Vídeo: “Memórias De Um Exilado — Episódios De Uma Deportação” de Everardo Dias (1920)

Vídeo sobre a história narrada no livro “Memórias De Um Exilado — Episódios De Uma Deportação” de Everardo Dias, formato 14 x 21 cm, 136 páginas, publicado originalmente em 1920. Preço 40 reais, incluindo as despesas postais. Pagamento pelo pix (nelca@riseup.net). Após efetuar o pagamento, nos informar para qual endereço (com CEP) o livro deve ser enviado.

Narração e Produção do Vídeo: Cesar Antunha.

Texto: “Outubro de 1919, uma violenta repressão policial se impõe sobre o movimento operário brasileiro. Os trabalhadores tentam responder a violência estatal com a contra-violência revolucionária, porém, o patronato e as autoridades, com o monopólio do aparato repressivo, estão firmes em seus propósitos: querem saciar a sua sede de vingança pela greve geral de 1917, e pelo avanço da organização dos trabalhadores com o sangue dos militantes anarquistas mais ativos na luta social.

As associações sindicalistas mais combativas são invadidas, depredadas e assaltadas. Jornais anarquistas são apreendidos, suas redações são empasteladas pela polícia. Entidades que promoviam o estudo e o conhecimento nos meios populares, como a Escola Moderna, são fechadas acusadas de propagar o anarquismo… Militantes destacados como Gigi Damiani, Manoel Perdigão Saavedra, Miguel Garrido, Manuel Pérez Fernández, Alexandre Zanella, Ângelo Soave, Manoel Gama e muitos outros são presos…

Entre os presos está o militante socialista e anticlerical Everardo Dias, que havia iniciado sua militância social bastante influenciado pela ação da Liga Anticlerical de São Paulo e pelo jornal A Lanterna. Tamanho foi o impacto das ideias libertárias em sua trajetória que Everardo Dias fundou o periódico O Livre Pensador, participou da greve geral de 1917 e, no momento de sua prisão, era um assíduo colaborador do jornal anarquista A Plebe.

Everardo Dias foi preso no dia 27 de outubro de 1919, quando deixava o seu trabalho em São Paulo. Sem ter cometido crime algum foi preso, levado para a prisão da Vila Mathias em Santos, castigado com vinte e cinco chibatadas, deixado nú, sem alimentação e sem água por quatro dias, até ser deportado com outros vinte e dois libertários para a Europa. Muitas pessoas se manifestaram contra essa injustiça, como o poeta, nascido em Cubatão, Affonso Schmidt. O grupo que mais se dedicou na campanha pela libertação dos trabalhadores foi o Centro Feminino Jovens Idealistas, que distribuiu inúmeras listas para recolher recursos em favor dos presos e deportados, assim como de suas famílias.

O livro Memórias de Um Exilado – Episódios de Uma Deportação, escrito por Everardo Dias, como uma espécie de diário narra o cotidiano das prisões, a deportação dos sindicalistas revolucionários e o seu retorno ao Brasil, após mais de três meses. Porém, é muito mais do que isso, trata-se de um precioso documento de época, narrado na primeira pessoa, que testemunha a luta dos trabalhadores e a agitação social no final de década de 1910, especialmente em Santos, São Paulo e no Recife. Registra as arbitrariedades do governo brasileiro na repressão aos trabalhadores em greve (em especial aos anarquistas), a espionagem, as manobras policiais para burlar as próprias leis federais e prejudicar os habeas corpus em defesa dos prisioneiros.

O livro retrata, primordialmente, as horríveis condições carcerárias, o cotidiano das prisões: os regulamentos, as tensões, a linguagem usada pelos prisioneiros, os castigos e violências de toda espécie, as relações dos presos com as autoridades da cadeia, do carcereiro ao diretor, as condições (e falta) de alimentação, higiene pessoal e coletiva, alojamento, o estado físico e psicológico dos prisioneiros, as mudanças frequentes dos presídios.

Em poucas palavras: Memórias De Um Exilado é um quadro histórico emblemático que expressa o sistema penal, a sociedade de seu tempo e o esforço e a organização dos trabalhadores em busca da sua emancipação social. Leitura essencial para quem deseja conhecer mais a história das lutas sociais no Brasil e como foram desenvolvidas as condições carcerárias da atualidade”.

