[Espanha] Lançamento: “Melé en las gradas. Reflexiones para la recuperación del deporte obrero”, de Alberto Luque

Conhecer a história de dois esportes, como o rúgbi e o futebol, que têm uma origem comum, mas que se desenvolveram de maneiras muito diferentes, nos permite refletir sobre os modelos esportivos que competiram muito ao longo dos anos para se tornarem hegemônicos. Por um lado, um esporte que é influenciado pelos valores do capitalismo de mercado e, por outro, um esporte de caráter popular, indissociavelmente ligado às lutas sociais da classe trabalhadora.

Alberto Luque(Can Vidalet – Esplugues de Llobregat, 1985) começou a trabalhar na indústria gráfica aos 17 anos de idade e é membro da CNT desde então. Ele jogou futebol durante toda sua infância e juventude. Aos 20 anos, ele descobriu o rúgbi e, desde então, tem sido ligado a este esporte como torcedor, jogador e, pode-se dizer, propagandista. As caminhadas sempre foram o terceiro esporte em sua lista. De fato, em 2012 ele fundou a UGEL (Unió de Grups Excursionistes Llibertaris). Quando não está lesionado, ele gosta de escalar montanhas com seus companheiros e companheiras.

Melé en las gradas. Reflexiones para la recuperación del deporte obrero

Alberto Luque

Libros del Borde, nº 18

Cubierta: Rústica mate.

Alzado: Fresado.

Medidas: 175 mm x 116 mm

Páginas: 96

Precio: 8€

2022

ISBN: 978-84-123840-8-6

https://piedrapapellibros.com/

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Vento de primavera:
Sobre uma antena, um pardal
Trina e defeca

Edson Kenji Iura

[Porto Alegre-RS] Calendário de Novembro do Espaço

Sábado, 12/11 às 17h. Corpo y Território – roda de conversa sobre transfeminismo e anarquismo.

Quarta, 23/11, 19h. Terra e Liberdade. 100 anos do assassinato de Ricardo Flores Magón. Vigência da luta contra toda forma de opressão.

Quarta, 30/11, 19h. Além da Polícia. Grupo de estudos sobre práticas para um mundo sem polícia e sem prisões.

O Espaço fica na rua Castro Alves, 101, em Porto Alegre.

Visite: espaco.noblogs.org

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O espantalho –
na minha infância
primeiro amigo

Stefan Theodoru

Lançamento: “Todos”, de Danilo Heitor

A versão escrita de “Todos”, minha noveleta de ficção baseada no Carandiru, foi lançada pela Editora Escambau e já está disponível!

Ela conta com 6 histórias a mais em relação ao podcast e um posfácio que é uma porrada, escrito pelo André “Godinho”, historiador do coletivo História da Disputa: Disputa da História e da banda Barbárie.

Toda a arrecadação para além dos custos será destinada à Rede de Proteção e Resistência Contra o Genocídio, articulação que atua nas quebradas da Grande São Paulo combatendo o genocídio estatal, e para o Espaço Memória Carandiru, dedicado à contar a história do que aconteceu na Casa de Detenção e gerenciado por sobreviventes do massacre.

No site da Escambau, o livro está com desconto, e você pode baixar tanto as versões para .mobi e .epub quanto a versão .pdf: https://escambau.org/produto/todos/

Na Amazon, a versão para Kindle (o livro está de graça se você tiver o Kindle Unlimited): https://www.amazon.com.br/dp/B0BLGPJRLB/

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/10/26/podcasts-ja-estao-no-ar-os-tres-episodios-finais-de-todos/

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Madrugada fria.
A lua no fim da rua
vê nascer o dia.

Ronaldo Bomfim

Mais evidências do ovo da serpente…

Por Caralampio Trillas | 02/11/2022

As atuais manifestações contra os resultados das eleições servem também de evidência de que a luta contra o fascismo não se faz nas urnas. As urnas expressam, se tanto, o fotograma de um momento. Elas são a aferição matemática de uma batalha travada nas mídias, com amplo lastro no poder econômico.

O fascismo não foi derrotado. Ele está muito vivo e caminha abertamente nas periferias sem constrangimentos ou pudores. Ele é, aliás, parte constitutiva das instituições que se alicerçam no discurso da democracia representativa burguesa.

