[Chile] Desde a prisão feminina de San Miguel, Santiago

Principalmente para agradecer aos companheiros que estão trabalhando em nosso nome. Cada pichação, cada pedrada, cada perturbação da paz social… mostram que não estamos esquecidos e que o sequestro pelo Estado daqueles que lutam por um modo de vida diferente não fica impune. Cada ação é um grão de areia que nos aproxima da rua, que mostra que as ideias não podem ser aprisionadas.

A prisão é o sinal final do domínio do Estado sobre o indivíduo e esta ameaça paira sobre a cabeça de todos aqueles que decidem responder à violência diária que este sistema exerce contra todos nós, como ele nos explora, nos polui, nos reduz a meros números que produzem e consomem.

Por Marcelo Villarroel, Joaquín García, Francisco Solar, Mónica Caballero, Felipe Ríos, Juan Aliste, Jalea e tantos outros que optaram por não ser apenas mais um número para este sistema e se tornaram parte da resistência.

Uma saudação fraterna de sua companheira Mayo, desde as prisões do estado Estado chileno.

agência de notícias anarquistas-ana

Tímida, uma rã
ensaia a primavera
com um coaxo

Stefan Theodoru

[Argentina] Os jovens anarquistas

Por Oscar Muñoz | 02/09/2022

Um equívoco descomunal e interessado, nada casual, atravessa a espinha dorsal sociopolítica argentina atual. Seus protagonistas são os denominados (pela mídia) e (auto) proclamados “libertários”.

Invocando vagas bandeiras de defesa das liberdades individuais a qualquer preço e dispensa absoluta do Estado, as hostes de Milei [um economista e político argentino de extrema-direita] e companhia se apropriaram do conceito “libertário”, baseados em uma prédica economicista, na verdade mais afim ao neoliberalismo, e nas antípodas filosóficas das ideias libertárias e/ou anarquistas. Agrupações de base como a Federação Obreira Regional Argentina (FORA) ou a Federação Libertária Argentina (FLA), com décadas de luta e resistência, tem muito para questionar a respeito.

“O surgimento de certos grupelhos conservadores com alento midiático que, apelando a estratégias demagógicas liberais, buscam usufruir da palavra ‘liberdade’ e se autodenominam ‘libertários’, não é mais que uma expressão da conjuntura especial de crise de representatividade política, ruptura de laços sociais, predomínio do capital financeiro e atomização que se está vivendo”, respondem dogmaticamente desde a FLA.

“Não cabe a FORA entrar no debate político entre dirigentes que pretendem representar uma imaginária vontade popular e deslocar o povo da tomada de decisões vinculadas com a organização social –tomam distância desde a central Obreira mais antiga do país, fundada em 1905. As difamações e a manipulação da linguagem obreira em geral, e anarquista em particular, foram sistemáticas e históricas.”

Em qualquer caso, convêm citar textualmente que “o anarquismo é uma corrente do pensamento social que promove uma associação baseada na liberdade e na solidariedade, fatores de desenvolvimento e bem estar para a sociedade em seu conjunto”.

O objetivo último dos libertários é fomentar um “comunismo anárquico”, caracterizado pela defesa de uma sociedade horizontal sem hierarquias, antiparlamentar, anticapitalista e sem existência de propriedade privada.

Votantes de Milei abstenham-se.

Feitos os esclarecimentos pertinentes, vale perguntar-se: O quê expressa e a quem representa o autêntico pensamento libertário ou anarquista hoje em dia?

Fundada em 1935 por obreiros dos calçados vinculados ao anarquismo, a Biblioteca Popular José Ingenieros, situada na Villa Crespo, é um âmbito propício para encontrar certas respostas atualizadas, ou não tanto. “Desde sua fundação até a atualidade mantemos o mesmo objetivo: estar presentes nas lutas do povo; neste sentido giram nossas atividades, sempre livres e gratuitas, difundindo e solidarizando-nos com conflitos sociais e sobretudo dando espaço às novas camadas de militantes que atuem nas lutas do povo”, prolongam desde o espaço, depositário de um dos arquivos de publicações da categoria mais importantes e maiores do país.

“Na BPJI fazemos oficinas de formação política/ideológica com leituras de clássicos como Bakunin e Malatesta, assim como também atividades onde companheiros relatam sua experiência militante, como os que militaram nos 70 ou compas que têm uma militância na atualidade em algum sindicato, no territorial, no ambiental, no feminismo, no estudantil, etc.”, ilustram.

Ligada a Ediciones Tupac, que publica tanto clássicos como novos olhares, a José Ingenieros também alberga apresentações de livros, ciclos de poesia e “quando se pode, algum festival com músicos, e sempre vão nos encontrar convidando a sair às ruas, seja para um 24 de março, para um 1º de maio ou para pedir justiça por Santiago Maldonado, em solidariedade e defesa dos direitos conquistados por e para os de baixo, e por tantos companheiros e companheiras que com toda honestidade lutam por um mundo melhor”, manifestam.

