Lançamento: edição em português do livro ‘Nossa única proposta é o conflito’

Publicado originalmente em espanhol na região do Rio da Prata em 2014 por Tutía Ediciones, o livro “Nossa única proposta é o conflito” reúne uma série de discussões feitas nos últimos anos sobre a prática insurrecional anárquica. Como afirmam logo nas primeiras páginas, o contexto em que vivemos não é igual ao de quando se escreveram os textos que se tornaram clássicos no pensamento e na prática anarquista no atravessar dos séculos. É necessário mantermos permanentemente o esforço de repensar nossos modos de resistência já que as formas de governo do Estado e do capitalismo não param de se atualizar. Nesse sentido, é preciso estarmos sempre atentxs, pois, como dizem xs compas no livro, “assaltar uma carroça não é o mesmo que assaltar um carro blindado”.

Nosso objetivo em traduzir e difundir a publicação no território dominado pelo Estado brasileiro não é o de tomar o livro como um modelo ou como uma receita, até porque ele nem se dispõe a isso. Sabemos que o enfrentamento na guerra social se dá no local em que se vive, se luta com as armas existentes em cada terreno, se defende e se ataca com paus e pedras presentes ali, durante o combate. Portanto, não cabe em projetos ou modelos. Do contrário, quando se torna um programa pretensamente universal, se engessa, é sufocado e morre inofensivo.

O livro que trazemos aqui nos possibilita ampliar e fazer ecoar as análises levantadas enquanto se luta. Queremos manter nosso olhar afiado e nossa prática de tensão permanente não apenas contra o Estado e o capitalismo, mas contra o próprio princípio da autoridade”.

Contato: edicoes-insurrectas@riseup.net

tradução para o português:
edições insurrectas.
104 páginas.
coleção fúria sudaka,
2022.

agência de notícias anarquistas-ana

Noite de lua –
Subindo numa pedra,
Um grilo canta.

Chiyo-jo

[Itália] Bolonha: Série de encontros sobre prisão e repressão

CADA EXPERIÊNCIA É DIFERENTE, MAS…

CICLO DE ENCONTROS SOBRE PRISÃO E REPRESSÃO COM OS CAMARADAS QUE EXPERIMENTARAM A PRISÃO

A prisão e a repressão sempre foram o dissuasor utilizado pelo Estado para refrear os impulsos revolucionários e manter-se a si próprio em segurança.

As várias operações repressivas anti-anarquistas da última década são um exemplo disso. Muitas e muitos experimentaram como é a vida atrás das grades, como é a solidariedade daquele lado do muro, como é o isolamento, como se pode lutar em condições de prisão e o que significa continuar a posicionar-se claramente com o outro lado.

Conscientes de que não existe uma forma única de lidar com a prisão, gostaríamos de fazer uso das diferentes experiências, conhecimentos e reflexões que cada um ganhou com a sua própria pele: desde a chegada dos guardas à casa em batidas policiais e buscas, até à entrada na prisão, desde o interrogatório até à vida quotidiana na solitária.

Propomos uma série de encontros com companheiros que enfrentaram recentemente a prisão e a repressão, a fim de partilhar ferramentas e abrir espaços de discussão sobre solidariedade e luta ao lado dos prisioneiros.

DOMINGO 10 DE ABRIL / SÁBADO 14 DE MAIO / DOMINGO 29 DE MAIO

A partir das 12h30 almoço e discussão a seguir

Spazio di Documentazione Anarchico Il Tribolo – Via Creti 69/2, Bolonha

Fonte: https://infernourbano.altervista.org/bologna-ciclo-di-incontri-su-carcere-e-repressione/

agência de notícias anarquistas-ana

Que lua, que flor
nada, bebo umas doses
aqui sozinho.

Bashô

[Itália] Renovação da censura da correspondência do anarquista Alfredo Cospito

Gostaríamos de informar que em meados de março a censura de correspondência do companheiro anarquista Alfredo Cospito, atualmente preso na seção AS2 (“Alta Segurança 2”) da prisão de Terni, foi renovada mais uma vez. A censura durará três meses, até junho. A medida também havia sido encomendada entre setembro e dezembro de 2021 e entre dezembro de 2021 e março deste ano.

Deve-se notar que o companheiro, que foi preso em setembro de 2012 e já condenado a 9 anos e 5 meses por ferir Adinolfi (CEO da empresa Ansaldo Nucleare), foi condenado a mais 20 anos no julgamento “Scripta Manent” realizado em Turim, cuja audiência de cassação será realizada em 25 de maio em Roma. Ele também foi recentemente objeto de um mandado de prisão para a operação “Sibilla” de 11 de novembro do ano passado, pois é acusado de incitação à prática de um crime com a circunstância agravante do terrorismo, em conexão com a publicação do jornal anarquista “Vetriolo”. A ordem de prisão foi posteriormente cancelada pelo tribunal de revisão de Perugia em 16 de dezembro, enquanto a investigação permanece em aberto.

Rompendo o isolamento: solidariedade revolucionária com os anarquistas presos.