A nova fase da luta social não pode continuar prisioneira da lógica institucional, aquela que manteve cativa muitas das energias do campo revolucionário. O próximo período precisa reafirmar o método popular e autônomo. Precisa caminhar para a emancipação de tudo aquilo que interfere no seu pleno desenvolvimento. E para tal terá que inevitavelmente romper com a tutela institucional.

Se alguém ainda dúvida da “natureza” das instituições, basta observar como tratam as mais que hostis performances do fascismo.

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O vento cortante
Assim chega ao seu destino –
Barulho do mar.

Ikenishi Gonsui

 

Live | Eleições 2022 no Brasil | O crescimento e união de conservadores e fascistas

Com a eleição de 2022, apesar da vitória do Partido dos Trabalhadores (PT) capitaneando uma frente democrática ampla que uniu direita, centro e esquerda. Após os resultados um nocaute de empresas e blackout de caminhoneiros fechou as rodovias do país exigindo intervenção militar acusando ROUBO no processo eleitoral. Rapidamente, nas capitais bolsonaristas correram para frente de quartéis exigindo intervenção e ditadura militar sob o governo de Bolsonaro.

Neste domingo (06/11) às 15h contaremos com várixs pesquisadorxs e pensadorxs investigando e analisando a questão crescimento e união de conservadores e fascistas no Brasil. E o que virá a partir de agora.

Liga Anarquista do Rio de Janeiro.

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é meu conforto:
da vida só me tiram
morto

Millôr Fernandes

 

[País Vasco] Lançamento: “De la Primera Internacional a Askatasuna. Nueva historia del anarquismo vasco (1870-1980)”, de Juantxo Estebaranz

Se alguém pensa que o anarquismo basco foi um breve episódio no marco da guerra de 36, se surpreenderá com a constante e notável presença e atividade das propostas libertárias em Euskal Herria desde o nascimento do movimento obreiro em nossas terras e durante mais de um século. “De la Primera Internacional a Askatasuna” descreve este movimento década a década, mostrando seus acontecimentos mais relevantes e suas chaves internas em seu correspondente contexto histórico. Mediante textos breves e acessíveis, acompanhados de uma valiosa mostra documental, esta “nueva historia del anarquismo vasco” deixa patente a importância do ativismo desenvolvido pelo anarquismo basco, mas também a relevância das organizações libertárias bascas e suas figuras mais representativas nos debates estratégicos que marcariam o devir do próprio movimento libertário.

De la Primera Internacional a Askatasuna

Nueva historia del anarquismo vasco (1870-1980)

Juantxo Estebaranz

ISBN 978-84-19319-19-7

Páginas 210

22,00 €

www.txalaparta.eus

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Oh cruel vendaval!
Um bando de pequenos pardais
agarra-se à relva.

Buson

[Grécia] Solidariedade com todos aqueles que lutam contra a guerra na Rússia e na Ucrânia

Nas primeiras horas da quinta-feira, 24/2, o estado russo lançou um ataque em larga escala ao estado ucraniano. Uma guerra sangrenta está se desenvolvendo com milhares de mortes, estupros, assassinatos de civis e destruição do mundo natural.

No Estado russo, contra os apelos à unidade nacional, massacres transnacionais e recrutamento militar, uma guerra contra a guerra está se desenrolando. Manifestações em massa, recusas de recrutamento militar, ataques armados a militares, incêndio criminoso de escritórios de recrutamento estão sendo desenvolvidos. Ações que também ocorrem são sabotagem em linhas ferroviárias que transportam equipamentos militares e em fábricas que produzem material bélico. Um dos movimentos antimilitaristas mais esperançosos das últimas décadas está em andamento.

O Estado russo está tentando em vão reprimir esse movimento, prendendo e realizando julgamentos expressos que prenderam muitas pessoas que se opunham a essas coisas, com sentenças duras. A Cruz Negra Anarquista de Moscou faz um apelo internacional à solidariedade aos presos e em completo isolamento. Respondemos a este chamado e enviamos força e solidariedade aos companheiros e companheiras nas prisões da Rússia.

No Estado ucraniano, onde os autoritários comentam que “o país está na defesa” e por isso conduzem suas repressões, a luta contra a guerra é mais limitada, mas existente. Aqueles que se recusam a se juntar ao exército estão enfrentando uma repressão extrema do Estado e de grupos paraestatais fascistas.

Todas essas negações e lutas apontam, que a propaganda dos governantes, muitas vezes, não cola. E isso é ainda mais importante se considerarmos que essa propaganda é particularmente poderosa e extensa nesta guerra em particular.

