Novo clipe do Ktarse: “Povo Unido” | Participação Naísa Zaiiah

Ktarse, rap da quebrada, combativo e anárquico! 

Produção. Leal Ktarse | Scratch: DJ Mamona | Mix/Master: Marcos Favela | Vídeo: Home Estúdio Popular

L e t r a

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I – Naísa Zaiiah

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Destrua o que te destrói / Destrua o que nos corrói / Sua desunião é o que / Silencia nossa voz / Sejamos mais pontes / Por menos muros tapando o horizonte / Essência busque na fonte / Contra o sistema se mantenha no front / Inimigo de terno e gravata / Anda de blindado / Ou usa farda / Bota arma na rua cara / Inocente sai morto ou algemado / Transfóbicos otários / Também são vítimas do estado / Bares e igrejas cheias / Saúde e cultura tá precário / Menor magoado / Bota arma na sua cara / Pena que sua roupa de marca / Não é a prova de bala / De repente um casal de lésbicas / Teria salvado sua vida / Se pudesse ter adotado essa criança / Com menos burocracia / Conceitos machistas / Atrasam o progresso de geral / Gados com dias contados / Batendo continência pra general / Na rua quem sangra, quem morre / Se olhe no espelho, é igual / Povo periférico / Indígena, quilombola, transgênero, homossexual / Sai da frente da TV / Olha pro mundo e vê / Presidente chacota internacional / Tá fudendo eu e você / Se respeito é pra quem tem / Então o que cê vai fazer / Repense seus atos, o povo unido é o que nos fará vencer…

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II – RODRIGO KTARSE

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Destrua o poder do macho que há em você / Seja um mano de atitude e proceder / Não seja um otário apoiador da misoginia / Destrua o patriarcado, lute contra os machistas / Lute contra os privilégios da masculinidade / Lute por justiça, liberdade e igualdade / Lute pela emancipação da periferia / Lute contra os vermes otários fascistas / Lute contra o sistema de dominação / Lute contra a opressão, contra a exploração / Lute contra o machismo, contra o racismo / Lute contra o Estado e o Capitalismo / Destrua a mentalidade machista, sexista / Lutar contra o sistema é lutar pela vida / Meus passos são os passos da desobediência / Rap combativo inflamando a insurgência / Rapero engajado, rimador incendiário. / No combate contra o patriarcado / Sou pelo levante armado na periferia / Armados de livros e consciência critica / Armados de sonhos, esperanças, sabedoria / Armados de proceder na luta pela vida / Armados de combatividade e insurgência / Somos o povo forte desse lado da trincheira

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III – MARIA

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Sou preta periférica na luta combativa / Por um mundo sem machismo, sem homofobia / Sou contra o racismo, sou negra de atitude / Foda-se a branquitude, vocês não me iludem / Seus privilégios de burguesas brancas / Tem sangue da escravidão, indígena e africana / Minha autoestima é sankofa no combate / Mantenho viva a minha ancestralidade / Sou afro-indígena contra o sistema / Sou mulher livre e não princesa / Sou Ângela Daves, sou pantera Negra / Sou quilombola, operária, camponesa / Sou Carolina de Jesus, sou Dandara / Sou Dina dee com a mente engatilhada / Sou pelas raperas antifas de quebrada / Sou pelo Malcolm, Mariana e Eduarda / Meu filho e minhas filhas, minha vida. / Minha flor de lótus, minha sabedoria / Ser negra e mãe na periferia / Te ensina a ser guerreira e combativa / Nessa batalha sigo em frente / O sistema não aprisiona a minha mente / Sou negra de atitude insurgente / Faço Rap combatente de luta permanente

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>> Veja o clipe aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=bWa43i6tsSA

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/06/13/novo-som-do-ktarse-libertem-mumia-abu-jamal/

agência de notícias anarquistas-ana

Lua cheia!
Por mais que caminhe,
O céu é de outro lugar.

Chiyo-jo

[Chile] Ante o assassinato do weichafe Pablo Marchat, solidariedade com aqueles que resistem ao Capital!

Mais uma vez, a defesa da terra custou a vida de um novo weichafe em Wallmapu. Um membro de uma das ORT da Cordinadora Arauco Malleco (CAM) foi assassinado pela polícia militarizada que protegia as obras florestais da Forestal Mininco na rota que liga Tranapuente a Carahue, região de Araucanía. Isto aconteceu na tarde de sexta-feira, 9 de julho, após uma ação de sabotagem contra a empresa extrativista na qual incendiaram um ônibus, um caminhão-tanque e um trator.

Este comunicado reafirma o que nós revolucionários sempre afirmamos: Os Carabineiros do Chile e todas as polícias são um instrumento dos poderosos, o braço armado do Estado e do Capital, e isto não pode ser reformado, mas abolido pelos povos oprimidos que resistem.

Como proletários, mestiços e revolucionários, o chamado é para fortalecer redes autônomas de solidariedade com fortes raízes territoriais, para reconhecer aqueles de nós que são contra o Capitalismo e para alcançar processos ativos de recuperação de nossas vidas e da terra.

Vemos que mesmo que o cenário esteja sendo acomodado com o poder constituinte em exercício a possibilidades mais progressistas e a garantia dos direitos sociais e da terra, mesmo com representantes do povo mapuche e dos oprimidos no processo de modernização do Estado, isto não deve nos relaxar, mas pelo contrário: estamos vendo as consequências novamente hoje, com a contínua militarização dos territórios em resistência e esta nova morte.

Pela vida.

Pelo comunismo e a anarquia.

Terra e Liberdade!

WEUWAIÑ!

Solidaridad Obrera Biobío

agência de notícias anarquistas-ana

As folhas caindo
Na roça em frente ao portão
Divertem o gato.

