[Espanha-Itália] Barcelona 27F. A destruição da liberdade

Desde 27 de fevereiro de 2021, quatro camaradas estão presos no BRIANS I de Martorell (Barcelona). Inicialmente, houve 8 prisões. Eles são acusados de tentativa de assassinato e de formar um grupo criminoso, por participarem de uma manifestação em Barcelona na qual o lado de um veículo de guarda da cidade foi queimado por 30 segundos. Um guarda estava a bordo e saiu com pressa.

Claramente uma montagem. Encenado pelo Estado para romper as manifestações que estavam sacudindo as principais cidades espanholas no meio da COVID. Em solidariedade com o rapper Pablo Hasél, que também ainda está detido por crimes de opinião.

Punho de ferro e emboscada, esta é a resposta do Estado. Uma montagem que lembra outras. De Sacco e Vanzetti à Sole, Silvano e Baleno, passando por Pinelli e Valpreda. Na verdade, os acusados são estrangeiros (italianos) diante de uma Europa unida, são anarquistas, okupas, sem emprego permanente e sem família na Espanha, é claro.

O GIP do julgamento (María Eugenia Canal Bedia) – uma conhecida amiga da polícia – fez todo o possível para atrasar a aproximação do julgamento, o que poderia revelar a inconsistência do esquema. Ela sempre esticou ao máximo o tempo de espera para cada ato, chegando a esconder por 45 dias um relatório dos bombeiros exonerando os rapazes. Acusados, entre outras coisas, de compartilhar o grito de guerra “Chihuahua” e de se distinguir pelo “isqueiro de cor ocre” e outras amenidades similares… 14 meses em prisão preventiva, aguardando julgamento. Esta é a democracia espanhola, evidentemente ainda sofrendo de síndromes totalitárias.

Tanto na Itália como em Barcelona, os comitês de solidariedade 27 F se desenvolveram e são particularmente ativos. Durante os 12 meses de prisão preventiva, foram realizadas marchas de solidariedade em Barcelona e Turim. Estes comitês também são apoiados pelo comitê para a liberação de Pablo Hasél em Milão, com o qual eles colaboram.

Foi exigida uma fiança desproporcional (245.000 euros) para sua liberação, que mais tarde foi ligeiramente reduzida, mas ainda inalcançável. Estamos aguardando uma nova sentença do Tribunal Provincial, que também está sendo adiada. Não surpreendentemente, recentemente houve uma nova prisão de um réu de 27 F que entrou na Espanha vindo da França.

Pedimos a solidariedade de todos os anarquistas para que o Estado espanhol não possa encobrir suas próprias infâmias e levantar os fundos para pagar sua fiança e tirá-los desta situação inacreditável.

Solidariedade com os presos do 27F e com todos os detidos, agora 9.

Solidariedade com Ermanno, Albo, Emanuele e Danilo na prisão há 14 meses. Solidariedade com Beppe, o último detido, e com todos os outros réus. Solidariedade com Pablo Hasel.

Solidariedade com todos os prisioneiros.

COMITÊ 27F DE TURIM

Turim, 6 de abril de 2022

CONTA DE APOIO FINANCEIRO: n° IT19G0347501605000317522969 em nome de Luca Cagnassone.

Fonte: https://contramadriz.espivblogs.net/2022/04/19/italia-espana-barcelona-27f-la-destruccion-de-la-libertad/

Tradução > Liberto

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/07/01/espanha-prisao-brians-i-comunicado-dos-compas-presos-na-manifestacao-de-27-de-fevereiro/

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casa na neve
odores vindos de longe
o céu como teto

Célyne Fortin

Apelo a uma rede árabe de anarquistas

Caros camaradas,

Somos um grupo de anarquistas e libertários em formação e gostaríamos de compartilhar este chamado com você:

Convocamos nossos camaradas, indivíduos e coletivos, para uma rede de anarquistas e libertários de língua árabe e/ou que vivem no norte da África, península arábica e regiões vizinhas.

Anunciamos nossa vontade de construir essa rede para fortalecer a solidariedade, a ajuda mútua, o apoio, a discussão e a troca de críticas, novidades, conhecimentos, habilidades e experiências, teóricas e práticas.

Pedimos que você entre em contato conosco e compartilhe esta ligação com quem possa interessar.

Obrigado, saudações e solidariedade.

anarab2022@solidaris.me

anarab2022.noblogs.org

Tradução > GTR@Leibowitz__

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Pequena flor
Sol contido na cor
Ipê amarelo

Luciana Bortoletto

[Ucrânia] A batalha pelo território da antiga Makhnovshchina

A batalha pelo território da antiga Makhnovshchina. Distopia comunista primitiva nas ruínas de Hulaipole.

A cidade natal do revolucionário anarquista ucraniano Nestor Makhno está no epicentro dos confrontos com os invasores russos há várias semanas. Todos os dias eles estão bombardeando a cidade com armas pesadas e tentando invadir o sul para cercar as unidades ucranianas no Donbass. Escrevemos anteriormente sobre motins por alimentos em Pologi ocupada, perto desses locais. Para doar ao grupo de mídia online Kharkov para a restauração do tecido social da cidade e ajuda aos residentes civis, visite esta página (https://www.globalgiving.org/projects/mutual-aid-alert-for-east-ukraine/). Um par de xícaras de café em seu país, mesmo antes da guerra, poderia ser equivalente em preço ao salário diário de um trabalhador na Ucrânia!

Por assembly.org.ua | 27/04/2022

A invasão russa se desenvolveu mais rapidamente no sul da Ucrânia. Aqui eles conseguiram capturar toda a região de Kherson em algumas semanas e alcançar as fronteiras de Zaporozhye. Depois planejaram ir para o norte para cercar um grupo maciço de tropas ucranianas na região de Donetsk. Todos os planos foram quebrados pela cidade zaporozhiana de Huliaipole.

Controlada pelas Forças Armadas Ucranianas e pela Defesa Territorial Azov, esta comunidade acolhedora está a apenas 1,5 km da linha de frente. Há mais de um mês, não há água, nem eletricidade, nem gás. Não há lugar para retirar dinheiro com cartões. Não há lojas, exceto o supermercado ATB, que está aberto por duas horas e só aceita dinheiro. 95% da população já partiu. Aqueles que permanecem (em sua maioria idosos e doentes) sobrevivem principalmente da ajuda humanitária. Os residentes vivem em porões e cozinham juntos na rua.

Huliaipole é estrategicamente importante porque as estradas que levam a vários centros regionais – Donetsk, Dnipro e Zaporozhye – passam por ela. O terreno contribui muito para sua defesa. Antes da guerra, havia quase 14.000 habitantes, podemos ver empresas agrícolas, mercados, escolas, casas típicas soviéticas destruídas. Há também o centro histórico, onde foram preservados edifícios do início do século passado, incluindo a sede do exército insurgente e a casa da família Makhno.