Desde a Federação, que mantêm seu próprio espaço de reunião, no limite entre Barracas e a Boca, onde se organizam palestras e os típicos ciclos de cine-debate, se declama as diferenças metodológicas com a política convencional. Palavras mais, palavras menos, dizem: “A FLA não se propões gerar uma organização à caça de Agrupações e militantes, mas que sua intenção é poder transmitir experiências de luta, incentivar espaço de sociabilidade, apoiar projetos autogestionários e motivar para que se relacionem e se potencializem federativamente”.

No entanto, no caminho forista, se agrupam “organizações Obreiras aderidas, de modo tal que sua atividade é a que cada organização ou seus membros desenvolve em seu próprio âmbito. Atualmente, as organizações aderidas são sociedades de ofícios vários, quer dizer, organizações intersindicais cuja atividade principal é a participação de seus membros na vida sindical e o ativismo pela organização libertária em defesa dos interesses dos trabalhadores, com a perspectiva de criar organizações por ofício e promover o ativismo sindical”.

Todo preso é político

A história do anarquismo no país remonta à chegada das correntes imigratórias europeias, já desde o final do século XIX, com a formação das primeiras Agrupações sindicais (padeiros e sapateiros) impulsionadas pelo italiano Errico Malatesta, um novelesco personagem da vida real, que partiu para a Patagônia em busca de ouro para financiar sua cruzada ideológica e terminou sua agitada vida prisioneiro na Itália fascista até os anos 30.

Na ocasião, a versão mais radicalizada do anarquismo individualista havia se expressado em outros personagens não menos legendários como Simon Radowitzky, o vingador dos obreiros reprimidos e mortos pelo primeiro chefe de polícia portenho, o coronel Ramón Falcón, ou Kurt Wilckens, que fez o próprio como o maior responsável direto dos fuzilamentos da Patagônia Trágica, o tenente coronel Héctor Benigno Varela.

Ainda que provavelmente ninguém tenha agitado tanto a imaginação da sociedade em seu conjunto como Severino Di Giovanni, o “idealista da violência”, como o batizou seu biógrafo Osvaldo Bayer.

O imigrante italiano Di Giovanni foi julgado de maneira sumária pela ditadura de Uriburu e fuzilado em 1931, na penitenciária da Avenida Las Heras, acusado de vários delitos e atentados que causaram mais de uma vítima, enquanto protestava contra a prisão e julgamento de seus camaradas de ideais, Sacco e Vanzetti, logo após levados à cadeira elétrica nos Estados Unidos, por um suposto assassinato jamais comprovado (a Justiça revogou a sentença décadas mais tarde).

O fuzilamento de Di Giovanni teve um cronista de luxo em Roberto Arlt, que lhe dedicou um de seus melhores textos das gravuras portenhas. Viu-o morrer e registrou suas últimas palavras antes de cair crivado de oito balas.

“Evviva l’anarchia!” (Viva a anarquia), escutou e escreveu Arlt.

Muito mais próximo no tempo, um atentado contra o mausoléu que resguarda os restos de Falcón resultou em um dramático erro quando o artefato de fabricação caseira explodiu nas mãos de uma jovem mulher causando-lhe graves feridas. Como consequência da investigação policial, foram detidas não menos que quatorze pessoas vinculadas com a ação planejada em uma data simbólica. Era 14 de novembro de 2018 e completava um novo aniversário do ataque ao repressor.

As mídias tradicionais sublinharam e condenaram o caráter “anarquista” da ação, mas a vinculação efetiva com espaços militantes de base era pelo menos caprichosa.

Durante a pré-estreia do documentário “El camino de Santiago”, realizado por Tristán Bauer para rebater a versão oficial da morte do artesão Santiago Maldonado no sul, supostos anarquistas apedrejaram os vidros da sala. Tampouco se soube se estavam a favor ou contra.

“A ação direta, o pacifismo e inclusive a violência fizeram parte da história do anarquismo desde suas origens como resposta à violência que exerce o Estado através da perpetuação de um sistema injusto. Não renegamos essa história. No entanto, como organização nos centramos na criação, difusão e conservação de material anarquista e em fomentar o modelo federativo como organização”, se destacam a partir da FLA.

Militantes da vida

Lugar de encontro de diversos grupos e gerações, desde a José Ingenieros defendem um caminho de unidade com uma linguagem inclusiva, um sinal dos novos tempos e novas formas de inserção, vinculadas com aspectos cotidianos e domésticos, sem renunciar aos grandes ideais.

“Enquanto existam as injustiças sempre vai surgir a rebeldia, diziam os companheiros. Hoje se aproxima de nós muita juventude, assim como também muito militantes que vêm desencantados de outras correntes políticas. Há novas camadas que encontram no anarquismo sua trincheira de luta no feminismo, nos bairros populares e nos sindicatos, com muita humildade e sem cair em posições sectárias”, enfatizam.

“Os projetos da FLA funcionam como espaços de possibilidades e de fortalecimento dos que se sentem refratários ao poder e à exploração, complementam. Em suma, trata-se da construção de experiências e aprendizagens para uma transformação revolucionária de nossos mundos.”

Fonte: https://carasycaretas.org.ar/2022/09/01/los-muchachos-anarquistas/

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

as pálpebras da noite
fecham-se
sem ruído

Rogério Martins

[Espanha] Alcoy acolherá o 28º Congresso da AIT: um século de luta obreira

 • Se celebrarão atos comemorativos do centenário da AIT de 5 a 10 de dezembro de 2022.
• Estão convocadas a participar seções procedentes de 15 países.

