[Reino Unido] Operação 1000, um ressurgimento contra a MBR?

“Quatrocentos ativistas de todo o país e de outros países se mobilizaram na MBR Acres em 25 de maio, em um sinal claro de que a libertação animal de base britânica está de volta. A MBR Acres cria 2.000 cães por ano para a indústria de pesquisa. Esses cães serão envenenados até a morte em laboratórios e depois cortados em pedaços por técnicos sádicos.

Esse foi o maior protesto contra um criador de animais para vivissecção em alguns anos e, se a energia, a raiva e a determinação forem suficientes para comprovar, esse é um movimento em ascensão mais uma vez.

Dando o tom, na noite anterior, a icônica Louise Ryan desfigurou e rasgou o novo banner de propaganda da MBR pendurado no portão da frente. O banner, que se gabava dos cães “prósperos” e dos benefícios para os animais humanos e não humanos, era tão ofensivo quanto enganoso. Se o CPS e o MBR forem corajosos o suficiente para tentar processar Louise por sua ação corajosa, terão dificuldade em encontrar um júri disposto a discordar dela.

No mesmo dia, assim que os ativistas começaram a chegar, um protesto bloqueou a estrada principal. A polícia se esforçou para remover os ativistas à medida que mais e mais pessoas se aglomeravam na área. A fumaça dos sinalizadores enchia o ar enquanto tambores, megafones e centenas de vozes reverberavam ao longo de uma fila crescente de veículos bloqueados. Por fim, a polícia desistiu e fechou oficialmente toda a estrada pelo resto do dia.

O pouco que restou do banner de vinil da MBR foi arrancado e substituído por novos cartazes denunciando a empresa e explicando a verdade sobre seu setor vil. Algumas pessoas também tentaram escalar os portões da frente.

Enquanto isso, ao longo do perímetro lateral da cerca, a polícia apreendeu pelo menos um alicate de corte usado pelos ativistas para cortá-la. Quando começaram a chover paus e pedras sobre o arame farpado, as cercas começaram a tremer enquanto os ativistas tentavam derrubá-las.

Dezenas de policiais invadiram a ação, empurrando e jogando os ativistas em valas.

Enquanto a polícia tentava desesperadamente retomar o controle da situação, a maioria dos manifestantes, que agora estava junto à cerca lateral, ouvia discursos e fazia um minuto de silêncio.

Com a polícia distraída, a apenas vinte metros de distância, dois ativistas arrancaram a cerca de arame dos postes de metal, revelando espaço suficiente para entrar. A segurança começou a entrar em pânico e gritos de “Temos uma brecha!” foram ouvidos pelos rádios enquanto reforços chegavam ao local. Com uma desvantagem de três para um em relação aos ativistas e colocando cães de guarda nas cercas, a melhor oportunidade de entrar na MBR Acres foi perdida.

Quando o protesto se dispersou, a ação ainda não havia terminado. Durante toda a noite seguinte, a sinalização restante da MBR foi coberta com tinta vermelha e preta.

Este é um movimento em ascensão, e qualquer pessoa que tenha participado da ação no MBR em 25 de maio terá sentido a energia, a faísca e a determinação se formando. Parece inevitável que esse inferno feche. Não é uma questão de se, mas de quando; e isso depende de nós.”

Fonte: https://unoffensiveanimal.is/2024/05/27/operation-1000-a-resurgence-against-mbr/

Tradução > Contrafatual

agência de notícias anarquistas-ana

passeio de madrugada
os meus sapatos
empapados de orvalho

Rogério Martins

[Alemanha] Bloco anarquista na grande manifestação: Nas ruas contra a conferência do partido AfD em Essen!

De 28 a 30 de junho, o AfD (Alternativa para a Alemanha) planeja realizar a sua conferência nacional do partido no Grugahalle, em Essen. Depois de o partido ter saído das eleições europeias como a segunda força mais votada, os seus membros dirigentes reúnem-se agora para discutir os rumos das próximas eleições estaduais e das eleições federais de 2025. A descoberta da reunião de Potsdam mostrou as ideias extremamente perigosas que estão em cima da mesa.

Há muito que sabemos que os partidos burgueses não são capazes nem estão dispostos a combater eficazmente o AfD e o movimento fascista que se reúne à sua volta. Pelo contrário, com as suas políticas de empobrecimento, isolamento e rearmamento, dão ao AfD exatamente o terreno onde pode crescer.

O antifascismo deve identificar claramente as causas e razões da ascensão da direita. O antifascismo deve ser dirigido contra o sistema dominante e todos os seus partidos numa luta de classes e de cunho revolucionário. O antifascismo deve centrar-se na politização, mobilização e organização das amplas massas da população assalariada. O antifascismo deve propor uma alternativa a este sistema. Só então poderá ser eficaz.

A fim de tornar esta perspectiva visível, apelamos a todos os anarquistas para se juntarem a nós na grande manifestação contra a conferência do partido AfD no dia 29 de junho a partir das 10h00 e para formarmos um bloco comum ali. Nosso ponto de encontro será às 9h30 no ponto de partida da manifestação (a anunciar) sob a faixa grande da Plataforma [federação anarcomunista].

Juntos contra as direitas!
Por um movimento de massas antifascista!

dieplattform.org

agência de notícias anarquistas-ana

Sozinho na casa.
Lá fora o canto das cigarras.
Ah se não fossem elas…

Anibal Beça

[Chile] Apresentação do Arquivo Carlo Valdinoci – Biblioteca Antiautoritária Sacco y Vanzetti

Teremos exposição de fotografias, fanzines, cartazes, panfletos, adesivos, música, material audiovisual e muito mais.

Quinta-feira, 27 de junho, desde as 18h00, no Espaço Fénix.