As tropas makhnovistas não lutaram pela independência política da Ucrânia (à qual, de fato, eram indiferentes), mas defenderam seus ganhos sociais revolucionários: conselhos livres, terra camponesa e autogestão dos trabalhadores nas fábricas. Na guerra atual, os anarquistas não estão interessados na vitória de um ou outro grupo de estados predadores. Toda nossa empatia vai para os trabalhadores comuns que morrem todos os dias neste espaço sob bombas e foguetes.

Fonte: https://libcom.org/article/battle-makhnovshchina-heartland-primitive-communism-dystopia-ruins-huliaipole

Tradução > Liberto

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Vento.
A folha cai no chão
outras mais virão

Renata

Memória | A Revolução Pela Fome: O Anarquismo Brasileiro Contra a Carestia!

Por Marcolino Jeremias

Em destaque, foto de um comício popular contra a carestia de vida, organizado em maio de 1913, pelo Centro de Estudos Sociais, no Largo da Carioca, no Rio de Janeiro. No evento falaram vários oradores, entre eles, João Goncalves da Silva, Candido Costa e Orlando Correa Lopes. Durante os seus discursos, a maioria dos oradores declararam sua condição de anarquista, por isso a manchete: “O Anarquismo Já é Pregado na Praça Pública”.

No seu discurso, Orlando Correa Lopes, afirmava: “A república brasileira, modelo de liberalismo democrático, é isso aí que se vê, um monturo (monte de lixo) ignóbil de torpezas e vilanias, uma organização que é – não uma consequência – mas a própria causa do desmantelamento da sociedade em que vivemos. Falo como anarquista, e quero demonstrar ao povo que a anarquia é o regime para o qual fatalmente caminhamos, destroçando as misérias sociais da burguesia e implantando por fim, sobre esses destroços, uma nova era de paz e de justiça, de bem-estar geral e universal. Viva, pois, A Anarquia!“.

E contrariando a falsa ideia exaustivamente repetida – que na verdade era a tese policial da época, da “planta exótica” – que a maioria dos anarquistas eram elementos estrangeiros, a própria imprensa oficial registrava: “O meeting de ontem, convocado pelo Centro de Estudos Sociais e pelas associações sindicalistas revolucionárias desta capital, foi uma reunião onde se fizeram afirmações essencialmente anarquistas. E mais. Os oradores, todos anarquistas, eram todos brasileiros. E estes não são de modo nenhum vagabundos, nem perturbadores da ordem. Os perturbadores da ordem, ao contrário, estão justamente entre os que são pagos para garantirem-na, entre o pessoal da polícia, entre os componentes do corpo de segurança“.

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Sombra no mato
passarinho assovia —
avencas ao vento.

Mô Schnepfleitner

[Alemanha] Solidariedade com nossos camaradas anarquistas em Munique

Na semana passada, no dia 26 de abril, a polícia invadiu vários apartamentos, bem como a biblioteca anarquista “Frevel”: mais camaradas sendo acusados de formar uma organização criminosa. Nesse caso, as acusações são apologia ao crime. Trata-se de outra investigação do §129 em uma grande lista de investigações criminais no movimento anarquista, antifascista e antiautoritário.

A repressão contra nossos camaradas de Munique é um ataque contra todos nós. Em frente às crescentes tensões sociais referentes à militarização da sociedade e à necessidade de líderes mundiais fortes, espaços anarquistas como um local para nos unir, um local de discussão e troca sobre a nossa luta, são mais importantes que nunca.

O fato de que ideias e pensamentos direcionados à liberdade são incômodos ao Estado, que se constroem sobre tradições, nos mostra que não podemos nos surpreender com ataques contra nós e nossas estruturas. O que podemos fazer é unir forças e lutar por um mundo melhor.

Como a biblioteca anarquista “Kalabal!k”, queremos demonstrar nossa solidariedade aos nossos camaradas de Munique que encaram a repressão.

Unidos em ódio e raiva direcionada à dominação e opressão e à luta por um mundo melhor!

Fonte: https://de.indymedia.org/node/187910

Tradução > Sky

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/05/05/alemanha-munique-invasoes-residenciais-e-da-biblioteca-anarquista-pela-policia/

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Por este caminho,
Ninguém mais passa —
Tarde de outono.

Bashô

Formações Anarquistas e Autônomas Vão às Ruas na Cidade do México no May Day

Relatório da Cidade do México no May Day, quando vários grupos e iniciativas anarquistas e autônomas foram às ruas.

Na Cidade do México, uma cidade na qual a tradição revolucionária de Flores Magon, Zapata e Villa continua viva, há inúmeras celebrações do May Day. Deixando de lado as marchas escassamente atendidas organizadas pelos stalinistas, ou os grandes e sombrios desfiles liderados pelos sindicatos democratas e os mais populares “movimentos sociais” controlados pelo Morena, o partido atualmente no poder, houve ao menos três marchas que tiveram notável participação dos setores autônomos, anarquistas ou comunistas antiestatistas, todos os quais convergiram na Zocolo, a praça central da cidade.

Uma pequena, mas forte, marcha antiautoritária anunciou ao público a emergência de uma “Coordinadora Anarquista” recém formada que distribui comida, com a primeira edição de sua zine “La Grieta,” e, seguindo sua chegada à Zocalo, apoiaram os membros da comunidade indígena refugiada Triqui em busca de um retorno seguro a Tierra Blanca, Oaxaca. Na última segunda-feira, essa comunidade foi despejada violentamente de uma ocupação que já durava 15 meses no centro da cidade e sofreu uma intervenção de mais de 24 horas da polícia de motim, enquanto os membros da comunidade valentemente se recusaram a assinar um acordo e a acabar com os protestos.

Em uma marcha maior constituída majoritariamente de sindicatos estadistas, marchou também a Section 9 do CNTE, o sindicato nacional de professores, que é constituído por muitos anarquistas e antiautoritários que lutaram pelo controle do sindicato dos trabalhadores democratas.

A maior marcha antiautoritária teve início perto do La Merced, um grande mercado cuja história pode ser traçada à colonização, também uma das localidades com maior concentração de profissionais do sexo da América Latina. Essa marcha foi convocada pela Brigada Callejera, uma organização de trabalhadores e trabalhadoras do sexo que ocasionalmente se descreve como um sindicato anarquista e é aderente à Sexta Declaração da Selva Lacandona. Destacando a forma em que o terreno de lutas anticapitalistas ocorrem além dos confins da fábrica ou dos assuntos tradicionais do movimento trabalhista, os mais de 300 profissionais se uniram a centenas de proletários que vivem em comunidades autônomas e auto-organizadas na periferia das cidades.

Isso incluiu cerca de novecentos membros das nove comunidades autônomas pertencentes à Organizacion Popular Fransisco Villa de Izquierda Independiente, ou aos Panchos, como são conhecidos (veja este artigo recente para mais informações sobre os Panchos: https://polarjournal.org/2022/03/31/building-urban-autonomy-the-construction-of-a-communal-form-of-life-in-mexico-citys-peripheries/), e cerca de 60 membros da Xochitlanezi, outra comunidade revolucionária autônoma que pertence à organização Brújula Roja e que também foi alvo recente da contrainsurgência do Estado. Também compareceu à marcha um pequeno bloco anarquista, antifascista e antiautoritário que cantou A Las Barricadas e correu pelas ruas, injetando uma sensação de anarquia alegre à plácida marcha.

