[Alemanha] Antifa na ofensiva: Rumo ao Primeiro de Maio revolucionário! Para o bloco Antifa!

Antifa está unida

Como movimento antifascista, somos criminalizados e sujeitos à repressão. Julgamentos contra antifascistas estão em andamento em Düsseldorf, Stuttgart-Stammheim e Dresden. Os réus são acusados ​​de atacar fascistas ou sabotar empresas de armamento. Além disso, Maja foi sequestrada ilegalmente e levada para Budapeste, onde foi condenada a oito anos de prisão em um julgamento espetacular. O antifascismo não pode ser proibido nem punido com prisão. É um pilar político fundamental para um mundo sem opressão, exploração e dominação.

Antifa significa Palestina Livre

O antifascismo não respeita fronteiras. Somos internacionalistas e nos solidarizamos com nossos camaradas em todo o mundo – em Rojava, Irã, Sudão, Palestina e em todos os lugares. Sem uma posição internacionalista, anticolonial e antigenicida clara, não pode haver um movimento antifascista consistente.

Antifa luta contra a perseguição política

Na Alemanha, pessoas que demonstram solidariedade à Palestina e protestam contra o genocídio em Gaza estão sendo atacadas e criminalizadas pelo Estado. Algumas perderam seus empregos, outras foram desacreditadas, condenadas ou gravemente feridas pela polícia. Ativistas do movimento curdo também estão sendo condenados sob o pretexto de pertencerem a uma organização terrorista. A repressão afeta principalmente migrantes e trabalhadores. Politicamente, o Estado quer nos esmagar, nos isolar e nos silenciar. Estamos unidos contra essa repressão.

Antifa é feminismo

A opressão patriarcal continua sendo uma realidade diária – nas escolas, nas famílias e nos locais de trabalho. Os feminicídios são apenas a ponta do iceberg da violência alimentada por discursos de ódio antifeministas e transfóbicos. O patriarcado tem muitas faces: baixos salários, pobreza na velhice e possessividade são apenas algumas delas. Não pode haver concessões na luta contra a violência patriarcal e o comportamento antifeminista – nem mesmo dentro de nossas próprias estruturas.

Antifa significa solidariedade

Em Berlim, pode-se ter a impressão de que os antifascistas são maioria. Mas mesmo fora do centro da cidade, a situação é diferente. A solidariedade precisa ser praticada. Nossos camaradas precisam de apoio local para seu importante trabalho. Juntos, devemos resistir ao fascismo.

Antifa significa faça você mesmo

Enquanto a ideologia de direita se normaliza, as supostas “barreiras” são inúteis na luta contra o [partido] AfD e o pântano circundante de “Nova Direita” e fascistas nacionalistas. Pelo contrário: a CDU não é muito diferente do AfD. No governo, Merz garante que nossa classe continue empobrecida, que a vigilância seja ampliada, que refugiados sejam submetidos a represálias racistas e que os direitos arduamente conquistados pela FLINTA e pelas pessoas LGBTQIA+ sejam cerceados.

Ombro a ombro contra os fascistas nas ruas e no parlamento.

Contra os ataques à nossa classe. Em defesa dos antifascistas presos e de todos os presos políticos do mundo.

Por uma vida boa para todos.

Junte-se ao bloco antifascista no dia 1º de maio! Vamos à ofensiva!

Somos todos Antifa – nas ruas, no subsolo ou na prisão.

Fonte: https://kontrapolis.info/17745/

agência de notícias anarquistas-ana

lavrando o campo
a nuvem imóvel
se foi

Buson

[Espanha] Cerveja Subversiva | Cooperativismo, Autogestão e Solidariedade

Cerveses Subversiva é uma cooperativa de cerveja artesanal formada por movimentos sociais libertários.
 
O que queremos?
 
Dê mais significado à nossa autogestão e solidariedade. Queremos expulsar as cervejarias capitalistas das nossas geladeiras, estabelecimentos e de todos os espaços que não querem contribuir para multinacionais ou PMEs cuja prioridade é o dinheiro e não as pessoas ou o meio ambiente.
 
Como fazemos isso?
 
Organizando-nos em uma assembleia horizontal e tecendo uma rede por todo o território. Sem chefes ou conselhos administrativos nos dizendo o que fazer e quando, de forma cooperativa.
 
O que devemos fazer?
 
Cerveja artesanal. É uma cerveja não pasteurizada, feita com diferentes variedades de aveia maltada (malte de grão), trigo, lúpulo, levedura e água; seguindo um processo de produção tradicional.
 
Quais são os nossos princípios?
 
Cooperativismo, solidariedade, autonomia, consumo local, ambientalismo, soberania alimentar e tecnológica.
 
>> Mais infos: subversiva.coop
 
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agência de notícias anarquistas-ana
 
Sobre os meus pés
Caem reluzentes
As últimas faíscas do sol.
 