Carlo Valdinoci, companheiro anárquico de ação, morre nos EUA. Em 2 de junho de 1919 quando instalava um artefato explosivo na casa do fiscal geral Mitchell Palmer.

Carlo era parte de um meio ativo de companheiros ácratas emigrados aos EUA que se agrupavam informalmente em torno do jornal Cronaca Sovversiva. Companheiro de Nicola Sacco, Bartolomeo Vanzetti, Mario Buda, Gabriella Antolini e Luigi Galleani, entre tantos outros.

A história anárquica de companheiros de ação nos demonstra como parafraseia a si mesma em diferentes épocas e lugares, às vezes em gestos bonitos, às vezes em momentos amargos.

O Arquivo da Biblioteca leva seu nome porque nossa intenção é que os companheiros sigam vivos e possam ainda acompanhar-se em projetos que os irmanem. Eles voltam a se encontrar mais além da passagem do tempo.

Não somos profissionais da história, nem pretendemos sê-lo. Reivindicamos o faça você mesmo, sem delegar a “especialistas” de nenhum tipo.

Abrimos esta iniciativa pela vontade de fazê-lo, buscando ser um aporte a mais no resgate de nossa memória negra, no aporte à coletivização do conhecimento e da imaginação de cada companheiro.

Nutrindo ideias com tinta anárquica.

Archivo Carlo Valdinoci

Biblioteca Antiautoritaria Sacco y Vanzetti

Tradução > Sol de Abril

Agência de notícias anarquistas-ana

Renasce o campo.
Borboletas planando:
Flores entre o verde.

Edu Otsuka

Lula e Giorgia Meloni “trocam afagos democrático$” na Itália

[Espanha] Redes Libertárias N° 1 – Editorial

Apesar de ser uma revista semestral, infelizmente, a chamada guerra de Gaza continua a ser um assunto atual. Ela é erroneamente chamada de guerra porque em uma guerra são exércitos que se enfrentam, e nesse caso ela se tornou mais uma escalada da violência exercida pelo Estado sionista de Israel contra a população palestina, que começou em 1948 com o impulso dos países colonizadores.

Há vários meses estamos testemunhando a exaltação da barbárie e a demonstração de que o jogo do poder está acima do respeito aos direitos humanos. Não podemos ficar impassíveis enquanto a violência é exercida contra os povos.

A sociedade civil vem organizando manifestações e comícios desde o início desses novos ataques israelenses a Gaza. No entanto, a atitude dos governos permanece inalterada e eles continuam a apoiar o governo israelense, apesar de reconhecerem que os ataques israelenses são uma atrocidade e estão matando pessoas inocentes. Nas últimas semanas, houve acampamentos em universidades de todo o mundo, e também na Espanha, denunciando o genocídio e pedindo o fim da cooperação com o Estado de Israel.

Seja bombardeando cidades, hospitais ou campos de concentração, o governo israelense dá ordens ao exército sem se submeter a nenhuma das exigências do direito internacional para proteger a população civil. Os EUA e outros países vendem armas a Israel, com as quais continuarão a matar palestinos até o extermínio.

Não devemos assistir a essa guerra ou a qualquer outra. Porque há muitas outras guerras no mundo, desde a guerra na Ucrânia até as várias guerras sofridas pelas populações africanas, como a violência provocada em diferentes partes da América. E tudo isso está envolvido em um conflito de interesses mercantilistas das empresas de armamentos. Por princípio, o movimento libertário não pode aceitar a violência contra a população civil e, além disso, considera os exércitos desnecessários.

Nossa indignação é tão grande que escolhemos a ilustração de Carlota Ribs sobre a Palestina para a capa da edição número 1 da Redes Libertárias. Seus traços marcam a dor e o sofrimento das vítimas palestinas. Assim, com essa denúncia, abordamos nossa edição 1 com as mesmas seções que lançamos na edição número 0. Nesta nova edição, refletimos sobre a visão do anarquismo em relação à guerra, analisando a relação do ser humano com a violência desde os primórdios da humanidade. Também nos informamos sobre a situação em outros países, como Argentina e Brasil, e falamos sobre um exemplo de escola rural e as dificuldades para levar adiante o projeto de educação pública e alternativa adaptada ao meio ambiente.

A edição 1 explica os primórdios do anarquismo na Espanha e como ele era vivenciado naquela época. Em outro artigo, falamos sobre como o Conselho de Aragão se desenvolveu durante a guerra da Espanha. Além disso, como resultado de estudo e pesquisa, nos é apresentada uma demonstração da participação de outras mulheres na revista Mujeres Libres que não são conhecidas ou reconhecidas.

A seção Cultura abrange todas as artes. Poesia, escultura, exposições e histórias em quadrinhos. Demonstrando que, por meio da arte, é possível exigir direitos e revolução.

Continuamos a apresentar resenhas de livros e filmes que consideramos interessantes para se conhecer, e por isso, as compartilhamos. Na seção Pensamento, reunimos uma reflexão sobre os mitos do anarquismo, uma bela história sobre a avó anarquista que não sabia que era anarquista e um chamado à filosofia para crianças com linhas libertárias como referência.

O tema do feminismo nesta edição inclui uma análise do feminismo e do anarquismo no Brasil com uma visão histórica e analítica de como o mundo anarcofeminista é entendido do outro lado do oceano. Continuando com os princípios do anarquismo, outro artigo reflete sobre a ineficácia do direito penal como solução e defende o direito restitutivo em vez do punitivo para acabar com a violência masculina, e em uma reflexão sobre a luta feminista damos uma olhada nos diferentes conceitos que compõem o ABC da vida cotidiana das mulheres.