As forças da OTAN e da UE (com um importante papel do Estado grego) apresentam-se como “as defensoras da democracia e dos direitos humanos” em oposição ao “autoritarismo da Rússia”. Esta retórica clássica usada em muitas guerras é o exemplo mais recente do ciclo de intervenções no Oriente Médio que resultou em milhões de mortos.

Por outro lado, o Estado russo está reaquecendo essa retórica (da era da URSS) em defesa contra o Ocidente intrusivo, tentando encontrar aliados e apoio.

Cada lado da guerra na Ucrânia está tentando vencer a corrida militar e política pela dominação mundial. Não esquecemos que a guerra é “a extensão da política por outros meios”. O conflito armado é consequência de vários outros conflitos que já aconteceram antes (propaganda econômica, política, nacionalista). É por isso que não há lado na guerra que começou na Ucrânia (e qualquer guerra interestado) para defender, e não reconhecemos nenhum Estado que se autodenomine vítima que devemos apoiar. Não há nada que una os exploradores e opressores, qualquer que seja sua etnia, com os explorados e oprimidos para lutar com eles. Ao contrário, tudo nos separa, a posição de classe, a capacidade e o modo de sobrevivência.

É por isso que lutamos em tempos de “paz” e guerra, contra todo Estado e toda forma de opressão e exploração, sem nenhuma submissão à unidade nacional. Estamos entrando em negações do recrutamento militar, entrando em conflito com os militares e a indústria de guerra. Estamos sabotando a preparação para a guerra e a guerra nacional. Recusamo-nos a matar uns aos outros pelos interesses do capital e pela glória do país. Continuamos as lutas sociais e de classes, contra o militarismo, a destruição da natureza, o patriarcado, até a libertação total.

Nosso objetivo é continuar a luta pela revolução social e de classe e para isso vale a pena dar todas as nossas forças. Para abrir caminho para a anarquia. Uma sociedade livre de pessoas iguais a ser espalhada por todo o planeta.

Na Grécia, Rússia, Ucrânia o inimigo é o Estado, o capital e o patriarcado.

Αναρχική συλλογικότητα Acte (Coletivo Anarquista Acte)

acte [at] riseup [ponto] net / acte.blackblogs.org

Fonte: https://athens.indymedia.org/post/1621409/

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Cerejeira silvestre –
Sobre o regato se move
Uma roda d’água.

Kawai Chigetsu

[Espanha-Itália] Morreu Claudio Venza

Em 27 de outubro faleceu Claudio Venza, professor de história contemporânea e anarquista na Universidade de Trieste (Itália), autor de vários livros com a Fundação Anselmo Lorenzo e codiretor da revista España Contemporánea. Claudio era, também, historiador, militante do Grupo Germinal de Trieste e da Federação Anarquista Italiana (FAI).

Desde 1986 promoveu e organizou, em colaboração com a professora Erminia Macola, o Congreso Internacional Cultura e società nella Spagna degli anni Trenta, e durante os anos 1989 e 1990 desempenhou na Universidade Autônoma de Barcelona um curso semestral, em língua castelhana para os alunos dos últimos anos, sobre a história da Itália contemporânea. Da mesma forma realizou um seminário para os doutorados dedicado à história do anarquismo italiano.

Claudio nunca perdeu oportunidade de aproximar-se da Espanha quando seu tempo e saúde o permitiram e foi o promotor de um PIC Erasmus com várias universidades espanholas. Nos últimos anos participou em vários grupos nacionais de investigação: Guerre civili in età contemporanea, coordenado por Claudio Pavone da Universidade de Pisa, e Le guerre civili di Spagna, coordenado por Gigliola Mariani Sacerdoti da Universidade de Florença.

Ao longo de sua vida participou em numerosos congressos científicos e encontros sobre a história da Espanha contemporânea na França, Itália e Espanha, e foi colaborador de várias revistas de história contemporânea tanto na Itália como na Espanha. Com a Fundação Anselmo Lorenzo, a qual sempre tratou com carinho, publicou o volume I de Antología documental del anarquismo español, junto a Francisco Madrid e Umberto Tommasini, o ferreiro anarquista.

Com a morte de Claudio vai-se um militante exemplar e um historiador fundamental do movimento libertário italiano e espanhol. Desde a FAL nos unimos a amigos, companheiros e família na dor por sua perda. Que a terra te seja leve.

fal.cnt.es

Tradução > Sol de Abril

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o rio ondulando
a figueira frondosa
no espelho da água.