Endereço do companheiro:

Alfredo Cospito

Casa prisional Terni

Strada delle Campore 32

05100 Terni – Itália

Fonte: https://infernourbano.altervista.org/nuovamente-rinnovata-la-censura-sulla-corrispondenza-allanarchico-alfredo-cospito-it-en/

Tradução > Liberto

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/02/11/italia-a-censura-da-correspondencia-ao-camarada-anarquista-alfredo-cospito-foi-renovada-janeiro-de-2022/

agência de notícias anarquistas-ana

Borboletas e
aves agitam voo:
nuvem de flores.

Bashô

“O anarquismo, ao longo do tempo, foi sabendo se adaptar às novas circunstâncias”

A seguir, entrevista de Eduardo Nunes concedida ao Instituto de Estudos Libertários (IEL).

Instituto de Estudos Libertários > Quem é Eduardo Nunes?

Eduardo Nunes < Um ser humano como outro qualquer que se indigna com a injustiça, a pobreza, o autoritarismo, as ditaduras, a devastação ambiental, com esse mundo em crise. É um ser humano que gosta de amigos, da liberdade, da natureza, das artes, de ser colaborativo, solidário com as pessoas. Embora tenha tido uma educação conservadora na família e nas escolas autoritárias por onde passei, acabei, em minha consciência e prática de vida, na medida do possível, me distanciando desses ensinamentos, me tornando uma pessoa com outra visão de mundo e aprendendo a gostar, a partir da literatura, das artes, da música, principalmente depois com as outras artes, me direcionado, em um determinado momento, ao pensamento anarquista. Nasci em 1955, em Salvador, trabalho como Professor numa universidade pública daqui. Na formação acadêmica, fiz bacharelado e mestrado em ciências sociais na UFBA e o doutorado em geografia na Universidade de Barcelona.

IEL > Em que circunstância entrou em contato com o pensamento anarquista?

Eduardo < Foi nos anos 1975, tinha 20 anos, através de um amigo que estava na Faculdade de Filosofia e conheceu algumas pessoas que se reuniam para discutir sobre esse tema. Eu ainda não estava em ciências sociais, já tinha concluído o ensino médio (na época se chamava científico) e me interessava sobre artes, literatura, teatro, cinema e a música dos anos 1960, as bandas de rock e o seu estilo de vida, os festivais e as propostas comunitárias de uma vida alternativa. Fazia teatro amador, conheci um grupo de teatro marxista, cheguei a participar de alguns ensaios, mas não me afinei devido à rigidez que essa ideologia emanava. Nesse ano, esse amigo falou desse grupo e marcamos um encontro para ele me passar um texto, num lugar movimentado. Na rua, passamos um pelo outro, conversamos um pouco. Eu levava um jornal comum e ele me passou a revista. Depois de algumas semanas, participei da primeira reunião com 4 a 5 pessoas. No ano seguinte já estava na universidade e passamos a formar grupos nos cursos em que cada integrante fazia, daí surgiram, inicialmente, grupos em filosofia, ciências sociais, comunicação e economia na UFBA.

IEL > Você se identifica com alguma linha histórica do anarquismo?

Eduardo < Me identifico com as teses centrais do pensamento anarquista: a crítica ao estado, à propriedade privada, e a todas organizações que querem subjugar os indivíduos. Penso que cada época tem suas estratégias de luta para se confrontar com essas questões e o anarquismo, ao longo do tempo, foi sabendo se adaptar às novas circunstâncias. Houve períodos em que as organizações anarcossindicalistas eram a principal forma de luta, mas não era apenas a única. Os anarquistas investiam em escolas, nos bairros, na cultura, mais recentemente, sobretudo a partir dos anos 1960, outros elementos e ações libertárias foram surgindo, o anarquismo foi se reinventando, no campo da ecologia, dos movimentos estudantis, da luta pelos direitos civis, dos movimentos antimanicomiais, do abolicionismo penal, de gênero, contra o racismo e também nas organizações de bairro.

>> Para ler a entrevista na íntegra, clique aqui:

https://ielibertarios.wordpress.com/2022/03/15/entrevista-de-eduardo-nunes-ao-instituto-de-estudos-libertarios/

agência de notícias anarquistas-ana

Em nosso mundo, até
as borboletas estão cansadas,
estão cansadas de viver.

Issa

Governo do Peru suspende toque de recolher, mas protestos seguem em Lima

O presidente peruano, Pedro Castillo, anunciou no Congresso o fim do estado de emergência que havia decretado na noite da segunda-feira (5/4) para lidar com uma onda de protestos e tumultos que se espalharam por todo o país.

“Devo informar que a partir de agora vamos anular o toque de recolher, cabe ao povo peruano se acalmar”, disse Castillo em uma reunião com membros de seu governo e parlamentares na sede do Poder Legislativo em Lima.

O presidente saiu então do palácio legislativo, segundo ele, para assinar o decreto que anula o anterior.

A essa altura, confrontos ocorriam no centro de Lima entre policiais e manifestantes que tentavam avançar em direção ao Congresso para mostrar sua rejeição a Castillo e ao estado de emergência.

As imagens na televisão local mostraram policiais feridos e sob uma chuva de objetos lançados pelos manifestantes, além do gás lançado pela polícia contra os participantes do protesto.

Os jornais locais falam em dezenas de feridos entre os manifestantes.

Protestos no Peru

Protestos ocorrem desde o fim de março contra alta nos preços de combustíveis e alimentos agravada pela guerra entre Rússia e Ucrânia. Para governo, atos têm ficado violentos.