Esperamos que esta nova edição seja interessante e que gere ideias para debate entre nossos leitores e nossas leitoras.

>> Baixe a edição número 1 da Redes Libertárias aqui:

https://redeslibertarias.com/wp-content/uploads/2024/06/redes-libertarias-01.pdf

Fonte: https://acracia.org/redes-libertarias-num-1-editorial/

Tradução > anarcademia

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/05/23/espanha-redes-libertarias-se-apresenta-na-biblioteca-libertaria-ferrer-i-guardia/

agência de notícias anarquistas-ana

Tarde de sol,
o armador da rede
range devagar.

Luiz Bacellar

[Espanha] Solidariedade Obreira para combater o fascismo e a autoridade

A classe trabalhadora se encontra em um momento de degradação progressiva de suas condições de trabalho e de vida. As crises contínuas pelas quais passamos nos últimos anos, juntamente com a ganância dos empresários, são a causa de que os empregos precários, desemprego, perda de poder aquisitivo ou dificuldades de acesso à moradia são o cotidiano de grande parte das pessoas que precisam vender sua força de trabalho para viver.

A única resposta que podemos dar para acabar com essa situação é nos unirmos por meio da solidariedade obreira. No entanto, observamos que, em nossos povoados e locais de trabalho, os discursos mais reacionários estão gradualmente se impondo, com base em preconceitos de nacionalidade, raça, gênero, orientação sexual etc.

Esses discursos preparam o caminho para a evolução do Estado e da sociedade para formas cada vez mais autoritárias e, assim, facilitam o fortalecimento de correntes políticas mais próximas do fascismo.

É nas lutas dos trabalhadores que ficam claros os principais interesses que se chocam no sistema capitalista: os da classe trabalhadora contra os dos patrões, especuladores e todo o aparato político que os sustenta. E é a comunidade que é gerada em torno das lutas diárias por nossas condições de trabalho e de vida que é a melhor ferramenta para combater os preconceitos que dividem a classe trabalhadora.

Nós, que nos organizamos na CNT, entendemos que as candidaturas municipais de esquerda e as organizações políticas que limitam sua atividade à via institucional ou à propaganda política já mostraram suas limitações para pôr fim à constante degradação de nossas condições de trabalho e de vida e ao avanço do autoritarismo e do fascismo. Por isso, estamos empenhados em ampliar o modelo de organização anarcossindicalista da CNT em nossos locais de trabalho e em nossas cidades. Não hesite e organize-se conosco!

cnt.es

agência de notícias anarquistas-ana

Rio seco
silêncio sob a ponte
apenas o vento.

Rodrigo de Almeida Siqueira

[Grécia] Passeata contra a mineração em Ioannina

No dia 15/06, foi realizada uma passeata no centro da cidade de Ioannina contra a mineração planejada em Gourgianista, no município de Zitsa, a cerca de 17 quilômetros de Ioannina.

A marcha foi convocada pela Coordenação “Epiro contra a mineração” e contou com o apoio de centenas de pessoas. Após o término da passeata, houve uma discussão dos presentes no Teatro Skala.

“Não à mineração no Epiro – Petróleo e gás devem ficar no solo, seu desenvolvimento só traz destruição”. “Não à perfuração. Não à extração de hidrocarbonetos no Epiro. Não envenenem as nossas cidades. Não destruam o nosso lugar”. “Contra a pilhagem da natureza, lute pela terra e liberdade. Dizemos não à mineração”. “Não à mineração de hidrocarbonetos”. “Os predadores da energia verde estão destruindo o meio ambiente, nossos vidas e o nosso futuro”, diziam algumas faixas dos manifestantes.

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/06/11/grecia-passeata-contra-a-mineracao-e-extracao-de-hidrocarbonetos-luta-contra-o-saque-da-natureza-e-a-guerra/

agência de notícias anarquistas-ana

Orquestra mágica
Balanço sussurrante das árvores
A maestria do vento.

Clície Pontes

[Espanha] Jornadas Contra o Sistema Tecnoindustrial

28, 29 e 30 de junho

SEXTA-FEIRA, 28 DE JUNHO

18 h – Apresentação do Ateneu Libertário La Garra

19 h – Palestra: Uma crítica anarquista à inteligência artificial

Lanche 100% vegano

Local: Ateneu Libertário La Garra C/Pico Moncayo 22 puente Vallekas

SÁBADO, 29 DE JUNHO

13 h – Painel de debate: A tecnologia está substituindo o trabalho assalariado como eixo de opressão?

17 h – Palestra: Não é seca, é saque! O tema da água no capitalismo industrial.

19 h – Painel de debate: Lutar em tempos de Tik Tok.

Jantar 100% vegano.

Local: La Enredadera de Tetuán C/ Coruña 5 – Estrecho

DOMINGO, 30 DE JUNHO

17 h – Palestra: Transumanismo: A dominação biotecnológica sobre o ser humano e a natureza.

19 h – Palestra: Ecologismo de massas ou como fazer o jogo do Estado.

Local: Ateneu Libertário La Garra.

agência de notícias anarquistas-ana

Sentada no jardim
Vejo um bichinho.
Lá vem a joaninha

Tainá Gomes do Nascimento

[São Paulo-SP] Chamado para transcrição do livro Terra Livre, de Jean Grave

Um romance que ousa imaginar uma terra livre, é possível? Quem ousaria escrever uma história dessas?

Em 1908, Jean Grave, um dos principais propagandistas anarquistas do final do século XIX e começo do XX, escreveu esta utopia anarquista, que antecedeu em pelo menos meio século os escritos de Ursula Le Guin.

Como forma de celebrar os 15 anos da Biblioteca Terra Livre damos início aos trabalhos de transcrição e revisão deste texto inédito em formato de livro em língua portuguesa, tendo sido publicado apenas em 1919 como folhetim nas páginas do jornal A Batalha.