Issa

Nova página do Centro de Cultura Social no Facebook

A pagina anterior do Centro de Cultura Social foi desativada pelo Facebook porque não atendemos as políticas de divulgação, postagens e compartilhamentos. Não cabe recurso. Assim, solicitamos a todxs que dentro do possível compartilhem a atual página (link abaixo). Obrigadx!

https://www.facebook.com/centrodeculturasocialSP

>> Centro de Cultura Social <<

Por Jaime Cubero

O Centro de Cultura Social corresponde exatamente à função do Ateneu Libertário. Sua trajetória é adequada exatamente às mesmas finalidades. No passado, no presente e nas perspectivas futuras.

O Centro é essencial à projeção libertária sobre a vida atual, principalmente porque dessa projeção há de se prefigurar o mundo futuro que desejamos.

Queremos dizer, desde o meio em que vivemos, desde a marginalidade em que nos desenvolvemos, devemos ganhar, paulatinamente, mas sem descanso, espaços e setores de consciência e opinião, devemos aumentar em quantidade, força e intensidade a presença libertária nos bairros, distritos e municípios.

Outros centros devem ser criados. Eles são o espaço dessa prática libertária generalizada que deve ir substituindo os valores viciados da burguesia e do capitalismo, penetrando profundamente na consciência social.

Devemos estar nos sindicatos e entidades específicas, mas também devemos estar nos Centros de Cultura. Ademais os centros e possíveis e futuras federações de centros terão um papel fundamental na configuração do Movimento Libertário, se conseguirmos torná-lo o catalizador de todas as forças, correntes, tendências e práticas libertárias que atuam no seio da atual sociedade.

As atividades dos Centros de Cultura devem orientar-se para o aprendizado e a formação das pessoas priorizando o tratamento da ética libertária, essência de nossas atuações e esquemas organizativos. Os Centros de Cultura são espaços de luta contra o autoritarismo existente, que se manifesta através da repressão que permeia todas as esferas de nossa vida, seja na família, na escola, no exército ou na fábrica.

Quando alguém se rebela contra a ordem existente, o lugar que o espera é a prisão, o reformatório ou qualquer instituição criada para reprimir e castrar.

A alternativa que surge como forma de luta é o Centro de Cultura, tentando arrebatar do Estado e do capitalismo, em espaços de atuação, parcelas do seu controle, por meio de uma educação e cultura não institucionalizada, desenvolvendo uma consciência crítica, que faça dos homens e mulheres seres livres.

Livres na atuação e nas ideias, sem influências estranhas ou artificiais à natureza de cada individuo. À proporção que adquirimos conhecimentos sentimo-nos mais livres. A grande força criadora do homem está no conhecimento. Conhecer é vencer obstáculos, é abrir espaços à liberdade. Sabem muito bem todos os poderosos que o saber liberta, e por isso querem regulá-lo, para por esse meio manietar mais facilmente o espírito humano.

Cultura a meias, conhecimentos bitolados, doutrinas oficiais, programas pré-estabelecidos segundo os interesses do Estado, controle total de todos os institutos e escolas de todos os níveis, destinados a reproduzir o sistema de privilégios em que vivemos, sempre usando medidas para evitar que o povo possa aquilatar a miséria moral e a mediocridade dos que governam. Os Centros de Cultura hoje, como os Ateneus Libertários, ontem, são a resposta.

Desenvolvendo atividade social, no apoio às lutas das comunidades (ensino, ecologia, saúde, educação…) participando sempre a favor da autogestão e contra a manipulação de partidos políticos. Incentivando a cultura e a educação libertária, organizando palestras, cursos, festas, cinema, teatro, bibliotecas e tudo o que a criatividade num espaço não reprimido possa germinar.

Nossos Centros são frequentados por muitas pessoas em busca de informações e conhecimentos, que não são anarquistas. Pessoas que começam a ter contato com ideias e novas formas de relacionamento humano, que poderão, com o tempo, integrarem-se ou não ao Movimento

Daí a necessidade de um Movimento Específico, onde participem somente os militantes, – pessoas com ideias e convicções definidas – que sem deixar de participar nos Centros, possam de maneira organizada e solidária articular-se na esfera das necessidades específicas.

Conhecer é vencer obstáculos, é abrir espaços à liberdade – J.Cubero

agência de notícias anarquistas-ana

a vida é lida
ou vira
casca de ferida

Jandira Mingarelli

[Holanda] A justiça burguesa quer me extraditar de qualquer forma

Hoje, 8 de julho de 2021, o Estado Holandês rejeitou o pedido que fiz para pararem meu processo de extradição, enviado por e-mail, e emitiu formalmente uma ordem de extradição. Eu pretendo apelar da decisão do regime no tribunal, mas ficou claro que a justiça burguesa pretende me extraditar para a Grécia de qualquer forma.

Se eu for extraditado para a Grécia, o maior problema não será passar um tempo nas prisões gregas, porque além da Grécia, eu fui acusado de terrorismo pelo regime teocrático iraniano (em 2017, durante o levante estudantil, acusado de ensinar os protestantes a fazer bombas. Essa acusação foi veiculada na rede nacional de televisão iraniana).

Portanto, existe também o risco de eu ser extraditado da Grécia para o Irã, que é o maior problema. Eu já fui torturado e preso nas prisões do regime teocrático iraniano, entre 2014 e 2015. Dessa vez os seguidores de Alá com certeza irão me matar. A justiça burguesa européia também quer isso, para se livrar de mim.

Cadê a solidariedade? É assim que os camaradas ocidentais tratam seus camaradas do Oriente Médio? A vida de um imigrante não-branco, queer e anarquista não vale o suficiente para prestarem solidariedade? A gente não lutou lado a lado contra um inimigo em comum nas ruas da Europa por anos? Então por que a maioria dos movimentos políticos ocidentais estão calados sobre esse caso, a decisão que determina o meu destino, se eu estou vivo ou morto? Por que os movimentos LGBT ocidentais estão calados? A vida de um não-binário e queer não vale o suficiente para prestarem solidariedade?

Camaradas, esse silêncio ficará registrado na história das lutas da esquerda e do anarquismo, e sem dúvida será uma vergonha histórica estampada na testa dos movimentos políticos ocidentais.