Alaor Chaves

[Espanha] Rebelião Científica: encarceram 16 cientistas e ativistas

Em 31 de outubro, 16 cientistas foram encarcerados em Munique, Alemanha, no marco das ações pela justiça climática que estão levando a cabo desde “Scientist Rebellion”. Uma destas pessoas é Mauricio Misquero, filiado a nosso Sindicato (CNT Granada).

A comunidade científica pretende alertar a população do grave risco ao qual está nos conduzindo a atual política de inação climática a serviço de grandes corporações como BMW, Repsol ou Iberdrola. Dadas as terríveis consequências para a humanidade de ultrapassar os “pontos de não retorno”, estamos falando de um autêntico genocídio emergente do qual são responsáveis as grandes corporações e os governantes capitalistas.

Por isso exigimos, não só a imediata liberação de todos os encarcerados, mas também apoiamos como sindicato as exigências de Rebelião Científica, Rebelião ou Extinção, Just Stop Oil, Letze Generation e End Fossil Occupy. Denunciamos igualmente o criminoso vínculo entre guerra e genocídio climático.

Por isso animamos a toda nossa filiação e ao conjunto da classe obreira a somar-se com entusiasmo à Revolução Climática que já está em marcha.

Esta é uma luta pela vida e a vamos ganhar.

Mais informação:

https://www.youtube.com/watch?v=pkJ4sJ_N2OQ

https://www.rebelioncientifica.es/novedades/

https://twitter.com/EsRebelCientif

Fonte: https://granada.cnt.es/rebelion-cientifica-encarcelan-a-15-cientificos-y-activistas/?fbclid=IwAR1XNwsq5PsRocGBa1c-px4AkTiSnPLDDvW7kEIgUW4MxMQE7gbhCPMTNBw

Tradução > Sol de Abril

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Neve ou não neve
onde há amigos
a vida é leve

Alice Ruiz

[São Paulo-SP] Confira a programação do III Congresso Internacional de Pesquisa sobre Anarquismo

O evento acontecerá nos dias 8, 9, 10 e 11 de novembro de 2022, nas dependências do Departamento de Jornalismo e Editoração da Escola de Comunicação e Artes na Universidade de São Paulo (CJE-ECA/USP). Endereço: Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443 – Cidade Universitária, São Paulo (SP).

“O anarquismo, enquanto corpo de ideias e corrente política, tem contribuído para reflexões e ações no último século e meio. Há décadas, tem sido também objeto de pesquisa internacionalmente, dentro e fora da academia, em diversas áreas do conhecimento, produzindo-se uma importante expansão assim como renovação metodológica do campo de estudos. Hoje podemos visibilizar esse processo na recuperação de arquivos e disponibilização de documentos, elaboração de produções acadêmicas e não acadêmicas, organização de projetos editoriais e publicação de textos, além de outro meios.”

>> Confira a programação aqui:

https://3congressoanarquista.noblogs.org/files/2022/10/Programacao-III-Congresso-f-1.pdf

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passeio de madrugada
os meus sapatos
empapados de orvalho

Rogério Martins

[Espanha] Mudança de paradigma: O decrescimento

Em razão da Cúpula pelo clima (COP 27), organizada pela ONU no Egito no mês de novembro, diversas organizações pretendem divulgar os escassos resultados de cúpulas anteriores e a falácia de sua organização, auspiciadas em muitos casos pelas próprias empresas responsáveis pelos danos ambientais. Quanto maior é a concretização dos acordos e sua importância real, menor é o apoio que encontram entre os países que vão às cúpulas. E, no entanto, neste contexto, parece que começa a se esclarecer na sociedade que é necessário uma mudança de paradigma. Nem o planeta e seus recursos nem o sistema econômico aguentam tal e como estão concebidos na atualidade.