A banda radical La Comparza também marchou junto com internacionalistas da Itália e dos Estados Unidos e várias cooperativas autônomas de mídia. Os gritos populares incluíam “Respeto Total al Trabajo Sexual”, uma alternativa ao slogan anarquista da Revolução Mexicana “La Esquina es de quien la trabaja” e ao populista “Cuando el pueblo se levante, por pan libertad y tierra, temblerán los poderosos de la costa hasta la sierra.”

Enquanto houve inúmeras atividades do May Day por toda a cidade e o dia todo, uma que fora notável pela força e importância do feminismo na América Latina foi um encontro no dia seguinte organizado como uma ação beneficente por um grupo anti-encarceramento/abolicionista anarcofeminista. O evento teve início com uma discussão sobre violência intrafeminista – tocando em temas frequentemente vistos como tabu sobre a violência que ocorre em espaços separatistas (sem homens cis) “livres de violência”, a lógica carcerária na qual o feminismo punitivista é baseado e o cancelamento, e a discussão do emaranhamento histórico do patriarcado, colonialismo e da emergência dos sistemas modernos de encarceramento. Uma rifa para arrecadação de fundos para feministas abolicionistas incluiu prêmios doados por herboristas, tatuadores, pela já mencionada Brigada Callejera e outros. Aqui, a rifa – uma prática popular entre as comunidades proletárias, anarquistas e autônomas no México – trouxe um contraponto às práticas comuns das ações beneficentes do Norte Global.

Fonte: https://itsgoingdown.org/anarchist-and-autonomous-formations-hit-the-streets-of-mexico-city-on-may-day/

Tradução > Sky

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Todos dormem.
Eu nado na noite que
entra pela janela.

Robert Melançon

[Espanha] Assim os comunistas assassinaram 12 anarquistas em Barcelona

Por Manuel Aguilera Povedano

O juiz Josep Vidal recebeu um caso complicado em 10 de maio de 1937. Haviam aparecido vários cadáveres não identificados em um vinhedo nas imediações de Barcelona e ele, com apenas 30 anos, era o eleito para investigá-lo. Naquela mesma tarde chegou a Cerdanyola com três agentes e o médico forense. Não ia ser nada fácil. Anotou em sua caderneta que havia “doze cadáveres, com as caras muito sujas, e começando a se decompor, apresentando, aparentemente, sinais externos de violência”.

A coisa estava feia. Em plena guerra contra o fascismo, comunistas e anarquistas acabavam de se enfrentar nas ruas de Barcelona nos chamados Feitos de Maio e agora, quando parecia que a situação se acalmasse, aparecia isto. Os corpos estavam de boca para cima e ao longo do caminho e vários apresentavam tiros na cabeça feitos a pouca distância. Estava claro que haviam sido executados em outro lugar e abandonados ali. Se não, algum vizinho teria escutado disparos. “Aqui há marcas de pneus. Parecem de caminhonete”. Era a primeira pista. Se via claramente como um veículo havia manobrado para dar a volta. Não havia nada mais importante. Só um pacote de cigarros e um pedaço de corda manchados de sangue.

A grande incógnita era saber quem eram. Não havia nenhum documentos nos bolsos nem nada identificativo. Os camponeses da região não tinham nem ideia. Tampouco os cinquenta curiosos que observavam a cena com cara de espanto. Em Barcelona havia nesse momento um caos de denúncias de desaparecidos porque comunistas e anarquistas estavam ainda liberando os prisioneiros. Durante os combates houve 218 mortos, mas isto era outra coisa. Estes não tinham caído em um combate de rua, tinham sido selvagemente torturados e executados. “Como são da CNT vão nos foder bem”, comentou um dos agentes. Outro se aproximou de um dos cadáveres e mostrou aos demais o bordado da camisa: “CNT”. “Vão nos foder bem”, murmurou o juiz.

O juiz ordenou fotografar os cadáveres e transladá-los ao depósito judicial de Barcelona. Cedo ou tarde alguém viria reclamá-los e poderiam identificá-los. Assim seria com todos menos com dois. Mesmo 83 anos depois, ainda não se sabe seus nomes.

Em 12 de maio Solidaridad Obrera publicou que em Cerdanyola “uma misteriosa ambulância da saúde abandonou os cadáveres, barbaramente massacrados, de 12 militantes das Juventudes Libertárias”. A autopsia determinou que haviam sido “golpeados, maltratados ou torturados antes de seus fuzilamentos”. A instrução do caso estava pondo o jovem juiz em um terrível compromisso. Os assassinos pareciam estar bastante claros e tinham muito poder. PSUC e PCE mandavam mais que nunca nos governos catalão e central. Os testemunhos iam esclarecendo uma história que poderia derrubar a retaguarda republicana.

Uma semana antes, em 4 de maio de 1937, as seis da tarde, cinco jovens anarquistas se reuniram no bairro de Sant Andreu. Levavam alguns fuzis e queriam somar-se à luta contra o PSUC e ERC que havia começado no dia anterior. O mais jovem, Joan, de 20 anos, dirigia. O maior, Jose, de 33, ia a seu lado. Atrás se sentaram Francisco, César e Juan Antonio. “Por onde vamos? Está tudo cheio de barricadas”, perguntou um. Transitar por Barcelona era um suicídio. Uma rua era anarquista e outra comunista. “Vamos à Casa CNT-FAI, não? Melhor evitar o centro. Eles controlam o Paseo de Gracia”.

O destino era a Vía Laietana assim que preferiram dar uma volta pelo Parc da Ciutadella. Ignoravam que ali haviam se instalados milicianos da Coluna Carlos Marx e todos os acessos eram uma armadilha. Quando iam pela rua Pujades ouviram uns disparos e uma barricada lhes impediu a passagem. Em seguida se viram rodeados por “uns indivíduos que usavam boina com uma estrela vermelha”. “Cinco golpistas!”, gritou um dos comunistas. “Levem-nos ao quartel e que confessem”.

Ali, em umas celas do Quartel Carlos Marx, estiveram golpeando-os de um em um. Nas horas seguintes chegaram mais cenetistas detidos nas imediações. Agustín, ferroviário; Santos, curtidor com quatro filhos; e Carles, um tenente da Coluna Durruti que estava de licença. Logo chegou Joaquín, de apenas 18 anos, militante ativo das Juventudes Libertárias de Gracia. O dia acrescentou mais dois detidos, de 18 e 55 anos. O jovem levava as siglas “CNT” bordadas na camisa. No total, eram onze nas celas.

Em Sant Andreu se inquietavam porque não sabiam nada de seus companheiros. No dia seguinte, quatro anarquistas saíram em sua busca. Realizaram o mesmo trajeto que eles até que em Poble Nou uns vizinhos lhes avisaram de que seguir em carro era um suicídio. Decidiram continuar a pé, com o fuzil bem preparado, mas não evitaram a emboscada. Houve um tiroteio e um caiu ferido de morte: Toni, de 20 anos. Outro ficou detido: Lluís, de 19.

