[São Paulo-SP] 3° Anarquismo na Periferia | Política Além do Voto

Com muito prazer, nós da Frente Anarquista da Periferia (FAP) anunciamos mais um Anarquismo na Periferia.

Com o intuito de aproximar toda a comunidade dos ideais libertários e da luta política por fora do sistema, estamos divulgando esse evento que vai acontecer ao lado do Terminal Jardim Ângela, Zona Sul, no dia 26 de junho, a partir das 13h00.

Contamos com sua presença para não somente debater, mas construir uma luta política por fora das linhas eleitorais e provar que política se faz fora das urnas, com luta!

agência de notícias anarquistas-ana

A chuva passa
na rua, papel
que se amassa.

Robert Melançon

[Grécia] Atualização do estado de saúde do anarquista Yiannis Michalidis. O companheiro voltou à prisão

Hoje (14/06), no 23º dia da greve de fome do companheiro Yinnis Michalidis, seu quadro é o seguinte:

Oxigênio: 95

Pulso: 67

Pressão: 10 e 7

Açúcar no sangue: 61

Peso: 62,6 kilos (perda de 10% de seu peso corporal original)

O companheiro está atualmente (terça-feira 14/06, 23º dia da greve de fome) na prisão. No momento, ele não foi mantido no hospital. Ele está aguardando os resultados dos testes analíticos ainda hoje. É óbvio que a transferência de ontem foi prejudicial à sua saúde. Haverá uma atualização detalhada mais tarde com os resultados dos testes do hospital.

LIBERTAÇÃO IMEDIATA DO ANARQUISTA EM GREVE DE FOME YIANNIS MICHALIDIS

Assembleia de solidariedade com o anarquista em greve de fome Yiannis Michailidis

Fonte: https://athens.indymedia.org/post/1619271/

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/06/14/grecia-atualizacao-do-estado-de-saude-do-anarquista-yiannis-michalidis-ele-foi-transferido-para-hospital/

agência de notícias anarquistas-ana

Saudades da amada —
Caem flores de cerejeira
às primeiras luzes.

Kaya Shirao

[Chile] Santiago: Assumindo ação incendiária expedagógica na sexta-feira, 10 de junho

Aqueles que decidem se rebelar contra a miséria implantada ao nascer só conhecem dois destinos: a prisão e a morte, nós sussurramos uma terceira opção, O ATAQUE“.

Diante desta nova reestruturação do Estado-capital com uma cara progre, que só vem para continuar e aperfeiçoar o regime policial-militar-neoliberal-extrativista ao qual tentam nos submeter por todos os meios, consideramos necessário avançar na acumulação e coordenação de forças revolucionárias, que, desde múltiplas guerrilhas, estão dispostas de forma certeira a destruir este sistema de miséria e morte em suas raízes.

Desta vez, indivíduos irredutíveis se propuseram a distorcer a ordem estabelecida, confrontando diretamente seus capangas, inesperadamente brilhando em suas máquinas feias, a fim de contribuir para a guerra em curso, acrescentando este foco de confronto de rua com o objetivo de dificultar o fluxo da normalidade produtiva decadente de Santiago do Chile, numa sexta-feira, em coordenação com as diferentes manifestações e atividades que estavam acontecendo naquela hora na cidade.

Esta ação desta vez não nasce do mundo estudantil, mas germina desde a determinação de um grupo autônomo, anárquico, informal e territorial que faz uso e toma este local histórico de luta (Macul com Grecia) para testar nossos poderes, testar nossas armas, treinar e colocar em prática várias técnicas e táticas de combate de rua, a fim de afiar cada vez mais a prática e o objetivo anárquico revolucionário.

Agimos sem a necessidade de datas ou comemorações, apenas guiados por nosso escopo, capacidades e objetivos, no entanto, aproveitamos a oportunidade para mostrar solidariedade combativa com os prisioneiros Marcelo Villaroel, Felipe Ríos, Marius Mason, Mayo, Jalea, Kuyi, com os presos pelo ataque ao jornal El Clarín na Argentina, com os prisioneiros da revolta, anarquistas, mapuches e subversivos não arrependidos de todo o mundo.

Abraçamos com cumplicidade a luta anárquica secundarista, o weixan travado pelo pu weichafe em Wallmapu, bem como as diferentes expressões de luta, ataque e resistência revolucionária contra os Estados e o capital ao redor de Abya Yala e do mundo.