Escreveu-se muitos artigos sobre os males da sociedade atual e cremos que se pode chegar a certo consenso sobre a maioria deles. Quanto ao planeta: falta de sustentabilidade, esgotamento e encarecimento de matérias primas ou de bens de primeira necessidade, escassez e privatização da água, aquecimento e mudança climática, incêndios, desmatamento, etc. E quanto ao sistema econômico, pelo menos estaremos de acordo que não aguenta com um mínimo da exigível justiça social, este capitalismo selvagem vai deixando à margem cada vez mais pessoas, aumentam as desigualdades econômicas (o refletem as estatísticas) e não se enfrentam com êxito muitos dos problemas do atual modelo produtivo: desemprego de longa duração, precariedade laboral, envelhecimento de modelos, sinistralidade e enfermidades laborais, falta de paridade, machismo, teto de vidro, temporalidade, aumento na idade de aposentadoria enquanto se eleva o desemprego entre as pessoas jovens…

Embora no diagnóstico dos problemas possamos encontrar muitos pontos comuns inclusive desde ideologias diferentes, não parece que haja uma solução fácil para enfrentá-los. Desde o sindicato CGT, cremos firmemente que como dizíamos no primeiro parágrafo, é necessário uma mudança de paradigma, é preciso mudar a mentalidade. O decrescimento deveria servir para enfrentar o futuro com melhores perspectivas, tanto a nível das pessoas como a nível do planeta.

Como classe trabalhadora devemos assimilar que se queremos abordar o problema da mudança climática não podemos viver em uma sociedade onde o consumo seja uma finalidade. Não há que produzir e acumular quanto mais melhor, objetos, bens, dinheiro… Se o ideal é uma sociedade mais igualitária, e o planeta não fornece bastante, há que reduzir o nível de consumo, de bens e energia.

Se a análise nos leva a ver a necessidade de buscar um mundo mais sustentável, deveremos ser coerentes e nos darmos conta de que não podemos manter com nossos atos (ainda que com nossas palavras o ataquemos) um sistema que sempre quer mais, que sempre vende algo novo, que a cada dia cria uma nova necessidade. O empresariado quer mais produtividade e competitividade, a classe trabalhadora quer mais salário, mais tempo livre. A divisão de tarefas no lar, o cuidado das pessoas idosas segue caindo majoritariamente sobre os ombros das mulheres tanto familiar como profissionalmente.

A jornada de 8 horas tem já 100 anos, foi uma grande conquista da classe trabalhadora que é preciso pôr em questão. Ainda mais nestes tempos em que a robotização nos substitui, aumenta a produtividade, as empresas multiplicam os lucros e diminuem gastos com pessoal. Negócio redondo.

Trabalhemos menos, para trabalharem todos. Nossa proposta passa pela jornada de 30 horas semanais para diminuir o desemprego, para produzir o socialmente necessário e ambientalmente possível e para melhorar a precariedade de tanta gente. Trabalhemos menos horas para melhorar a divisão de tarefas no lar e o cuidado de nossa infância e nossos idosos. Os lucros empresariais das grandes corporações deveriam diminuir em grande medida, porque recordemos que o planeta não suporta o atual modelo. Os salários mais altos das empresas podem ser reduzidos ou não (conforme os casos), enquanto que os mais baixos necessitam ser aumentados, perseguindo sempre maiores cotas de igualdade. Distribuir o trabalho nos parece uma ferramenta fundamental no desenvolvimento de outro modelo produtivo e laboral que ponha no centro a vida e não o consumo.

Se assimilarmos que devemos diminuir nosso nível de consumo devemos aspirar a que melhorem os salários das escalas mais baixas, as mais precárias, e se pensamos que há que ser coerente, os que estão nas mais altas escalas laborais terão que assimilar que para acelerar a melhora das mais baixas, devem renunciar a parte de seu status. É necessário diminuir as diferenças salariais, eliminar as diferentes escalas nas empresas.

Para tratar sobre este e outros temas, os coletivos que formam a Aliança pelo clima propõem um mês de novembro com atividades para a reflexão e a ação, com alternativas ao atual modelo econômico que provoca uma Mudança climática que ainda podemos frear.

O sistema atual se mostrou insustentável. Ainda podemos mudá-lo.

Secretaria Acción Social CGT/LKN Nafarroa- Marisa Olite

Fonte: Secretaría Acción Social CGT/LKN Nafarroa- Marisa Olite

Tradução > Sol de Abril

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A menos o Fuji
Tudo o mais é soterrado
pelas folhas novas!

Buson

[França] À greve geral ilimitada!

É, portanto, o povo que se permite se garrotear, ou melhor, ser garroteado, pois ao se recusar a servir, romperia seus laços“. La Boétie, O Discurso da Servidão Voluntária

Em direção a uma sobrevivência generalizada.