A sede do sindicato de ofícios vários de Alcoy será o espaço de encontro de uma quinzena de seções da Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT). A cidade, que já em 1873 foi a sede do Comitê Geral da Seção Espanhola da 1º Internacional Obreira, será a protagonista do 28º Congresso da AIT, coincidindo com o centenário de sua fundação em Berlim (de 25 de dezembro de 1922 a 2 de janeiro de 1923).

Durante 5 dias, de 6 a 10 de dezembro de 2022, se encontrarão as seções aderidas à AIT, países como: Austrália, Noruega, Colômbia, Suécia, Áustria, Rússia, Polônia, Brasil, Sérvia e Montenegro, França, Bangladesh, Reino Unido, Indonésia, Eslováquia e Espanha. Também estão convidadas as agrupações de Amigos da AIT, de países como, Bulgária, Filipinas, Índia, Chile, Paquistão e Estados Unidos.

A importância deste Congresso centra-se na comemoração de um século de solidariedade e companheirismo entre trabalhadoras e trabalhadores de todo o mundo que somaram forças e criaram a AIT como fórmula prévia para a consecução da melhora moral e material do proletariado mundial, de uma sociedade em liberdade sem exploração nem hierarquias de nenhum tipo.

A organização celebrará atos e diferentes atividades (teatros, concertos, palestras…) com o objetivo de comemorar o primeiro centenário de luta e resistência obreira da AIT.

Comissão Congressual CNT-AIT

iwa-ait.org

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

A lua, cansada,
adormeceu por instantes
no leito do rio.

Humberto del Maestro

Lançamento: “A Conquista do Pão”, de Piotr Kropotkin

A Biblioteca Terra Livre tem o prazer de anunciar uma nova edição do clássico livro A Conquista do Pão de Piotr Kropotkin.

Esta nova tradução conta, além do texto clássico de Kropotkin, com 3 prefácios, o da primeira edição francesa escrito por Élisée Reclus, o da edição inglesa do próprio Kropotkin e o da edição alemã por Rudolf Rocker, além de uma apresentação pela Biblioteca Terra Livre.

Com essa edição pretendemos ampliar o imaginário político e abrir espaço para sonhar e construir um mundo novo.

Para garantir a possibilidade de compartilhar o sonho de um mundo novo, estamos fazendo uma promoção de lançamento. O livro estará com desconto de mais de 50% até a 12 Feira Anarquista de São Paulo, que ocorrerá na escola Amorim Lima, no dia 13 de novembro.

O valor promocional é de R$15 (quinze reais) e o frete sai por R$12 (doze reais). Após o dia 13/11 o livro será vendido por R$35.

A compra pode ser feita diretamente pelo link abaixo:

https://livrariaterralivre.minhalojanouol.com.br/a-conquista-do-pao/p

Ou via Pix:

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Não esqueça de acrescentar o valor do frete de R$ 12 (doze reais).

Assim, o valor promocional do livro + frete é de R$ 27,00 (vinte e sete reais).

Para a compra de 2 ou mais exemplares via Pix favor entrar em contato para cálculo do frete!

IMPORTANTE! Não se esqueça de mandar por e-mail (bibliotecaterralivre@gmail.com) o comprovante e o endereço para o envio do pedido!

Ficha técnica:

Título: A Conquista do Pão

Autores: Piotr Kropotkin

Editora: Biblioteca Terra Livre

Idioma: Português

Encadernação: Brochura

Dimensão: 21 x 14 cm

Edição: 1ª

Data de lançamento: Setembro de 2022

Número de páginas: 280

Preço: de R$35 por R$15

agência de notícias anarquistas-ana

cama macia
corpo se espreguiça
nasce o dia

Carlos Seabra

[Chile] 1º Festival Internacional de Filme e Feira Anarquista – Janeiro 2023

Queridos e queridas kompitas, temos o tremendo prazer de lhes dizer que estamos trabalhando para realizar o “1º FESTIVAL INTERNACIONAL DE FILME E FEIRA ANARQUISTA” em Santiago, território chileno. Junto com vários companheiros e companheiras cúmplices de diferentes territórios.

Levantamos o chamado a todos aqueles que fazem trabalhos audiovisuais de conteúdo social, libertário, sejam documentários, curtas-metragens, filmes, vídeos, etc. Convidamos você a nos enviar seu material e a participar do festival.

Também estendemos o convite a todos os kompas com Feiras Libertárias, distribuidoras de livros, discos, propaganda e etc. para participar do festival.

Convidamos todos os kompas a participar desta bela iniciativa onde esperamos a participação de kompas de diferentes territórios.

Escreva-nos para o seguinte endereço de e-mail:

ciclodecineanticarcelario@gmail.com

PROJEÇÕES // MÚSICA // DANÇA // TEATRO // CIRCO // ÁREA PARA CRIANÇAS // E MUITO MAIS…

Em breve estaremos divulgando mais informações.

ARRIBA A AUTOGESTÃO E A RECUPERAÇÃO DE ESPAÇOS LIVRES!!!

agência de notícias anarquistas-ana

Margeando riacho
Tenras folhinhas brotam
No campo queimado.