Com Mauricio Morales, Claudia López, Pablo Marchant, Emilia Baucis, Matías Catrileo, Cristian Valdebenito, Santiago Maldonado, Luisa Toledo presentes em cada ação.

A consolidação da guerrilha urbana é iminente.

GUERRA (A) SOCIAL CONTRA O ESTADO E O CAPITAL!

Célula Warriache Matías Catrileo

agência de notícias anarquistas-ana

O vento cortante
Assim chega ao seu destino –
Barulho do mar.

Ikenishi Gonsui

Pré-venda do novo livro sobre a Somaterapia

Um livro sobre Roberto Freire e a Soma – uma terapia e pedagogia anarquista do corpo!

Olá!

Primeiramente, dou um grande VIVA ao Roberto Freire, pela paixão e obra, coragem e despudor que inspirou a escrita deste livro. Esta é a campanha de financiamento coletivo para o lançamento do meu quarto livro, intitulado “Roberto Freire e a clínica na somaterapia: tesão, corpo, criação e política do cotidiano”, fruto de minha pesquisa de mestrado em Psicologia Clínica em Niterói – RJ (UFF).

A pré-venda deste livro sustenta dois importantes objetivos: o primeiro é custear todos os gastos básicos que tive na elaboração, revisão, diagramação, produção artística e impressão da obra; o segundo objetivo é criar uma “reunião de leitores” em torno deste livro que considero o melhor e o mais profissional, entre todos que escrevi até hoje!

O livro segue as pistas existenciais deixadas na biografia de Roberto Freire, analisando os percursos e percalços do anarquista brasileiro até a criação e desenvolvimento da Somaterapia. Uma terapia autenticamente brasileira, inventada no período da ditadura civil/militar que leva em consideração os problemas do corpo, do tesão, das terapias grupais e das políticas do cotidiano. Bigode era um terapeuta radical, criou uma terapia anarquista voltada aos militantes, libertários, revolucionários e contestadores que sofriam os impactos psíquicos e emocionais provenientes das perseguições e prisões no período ditatorial, ou reproduzidos nos autoritarismos da vida cotidiana. Assim, o presente estudo também evidencia a imprescindível relação entre Psicologia e Política. Por fim, esta pesquisa inaugura uma aproximação entre a Somaterapia e a perspectiva transdisciplinar e experimental da clínica, pensando as interfaces das práticas terapêuticas com outros saberes. Esta perspectiva rompe com o culto às histórias pessoais e a excessiva interiorização da existência, não privilegiando exclusivamente as ferramentas e teorias da Psicologia para pensar a subjetividade.

Me ajude a arcar com os custos desta publicação! Existem diferentes formas de ajudar e recompensas muito legais conforme as modalidades escolhidas.

Lembrando que compartilhar a campanha também ajuda bastante!

Obrigado,

Gabriel Serafim

Mais infos aqui:

https://www.catarse.me/somaterapia?fbclid=IwAR3hXjaE3S8uJRquLM8q5LUZc0jHTiK3gjL3hopyJdupp_H3o_Npa-XGYek

agência de notícias anarquistas-ana

um pé no degrau
um passo na escada
bate coração

Carlos Seabra

 

[Grécia] Atualização do estado de saúde do anarquista Yiannis Michalidis. Ele foi transferido para hospital

No domingo (12/06), 21º dia da greve de fome do companheiro Yinnis Michalidis, seu quadro é o seguinte:

Oxigênio: 95

Pulso: 68

Pressão: 9,5 e 6

Açúcar no sangue: 65

Peso: 63,4 kilos (perda de 10% de seu peso corporal original)

Yinnis foi (segunda-feira 13/06, dia 22 da greve de fome) transferido para o hospital. Qualquer novidade será atualizada em detalhes.