Fonte: agências de notícias

agência de notícias anarquistas-ana

Guardei para você,
num verso de porcelana,
as flores da manhã.

Eolo Yberê Libera

[Suécia] Feira do Livro Anarquista de Estocolmo, 4-5 de junho

Saudações, Amigos, Amigas, Camaradas, cúmplices, co-conspiradores e co-conspiradoras.

A Feira do Livro Anarquista de Estocolmo está de volta e vocês estão convidados e convidadas a participar. Os anos que passaram foram difíceis, um tempo de cautela em nome da segurança do coletivo, mas agora é a hora de sair dos buracos e se encontrar pessoalmente para planejarmos, aprendermos e causarmos problemas para o tipo errado de poder.

A Feira do Livro Anarquista de Estocolmo é um fórum para o desenvolvimento do movimento anarquista e uma oportunidade de polinização cruzada de ideias de diferentes partes do movimento. Queremos que as pessoas se conheçam e criem as relações que constroem um mundo livre de toda forma de opressão e de coerção.

Como de costume, teremos a feira do livro no primeiro final de semana de junho de 2022, que será nos dias 4 e 5 de junho de 2022.

A feira do livro acontecerá no centro comunitário social Cyklopen em Högdalen, Estocolmo.

Terão oficinas, palestras, reuniões, assembleias e, é claro, os melhores livreiros e vendedores de produtos anarquistas do norte da Europa!

Para mais informações, não hesite em entrar em contato! Nosso site www.anarchistbookfair.se será atualizado em breve e mantido regularmente até e durante o evento.

Tradução > Sky

agência de notícias anarquistas-ana

Rosto no vidro
uma criança eterna
olha o vazio

Alphonse Piché

[Grécia] Liberdade ao Anarquista Giannis Michailidis

ENCONTRO – MARCHA EM SOLIDARIEDADE – SÁBADO, 9 DE ABRIL, 20 HORAS – ΕXΑRCHIA, ATENAS

LIBERDADE AO ANARQUISTA GIANNIS MICHAILIDIS – LUTA PELA LIBERDADE DE PRESOS POLÍTICOS

O detento anarquista Giannis Michailidis foi preso por mais de 8 anos e meio nas celas da democracia e passou 3 anos como fugitivo em dois períodos diferentes. Esse comprometimento constante com a luta anarquista, seu posicionamento irredutível frente aos carrascos da justiça burguesa, seu questionamento prático do mundo de poder e de legitimidade burgueses, colocou-o na mira dos mecanismos de repressão e do judiciário por anos.

Giannis foi processado com base em acusações forjadas de revolta de massa dos presos da Korydallos contra a repressão violenta do detento anarquista Dinos Giagtzoglou, em greve de fome na época.

Uma perseguição direcionada, sem qualquer evidência além de mensagens de texto em solidariedade, a todos os presos políticos da época para colocá-los sob um novo regime de sequestro, permissões descontinuadas, transferências de prisões rurais etc. Com o risco de prolongar seu tempo no cárcere e ser transferido das prisões rurais em que estava detido, Giannis escolheu a liberdade, escapando para o caminho da liberdade pelo qual lutou consistentemente e pagou um preço alto sua vida inteira.

Seguindo uma operação da polícia antiterrorista, foi detido com dois outros camaradas e levado sob custódia novamente, sendo condenado no julgamento do caso por expropriação bancária que cometeu durante o período em que estava foragido.

Como a lei permite que aconteça após uma fuga, o camarada uniu as sentenças enquanto pagava a pena da fuga por inteiro.

Então, sob as leis deles, deve ser solto após o fim de sua sentença; o Amfissa Judicial Council, através de uma série de interpretações arbitrárias e revanchismo, não apenas rejeitou o pedido de soltura de Gianni, como enfatizou o fato de que ele não demonstrou remorso por suas escolhas políticas.

Essa não é a primeira vez que o arrependimento foi o problema principal do Estado e de seus mecanismos para a liberdade de um anarquista ou comunista que não se arrepende. Essa não é a primeira vez que vemos o preconceito de classe da justiça burguesa se desdobrando em toda sua glória com as provocativas concessões de liberdade aos neonazistas do Aurora Dourada, a quebra de sentenças de prisão perpétua do assassino não-arrependido Korkoneas (o policial que matou A. Grigoropoulos), as provocativas exonerações dos oficiais corruptos deste sistema podre, acusados de todos os tipos de escândalos.

Experimentamos em nossa própria pele e sabemos muito bem que a justiça civil não é neutra. Como um mecanismo de dominação de classe, ela vê o mundo pela mesma ótica dos políticos, industriais, donos de navios, aparatos de mídia, CEOs de multinacionais e banqueiros. Pela ótica da exploração de classe, da violência de Estado contra aqueles que são sobras da produção capitalista, da vingança daqueles que se ergueram contra a riqueza e o poder.

Também sabemos que apenas através do fortalecimento e do desenvolvimento de um movimento de massa pela solidariedade aos presos políticos podemos esperar alcançar a vindicação de suas lutas. Sua libertação para que possamos todos e todas caminhar juntos nas ruas da resistência e da luta!

A Soltura Imediata do detento anarquista Giannis Michailidis é um marco nesse caminho de luta e queremos assegurar que daremos um basta no regime de cativeiro indeterminado imposto sobre ele pelo selo do Amfissa Judicial Council.

