Breve relato sobre a I Fúria-Livre de São Paulo | “Foi um pequenino gesto, mas um ruído em meio à normalidade da cidade”

No último domingo, dia 19 de dezembro de 2021, decidimos ocupar presencialmente parte da Avenida Paulista, um dos principais símbolos do capitalismo da cidade de $ão Paulo, com o objetivo de rasgar o silêncio de um contexto apático no qual todxs parecem acomodadxs e felizes em frente às telas.

No mesmo lugar onde dias atrás vermes neonazistas foram vistos destilando sua presença podre e intolerável, tomamos as ruas para realizar a I fúria-livre, jornada de difusão de materiais anárquicos.

A céu aberto e com os cuidados necessários devido ao momento pandêmico que estamos passando, foram expostos zines, livros, revistas, cartazes, adesivos, patches, camisetas, bordados, crochês, desenhos, colagens, panfletos solidários com a luta dos povos originários e pela liberdade de compas sequestradxs nas prisões chilenas, bem como tantos outros temas.

O dia amanheceu frio e chuvoso, mas foi esquentando com o passar das horas. Clima instável. O vento forte vez em quando fazia alguns panfletos ou cartazes voarem pela calçada. A maioria era recuperada por quem corria atrás deles e outros voaram por aí, quase como numa dança improvisada.

Pessoas passavam, trombavam, olhavam… algumas paravam rapidamente para puxar assuntos aleatórios ou para conversar mais longamente e ler os textos. Estiveram presentes compas que vieram de longe para participar da atividade ou mesmo quem sequer sabia que estaríamos ali, mas acabou parando.

Foi uma jornada auto-organizada, sem mestres ou chefes, que promoveu encontros e reencontros, trocas de materiais, arrecadação de fundos para outros projetos e mais do que tudo: foi um pequenino gesto, mas um ruído em meio à normalidade da cidade, para lembrarmos, no corpo-a-corpo, que é preciso retomar as ruas. E que estamos vivxs e em todas as partes.

saúde y que viva a anarquia!

de alguém furiosx em algum canto da cidade.

20 de dezembro de 2021.

Fonte: https://edicoesinsurrectas.noblogs.org/post/2021/12/21/breve-relato-sobre-a-i-furia-livre-de-sao-paulo/

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/12/15/i-furia-livre-de-sp/

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antes do meu cochilo
não estavas aí
nuvem de verão

João Angelo Salvadori

[Espanha] Pare com a repressão! O governo “mais progressista” da história prende e reprime aqueles que lutam

Esta manhã, a Polícia Nacional prendeu vários camaradas que participaram das mobilizações da greve indefinida do setor metalúrgico em Cádiz, há algumas semanas.

Da Federação dos Metalúrgicos da CGT (FESIM), condenamos fortemente este novo episódio de repressão do Ministério do Interior contra pessoas que estão lutando. Não é a primeira vez que vemos como os capangas de Marlaska reprimem a classe trabalhadora, pois todos vimos como eles espancaram brutalmente dezenas de pessoas que se manifestavam pacificamente na província de Cádiz durante os dias da greve, chegando ao ponto de usar tanques de água para quebrar as manifestações.

Da FESIM não só condenamos esta repressão, mas também encorajamos todos os sindicatos e grupos de metalúrgicos da Espanha a apelar para ações e manifestações de apoio aos camaradas presos.

SE TOCARAM EM UMX,

TOCAM A TODXS

Federação dos Metalúrgicos da CGT (FESIM)

Fonte: https://rojoynegro.info/articulo/stop-represion-el-gobierno-mas-progresista-de-la-historia-detiene-y-reprime-a-quienes-luchan/

Tradução > Liberto

Conteúdos relacionados:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/12/22/espanha-solidariedade-com-os-presos-por-terem-participado-nas-manifestacoes-da-greve-do-metal/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/12/22/espanha-pare-com-a-repressao-solidariedade-com-os-companheiros-de-cadiz/

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no sonho
da velha cerejeira em flor
passa um gato branco

Philippe Caquant

[Guiné-Bissau] Os Comandos e os seus crimes

Por Nguyen

Divisões étnicas e o seu papel na guerra de libertação da Guiné

A Divergente fez uma reportagem para dar voz aos comandos negros que lutaram pelo Estado Novo durante a guerra de libertação da Guiné-Bissau. Sendo um tema pouco explorado e com interesse histórico, é aberrante que tenham seguido pela via de apresentar uma força militar criminosa de guerra, como os desgraçadinhos abandonados. Replicando, em certa medida, o discurso que a extrema direita tem vindo a propagar.