>> Confira o vídeo (03:38) aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=x3CZ6WOPbN4

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/05/18/pre-venda-do-livro-memorias-de-um-exilado-de-everardo-dias/

agência de notícias anarquistas-ana

O gato no cio
mia e remia
canta ao desafio

Eugénia Tabosa

[França] Comunicado: Apoio a Yinnis Michalidis

Libertem nosso camarada Yinnis Michalidis, anarquista grego em greve de fome

Ele é conhecido por apontar um arco e flecha contra o Parlamento durante uma manifestação em 23 de fevereiro de 2011, mas também por participar de vários assaltos a bancos para financiar lutas revolucionárias na Grécia.

Yinnis passou mais de 8 anos e meio na prisão, e foi até torturado. Apesar de ter cumprido suas sentenças, as autoridades se recusaram a liberá-lo por vários meses, sob o pretexto de que ele se recusa a renunciar a seus compromissos passados e a assinar uma promessa de nunca mais o fazer.

Após vários processos judiciais infrutíferos contra o Estado, Yinnis finalmente iniciou uma greve de fome no dia 23 de maio.

Muitas pessoas pensavam que o Estado iria ceder, porque Yinnis está dentro de seus direitos e também porque as manifestações em sua honra estavam crescendo. Mas o governo persiste e se recusa a liberá-lo. Seu último relatório de saúde menciona o risco de morte iminente.

A Federação Anarquista apoia Yinnis Michalidis e condena a implacabilidade do Estado e as sanções contra nossos camaradas gregos. Apelamos à solidariedade internacional.

Apoiamos todos os coletivos e todas as organizações que coordenam a luta para libertar Yinnis.

Morte às prisões, morte ao capitalismo.

Que morram todos os poderosos e os governantes deste mundo.

Federação Anarquista

8 de julho de 2022

federation-anarchiste.org

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Em meio ao capim
de onde sopra o vendaval,
lua desta noite.

Miura Chora

 

[Grécia] Ataque ao amanhecer contra a polícia e deputado do Nova Democracia

Na madrugada desta quinta-feira (07/07), um grupo de anarquistas atacou com molotovs uma tropa de choque da polícia em Exarchia, Atenas, e detonou um dispositivo incendiário na entrada do prédio onde mora o deputado do partido Nova Democracia Babis Papadimitriou.

O ataque foi assumido em solidariedade ao anarquista preso Yinnis Michalidis, que está em greve de fome desde 23/05. Ele ficou conhecido como o “Toxovolos tou Syntagmatos” (Arqueiro da Constituição) quando atacou o prédio do Parlamento durante os distúrbios de fevereiro de 2011 usando um arco e flecha.

Ele está cumprindo pena de prisão por assalto a banco à mão armada e tentativa de homicídio durante um conflito com policiais em Pefki, norte de Atenas.

Desde o início do ano, ele busca sua liberdade condicional depois de cumprir um terço da pena de 20 anos de prisão. Ele está em greve de fome há 45 dias, após duas decisões da promotoria que rejeitaram seus pedidos de libertação.

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/07/07/grecia-extra-proposta-do-ministerio-publico-ao-conselho-de-justica-para-a-libertacao-de-yinnis-michalidis-e-rejeitada/

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Vento refrescante
que se contorcendo todo
chega até aqui.

Issa

[Grécia] Fixação de uma faixa gigante em solidariedade com o anarquista em greve de fome Yinnis Michalidis

Na terça-feira 05/07 uma faixa gigante foi afixada em solidariedade com o anarquista em greve de fome desde 23/05 Yinnis Michalidis, em um imóvel abandonado em Agia Paraskevi, na avenida Messogion.

Libertação imediata do companheiro.

A luta pela liberdade de um, é a luta pela liberdade de todos e todas.

Coletivo Anarquista/Antiautoritário,

em uma trajetória de conflito

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/07/07/grecia-extra-proposta-do-ministerio-publico-ao-conselho-de-justica-para-a-libertacao-de-yinnis-michalidis-e-rejeitada/

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O rosto do filho –
Com a brancura do talco
o vento de outono.

Kuroyanagi Shôha

[Grécia] Informações sobre a intervenção no concerto do Lex

No domingo 03/07, fizemos uma intervenção solidária para o anarquista em greve de fome  Yinnis Michalidis, que entrou em greve de fome em 23/05, no concerto do Lex [cantor popular grego]. A intervenção ocorreu no estádio lotado de Nea Smyrni, onde cerca de 25.000 pessoas tinham vindo ao concerto. O texto produzido pela assembleia foi lido, as faixas foram abertas e prevaleceu uma atmosfera calorosa e comovente. A resposta do povo no concerto foi muito positiva e, às vezes, eles abraçaram a intervenção gritando slogans.