Leandro Feitosa Andrade

[Chile] Convocatória: “Caóticas Intenções” | Mostra visual e de criações artísticas em combativa memória de Mauricio Morales | Maio Negro 2026

Longe dos grandes eventos de arte, dos insípidos salões de exposição em museus ou a mostra visual tão abstrata e elevada como incompreensível, buscamos retomar as expressões estéticas, criativas e artísticas para e desde a luta anárquica.
 
Estamos convocando diversos companheiros que se interessem pela gráfica, ilustração, o desenho, as instalações, obras bidimensionais, fotografias, colagem, intervenções, etc. para a realização de uma exposição em memória do companheiro. Não há inconveniente em que decidas aportar com mais de uma obra. A convocatória pode tocar diversas categorias ou arestas, desde os diversos pensamentos plasmados em escritos e poesias por parte de Mauri, uma vida e trajetória multiforme de combate, da ação direta violenta, das projeções anticarcerárias ou da memória posterior, entre outras.
 
Se te interessa, escreva-nos um e-mail para enviarmos a primeira circular informativa, com as datas, prazos e bem para resolver qualquer dúvida.
 
Equipe de Curadoria pela agitação da memória insurreta
Editorial Cuadernillos incendiarios
Editorial Memoria Negra
Contato: caoticasintenciones@riseup.net
 
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agência de notícias anarquistas-ana
 
cai o granizo:
rapaz, fique em casa,
tenha juízo
 
Carlos Seabra

[EUA] Declaração de Marius Mason sobre sua libertação em maio de 2026 | “Vejo vocês do lado de fora!”

De Marius:

Saudações, amigas, amigos e familiares,

Parece que desta vez isso realmente vai acontecer. Então, finalmente acho que chegou a hora de entrar em contato e agradecer a todas vocês e todos vocês que permaneceram firmemente ao meu lado, me apoiando e me ajudando a manter o equilíbrio durante todos esses 17 anos de encarceramento no FBOP. Vou deixar a prisão em maio e retornar ao meu estado natal, Michigan, de volta a Detroit.

Esse período não teria sido o mesmo sem vocês. Conheci muitas pessoas que não tinham ninguém a quem recorrer enquanto cumpriam suas penas, então eu sei a diferença que fez ter sempre a minha gente me sustentando. E houve muita coisa a enfrentar, especialmente na defesa da minha transição, em cada etapa. Eu sabia que tinha orientação jurídica, informações médicas e apoio material. Muito obrigado mesmo. Devo a vocês mais do que jamais poderei retribuir.

Da minha parte, procurei ser apoio e conforto para as pessoas ao meu redor em cada lugar para onde o BOP me enviou, transmitindo o amor que me foi demonstrado.

O que eu realmente quero que vocês saibam é o quanto me encheu de orgulho fazer parte de uma comunidade de resistência que permaneceu unida. As pessoas que conheci na prisão ficaram impressionadas ao ver tanto amor e tanta solidariedade se expressarem de forma tão poderosa por alguém que estava atrás das grades.

Isso demonstrou que, em nosso movimento, embora estivéssemos fisicamente separados, podíamos permanecer juntos em espírito, que solidariedade e amor são palavras de ação, e que estamos nisso a longo prazo.

A mudança não vem facilmente, mas a solidariedade é quando exercemos nossa força como povo. Eu realmente não sei o que vem a seguir, mas espero ainda poder servir à minha comunidade de alguma forma que ajude. Tenho estudado para ser tutor de escrita por meio da minha bolsa na Yale Prison Education Initiative e espero ser voluntário no Literacy Project, em Detroit. Também obtive um diploma de paralegal e estudei direito migratório, e espero poder servir também nessa capacidade.

Há muito a fazer, mas muitas mãos tornam o trabalho leve! Obrigado, obrigado, um milhão de vezes, obrigado! Como Elton John costumava cantar: ainda estou de pé, sim, sim, sim.

Vejo vocês do lado de fora!

Com amor e solidariedade,

Marius

Fonte: https://www.abcf.net/blog/statement-from-marius-mason-on-his-may-2026-release/  

Tradução > Contrafatual

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Sem rei, sem profeta,
a seara balança ao vento—
livre e desgrenhada.

Liberto Herrera.

[Grécia] Pôster | 38 anos da Okupação Lela Karagianni 37

38 anos da Okupação Lela Karagianni 37 | abril de 1988 – abril de 2026 | No Pasaran!

Diante do velho e decadente mundo do poder, que não tem nada mais a prometer além de doenças, guerras, fome, deslocamento, exploração e opressão. Contra a repressão estatal e as gangues fascistas paramilitares. Devemos defender os espaços ocupados e auto-organizados de vida e luta como parte integrante das resistências políticas, sociais e de classe não tuteladas que tentam erguer barreiras contra o ataque da barbárie estatal e capitalista, como focos de coletivização da luta anarquista antiautoritária e territorialização dos projetos libertários com a visão de uma nova sociedade de propriedade comum, igualdade, solidariedade e liberdade.