Abtin Parsa

8 de julho de 2021

Tradução > Swartz

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2020/10/28/grecia-apelo-a-todos-os-camaradas-anarquistas-e-antifascistas-por-solidariedade-para-com-o-anarquista-revolucionario-abtin-parsa/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2018/10/18/grecia-experiencias-de-tortura-e-prisao-vividas-por-anarquistas-no-ira-parte-i/

agência de notícias anarquistas-ana

“Viajante”,
Poderia ser meu nome —
Primeira chuva de inverno.

Bashô

[Espanha] Manifestação em Gijón em apoio aos sindicalistas condenados

Mais de duas mil pessoas se manifestaram em Gijón para exigir a absolvição da CNT e dos 7 sindicalistas condenados pelo conflito com a confeitaria La Suiza.

Mais de 2.000 pessoas se manifestaram em Gijón neste sábado (10/07) em resposta à condenação de 7 sindicalistas a 3 anos e meio de prisão cada um pelo conflito sindical entre a CNT de Gijón e a confeitaria La Suiza. Os manifestantes caminharam pelas ruas de Gijón gritando “CNT Xixón Absolvição” e “Absolvição condenados por lutar”. Mais de 50 grupos participaram no protesto, incluindo partidos políticos, associações de bairro, organizações feministas e sindicatos. A marcha, que saiu da Plaza del Humedal, terminou na Plaza del Parchís com um ato no qual alguns dos condenados explicaram que o conflito entre a CNT e a confeitaria La Suiza começou por causa da dupla exploração de trabalho e de gênero que sofria a trabalhadora daquele comércio. Também foram dados agradecimentos pela maciça demonstração de apoio que, segundo os condenados, os fez “sentir-se enormemente apoiados”.

O sindicato CNT entrou com um recurso judicial contra a sentença e seus advogados dizem que irão aos tribunais superiores para provar a inocência dos sindicalistas imputados. A organização também ressaltou que este dia mostra que o conflito foi socializado e agradeceu os sinais de solidariedade que chegaram tanto de Astúrias como do resto do território espanhol e até mesmo de algumas organizações e grupos internacionais.

Você pode nos contatar por e-mail gijon@cnt.es ou ligando para o porta-voz Alba no telefone 670 669 104.

Fonte: https://www.cnt.es/noticias/manifestacion-en-gijon-en-apoyo-de-las-sindicalistas-condenadas/?fbclid=IwAR36lFMnHurPefPQp_le17ijUAdIciH3pLBFduWR0zt-a2W-bZiefKVUE4g

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/07/01/espanha-fazer-sindicalismo-nao-pode-ser-um-delito/

agência de notícias anarquistas-ana

A ponte é um pássaro
de certeiro vôo: sua sombra
perdura na lembrança.

Thiago de Mello

[Grécia] Nova vitória para a fábrica autogestionada Vio.Me | 3º capítulo

A solidariedade continua com coletivos e locais autogestionados na Grécia, apesar da pressão e da intimidação das autoridades.

NOVA VITÓRIA DA FÁBRICA AUTOGESTIONADA VIO.ME (E ENTREGA DE SEUS PRODUTOS DOMÉSTICOS A LUGARES COLETIVOS E COLETIVOS DE APOIO)

Nos últimos dias, outra tentativa de leilão do terreno da fábrica Vio.Me acaba de falhar! Apesar de um contexto muito difícil, os trabalhadores continuam a resistir, depois de dez anos de autogestão! Mais uma vez, a solidariedade internacional ajudou a pressionar o Tribunal de Tessalônica, inclusive no protesto do dia 24 de junho.

Uma semana depois, fomos à sucursal ateniense da Vio.Me para comprar, como sempre, grandes quantidades de produtos domésticos para fornecer a nossos espaços e grupos de solidariedade.

Se você passar por Atenas, faça como nós: encontre-os no bairro de Peristeri, na rua Psaron 33. Você poderá descobrir novos produtos (que melhoraram muito, em todos os sentidos) e também alguns produtos para o corpo e o cabelo – mas eu não acredito que estes produtos funcionem [na minha calvície].

O local ateniense da fábrica Vio.Me também dispõe à venda alguns livros de uma cooperativa de editores, que tratam é claro de autogestão, lutas sociais e ecologia, entre outros. Também há camisetas e bolsas de tecido para financiar taxa judiciária.

Há três dias, enquanto estávamos preparando uma dúzia de caixas para serem entregues aqui e ali (Atenas, Creta …), lembramos dos anos 2012-2013: quando a luta começou a ser conhecida além das fronteiras da Grécia, em particular através do filme Não vivamos mais como escravos.

Assim, ao longo dos anos, frequentemente, nos encontramos, lado a lado: na fábrica ou em manifestações, no rádio ou durante o café. “O pequeno Aquiles cresceu!”, comentou um deles. O tempo está passando, sim. Mas entre companheiros de lutas, o tempo que passa de outra maneira: primeiro porque alegremente testemunhamos que nenhum de nós desistiu, de modo que nada está acabado, mas também porque acumulamos uma experiência comum. Constatamos que a utopia está ao nosso alcance, que o principal obstáculo é a resignação e que a solidariedade pode erguer montanhas.

Ser irmãos e irmãs de luta é ainda mais forte do que ser pais ou amigos. E nossas conversas provam isso: sistematicamente voltamos ao básico e agimos juntos para esse fim. Ao invés de nos restringirmos a banalidades básicas, a uma linguagem diplomática e oca, fingir que não vemos o que é importante ou que evitar desentendimentos com entes queridos que não escolhemos e que na verdade são mais distantes do que parecem.

Minha verdadeira família é aquela que defende a vida e o amor nas catacumbas desta sociedade mortal, não aquela que apenas tira proveito da loteria da existência. Agradeço aos meus familiares por estarem mais ou menos envolvidos em ações que vão na direção certa. Caso contrário, com o tempo, acabaremos nos afastando.