Na reportagem não mencionam, por desconhecimento ou falta de vontade, a composição étnica das forças. Coisa que o regime do Estado Novo conhecia bem e usou em sua vantagem, recrutando forças africanas com base em tensões étnicas entre grupos, etnias e setores revoltosos. Daí ter recrutado mais Manjacos, Fulas e Felupes na Guiné Bissau do que de outras etnias. O uso de tensões étnicas e das forças especiais de tipo Comandos é comum nas três guerras de libertação, Angola, Moçambique e Guiné Bissau. A participação de tropas negras vai aumentando com o desenrolar das guerras. Estas são incluídas em milícias, grupos armados de proteção a aldeias, nas forças armadas no geral e nas tropas especiais.

Criação dos Comandos

Com o início da guerra em Angola, as forças portuguesas são apanhadas desprevenidas e é necessário recrutar e mobilizar tropas. Essas forças são formadas e criadas para lutar numa guerra de contrainsurgência e, como tal, é preciso inovar, pois as forças existentes foram criadas e treinadas para lutar no contexto da OTAN – num possível confronto com o Pacto de Varsóvia. De grosso modo a estratégia portuguesa divide-se entre a defesa e/ou criação de pontos fortes, picadas (ações de busca e destruição de minas e outros explosivos) e ataques às bases das forças das guerrilhas.

É neste contexto que os Comandos são criados em 1961, tornando-se operacionais em 1962 em Angola. São formadas também forças similares nas forças armadas como os Grupos Especiais e Grupos Especiais Paraquedistas (em Moçambique) e os Flechas (que pertencem às estruturas da PIDE/DGS). De notar ainda a utilização, em Angola, de tropas exiladas e/ou mercenárias de regimes próximos ao Estado Novo – como os Leais Zambianos e os Fiéis Catangueses.

O Fascista italiano que participou na criação dos Comandos

Os Comandos são criados por militares portugueses e uma figura obscura, um tal de Dante Vacchi. Segundo a  versão “de cara lavada” do jornalismo português, tratava-se de um jornalista e “aventureiro italiano”, com participação na Legião Estrangeira francesa e com experiência de combate. Por uma sucessão de “acasos”, viaja de Portugal a Angola e começa a dar instrução durante a criação de uma tropa de elite, aberta apenas a voluntários.

A realidade é bem mais obscura e tenebrosa do que esta sequência de acasos. Dante Vacchi terá lutado ao lado das tropas nazis que invadiram a Itália, com o intuito de repor Mussolini no poder e tomar conta do norte do país. No pós-guerra junta-se à Legião Estrangeira e luta na Argélia e Indochina. Terá entrado em contacto ou com os membros da OAS (Organisation Armée Secret, um grupo de militares apoiantes do regime colaboracionista de Vichy, racistas e pró-colonialistas), ou com a rede criada por Otto Skorzeny (ex-comandante das Waffen SS, que lutou em Itália) que atua na Península Ibérica e irá formar a Aginter Press.

Esta é formada por Yves Guerin-Serac, com sede em Lisboa, em 1963. Oficialmente funcionava como um grupo de imprensa, mas na realidade era uma rede de mercenários fascistas e nazis que forneciam serviços de espionagem, informação, treino e contrainsurgência, emitindo passes de jornalistas para moverem os seus agentes mais facilmente.

O papel dos comandos será de ataque às aldeias suspeitas de albergar guerrilheiros, às bases identificadas dos movimentos de libertação, recolha de informações e prisioneiros e tentativa de assassinato de elementos chave das forças de libertação.

>> Para ler o texto na íntegra, clique aqui:

https://guilhotina.info/2021/11/05/guine-comandos-crimes/

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olhando para trás
meu traseiro cobria-se
de cerejeiras em flor

Allen Ginsberg

[Espanha] FASE CGT condena as agressões sofridas pelo diretor e chefe de estudos de San Roque e pelo diretor e conselheiro de Sevilha

O sindicato lamenta as agressões físicas e verbais sofridas pelos colegas da IES José Cadalso (San Roque) e CEIP Francisca Romero (Sevilha) por duas famílias dos centros e afirma que “uma cidadania democrática não pode permitir qualquer tipo de violência verbal ou física”.