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2025/04/16/grecia-cartaz-37-anos-da-okupacao-lela-karagianni-37/

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tarde de chuva
ninguém na rua
guarda a chuva

Alonso Alvarez

Ktarse anuncia o lançamento do seu 5° álbum, “Indigestos e Indomáveis”

KTARSE. Após 5 anos do lançamento do seu último álbum de estúdio, disponibiliza o seu mais novo MANIFESTO INSURGENTE: 5° álbum INDIGESTOS E INDOMÁVEIS. O projeto promete dar continuidade ao que o grupo nesses quase 30 anos de engajamento no Movimento de Hip-Hop tem potencializado através de rimas inflamadas com fúria e ódio ao capitalismo, Estado e todas as formas de opressão disseminadas nas periferias. O álbum está municiado de Rimas indigestas e com críticas ao sistema capitalista com uma densa e intensa sonoridade. O título, INDIGESTOS E INDOMÁVEIS, já anuncia que as músicas vieram para provocar, incomodar e não se submeter a padrões da indústria cultural e suas futilidades que aprisionam a mente do povo do gueto. As letras reafirmam a consciência de classe e a potência rebelde, furiosa, contestadora e anárquica do grupo.

Com esse novo álbum, o Ktarse segue consolidando seu espaço no cenário do rap combativo, mostrando que sua arte vai além do entretenimento — é também uma ferramenta de reflexão, resistência e luta dos CRÔNICOS SOCIAIS.

A produção/mixagem/masterização dos álbuns é feita de forma autônoma no “nós por nós”. As letras e a produção sonora são elaboradas por Rodrigo e Leal. Os integrantes do grupo têm uma trajetória de luta e resistência junto a diversos movimentos sociais. Também estão engajados em organizar atividades culturais e debates em espaços públicos e coletivos de luta anticapitalista, assim como fazem palestras sobre a questão racial, social e política em escolas, sistema prisional e coletivos de inspiração libertária.

Somos a continuidade e seguimos a principiologia do RAP dos anos 90, nosso RAP potencializa as vivências e os saberes de quebrada, lapidando nos livros subversivos vamos construindo trincheiras de rebeldia e resistência dos fudidos através do rap combativo.

KTARSE – INDIGESTOS E INDOMAVEIS – ÁLBULM 2026

1 – Recíproco part. Beiço / 2 – Principiologia / 3 – MALCOM X (Custe o que custar) / 4 – Rimas Enfurecidas / 5 – Espada part. José Poeta e Palhaço / 6 – Quando a quebrada se enfurecer part. Mano B.O. / 7 – Não se submeta / 8 – Cansaço e Revolta part. Fabio da Silva Barbosa / 9 – Kissinger (100 anos de um facínora) part. Igor CDO / 10 – Livre Palestina / 11- Legado part. José Poeta e Palhaço / 12 – ANTIFA / 13 – Hip-Hop Combatente part. Marcos Favela / 14 – Destinos abortados part. Fabio da Silva Barbosa / 15 – Somos Insurgentes / 16 – PROTESTO part. José Poeta e Palhaço / 17 – Vírus Sonoro part. Melaninaemsi / 18 – Filhos da marginalidade part. José Poeta e Palhaço / 19 – PACHAMAMA / 20 – Triunfo da Estupidez / 21 – No apagar das luzes (Outras perspectivas) part. Thiago Augusto / 22 – Indigestos e Indomáveis / 23 – Enquanto os intelectuais reclamam part. José Poeta e Palhaço / 24 – Crônico Social / 25 – Ainda estamos vivos! part. Maria

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outono
outrora
era outro

Alonso Alvarez

[Espanha] 6ª Feira do Livro Anarquista de Alicante

A 6ª edição da Feira do Livro Anarquista de Alicante acontecerá nos dias 11 (abertura da Feira), 17 e 18 de abril.

A Feira é um espaço de encontro, debate e aprendizado coletivo em torno de ideias e práticas anarquistas. Durante esses dias, encontraremos editores, coletivos e indivíduos ansiosos para compartilhar livros, experiências, reflexões e ferramentas que nos ajudem a pensar e fortalecer as lutas do presente.

Demolir o velho mundo da exploração para construir uma alternativa comunista libertária, superando o sistema capitalista e abolindo todas as estruturas de dominação que o sustentam, como o Estado, o patriarcado, o militarismo e todas as formas de poder que organizam a sociedade de cima para baixo. Estamos comprometidos com um mundo onde a vida e o cuidado estejam no centro, e onde a gestão da sociedade se dê por meio de estruturas coletivas e horizontais, questionando lideranças e vanguardas.

Hoje, mais do que nunca, é necessário resistir às misérias que este sistema nos impõe e continuar a gerar ferramentas de luta, solidariedade de classe e apoio mútuo, que nos permitam avançar rumo à revolução e construir uma sociedade livre do lucro, da dominação e da destruição. Queremos construir um novo mundo desde baixo, em conformidade com a igualdade e o respeito pela natureza.