CONTRA TODO REGIME EXCEPCIONAL

LIBERDADE IMEDIATA DO ANARQUISTA GIANNIS MICHAILIDIS

SOLIDARIEDADE A TODOS OS PRESOS POLÍTICOS

Assembleia em Solidariedade aos Militantes Encarcerados, Fugitivos e Perseguidos

Fonte: https://athens.indymedia.org/post/1617699/

Tradução > Sky

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agência de notícias anarquistas-ana

Ah, lua de outono —
Andando em volta do lago
Passei toda a noite.

Bashô

[Itália] Manifestação antimilitarista contra a guerra e quem a arma

Vamos encerrar e converter a indústria de guerra!

Vamos abandonar a guerra!

A Itália está em guerra. Embora as forças armadas do belo país tenham participado ativamente dos conflitos na Europa, África e Oriente Médio desde 1992, a maioria das pessoas está convencida de que a última guerra terminou em 1945. Sucessivos governos cobriram as operações de guerra tricolores sob um manto de hipocrisia. Missões humanitárias, operações policiais internacionais disfarçaram o envio de tropas para as frentes de guerra na Somália, Líbano, Sérvia, Iraque, Afeganistão, Líbia.

Este verão, pela primeira vez em quarenta anos, um ministro da Defesa, por ocasião do refinanciamento das missões militares italianas no exterior, reivindicou descaradamente as aventuras neocoloniais das forças armadas como meio de proteger os interesses da Itália.

Cerca de 18 das 40 missões militares no exterior estão na África no triângulo que vai da Líbia ao Sahel até o Golfo da Guiné. Eles estão lá para fazer guerra aos migrantes com destino à Europa e para apoiar a ENI [empresa de energia da Itália]. A bandeira amarela com o cão de seis patas da ENI acompanha a bandeira hasteada em veículos militares.

O conflito imperialista entre a OTAN, que visa continuar a expansão para leste iniciada após a dissolução da União Soviética, e a Rússia, que, após décadas de recuo, decidiu contra-atacar ocupando a Ucrânia, viu um súbito retorno à política humanitária retórica típica dos governos de Roma.

Desde 24 de fevereiro, quando a Rússia atacou a Ucrânia, os belicistas do PD [partido democrático] também saíram às ruas, opondo-se à guerra enviando armas ao governo Zelensky. Num tumulto de bandeiras nacionais ucranianas e arco-íris da paz, encena-se um pacifismo armado, claramente alinhado com um dos dois imperialismos que se desafiam na pele de quem vive na Ucrânia e deve enfrentar a morte, as bombas, o medo, a obrigatoriedade do recrutamento.

O governo proclamou um estado de emergência “humanitário”. Esta decisão confere poderes extraordinários ao executivo, que tem liberdade para gerir o compromisso da Itália com o conflito na Ucrânia. Uma ponte aérea transportou armas destinadas ao governo Zelensky para a Polônia desde 2 de março. Draghi decidiu aumentar ainda mais os gastos militares e enviar tropas para a frente oriental da OTAN. 500 soldados, escolhidos entre os invasores da Marinha, Col Moschin, Forças Especiais da Força Aérea e Força-Tarefa 45, são adicionados aos 240 Alpini na Letônia e aos 138 homens da Força Aérea na Romênia. No Mar Negro estão a fragata FREMM “Margottini” e o caça-minas “Viareggio”, bem como o porta-aviões “Cavour” com os caças-bombardeiros F-35.

Nós não estamos lá. Não nos alistamos nem na OTAN nem na Rússia. Rejeitamos a retórica patriótica como elemento de legitimação dos Estados e suas reivindicações expansionistas. O antimilitarismo, o internacionalismo, o derrotismo revolucionário têm sido centrais nas lutas do movimento operário desde suas origens. Exploração e opressão em igual medida em todas as latitudes, o conflito contra os “próprios” senhores e contra os “próprios” governantes é a melhor maneira de se opor à violência do Estado e à ferocidade do capitalismo em todos os lugares.

As fronteiras são apenas linhas finas em um mapa: nada que apenas militares bem armados tornem tragicamente real. Vamos cancelá-los!

A construção da Cidade Aeroespacial está prestes a começar em Turim, um centro de excelência para a indústria de guerra aeroespacial promovido pelo gigante de armas Leonardo e o Politécnico Subalpino. A cidade aeroespacial, que se erguerá entre Corso Francia e Corso Marche, foi nomeada como sede de um acelerador de inovação na área de Defesa e do escritório regional para a Europa do Acelerador de Inovação em Defesa para o Atlântico Norte (DIANA), uma instalação da OTAN.

Turim está apostando tudo na indústria bélica para reanimar a economia. Uma economia da morte.

Bloquear o nascimento de um novo polo de pesquisa, projeto e construção de dispositivos de guerra, impedir a OTAN de ter sua base em Turim é um compromisso concreto contra a guerra.

Opor-se ao estado de emergência de guerra, ao aumento dos gastos militares, ao envio de armas ao governo ucraniano, lutar pela retirada de todas as missões militares no exterior, pelo fechamento e reconversão da indústria de guerra, pela abertura das fronteiras a todos os refugiados e imigrantes é uma frente concreta e urgente de luta.