Os 12 detidos do Quartel Carlos Marx sofreram maltratos durante três dias. Golpearam-nos com culatras de fuzil, lhes cortaram com facas… Até que chegou a paz em 7 de maio. Os carcereiros tiveram que decidir: liberá-los e arriscar-se a uma denúncia por tortura ou desfazer-se deles. Os fuzilaram nesse mesmo dia e levaram os corpos a Cerdanyola.

A mãe do mais jovem, Joaquín, estava movendo céus e terra buscando seu filho. As pistas a levaram até o Quartel e ali se apresentou. Lhe responderam que se equivocava, que seu filho não estava ali. E era verdade. Seu corpo jazia já em Cerdanyola. Também o buscava seu irmão maior, Alfredo, que era um conhecido dirigente das Juventudes Libertárias. Como podia dar muitos problemas, também o assassinaram e seu cadáver ainda não apareceu.

O juiz Josep Vidal desistiu de avançar na investigação. Não se atreveu a mandar a polícia ao quartel comunista. Sem provas conclusivas, a Audiência encerrou o caso mas a CNT não estava disposta a esquecer. Empreendeu sua própria investigação secreta e identificou os supostos assassinos. Existe um informe manuscrito no Arquivo de Salamanca* com o nome dos culpados, seu cargo e seu domicílio. Não se sabe se sofreram represálias. A CNT preparou também um plano de vingança pelos Fatos de Maio, mas essa é outra história.

Estes são os 12 mártires de Sant Andreu:

  1. Joan Calduch Novella. 20 anos. Natural de Arenys de Mar. Solteiro. Vivia em San Andrés, rua Bartrina 31, bajos.
  2. José Villena Alberola. 33 anos. Vivia com seus pais e irmão na rua Estevanes 14, principal primera, do bairro de A Sagrera de Barcelona.
  3. Francisco Viviana Martínez. 27 anos. Natural de Valência. Casado com Montserrat Uch Moré e com dois filhos: Josefa e Francisco.
  4. César Fernández Pacheco. 25 anos. Natural de Barcelona. Solteiro. Vivia com sua irmã e cunhado na rua Montepellier, 32 bajos.
  5. Juan Antonio Romero Martínez. 24 anos. Natural de Águilas (Murcia). Solteiro.
  6. Agustín Lasheras Cosials. 25 anos. Natural de O Vendrell. Solteiro. Ferroviário. “Desconhecido número 6”.
  7. Santos Carré Poblet. 30 anos. Casado. Quatro filhos. Curtidor. Vivia em Passatge Serrahima, 4, 2º (Poble Sec).
  8. Carles Alzamora Bernad. 27 anos. Natural de Cuba. Solteiro. Ferroviário. Tenente da Coluna Durruti. “Desconhecido número 1”.
  9. Joaquín Martínez Hungría. 18 anos. Dependente em uma loja. Militante das Juventudes Libertárias de Gràcia. “Desconhecido número 4”.
  10. Lluís Carreras Orquín. 19 anos. Natural de Barcelona. Solteiro. Sargento de Milícias.
  11. Desconhecido. 18 anos. “Desconhecido número 3”. Levava o bordado da CNT.
  12. Desconhecido. 55 anos. “Desconhecido número 2”.

Como dissemos, outros dois implicados no relato foram assassinados: Antoni Torres Marín (20 anos) e Alfredo Martínez Hungría (uns 24 anos).

Agradeço a Agustín Guillamón que me facilitou o informe judicial que publicou em seus livros La represión contra la CNT y los revolucionarios (2015) e Insurrección (2017). Agradeço também a Jordi Bigues suas investigações a respeito. Publicou suas conclusões neste artigo¹ de 2018.

*”Os indivíduos que executaram os 12 companheiros de Sardañola e seus prêmios”. Centro Documental da Memória Histórica. Salamanca. PS Barcelona. Caixa 178 nº 49.

Fonte: https://manuelaguilerapovedano.wordpress.com/2020/05/03/asi-asesinaron-los-comunistas-a-12-anarquistas-en-barcelona/

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vento de outono
carrega das secas folhas
o tempo passado.

Wagner Marim

[Bielorrússia] Anarquistas condenados no “caso Pramen”

Em 22 de abril, foi pronunciado o veredito no chamado “caso Pramen”. Aliaksandr Bialou, Jauhen Rubashka, Artsiom Salavei foram condenados a 5 anos de prisão, outro Artsiom Salavei – a 4,5 anos. O agravante é desconhecido, uma vez que o julgamento foi realizado à porta fechada.

Aliaksandr e Jauhen foram presos em 29 de julho de 2021 e acusados de participação nos protestos de 2020. Dois ativistas chamados Artsiom Salavei (homônimos) foram detidos uma semana depois. Durante a investigação, o coletivo de mídia anarquista Pramen e seu site e redes sociais foram reconhecidos como uma formação extremista. Os caras foram acusados de promover atividades extremistas em nome do coletivo.

Em 2020-2021, todos os réus já haviam sido detidos por vários protestos e presos por curtos períodos.

Tradução > dezorta

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2018/05/14/bielorrussia-ministerio-da-informacao-bloqueou-o-espelho-do-site-pramen/

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Na hora do rush
o cheiro do incenso acalma:
hare-krishnas dançam.

Anibal Beça

[Espanha] Zaragoza: Dois companheiros antifascistas em julgamento por retirar símbolos fascistas da rua

Participe da concentração em repúdio a este processo no dia 11 de maio às 09h30 às portas da Cidade da Justiça em Zaragoza (Aragão).

Desde a Coordenadora Antifascista de Zaragoza e da Sare Antifaxista todo nosso apoio aos companheiros antifascistas que querem processar por retirar símbolos fascistas das ruas.

A repressão contra eles continua, nossa solidariedade também!

CNT Zaragoza expressa seu total apoio a estes dois companheiros, ecoando suas palavras quando dizem que “a eliminação de todos os símbolos fascistas não é um crime, mas um dever”.

Eles andaram pela cidade cansados de ver como nem o Governo de Aragão, nem a Prefeitura de Zaragoza fizeram nada para retirar símbolos fascistas das ruas de nossa cidade, então eles colocaram a escada nos ombros e foram tirando uma a uma até que a polícia os parou“.

>> Vídeo da CNT: https://youtu.be/soKdkLBDcR8

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uma pétala de rosa
no vento
ah, uma borboleta

Rogério Martins

Filme sobre os relojoeiros anarquistas da Suíça leva grande prêmio na Coreia

O filme Unrest (agitação, ou desassossego, em inglês), do suíço Cyril Schäublin, colheu essa semana seu segundo prêmio internacional meses antes de seu lançamento nos cinemas, previsto para outubro. Num passeio com o crítico britânico Christopher Small alguns dias antes da premiação, Schäublin divagou sobre cinema e a paisagem de Jeonju. 