A Feira também pretende ser um espaço para compartilhar ideias, práticas e experiências que alimentem esse caminho, desde a teoria e o debate, mas também da organização cotidiana e da solidariedade de classe.

Esperamos por você nos dias 11, 17 e 18 de abril em Alicante.

mollaa.nyasca.net

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2017/10/27/espanha-realizada-a-i-mostra-do-livro-anarquista-de-alicante/

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por entre os salgueiros
clarão sedoso das águas
enluaradas

Rogério Martins

[Itália] Mais de um século vivido perigosamente, Umanità Nova

105 anos atrás, entre 8 e 9 de abril de 1921, o squadristi fascista desferiu um feroz ataque contra a cidade de Reggio Emilia, destruindo a Câmara do Trabalho, a redação de “La Giustizia” e o novo círculo socialista da cidade. Naqueles dias, os camisas negras [milícia paramilitar fascista de Benito Mussolini] também compareceram à Biblioteca Popular (a atual Biblioteca Panizzi), apreendendo todos os exemplares de Umanità Nova e depois os queimando nas proximidades da Piazza del Monte. Apesar dos gravíssimos fatos de um século atrás, dos ataques dos fascistas e de todos os governos, queremos lembrar que vocês ainda podem encontrar Umanità Nova hoje em Reggio Emilia, no círculo Berneri e em diversas bancas de jornal e livrarias do centro histórico.

Após mais de um século vivido perigosamente, Umanità Nova continua sua jornada com uma informação libertária, independente e autogerida, sempre ao lado dos últimos, contra todas as guerras e todos os exércitos, a exploração capitalista e todas as lógicas de dominação.

Tradução > Liberto

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2026/03/04/italia-feliz-aniversario-umanita-nova/

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nenhum pio
depois do trovão
apenas uma fragrância

Alonso Alvarez

Bilionário Joesley Batista irá investir em um novo ramo de negócio: a indústria bélica!

Joesley Batista entra na Avibrás e reestruturação abre caminho para novos mísseis do Exército

Joesley Batista, controlador da J&F, um dos homens mais ricos do Brasil e “chegado” do Senhor Lula, decide bancar a retomada da Avibrás, recoloca a maior indústria bélica do país em movimento e já mira a produção de novos mísseis para o Exército brasileiro em meio à sua reestruturação.

Segundo apuração do jornal O Estado de São Paulo, o empresário Joesley Batista assinou contrato para participar do funding da Avibrás, coordenada pelo Fundo Brasil Crédito, principal credor da empresa e autor do plano alternativo de reestruturação já aprovado pela Justiça e por credores.

A reestruturação da empresa consiste na aquisição de R$ 300 milhões oriundos de recursos privados e outros R$ 300 milhões por meio do poder público, através de financiamentos por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). 

A movimentação ganhou peso porque a Avibrás está em recuperação judicial desde 2022 e porque sua retomada interessa diretamente ao Governo Lula 3, ao Ministério da Defesa, ao Exército e à Força Aérea, que mantêm projetos e contratos considerados estratégicos com a empresa.

Os principais contratos hoje mantidos pela Avibrás envolvem o Exército e a Força Aérea. A empresa é responsável pelo sistema Astros, considerado a joia da coroa da artilharia do Exército brasileiro e exportado para quase dez países, entre eles Indonésia e Malásia.

A reportagem do Estadão informa que a prioridade imediata da retomada será a continuidade da parceria com o Escritório de Projetos do Exército para concluir o desenvolvimento do Míssil Tático de Cruzeiro (MTC-300). O projeto já está 90% concluído, faltando apenas a campanha de tiro.

Outro programa é o Míssil Tático Balístico S+100, em desenvolvimento pela Força Terrestre. O sistema deverá aproveitar o conhecimento acumulado no projeto S-80 e terá interoperabilidade com outras plataformas da própria Avibrás. Trata-se de um projeto novo, com potencial expressivo de vendas no mercado externo.

As negociações são conduzidas pelo Comando de Logística e pelo Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército. O plano é utilizar recursos assegurados pela Lei Complementar 221, que autorizou a exclusão de até R$ 30 bilhões em despesas com projetos estratégicos de defesa do arcabouço fiscal até 2031. Essas futuras encomendas são vistas como fundamentais para sustentar a empresa em sua nova fase.

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2025/03/27/como-sempre-lula-foi-fortalecer-o-capitalismo-e-defender-os-interesses-das-grandes-empresas-que-exploram-e-destroem-a-natureza/

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Num banco de praça
a sombra de um velho assombra
o vento que passa.

Luciano Maia

[França] Faleceu Ariane Gransac, uma vida intensa, rebelde e anarquista

Por Tomás Ibáñez

Ariane Gransac faleceu em Perpiñán domingo passado, 5 de abril, com a idade de 84 anos; o ato de despedida acontecerá em 15 de abril no crematório dessa cidade.