É inaceitável que uma pessoa que trabalha para todos os cidadãos, que faz do direito à educação uma realidade, que é espremida por uma administração que a sobrecarrega com trabalho burocrático e proporções impossíveis, que sofre com a falta de recursos dedicados à educação pública e que, apesar de tudo, realiza seu trabalho, seja agredida física ou verbalmente pelo simples fato de fazer seu trabalho.

A FASE CGT apoia totalmente o diretor e conselheiro da CEIP Francisca Romero, o diretor e chefe de estudos da IES José Cadalso e o pessoal de ambas as escolas e telefona para apoiar o comício convocado hoje às 11h30 às portas da IES José Cadalso.

Exigimos soluções rápidas e eficazes para que uma situação semelhante não ocorra novamente. Ser um professor não deve ser uma profissão arriscada.

Fonte: https://rojoynegro.info/articulo/fase-cgt-condena-las-agresiones-sufridas-por-el-director-y-el-jefe-de-estudios-de-san-roque-y-la-directora-y-el-conserje-de-sevilla/

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

estrada poeirenta
de verão
figueiras enfarinhadas

Rogério Martins

 

[EUA] De Tolstoi a Pussy Riot | Ensinando a História do Anarquismo na Universidade do Michigan

Por Ania Aizman

No outono de 2019, lecionei uma disciplina na University of Michigan: “Art and Anarchism: from Tolstoy to Pussy Riot.” [Arte e Anarquismo: de Tolstoi a Pussy Riot] O currículo em Ann Arbor, no Michigan, tinha foco no anarquismo russo, histórico e contemporâneo, e foi feito para ser tão acessível quanto possível até para aqueles estudantes com pouco conhecimento sobre arte, Rússia ou história, quem dirá sobre anarquismo.

A disciplina ofereceu opções criativas para todas as atividades avaliativas, estressando que o interesse genuíno era mais importante que completar as leituras. A discussão era facilitada com o pressuposto de que uma porção dos alunos não estavam preparados para a aula e precisávamos ler algumas passagens específicas do texto para que todos conseguissem acompanhá-la.

Estudantes deram retorno às minhas pequenas exposições sobre o contexto histórico e conexões aos eventos dos dias de hoje. Eles gostaram das apresentações de fotografias e linhas do tempo e apreciaram as histórias sobre as vidas de revolucionários reais e ficcionais. Discutimos as grandes questões: o que é a revolução e ela é possível? Como você pode mudar o mundo? Quais são as questões encaradas pela sua geração?

Minha esperança era que, como uma disciplina “fácil de passar”, daria espaço aos alunos para que conectassem seus interesses ao assunto. Não fui decepcionada. Exploraram a língua internacional Esperanto historicamente defendida por muitos anarquistas, anarquismo na Argentina e México, educação anarquista, software anarquista, entre outros assuntos relevantes. Criaram projetos finais belíssimos incluindo zines (sobre quadrinhos anarquistas, justiça reprodutiva etc.), um evento de arte performática, um programa de entrevistas e composições musicais originais.

A primeira metade da disciplina foi quase inteiramente dedicada à história radical da Rússia, tentando compreender as ideias de Bakunin e Kropotkin em seus contextos históricos. Consideramos movimentos sociais que os influenciaram, como a Comuna de Paris de 1871 e a social democracia alemã do final do século XIX e começo do século XX, bem como movimentos nacionalistas de independência.

Lemos sobre as muitas organizações e indivíduos envolvidos no movimento revolucionário russo dos anos 1860s a 1917, inspirados pelas filosofias de Bakunin e Kropotkin. Essa parte da aula usou partes do livro que estou escrevendo sobre o anarquismo russo e sua influência na arte. A segunda metade da ementa foi um pouco além, seguindo a emigração de anarquistas falantes de russo e iídiche para os Estados Unidos, e então analisando movimentos radicais anarquistas e de influência anarquista em outras partes do mundo. Os estudantes aprenderam sobre as contínuas discussões e, às vezes, debates ferrenhos que anarquistas tiveram com outros radicais.

Ann Arbor, no Michigan, onde a universidade é localizada, é lar da Joseph A. Labadie Collection, um arquivo que atrai pesquisadores como eu de todas as partes do mundo. Inclui materiais sobre anarquismo, movimentos antiguerra e pacifistas, ateísmo e pensamento livre, liberdades e direitos civis, ecologia, trabalho e direito do trabalho, feminismo, movimentos LGBTQ, prisões e encarcerados, a nova esquerda, a Revolução Espanhola e a Guerra Civil, e protestos da juventude e de estudantes.