Coragem, meus irmãos e irmãs utópicos! Embora os tempos sejam tenebrosos, a grande família daqueles que lutam pela defesa da vida e do amor ainda não disse a sua última palavra!

Yannis Youlountas 

(seguir cenas do próximo capítulo)

Lembrança da Vio.Me e Não vivamos mais como escravos (duração 5 minutos):

https://www.youtube.com/watch?v=2PZQncCsa3A&feature=emb_title

PS: se você deseja apoiar as próximas ações nos dias que virão (obviamente sem subsídio ou parceria da mídia ou os servidores do poder) voltadas para vários outros coletivos e locais autogestionados em Atenas e outros lugares), é aqui:

1- Para fazer uma transferência para ANEPOS

IBAN: FR46 2004 1010 1610 8545 7L03 730

BIC: PSSTFRPPTOU

Assunto: “Ação de solidariedade à Grécia”

2- Para participar via PAYPAL, siga o link:

https://www.paypal.com/cgi-bin/webscr?cmd=_s-xclick&hosted_button_id=LMQPCV4FHXUGY&source=url

3- Para enviar cheque nominal a ANEPOS

Endereço postal: ANEPOS – Action Solidarité Grécia – 6 allée Hernando – 13500 Martigues

Contato: solidarite@anepos.net

Telefone. Grécia (0030) 694 593 90 80 / Tel. França 06 24 06 67 98

Se você está planejando vir de carro para a Grécia neste verão e ter espaço em seu veículo, avise-nos.

Fonte (mais fotos): http://blogyy.net/2021/07/04/nouvelle-victoire-de-lusine-autogeree-bio-me/

Tradução > Mawie

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/07/08/grecia-as-entregas-para-a-exarchia-ja-comecaram-1-capitulo/

agência de notícias anarquistas-ana

Noite estrelada
O céu – brilhando – se abaixa
Silenciosamente

Eunice Arruda

 

[México] Ameaças de morte dirigidas ao Café Zapata Vive

9 de julho de 2021

Aos meios de comunicação

Aos meios livres, alternativos, independentes ou como se chamem

Aos centros de Direitos Humanos

Por este meio queremos fazer pública e externalizar nossa preocupação pelo abuso e uma série de ameaças de morte que recebemos no Café “Zapata Vive”, na manhã de 9 de julho de 2021. Este é um atentado direto a um espaço de resistência dentro da Cidade do México, que caminha com os diferentes movimentos e que desenvolve uma atividade política, social e cultural neste lugar em rebeldia.

Responsabilizamos as autoridades da Cidade do México, Claudia Sheinbaum, chefe de governo e Alfonso Suárez del Real, secretário de governo, pois estes acontecimentos deixam em risco e vulnerabilidade a quem integramos este projeto. Sabemos que somos um lugar que causa incômodo para este governo. Por isso, exigimos que parem as ameaças, venham de onde venham, de nível local ou federal.

Particularmente queremos mencionar que os agressores afirmam que “vestirão o Café Zapata Vive de preto”, dizem que “farão chegar um presente à cafeteria”, além de assinalar que “já estão perto de meus homens”.

Não é a primeira vez que recebemos ameaças, hostilidades e perseguição. Ressaltamos que em outras ocasiões, fomos amedrontados para que o espaço pare com suas atividades. É inconveniente para os diferentes governos que na cidade existam espaços onde se gera a organização e a coletividade. É um duplo discurso o que se manipula pelo governo de Sheinbaum, que diz cuidar dos espaços culturais.

Estes acontecimentos nos confirmam o que dizemos em repetidas ocasiões: Nada mudou no governo atual. Segue utilizando as velhas práticas priistas, ainda que se vistam de MORENA. O uso de grupos criminosos para frear aos movimentos é uma das tradições que continuam.

Fazemos um chamado à sociedade civil para que se some à nossa exigência de respeito aos modos, formas de organização e luta que levamos; exigimos segurança para nosso espaço e para quem trabalha aqui.

Assim mesmo, fazemos um chamado ao movimento social abaixo e à esquerda que nos acompanha, com quem somos irmãos em luta, para que também levantem sua voz diante estes atos de impunidade.

Sabemos que não estamos sozinhas nem sozinhos, pois existem pessoas que encontram no Café “Zapata Vive” um lugar para construir e caminhar.

Atenciosamente,

Não nos vendemos, não nos rendemos, não arregamos.

Café Zapata Vive

Tradução > Caninana

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Num banco de praça
a sombra de um velho assombra
o vento que passa.

Luciano Maia

Podcast | História Presente: “Militantes Libertárias e Libertários #1 – Angelo Bandoni”

Estamos trazendo o primeiro episódio da nova série Militantes Libertárias e Libertários, uma produção do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Anarquismo e Cultura Libertária, ancorado no Laboratório de Pesquisa e Práticas de Ensino em História do IFCH/UERJ, com o apoio do AUDIOLAB/UERJ, visando contribuir para a criação da memória de movimento anarquista, colocando em destaque mulheres e homens militantes que lutaram desejos pessoais em prol do coletivo, da ajuda mútua e da solidariedade. Recuperar as contribuições dos anarquistas no campo das ideias e das lutas em que se engajaram, justifica esse trabalho no sentido de que possamos refletir sobre sua experiência histórica e o legado deixado por essa tradição. Neste episódio, apresentamos a trajetória de Angelo Bandoni, anarquista franco-italiano conhecido por suas concepções voltadas para educação libertária e pela participação no grupo do periódico La Battaglia. O projeto é coordenado pelas historiadoras Angela Roberti e Ingrid Ladeira. O texto apresentado é de autoria do pesquisador Bruno Benevides. Apresentação de Júlia Malheiros e vinheta de Leonardo Pereira. Coordenação do podcast História Presente de Jacqueline Ventapane. Vinheta produzida a partir da música “A las barricadas” e do discurso de Buenaventura Durruti.

