a regulação de todas as áreas da sociedade, principalmente da economia, foi rejeitada. Em vez disso, a ideia de uma mão invisível, que surgiu com o liberalismo, ganhou influencia segundo a qual a sociedade era determinada e ordenada pela busca natural da felicidade de cada indivíduo.

Na verdade, “o mercado” agora regulava certas coisas como se fosse natural: as massas estavam cada vez mais sujeitas à lógica do capital e do trabalho assalariado, outras possibilidades de prover o próprio sustento foram em grande parte destruídas ou criminalizadas. Após a consolidação das relações capitalistas, a violência direta não era mais necessária para forçar as/os trabalhadoras/es a trabalhar. Assim, para o curso normal das coisas, o trabalhador poderia ser deixado às “leis naturais da produção”. [6]

O conceito continental de polícia foi reformado na Inglaterra: a partir de uma instituição que controlava todas as possíveis áreas da sociedade, tornou-se uma instituição cuja única tarefa era combater o crime.

 A criação de uma “classe criminosa”

Desde o início, os novos policiais trabalhavam com um padrão específico, quando controlavam e observavam. O professor e médico italiano Cesare Lombroso desenvolveu uma abordagem pseudo-médica para identificar criminosos. Ele defendia a teoria de que pessoas nasciam criminosas e que a sua criminalidade poderia ser identificada em características físicas específicas (que também eram atribuídas aos colonizados).

Valeria Vegh Weis enfatiza que dessa forma não era mais necessário esperar para que um crime seja cometido, porque já era claro, quem potencialmente cometeria um crime. Assim fora possível identificar a/o “criminosa/o nata/o” e o bairro onde morava. O controle da criminalidade se torna preventivo. A referência médica sobre as características físicas particulares das/os criminosas/os agiu como uma legitimação para a intervenção policial em áreas urbanas para “encontrar” esses/as criminosas/os.

Além de controlar os bairros pobres, a polícia foi utilizada para reprimir greves e movimentos sociais, a partir do século XIX. Para tanto, não recorriam mais apenas a meios violentos, mas também construíram uma rede de vigilância eficaz para observar todas as pessoas potencialmente perigosas.

Não é por acaso que a polícia, hoje em dia, controla principalmente pessoas racializadas, queer, sem teto e outras pessoas marginalizadas. Assim como a procura por pessoas criminalizadas feita apenas em lugares específicos também não é por acaso. A polícia foi criada precisamente para esse policiamento seletivo. Era necessário para impor a ordem capitalista e agora é necessário para proteger o status quo.

>> Lea Pilone estuda direito em Berlim, trabalha na área da criminologia marxista e é ativa em movimentos socialistas-feministas.

Observações:

[1] Karl Härter: Strafrechts- und Kriminalitätsgeschichte der Frühen Neuzeit. De Gruyter, Berlin 2017, p. 27.

[2] Andrea Iseli: Gute Policey. UTB, Stuttgart 2009, p. 18.

[3] Clive Emsley, Crime, Police and Penal Policy: European Experiences 1750-1940. Oxford University Press, Oxford 2007, online I.4. S. 5.

[4] Valeria Vegh Weis, Marxism and Criminology. Brill, Leiden 2018, p. 46.

[5] MEW 23, 763.

[6] Ebenda, 765.

Fonte: https://www.akweb.de/gesellschaft/die-geschichte-der-polizei-in-europa/

Tradução > Bakira

agência de notícias anarquistas-ana

Aconchegantes,
Os raios do sol de inverno —
Mas que frio!

Onitsura

Encontro digital | Grupo Rosas Periféricas: o Teatro Periférico e Resistência

Encontro digital com Monica Soares e Rogério Nascimento | sábado, 10 de julho, às 19h

Foto de Andressa Santos

A p r e s e n t a ç ã o

O Grupo Rosas Periféricas é um grupo de teatro, que desenvolve suas pesquisas em São Paulo desde 2008. Artistas e educadores(as) periféricos(as), investigamos linguagens cênicas ancoradas em processos de criação em equipe. Nossos temas vêm do que ronda as periferias onde vivemos; a desigualdade social, o machismo, memória periférica, a feira livre e o tênis pendurado no fio elétrico. Temos uma sede no Parque São Rafael agora, onde realizamos encontros e ensaios. Também costumamos ensaiar na rua. O Grupo é cooperativado pela Cooperativa Paulista de Teatro.

Em nossa breve e brava trajetória temos Vênus de Aluguel, realizada em 2009 com direito a temporada no extinto Teatro X. No ano seguinte, A Mais Forte fez sua passagem pelo grupo e em 2012, o ato performativo Fêmea veio a público. Em 2013 entrou no ar a Rádio Popular da Criança, o primeiro espetáculo do grupo para o público infantil. Em 2015, a Rádio seguiu seu caminho e com o projeto Proac-ICMS passeamos por dez estações de trem da malha ferroviária paulista. Em 2014 realizamos o Cortejo Narrativas Submersas, a primeira parte da trilogia PARQUE SÃO RAFAEL. Este projeto foi fomentado pelo Programa VAI da Prefeitura de São Paulo, e em 2015 fomos novamente contemplados e realizamos o segundo ato dessa história, Lembranças do Quase Agora. Em 2016 realizamos o PROAC Primeiras Obras e passeamos com Narrativas Submersas por Mogi das Cruzes e Rubineia. Também encerramos a trilogia, com o capítulo final Labirinto Selvático, fomentado pelo Programa VAI II. Em 2017 tivemos algumas apresentações no SESC e também a I Mostra da Casa, que foi realizada na Casa de Cultura de São Rafael com o apoio do PROAC e com a organização do Grupo Rosas Periféricas. Também tivemos saraus e voltamos com Labirinto Selvático em nossa sede, além de participar da Ocupação Decolonialidade: Poéticas da Resistência no Teatro de Arena Eugênio Kusnet.