A intervenção foi realizada para divulgar a 4ª marcha Pan-helênica em solidariedade ao companheiro Yinnis Michalidis, que foi convocada para o sábado 09/07, às 18h00, na Praça Eleftherias, em Lamia. Na cidade onde nosso companheiro, um prisioneiro e grevista de fome, está sendo tratado “preventivamente”. Na mesma cidade onde se espera que o Conselho do Tribunal de apelação examine seu pedido de soltura. Na mesma cidade onde na quarta-feira 06/07 ele foi notificado de uma rejeição de proposta de soltura por um promotor.

TODOS PARA A MARCHA EM 09/07, 18h00, EM LAMIA

A LUTA PELA LIBERDADE DE UM É UMA LUTA PELA LIBERDADE DE TODOS E TODAS

LIBERTAÇÃO IMEDIATA DO COMPANHEIRO YINNIS MICHAILIDIS

Vídeo da intervenção: https://www.youtube.com/watch?v=QNsiZQUCKSQ

Assembleia de solidariedade com o anarquista em greve de fome Yinnis Michalidis

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/07/07/grecia-extra-proposta-do-ministerio-publico-ao-conselho-de-justica-para-a-libertacao-de-yinnis-michalidis-e-rejeitada/

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De ponta-cabeça,
O rouxinol entoa
As primeiras notas.

Takarai Kikaku

[Grécia] Intervenção no Centro Cultural da Fundação Stavros Niarchos, em Atenas

No sábado 02/07, 41º dia da greve de fome do anarquista em prisão “preventiva” Yinnis Michalidis, realizamos uma intervenção no Centro Cultural da Fundação Stavros Niarchos [local onde fica a Biblioteca Nacional da Grécia e da Ópera Nacional Grega, além do Parque Stavros Niarchos]. O povo solidário da assembleia, cerca de 40 pessoas, realizou uma marcha fechada dentro das instalações da Fundação. Slogans foram gritados, folhetos foram espalhados e uma faixa gigante foi pendurada. Depois de permanecer na área por vários minutos, saímos com segurança e a intervenção foi concluída com sucesso.

A LUTA PELA LIBERDADE DE UM É UMA LUTA PELA LIBERDADE DE TODOS E TODAS
A DETENÇÃO POR TEMPO INDETERMINADO DO GREVISTA DE FOME DEVE TERMINAR IMEDIATAMENTE
LIBERTAÇÃO IMEDIATA DO ANARQUISTA YINNIS MICHALIDIS

Assembleia de solidariedade com o anarquista em greve de fome Yinnis Michalidis

Vídeo da intervenção: https://www.youtube.com/watch?v=4gEPOLpGygM

Conteúdo relacionado:
https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/07/07/grecia-extra-proposta-do-ministerio-publico-ao-conselho-de-justica-para-a-libertacao-de-yinnis-michalidis-e-rejeitada/

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O vento de outono
Atravessando a campina –
Rostos de pessoas.

Uejima Onitsura

Reivindicação de atentado explosivo contra Besalco S.A, Chile

Temos que mudar esta forma de vida pacífica, tranquila, simples, sem que não tenha nada, que seja uma rotina todos os dias. Tem que ter sobressalto para que seja vida, sobressalto permanente. Tem que ter alegria e dor, tem que ter raiva e ódio.” – Luisa Toledo.

Quando há muitos sem honra, sempre haverá outros que levam consigo mesmos a honra de muitos“.

Na noite de terça-feira, de 5 de julho, após as 23 horas,atacamos a empresa Besalco S.A, na esquina de Ebro com Encomenderos, na abastada comuna de Las Condes. A partir do ano de 2002 se iniciam as primeiras licitações para implementar o sistema concessionado de prisões no Chile, um total de 8 cárceres seriam distribuídos entre as empresas concorrentes para sua construção e administração. A empresa Besalco junto à Sociedade de Concessões do Chile e Sodexo Chile, formam o Grupo 1 e ficaram encarregadas das penitenciárias de Alto Hospicio, La Serena e Rancagua. O Grupo 2(Sodexo Chile) foi atribuída a concessão dos cárceres de Concepción e Antofagasta. Finalmente o Grupo 3 (Vinci Construction) administra as penitenciárias de Santiago 1, Valdivia e Puerto Montt.