Mary Leiko Fukai Terada

[Chile] Vídeo | ACAB. Por que odiamos a polícia?

Crescemos com o mito de que a polícia existe para nos proteger e manter todos a salvo, inclusive você e eu, mas com o tempo aprendemos que, ao longo da história, esta instituição que se justifica no crime que o próprio sistema gera, nada mais é do que o braço repressivo do Estado, capangas de uma elite. Onde houver opressão, haverá uma força policial para valer-se e protegê-la.

Escupamos La Historia

>> Veja o vídeo (32:19) aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=RfBR6ApGuKM

agência de notícias anarquistas-ana

sol poente
numa ruela
menino corre das sombras

Rod Willmot

Solidariedade às ativistas lésbicas Zahra Hamedani e Elham Chubdar, condenadas à morte no Irã

Em 5 de setembro de 2022, as ativistas Zahra Hamedani e Elham Chubdar foram condenadas à morte pelo tribunal da cidade de Úrmia, no E$tado teocrático do Irã, por suas existências enquanto lésbicas.

Naquele Estado Nacional há uma grande perseguição às pessoas LTGBQIA+, e de acordo com a lei teocrática adotada no país, as duas ativistas devem pagar com sua vida por “espalhar a corrupção pela Terra”.

Além de Zahra Hamedani e Elham Chubdar, outra mulher, Soheila Ashrafi, também está presa sob as mesmas acusações.

Chamamos a solidariedade ativa para Zahra Hamedani e Elham Chubdar em todos os territórios!

Liberdade Zahra Hamedani, Elham Chubdar e todas as pessoas LTGBQIA+ no território controlado pelo E$tado teocrático do Irã!

>> Para saber mais:

https://jornalistaslivres.org/ativistas-lesbicas-sao-condenadas-a-morte-no-ira/

https://6rang.org/english/3348/

>> Foto em destaque: pixação feita na cidade de São Paulo (SP) em $ete de setembro de 2022

agência de notícias anarquistas-ana

Como versos livres
– ao toque dos tico-ticos –
as flores que caem…

Teruko Oda

Anarquistas bielorrussos sentenciados de 5 a 17 anos de prisão

Em 6 de setembro, o Tribunal Municipal de Minsk pronunciou o veredicto no caso delituoso do chamado “grupo criminoso internacional”. Há 14 anarquistas e libertários, quatro dos quais deixaram a Belarus. Os réus foram acusados sob 10 artigos, incluindo os artigos sobre formação e participação em uma organização criminosa (parágrafos 1 e 2 do artigo 285 do Código Penal) e a criação de uma formação extremista (parágrafos 1 e 3 do artigo 361-1 do Código Penal). O julgamento foi realizado a portas fechadas.

De acordo com a investigação, de 2005 a 2020 pessoas não identificadas juntamente com o anarquista Alexander Frantskevich e a ativista de direitos humanos Martha Rabkova se uniram a “uma série de grupos criminosos organizados”: “Ação Revolucionária”, “Autodefesa Nacional” e Revolucijna Dia (“Dia da Revolução”). Investigadores alegam que Frantskevich e Rabkova organizaram o ataque ao posto da Inspetoria Fiscal do Distrito de Gomel em março de 2017 usando “coquetéis molotov”.

Os 10 condenados foram sentenciados exatamente nos termos solicitados pela acusação:

• Aleksandr Frantskevich – 17 anos (regime rigoroso)
• Akihiro Hanada-Gayevsky – 16 anos (segurança média)
• Marfa Rabkova: 15 anos (segurança mínima)
• Alexei Golovko – 12 anos (segurança máxima)
• Pavel Shpetny, Nikita Drants, Alexander Kozlyanko, Andrei Chepuk – 6 anos para cada um (segurança máxima)
• Andrei Marach e Daniil Chul – 5 anos cada um (regime rigoroso)

Também é relatado que os réus foram multados em até 700 unidades básicas (cerca de US$ 8.900).

Depois que o veredicto foi pronunciado, os agentes da lei detiveram parentes dos réus e outros ativistas, além de diplomatas que não puderam entrar no tribunal, assim como pessoas aleatórias que vieram a outros julgamentos.

Endereço para cartas: SIZO-1, 2 Rua Volodarskogo, Minsk, 220030 Belarus.

Atualmente, trabalhamos na retomada efetiva do movimento libertário e anarquista na Rússia, após um longo período de estagnação e repressão, e precisamos de sua ajuda para melhorar nosso site. Junte-se à nossa campanha para arrecadar dinheiro para o Firefund (https://www.firefund.net/avtonomorg2022)!