Para dar vida a esta obra, convidamos todas as pessoas interessadas a somar forças conosco na revisão da transcrição e revisão da tradução!

Quer participar? Vem com a gente!

É só escrever pra gente através do email: bibliotecaterralivre@gmail.com

bibliotecaterralivre.noblogs.org

agência de notícias anarquistas-ana

Sobre o gelo invernal
Surge afinal
O broto verde

Luiz Louceiro

[Espanha] A Suprema Corte rejeita o recurso da CNT e condena as seis sindicalistas de La Suiza à prisão

A sentença foi notificada nesta segunda-feira, ratificando a condenação das companheiras acusadas.

Uma decisão da Suprema Corte anunciada na segunda-feira, 24 de junho, embora datada de terça-feira, 19 do mesmo mês, abre uma porta perigosa para a perseguição do sindicalismo em toda a Espanha.

A CNT vai recorrer em todas as instâncias possíveis, em nível espanhol e europeu, para que seja feita justiça nesse caso, que é um terrível ataque ao trabalho sindical. “Somos um incomodo para o sistema. Nosso campo é a rua e o que não podemos fazer é desistir dela. Faz parte do nosso DNA e é isso que continuaremos a fazer. As companheiras não estarão sozinhas em nenhum momento e, embora acreditemos que essa sentença seja uma bomba para o sindicalismo, continuaremos ao lado das trabalhadoras”, disse Erika Conrado, secretária-geral da CNT, ao saber da sentença.

Os magistrados da Segunda Câmara do Tribunal Superior, presidida por Manuel Marchena, rejeitaram o recurso de cassação apresentado pelo sindicato CNT para os 6 casos de La Suiza, ratificando as sentenças de prisão de três anos e meio e uma indenização de 125.428 euros para o empregador.

Em 57 páginas, a decisão 626/2024 da Suprema Corte rejeita os recursos interpostos e mantém as condenações das seis companheiras por um crime de coerção grave e outro contra a administração da justiça. Os fatos comprovados falam de manifestações que ocorreram entre maio e setembro de 2017 em frente à confeitaria em questão, manifestações que foram comunicadas às instituições relevantes e que são parte integrante das campanhas que qualquer organização sindical realiza.

A história do conflito entre a CNT Xixón e La Suiza começou em 2017, quando uma pessoa, então funcionária dessa confeitaria, procurou o sindicato para apresentar seu caso: a empresa lhe devia horas extras e feriados. O sindicato tentou negociar com o empregador, mas diante de sua teimosia, o sindicato iniciou sua habitual campanha de denúncia e, em junho de 2021, o polêmico juiz Lino Rubio Mayo condenou cinco mulheres e um homem a três anos e meio de prisão e ordenou que pagassem uma indenização de mais de 150.000 euros.

Manifestar-se na rua, distribuir panfletos e compartilhar slogans com um megafone, atos que podem ser circunscritos ao desenvolvimento de uma ação sindical normal e habitual, acabam sendo reprimidos pelo Tribunal Penal de Xixón com o argumento de que a confeitaria acabou fechando por causa da inferência desses protestos, algo que primeiro o Tribunal Provincial e agora a Suprema Corte endossam.

A decisão da Supremo Corte, conhecida hoje, não se limita, no entanto, a avaliar a pena do banco dos réus e o calvário processual a que essas companheiras foram submetidas durante sete anos e que agora continua da pior maneira possível, é grave por uma razão simples: a partir de agora, qualquer pessoa que se manifeste contra uma empresa pode se encontrar na mesma situação. Desde o início do conflito, todos os sindicatos da CNT, bem como outras organizações amigas, estão envolvidos em uma campanha de solidariedade com as 6 trabalhadoras de La Suiza. Essa solidariedade não termina aí, assim como esse processo também não terminou hoje: em 2022, enquanto se esperava que o Supremo Tribunal admitisse o recurso, uma manifestação maciça de sindicatos da CNT e organizações amigas marchou pelo centro de Madri, lembrando que fazer sindicalismo não é crime. A cena se repetiu em meados de junho em outra manifestação em Xixón, com a participação de sindicatos da CNT de todo o país. Na terça-feira, 19 de junho, quando o recurso começou a ser considerado – e a sentença foi proferida – uma centena de companheiros dos sindicatos da CNT na Comunidade de Madri se manifestaram em frente a Suprema Corte para transmitir a mensagem mais uma vez: “Fazer sindicalismo não é crime”.

A voz das 6 de La Suiza e da CNT não se apagou hoje. Repetimos mais uma vez: fazer sindicalismo não é crime. E agora: todos para as ruas.

cnt.es

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/06/18/espanha-manifestacao-macica-em-xixon-em-defesa-de-las-6-de-la-suiza-e-pela-liberdade-sindical/

agência de notícias anarquistas-ana

Bolhas de sabão
sopradas no ar da manhã
exalam arco-íris.

Ronaldo Bomfim

[Grécia] Chamado à solidariedade internacionalista à comunidade de Prosfygika em Atenas

Pedimos a solidariedade internacional de todos os nossos companheiros, companheiras de diferentes partes do mundo neste momento em que o Estado está tentando provocar a comunidade ocupada de Prosfygika. Nossa resposta deve ser a resistência, a solidariedade e a defesa militante.

Precisamos defender nossa terra libertada, nossos valores e nossa liberdade!

Pedimos a todos os companheiros e companheiras que realizem ações de solidariedade em suas cidades, por exemplo: pendurar faixas, enviar fotos e vídeos de solidariedade, divulgar os textos e os apelos da comunidade na mídia, concentrações/intervenções na embaixada e no consulado gregos.