O sistema concessionado funciona com as empresas exercendo serviços de asseio, alimentação e infraestrutura no interior das prisões, enquanto que o Estado através da Gendarmaria administra a custódia dos/as prisioneiras/os. O negócio é redondo para as empresas, a superpopulação não é um problema para estes miseráveis, já que por cada prisioneiro/a adicional ao máximo que estas mesmas empresas impõem, o Estado deve indenizá-las. Os gastos são reduzidos ao mínimo para que os lucros sejam maiores, por isso, as condições no interior das penitenciárias são deficientes.

Estes grupos empresariais não só participam no negócio dos cárceres no Chile, mas teceram com os anos um monopólio que se expande por todo o mundo, administrando prisões de diferentes países. A ação insurreta os encontra e consegue atacá-los, porque se desprezamos os guardiões servis da Gendarmaria, desprezamos também aos que encontram um negócio na superlotação, torturas e vexames.

No interior do cárcere de Rancagua, administrada pela nefasta empresa que atacamos, estão prisioneiros os companheiros Juan Aliste Vega, Marcelo Villarroel, Joaquín García e Francisco Solar, a quem enviamos uma anárquica saudação. Saudamos também a companheira Mónica Caballero, sequestrada no cárcere de San Miguel.

Faz um ano a companheira Luisa Toledo encontrou a morte após uma longa vida de combate, resistência e dignidade, deixando em sua história milhares de lições, ensinos e clareza para enfrentar a autoridade e o capital. Luisa detestava as posições mornas e cinzas, defensora da ação de rua, dos capuzes e da rua em chamas, por isso, nesta noite fria, recordamos a companheira mediante o estrondo. Levamos a ação em nosso sangue, que ferve para recordar a nossos mortos.

Saudamos aos companheiros Yiannis Michailidis, Giorgia Voulgari e Thanos Xatziagkelou, em greve de fome na prisão de Korydallos, Grécia.

Aos companheiros na Itália, Bielorrússia, Indonésia, México, Alemanha, Bélgica… que o ataque autônomo se expanda sem piedade contra o poder, em todas as direções.

Recordarmos o weichafe Pablo Marchant assassinado faz um ano nas mãos da polícia.

A nossos companheiros mortos em ação, Mauricio Morales, Sebastián Oversluij, Claudia López, Jony Cariqueo, longa vida a sua memória.

A todas as células de ação que atacaram durante os últimos tempos, toda nossa força e cumplicidade. Que o ataque não diminua, que se potencialize e encontre suas amplas expressões de destruição.

Nos solidarizamos com o companheiro Marcelo Villarroel, que resiste nos cárceres da democracia! Ante o rechaço de sua liberação, temos que estar na rua agitando por sua pronta saída.

A multiplicar o agir autônomo!!!

A dinamitar os bairros dos ricos e poderosos!!!

Nada acabou, a guerra com o poder continua!!!

Grupo de Acción 6 de Julio

Nueva Subversión

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Parece gostosa
a neve que chega em flocos
tão suavemente.

Issa

Seminários Fronteiras de América – Zapatismo Contemporâneo

|| Terça-feira, 12 de julho – 18h30, hora de Brasília ||

Esta aula, apresentada pelo Prof. Cassio Brancaleone, da UFFS, Universidade Federal da Fronteira Sul, consiste no segundo encontro do Seminário Fronteiras de América, realizado como atividade aberta do Tópico em História da América – Pensamento social latino-americano, do curso de História da Unirio. Nela serão apresentados os modos de organização das comunidades zapatistas em Chiapas, México, os princípios de autogestão e de horizontalidade dos caracóis.

>> Transmissão pelo canal da Escola de História:

https://www.youtube.com/watch?v=XqlxMRHe9ig

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Viagem de anciões,
Cabelos brancos, bastões
– visita aos túmulos.

Matsuo Bashô

Lançamento: “História de malditos e mal-ditos na história”

O livro, instigante e inovador, aborda maldizeres e maldições na História, a partir da apresentação não só de MALditos conhecidos, como Napoleão Bonaparte, Lima Barreto, Plinio Marcos e outros, como de personagens esquecidos ou pouco lembrados, como uma escrava forra perseguida pela Inquisição, uma indígena lendária, revoltosos populares, presos políticos e ilustradores anticlericais, além de refugiados tornados malditos nos países ricos. A qualidade dos textos é assegurada pela alta competência de seus autores, em geral referências nos temas tratados.

Organizadoras: Lená Medeiros de Menezes e Angela Maria Roberti Martins

Autores: Alexandre Samis, Angela M. Roberti Martins, Érica Sarmiento, Leila Medeiros de Menezes, Lená Medeiros de Menezes, Lúcia B. Pereira das Neves, Luís Balkar P. Pinheiro, Luís Ricardo Leitão, Marco Santos, Maria Izilda de Matos e Maria Teresa Toríbio B. Lemos.