Antes que deixar-me levar pela tristeza de seu desaparecimento prefiro manter a recordação de sua juvenil alegria quando a conheci faz uns sessenta anos, ali pelo ano de 1966, após sua valente participação no memorável sequestro em Roma do embaixador de Franco ante o Vaticano.

Ariane era filha de uma alta administração do setor da perfumaria e teria podido restringir-se a desfrutar dos privilégios que confere uma folgada situação econômica, mas isso não se encaixava com seu temperamento rebelde. Logo começou a frequentar os meios anarquistas de Paris, integrando-se no grupo Emile Henry da Federação Anarquista, e tanto que aficionada à arte da pintura frequentando os âmbitos culturais de tendência libertária.

Se algo a distinguia, era sem dúvida sua forte personalidade feita de uma mescla de aguda inteligência e de propensão a uma ironia espirituosa e mordaz que podia desconcertar a qualquer um, mas que não conflitava com uma grande amabilidade e uma afetividade a flor da pele. Ariane era todo um caráter, e nisso radicava parte de seu encanto.

Durante mais de 10 anos se entregou de corpo e alma à luta libertária antifranquista, participando junto a Octavio Alberola em quase todas as ações promovidas pela Federação Ibérica das Juventudes Libertárias (FIJL), muitas delas sob o apelativo de Grupo 1º de Maio. Após o exitoso sequestro de 1966 em Roma, se deslocou a Madrid em outubro desse mesmo ano para a preparação de um sequestro que não chegou a bom termo e culminou com várias detenções. Em solidariedade com os detidos interveio em várias ações diretas realizadas pelo Grupo 1º de Maio em Londres contra representações franquistas, e, já em 1968, se transladou a Bruxelas para preparar o sequestro do embaixador de Franco ante o Mercado Comum, Alberto Ullastres, mas foi detida em 8 de fevereiro antes que a operação pudesse se realizar. Em 1974, fora já das ações da FIJL, mas em solidariedade com Puig Antich, participou no sequestro de Baltazar Suarez, diretor do Banco de Bilbao de Paris; foi detida em 22 de maio junto a Alberola na cidade de Aviñón.

Após o falecimento do ditador participou no movimento libertário francês e se transformou na salvaguarda da memória dos movimentos populares da América Latina com especial ênfase no Peru e na Bolívia, onde graças a Liber Forti estabeleceu relação com a Central Obreira Boliviana.

Não é preciso dizer que essa intensa atividade sempre esteve acompanhada por um forte compromisso com as concepções anarquistas das lutas contra o patriarcalismo, em sintonia com as orientações de Mujeres Libres.

Após a morte de sua mãe a qual tinha que cuidar em Paris, se transladou definitivamente a Perpiñán em 2007, mas após um período de forte depressão entre 2013 e 2015 sua deterioração cognitiva foi progredindo e acabou ingressando em uma residência para pessoas dependentes em dezembro de 2022. Sem dúvida, após quase quatro anos dessa situação seu falecimento foi para ela uma liberação.

Excetuando esses últimos anos, Ariane teve a ousadia de viver intensamente o tipo de vida que havia escolhido, desafiando sempre as dominações em nome da liberdade. Assim a recordaremos.

Fonte: https://redeslibertarias.com/2026/04/08/ha-fallecido-ariane-gransac-una-vida-intensa-rebelde-y-anarquista/

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

No azul do céu
O sol ofusca
Nas bolhas de sabão.

Rodrigo Luiz Ferreira

[República Tcheca] Um ano de arrecadação de fundos e solidariedade prática

Em fevereiro de 2025, a Iniciativa Antimilitarista (AMI) lançou uma campanha pública de arrecadação de fundos para desertores e refugiados de guerra. Um ano após o anúncio da campanha, refletimos sobre seu impacto e o contexto mais amplo.

Para começar, queremos observar que nosso grupo é composto principalmente por pessoas que não gostam do mundo das redes sociais, o que foi percebido desde o início como um fator que contribuiria para que a campanha não fosse tão amplamente conhecida e para que menos doações fossem arrecadadas. As redes sociais se tornaram o meio dominante de comunicação e organização ao nosso redor, mas, como é de costume, nadamos contra a corrente, mesmo que isso acarrete certas dificuldades. Percebemos que o preço da “eficiência” das redes sociais é alto demais para que queiramos “pagá-lo”. Damos muito mais ênfase à segurança, à privacidade, à comunicação direta e à continuidade do que à velocidade, à quantidade e à conveniência. Embora tenhamos usado um modelo de arrecadação de fundos ineficiente para os padrões atuais, ainda assim conseguimos arrecadar aproximadamente 83.000 CZK (3.320 euros). Pessoas de cidades como Atenas, Brno, Roma, Viena, Tessalônica, Graz, Praga, Bolonha, Bucareste, Bratislava, Colônia, Budapeste, Toulouse, etc., contribuíram para a campanha de arrecadação de fundos.