Por Christopher Small | 09/05/2022

Em fevereiro, o cineasta suíço Cyril Schäublin levou para casa o prêmio de melhor direção na seção Encounters do Festival de Berlim por seu filme Unrest, um singular retrato em longa-metragem do florescimento rápido do anarquismo entre os relojoeiros suíços nas colinas de Saint-Imier, cantão do Jura, no século XIX.

Na esteira deste triunfo em Berlim, o filme de Schäublin foi selecionado para a competição internacional do Festival Internacional de Cinema de Jeonju, na Coréia do Sul – sem dúvida o primeiro de muitos outros grandes festivais no horizonte.

Graças ao seu generoso aparato de financiamento e sua ênfase arriscada na experimentação radical, o festival é uma prestigiada incubadora de filmes internacionais independentes. Em pouco tempo Schäublin deixou sua marca em Jeonju: na quarta-feira (4 de maio), o filme levou o prêmio de melhor filme na competição internacional.

Conversa de passeio

Encontrei Schäublin no lobby de nosso hotel durante sua estada na Coreia e partimos para um passeio pelo Jeonjuchun, o rio que atravessa o centro da cidade. No final do dia, a luz que atravessa Jeonjuchun, uma cidade baixa com abundantes fachadas de vidro viradas umas para as outras, é espantosa.

Enquanto caminhávamos e falávamos, Schäublin foi eloqüente ao discutir seu filme, mas distraído, sua atenção atraída por muitas das formas de luz solar pálida que se refratava como grades nas paredes cinzentas ao nosso redor.

O rigoroso, mas bem-humorado filme de Schäublin, é tão rico quanto estranho, para emprestar a expressão shakespeareana. A Europa de 1876 era marcada pelo rápido avanço do capitalismo e pelo espectro do comunismo libertário na consciência coletiva. Poucos lugares no continente experimentaram, nesse período, uma democracia radical e uma industrialização tão profunda e abrangente como a Suíça, que aqui é retratada como um lugar de grande convulsão política, mas também prenhe de emoções reprimidas.

A “agitação” do título, no original ‘Unruhe’ (em alemão) ou ‘unrest’, é a mesma palavra usada para um componente indispensável na relojoaria, também conhecido como ‘roda de balanço’.

A protagonista (Clara Gostynski) passa seus dias encaixando com mãos firmes cada novo mecanismo com uma pequena pinça. Sem a agitação, o sistema orquestral de relojoaria nesses relógios deixaria de funcionar; a própria cronometragem perderia seu significado.

As transformações paralelas que moldam o mundo dos relojoeiros são as do tempo padronizado – contra o qual o próprio município resiste, com seus quatro fusos horários – e da anarquia, representada pela chegada do cartógrafo e pensador anarquista Pyotr Kropotkin à região. (O filme se inspira em suas memórias).

A perspectiva anarquista

Sobre Kropotkin, Schäublin fala dele com carinho, mas, sobretudo, como um vetor para outras idéias. Quando você começa a investigar essa história do anarquismo, da relojoaria e da região, “você se depara com ele muito rapidamente”, diz-me ele. 

“Nas memórias de Kropotkin ele fala muito sobre a Suíça, sobre essas oficinas de relojoaria, sobre a quantidade maciça de seu pensamento político e filosófico que ali se desenvolveu”.

No entanto, Kropotkin não é uma figura heróica, mas sim um observador de bom humor, trabalhando pacientemente em seus mapas e interagindo com os habitantes da cidade, inclusive com a polícia local, que freqüentemente e educadamente bloqueiam sua passagem por várias ruas da cidade por razões as mais arcanas.

“Com certeza, a idéia de que deveríamos falar tanto sobre esses anarquistas famosos – Bakunin, Kropotkin, Emma Goldman – é questionável de uma perspectiva anarquista”, diz Schäublin. “Eu sabia que tinha que resistir a esse impulso de centralizar meu filme em torno de figuras específicas em vez de no movimento coletivo, ou nas pessoas simples que tentam trazê-lo à sua realidade”.

Em meio a uma frase, Schäublin avança para tirar outra fotografia, com sua Leica de 35mm, de um retângulo de luz solar empoeirada iluminando o entulho em um terreno baldio entre dois edifícios. Ao voltar, ele pede desculpas e murmura palavras impressionadas sobre um poste de iluminação nas proximidades, antes de voltar à sua linha de raciocínio: “Sim, é o 150º aniversário do nascimento do movimento anarquista em Saint-Imier este ano, que cai exatamente quando nosso filme estará sendo visto pela primeira vez. Uma estranha e feliz coincidência”.

Quando a Suíça abrigava a revolução

Schäublin pesquisou o assunto intensamente, aproveitando-se do trabalho de seu próprio irmão antropólogo, assim como de várias fontes acadêmicas altamente credenciadas de toda a Suíça.

“Bakunin morreu em Berna. Estudantes russos vinham em hordas a Zurique. A Suíça foi um dos primeiros lugares onde mulheres podiam estudar na universidade, por exemplo. Eles vieram e tiveram acesso à literatura revolucionária dos anos 1870, o que era proibido na maioria dos países europeus, especialmente em monarquias como a Alemanha e a Itália”. Ele se afastou novamente antes de acrescentar: “Na Suíça, os anarquistas imprimiam jornais e os contrabandeavam por toda a Europa. “Até mesmo”, disse ele sorrindo e olhando diretamente para mim, “para a Inglaterra”.

Nossa conversa é fragmentada; as idéias, num contínuo vai-e-vem, se misturam entre as inúmeras distrações do mundo, às quais Schäublin mostra-se sobrenaturalmente sensível. Esse caos delicado parece apropriado para o realizador de um filme sobre como suportar um pouco de caos pode reequilibrar uma vida de trabalho, sobre como caminhos ocultos só se revelam quando de alguma maneira são reencenados.

Além disso, as cenas feitas com diálogos simples têm um caráter inusitado em ‘Unrest’; Schäublin dispensa os cenários típicos, costurando suas imagens para que os intérpretes não apareçam em cena enquanto falam, mas somente depois de terem deixado de falar.

Estamos agora nos aproximando do rio, deixando para trás as ruas frenéticas do centro da cidade, passeando como os dois personagens aristocráticos que discutem seriamente a teoria anarquista na cena de abertura do filme.

Quando observo que nunca vi pessoas falando – resmungando, na verdade – dessa maneira em um filme histórico, ele parece feliz. “Bem, algo que me surpreende na maioria dos filmes históricos é que as pessoas parecem falar de maneira excessivamente empolada – como se cada palavra importasse, e muito. Mas eu apenas tentei imaginar que no século XIX havia tanta casualidade na linguagem como hoje”.

História como ficção científica

Ele aprendeu algo essencial com o famoso cineasta português Rui Poças: tratar filmes de ficção histórica como se fossem ficção científica. “Ele quis dizer: com a mesma liberdade. Fazer filmes em qualquer dos gêneros é como fazer uma construção completa. Muitos cineastas se sentem naturalmente obrigados, ao realizarem um filme histórico, a fazer justiça a alguma coisa. Mas não, você tem que assumir que se trata de uma experiência livre também”.