HISTÓRIA DE MALDITOS E MAL-DITOS NA HISTÓRIA

Ano de publicação: 2022

ISBN: 978-65-89177-05-0

Tamanho: 16×23 cm

Nº de páginas: 318

R$57,00

www.editoraayran.com.br

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velhinha na janela
todo mundo que passa
é visita pra ela

Ricardo Silvestrin

Encontro virtual | Anarquismo e capacitismo

O próximo encontro do Grupo de Estudos de Anarquismos, Feminismos e Masculinidades, do Centro de Cultura Social (CCS), será online, para contemplar as pessoas que não puderam comparecer ao encontro presencial do mês passado, por isso, iremos manter o tema e o material de leitura, a zine “Luta contra o capacitismo: anarquismo e capacitismo”, escrito por Itxi Guerra (@itxiguerra) e publicado pela Terra Sem Amos (@tsa.editora).

O encontro será dia 09 de julho, sábado, das 14h às 16h. A versão online da zine e o formulário de inscrição para receber o link da reunião estão disponíveis em: tinyurl.com/GE0907.

Nessa obra, a autora parte de sua vivência para teorizar sobre as violências impostas aos corpos deficientes pelo capacitismo, envolvendo este debate com questões de gênero, antiespecismo e o sistema carcerário. Como reflexão para a destruição do sistema capacitista, aponta sua possibilidade no rompimento com as estruturas capitalistas e estatistas, tendo como ferramenta política de transformação criativa o anarquismo.

Os encontros do grupo são livres para todas as pessoas e não são gravados! Teremos intérprete de Libras. Lembrando que nos orientamos pelos princípios anarquistas, tais como autogestão, apoio mútuo, internacionalismo, anticapitalismo e não partidarismo. Não toleramos qualquer tipo de discriminação de raça, gênero ou sexualidade.

FB: https://www.facebook.com/events/719871522672854/?ref=newsfeed

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tuas mãos na minha pele
entre os raios de luar
fazem cinema

Lisa Carducci

 

[Grécia] EXTRA: Proposta do Ministério Público ao Conselho de Justiça para a libertação de Yinnis Michalidis é rejeitada

Hoje, quarta-feira 06/07, foi apresentada ao Conselho de Justiça a proposta do promotor para a libertação do anarquista Yinnis Michalidis, que está em greve de fome desde 23/05. A proposta do promotor foi rejeitada, portanto, resta agora que o conselho se reúna em um momento não especificado.

Não há dúvida. O Judiciário está torturando e tentando exterminar completamente nosso companheiro. Yinnis tem direito à sua libertação há meses, pois ele preenche as condições formais, mas está sendo mantido “preventivamente” como prisioneiro porque os bastardos do complexo jurídico-estatal consideram que “há um risco de que ele cometerá novos crimes”. Eles agora querem causar danos irreparáveis à saúde do anarquista, com problemas irreparáveis que o acompanharão pelo resto de sua vida.

Não temos ilusões. O sistema de justiça que libertou assassinos e estupradores (Επ. Κορκονέας, Π. Φιλιππίδης, Αθ. Χορταριάς, Λεβέντηδες) nos últimos dias é baseado na classe. É a voz do Estado e da sociedade capitalista, que teme pessoas como Yinnis, porque em seu rosto carrega a dignidade e a intransigência de um homem que luta e sempre mantém sua cabeça erguida. Em seu rosto ele carrega a perspectiva da derrubada revolucionária do mundo da escravidão salarial e do poder.

Permanecemos ao lado de nosso companheiro de todo o coração até o final.

LIBERDADE JÁ PARA YINNIS MICHALIDIS

Assembleia de solidariedade com o anarquista em greve de fome Yinnis Michalidis

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/07/06/grecia-acao-direta-com-tintas-na-casa-do-deputado-s-anastasiades-solidariedade-com-yinnis-michalidis/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/07/06/grecia-atenas-assumindo-responsabilidade-solidariedade-com-yinnis-michalidis/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/07/04/grecia-informacoes-sobre-a-2a-passeata-em-solidariedade-com-o-anarquista-em-greve-de-fome-yinnis-michalidis-atenas-30-06/

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Nem sequer três dias
este mundo vê passar –
Cerejeira em flor!