Fonte: https://avtonom.org/news/belarusskie-anarhisty-prigovoreny-k-srokam-ot-5-do-17-let-lisheniya-svobody

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sombras pelo muro:
a borboleta passa
seguindo a anciã…

Rosa Clement

Uma análise decolonial e libertária dos debates eleitorais

Por Wallace de Moraes | 05/09/2022

|| A exclusão dos únicos candidatos negros da possibilidade de divulgar as suas ideias nos debates confirma que o sistema representativo é oligárquico e racista ||

Sabemos que o Estado gerido por representantes da direita por séculos não só patrocinou o colonialismo, como justificou as diferentes formas de racismo. Normalmente, o direitista é racista, como o foi Adolf Hitler e seus partidários nazistas que justificaram o extermínio de judeus, comunistas e todos que se diziam de esquerda. Daí não esperarmos muito de quem se apresenta como tal. Não é incongruente quando um direitista desdenha dos povos quilombolas se referindo a eles como “pesando em arrobas”, como fizera o candidato do ódio. É horrendo, mas é um direitista se posicionando em coerência com a sua posição ideológica. A direita sustentou o colonialismo, não esqueçamos disso.

Por outro lado, no primeiro governo de esquerda da história, entre 1793 e 1794 durante a Revolução Francesa, os montanheses (aqueles que se sentavam no alto e à esquerda do parlamento francês, daí seu nome) aboliram a escravidão nas colônias nas Américas, pressionados, é claro, pelos próprios negros que haviam tomado o poder no Haiti em uma das revoluções mais emblemáticas da história. Depois dos membros da esquerda serem guilhotinados pelos direitistas, que reassumiram o poder, a escravidão foi restituída.

Desde o final de 2014, vários grupos de direita com forte atuação nas redes sociais têm defendido uma cultura conservadora, preconceituosa, intolerante contra as liberdades das comunidades LGBTQIAP+ e contra tudo que aponte para igualdade social, de direitos ou signifique de esquerda, socialista etc. Esse fenômeno do ativismo conservador agressivo produziu a vitória eleitoral do candidato do ódio e das armas. Seu governo acentuou uma política estabelecida no Brasil há mais de quinhentos anos caracterizada pelo desejo/simpatia de matar física e/ou psicologicamente (necrofilia) negros/indígenas (colonialista) e os que fogem da cultura cisheteronormativa, que não praticam as religiões judaico-cristãs, que desafiam os primados do militarismo e do igrejismo, que seja de esquerda, ou simplesmente não espelhe os seus preconceitos; resumindo, o outro (outrocídio). Assim, o conceito de necrofilia colonialista outrocida busca caracterizar as políticas postas em prática pelo governo das fake news que faz um malabarismo sustentado com menções à bíblia, mas curiosamente defensor da liberação das armas para matar o “outro”. A alusão a Jesus, que nunca defendeu o assassinato de ninguém, com a defesa do slogan: “bandido bom, é bandido morto”, caracteriza um verdadeiro charlatanismo teocrático, que, evidentemente, é racista.

>> Para ler o texto na íntegra, clique aqui:

https://diplomatique.org.br/uma-analise-decolonial-e-libertaria-dos-debates-eleitorais/?fbclid=IwAR1bUBRMb2YA9t0qy79GeeztmTk87z-Q6KLsnC8o1_3hcCG3ksI5Q7Nf3yY

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tanto ao lado da chaminé,
como ao lado da porta –
o gato gelado

Jadran Zalokar

 

Lançamento | Realeza Marginal – Dispositivo Acionado | Som feito por punks, pretos e periféricos

Salve, salve manos e manas, NÓS SOMOS A REALEZA MARGINAL!

Há alguns meses nós gravamos nossa primeira música oficial, tivemos o sonho de gravar um clipe para essa música, fazer uma grande festa, porém, por diversas circunstâncias não conseguimos gravar o clipe, o capitalismo para quem vive na periferia é cruel, mas de qualquer forma nunca vamos deixar de parar de tentar de demonstrar nossas ideias e nossa arte! Por isso estamos disponibilizando nossa primeira música gravada oficialmente com todos os integrantes no nosso próprio canal do YouTube. Esperamos em breve lançar as músicas novas que estão em processo de gravação. Estamos muito felizes, pois pode até parecer pouco, mas nosso intuito é alcançar o maior numero de pessoas por dia, não por fama ou status, mas para levar informação, conscientização e sentimento. Já escutou? Não? Então escuta aí, carai! Curtiu? Manda para alguém que você gosta que possa gostar também, tamo junto de coração.

>> Para ouvir, clique aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=KT77u9KODaM

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o focinho no ar
olhando os troncos
um gato namora os pombos

Rogério Martins

[Espanha] Fazer sindicalismo não é um crime: Pela absolvição imediata das Seis de La Suiza

Por Secretaria de Comunicação do Comitê Confederal 

  • A CNT está convocando uma manifestação a nível estatal em 24 de setembro em Madri para denunciar uma sentença que criminaliza ferramentas sindicais para a defesa das trabalhadoras.
  • A sentença contra Las Seis de La Suiza de Xixón/Gijón condena as sindicalistas à prisão pelo exercício da ação sindical, protesto social legítimo e liberdade de expressão.
  • A CNT apela a todos os cidadãos e ao tecido social, de bairro e sindical de todas as cidades e vilas da Espanha para que assumam a defesa das Seis de La Suiza como sua.

A CNT convocou uma grande manifestação em 24 de setembro (12h30min, em frente ao Ministério da Justiça) para exigir a absolvição imediata das seis sindicalistas condenados à prisão pelo exercício legal da ação sindical no contexto do conflito entre o sindicato e a empresa La Suiza em Gijón/Xixón.