Vemos uma garça descer o rio, tomar um breve banho perto da margem, e depois decolar novamente. E o elenco não-profissional, pergunto eu, formado por amigos e verdadeiros relojoeiros do vale?

“Com certeza é intimidante encontrar-se de repente com uma equipa de vinte e cinco pessoas e mais outras cinco vestindo você com trajes de todos os lados, ainda mais quando você nunca esteve diante da câmera. Mas algumas dessas pessoas, mesmo amigos de toda a vida, eu só considero os seus rostos”.

Durante a nossa conversa, Schäublin sempre fala de seus intérpretes desta maneira, com profundo amor e respeito. “Sei o que me toca neles, depois de incontáveis jantares juntos, incontáveis noites partilhadas. Fazer o filme é procurar esses detalhes que vejo em nossa vida de amigos”.

Fonte: https://www.swissinfo.ch/por/filme-sobre-os-relojoeiros-anarquistas-da-su%C3%AD%C3%A7a-leva-grande

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/03/25/suica-resenha-do-filme-unrest-uma-meditacao-sublimemente-peculiar-e-divertida-sobre-anarquia-e-relojoaria-na-suica-dos-anos-1870/

agência de notícias anarquistas-ana

Muita brisa à noite.
Dos jasmineiros da rua,
perfumes e flores.

Humberto del Maestro

 

[Grécia] Chamada de apoio ao Coletivo Autônomo de Atividade Gráfica de Ioánnina – “Titivillus” – para a compra de novos equipamentos.

O Coletivo Autônomo de Atividade Gráfica de Ioánnina “Titivillus” se formou no verão de 2017 com o objetivo de dedicar nosso tempo e esforço à impressão e distribuição de material com conteúdo anarquista/antiautoritário/autônomo feito por coletivos e indivíduos. Por meio deste texto estamos divulgando uma campanha de arrecadação de fundos para melhorar nossa infraestrutura com a compra de uma máquina dobradora/encadernadora e um grampeador industrial. Calculamos que vamos precisar de cerca de três mil euros para a compra desse equipamento já usado.

Os grupos e indivíduos que queiram contribuir podem se comunicar conosco através do email: titivillus@espiv.net

Apresentação da nossa iniciativa

O Coletivo Autônomo de Atividade Gráfica de Ioánnina “Titivillus” está sediado em um espaço alugado do Laboratório Antiautoritário F451 em Ioánnina, Grécia. Temos uma impressora offset monocromática 35×50 cm (Roland Practica 00) que foi fornecida pelo Coletivo “Druck!” (Tessalónica, Grécia) e uma guilhotina de papel. Desde a instalação de nossas máquinas (17 de dezembro de 2017) até hoje já imprimimos dezenas de conteúdos anarquistas/antiautoritários/autônomos. Nosso nome é derivado do demônio “Titivillus”, que dizem ter sussurrado nos ouvidos dos monges copiadores para confundi-los e causar erros. Mesmo após a invenção das tecnologias de impressão, confirmamos que ainda hoje o diabo continua seu incansável esforço, uma representação imaginária do Titivillus é refletida em nosso logotipo.

Valores e modo de trabalho

Nossa iniciativa se beneficiou da experiência de coletivos gráficos anteriores: o coletivo “Rotta” de Atenas (fundado em 2006, sediado na ocupação “Villa Amalias”) e o “Druck!” em Tessalônica (se fundiu a outro grupo em 2014 e atualmente está sediado na ocupação “Terra Incognita”). Embora não formemos um coletivo político em sentido literal, compartilhamos um código comum de valores graças à participação ativa de nossos membros nas lutas sociais.

Após discussões, decidiu-se o seguinte:

– Não queremos imprimir material destinado ao uso comercial, para grupos que funcionam de forma hierárquica, que tenham como objetivo a tomada do poder ou da administração, seja no cenário político central ou na universidade, que tenham entre seus membros patronos ou funcionários das forças de segurança, que tenham exercido em grupo ou por seus membros a violência dentro do movimento (física, sexista, etc.), que tenham utilizado ou utilizem os meios convencionais de comunicação para a divulgação de seus objetivos (com exceção dos presos). Também não gostaríamos de usar nossos esforços para imprimir textos internos que acusem/ataquem indivíduos ou grupos do movimento, os fotografem ou coloquem em risco. Por fim, levando em conta que a divulgação do discurso anarquista/antiautoritário/autônomo não se faz apenas por meio de textos analíticos, também imprimimos obras pessoais de Compas, como poemas, textos literários, etc.

– Como não é possível prever todos os casos que podem nos causar dúvidas, analisamos cada demanda de impressão separadamente. Isso pode incluir contatos pessoais com indivíduos ou grupos que tenham solicitado uma impressão a fim de resolver quaisquer problemas.

– Sobre a cobertura do custo de impressão, informamos os grupos interessados sobre o gasto, que inclui apenas o custo dos materiais (placa metálica, papel, tinta, etc.). Em seguida, deseja-se que os coletivos acrescentem uma contribuição voluntária definida por eles mesmos e que serve para o sustento do nosso coletivo. Este apoio destina-se (i) à aquisição de insumos, (ii) à manutenção e melhoria dos nossos equipamentos e (iii) à contribuição para o aluguel do espaço que nos abriga. Nenhuma remuneração está incluída para nossos membros que lidam com a impressão.

Coletivo Autônomo de Atividade Gráfica de Ioannina Titivillus

Março de 2022

rebel-kollektiv.tk

>> Vídeo (12:04) da Gráfica de Ioánnina “Titivillus”, com legendas em espanhol:

https://www.youtube.com/watch?v=FB7sS9OWxbQ&t=706s

Tradução > Mauricio Knup

agência de notícias anarquistas-ana

Navalha de barba:
numa só noite enferruja,
ó esta chuva de maio!

Boncho

[Espanha] Contra a candidatura dos Jogos Olímpicos de Inverno nos Pirineus

Com todos os alarmes planetários tocando a todo vapor. Com as Nações Unidas alertando para a necessidade urgente e incontornável de reduzir o inevitável aquecimento global do planeta em pelo menos 1,5ºC antes de 2030. Com uma crise econômica praticamente endêmica. A única coisa que ocorreu à classe política dominante é um vôo para a frente, em direção ao precipício, na forma dos Jogos Olímpicos de Inverno, com tudo o que isso implica. Porque nestes tempos em que a neve se recusa a cair e a maioria das pistas de esqui são alimentadas por poderosos canhões que geram neve artificial e devoram reservas de energia e água; não há nada mais absurdo do que planejar um evento mundial dessa magnitude nos Pirineus. Num ambiente de trabalho como o representado pela sazonalidade das pistas de esqui e pela própria precariedade do setor do turismo; antes de enfrentar esse problema trabalhista, ou antes de tentar buscar alternativas trabalhistas que contribuam para a fixação da população, a única coisa que lhes ocorreu foi procurar cada vez mais atrações turísticas para continuar precarizando as relações de trabalho e destruindo a paisagem e esvaziando as cidades.