Ôshima Ryôta

[Grécia] Vídeos | Atenas: Ataque com molotovs ao posto policial local e distúrbios fora do campus universitário de Zografou em solidariedade com Yinnis Michalidis

Neste sábado (02/07), várias centenas (e não 50 como indica a reportagem da mídia) de encapuzados em grupos atacaram os policiais da tropa de choque da MAT na esquina do campus universitário de Zorgrafou, onde também estava acontecendo um Festival Anti-Racista de 3 dias com Hip Hop ao vivo. O ataque aos policiais desencadeou uma batalha campal de 2 horas com os policiais na entrada do campus, onde barricadas de pneus queimando foram erguidas, uso de extintores de incêndio, uma chuva de pedras e ondas após ondas de ataques com molotovs foram infligidos aos assassinos do estado de uniforme. O distúrbio só parou depois de um ataque contínuo da polícia não só com gás lacrimogêneo CS, mas com o gás CN proibido internacionalmente, que é capaz de provocar queimaduras de primeiro e segundo graus. Vários companheiros tiveram que receber cuidados imediatos após respirarem o gás. O ataque ao posto policial, e após o distúrbio, foi acompanhado por contínuos gritos de apoio e solidariedade para Yinnis Michalidis. Mais tarde, foi noticiado na grande mídia capitalista que quatro policiais foram feridos durante os confrontos.

>> Veja os vídeos aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=aAQ7zqQ8tMg&feature=emb_title

https://www.youtube.com/watch?v=FI0sJVfmi1g&feature=emb_title

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/07/06/grecia-atenas-assumindo-responsabilidade-solidariedade-com-yinnis-michalidis/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/07/04/grecia-informacoes-sobre-a-2a-passeata-em-solidariedade-com-o-anarquista-em-greve-de-fome-yinnis-michalidis-atenas-30-06/

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Parece gostosa
a neve que chega em flocos
tão suavemente.

Issa

[Grécia] Corfu: Faixa de solidariedade e intervenção para Yinnis Michalidis

Hoje (06/07) houve uma intervenção no centro da cidade de Corfu como sinal de solidariedade com o anarquista Yinnis Michalidis, grevista de fome desde 23/05.

Especificamente, duas faixas foram penduradas, uma na Torre do Sino e outra na praça de Anouchiata.

LIBERTAÇÃO IMEDIATA DO ANARQUISTA YINNIS MICHAELIDIS, SOLIDARIEDADE COM OS PRESOS POLÍTICOS

A LUTA PELA LIBERDADE DE UM É A LUTA PELA LIBERDADE DE TODOS E TODAS

Assembleia de Solidariedade com o Anarquista Yinnis Michalidis

Fonte: https://athens.indymedia.org/post/1619739/

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/07/06/grecia-atenas-assumindo-responsabilidade-solidariedade-com-yinnis-michalidis/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/07/04/grecia-informacoes-sobre-a-2a-passeata-em-solidariedade-com-o-anarquista-em-greve-de-fome-yinnis-michalidis-atenas-30-06/

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A criança às costas
Bulindo com meus cabelos –
Ah, quanto calor!

Shiba Sonome

[Grécia] Komotini: Pichações e folhetos pela libertação de Yinnis Michalidis

No seguimento dos movimentos de solidariedade com o anarquista em greve de fome desde 23/05 Yinnis Michalidis, ontem, terça-feira 05/07, espalhamos milhares de folhetos nos arredores da prefeitura e em pontos centrais e bairros de Komotini. Também nos dias anteriores foram feitas pichações no centro e arredores.

Libertação imediata do anarquista Yinnis Michalidis

Anarquistas

Fonte: https://athens.indymedia.org/post/1619745/

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/07/06/grecia-acao-direta-com-tintas-na-casa-do-deputado-s-anastasiades-solidariedade-com-yinnis-michalidis/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/07/06/grecia-atenas-assumindo-responsabilidade-solidariedade-com-yinnis-michalidis/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/07/04/grecia-informacoes-sobre-a-2a-passeata-em-solidariedade-com-o-anarquista-em-greve-de-fome-yinnis-michalidis-atenas-30-06/

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O regato seca
E o salgueiro perde as folhas –
Pedras aqui e ali

Buson

[Espanha] Dor pelas vítimas de Melilla

Desde o sindicato CNT queremos expressar nossos mais sentidos pêsames aos familiares e próximos das vítimas do massacre de Melilla do dia 24 de junho.

Exigimos que os corpos de todas e cada uma das vítimas sejam identificados, que suas famílias sejam informadas de seu falecimento, assim como das circunstâncias deste e que os corpos sejam repatriados a seus lugares de origem sendo entregues a seus próximos para que possam receber uma sepultura digna. Tais gastos devem correr a cargo dos governos espanhol e marroquino.