Um não é suficiente para parar as guerras. Temos que atrapalhar. A partir da nossa cidade.

Greve geral, boicote e bloqueio de bases militares e fábricas da morte!

Sábado, 9 de abril, 15 horas

Manifestação antimilitarista em Turim

Assembleia Antimilitarista de Turim

Tradução > GTR@Leibowitz__

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agência de notícias anarquistas-ana

Quando a lesma
Ergue a cabeça, eu vejo:
Parece comigo!

Shiki

Novo clipe do Ktarse: “O amor pode revolucionar”

Clipe da música “O amor pode revolucionar” do grupo de rap combativo Ktarse, produzido pelo Homo Estúdio Popular e filmado no bairro da Vila Fátima, Fundão de Suzano (SP).

Letra – “O amor pode revolucionar”

O amor pode revolucionar / Emancipar é uma verdadeira arte de amar / O amor é um sentimento de subversão / Mais o contexto histórico da escravidão

.

Nos condicionou a não amar a vida / Herança cruenta do sistema colonialista / Que sequestrou, estuprou, escravizou / Que nos deixou carregados de rancor

.

É foda como que para nós do gueto / Falar de amor é quase um tormento / É tanto pesadelo, é tanta frustração / É tanto veneno e ódio no coração

.

Mentalidade nutrida pelo sistema / Para manter o gueto refém da violência / O racismo projetado pela classe dominante / Deturpou nosso potencial como amantes

.

Nós do gueto estamos feridos / Somos um povo ferido pelo colonialismo / Pela exploração, opressão de classe / Pelo racismo mascarado na sociedade

.

Que mantém as engrenagens de enriquecimento / Dos supremacista brancos avarentos / O império dos endinheirados é conquistado / Com o genocídio e sangue derramado dos de baixo

.

Refrão

.

O amor precisa florescer na vida dos de baixo / Dos encarcerados, periféricos, favelados / Das mulheres negras, dos homens negros / De todos e todas que sobrevivem no gueto

.

A escravidão e seus métodos brutais / Deixou como herança as psicoses sociais / Conflitos de poder, estupidez e arrogância / Onde homens espancam mulheres e crianças

.

Para provar sua dominação e controle / Sendo violentos igual aos opressores / Métodos que os senhores de engenho / Usavam para violentar o povo negro

.

As punições cruéis, o abuso diário / A fome, o açoite, o trabalho pesado / Fez muitos afros conterem suas emoções / Para sobreviver as cruentas humilhações

.

Isso se perpétua de gerações em gerações / Que ser forte é conter sentimentos e emoções / Criança que não chora quando espancada / É sinal de ser obediente e docilizada

.

Essa ideologia desgraçada é o legado / Da mentalidade do senhor de escravo / Experimentar qualquer forma de consolo / É ser considerado como um fraco, tolo

.

A sociedade reproduz a ideologia / Preconceituosa, homofóbica e machista / Que amar é coisa de mulherzinha e viado / Que amar diminuí sua virilidade de macho

.

Refrão

.

O amor precisa florescer na vida dos de baixo / Dos encarcerados, periféricos, favelados / Das mulheres negras, dos homens negros / De todos e todas que sobrevivem no gueto

.

A luta pela sobrevivência é mais importante / Do que o amor entre os semelhantes / Essa herança colonialista vai embrutecendo / E gerando conflitos violentos no gueto

.

A ausência de amor aprisiona corações e mentes / Quando nos amamos vivemos plenamente / Falar de amor é falar de subversão / É potencializar a luta e revolução

.

Quando nos amamos, vamos além da sobrevivência / Das condições materiais imposta pelo sistema / Temos que fortalecer a afetividade / Amar é proceder, responsabilidade

.

Para conhecer o amor precisamos aprender / A responder as emoções de nossa psique / Nossa saúde mental é nossa potência / Tão importante na luta contra o sistema

.

Temos que ousar lutar e confrontar /As ideologias que nos impede de amar / Chega de esconder nossas feridas e dores / Chega de compactuar com a ideologia dos opressores

.

Chega de reproduzir a mentalidade colonialista / É hora de assumir uma atitude crítica / Combater os condicionantes do sistema capitalista / O amor é uma arte subversiva de luta pela vida

.

Refrão

.

O amor precisa florescer na vida dos de baixo / Dos encarcerados, periféricos, favelados / Das mulheres negras dos homens negros / De todos e todas que sobrevivem no gueto

>> Veja o clipe aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=Gt7QvAOkn3w&feature=youtu.be

agência de notícias anarquistas-ana

Broca no bambu
deixa furos de flauta.
O vento faz música.

Anibal Beça

[Espanha] Resolução do Comitê Confederal da CGT sobre o conflito bélico entre Ucrânia e Rússia

Com profundo pesar assistimos uma vez mais a invasão e devastação de um país por uma grande potência militar. O exército russo ataca a Ucrânia, destrói suas cidades, mata centenas ou milhares de seus habitantes e leva ao exílio a mais de três milhões de mulheres, crianças e anciãos, enquanto os homens em idade de combater permanecem sujeitos ao recrutamento forçado do exército Ucraniano e o controle das milícias nacionalistas.