Pedimos apoio financeiro.

Pedimos aos companheiros e companheiras que venham para a comunidade em Atenas a partir de agora e durante o próximo período de verão para fazer parte da comunidade, de suas estruturas, para ajudar nas barricadas e para defender a comunidade de forma holística.

Você pode se informar por meio das redes sociais da Prosfygika. Também pedimos a todos os companheiros e companheiras que traduzam os textos da comunidade para seu idioma.

Para obter mais informações, para o período de tempo que os companheiros e as companheiras desejam vir, entre em contato conosco via:

sykapro_squat@riseup.net

A SOLIDARIEDADE É A ARMA DA GUERRA DO POVO CONTRA A GUERRA DOS PATRÕES.

sykaprosquat.noblogs.org

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/06/24/grecia-repressao-no-bairro-ocupa-de-prosfygika/

agência de notícias anarquistas-ana

Mesmo molhado
Resplandece ao pôr-do-sol
O campo de algodão.

Paulo Franchetti

[Espanha] A ascensão da extrema direita

As prováveis ​​causas da ascensão da extrema direita no mundo capitalista

O fenômeno político mais marcante da nossa era recente, que alguns descrevem corretamente como a era dos líderes autoritários, é a ascensão da extrema direita nos países capitalistas partitocráticos. Há quem prefira chamá-la de nova direita radical, ultranacionalista ou populista, e os mais beligerantes, de direita neofascista. Por alguma razão, uma multidão decepcionada e furiosa, em parte trabalhadores, que se sentem magoados, discriminados ou insuficientemente cuidados pelas instituições em que confiaram, recorrem a essa opção política. Nem Franco, nem Hitler, nem Mussolini foram ressuscitados, embora o revisionismo histórico dedique um olhar nostálgico aos seus regimes e encoraje a compreensão relativa. Este é um fenômeno muito moderno. Para melhor compreendê-lo, será necessário estudar o contexto em que ocorreu para revelar um a um os fatores que contribuíram para o seu surgimento e desenvolvimento. Em primeiro lugar, o desaparecimento do movimento operário.

No Estado espanhol, pelo menos desde a década de oitenta do século passado, não podemos falar de movimento operário, nem de autonomia proletária, nem de consciência de classe. Os aumentos salariais alcançados na década anterior, o medo do desemprego, somados tudo à intervenção dos sindicatos organizados sob a égide do governo que monopolizaram a negociação e desmantelaram os mecanismos de assembleia, provocaram uma onda de conformismo tão generalizada que determinou uma desclassificação impossível de reversão. A preponderância do setor terciário, a automatização dos processos produtivos, a reconversão industrial, a fixação na periferia das massas trabalhadoras das grandes cidades e o crescimento económico relativo às primeiras fases da globalização, possibilitaram um ambiente consumista que deu origem a uma nova classe média assalariada. Foi o fim do movimento operário autônomo. O novo estilo de vida criou uma mentalidade individualista e competitiva muito distante dos valores que outrora caracterizaram a classe trabalhadora. Depois, a vida privada deslocou completamente a vida social, permitindo que o sindicalismo e a política se tornassem profissionais e corruptos, integrando-se no mundo da mercadoria como um trabalho bem remunerado e uma oportunidade de ascensão social, claro, sempre ao mesmo tempo a serviço dos interesses dominantes.

A imersão na vida privada, o isolamento social típico dos subúrbios metropolitanos, a indiferença face à política – traduzida na aceitação passiva do sistema parlamentar -, o endividamento e a preocupação com a segurança foram os traços que melhor definiram a nova classe média, ou melhor, a ” maioria cautelosa”, como mais tarde chamariam os assessores do último presidente socioliberal. O nível de rendimento era secundário, pois pouco alterava a ideologia mesocrática: ainda hoje, quando a verdadeira classe média se empobrece a um ritmo forçado, 60% da população considera-se membro dessa classe e apenas 10% percebe-se como uma classe operária. O fator classe média tem sido decisivo na paralisia social que persiste mesmo numa situação de clara desigualdade e degradação do chamado “Estado de bem-estar social” ou “estado de direito” pelos seus panegiristas, ou mais especificamente, na deterioração do os serviços públicos que justificavam a dominação paterna do Estado. O medo paralisa e essa é a grande paixão de uma classe que ignorou a solidariedade e não sabia o que fazer com a liberdade. O pânico alimenta os seus fantasmas contra os quais a exigência de proteção contra qualquer inimigo real ou imaginário ocupa o primeiro lugar das suas reivindicações.

A hegemonia da classe média teve não apenas consequências práticas, como o abandono do anticapitalismo nos meios de comunicação populares, mas também ideológicas, com o conceito imprevisível de “cidadania”, um novo sujeito político imaginário do discurso de esquerda. Curiosidades extravagantes comuns nas universidades americanas, como o credo queer, a ecologia profunda, a interseccionalidade e a teoria crítica da raça, espalharam-se pela Europa a uma velocidade incrível nos movimentos sociais e na política pós-moderna, até que o seu vocabulário penetrou na linguagem comum dos ativistas a la page e dos políticos da moda. A demolição das noções de classe, razão, revolução, emancipação, alienação, apoio mútuo, proletariado, memória, comunismo, etc., permitiu que o absurdo, o absurdo e o delírio se instalassem no pensamento especulativo e na linguagem militante, encorajando todas as classes de comportamentos irracionais e sectários. O inimigo explorador já não era a burguesia opressora e o Estado; sob os novos  parâmetros progressistas ele era o homem branco heterossexual e onívoro, um potencial racista e estuprador. A luta de classes foi substituída pela luta de género. O sentimento de identidade se fez com a consciência proletária, e a ideia de “diversidade” com a de universalidade. Os piquetes e greves dos trabalhadores foram relegados pelo escrache e pela “cultura do cancelamento”. A defesa do território era vista como uma luta contra o patriarcado… e assim por diante. Em duas décadas de pós-modernismo pequeno-burguês ocorreu uma contra-revolução cultural completa. As revoluções que serviram de pilares históricos aos protestos deixaram de ser referências. Em suma, o pensamento livre, racional e revolucionário foi liquidado em favor da doutrina woke. A dominação financeira está tão consolidada que hoje não precisa de razões, basta ter a desrazão ao seu lado.