A marcha acontecerá sob o slogan “Fazer sindicalismo não é crime”, diante de uma convicção que, de fato, torna impossível o exercício da ação sindical e restringe severamente os direitos civis, como a liberdade de expressão e manifestação. A CNT está confiante de que a manifestação será maciça e reunirá todas aquelas organizações, coletivos e indivíduos que se sentem solidários com o povo condenado e comprometidos com o golpe repressivo de sua perseguição e condenação.

Um ataque direto às ferramentas da luta sindical e do protesto social

Seis camaradas da CNT Asturias foram condenadas a três anos e meio de prisão por “coação grave” e “obstrução à justiça”, bem como a uma multa de 150.000 euros. A sentença absolutamente absurda é um ataque direto às ferramentas sindicais que a própria lei prevê para a defesa das trabalhadoras. Um ataque que criminaliza as formas tradicionais de protesto social e sindical e que vem em um momento em que se anuncia um “outono quente” diante da crise econômica, da inflação e do agravamento das condições de vida da classe trabalhadora.

Da CNT consideramos as decisões judiciais contra nossas camaradas como um ataque frontal à nossa forma de entender a ação sindical, entendida como uma defesa direta, não mediada, pública e firme das mulheres trabalhadoras contra os abusos dos patrões. Mas também acreditamos que a seriedade das condenações, que, se realizadas, levariam à prisão de nossas camaradas, é um ataque direto ao sindicalismo de base e militante como um todo e a qualquer forma de protesto social que continua comprometido em estar presente nas ruas como uma forma de defesa dos direitos.

Por todas estas razões, encorajamos e convidamos toda a classe trabalhadora e os cidadãos em geral a se manifestarem em Madri no próximo sábado, 24 de setembro às 12h30 em frente à sede do Ministério da Justiça (C/ San Bernardo, 45) para mostrar nosso repúdio a esta sentença judicial e para mostrar apoio as camaradas ameaçadas de prisão.

Sobre o caso La Suiza

Para encontrar a origem do conflito, temos que voltar a 2017, quando uma trabalhadora da pastelaria La Suiza em Gijón/Xixón procurou nosso sindicato para aconselhamento e apoio em uma situação de abuso e assédio do empregador, com o não pagamento de cerca de 80 horas extras por mês, a impossibilidade de desfrutar de férias e cargas excessivas de trabalho durante a gravidez da trabalhadora, o que resultou em um risco de aborto espontâneo que levou à licença médica correspondente. Além de todos esses abusos, a camarada relatou um tratamento insuportável por parte do empregador, incluindo comentários e opiniões humilhantes sobre seu corpo.

Com o apoio da CNT Xixón, o sindicato começou a tentar realizar uma reunião com o empregador de La Suiza para tratar da situação e tentar resolvê-la através do diálogo, mas o empregador recusou.

Diante desta situação, a CNT decidiu tornar público o conflito através do comício do Primeiro de Maio e através das redes sociais. Como resultado desta campanha de informação, o empregador concordou em reunir-se com o sindicato, mas recusou-se a chegar a qualquer acordo.

Como resultado, a CNT Xixón está realizando uma série de comícios fora da padaria e uma campanha de informação sobre o conflito aberto entre a empresa e o trabalhador. Em outras palavras, estamos utilizando as ferramentas sindicais à nossa disposição para defender os direitos do trabalhador afetado. Deve-se notar que todas essas ações são realizadas com firmeza em defesa de nossa companheira, mas sem intervenção policial. Apesar da “normalidade” das ações de protesto, diferentes camaradas da CNT Xixón começaram a ser identificados pela polícia e, finalmente, várias detenções foram feitas e as queixas correspondentes foram apresentadas.

O processo judicial subsequente começou com uma tentativa de acusar cerca de trinta pessoas, ativistas sindicais, mas também outras pessoas que tinham vindo para apoiar a trabalhadora de La Suiza. No final, oito pessoas foram acusadas.

A trabalhadora afetada no conflito original também apresentou uma queixa por assédio sexual, que foi improcedente com o argumento de que o ônus da prova era insuficiente.

Finalmente, o Tribunal Criminal número 1 de Xixón/Gijón, em uma sentença proferida em junho de 2021, condenou os oito ativistas acusados a um total de 25,3 anos de prisão: três anos e meio de prisão para sete deles e oito meses para outro, pelos crimes de coação e obstrução à justiça. Além disso, a sentença estabelece uma compensação para a padaria La Suiza de 150.428 euros, declarando o sindicato CNT subsidiariamente responsável.

Na primavera passada, após um recurso interposto pela equipe jurídica da CNT, o Tribunal Superior de Justiça das Astúrias ratificou as penas de prisão para seis dos oito sindicalistas condenados no caso “La Suiza”.

Fonte: https://www.cnt.es/noticias/hacer-sindicalismo-no-es-delito-por-la-absolucion-inmediata-de-las-seis-de-la-suiza

Tradução > Liberto

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agência de notícias anarquistas-ana

Sentado e sorrindo,
que faz o menino cego
na Festa das Flores?

Izo Goldman

[Chile] Por um setembro negro e combativo

SETEMBRO NEGRO. Domingo 11, 10h00, Plaza Los Héroes. Santiago do Chile.