Nenhuma causa pode justificar esta matança nem justificar seus responsáveis criminais. Do mesmo modo que nenhum motivo nem justificativa podem legitimar o horror das múltiplas guerras atuais, mais além do exercício de autoritarismo que promovem os Estados com afãs imperialistas e os poderosos de toda classe contra o planeta inteiro e seus habitantes. O caminho de remilitarização e extensão de operações bélicas ao redor da Europa foi sofrido antes especialmente na África e Oriente Médio. Milhões de mortos na Síria, Líbia, Iraque, Afeganistão, Palestina, Iêmen, Somália… e um longo etecetera de crimes contra a humanidade provocados pelo belicismo imperialista. Os assassinos de agora na Ucrânia, assim como sucede na Palestina, Líbia, Saara ou Curdistão, não poderão gozar jamais de uma vitória segura, pois na história da humanidade a toda injustiça segue sempre o clamor insone pela liberdade dos oprimidos de um e outro grupo.

Desde a CGT manifestamos nossa mais enérgica repulsa à agressão do governo russo contra as pessoas da Ucrânia e à catástrofe da qual somos testemunhas. Tudo isso, com um duplo objetivo imediato. Em primeiro lugar, para tentar parar a guerra e os bombardeios sobre a população civil e participar, na medida de nossas forças, na solidariedade ativa com o povo Ucraniano. Em segundo lugar, para denunciar a maquinaria de guerra que está em marcha e mobilizar-nos até nos liberarmos dela em todo o planeta.

Denunciamos a hipócrita política de blocos imperialistas, por um lado EUA, a U€ e a OTAN e por outro o sátrapa Putin e a oligarquia russa. Não esquecemos que a causa primeira da guerra, dos mais de vinte conflitos bélicos que agora mesmo assolam outros tantos países, é a necessidade de sustentar o regime político-econômico capitalista que leva à destruição da biosfera e seus habitantes, arruinando a geografia planetária.

A CGT é uma organização sindical internacionalista que está contra todas as tiranias, pois luta pelo fim de toda opressão e exploração em qualquer lugar do planeta que camufla a responsabilidade de seus crimes atrás de um infame anonimato.

Uns crimes amplamente conhecidos, pois alcançam magnitudes pavorosas e inocultáveis: 2.500 milhões de habitantes deste planeta vivem em condições desumanas. 800 milhões padecem fome e duzentos milhões deles morrerão este mesmo ano, vítimas da pandêmica miséria. Cada dia deste ano, mais de 30.000 crianças morreram vítimas da desnutrição e da desatenção. O mesmo número que morrerá amanhã e também depois de amanhã. E assim sucederá cada dia que passe antes que façamos cair este tirânico regime econômico-político.

Não vamos aceitar a receita dos governos neoliberais europeus, incluindo a do Estado espanhol que exigem o sacrifício da população, chamado eufemisticamente “Pacto de Rendas”, que vem sofrendo com os golpes de crises cada vez mais recorrentes em forma de perda de poder aquisitivo, níveis de pobreza, desigualdade crescente e despejos. Os salários reais na Espanha estão perdendo poder aquisitivo de forma quase ininterrupta desde 1979 e de maneira pronunciada desde 2010. Não podemos seguir aceitando esta deriva propiciada por todos os governos e a conivência dos sindicatos do regime, exigimos um aumento dos salários que permita manter o do custo de vida. Além disso, este sacrifício exigido não tem um correspondente no aumento de custos para as elites econômicos armamentistas, ao contrário, hoje os grandes conglomerados da energia e da indústria da guerra mostram os maiores lucros em décadas.

Por outra parte, não podemos consentir as propostas que levam embora muitas das esperanças postas na luta contra a mudança climática, possibilitando a todos os Estados, especialmente aos grandes blocos geopolíticos, uma paralisação das medidas adotadas globalmente na descarbonização para conservar o planeta.

Neste contexto se anuncia um aumento do gasto militar de até 2% do PIB. Desde a CGT proporemos a objeção fiscal aos gastos militares como medida imediata contra a escalada armamentista. Assim como consideramos inadmissível que, neste cenário, Espanha ainda não tenha assinado o Tratado sobre a Proibição das Armas Nucleares, TPAN. É necessário acabar com a ameaça da destruição total que, como lamentavelmente constatamos nestas datas, é um dos maiores riscos aos quais enfrenta a humanidade. Em uns meses se celebrará em Madrid a cúpula da OTAN, uma organização de remilitarização mundial que não tem justificativa para sua existência. É inadmissível a celebração desta, assim como a participação da Espanha neste espaço e a existência de bases militares neste país.

Nesta bateria de propostas para o desarme e frente à militarização de nossas sociedades queremos apoiar os movimentos antimilitaristas da Ucrânia e Rússia, assim como as redes de apoio mútuo que levam a cabo companheiros libertários, denunciar os alistamentos forçados e estabelecer mecanismos de asilo para aqueles que escolham a deserção.

Frente à guerra e seus responsáveis reivindicamos a solidariedade insurgente e o abraço internacional com suas vítimas diretas

cgt.org.es

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Um rastro de lua
Na rua de rastros
depois que a chuva parou.

Luiz Carlos

[Córsega] Adeus Yvan!

É pouco depois das 21 horas quando o noticiário local transmite uma notícia que abala toda a Córsega. É 21 de março, mas não é primavera, tristeza e raiva interrompem as refeições da noite.