A curadora do arquivo Julie Herrada forneceu às aulas pôsteres, cartas, fotografias e artefatos pessoais de movimentos sociais. Os estudantes puderam visitar as exibições da coleção antes do Covid e viram desenhos de eventos como a Comuna de Paris, o livro de canções sobre a Primeira Guerra Mundial, fotos dos protestos estudantis mundiais de 1968, pôsteres de feiras do livro anarquistas, e até o passaporte da Emma Goldman.

Para ter a mesma profundidade na parte da ementa que não era sobre anarquismo russo, que fugia da minha área, tivemos palestrantes convidados. Margaret Killjoy, cuja história de ficção científica “The Fortunate Death of Jonathan Sandelson” pudemos ler na aula, participou via Skype e falou sobre anarquismo, identidade trans e música.

Daniel Kahn, um músico Klezmer, visitou a aula e tocou músicas anarquistas iídiches, bem como algumas dos músicos Wobbly e contadores de histórias Utah Phillips e Ani DiFranco.

A perspectiva irreverente dos anarquistas locais que estão envolvidos na organização da abolição das prisões, proteções aos trabalhadores e greves de aluguéis durante a emergência do COVID-19 também se tornou parte da minha aula.

Um painel punk de anarquistas visitou para falar sobre a comunidade anarquista contemporânea da área de Detroit-Ann Arbor-Ypsilanti. Eles discutiram a cultura faça-você-mesmo e façamos-todos-juntos, a vida comunitária na Trumbullplex e o espaço de performances em Detroit, e se organizar contra o fascismo. Via Skype, o pesquisador e ativista maoli Kehaulani Kauanui falou sobre direitos indígenas e anarquismo.

Os estudantes amaram esses eventos que os expuseram aos fascinantes, diversos e vibrantes movimentos de justiça social atuais. Lecionar nessa disciplina me levou a refletir no quão pouco as pessoas mais jovens sabem sobre anarquismo, mas oferecem percepções valiosas sobre sua vontade de aprender.

Até o final do semestre, muitos dos estudantes desenvolveram questões de pesquisa dentro do ou adjacente ao tópico do anarquismo. Conduziram suas pesquisas sem os estresses de um artigo final, criando bibliografias anotadas de literatura crítica/histórica abordando as questões de pesquisa. Essa foi outra maneira de encorajar investigações históricas. Dois estudantes continuaram a trabalhar comigo em um curso independente de estudos que exploram mais do assunto. Vários ainda estão em contato.

Em geral, essa foi uma experiência valiosa em conectar eventos locais e recentes à história global de movimentos sociais, permitindo aos estudantes que fossem criativos com suas questões de pesquisa e atividades avaliativas, e desafiando e questionando nossas ideias como um grupo, baseando-se no diálogo com uma filosofia política pouco compreendida.

>> Ania Aizman está escrevendo um livro sobre anarquismo na cultura russa baseada no levantamento de arquivos históricos e histórias orais com artistas, escritores e ativistas para encontrar ligações perdidas entre os movimentos anarquistas do século XIX, culturas periféricas soviéticas e coletivos contemporâneos.

Fonte: Fifth Estate # 409, Summer, 2021

Tradução > Sky

agência de notícias anarquistas-ana

na primavera
com os galhos entrelaçados—
árvores gêmeas

Geralda Caetano Gonçalves

[EUA] Lançamento: “O Sistema Operacional – Uma Teoria Anarquista do Estado Moderno”

Eric Laursen (Autor); Maia Ramnath (Prefácio)

Um dos aspectos mais distintos do anarquismo como filosofia política é que busca a abolição do Estado. Mas o que exatamente é “o Estado”? O Estado é como um vasto sistema operacional para ordenar e controlar relações entre a sociedade humana, a economia e o mundo natural, análogo a um sistema operacional como Windows ou MacOS. Como um Estado, um sistema operacional “governa” os programas e aplicativos que rodam e criam redes em seu meio, bem como, até certo ponto, os indivíduos que se favorecem dessas ferramentas e recursos. Não importa o quão diferente os Estados parecem ser, dividem similaridades estruturais, como:

• O Estado é algo relativamente novo na história mundial
• O Estado é uma invenção e perspectiva europeia
• Legalmente, Estados são indivíduos
• O Estado reserva-se o direito de determinar quem é reconhecido como pessoa
• O Estado é um instrumento de guerra e de violência
• O Estado está acima da lei
• O Estado é primeira e principalmente coisa econômica

Qualquer um que se preocupe com poder enraizado, desigualdade de renda, falta de privacidade digital, mudanças climáticas, a resposta amadora ao COVID-19 ou policiamento militarizado encontrará perspectivas reveladoras sobre como Estados operam e constroem mais poder para si mesmos — às nossas custas. O Estado não solucionará nossos problemas mais urgentes, então por que obedecemos a ele? É hora de pensar por fora do Estado.