  • Também exigimos que se abra uma investigação independente para esclarecer com detalhes o sucedido realizando-se autópsias por médicos independentes. Estas autópsias se realizarão a todos e cada um dos falecidos já que nos encontramos ante mortes por causa violenta.

Igualmente demandamos a demissão imediata dos ministros do Interior de ambos os países, por estas quarenta e cinco pessoas assassinadas.

A própria indefinição das cifras que estão fornecendo da ideia da magnitude do crime e das tentativas de ocultar a verdade, posto que, enquanto algumas fontes sobre o terreno elevam a cifra a quarenta e cinco o número de mortos, a gendarmaria marroquina só aceitava cinco, depois, dezoito e, finalmente, vinte e três. É evidente que as cifras da gendarmaria marroquina carecem de credibilidade. E sua confiabilidade cai mais ainda, ao tentar ocultar as evidências do massacre, com a cumplicidade do Governo da Espanha: enterrar os cadáveres a toda pressa, sem identificá-los, sem autópsias e deportando rapidamente as testemunhas do massacre que são chaves para elucidar o crime.

E o que dizer das declarações do Presidente de Governo espanhol, felicitando a gendarmaria marroquina que teve pessoas moribundas amontoadas, sem receber atenção médica e golpeando-as quando não podiam se mover. Esses maus tratos e a omissão de socorro conduziram às mortes que o Governo deveria ter condenado.

São assassinatos que devem ser julgados sem esquecer jamais a sanha e a maldade que se evidenciam nas ações da polícia marroquina.

A política de fronteiras da União Europeia e Marrocos e a própria existência das fronteiras é inoperante e inadmissível, frente às crescentes desigualdades que provoca o capitalismo e os movimentos de pessoas das zonas saqueadas por ele e agravadas pela crise climática atual.

A CNT defende e sempre defenderá o direito à livre circulação, o direito a viajar e a migrar para melhorar as condições de vida. E também defendemos o direito a não migrar, quer dizer, a que todos os seres humanos tenham condições de vida dignas, em seu lugar de origem, para não serem obrigados a deixar sua terra, se não o desejam.

Por isso os anarcossindicalistas rechaçamos a existência de fronteiras, defendemos a igualdade de direitos e a livre circulação, assim como lutamos pela divisão da riqueza e do trabalho, para que não expulse as pessoas de seus lugares de origem.

O saque por parte das multinacionais e a crise climática estão golpeando a África, provocando a fuga de milhões de pessoas de seus lugares de origem. A atual guerra da Ucrânia não só aumenta o preço dos alimentos na Europa, mas está criando junto com o aquecimento global, fome à nível mundial.

Os refugiados climáticos devem ser reconhecidos como tais e que a Espanha cumpra, de uma vez por todas, a Declaração Universal dos Direitos Humanos que está descumprindo flagrantemente em seus artigos 1, 2, 3, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 12,14 e 28.

Condenamos a violação do Direito de Asilo por parte da Espanha atendendo a critérios abertamente racistas. Rechaçamos a criminalização que pretende fazer Pedro Sánchez das vítimas, adotando a linguagem e marco conceitual da extrema direita falando de “ataques à integridade territorial”. Trabalhadoras e trabalhadores africanos não estão invadindo nada, fogem de guerras e pedem asilo como está previsto na legislação internacional.

Pulam uma cerca porque a União Europeia e a Espanha estão descumprindo a legalidade internacional, e o fazem para não morrerem de fome, já que a polícia marroquina proibiu a venda de comida às pessoas negras.

Por um mundo sem estados, nem fronteiras, exigimos responsabilidades ante ao massacre de Melilla e chamamos à mobilização conjunta e mantida no tempo animando às companheiras e companheiros africanos a fazerem contato com a CNT-CIT ou diretamente com a Confederação Internacional do Trabalho para nos coordenarmos nesta luta.