>> Link para ouvir o podcast:

https://open.spotify.com/episode/12S73LYrehBBL71KmH7imK?si=aehp51_KR_WyxfD4Khk-4A&utm_source=copy-link&dl_branch=1&fbclid=IwAR17hyPZ2-0AfxUbxouNDimUuBGgThKd0s7Zw7K667YYp5TbOnZTkVhYXVY&nd=1

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O coração da aranha
se desfaz em geometria
de seda e mandala.

Yeda Prates Bernis

[São Paulo-SP] O discurso anti-ação direta é o verdadeiro infiltrado na esquerda

Nos últimos dias, voltou à tona a discussão sobre o “bem-estar das vidraças de grandes corporações financeiras”.

Circulam muitos discursos denunciando “infiltrados” no ato #3JForaBolsonaro, que seriam responsáveis por quebrar as tão caras vidraças de banco e pixar muros com o propósito de “ferir a imagem do protesto pacífico”.

Sabemos que a polícia tem o costume de colocar agentes infiltrados (P2) em manifestações e atividades políticas, chegando a levar pessoas detidas de forma totalmente ilegal, como mais uma vez fizeram no dia 3.

Também sabemos que enquanto manifestantes quebram vidraças, Bolsonaro e a polícia quebram pessoas, mais de 500 mil por COVID e outros tantos milhares nas periferias, nas aldeias indígenas e nas comunidades quilombolas.

É preocupante ver pessoas e organizações de esquerda reproduzindo o discurso conservador de que as ações diretas “estragam o ato”, “deslegitimam a luta” ou “atraem a repressão” e que, por isso, quem usa essas táticas só poderia ser um “infiltrado” de extrema direita.

A ideia de que no meio dos “bons” manifestantes existem maus elementos escondidos não é nova, sendo o discurso preferido da direita pra deslegitimar os movimentos sociais. É a mesma justificativa que a polícia sempre usa para criminalizar, agredir e monitorar manifestantes, principalmente quando são pessoas negras e/ou pobres. Foi exatamente esse o argumento do chefe da Abin (Agência Brasileira de Informação), Alexandre Ramagem, que disse que “Tumulto e quebradeira [foram] promovidos por criminosos disfarçados de ‘manifestantes'”¹.

Nos impressiona ver esse discurso sendo vinculado por camaradas.

Há 500 anos que os de baixo resistem nessas terras com o uso de muitas formas de ação direta, sabotando e se rebelando contra um sistema que domina e explora. Tática legítima de luta, a ação direta é comum em inúmeras revoltas ao redor do globo: dos carros queimando em Paris às estátuas derrubadas no Chile, o povo se insurge e se levanta com energia e radicalidade para exigir seus direitos… mas se as ações radicais praticadas lá fora recebem aqui os aplausos de um amplo grupo, as mesmíssimas ações (e inclusive as bem mais tímidas) são condenadas dentro da própria esquerda que deveria apoiá-las com entusiasmo.

O que está em jogo, então, não é se aquela pessoa envolvida numa ação direta era ou não um “infiltrado” (e sim, existem infiltrados nos atos!), mas o discurso que se levanta por trás disso.

Fechar uma rua em si é uma ação direta. Como ocupar um terreno, travar vias com pessoas ou barricadas, destruir objetos que representam os poderem que nos oprimem, pixar muros e várias outras práticas que quebram com o funcionamento “normal” da cidade, fazem pressão política e mostram a urgência das demandas populares.

E vamos dizer o óbvio: não foi a ação direta que inventou a repressão policial violenta. Quem fez isso foi o Estado.

Se queremos construir mobilizações fortes, que juntem diferentes povos, movimentos, coletivos e pessoas, e consigam derrubar o genocida que está no poder, precisamos derrubar também as estantes, as prateleiras, as vidraças – e não colaborar para a criminalização de quem está na rua com a gente. Precisamos respeitar a diversidade de táticas de revolta, mesmo quando existem discordâncias entre nós. Agredir, entregar ou denunciar pessoas que estão lutando ao nosso lado para o Estado a fim de proteger vidraça de banco não é nem nunca foi uma forma de fortalecer o poder popular. É um pacifismo que não condiz com o atual cenário de guerra. Não proteja o banco, proteja quem está ao seu lado!

Nosso objetivo não é construir uma imagem fofinha e palatável ao olhar da grande mídia, estamos furiosxs!

E pneus em chamas vestem melhor as ruas do que a simpatia da burguesia.

Passe Livre São Paulo

[1] https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painel/2021/07/abin-intensifica-monitoramento-de-protetos-contra-bolsonaro-e-pede-mais-informacoes-sobre-estados.shtml

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agência de notícias anarquistas-ana

a criança nua
de tudo cata no lodo
farrapos de lua

Pedro Xisto

[Itália] A edição número 6 do jornal anarquista Vetriolo saiu

Nossa sétima edição (incluindo o número 0) vê estas colunas voltarem, em muitos aspectos, ao nosso formato clássico. Há nove meses, o lançamento sem precedentes na forma de um jornal de parede (número 5) era parte de nossa necessidade de comunicação e proposta de um instrumento para quebrar, materialmente, o isolamento da casa pandêmica; uma folha de papel, um grito na parede para trespassar o silêncio do toque de recolher. Mas o projeto de “Vetriolo” sempre foi uma laboriosa semeadura de análises e provocações, sugestões e insights, o estudo e a compreensão do existente, contra o lugar-comum e a tola vanglória da ignorância, a fim de sua negação, sua superação destrutiva em um sentido revolucionário.

E assim voltamos a lidar com história e filosofia, economia e política, análise do presente e dissecação do futuro. A partir de nossa primeira página, que quer ser, em sua brevidade, um ataque imediato à política de Unidade Nacional – um conceito horrível para os internacionalistas.

O todo é, não dizemos resumido, mas aprofundado e ampliado por uma longa inserção de Silvio Bellico que vai desde a análise dos tempos históricos até aqueles que como dizem correm hoje, no contexto de uma firme convicção: os anarquistas de hoje e de amanhã devem necessariamente empreender o que ainda não aconteceu.