A crise financeira que ocorreu em 2008 abalou a sociedade capitalista até aos seus alicerces. A decantação do Estado para os bancos aliada à insuficiência de paliativos em matéria social conduziu a um significativo descontentamento para com os partidos maioritários, sem dúvida o principal fator da ascensão da direita. O declínio e o descrédito dos governos iluminados pelo jogo partidário, tipificado e rotulado como “democracia representativa” ou simplesmente “democracia”, foram manifestos. A classe média – especialmente os seus setores de baixos rendimentos e poucos estudos – reagiu duramente contra a elite financeira, o Governo e as Cortes, apoiando partidos críticos improvisados ​​pela direita e pela esquerda, e promovidos pelos meios de comunicação com grande alarde. Não demoraria muito para que fossem assimilados pelo sistema que queriam regenerar. O espetáculo da renovação conseguiu afastar momentaneamente a crise política; a economia foi mal contida com a redução da despesa pública e as tentativas de reconversão “verde” da produção e do consumo. A farsa durou pouco, pois a crise migratória de 2015 e o episódio pandêmico aceleraram o seu fim. O descontentamento geral causado pela dificuldade de encontrar trabalho, pelos empregos precários, pelo preço da habitação, pela falta de cuidados de saúde, pelas pensões ínfimas, pelo preço da gasolina, etc., apenas acentuou o distanciamento da política e reforçou a convicção da população afetada de que o parlamentarismo falhou e já não funcionava. Graças a uma crise prolongada, aparentemente sem saída, o segredo da elite política tornou-se público: não passava de uma casta com interesses próprios, sem relação com os dos seus eleitores, mas intimamente ligada à sobrevivência do capitalismo. As consequências da agitação e da frustração foram imediatamente perceptíveis com elevados níveis de abstenção e o aparecimento de partidos populistas que exploraram o sentimento de insegurança da população assustada e lançaram slogans feitos com os clichês wokes da esquerda pós-moderna virados do avesso. Se o politicamente correto, o alarmismo climático e a linguagem inclusiva já eram uma herança da classe dominante, os insultos, o negacionismo e o sexismo constituirão a linguagem antissistema do presente. É assim que a nova população a entende, bastante hábil em fazer suas as reivindicações sociais que os partidos e sindicatos clássicos, demasiado enraizados nas estruturas de poder, negligenciaram.

A misoginia, a homofobia, a transfobia e o racismo virão adornar sem muita originalidade um discurso que reivindica a família tradicional, a religião católica, o género biológico, a propriedade, a hispanidade e os mitos patrióticos. Com o desaparecimento dos ideais universalistas da classe trabalhadora, o seu lugar está a ser ocupado por projetos de identidade nacionalistas, abertamente xenófobos, hostis ao pluralismo cultural e às línguas vernáculas. Neles, o estrangeiro é o inimigo supremo, a maior ameaça à identidade. Principalmente se você for muçulmano. A pobreza extrema causada pela globalização e pela geopolítica em muitos países empurrou dezenas de imigrantes para as metrópoles capitalistas, onde sobreviverão com os empregos de lixo que ninguém quer, preenchendo as lacunas deixadas pelo recuo de uma população trabalhadora envelhecida. A racialização do proletariado tem sido outro dos fatores que explicam a progressão da extrema-direita, uma vez que não só forneceu às massas lumpenburguesas um bode expiatório ideal, o imigrante indocumentado, presumivelmente criminoso, mas também desvia a atenção do verdadeiro inimigo, a classe dirigente capitalista e seus assistentes políticos.

A presença de outros modelos mais eficazes de capitalismo, como o russo e o chinês, supervisionados por homens fortes que se apoiam quer em poderosos aparatos policiais e militares, quer em burocracias político-administrativas tentaculares, constituiu uma fonte de inspiração e uma referência para dissidentes do conservadorismo convencional e outros “democratas alternativos” antiprogressistas. É por isso que são a favor de não se alinharem com a política externa norte-americana. Para o pensamento autoritário pós-ideológico, a inutilidade dos parlamentos estende-se à dos partidos, dos sindicatos e da garantia das leis, enquanto o naufrágio do liberalismo econômico nas suas vertentes keynesiana e thatcherista força a direção política da economia a ser colocada nas mãos de um providencial líder em boas relações com a Rússia, o Irã e a China. No entanto, a extrema direita não é radicalmente antieuropéia, nem se proclama contrária ao sistema parlamentar: está inclinada a mudar a UE e os parlamentos a partir de dentro e pouco a pouco. Em matéria institucional é bastante moderada, pois quer ser acima de tudo um partido da ordem. Para fazer isso você tem que ganhar eleições. E concordo. Mais uma vez, a tecnologia fornecerá os instrumentos necessários para tornar realidade a estratégia ultra: as redes sociais. Será o fator definitivo.