LIBERTAÇÃO IMEDIATA DO ANARQUISTA EM GREVE DE FOME YIANNIS MICHALIDIS

Assembleia de solidariedade com o anarquista em greve de fome Yiannis Michailidis

Fonte: https://athens.indymedia.org/post/1619255/

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/06/09/grecia-1o-dia-helenico-de-acao-para-o-anarquista-yiannis-michalidis/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/06/07/grecia-solidariedade-internacional-com-yiannis-michalidis/

agência de notícias anarquistas-ana

passarinho na cerca
enfeita o infinito
da colheita

Camila Jabur

[Grécia] Marcha noturna de contra-informação no bairro de Kypseli em apoio ao anarquista em greve fome Y. Michalidis

A “Assembleia de grupos e indivíduos anarquistas em solidariedade ao companheiro grevista de fome Y. Michalidis” em 11/06, interrompendo momentaneamente a normalidade da noite de sábado, realizou uma pequena marcha de contra-informação no movimentado bairro de Kypseli (Atenas). Mais de setenta companheiros e companheiras marcharam com faixas do Mercado Municipal de Kypseli, passando pela praça de St. George e pela rua Kypseli e acabando o ato na praça Kanari (praça Kypseli). Com nossas faixas, pichações, slogans, folhetos e cartazes espalhamos em nosso bairro a mensagem de solidariedade ao companheiro Yiannis Michalidis que está em greve de fome desde 23/05.

Assembleia de grupos e indivíduos anarquistas em solidariedade ao companheiro grevista de fome Y. Michalidis

Fonte: https://athens.indymedia.org/post/1619239/

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/06/09/grecia-1o-dia-helenico-de-acao-para-o-anarquista-yiannis-michalidis/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/06/07/grecia-solidariedade-internacional-com-yiannis-michalidis/

agência de notícias anarquistas-ana

Em meio ao capim
de onde sopra o vendaval,
lua desta noite.

Miura Chora

Memória | O triste fim de José Gavronski

Por Marcolino Jeremias

José Gavronski (foto) foi um militante libertário que iniciou sua trajetória nos anos 20. Na década seguinte foi colaborador assíduo do coletivo editorial do periódico anticlerical A Lanterna. Segundo ele: “Os anarquistas eram pessoas corretas, criteriosas e cumpridora de seus deveres”. Foi muito próximo de militantes como Edgard Leuenroth, Affonso Schmidt, Maria Lacerda de Moura e Patrícia Galvão. Em sua chácara, em Guaianases, promoveu encontros libertários.

Nas páginas de A Lanterna, manteve intensa polêmica com o padre Leopoldo Aires que era diretor de um jornal religioso. O debate terminou com Gavronski persuadindo o clérigo, que acabou largando a batina e casando-se. Gavronski guardava com orgulho o recorte do jornal que noticiava o enlace. Em 1952, publicou seu livro ‘Hóstias Amargas’, cujo prefácio foi escrito justamente pelo poeta Affonso Schmidt. Um verdadeiro libelo contra o clericalismo.

Em 1935, foi preso pela polícia política da ditadura de Getúlio Vargas, acusado de pertencer a Aliança Nacional Libertadora (ANL), organização que ingressou atraído pelo lema “Pão, Terra e Liberdade”. Mesmo sem ter cometido crime algum, esteve nos presídios Maria Zélia e Paraíso durante 15 meses.

Lamentavelmente, o dentista aposentado, por dificuldades econômicas, teve que vender sua chácara e passou seus últimos anos vivendo em um Lar Evangélico, na Zona Noroeste em Santos. Em meados dos anos 80, aos 93 anos de idade, José Gavronski escreveu suas memórias que registravam, entre outras coisas, um amplo panorama do sistema carcerário ao qual eram submetidos os presos políticos, durante o Estado Novo. O livro nunca foi publicado, os originais ficaram com o autor, que guardava o texto em uma inseparável e antiga pasta marrom. A história brasileira perdeu um grande vulto das lutas sociais que não conseguiu registrar devidamente suas memórias. Fica aqui nossa homenagem ao companheiro!

agência de notícias anarquistas-ana

Os grilos cantam
Apenas do meu lado esquerdo –
Estou ficando velho.

Paulo Franchetti

[Itália] Breve relato do XXXI Congresso da FAI

De 2 a 5 de junho, foi realizado em Empoli o XXXI Congresso da FAI (Federação Anarquista Italiana), a assembleia geral dos companheiros e companheiras que aderem a este caminho federalista e anarquista.

Foi uma importante oportunidade para fazer uma ampla comparação sobre as diferentes áreas de luta em que estamos engajados, para fazer um balanço de nossas atividades e para definir nossos compromissos para o futuro.

Houve dois eventos públicos: em 2 de junho com a participação na manifestação em Coltano contra o projeto de uma nova base militar Carabinieri, e em 4 de junho com uma homenagem à placa comemorativa de Pietro Gori, seguida de um desfile no centro da cidade e discursos anti-guerra nas praças. Agradecemos aos camaradas da Federação Anarquista de Empolese e Valdelsa por sua organização e hospitalidade.