Convencidos de que o Estado, por mais que esteja em crise, não entrará em colapso sozinho, não adianta esperar, como o poeta, que sua morte seja anunciada junto com o boletim da Defesa Civil “às cinco da tarde”. “O resto foi morte e só morte, às cinco da noite”.

Sumário:

– Nosso internacionalismo. Contra a Unidade Nacional

– Fogo e Flegmas. Calor, humor e doenças

– Ciência e Estado

– Patricia de la Ville

– Economia da Miséria

– Para que não sejamos burros. Sobre a sentença de apelação do julgamento Scripta Manent

– Sante Pollastro e a violência revolucionária

– Histórias (por Alfredo Cospito)

Conteúdo do encarte “O que ainda não aconteceu”, de Silvio Bellico:

– Introdução

– A anarquia é… ou não é…

– Eu cambaleio mas não desisto: crise e colapso do Estado

– Crônicas do Estado na época do… capitalismo

– Onde havia grama há agora uma cidade… e vice versa

– A classe não é água

– Revolução crítica e crítica de revolução

– Nenhum abismo entre o indivíduo e a revolução

– Se a esperança é a última a morrer, a autoridade morrerá primeiro!

– Conclusões

Para pedidos de cópias: vetriolo@autistici.org

Uma cópia: 2,00 euros. Uma cópia, com encarte: 4,00 euros. Para distribuição, cinco cópias ou mais: 25% de desconto. Excluindo os custos de envio. Livre para pessoas presas.

Fonte: https://ilrovescio.info/2021/06/30/e-uscito-il-numero-6-del-giornale-anarchico-vetriolo/

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

Mar de tormento
mar de sustento –
ai, triste sina

Eugénia Tabosa

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Canalha!

Após ler o artigo [canalha] intitulado “Polícia paulista vai investigar milícia que atacou protesto na Consolação?”, escrito pelo jornalista [petista] Ricardo Kotscho, e publicado no UOL (o maior portal do Brasil), é pra rir, pra chorar, ficar com raiva, ou ignorar tamanha sandice?

Kotscho escreve:

“O grupo era pequeno, não tinha mais do que dez trogloditas, mas era bem organizado e parecia obedecer a um comando numa ação típica de milicianos.”

“De repente, eles surgiram do nada e começaram a quebrar tudo e botar fogo no que viam pela frente, no final da pacífica e alegre manifestação do movimento “Fora Bolsonaro” na avenida Paulista, que seguiu rumo à rua da Consolação, no começo da noite deste sábado.”

“Sim, até que a polícia paulista poderia fazer busca e apreensão e quebrar os sigilos destes criminosos que colocaram em risco a segurança de quem só pedia democracia e vacinas. Mas, antes, teria que descobrir quem são eles e prendê-los.”

“Se ainda tiver algum poder sobre a sua polícia, o governador João Doria deveria ter o maior interesse em cobrar uma rápida investigação para descobrir quem são esses novos “Black Blocs” milicianos, de onde saíram e a serviço de quem estão operando. O Brasil democrático agradece.”

>> Para ler o texto [canalha] na íntegra, clique aqui:

https://noticias.uol.com.br/colunas/balaio-do-kotscho/2021/07/04/policia-paulista-vai-investigar-milicia-que-atacou-protesto-na-consolacao.htm

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Doente de viagem,
meus sonhos vagueiam
pelo campo seco.

Bashô

[São Paulo-SP] Liberdade para Matheus Machado

Matheus Machado é um preso político e está encarcerado em SP há quase uma semana, desde o protesto de sábado (03/07).

Até agora, seus familiares, amigos, coletivos, páginas e militantes libertários participam da campanha nas redes sociais por sua libertação.

O silêncio da imprensa e dos partidos de “esquerda” sobre o caso é completo e ensurdecedor.

O silêncio deles é produto do medo de que, se se engajarem na campanha, sua narrativa mentirosa sobre “infiltrados” seja implodida.

#liberdadeparamatheus

Observatório do Povo da Rua

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Sem guarda-chuva
E sob a chuva de inverno —
Bem, bem!

Bashô

[Chile] Santiago: “Luisa já se foi e a melhor homenagem é continuar a luta de rua e frontal contra este sistema de fome”

Na terça-feira (06/07) realizamos junto com os companheiros e companheiras do Coletivos Antifascistas e Coletivo Antonio Ramon Ramon uma caminhada popular por Luisa Toledo e em solidariedade aos presos anarquistas, subversivos, mapuches e da revolta à qual chegaram aproximadamente 250 companheiros e companheiras, que avançaram de Las Rejas com 5 de Abril para o comedor popular localizado dentro da Villa Francia, onde Luisa estava sendo velada por seu povo.

LUISA JÁ SE FOI E A MELHOR HOMENAGEM É CONTINUAR A LUTA DE RUA E FRONTAL CONTRA ESTE SISTEMA DE FOME E PELA RÁPIDA LIBERTAÇÃO DE NOSSOS PRISIONEIROS E PRISIONEIRAS. 

Grupo de Propaganda Revolucionaria – La Ruptura

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agência de notícias anarquistas-ana

Mais fria que a neve,
Sobre os meus cabelos brancos,
A lua de inverno.

Jôsô

[Grécia] Uma estrela negra no coração de Exarchia | 2° capítulo

A solidariedade continua com coletivos e locais autogestionados na Grécia, apesar da pressão e da intimidação das autoridades.

UMA ESTRELA NEGRA NO CORAÇÃO DE EXARCHIA

Fora Notara 26, outro lugar resiste em Exarchia há dez anos, um lugar conhecido em toda a Grécia: o K*Vox. Este centro social autogestionado se encontra na praça central do bairro e oferece várias atividades: biblioteca, livraria de livros usados ​​em apoio às lutas, debates e exibição de filmes, shows e bar autogestionados em apoio a presos políticos… Este lugar também é notoriamente conhecido por ser a sede do grupo anarquista Rouvikonas¹, um dos piores inimigos do poder grego e cujo logotipo é uma estrela negra com sua inicial (o R escreve-se P em grego).