Eles nos preocupam. Estamos muito preocupados com os macroprojetos pensados ​​para continuar sendo mais do mesmo. Por mais que o vice-presidente do Comitê Olímpico Internacional Juan Antonio Samaranch Jr. (parece que esses cargos têm alguma realeza) insiste em afirmar que os Jogos Olímpicos agora não são como antes. Que agora são muito respeitosos com o meio ambiente e que geram riqueza e bem-estar social. Mas acontece que já ouvimos essa música muitas vezes. E ouvimos isso tantas vezes que nos dá vergonha ouvir o próprio Samaranch admitir que eles estavam mentindo antes, mas não mais. Da mesma forma que nos dá vergonha ouvir os políticos falarem sobre os desafios de aplicar as diretrizes de desenvolvimento da agenda 2030, ao mesmo tempo em que apoiamos esses projetos que continuam sendo mais um passo no esgotamento de recursos e territórios. Chama-se cinismo, mas não cinismo no sentido filosófico, mas cinismo no sentido mais pejorativo.

Mas o que mais nos preocupa é o grande silêncio que envolve este evento. Não sabemos se isso se deve à habilidade demonstrada pelos políticos aragoneses e catalães em transformar tudo o que tocam em uma estúpida briga de galos. Parece que é assim que eles mantêm o sentimento patriótico entretido, ou encobrem possíveis dissidências com barulho, muito barulho. Ou, certamente, é uma mera questão de ocultação de dissidência. Tente que nossas vozes não apareçam em lugar nenhum. Tentar que nossos protestos não ocupem uma única manchete, nada mais do que nos criminalizar. Embora as ausências da intelectualidade tenham sido muito clamorosas há muito tempo. As vozes de protesto de figuras públicas ficaram em silêncio por muito tempo.

Em suma, da Fraga CNT-AIT em Alto Aragão sempre defenderemos o bem-estar das pessoas em harmonia com o território. A despesa com a organização dos Jogos Olímpicos poderia servir para desenvolver uma cobertura de saúde primária que inclua também hospitais próximos, facilmente acessíveis por transporte público, a todas as populações do mundo rural mais isolado. Garantir a assistência, independentemente de residir no lado aragonês ou catalão. Pode servir também para recuperar os serviços de ambulância desaparecidos em algumas zonas rurais de Aragão, com quase nenhuma explicação por parte dos responsáveis ​​pela pilhagem da Saúde Pública a favor da Saúde Privada; estamos falando, sim, dos líderes políticos, encarregados de administrar nossos recursos. Porque são nossos, não de Amâncio Ortega ou de qualquer empresário sem escrúpulos brincando de ser amigo do povo. A saúde é nossa, não só porque a pagamos, – com o correspondente desconto que o Estado faz em nossa folha de pagamento e por meio de impostos -, mas porque dela necessitamos como um bem inalienável. Não nos esqueçamos. E, claro, essa despesa também deve servir para desenvolver uma economia de acordo com o território que as pessoas habitam. Longe de desenvolvimentismos absurdos. Chega do “milagre franquista” do turismo! Ainda é tempo de mostrar que o regime de Franco ficou para trás e que somos capazes de pensar uma economia que respeite o meio ambiente, o mundo rural, as pessoas que o habitam e, no mínimo, cumpra os objetivos estabelecidos na agenda 2030.

Por tudo isso, dizemos não aos Jogos Olímpicos e incentivamos toda a população a mostrar sua rejeição.

Fraga no Alto Aragão, abril de 2022

CNT-AIT Federação Local de Fraga

CNT/AIT

Federação Local de Fraga

Pº Barrón-Cegonyer, 6, 3º, C.P. 22520 Fraga

Telefone 626492992, Fraga AT cntait.org

http://bajocincalibertario.blogspot.com.es
https://www.facebook.com/CNT-AIT-Fraga-824038131322025

Tradução > GTR@Leibowitz__

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Uma borboleta
Na minha pequena rua
Uma floricultura

Suemi Arai

[EUA] Lançamento: “O peso das estrelas: a vida do anarquista Octavio Alberola”

Agustín Comotto (autor); Octavio Alberola (tema); Paul Sharkey (tradutor)

Da Guerra Civil Espanhola à atualidade — a história de uma vida extraordinária.

Octavio Alberola passou mais de oitenta anos pensando, vivendo e formulando sua vida sob uma perspectiva anarquista. Ele pertence a uma geração de protagonistas em alguns dos eventos mais notáveis do século XX: a Revolução Espanhola, a ditadura do General Francisco Franco, os conflitos internos do movimento anarquista internacional e as grandes lutas sociais do mundo inteiro. Ele fora exilado ao México em sua juventude e conheceu a precariedade da vida à margem. Seus conhecidos incluem García Oliver, Che Guevara, Cipriano Mera, Federica Montseny, Félix Guattari, Daniel Cohn-Bendit, Régis Debray, Stuart Christie, Rigoberta Menchú e Giangiacomo Feltrinelli.

Nessa biografia notável e densa, Agustín Comotto aproxima o leitor e leitora do militante veterano, recordando façanhas dramáticas e discutindo arte, física, vida familiar, e história política. Nascido em 1928 e ativo nas lutas sociais desde a adolescência, Alberola transmite ensinamentos duramente aprendidos; o mais importante de tudo: nunca tolera o pessimismo.

“Octavio Alberola é a ameaça vermelha que une e atribui significado às lutas anarquistas da República [Espanhola], à luta contra Franco, às revoltas e ações armadas da década de setenta, e até às novas reformulações do anarquismo em um mundo globalizado. A história e a reflexão sobre sua vida e sobre os tempos que este livro, pelo escritor e ilustrador argentino Agustín Comotto, apresenta permite — através do uso habilidoso de duas vozes representando duas gerações — uma análise balanceada dos fatos… O livro nos insere ainda nas contradições e dúvidas, nas certezas e compromissos éticos […], que sempre guiaram a vida de Alberola, e sua reformulação perpétua das ideias anarquistas e do significado da luta.” — Xavier Montanyà, jornalista, cineasta e autor de Pirates of Freedom.

Agustín Comotto é autor e ilustrador, nascido na Argentina, mas que já viveu no mundo inteiro. Já desenhou e/ou escreveu livros nos Estados Unidos, França, México, Argentina e Espanha. Vencedor do prêmio A la Orilla del Viento no México, é autor de Prisoner 155: Simón Radowitzky.

Paul Sharkey é um dos tradutores mais conhecidos e respeitados dos escritos anarquistas dos últimos trinta anos. Suas outras traduções incluem Nestor Makhno: Anarchy’s Cossack de Alexander Skirda e Anarchism and Workers’ Self-Management in Revolutionary Spain de Frank Mintz.