Setembro chegou e os apelos à ação persistem, assim como a memória persiste apesar das constantes tentativas de esmagá-la, cooptá-la ou transformá-la em algo estático, tentativas que vão desde o fascismo à social-democracia. A memória e a ação nos levantam em cada ato de resistência diante da violência do Estado e do capital, a mesma violência que realizou o golpe militar junto com a tortura e o extermínio de milhares de pessoas na ditadura e que sequestrou o jovem Mapuche José Huenante em democracia e assassinou a companheira Claudia López e todos aqueles que caíram em combate.

Ano após ano vemos que a imprensa burguesa fala de “jornadas mais calmas que os anos anteriores”, como se essa simples declaração apagasse as múltiplas expressões de resistência e luta de rua contra a polícia ou qualquer outro agente do Estado em nossas cidades e territórios, centrais ou periféricos, em marchas ou barricadas, dia ou noite, e que ano após ano saem para lembrar ao poder que não há esquecimento nem perdão, que a memória de nossos companheiros e companheiras também é fogo e que persiste como arma.

49 anos após o golpe, 24 anos após o assassinato de Claudia López nas barricadas de La Pincoya nas mãos dos carabineros e 17 anos após o desaparecimento forçado de José Huenante na democracia, também nas mãos dos pacos [polícias], dizemos em alto e bom som que ainda temos a raiva.

Por um setembro negro e combativo.

Força, resistência e liberdade para todos os presos políticos.

agência de notícias anarquistas-ana

zínias frescas,
brancas, amarelas,
cadê as borboletas?

Rosa Clement

[País Basco] A Feira do Livro Anarquista está de volta!

  • Após dois anos de ausência, a feira do livro anarquista será realizada no fim de semana de 10 e 11 de setembro.
  • “Sindicalismo, decrescimento, gênero e muito mais são os tópicos que serão discutidos nas conversações”, dizem os organizadores.

Após dois anos de ausência, a 16ª edição da feira retorna ao Arenal de Bilbao. “Estamos trabalhando na organização da feira há algum tempo e, finalmente, conseguimos colocá-la em funcionamento, uma vez superadas todas as restrições e limitações da pandemia”, ressaltou a CNT.

Além das bancas de livros, “o coração do evento”, este ano tentamos cobrir diferentes temas para as conferências, que serão realizadas no mesmo recinto. No sábado 10 de setembro às 11h30, Sònia Turón, presidente da Fundação Anselmo Lorenzo, falará sobre a Revista Mujeres Libres, sobre o trabalho realizado pela Fundação para resgatar a história da Federación de Mujeres Libres, que foi duplamente esquecida.

Às 16h00, Endika Alabort, economista e pesquisador, apresentará a publicação Novo sindicalismo. Organização e estratégia sindical diante de novos cenários trabalhistas. Este livro é uma compilação de textos, entrevistas e debates originalmente publicados no New Syndicalist, um blog de referência em estratégia e organização sindical no Reino Unido.

Às 18h00, Carlos Taibo falará sobre decrescimento e colapso. Entre muitos outros tópicos como o anarquismo, a política da Europa Oriental e a história da União Soviética, Taibo vem trabalhando há anos na disseminação do decrescimento, e seu trabalho sobre o colapso é uma das referências em espanhol.

A jornada de sábado terminará com um concerto de Kukaratxas às 20h30.

No domingo, às 11h30, Teresa Villaverde entrevistará Marta Brancas Escartín sobre a história da luta pelo aborto. Brancas Escartín é jornalista e historiadora, assim como ativista feminista, e Villaverde é jornalista.

Encerrando os eventos, no domingo às 13h00, Juan Carlos Pérez Cortés falará sobre anarquismo relacional. Pérez Cortés romperá a anarquia relacional, fornecendo numerosas abordagens, pontos de vista, contexto histórico e informações práticas sobre ativismo e a visibilidade desta política de vida.

www.cnt-sindikatua.org

agência de notícias anarquistas-ana

olhos baixos
serena e bela
aguarda o dia

Eugénia Tabosa

[Chile] “Tomar as ruas e espalhar o fogo que alimenta o caminho insurrecional”

Bloco Negro Anarquista, sexta-feira (09/09), 18 horas, Praça Dignidad, Santiago

Diante do triunfo da rejeição, as ruas metropolitanas mais uma vez se encheram. Embora, como anarquistas, não entremos na lógica da “demanda” dos cidadãos (que ao fim e ao cabo é uma reestruturação do poder e da democracia), nos autoconvocamos a fazer sentir nossa presença na luta de rua sem líderes ou partidos para nos orientar. A chamada se estende a todos os indivíduos, coletivos, federações, piños e grupos ácratas/antiautoritários para tomar as ruas e espalhar o fogo que alimenta o caminho insurrecional.