Nas últimas semanas, o K*Vox também se tornou um local de coleta de alimentos e cozinha de solidariedade. O grupo Rouvikonas, depois de ter multiplicado as ações de solidariedade na Ática desde o início da crise, propôs a criação de uma coordenação de grupos e estruturas de solidariedade na Ática. Eram 8 até hoje e agora são 11 unindo forças em uma convergência de lutas que fazem a alegria de muitos integrantes do movimento social.

Hoje, os pratos preparados no K*Vox (e em outros lugares) saem acompanhados de sacolinhas de frutas destinadas a famílias precárias e moradores de rua que estão, de certa forma, sob a proteção do Black Star e outros grupos de coordenação. O despertar da consciência política às vezes envolve apaziguar a fome: uma praga que atinge cada vez mais durante este período difícil na Grécia.

Para nós, apoiar o K*Vox se tornou fundamental para realizar estas tantas refeições gratuitas que fazem parte integrante do projeto político dos nossos companheiros de luta: mostrar à sociedade que queremos uma sociedade baseada na solidariedade e não na competição estéril. Na ala direita do K*Vox se encontra uma estrutura de saúde autogestionada de Exarchia, que existe desde seu início, há 8 anos.

Ao mesmo tempo, as ações de Rouvikonas continuaram durante o mês de junho, às vezes organizadas simultaneamente em vários pontos de Atenas (por exemplo, em resposta às condições de trabalho insuportáveis ​​em certas empresas). Mas o grupo e seus muitos apoiadores também estiveram presentes nas manifestações contra a passagem da jornada de trabalho para 10 horas em vez de 8 horas.

O K*Vox também se espalhou, não na forma de ocupação, mas de uma locação num bairro vizinho: trata-se do centro social autogestionado Skopeftirio que começa a ser conheçido em Kaisariani (que foi um foco de lutas durante a guerra civil após a segunda guerra mundial) e oferece atividades semelhantes ao K*Vox. Se você estiver de passagem por Atenas nos próximos meses, tome uma bebida no K*Vox (que passou por uma reforma) ou no Skopeftirio, ao invés de deixar seu dinheiro para os proprietários das cervejarias higienizadas do campo adverso.

Obrigado mais uma vez àqueles que nos apoiam para continuar a dar vida à utopia concreta e perseverar na adversidade. Nem pensar em desistir, mesmo que os tempos sejam difíceis. Até breve para mais notícias do bairro ou outros lugares que ainda estão de pé e onde novos coletivos acabam de ser criados! Não, nada está acabado, seguir cenas dos próximo capítulo!

Saudações fraternas de nossos camaradas e companheiros utópicos aqui,

Maud e Yannis e os membros e apoiadores da ação

PS: se você deseja apoiar as próximas ações nos dias que virão (obviamente sem subsídio ou parceria da mídia ou os servidores do poder) voltadas para vários outros coletivos e locais autogestionados em Atenas e outros lugares), é aqui:

1- Para fazer uma transferência para ANEPOS

IBAN: FR46 2004 1010 1610 8545 7L03 730

BIC: PSSTFRPPTOU

Assunto: “Ação de solidariedade à Grécia”

2- Para participar via PAYPAL, siga o link:

https://www.paypal.com/cgi-bin/webscr?cmd=_s-xclick&hosted_button_id=LMQPCV4FHXUGY&source=url

3- Para enviar cheque nominal a ANEPOS

Endereço postal: ANEPOS – Action Solidarité Grécia – 6 allée Hernando – 13500 Martigues

Contato: solidarite@anepos.net

Telefone. Grécia (0030) 694 593 90 80 / Tel. França 06 24 06 67 98

Se você está planejando vir de carro para a Grécia neste verão e ter espaço em seu veículo, avise-nos.

[1] Breve apresentação de Rouvikonas (vídeo de 10 minutos):

https://www.youtube.com/watch?v=342ZzVVCm70

Fonte: http://blogyy.net/2021/07/02/une-etoile-noire-au-coeur-dexarcheia-%e2%98%85/

Tradução > Mawie

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Na noite escura
um mar de espuma
chama pela lua

Eugénia Tabosa

[Espanha] A memória histórica do anarquismo espanhol repousa em Amsterdam

O International Institute of Social History guarda o arquivo da CNT-FAI e também os da resistência antifranquista e a editora Ruedo Ibérico. Entre os fundos, apareceu a ordem de viajar à Madri recebida pelo líder anarquista Durruti antes de morrer e cartas de Pío Baroja.

Parte da memória da Guerra Civil espanhola (1936-1939) e o anarquismo se conserva nos Países Baixos, mais especificamente no Institute of Social History (IISH), da capital holandesa, fundado em 1935, e que guarda o arquivo histórico da CNT-FAI – as conhecidas como 47 caixas de Amsterdam – junto com uma extensa coleção sobre o ativismo operário e dos movimentos sociais. Tirado da Espanha para evitar que Franco o interceptasse durante o conflito ou em anos posteriores, entre os mais de 20 quilômetros de estantes do Instituto figura a ordem de viajar à Madri dada pelo próprio sindicato em 1936 ao líder anarquista Buenaventura Durruti. Ali, cairia depois em circunstâncias estranhas. O IISH guarda também os arquivos da resistência antifranquista e da editora Ruedo Ibérico, os de sindicalistas e feministas libertárias, cartas originais do escritor Pío Baroja, assim como milhares de imagens do conflito que se acreditava estarem perdidas. Entre estas, as captadas pelas fotógrafas Margaret Michaelis e Kati Horna, cuja atribuição foi possível graças ao trabalho da historiadora espanhola Almudena Rubio. É o legado de uma situação extrema posto a disposição dos pesquisadores e pesquisadoras.