Fonte: https://www.cnt.es/noticias/dolor-por-las-victimas-de-melilla/

Tradução > Sol de Abril

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agência de notícias anarquistas-ana

no parque vazio
duas árvores abraçam-se
em prantos de chuva

Eugénia Tabosa

[Espanha] Morrem e morrem e morrem novamente

Artigo de opinião de Rafael Fenoy Rico

Não apenas peixes, em rios ou mares envenenados pelos despojos da ganância incontrolável, mas também seres humanos que, em consequência de guerras, fome e sofrimento, acabam sendo fisgados pela morte: em um deserto, em meio a bombas e pauladas, no mar que engole tudo. Que a morte é inevitável é uma certeza de compreensão. Que muitas mortes prematuras são evitáveis é uma verdade que gera uma grande responsabilidade. Pensar a realidade é necessário, transformá-la é indispensável (síntese marxista). O que deve ser feito? Não basta dizer e dizer: manifestos, escritos, discursos, fotos, entrevistas, imagens, canções… Eles são precisos, necessários… embora se a realidade não se transforma para evitá-los, eles são de pouca, muito pouca utilidade. Discursos e gestos, além de manter o fio da esperança de um mundo melhor, de um novo mundo baseado na fraternidade dos seres vivos, são impotentes para deter tanta barbárie, tanta morte.

De acordo com dados de 193 países, fornecidos por um jornal econômico nacional, em 2020, 59.744 milhões de pessoas (arredondadas para cima) morreram no mundo. De uma população de 7.750 bilhões de pessoas, que representa quase 8% da população e em comparação com 2019, um aumento de 0,24%. As análises estatísticas globais não nos permitem fazer uma análise muito precisa dos dados fornecidos, mas nos dão uma ideia da escala da morte hoje.

De todas essas quase 60 milhões de mortes, algumas são sem dúvida devidas ao fim dos ciclos de vida, mas a grande maioria se deve às ações ou omissões daqueles que detêm o poder mundial e daqueles que colaboram decisivamente com eles em nível local. E o enorme número de vítimas causadas por guerras, fome, falta de medicamentos, água potável, etc., muitas vezes levam a deslocamentos maciços da população, numa tentativa de se salvar da tragédia. Todas estas causas podem ser remediadas neste poderoso mundo globalizado. Por que esta sangria não é detida?

Muitos migrantes apenas adiam o resultado fatal por um curto período de tempo; em uma vala, em uma praia arenosa, no mar ou em uma maldita cerca de fronteira. As recentes mortes ocorridas nesta “sexta-feira negra” (24 de junho de 2022) no posto de controle da fronteira do Barrio Chinês entre a Espanha e Marrocos na cidade de Melilla estão provocando uma onda de críticas e denúncias contra ambos os governos, identificando-os como a causa. Eles não têm pouca responsabilidade por esses trágicos eventos, mas vale a pena apontar para algo superior para desmascarar a fonte de tanto horror. Pois é o sistema capitalista de produção que permite a exploração da população mundial em escala planetária, com o objetivo de enriquecer ainda mais as hierarquias globais das grandes empresas. Não nos concentrarmos na migração como um efeito negativo de extermínio, devastação e fascismo, baseado no neoliberalismo, em um número significativo de países do mundo, nos impede de exigir que todos os governos e multinacionais do mundo ponham fim à pilhagem e roubo de espaços naturais onde as populações migrantes costumavam ser sedentárias. Culpar apenas os governos do Marrocos e da Espanha neste caso só distrai do fato de que as causas fundamentais de morte vivem nos escalões superiores das grandes multinacionais e instituições financeiras globais, que, afinal, compram e vendem vidas humanas por atacado todos os dias. O que impulsiona as pessoas a migrar? Por que estas pessoas, tão distantes de sua pátria, vêm morrer aqui tão perto? O que as obriga a sofrer calamidades neste trânsito pelo “deserto” e esperar semanas, meses nas fronteiras, vivendo ao ar livre, sem comida, sem água…?

Obviamente não se faz isso e ainda há aqueles que pensam que “é melhor para eles ficar em casa”. Estas pessoas que pensam assim não se lembram – e como é ruim esquecer! – como nosso povo na Espanha teve que migrar aos milhões, não faz muito tempo, por extrema necessidade, seja fugindo do extermínio ou da fome. Esta Espanha de hoje tem uma dívida impagável com aqueles que durante anos tiveram que partir para sustentar suas famílias que permaneceram nesta terra. A VOZ da história, limpa a compreensão da embriaguez ideológica ao abrir os corações. As experiências do passado desta “Pátria” ajudam a criar solidariedade no presente. Quem não simpatizar com os migrantes não pode obviamente se chamar de “bom espanhol ou boa espanhola”.

Fonte: https://rojoynegro.info/articulo/mueren-y-mueren-y-vuelven-a-morir/

Tradução > Liberto

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agência de notícias anarquistas-ana

É muito silêncio
enquanto as flores não crescem
e os poetas dormem.

Eolo Yberê Libera