Se compararmos o montante que arrecadamos com as somas que alimentam a máquina de guerra diariamente, todo o empreendimento pode parecer um fracasso. Mas nossos critérios são diferentes. A base do sucesso não é a quantidade de dinheiro nos cofres, mas, acima de tudo, o fato de que o próprio processo de promoção e coordenação da arrecadação se tornou parte da auto-organização da classe trabalhadora em várias regiões europeias. Durante todo o processo, nosso objetivo foi que a campanha fosse interativa e não reproduzisse um modelo em que um grupo se organiza ativamente enquanto outro contribui passivamente com dinheiro, e isso é tudo para eles. Ao longo do processo de arrecadação, demos grande ênfase à troca de informações entre nós e ao uso dessas informações tanto para fornecer ajuda prática às pessoas afetadas pela guerra quanto para fortalecer a infraestrutura de resistência contra a guerra. E embora ainda sejamos uma minoria, sentimos que rompemos o isolamento e a fragmentação que antes nos impediam de avançar. Não estamos em uma era em que nossas atividades assumam a forma de um movimento de massas, mas acreditamos que a rede de contatos promovida pela campanha de arrecadação de fundos é uma ferramenta muito prática para o futuro da luta de classes da classe trabalhadora.

Até o momento, a maior parte dos recursos foi alocada em cinco áreas:

  • 1) Cobrir despesas de viagem e transporte de suprimentos de emergência
  • 2) Oferecer abrigo para pessoas que fugiram da zona de guerra
  • 3) Fornecer alimentos e itens de primeira necessidade
  • 4) Divulgação na mídia e compartilhamento de informações práticas sobre a situação dos desertores e formas de apoiá-los
  • 5) Aquisição de equipamentos para a troca segura de informações, comunicação e coordenação de atividades de solidariedade

Naturalmente, não é possível declarar abertamente para onde exatamente o dinheiro foi ou será destinado. Ao contrário daqueles que financiam a guerra, estamos em desvantagem, pois nossas atividades serão sempre criminalizadas, punidas e reprimidas. Todos os opositores do serviço militar, desertores, sabotadores e aqueles que os auxiliam são rotulados como inimigos pelo Estado. Na guerra, as pessoas podem financiar legalmente máquinas de extermínio em massa, mas ajudar a salvar a vida daqueles que se recusam a continuar a guerra ou a sabotá-la é considerado um ato punível de traição. Para proteger a nós mesmos e àqueles que auxiliamos, devemos ser cautelosos e não podemos divulgar detalhes específicos sobre nossas atividades. Agradecemos a todos os nossos amigos que compreendem isso, confiam em nós e não têm dúvidas de que utilizaremos as doações de forma eficaz onde forem necessáriasA campanha de arrecadação de fundos para desertores e refugiados de guerra ainda está em andamento. Agradecemos a todos que contribuíram, bem como àqueles que o farão no futuro.

Iniciativa Antimilitarista (AMI), fevereiro de 2026

Fonte: https://antimilitarismus.noblogs.org/post/2026/03/13/a-year-of-fundraising-and-practical-solidarity/

Tradução > Reno Moedor

agência de notícias anarquistas-ana

de manhã: mia, mia, mia
só depois de comer,
mia um bom dia

Alonso Alvarez

[Espanha] Disponível o último número de “Asturies”

Já se encontra disponível o número 16 (Primavera, 2026) de Asturies, projeto de contrainformação anarquista que continua seu trabalho de análise e agitação desde Astúrias. Sob o título principal “Crisis ambiental y transición enerxética” (Crise ambiental e transição energética), esta nova edição põe o foco na falsa saída do “capitalismo verde” e a necessidade de uma defesa da terra desde uma perspectiva de classe e de confronto.

Em suas páginas, este número oferece conteúdos de grande atualidade para as lutas sociais na região e fora dela: análise sobre o movimento francês As sublevações da terra e a urgência de um ecologismo social; uma crônica sobre o impacto dos polígonos eólicos nas zonas rurais; detalhes sobre a vitória de moradores na central térmica de La Pereda (Mieres); e informação sobre a resistência de moradores contra a mineração em Peñamayor.

O jornal Asturies é um meio libertário que tem como objetivos expandir as práticas e teorias anarquistas, assim como oferecer informação e análise da realidade desde uma ótica libertária e anticapitalista.

Como meio de informação, trata de combater a propaganda burguesa e como meio contra todo poder não dá a palavra às instituições nem às organizações relacionadas com o Estado ou o capital; ao contrário, dá a palavra aos movimentos e organizações sociais e aos protagonistas das lutas obreiras.

Asturies é formado por um grupo de pessoas pertencentes ao mundo libertário. O meio funciona de maneira assembleária e autogestionada. Seus recursos provêm dos esforços individuais de seus integrantes e das colaborações de outras pessoas que desejam sustentar a imprensa libertária.