Hoje, tudo está se tornando mais claro. Todos nós, que já perdemos muito nas últimas décadas, não podemos mais estar enganados. Os tempos que se abrem serão, a cada dia um pouco mais, aqueles em que a vida cotidiana será reduzida à luta pela sobrevivência. Não estamos falando aqui do tipo de sobrevivência com ar condicionado que era a norma nos anos 60; não, estamos falando do tipo de sobrevivência mais crua, quando a moradia, a alimentação e os cuidados com a saúde não são mais tomados como garantidos. Não existe mais uma sociedade sob o calcanhar de ferro dos neoconservadores, apenas indivíduos atomizados, submetidos à lei brutal da economia e condenados a não serem mais do que predadores ou presas, escravos em ambos os casos.

Seria inútil enumerar os muitos ataques que já tivemos que suportar, eles estão bem presentes em nossas mentes. Se persistirmos em combater cada um deles, um após o outro, como um paciente lutando contra os sintomas da doença sem chegar à raiz do problema, seremos derrotados. É nestas lutas, que certamente se justificam, mas muito fragmentadas e muitas vezes ingratas, que perdemos grande parte de nossa força nos últimos anos. O peso deste tipo de “rotina de luta”, com no final, no melhor dos casos, a única perspectiva de não recuar muito, tem desencorajado muitos.

Não recuem muito! Enquanto ao nosso redor um desastre social e ecológico sem precedentes está produzindo seus primeiros efeitos! Enquanto aqueles que estão escrevendo a história hoje, enquanto se esforçam para fechá-la para nós, estão aprisionando nossas vidas em um sistema cada vez mais perigoso, cada vez mais delirante, seja local ou internacional!

Fazendo história ao invés de ser submetido a ela

A situação hoje é grave demais para deixarmos escapar a oportunidade de nos unirmos, não para uma aliança casual, mas para uma luta que promete ser longa e difícil.

Não é a simples adição de exigências limitadas que permitirá esta união, mas a consciência de que estamos em um momento chave. Se os poderes que forem bem-sucedidos em impor seu jugo, que já se mostrou tão destrutivo nos últimos anos, então toda nossa capacidade de lutar nos próximos anos será diminuída. Todos temos em mente os dias pontuais de ação que permearam os últimos anos e o papel prejudicial que desempenharam no desenvolvimento de um movimento de greve geral. Não podemos nos dar ao luxo de ter este falso ritmo imposto a nós hoje. Nossa participação em uma greve de um dia fixada com bastante antecedência só pode ser prevista na medida em que, também com bastante antecedência, todos temos em mente que deve ser o início de um movimento à altura do desafio.

VIVA A GREVE GERAL ILIMITADA!

Extraído de um texto do grupo revolucionário pedagógico Vingtras, distribuído pela iniciativa anarquista CNT-AIT Allier na manifestação de 29 de setembro de 2022.

Fonte: http://cntaittoulouse.lautre.net/spip.php?article1253

Tradução > Liberto

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as pálpebras do gato
ao ritmo das gotas
do candelabro

Valentin Busuioc

Livros gratuitos para conhecer Lima Barreto, nos cem anos de sua morte

Biblioteca gratuita do estado de São Paulo disponibiliza romances, crônicas e contos do escritor, que foi voz relevante no combate ao racismo.

Afonso Henrique de Lima Barreto – ou simplesmente Lima Barreto – nasceu na cidade de Laranjeiras, Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1881, exatamente sete anos antes da abolição da escravatura no Brasil. O jornalista e escritor é conhecido como a voz mais crítica da literatura brasileira contra o racismo.

De origem pobre, Lima Barreto contou com a proteção e ajuda de Visconde de Ouro Preto, político da época e seu padrinho, que o auxiliou a ingressar no curso de Engenharia, contrariando as expectativas de sua classe social. 

Contudo, problemas familiares levaram Lima a abandonar a faculdade para amparar a família. Os episódios em sua vida pessoal acabaram influenciando muito o estilo do escritor que, embora seja considerado uma espécie de patrono dos autores boêmios e rebeldes, deixou obras literárias dignas de grande admiração.

Testemunha ocular das convulsões políticas e sociais da República Velha, Lima Barreto foi um dos primeiros escritores a assumir sua negritude no Brasil. Ativista simpático ao anarquismo, descendente de escravos e protegido de seu padrinho, inseriu-se no mundo intelectual mas chegou a ser considerado um escritor de segunda categoria.