As redes desempenharam o mesmo papel que o rádio desempenhou no advento do partido nazista. Nos últimos dez anos, a informação e a política passaram por uma profunda transformação graças aos algoritmos das plataformas. A influência da imprensa oficial despencou. A compreensão do tempo foi obscurecida: o futuro, o lugar das utopias, deixou de contar; o passado, como repositório de uma Idade de Ouro à escolha, não serve outro propósito senão legitimar a identidade escolhida. O presente é o tempo hegemônico; o mundo das redes sociais tornou-se furiosamente presentista. Na sociedade do imediatismo ignorante, os cidadãos do pós-esquerdismo tornaram-se uma multidão digital, uma massa que é informada, alimentada emocionalmente e coordenada no ciberespaço em tempo real. A ocasião, que por outro lado abriu as portas ao controle social exaustivo, foi aproveitada politicamente pelos movimentos de esquerda emergentes, mas foram as páginas pós-fascistas que acabaram por assumir a liderança. A sua fusão com redes sociais e aplicativos dará origem a um monstro impossível de deter. No mundo cibernético, conteúdos aberrantes e irracionais chamam muito mais atenção, pois provocam reações emocionais, polêmicas e provocam indignação. Por esta razão, a desinformação, os boatos, as mentiras, as tramas e os boatos assumem um caráter natural na web: fornecem às comunidades virtuais insatisfeitas novas chaves para interpretar a realidade. Uma fake News se espalha seis vezes mais rápido que informações verdadeiras. Pois bem, há um povo desencantado e ressentido que odeia os políticos (especialmente o velho anti-sistema cooptado pelo poder, os confortáveis ​​esquerdistas) e está cada vez mais receptivo a argumentos que vêm de uma realidade paralela àquela que descrevem jornalistas, tornando-o facilmente manipulado por especialistas em caos. A informação e a política deram um salto qualitativo na falsificação, enquanto a consciência histórica retrocedeu. Esquecidos e vítimas de algoritmos, as pessoas não são mais o que eram. Nem a raiva popular.

Sem barragens eficazes e favorecida pela crise – econômica, ambiental, política, cultural – a maré da extrema-direita continuará a atrair o apoio dos pequenos agricultores, da classe média empobrecida e dos trabalhadores brancos em processo de exclusão que vivem em pequenas cidades, em nas periferias das grandes cidades e nas áreas desindustrializadas. Está a assumir a base social do velho estalinismo, liquidado politicamente após a queda da Cortina de Ferro. Paradoxalmente, a extrema direita é menos assustadora que o establishment. A nova direção europeia imposta pela catástrofe futura apresenta características semelhantes às defendidas pelo extremismo. A saída improvável exige medidas de desregulamentação sobre questões ambientais, políticas de austeridade, tarifas de importação, mudanças nos planos de defesa (especialmente no que diz respeito à Ucrânia), alternativas ao empobrecimento e preceitos restritivos sobre migração e liberdades, algo que só tem lugar dentro de um recuo nacionalista. Se a direita radical triunfar, o desmantelamento controlado da União Europeia, um sonho da burguesia esclarecida que venceu o nazismo, surgirá no horizonte. A fundação política que o apoiou, a aliança entre social-democratas e conservadores abençoada por Washington, irá para o inferno. Em termos de poder real, significaria que parte dos executivos transnacionais estão a considerar a continuidade do projeto europeu, que começa a tornar-se oneroso e politicamente cada vez menos viável. Com o seu fim, fechar-se-ia um novo ciclo capitalista e um novo capítulo de dominação burguesa. Diante dos resistentes ao desastre, abre-se um panorama desanimador, embora instável a ponto de todas as saídas serem possíveis. Incluindo os melhores.

Miquel Amorós

Fonte: https://www.portaloaca.com/articulos/politica/el-ascenso-de-la-extrema-derecha/

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

O som de um rato
Andando sobre o prato —
Que frio!

Buson

[Chile] Solidariedade ativa com Marcelo Villarroel

Ontem, sábado (22/06), no bairro Matta, centro de Santiago, nos reunimos contra todas as possibilidades para levar adiante esta nova Iniciativa de Solidariedade Ativa com nosso irmão Marcelo Villarroel.

Agradecemos a todos os grupos, amigos, companheiros e afins que, em meio de um clima hostil, tornaram possível a realização desta atividade onde a música e a fraternidade foram protagonistas em um caminho indispensável de agitação pela saída imediata de nosso companheiro.

Pela anulação das condenações da justiça militar de Pinochet para o companheiro Marcelo Villarroel. À rua agora!!

Enquanto exista miséria haverá rebelião!!

Presos anarquistas subversivos e mapuche à rua!!

Amigos, Compas e Afins.

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2023/08/10/sobre-a-situacao-do-preso-politico-marcelo-villarroel/

agência de notícias anarquistas-ana

Estrelas, surgindo
Aqui e acolá —
Ah, o frio!

Taigi

[Espanha] Adeus Raúl

Nos deixa um companheiro que era jovem demais. Raúl começou a participar das assembleias do sindicato há mais de seis anos com seu melhor amigo Andrés, quando era mais jovem, trazendo um ar novo e fresco para o sindicato em Cartagena. Estudante de filosofia na Universidade de Granada, estudante de russo e professor particular de espanhol e inglês.

Sincero, verdadeiro, solidário, atencioso e estudioso são alguns dos adjetivos que me vêm à mente para descrevê-lo. Um excelente companheiro de quem sempre nos lembraremos.

Como podemos conter essa dor? Querido amigo, nossa melhor homenagem será continuar sua luta. Adeus, Raúl. Adeus.

“Que a terra seja leve para você, amado e eterno ser, suas lembranças nos acompanharão até o último amanhecer.”