Anarquistas

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

Noite outonal!
Minha avó contando histórias
Na varanda. Agora

Eunice Arruda

Nova edição: “Negras Tormentas: o Federalismo e o Internacionalismo na Comuna de Paris”, de Alexandre Samis

As editoras Entremares e Intermezzo Editorial tem o prazer de anunciar a segunda edição revisada e ampliada do livro Negras Tormentas: o Federalismo e o Internacionalismo na Comuna de Paris, de Alexandre Samis.

Esta segunda edição conta, além de uma série de ilustrações publicadas na revista Le Monde illustré durante os eventos da Comuna, com uma cuidadosa revisão e ampliação da análise sobre o papel das mulheres, dos artistas, das barricadas e aspectos educacionais da Comuna, além de anexos, um posfácio e uma cronologia.

O livro é uma contribuição decisiva ao esforço efetuado pelo movimento libertário para propor uma abordagem histórica livre da influência da análise marxista, que durante muito tempo exerceu uma espécie de monopólio sobre o pensamento de esquerda, sendo um contra-ataque decisivo ao complexo de inferioridade do movimento libertário, e o assunto que ele aborda é particularmente bem escolhido porquanto a A.I.T. e a Comuna de Paris são o ponto nodal, o lugar onde marxismo e anarquismo confrontaram-se e que lhes permitiu, de certa forma, definirem-se um em relação ao outro.

Alexandre Samis é um historiador anarquista que ao longo das últimas décadas tem se dedicado com rigor a pesquisa e divulgação de eventos históricos e militantes centrais no desenvolvimento do movimento operário e na luta dos oprimidos. Como bem aponta Marcelo Lopes de Souza, “Samis é um historiador libertário com um elevado grau de autoexigência: engajado sem ser panfletário, ele cultiva a precisão, a riqueza e o equilíbrio de fontes e a atenção para com os pormenores sem, no entanto, abrir mão de nos oferecer uma prosa agradável, que cativa o leitor.”

Título: Negras Tormentas: o Federalismo e o Internacionalismo na Comuna de Paris

Autor: Alexandre Samis

Editora: Entremares

Idioma: Português

Encadernação: Brochura

Dimensão: 16 x 23 cm

Edição: 1ª

Ano de Lançamento: Junho de 2022

Número de páginas: 584

Preço: R$ 80,00

>> O livro já está disponível para venda! O link para comprar:

https://editoraentremares.minhalojanouol.com.br/negras-tormentas/p?fbclid=IwAR1R4Wt2Zed4iS9RZ6RGXXFoAyShr3prJWZKajnDJnhhEmpW9sMkUPWKG6A

agência de notícias anarquistas-ana

o arrozal lindo
por cima do mundo
no miolo da luz

Guimarães Rosa

[Grécia] Texto político de Georgia Voulgari, uma prisioneira anarquista na prisão feminina de Korydallos

Nós estamos em uma guerra diária com o status quo, com todas as formas de poder que devoram nossas vidas, e eu percebi qual é o meu lugar nesta guerra. Em um mundo onde o patriarcado nos estupra e mata, onde o capitalismo nos esmaga, empobrecendo o que chamamos de vida, um mundo onde a humanidade domina a natureza e os animais, perpetrando pensamentos antropocêntricos e especistas. Por isso escolhi meu lado. Já que a estrutura de poder não destruirá a si mesma, e nenhuma mudança virá sem que nossa ação transcenda as lógicas reformistas, tendo a convicção para acreditar, e compromisso para com nossas ideias, botamos nossa teoria em prática.

Eu orgulhosamente me declaro uma anarquista, orgulhosa de que nessa sociedade podre, nessa sociedade da submissão e do espetáculo, eu não curvei minha cabeça para a exploração e o poder, e escolhi resistir junto a minhas companheiras que, ao apoiar uma resistência multiforme, também escreveram suas próprias páginas na memória da história revolucionária. Até então, vivendo minha vida ao lado delas, em okupações, através de seus esforços diários por liberdade, eu aprendi o que solidariedade e camaradagem significam, o que significa dar tudo de si pelo que se acredita mesmo sob o risco de se perder a própria liberdade. Eu assumo a responsabilidade política dos meus atos, na cumplicidade dos ataques incendiários que aconteceram em 08/02/2022 na Fundação para a Reflexão Nacional e Religiosa. Uma ação isolada, que não foi feita por uma organização anarquista, nominalmente a organização Ação Anarquista da qual sou acusada de ser parte, mas que foi motivada pelos desejos e ódio de duas pessoas, contra o obscurantismo religioso, o patriarcado e o poder estatal.