>> Para ler o texto na íntegra, clique aqui:

https://guiadoestudante.abril.com.br/dica-cultural/livros-gratuitos-para-conhecer-lima-barreto/

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2017/06/20/professora-da-usp-lanca-biografia-alentada-do-escritor-lima-barreto/

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Gata miando
procura a cria
para alimentar

Angela Nassim

Cuba: apelos à solidariedade e apoio

Caro companheiro, companheira…

Meu nome é Caterina Camastra, sou italiana, 46 anos de idade e vivo no México há mais de vinte anos. Sou uma anarquista individual e, no momento, não faço parte de nenhum coletivo. Como ‘gato solto’, colaborei nos últimos meses com o blog do Grupo Anarquista Galatea – FAI-Catania e com o Umanità Nova Online.

A partir de 2014, comecei a ir a Cuba assiduamente, por razões profissionais, e tive que acabar percebendo e admitindo a realidade mais marcante, a de uma ditadura estalinista implacável que nada tem a invejar da variedade de capitalismos opressivos instalados na América Latina (e no mundo). Vi com meus próprios olhos uma série de injustiças, incompetência, corrupção, repressão policial e militar, discriminação sócio racial e sofrimento, em total contraste com a retórica do socialismo caribenho que o regime ditatorial cubano vende ao mundo, particularmente ao turismo de esquerda europeu e latino-americano. Um regime ditatorial que desde o início promoveu o enriquecimento da família Castro e uma estreita cúpula militar.

Desde a pandemia, a situação piorou. Em todo o mundo, as costuras da injustiça nos respectivos sistemas nacionais de saúde explodiram, evidenciando deficiências e má gestão. Cuba não foi superada, apesar da retórica oficial sobre a pesquisa local para o desenvolvimento de uma vacina “soberana”.

Os números exatos da mortalidade na COVID-19 são incertos, dada a falta de informações independentes e transparentes sobre o assunto; o que é evidente é a proliferação de toda uma série de doenças evitáveis devido à desnutrição e à falta de medicamentos, bem como a crescente deterioração das condições higiênicas e estruturais: doenças de pele, dengue, leptospirose, entre outras.

Além da desastrosa situação sanitária, há uma gestão muito ruim de eventos climáticos extremos. Uma sucessão de acidentes e catástrofes naturais destacou os graves defeitos estruturais, assim como a incompetência das autoridades: referindo-se apenas a 2022, podemos contar a explosão do Hotel Saratoga em Havana em maio, o incêndio da usina termelétrica Antonio Guitera em Matanzas em agosto, a passagem do Furacão Ian em setembro. O embargo dos EUA, embora exista, não é o principal culpado pela situação na ilha caribenha, que em vez disso sofre com a incompetência, negligência e corrupção do regime. O número de cubanos que emigraram ilegalmente para os Estados Unidos durante este ano é de cerca de 200.000, sem contar aqueles que chegaram a outros países.

Nesta situação, a resposta solidária da sociedade civil organizada dentro e fora de Cuba tem sido crucial para aliviar a crise humanitária. Ao invés de organizações não governamentais estruturadas como tal, as que foram ativadas são redes de solidariedade de base. Hilda Landrove, mencionada mais tarde nesta mesma carta, é um exemplo disso com o grupo ‘Hilos de solidaridad’ (https://www.facebook.com/hilosdesolidaridad).

Nesta ordem de ideias, vou do México para Cuba em dezembro [próximo] com o objetivo de entregar 46 kg de medicamentos (duas malas de 23 kg cada, o máximo permitido pela companhia aérea) para contatos na sociedade civil (cuja identidade é confidencial por razões de segurança, estamos falando de um Estado totalitário que olha com desconfiança para a auto-organização) que os distribuirá a pessoas necessitadas, sem passar por nenhum canal oficial do Estado, já que infelizmente são conhecidos casos de roubo de ajuda humanitária, vendidos ou distribuídos de forma clientelística, ou em qualquer caso de gerenciamento hiperburocratizado, ineficiente e opaco.

Como tirar ajuda da capital é cada vez mais complicado, como os meios de transporte são escassos e altamente ineficientes, as duas malas serão entregues nas cidades de Ciego de Ávila e Camagüey, a cerca de seis a sete horas de distância de Havana. Por esta razão, planejo alugar um carro para poder me locomover mais facilmente e alcançar alguns dos lugares que normalmente se beneficiam menos da ajuda humanitária.