Fonte: https://redeslibertarias.com/2026/03/30/disponible-el-ultimo-numero-de-asturies/

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

O luar no mar.
Um peixe salta, enlevado,
banhado de prata.

Jacy Pacheco

[México] Breve relato do Encontro de Rádios, Podcast e Audiovisuais Anarcopunks

No sábado passado (04/04) realizou-se este Encontro de Rádios, Podcast e Audiovisuais nas instalações da Biblioteca Libertaria La Social, onde vários compas se reuniram para conhecer e mostrar seus projetos.

Foram todos os compas que confirmaram sua participação: Asko Radio, Semilla Negra Radiofónika, Amenaza Menor, Zineantena, Ya Puso La Puerka Radio e também se somaram os compas de Axolote Radio. A todos eles damos nosso mais sincero agradecimento.

Falamos de muitos temas, tanto do âmbito técnico, os objetivos de cada um, e as diversas experiências. Com este encontro podemos nos coordenar para trabalhar aqui e acolá, e seguir difundindo as ideias de rebelião, anarquia e ruptura punk.

Terminando tivemos um agradável momento de convivência, risos e anarquia. Também em alusão à convocatória outras rádios nos compartilharam seus projetos, os quais vamos difundir neste espaço. Desta vez não puderam estar conosco, mas esperamos que para a próxima possamos vê-los e conhecê-los.

Tradução > Sol de Abril

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ave calada –
ninho em silêncio
na madrugada

Carlos Seabra

[Itália] 91 detidos sem crime: o modelo Meloni é a repressão preventiva

Recebemos de um companheiro advogado da Rede de Resistência Legal este comunicado. Ao final do artigo, alguns links de referência.

A Rede de Resistência Legal acusa: a detenção preventiva está sendo usada para neutralizar o dissenso e transformar ideologia em culpa.

Diante da detenção preventiva determinada contra 91 pessoas, consideramos necessário intervir. A história mostra que as medidas emergenciais tendem a se transformar em instrumentos ordinários de controle social, corroendo progressivamente as garantias fundamentais.

Os fatos

No dia 29 de março de 2026, foi aplicado o art. 11-bis do decreto-lei 59/1978, introduzido pelo recente decreto de segurança. Numerosas pessoas foram conduzidas a delegacias e detidas por horas, enquanto pretendiam participar de uma homenagem pacífica em memória de dois ativistas falecidos, portando apenas flores.

A detenção foi adotada de forma generalizada contra todos os participantes, não sendo verificáveis os pressupostos para a aplicação da medida – que é uma medida atípica adotada no âmbito das competências de segurança pública e, como aquela do art. 11, está desvinculada da prática de um crime.

As razões da detenção parecem basear-se exclusivamente na (suposta) adesão ideológica dos participantes ao anarquismo e na violação de uma proibição do Chefe de Polícia, motivada em termos incompatíveis com os princípios constitucionais de liberdade de pensamento.

A iniciativa, de fato, foi proibida por ser considerada “em contraste com os valores da convivência civil e democrática, dada a inclinação ideológica do anarquismo contra a ordem constituída…”.

A detenção, no entanto, exige para sua aplicação que exista motivo fundado para acreditar que as pessoas detidas possam realizar condutas capazes de gerar perigo concreto para o pacífico andamento da manifestação, a ser avaliado com base em circunstâncias específicas de tempo e lugar (posse de armas, instrumentos para disfarce, artefatos pirotécnicos, etc.). Elementos absolutamente ausentes no caso em questão.

Também o requisito de antecedentes criminais ou policiais, necessário para a aplicação da medida, não parece ter sido verificado (nem verificável) no momento da detenção, exigindo averiguações individuais incompatíveis com intervenções indiscriminadas e imediatas.

O recurso à detenção, então, parece ter sido destinado unicamente a impedir a homenagem, por meio de um uso generalizado e distorcido do instrumento (que, segundo a letra da lei, visa proteger o pacífico andamento das manifestações).

O vazio de garantias

A detenção preventiva apresenta graves problemas no plano das garantias: não há qualquer controle judicial, nem preventivo nem posterior. Configura-se assim uma compressão da liberdade pessoal na ausência de devidas tutelas, em contraste com os princípios constitucionais do direito de defesa, da proteção contra atos da administração pública e da reserva de jurisdição. Além disso, a aplicação com as modalidades que testemunhamos não faz mais do que afirmar uma lógica de “pena do suspeito”, que permite limitações da liberdade sem comprovação de responsabilidade. Não é segurança: é a lógica do “direito penal do autor” que retorna, contornando todas as garantias processuais e transformando uma avaliação abstrata em privação concreta da liberdade.

Uma escolha política

Causa impacto que tenha sido proibida uma simples homenagem, expressão de piedade e memória, em vez de regulamentá-la com eventuais prescrições. Ainda mais significativo é que tal ação tenha sido objeto de uma intervenção específica da presidente do conselho [de ministros], diante de questões sociais e econômicas muito mais graves.