A nota sobre Durruti, assinada pelos comitês regionais da CNT-FAI, estava fechada em 9 de novembro de 1936, sem selar, e ordena “que o companheiro Durruti, sem mais atraso, parta para Madri (…) para intervir decididamente na defesa da capital da Espanha”. Segundo Almudena Rubio, que recuperou esta circular, é a prova documental de que “a cúpula da Confederação Nacional do Trabalho e a Federação Anarquista Ibérica estava detrás daquela decisão, enquanto Durruti queria tomar Zaragoza”, explicou em uma vídeo chamada.

Adicionou que nem todas as ordens da CNT-FAI iam seladas, e havia um distanciamento entre o sindicato e suas bases, “mas parece que Durruti foi considerado imprescindível para a luta antifascista na capital”. Ao desviar ao leonês de sua ideia original, “saíam beneficiados os comunistas, que já tomavam posições em Madri, e Stalin, que estava contra a revolução social perseguida por Durruti”, aponta. Os signatários indicam “as possibilidades enormes de êxito [de nossos camaradas] se a nossa ajuda chega a eles”, e apelam ao anseio do povo de Madri, que nos chama”. A realidade foi bem distinta. Durruti morreu baleado dias depois de chegar, e há várias teorias sobre o ocorrido. Seu motorista, Clemente Cuyás, disse em 1993 que tinha sido vítima de um disparo acidental de seu próprio fuzil, e o sindicato exigiu o silêncio aos testemunhos. Outras versões falam de sua morte em combate, ou pela bala de um traidor.

A chegada aos Países Baixos do arquivo da CNT-FAI foi convulsa. “Quando em 1939 se viu que o grupo republicano não ganharia a Guerra Civil, representantes do sindicato o levaram à sucursal que o IISH tinha em Paris. O fizeram na qualidade de particulares, para evitar que o novo Estado fascista pudesse reivindicá-lo depois por ser de uma organização espanhola”, explica Leo Lucassen, seu diretor de pesquisa, em outra vídeo chamada.

Pouco antes do estalar da II Guerra Mundial, o arquivo parisiense foi transferido ao Reino Unido e regressou a Amsterdam em 1947. Fechado durante três décadas, até a morte de Franco, nos anos oitenta foi ordenado e feito o inventário. Lucassen sublinha que a Guerra Civil espanhola gerou ideias a escala internacional cujo efeito é indiscutível: “Prova disso é que entre as Brigadas Internacionais houve centenas de holandeses comprometidos em uma luta apresentada como exemplar: entre o bem e o mal”. A volta aos Países Baixos deste grupo foi muito dolorosa, e supôs quase sua morte civil”. “Ficaram sem passaporte por terem lutado para uma força estrangeira. Eram vistos como uns traidores de sua pátria, mas também como um ícone libertador”, aponta. A nacionalidade lhes foi devolvida em 1970, e Amsterdam lhes dedicou em 1986 um monumento em uma praça chamada Spanje (Espanha) 1936-1939.

As cartas de Baroja

Entre a abundante correspondência espanhola conservada, há três cartas originais do escritor Pío Baroja. Incluídas no Arquivo da Resistência Espanhola, que recolheu documentos até 1974, estão dirigidas a Concepción Martí Vall (Ada Martí). Era uma escritora e jornalista anarquista que lhe admirava, ainda que mais tarde se distanciou porque lhe parecia que Baroja havia traído o caráter social de suas primeiras obras. Fechadas em 1936, quando ela tinha 21 anos e ele 64, parecem um intercâmbio entre um idealizado professor e sua aluna, e Baroja lhe confessa sua paixão de “viver para escrever, escrever para viver”. Ao mesmo tempo, lhe disse coisas como esta: “Eu já não preciso de bússola porque estou ancorado no porto. Você sim é a que deve estar atenta à agulha”. Encontradas pela mesma especialista espanhola, fontes do Ateneu Enciclopèdic de Barcelona, que tem uma fotocópia destas cartas, indicam que desconheciam a presença dos originais de Amsterdam.

O centro holandês acolhe, por outro lado, o arquivo de Ruedo Ibérico, a editora fundada em Paris em 1961 por cinco refugiados espanhóis da Guerra Civil. Aí estava o manuscrito de Viagem ao Sul, o livro que os editores encomendaram a Juan Marsé. Supostamente desaparecido, o escritor lembrou que tinha nomeado Andalucía, perdido amor com o pseudônimo de Manolo Reyes, e foi publicado depois de sua morte, em 2020, por Lumen.

Um arquivo de arquivos

Fundado em 1935 por Nicolaas Posthumus (1880-1960), um professor holandês de História Social e Econômica, o IISH se converteu em um arquivo de arquivos – há papéis de Marx, Engels, Bakunin ou da anarquista Emma Goldman – com um milhão de livros e publicações, 5.400 coleções e 1,5 milhões de peças de material audiovisual. “À Posthumus interessavam as raízes intelectuais das ideias anarquistas e socialistas, liberais ou democratas-cristãs. Era 1930 quando os movimentos da esquerda estavam ameaçados na Europa pelo fascismo e o nazismo, começou a receber documentos de organizações sociais. Tirados muitas vezes de forma clandestina dos países de origem, ele manteve a independência do novo centro”, assinala Leo Lucassen. Com o tempo, “coleções inteiras de publicações de esquerda de países latino americanos como Argentina e Bolívia, nos foram confiadas”, inclui. Um patrimônio que segue chegando hoje desde outros lugares onde persistem conflitos similares.

A historiadora Rubio espera apresentar uma exposição em 2022 com o material da Guerra Civil da fotógrafa húngara Kati Horna, e de sua colega de origem polonesa, Margaret Michaelis, recuperado a partir de 2015. O sindicato encarregou o testemunho gráfico da revolução social que pretendia implantar, e as fotos estavam no arquivo fotográfico dos escritórios de propaganda exterior da CNT-FAI, incluído nas caixas de Amsterdam.

Fonte: https://elpais.com/cultura/2021-06-14/la-memoria-historica-del-anarquismo-espanol-reposa-en-amsterdam.html

Tradução > Caninana

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agência de notícias anarquistas-ana

No meio da noite,
A voz das pessoas que passam —
Que frio!

Yaha