Para cobrir as despesas que vou realizar, e que previsivelmente não serão baixas, decidi, portanto, lançar uma campanha.

Uma lista parcial das despesas a serem cobertas é a seguinte:
– transporte terrestre e aéreo, 550 euros;
– transporte de duas malas extras, 50 euros;
– aluguel de carros 5 dias, 600 euros;
– 46 kg de medicamentos (incluindo malas), custo ainda a ser determinado.

A coleta e embalagem de medicamentos será organizada por Hilda Landrove, antropóloga cubana, jornalista e ativista que vive na Cidade do México.

– gasolina;
– pensão e hospedagem para três pessoas durante quatro dias, como o companheiro Boris Millán Díaz, do Taller Libertario Alfredo López e do Centro Social y Biblioteca Libertaria ABRA, e um de seus cuidadores (Boris sofre de atrofia muscular) me acompanhará desde Havana.

Eu, Caterina, posso ser contatado pelo e-mail saeeda.bai@gmail.com ou pelo Telegrama @Catilaoruga

Para doações: AVISO IMPORTANTE

Como Cuba está sob embargo, os principais sites de transações on-line muitas vezes bloqueiam transações que têm algo a ver com a ilha. Por exemplo, uma transação poderia ser bloqueada se a palavra “Cuba” aparecesse no motivo da transação. Para evitar um possível bloqueio de dinheiro, peço-lhes que simplesmente escrevam “Solidariedade” no motivo do pagamento.

PayPal: saeeda.bai@gmail.com
Transferência bancária
Titular da conta: Caterina Camastra
Banco: BPER
IBAN: IT79W0538757570000003313951

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a borboleta
pousa sobre o sino do templo
adormecido

Buson

[Alemanha] Liberdade para Alfredo Cospito – Intervenção na Universität Berlin

Berlim. Hoje 31.10.2022 em solidariedade a Alfredo Cospito, que está em greve de fome desde 20 de outubro, foi interrompida uma palestra no departamento jurídico da Freie Universität Berlin.

O título da conferência era: ‘Por que a Itália é tão difícil de governar? Efeitos da lei eleitoral na estabilidade política italiana’.

Após a apresentação do palestrante, subimos ao palco, abrimos algumas faixas e andamos no auditório espalhando folhetos. No palco, tomamos voz e contamos o que é o 41 bis, por que é uma forma de tortura que o Estado italiano aplica a certos presos, e que Alfredo está em greve de fome contra esse regime prisional ao qual está submetido e contra a prisão perpétua.

Inesperadamente, o público respondeu com aplausos.

Contra todas as prisões, contra o 41bis.

Solidariedade e força a Alfredo, e a Juan e Ivan que aderiram à greve de fome.

Libertem todos eles!!

Fonte: https://de.indymedia.org/node/235191

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agência de notícias anarquistas-ana

Pesos de papel
sobre os livros de figuras –
Vento de primavera.

Takai Kitô

Na China, 650.000 porcos em um bloco de concreto de 26 andares

Porcos em arranha-céus. A China inaugurou, em outubro, o maior chiqueiro do mundo: um bloco de concreto de 26 andares, encaixado entre fábricas na cidade de Ezhou, perto de Wuhan. 650.000 porcos podem ser empilhados lá. Em cada nível vegetarão 25.000 porcos, trancados em pequenas baias de metal totalmente automatizadas. Os animais serão transportados na torre graças a elevadores gigantescos com capacidade de 40 toneladas, sem que seus pés toquem o chão. Custo do projeto: 580 milhões de euros.

O governo chinês afirma que o maior chiqueiro do mundo tem “eficiência de trabalho, preocupação ecológica e menor custo de produção”. Quando o chiqueiro estiver totalmente operacional, ele será capaz de processar 100 mil toneladas de carne de uma só vez, com cerca de 1,2 milhão de abates por ano.

Maior consumidora de carne suína do mundo, a China imaginou esse chiqueiro de arranha-céus para reabastecer seu rebanho, dizimado nos últimos anos pela peste suína africana. Esse modelo parece destinado a crescer no país: outras quatro fazendas industriais desse tipo estão previstas em Ezhou, com capacidade total de mais de três milhões de suínos.

agência de notícias anarquistas-ana

Até o barreleiro
Já parou de gotejar –
O canto do grilo.

Nozawa Bonchô