Onde a aceitação social encontra o conservadorismo bem estabelecido na pessoa de um padre, um homem que mesmo nos dias de hoje continua tendo poder sobre nós, sobre o corpo de uma menina menor de idade que ele não hesitou em violar da maneira mais obscena, sabendo que entre sua supremacia masculina e sua prerrogativa de pessoa santa, não haveriam consequências. Como tantos outros como ele, racializados ou não, sabendo que possuem todo um sistema de poder para protegê-los e a cumplicidade do Estado, eles continuam a perpetrar violência de gênero, patriarcal e sexista, como resultado, todos os dias contamos mais mulheres em suas listas de vítimas. A ação foi escolhida para acontecer em um prédio de propriedade da igreja para ilustrar o fato e servir como mensagem para qualquer padre que pense que suas ações virão sem consequências.

Eu sou agora, uma prisioneira na prisão feminina de Korydallos, indiciada sob a 187A, terrorismo e associação com a organização Ação Anarquista, a qual a responsabilidade política foi assumida pelo companheiro Thanos Chatziaggelou. Um anarquista e orgulhoso revolucionário, ele não se curvou frente o aprisionamento nas celas da democracia e não recuou em momento algum.

Portanto, nós encaramos uma acusação, hoje conhecidas por aqueles que são perseguidos por suas atividades políticas e identidade, que precisa de 3 pessoas para ser acionada, o que foi demonstrado pela prisão do companheiro Panos Kalaitzis, que é nitidamente perseguido por sua relação de amizade e colaboração com Thanos. Nós estamos bem cientes das intenções e táticas da polícia antiterror, suas tentativas de nos aniquilar política e psicologicamente. Isso não vai acontecer. Nós três estamos unidos contra eles.

Sobre minha vida na prisão: Tem sido hábito deles, se imporem sobre mim, em alguns casos considerando minha correspondência como inaceitável por conta de seu conteúdo político. Eles pensam que vão quebrar nossa moral, mas acabam apenas por nos fortalecer. Força para todas companheiras aprisionadas, humanas e não-humanas, mantidas cativas nas fossas infernais deste mundo.

Pela libertação total e a anarquia.

Georgia Voulgari,

Prisão Feminina de Korydallos

Fonte: https://actforfree.noblogs.org/post/2022/05/22/athens-greece-political-text-by-anarchist-georgia-voulgari-a-prisoner-in-the-womens-prison-of-korydallos/

Tradução > 1984

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/02/23/grecia-posicao-politica-do-prisioneiro-anarquista-thanos-xatziagkelou-sobre-o-ataque-a-fundacao-para-a-reflexao-nacional-e-religiosa/

agência de notícias anarquistas-ana

fecho um livro
vou à janela
a noite é enorme

Carol Lebel

[Espanha] “Antología Literaria de Ricardo Flores Magón”, o novo livro da Aurora Negra.

Desde a Editora Anarcossindicalista Aurora Negra nos alegramos de anunciar que nosso último projeto “Antología Literaria de Ricardo Flores Magón. Cuentos y Obras de Teatro en la prensa anarquista”, acaba de ser publicado e já está em circulação.

Continuamos assim nossa pequena saga sobre as figuras do movimento libertário em terras mexicanas, para dar a tão merecida atenção que merece o anarquismo tanto histórico como presente em uma região que é exemplo perfeito das desumanas alianças entre o Estado e o Capital.

Ricardo Flores Magón contribuiu tanto para a própria revolução que lhe foi contemporânea como para as gerações de hoje em dia, é assim, pois suas obras, grande exemplo do legado cultural anarquista, servem e servirão nos dias de hoje de inspiração para a formação da sociedade nova e livre que ele e seus semelhantes desejavam tanto, como a desejamos agora.

Neste projeto reunimos cada Conto, cada Obra de Teatro, ditos e sinais que pudemos de Ricardo Flores Magón, para não deixar que seu legado desapareça para além das terras mexicanas.