Em 2018 iniciamos com nossa Rádio Popular da Criança passeando pelas Fábricas de Cultura do Estado de SP.

Em 2019 estreamos o espetáculo Ladeira das Crianças – TeatroFunk em comemoração aos 10 anos de existência do Grupo, com o apoio do Programa VAI II da Secretaria Municipal de Cultura e atualmente estamos realizando o projeto Rosas Faz 10 Anos: Memórias de Um Teatro Maloqueiro através da Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo da Secretaria Municipal de Cultura, que prevê uma mostra de repertório desde o início do Grupo, somando a ações como saraus, oficinas e rodas de conversa sobre teatro e periferias.

>> Canal do CCS no YouTube:

www.youtube.com/centrodeculturasocial

FB: https://www.facebook.com/events/2984559638450998/?ref=newsfeed

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Insetos que cantam
parecem adivinhar
minha solidão…

Teruko Oda

[São Paulo-SP] Coletivo Escuta Liberta | Convidamos psicoterapeutas para somar

O Coletivo Escuta Liberta foi formado a partir de uma parceria entre as frentes de luta AMPARAR (Associação de Familiares e Amigos de Presos e Presas) e Rede de Proteção e Resistência Contra o Genocídio. Somos um coletivo formado por terapeutas (psicólogas e/ou psicanalistas), assistentes sociais, estudantes de psicologia e serviço social e advogadas, que promove atendimento psicossocial online e gratuito para familiares de pessoas presas.

Seguimos a perspectiva da criminologia crítica e, para continuar o trabalho que estamos desenvolvendo desde março de 2020, convidamos psicoterapeutas para somar nessa luta.

Se interessou? Mande um e-mail para: coletivoescutaliberta@gmail.com

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os fantasmas de cogumelos
viraram tinta:
pés nus no frio

Rod Willmot

[Chile] Luisa Toledo Presente! Agora e sempre!

Companheira Luisa Toledo,

Você nos ensinou sobre convicção, persistência, respeito, dignidade, força, coragem… Mas acima de tudo você nos ensinou sobre a importância do amor na luta cotidiana, a importância do amor e da empatia na luta revolucionária. Você nos ensinou a endurecer nossos corações, mas nunca a esquecer o amor e a empatia.

Continuaremos a avançar no caminho que você nos mostrou junto com seu companheiro de vida, Manuel. O legado que você nos deixou é indelével.

Quem luta pela vida, nem mesmo a morte o matará.

Até a vitória final.

Luisa Toledo Presente! Agora e sempre!

Frente Fotográfico

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/07/07/chile-comunicado-companheira-luisa-toledo-sepulveda-presente/

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Pelo zumbir dos mosquitos
deve ser alta madrugada.
Ó esta lua demorada!

Etsujin

 

[Chile] Comunicado: Companheira Luisa Toledo Sepúlveda, Presente!

Para a comunidade nacional e internacional

Para as mulheres, crianças, anciãos e homens bem-nascidos desta terra

Aos presos políticos

Para os homens e mulheres clandestinos que sulcam as rebeliões

Para o povo mapuche

Para aqueles que lutam

Para os habitantes de Villa Francia

Aos jovens em luta:

Com profunda tristeza, informamos a todas e todos da morte de nossa querida companheira Luisa Toledo Sepúlveda, que ocorreu nesta terça-feira de manhã, 6 de julho, como resultado de uma prolongada doença.

Sua morte ocorreu na intimidade de sua casa, rodeada por seu círculo familiar mais íntimo.

Nesta fria manhã de julho, vemos com orgulho a passagem de uma mulher inabalável, eterna e indispensável. E embora Luisa nos deixe fisicamente, seu legado deixou uma marca profunda na história daqueles que lutam além das fronteiras deste território chamado Chile.

Com uma coragem imponderável, Luisa encarnou a luta pela justiça que foi indiferente ante o assassinato de seus filhos Eduardo, Rafael e Pablo, dor que ela transformou em uma luta inquebrantável.

Hoje será marcado como um antes e um depois com a marca indelével de Luisa. Luisa, mãe da juventude lutadora, continuará sendo um farol inapagável para aquelas e aqueles que lutam.

Que o saibam cômodos, traidores e claudicantes, hoje, quando não a veremos mais, o seu tesão e consequência serão um rastro de novas lutas e rebeldias em cada canto pobre do mundo.

Companheira Luisa Toledo Sepúlveda, Presente!

Villa Francia, 6 de julho de 2021

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Cem anos de idade —
A paisagem das folhas
Caídas no jardim.

Bashô