Sindicato de Ofícios Vários de Cartagena

Confederação Nacional do Trabalho

Associação Internacional das e dos Trabalhadores

agência de notícias anarquistas-ana

brasa do tempo
acende quando passas
no pensamento

Carlos Seabra

Rapper iraniano tem sentença de morte anulada

Toomaj Salehi, de 33 anos, foi sentenciado à morte em abril de 2024 sob a acusação de “corrupção na Terra”, uma das acusações mais severas do sistema judicial iraniano

Neste sábado (22/06), o advogado de Toomaj Salehi anunciou que a Suprema Corte do Irã anulou a condenação à morte do rapper, preso há mais de um ano e meio por apoiar o movimento de protesto no país em 2022.

Salehi, de 33 anos, foi sentenciado à morte em abril de 2024 sob a acusação de “corrupção na Terra”, uma das acusações mais severas do sistema judicial iraniano. A condenação foi revogada pela Suprema Corte após a análise da apelação, e o caso será encaminhado para um novo julgamento, conforme informou seu advogado Amir Raïssian na rede social X, anteriormente conhecida como Twitter.

Toomaj Salehi se tornou uma figura proeminente no movimento de protesto que eclodiu após a morte de Mahsa Amini, uma jovem curda iraniana que faleceu sob custódia policial em 16 de setembro de 2022, após ser detida por supostamente não usar o véu de forma adequada. Com suas músicas e postagens nas redes sociais, Salehi expressou apoio ao movimento, o que levou a justiça iraniana a acusá-lo de “incitar a sedição, reunião, conspiração, propaganda contra o sistema e apoiar os distúrbios”, segundo Raïssian.

Conteúdos relacionados:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/04/25/rapper-toomaj-salehi-condenado-a-morte-no-ira/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/10/04/ativistas-iranianos-atacam-jornal-pro-governamental-kayhan/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/09/28/anarquistas-iranianos-falam-dos-protestos-em-resposta-ao-assassinato-de-mahsa-amini-pela-policia/

agência de notícias anarquistas-ana

por uma só fresta
entra toda a vida
que o sol empresta

Alice Ruiz

Fenômenos naturais ameaçam de extinção 10% das espécies de animais vertebrados terrestres

Cerca de 10% das espécies de vertebrados terrestres correm risco de extinção nos próximos anos devido a fenômenos naturais como terremotos, furacões, vulcões e tsunamis.

São quase 4 mil espécies potencialmente ameaçadas e expostas a esses eventos, com uma prevalência significativamente maior em ilhas e regiões tropicais.

As conclusões estão em artigo publicado nesta segunda (17/06) na revista científica “PNAS”.

O trabalho é assinado por pesquisadores de 20 instituições estrangeiras e brasileiras, incluindo o Centro para Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças no Clima (CBioClima) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus Rio Claro, o Instituto Tecnológico Vale (ITV), a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e o Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Os cientistas mapearam como a ocorrência e magnitude desses fenômenos naturais se sobrepõe às áreas de distribuição de anfíbios, aves, mamíferos e répteis.

Para formular a lista de animais ameaçados por novas ocorrências desses fenômenos, os autores selecionaram as espécies que têm menos de mil indivíduos na natureza ou espécies que vivem uma área consideravelmente pequena — menos de 2500 quilômetros quadrados. Isso porque espécies que terão dificuldades em se reproduzir e, consequentemente, recuperar a viabilidade da população diante de eventos naturais críticos.

A região neotropical, que se estende do sul do México até o norte da Argentina, engloba quase 40% das espécies ameaçadas, segundo o estudo.

A maioria das espécies são suscetíveis a furacões, no Mar do Caribe e no Golfo do México, e a vulcões, terremotos e tsunamis nas regiões do Anel de Fogo do Pacífico.

Os resultados indicam que 70% das espécies mais suscetíveis são restritas a ilhas.

A espécie está classificada como em alto risco devido à atividade vulcânica e em risco devido a furacões. O trabalho também destaca que cerca de 30% das espécies vivem completamente fora de áreas protegidas, o que pode aumentar ainda mais o risco de extinção devido ao grande impacto humano em áreas não protegidas.

O pesquisador Fernando Gonçalves exemplifica que espécies como o urso panda, originário da China, e o beija-flor-de-barriga-safira, presente na Colômbia correm risco de extinção por esses fenômenos naturais.

Segundo sua avaliação, no Brasil, apenas duas espécies correm risco, já que esses eventos não são frequentes no território brasileiro: o lagarto da areia (Liolaemus lutzae), que vive na costa fluminense, e o sapo-de-barriga-vermelha (Melanophryniscus cambaraensis), que vive entre os estados de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

A análise considerou o tsunami de baixa magnitude que atingiu a costa do Rio de Janeiro em 2004 e o furacão de baixa magnitude que atingiu a região sul no mesmo ano.

Gonçalves aponta que, quando acontecem no território brasileiro, terremotos, furacões e tsunamis são geralmente de baixa magnitude.

“Apesar de não estar localizado próximo às bordas das placas tectônicas, onde a maioria dos terremotos ocorre, o Brasil ainda possui falhas geológicas que podem gerar atividade sísmica”, explica o autor. “Quanto aos tsunamis, quando ocorrem, geralmente estão associados a eventos localizados, como deslizamentos submarinos e/ou terremotos distantes”.

As conclusões do estudo evidenciam a necessidade de ações intensivas e urgentes de conservação dessas espécies e de seu ambiente.

“Além dos impactos humanos, a frequência e a magnitude dos fenômenos naturais impulsionados pelo clima, como furacões, devem aumentar nos próximos anos, lembra Gonçalves.

O pesquisador afirma que os impactos desses eventos na biodiversidade, apesar de ainda pouco estudados, podem ser significativos.

Fonte: Agência Bori

agência de notícias anarquistas-ana

Imóvel, o gato,
olha a flor de laranjeira.
Eu olho o gato.

Jorge Lescano