Cada exemplar supõe uma contribuição de 10€ à Editora, para garantir a continuação do projeto de autogestão e nossa obra de difusão que esperamos influa para que se gerem muitas mais.

Por uma literatura crítica, revolucionária e subversiva! 

Viva terra e liberdade!

Contato: editorialauroranegra@cntait.org

Mais Info: https://cntaitalbacete.es/editorial-aurora-negra/

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Na tarde sem sol
folhas secas projetando
sombras em minh’alma.

Teruko Oda

[Santos-SP] A luta pela autonomia: ontem e hoje

Primeira atividade presencial do ano do Núcleo de Estudos Libertários Carlo Aldegheri (NELCA), junto com a Coletiva Anarcafeminista Insubmissas (CAFI) e o Cultive A Resistência.

No evento serão lançadas as últimas publicações dos coletivos: livro “Ferramentas Para Autonomia”, terceira edição do zine “Insubmissas” e o livro “Memórias De Um Exilado – Episódios De Uma Deportação” de Everardo Dias. Vai perder?

Data: 25 de Junho de 2022 (Sábado), às 15 horas

Local: Biblioteca Municipal Alberto Sousa

Endereço: Praça José Bonifácio, número 58, Centro – Santos (SP)

Entrada gratuita!

Fortaleça a cultura libertária (A)!

agência de notícias anarquistas-ana

O coração da aranha
se desfaz em geometria
de seda e mandala.

Yeda Prates Bernis

[Espanha] Arquivado o processo contra os dois antifascistas que retiraram placas da Falange de edifícios de Zaragoza

Ante a falta de denúncia das comunidades vizinhas de onde se retiraram a simbologia fascista, a juíza, que nem sequer tomou declaração dos processados, arquivou o processo. “Este processo judicial jamais deveria ter sido iniciado. Retirar simbologia fascista não é um delito é uma obrigação”, afirma a CNT Zaragoza, sindicato ao qual pertencem os dois antifascistas.

A magistrada encarregada do processo judicial aberto contra dois antifascistas de Zaragoza por retirar placas com o símbolo da canga e das flechas decidiu arquivá-lo ante a falta de denúncia por parte das comunidades vizinhas de onde se retirou esta simbologia. Uma simbologia que atenta diretamente contra a Lei de Memória Histórica e a Lei de Memória Democrática de Aragão aprovada pelas Cortes, umas leis que são reiteradamente descumpridas por prefeituras como a da capital aragonesa, a mando do PP-Cs e Vox, ou o de Uesca, com o PSOE.

“Como não poderia ser de outra maneira a investigação aberta contra os dois antifascistas que retiravam as placas do Ministério da Habitação nos quais aparece o símbolo pertencente a um dos grupos mais criminosos que existiu neste país, a Falange, foi arquivado. Retirar simbologia fascista não é um delito é uma obrigação”, afirma em um comunicado a CNT Zaragoza, sindicato ao qual pertencem os dois antifascistas.

Este processo judicial “jamais deveria ter se iniciado ante a falta de denúncias tal e como indicava a polícia judicial em seu informe, ainda que isto não fosse obstáculo para que esta juíza decidisse chamar para depor os dois companheiros em 11 de maio passado, a cuja declaração a magistrada nem sequer se apresentou, sendo uma secretária judicial a que tomou a declaração a estes dois antifascistas. Uma prova clara que determinados membros do aparato judicial usam as leis a sua vontade”, denuncia a CNT.

Os dois antifascistas processados afirmam que “em nenhum caso cessarão de eliminar as insígnias dos maiores assassinos que houve na história deste país, os quais fizeram correr rios de sangue por toda a geografia espanhola desde o primeiro minuto que se sublevaram e que semearam o terror ali por onde passavam realizando execuções em todos e cada um dos povos e cidades da Espanha, da maneira mais sádica, fazendo desaparecer os corpos, semeando o país de cadáveres e vingando-se de uma forma infame e repugnante sobre aqueles aos quais deixavam com vida, castigando-os com uma vida inteira de dor e sofrimento que superou a vida dos que sofreram sua ira transferindo-o a segundas, terceiras e até a quartas gerações”.

“Não se pode permitir que ainda restem símbolos que fazem com que toda essa dor perdure e que ademais deixe os que submergiram este país na mais sanguinária ditadura de sua história como algo sem transcendência”, concluem os dois antifascistas.