The Weight of the Stars: The Life of Anarchist Octavio Alberola

Agustín Comotto (autor); Octavio Alberola (tema); Paul Sharkey (tradutor)

Editora: AK Press

Formato: impresso

Encadernação: pb

Páginas: 348

Lançamento: 1º de março de 2022

ISBN-13: 9781849354080

$22.00

akpress.org

Tradução > Sky

agência de notícias anarquistas-ana

ave calada —
ninho em silêncio
na madrugada

Carlos Seabra

Vídeo | Apoie A Luta por Liberdade no Curdistão

A revolução no Curdistão  não enfrenta apenas ataques do Estado fascista da Turquia. Agora o Iraque também ataca a região montanhosa do Shengal. A população promete resistir, e para isso toda ajuda e solidariedade internacional é fundamental! É preciso agir agora!

A Antimídia em parceria com companheirys em Rojava e com subMedia, transmite este chamado para a ação.

>> Veja o vídeo (04:50) aqui:

https://antimidia.org/apoie-a-luta-por-liberdade-no-curdistao/

agência de notícias anarquistas-ana

primeira manhã gelada –
na luz do sol, o hálito
do gato que mia

David Cobb

 

[São Paulo-SP] Ato em solidariedade aos Yanomani, 09 de maio

SOLIDARIEDADE AOS YANOMAMI E A TODOS OS POVOS INDÍGENAS EM LUTA!

No dia 25 de abril foi divulgada a informação de que uma jovem yanomami de 12 anos foi sequestrada, estuprada e morta por garimpeiros que invadiram a Terra Indígena localizada no norte do estado de Roraima. A tia da jovem tentou impedir o sequestro e uma criança que a acompanhava foi jogada no rio pelos invasores e até o momento está desaparecida. Alguns meses antes, duas crianças yanomami foram sugadas e mortas por uma máquina dos garimpeiros enquanto nadavam em um rio perto da comunidade em que viviam.

Esses casos intoleráveis são algumas das tantas violências sistemáticas realizadas contra os povos indígenas habitantes deste território atualmente chamado Brasil que foram divulgadas nos últimos meses na imprensa e nas redes sociais. Porém, é importante ressaltar: esses ataques não são isolados, são parte do processo colonial em curso que já dura mais de 5 séculos. Das velhas caravelas dos invasores europeus que chegaram aqui em 1500 até os ataques de garimpeiros, passando pela invasão de suas terras por grileiros, pecuaristas, militares, madeireiras, da construção de Belo Monte e outros tantas situações. Dos campos de concentração e tortura construídos pela ditadura civil-militar brasileira até o recente projeto de Marco Temporal, que busca expulsar os povos originários de suas terras, e das constantes tentativas de evangelização, seja pelos jesuítas em séculos passados ou pelas igrejas evangélicas dos últimos anos.

Hoje, só no território controlado pelo Estado brasileiro, são mais de 300 povos diferentes que falam mais de 150 línguas, a maioria ameaçados pelo projeto do capitalismo e do Estado, disseminadores da ideia de que a terra é fonte de recurso, de commodities, de matéria-prima, de lucro. E para isso, tingem sem parar esta terra de vermelho-sangue.

Neste contexto, mais do que nunca, é necessário gritarmos: não existe vida possível dentro do capitalismo e do Estado, pois ambos são sistemas gêmeos que promovem a morte e a destruição. 

Solidariedade irrestrita aos povos indígenas em luta pela vida!

É preciso barrar o extermínio em curso!

FORA GARIMPO!

Fonte: https://edicoesinsurrectas.noblogs.org/post/2022/05/06/ato-em-solidariedade-aos-yanomami/

agência de notícias anarquistas-ana

Final de tarde—
as andorinhas pousam
em nossos varais

R. B. Côvo

[Holanda] R.A.A.K. Novo Centro Social de Amsterdã

O novo centro social ocupado R.A.A.K. (Radikale Anti-Anti Kraak) abre suas portas. Envie um e-mail para se envolver ou para visitar.

Objetivos

Somos abertamente anarquistas e usamos métodos que buscam construir poder coletivo contra e além do poder do Estado e do capitalismo. Queremos que este espaço seja acolhedor, que encoraje educação e participação. Buscamos fortalecer e criar laços de solidariedade para apoiar coletivamente uns aos outros e lutar contra o que nos oprime. Qualquer um que concorde com esses objetivos e está disposto a participar ativamente é bem-vindo a ajudar a organizar e gerir o espaço. Imaginamos e trabalhamos para criar um mundo no qual todos e todas possam ser realmente livres, um mundo sem hierarquia e opressão.

Princípios

Apoio Mútuo – Agimos juntos em benefício compartilhado através da troca voluntária de recursos e serviços.

Poder Distribuído – Ninguém tem mais poder que os outros e outras. As pessoas trabalham juntas em pé de igualdade.

Ação Direta – Criar a mudança ou destacar os problemas na comunidade sem depender do governo ou de outros métodos indiretos para alcançar os objetivos.

– Não trabalhamos com empresas ou com o setor privado
– Não trabalhamos com a polícia ou com o Estado
– Somos contra todas as formas de exploração e opressão, incluindo, mas não se limitando a, aquelas baseadas em classe, raça, sexo, sexualidade, gênero ou capacidade, e apoiamos o feminismo inclusivo às pessoas trans e aos trabalhadores e trabalhadoras do sexo
– Nós nos organizamos de maneira acolhedora e inclusiva, livre de bullying ou de comportamento abusivo

Solidariedade Transformativa – Estamos comprometidos em agir em solidariedade pela libertação coletiva de todos e todas, em particular com pessoas que estão sendo perseguidas politicamente: pessoas não-brancas, mulheres, muçulmanos, LGBTQI+, deficientes, migrantes, vítimas do sistema de ‘justiça’ criminal e todos que sofrem sob sistemas de opressão. Nosso feminismo é inclusivo a pessoas trans e a profissionais do sexo.

Respeito à diversidade de táticas – Questionamos o monopólio da violência do Estado. Somos contra a violência, mas não exclusivamente não-violentos. Somos contra a violência de classe, raça, colonial, capitalista, patriarcal, e suas outras formas estruturais. Respeitamos a diversidade de táticas e nunca policiaremos uns aos outros nos métodos escolhidos de autodefesa.

Projetos Concretos – Priorizamos projetos que: 1) sirvam à e eduquem a comunidade; 2) deem às pessoas sua própria noção de poder; 3) transfira o poder do governo e das empresas às pessoas e às comunidades.

Inclusão – Recebemos e abrimos espaço para qualquer um interessado em nossos objetivos & princípios.

Responsividade – Valorizamos a opinião da comunidade e queremos responder diretamente às necessidade e preocupações das pessoas a nossa volta.

Aceitamos as responsabilidades pelas nossas ações como indivíduos e como um grupo.

Autonomia – As ideias e energias individuais são importantes e encorajadas.

Somos estruturados a limitar qualquer coerção ou controle que poderia interferir com o direito de uma pessoa a autodireção e empoderamento.

Alegria – Em um mundo repleto de dificuldades e medo, trazemos leveza e alegria aos nossos projetos.

Fonte: https://indymedia.nl/node/51969

Tradução > Sky

agência de notícias anarquistas-ana

A mão que me espera
traça o caminho da volta
abrindo janelas.

Eolo Yberê Libera