Por outro lado, experiências passadas nos lembram como medidas emergenciais são frequentemente experimentadas em esferas de dissenso político, transformadas em laboratórios de práticas repressivas.

O papel da advocacia

Como advogadas e advogados engajados na defesa dos direitos, inclusive daqueles que praticam o dissenso, consideramos necessário tomar posição.

A função defensiva não é neutra: é salvaguarda das garantias constitucionais.

É por isso que, mesmo na ausência de remédios imediatos, promoveremos iniciativas de tutela e estratégias de enfrentamento diante daquilo que se apresentam como violações da liberdade pessoal e do direito de manifestação. Convidamos a sociedade civil e a comunidade de juristas a se manifestarem: nosso papel impõe a defesa ativa dos princípios fundamentais.

A liberdade pessoal não se negocia em nome da emergência: permanece inviolável, e nosso compromisso em protegê-la é tanto político quanto técnico.

Rede de Resistência Legal

Fonte: https://umanitanova.org/91-fermati-senza-reato-il-modello-meloni-e-la-repressione-preventiva/

Tradução > Liberto

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À beira do lago
aliso o brilho da lua
com as mãos molhadas

Eunice Arruda

[França] Notícias vindas das prisões cubanas

Por Floréal | 06/04/2026

Cuba não é apenas um dos países com maior número de prisões e presos em relação à população¹, mas também um dos países com maior número de mortes sob custódia.


Sete cubanos morreram na prisão em fevereiro de 2026, elevando o número de mortes nos dois primeiros meses do ano para 12, segundo a ONG Cubalex, uma das organizações dedicadas aos direitos humanos em Cuba e às suas violações pelo regime político da ilha.


Esses números são alarmantes porque, se a tendência continuar nesse ritmo, o número de 41 mortes registradas em 2025 provavelmente será amplamente superado.

As negociações entre o Vaticano e o regime de Castro levaram este último a anunciar a libertação de 51 presos políticos em março. No entanto, nenhuma das organizações humanitárias que monitorizam de perto as admissões e libertações de presos em Cuba confirmou ainda que esse número de libertações tenha sido atingido. Apenas 27 detidos foram libertados até agora. Simultaneamente à libertação destes 27 presos, o regime deteve 14 participantes no protesto ocorrido em Morón, na província de Ciego de Ávila, a 14 de março. Entre eles, dois menores de 16 anos, Jonathan David Muir Burgos e Christian de Jesús Crespo Álvarez. O Vaticano, tal como todos os outros Estados, manteve-se em silêncio sobre estas novas detenções.

Na quinta-feira, 2 de abril, o governo cubano anunciou o indulto de 1.200 presos em todo o país. Os elegíveis para o indulto foram excluídos da lista de autores de certos crimes e delitos, especialmente daqueles que cometeram crimes contra as autoridades. Essa é precisamente a acusação sistematicamente feita contra os presos políticos. Isso implica claramente que a decisão não se aplicará a eles, mas apenas a criminosos comuns.

Até hoje, Cuba ainda tem pouco mais de 1.200 presos políticos e pouco menos de 90.000 presos comuns, espalhados pelas 242 prisões da ilha (!).


[1] Há aproximadamente 90.000 presos em Cuba para uma população de 10 milhões. Em comparação, e sem a intenção de usar a França como exemplo — longe disso —, há 83.500 pessoas detidas aqui para uma população sete vezes maior.

Fonte: https://florealanar.wordpress.com/wp-content/uploads/2026/04/justicia-llopiz-casal.png

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o dia abre a mão
três nuvens
e estas poucas palavras

Octavio Paz

[Rússia] O livro de Petr Ryabov, “Três palestras sobre Mikhail Bakunin: personalidade, obra, legado”, foi publicado.

O livro, publicado pela Directio_Libera, pode ser encomendado através do serviço planeta.ru, bem como pela editora Black Square (https://t.me/BlackSquarePublishing/).

Quem é Petr Ryabov?
 
Petr Ryabov é um anarquista russo, filósofo, pesquisador da história e das ideias do anarquismo, doutor em filosofia e professor adjunto do departamento de filosofia da Universidade Pedagógica Estatal de Moscou Lenin. Seu livro contém uma transcrição editada das palestras do autor sobre Mikhail Bakunin.
 
Por que todo mundo que pensa livremente deveria ler esse livro?
 
Nela, Bakunin aparece não como uma figura clássica, mas como um pensador cuja filosofia era inseparável da prática da luta revolucionária. Opondo-se à ideia de reformar as instituições existentes, Bakunin apelava à sua completa abolição. As ideias que provocavam a rejeição dos governantes da sua época continuam a ser objeto de debate animado ainda hoje.
 
O arco de palestras que serviu de base para este livro foi um fenômeno notável no meio intelectual de Moscou. Agora, os leitores têm a oportunidade de conhecer sua versão impressa.

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Ao longo da estrada:
“A próxima descida trará
Mais quaresmeiras em flor!”

Paulo Franchetti