O processo judicial, que termina agora com o arquivamento do caso, levantou uma onda de solidariedade com os dois militantes acusados. À campanha iniciada pela CNT se somaram a Coordenadora Antifascista de Zaragoza, ARMHA, Anticapitalistas Aragón, Asociación El Cantero de Torrero, Asociación de Vecinal Montes de Torrero, Zaragoza en Común, Intersindical de Aragón-co.bas, Estudantes em Movimiento de Aragón, PCE Aragón, a Asamblea del 8M, a CGT e a Juventud Comunista de Aragón, entre outros coletivos e organizações sociais.

Fonte: https://arainfo.org/Arquivado-la-processo-contra-los-dois-antifascistas-que-retiraram-placas-de-falange-de-edifícios/

Tradução > Sol de Abril

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agência de notícias anarquistas-ana

Neste bosque urbano
árvore feita em concreto
– meu corpo estremece.

Eolo Yberê Libera

[Grécia] Vídeo da intervenção no festival “anαιρέσεις” em apoio ao anarquista em greve de fome Yiannis Michalidis

Em 03/06, como Assembleia de Solidariedade ao Anarquista Yiannis Michalidis, realizamos uma intervenção no festival “anαιρέσεις”, na Faculdade de Agricultura, em Atenas, a fim de dar visibilidade à luta de nosso companheiro. Quando os “Rationalistas” entraram em cena, eles introduziram a intervenção.

Uma faixa foi aberta no palco, o texto da Assembleia foi lido e folhetos foram espalhados no local.

>> Aqui está o link para o vídeo da intervenção:

https://www.youtube.com/watch?v=_UsBS2fzalQ

Assembleia de Solidariedade ao anarquista em greve de fome Yiannis Michalidis

Companheiros e companheiras

Fonte: https://athens.indymedia.org/post/1619182/

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/06/09/grecia-1o-dia-helenico-de-acao-para-o-anarquista-yiannis-michalidis/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/06/07/grecia-solidariedade-internacional-com-yiannis-michalidis/

agência de notícias anarquistas-ana

Escalo a colina
cheio de melancolia –
Ah, roseira-brava.

Buson

Protestos e confrontos em Santiago do Chile

Quarta-feira (08/06), saída incendiária no estabelecimento escolar Internado Nacional Barros Arana (INBA). Encapuzados enfrentaram a polícia com coquetéis molotov exigindo a libertação do companheiro Kuyi.

Kuyi é um estudante de 16 anos do Liceo de Aplicación. No dia 23 de maio passado ele foi detido em Cumming com Alameda, quando participava de uma manifestação em memória do Punki Mauri. Em 24 de maio o jovem companheiro passa para o “controle de detenção”, onde as autoridades decretam que ele deve ficar 90 dias preso no Serviço Nacional de Menores(Sename), ou o tempo que durar a investigação. Kuyi pode pegar 10 anos de cana.

Cumplicidade e solidariedade com os prisioneiros da guerra social!

Viva os macacões brancos e a nova geração de estudantes encapuzados!

Kuyi às ruas!

Anarquistas

agência de notícias anarquistas-ana

Algo faz barulho —
Cai sozinho, sem ajuda,
O espantalho.

Bonchô

[Grécia] Atualização do estado de saúde do anarquista Yiannis Michalidis, há 15 dias em greve de fome

Na segunda-feira (06/06), 15º dia da greve de fome do companheiro Yiannis Michalidis, seu quadro é o seguinte:

Oxigênio: 95

Pulso: 80

Pressão: 9,5 e 6

Açúcar no sangue: 75

Peso: 65,5 kilos (perda de 10% de seu peso corporal original)

É preciso ter em conta que está bem estabelecido na literatura médica que o risco para a saúde e a integridade física de uma pessoa em greve de fome aumenta significativamente depois do décimo dia de inanição. Também se aceita que uma perda de peso superior a 10% do peso corporal inicial é um fator de risco.

O companheiro segue lutando energicamente até sua imediata libertação.

LIBERTAÇÃO IMEDIATA DO ANARQUISTA EM GREVE DE FOME YIANNIS MICHALIDIS

Assembleia de solidariedade com o anarquista em greve de fome Yiannis Michailidis

Fonte: https://athens.indymedia.org/post/1619144/

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sob a folhagem amarela
o mundo repousa enterrado…
exceto o Fuji

Buson