  • LIBERTAÇÃO IMEDIATA DOS PRESOS ANARQUISTAS, SUBVERSIVOS, MAPUCHES E DA REVOLTA.
  • NENHUMA CONSTITUIÇÃO NOS REPRESENTA, MUITO MENOS UMA ESCRITA COM SANGUE E PRISÃO PARA NOSSOS IRMÃOS E IRMÃS.
  • ANULAÇÃO IMEDIATA DAS SENTENÇAS DA JUSTIÇA MILITAR CONTRA MARCELO VILLARROEL.
  • HECTOR E ERNESTO LLAITUL PARA AS RUAS.
  • SETEMBRO NEGRO, ARMADO E SUBVERSIVO.
  • CLAUDIA LÓPEZ PRESENTE.

agência de notícias anarquistas-ana

O frêmito cessou.
A árvore abre-se
para conter a lua.

Eugenia Faraon

[Espanha] Periódico CNT nº 432 – de julho a setembro de 2022 – Dossiê: Não somos contra tudo, vamos por todas

Embora estejamos atravessando um período muito difícil no qual o capitalismo nos leva a toda velocidade em direção à catástrofe, ainda temos uma solução para ele. E a solução não é outra senão a aplicação dos princípios do anarco-sindicalismo: o internacionalismo, o anti-capitalismo e a solidariedade. Só assim sairemos desta barbárie e alcançaremos um mundo mais humano no qual a exploração da classe trabalhadora seja apenas uma memória do passado.

Nesta edição:

EDITORIAL

Anti-capitalistas, é claro // A TiRa de RiTa

SINDICAL

Socorristas em Luta // Absolvição das companheiras de Xixón! // De agredido a acusado: jornalistas no banco dos réus // Transporte rodoviário: Desemprego, não greve // Zona Lumbar: Metal Bizkaia

DOSSIÊ

Movimento Perpétuo // Funâmbulos: Distribuir // Macroindústria: injustiça social e crueldade // A ascensão do fascismo // Economia, consumo e revolução // Palavras econômicas: Propriedade e sua origem // Contra o capitalismo de vigilância // Capitalistas em processo de extinção?

NÓS

Pobreza Menstrual // Das rosas: do fascismo ao aborto

LIVROS

“A história sempre viva da luta de rua antifascista”. // Gamonal, no eco da mesma memória

MEMÓRIA HISTÓRICA:

La desmemoria histórica en Castilla y León (O esquecimento histórico em Castilla y León)

CULTURA:

“A poesia não é um luxo”. Festival de Cinema Africano Tarifa-Tangier

CONTRA

Uma máfia chamada OTAN

Fonte: https://www.cnt.es/noticias/periodico-cnt-no-432-de-julio-a-septiembre-2022-dosier-no-somos-antitodo-vamos-a-por-todas/

agência de notícias anarquistas-ana

Viagem de anciões,
Cabelos brancos, bastões
– visita aos túmulos.

Matsuo Bashô

 

[Chile] Ação de sabotagem deixa 3 torres de alta tensão destruídas em Hualqui

A sabotagem às 3 torres de alta tensão da empresa Transelec ocorreu na madrugada deste domingo 4 de setembro em Hualqui, deixando duas com danos e uma totalmente destruída. No lugar se encontrou uma faixa exigindo a liberdade das e dos presos políticos mapuche, anarquistas, subversivos e da revolta.

Segundo estudos, estas torres de alta tensão produzem a ionização do ar situado ao redor do cabo da linha, fenômeno denominado efeito coroa, o qual aumenta com a umidade e produz múltiplas consequências: emissão de ruído, interferências de radiofrequência ou a geração de ozônio troposférico. Em um artigo publicado na Revista espanhola El Ecologista¹ advertem: “O ozônio troposférico é um potente oxidante que produz efeitos adversos na saúde humana. Estudos em curto prazo mostram que concentrações de O3 (especialmente no verão) têm efeitos adversos na função respiratória, causando a inflamação pulmonar, insuficiência respiratória, asma e outras enfermidades bronco pulmonares“, razões pelas quais estas instalações são rechaçadas em diversos territórios.

A PRISÃO POLÍTICA

Recordemos que a situação das e dos presos políticos foi um ponto de inflexão que se agrava visivelmente, paciência e complacência do poder. Víctor Llanquileo se encontra em Greve de fome seca desde 30 de agosto no CDP de Arauco (após 15 dias de greve líquida) exigindo seu translado ao CET de Cañete, mesmo assim a grande quantidade de presos mapuche não diminui e ao contrário aumenta em um contexto de neomilitarização intolerável em WallMapu.

Por outro lado se exigem penas de 30 anos para Mónica Caballero e de mais de 100 anos ao preso Anarquista Francisco Solar, uma quantidade irrisória em comparação com os casos de violações aos direitos humanos e assassinatos (que custaram vidas) executados por “funcionários do Estado”. E por mais aberrante que pareça, ainda existem presos políticos cumprindo condenações ditadas pela Justiça Militar, como o caso do preso subversivo Marcelo Villarroel que está a 14 anos encarcerado, um caso do qual não se fala nas esferas de poder.

A situação das e dos presos políticos segue sendo o motor de grande parte das ações de sabotagem a símbolos do capital e do extrativismo, em um sistema que se mantem baseado na proteção dos interesses do latifúndio e empresariado.

[1] https://www.ecologistasenaccion.org/27108/ozono-troposferico/#nb89-3

Fonte: https://lazarzamora.cl/?p=10002

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

sinto um agudo frio:
no embarcadouro ainda resta
um filete de lua

Buson