Yvan Colonna¹ está morto.

Todos sabíamos que isso iria acontecer, após o brutal ataque de 2 de março na prisão de Arles. Quando isso realmente acontece, no entanto, é diferente.

As caras transmitem choque e, nas varandas, não há mais nada a falar.

Em Bastia e Ajaccio, as pessoas se reúnem no meio da noite em frente à corte e a algumas igrejas, cantando canções populares e mantendo-se vigilantes em memória de Yvan.

Alguém mais em Calvi incendiou os portões da subprefeitura.

Enquanto isso, o CRS, a força policial francesa, mobilizou-se em defesa da prefeitura de Bastia. A mesma prefeitura que, há apenas uma semana, foi sitiada por milhares de manifestantes gritando “Statu francese assassinu” (Estado francês assassino).

Se nos últimos dias parecia que a mobilização estava enfraquecendo, entre os autonomistas que confiam em Macron e a insegurança das formações independentistas, a morte de Yvan só pode perturbar as cartas sobre a mesa. Além do impasse das festas, há uma juventude furiosa, um povo cansado de promessas estrangeiras.

Na manhã de 22 de março, a cidade de Corte acordou com suas escolas secundárias e universidades bloqueadas e com vários escritos nas paredes onde se lia “vocês tem que pagar”, ao lado do rosto de Yvan. Na primeira página da Matina Corse, dedicada inteiramente à morte do patriota, a família pediu que “o luto fosse respeitado”.

Ninguém sabe o que vai acontecer, mas de perto se respira o ar de uma calma tensa, uma calma que anuncia uma tempestade.

[1] Ele foi espancado até a morte na prisão, fato que provocou diversos tumultos por toda Córsega.

Fonte: https://www.maistrali.it/2022/03/22/ciao-yvan/

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

Obscuramente
livros, lâminas, chaves
seguem minha sorte.

Jorge Luis Borges

[Uganda] Download totalmente grátis do EP “Anarchist Africa • When Visions Fall From Sky”

EP de 8 faixas lançado em 2021 por I.R. Free Dub, agora disponível para DOWNLOAD GRATUITO no site da Dubdem.

Anarchist Africa foi criada para simultaneamente desafiar a perspectiva que usamos para avaliar a história africana e trazer novos pontos de vista.

Ras Isaacs, também conhecido como The Human Drum Loop, criou um padrão de percussão em que você ouve o som do djembê e o gravou no Dub Museum de Uganda.

O Dub Museum é um espaço de performance da cena DIY africana. Não há microfones de estúdio ou paredes tecnicamente à prova de som, é um espaço aberto construído direto na terra.

Porque o mesmo espaço é utilizado durante o dia como uma oficina mecânica, o único momento disponível para as gravações são à noite. Nesse caso, a sessão foi às 4 da madrugada e ambos os macetes percussionistas de Ras Isaacs e os vocais de Ras Kilomo foram gravados em um celular, pegando os músicos tão bem quanto o som dos ares frios da noite em Uganda e o ambiente cotidiano de fora do Dub Museum, que continua ativo enquanto a maior parte do bairro dorme.

Presencial e virtualmente, as forças de IR::Sankara Future Dub Resurgence, Dhangsha, o Professor Of Dub e outros nas Sombras se uniram para criar a canção coletivamente.

>> Você pode ouvir ou fazer o Download do EP aqui:

https://dubdem.com.br/ir57?fbclid=IwAR3uZHNoIYKKRbWMtGFjeqITcUXaQOmjiX-6z-EJiVFud1GpC8eH8NZGnjo

Tradução > Sky

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/10/07/uganda-resistencia-indigena-o-coletivo-anarquista-global-fazendo-dub-decolonial/

agência de notícias anarquistas-ana

Da centenária árvore,
folha seca despencando
em suave bailado.

Alberto Murata

[Itália] Protesto contra as guerras nas ruas de Milão

Opor-se à guerra significa, antes de tudo, agir onde a guerra começa. Porque sem dúvida a guerra é onde as bombas caem, é depois nos palácios dos governos, nos comandos militares, na sede das indústrias e grandes centros financeiros que você decide sobre a vida de milhões de pessoas, é aí que a guerra começa.

Por esta razão que hoje (02/04), como antimilitaristas anarquistas, temos atravessado as ruas de Milão a partir de uma concentração em Praça Affari. O centro financeiro do país, onde está sediada a bolsa de valores, é certamente um dos lugares onde devemos carregar nossa voz para indicar onde está a responsabilidade pelo massacre.

Ateneo Libertario Milano

Tradução > GTR^Leibowitz__

Conteúdos relacionados:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/03/24/italia-roma-contra-as-guerras-dos-patroes-em-todas-as-partes-do-mundo/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/03/22/italia-contra-todas-as-guerras-e-aqueles-que-as-armam-contra-as-politicas-belicistas-da-eni/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/03/02/italia-protesto-contra-a-guerra-em-milao/

agência de notícias anarquistas-ana

Correntes de chuva.
Resvalando rua abaixo
barcos de papel.

Analice Feitoza de Lima

[Grécia] Anarquistas assumem responsabilidade por ataque a banco

A cada dia nós somos confrontados, mais e mais violência e repressão, de dias de dez horas de trabalho mal remunerado à destruição do Serviço Nacional de Saúde Ε.Σ.Υ. De assassinato de refugiados à casos de antiterrorismo, crises que vão da segurança à energia. A história é bem conhecida: o Estado mata e os chefes se enriquecem às nossas custas.

Na madrugada de 12.03.22, nós decidimos romper a máscara da tal paz social destruindo a fachada do Banco Piraeus na rua Arquipélago Makarios, em Heraklion, Ilha de Creta.

Solidariedade com os 3 prisioneiros Th.H, G.V., P.K. em conexão com o caso do ataque incendiário da IETP (Fundação Nacional de Reflexão Religiosa) e aos dois prisioneiros Jason P., e Fotos D.

LAMBROS FOUNTAS, SEMPRE PRESENTE!

Fonte: https://actforfree.noblogs.org/post/2022/03/24/heraklion-crete-taking-responsibility-by-anarchists-greece/

Tradução > 1984

agência de notícias anarquistas-ana

Mundo de orvalho,
não mais que um mundo de orvalho.
Só que, apesar disso…

Issa

[Espanha] Lançamento: “La destrucción creadora – Antología anarcofuturista del octubre rojo”

No periódico Anarquia, publicado pela Federação Moscovita de Grupos Anarquistas, assinaram numerosos manifestos e artigos os principais artistas anarquistas, como Malévich ou Ródchenko, entre muitos outros. Inclusive denunciaram Maiakovski como “pouco anarquista”. O anarcofuturismo na Rússia era dadaísta, venerava o anarcoindividualismo de Stirner, a ideia de que “o prazer da destruição é também um prazer criativo” defendida por Bakunin e o princípio de “a propriedade é um roubo” de Proudhon. Desde as páginas incendiárias do periódico se faziam chamados a destruir os monumentos e a arte oficial: “Faz explodir em pedaços os frágeis ídolos da civilização!”, proclamaram.

Na noite de 12 de abril de 1918 a Cheka irrompeu nos numerosos centros anarquistas existentes em Moscou, incluindo a famosa “Casa da Anarquia”, desde onde se editava Anarquia. Os bolcheviques, para esmagá-los, usaram tanques e carros blindados. No entanto, as Guardas Negras libertárias, com as armas na mão, os enfrentaram. Cerca de quarenta foram mortos ou feridos, meio milhar acabou entre grades e uma dezena de agentes morreu nos combates. Anarquia, já clandestino, emitiu uma histórica declaração alentando ao início da luta armada contra os bolcheviques. A dinamite, por fim, “falaria”.

Em La destrucción creadora. Antología anarcofuturista del Octubre Rojo, em uma edição dirigida por Olga Burénina-Petrova, a maior especialista nas facções dissidentes do futurismo, se compilam os ensaios e manifestos de Kazimir Malévich, Alexandr Ródchenko, Olga Rozánova, Nadezhda Udaltsova e Alexéi Morgunov –nunca antes publicados em outro idioma que não fosse o russo– que viram a luz em Anarquia, legendário porta voz do anarquismo antes que este fosse esmagado pelo autoritarismo de uma revolução que traiu a si mesma. Sob a imagem do quadrado negro suprematista, símbolo do porvir, Malévich afirmará: “A bandeira da anarquia é a bandeira de nosso “eu”, e nosso espírito, como o vento livre, começa a ondular nosso eu criador nos vastos espaços da alma”.

La destrucción creadora

Antología anarcofuturista del octubre rojo

La Felguera Editorial, Colección Artefactos. Madrid 2022

268 págs. Cartoné 19×14 cm

ISBN 9788412466911

23,00 €

lafelguera.net

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

À noite… sozinho…
me deixam mais pensativo
os cantos de insetos

Masuda Goga

[Grécia] Anarquistas atacam apartamento de policial

Zona de Pagrati em Atenas | Excerto da reivindicação de anarquistas pelo ataque ao prédio de apartamentos onde o policial Eftichis Vardoulakis reside.

Na manhã de 17/02 nós colocamos um dispositivo incendiário na entrada de um condomínio na rua Lykofronos em Pagrati, onde 5 policiais vivem, entre eles alguns de alta patente, assim como o tecnocrata da comunicação do Nova Democracia [partido governante], Eftichis Vardoulakis. O resultado foi a destruição de parte da entrada do prédio.

Em resumo, concordamos com nossos camaradas do Núcleo de Ações Diretas, que nós precisamos nos tornar um escudo para proteger os prisioneiros anarquistas e comunistas dentro das prisões, deixando nítido que cada peça desse mecanismo de repressão é um alvo para nós. Cada policial e os diretores das prisões, e cada agente conselheiro de comitês que criam leis para os ministérios e seus executivos.

SOLIDARIEDADE E LIBERDADE PARA TODOS OS PRISIONEIROS POLÍTICOS.

PS: Honra e memória para o guerrilheiro anarquista revolucionário Lambros Fountas

ANARQUISTAS

Fonte: https://actforfree.noblogs.org/post/2022/03/24/athens-pagrati-area-greece-excerpt-from-claim-by-anarchists-for-an-attack-on-an-apartment-building-where-cops-and-eftichis-vardoulakis-reside/

Tradução > 1984

agência de notícias anarquistas-ana

Em morosa andança
Ao léu com meu ordenança —
Contemplação das flores.

Kitamura Kigin