ENALTECIMENTOS AO SISTEMA OPERACIONAL

“Muito do que é coberto por Laursen neste livro já é familiar para a maior parte dos anarquistas. Ele faz um trabalho adequado, ou, melhor, todo o trabalho. Seu tratamento da hegemonia ideológica do Estado é excepcional, e merece ser lido ao lado de pensadores como Chomsky e Hermann.” —Kevin Carson, Senior Fellow no Center for a Stateless Society

“Por qual perversão astuta da lógica e da história o Estado moderno capitalista nos persuadiu que é a única forma possível de política? Por que aceitamos passivamente sua afirmação de inevitabilidade e suas desculpas patéticas para a vigilância crescentemente invasiva de nossas vidas privadas? Como os já poderosos escondem atalhos a riqueza e influência ainda maiores através de um meio ambiente arruinado e vastas faixas de pobreza? Em reflexões ponderadas, provocativas e envolventes sobre o Estado moderno, Eric Laursen busca um distanciamento deliberado do mecanismo autorrealizado que apropriadamente chama de ‘sistema operacional.'” —Michael Herzfeld, Harvard University

“Ouvimos de muitos círculos que justiça social requer um Estado forte e competente para reparar injustiças e avançar os interesses das minorias oprimidas. Também ouvimos dizer que o Estado está morto, ou quase morto, que está sendo afogado na banheira do capitalismo neoliberal. Eric Laursen apresenta um modesto argumento de que o Estado moderno não proferiu sua última palavra, nem o ouvimos dar a sua última sobre seu próprio caráter opressor e a necessidade de sua abolição. The Operating System é um necessário remendo ao software da crítica antiautoritária, particularmente em sua atenção ao fato de que o Estado e formas de identidade baseadas na opressão trabalham juntos.” — Jesse Cohn, autor de Underground Passages

“Eric constrói um rico histórico do Estado, lembrando-nos de que não é inevitável e que não é reformável. Aprender a viver juntos sem o Estado é a nossa melhor chance para a sobrevivência da humanidade e do próprio planeta.” — Lisa Fithian, autora de Shut It Down

“Anarquistas lutam contra o Estado desde sua concepção, mas, junto aos caminhos para a libertação no século XXI, falta ele na conversa. A exploração envolvente de Laursen revisita ideias do Estado, seu aparato de controle e por que deveríamos nos opor a ele abertamente.” — Scott Crow, autor de Black Flags and Windmills

>> Eric Laursen é jornalista independente, historiador e ativista. Ele é autor de The People’s Pension e The Duty to Stand Aside. Seu trabalho apareceu em uma grande variedade de publicações, incluindo In These Times, The Nation, The Village Voice, Counterpunch, The Arkansas Review e Z Magazine. Ele mora em Buckland, no Massachusetts.

>> Maia Ramnath é historiadora e autora de Decolonizing Anarchism e Haj to Utopia.

The Operating System – An Anarchist Theory of the Modern State
Eric Laursen (Autor); Maia Ramnath (Prefácio)
Editora: AK Press
Formato: Cópia Impressa
Vinculação: pb
Páginas: 258
ISBN-13: 9781849353878
$16.00
akpress.org

Tradução > Sky

agência de notícias anarquistas-ana

na folha orvalhada,
gota engole gota,
engorda, desliza e cai

Alaor Chaves

[Espanha] Manuel Mateo Callealta, o jerezano da CNT que queria ser boxeador e foi fuzilado em 1936

A Prefeitura de Jerez vai colocar até 20 placas nas ruas para lembrar as pessoas que foram reprimidas durante a ditadura.

Uma placa na Rua Duende, no bairro de San Miguel, recorda desde esta segunda-feira (20/12) Manuel Mateo Callealta, membro do sindicato CNT que foi assassinado por este motivo em 7 de setembro de 1936. A Prefeitura, através do Departamento de Dinamização Cultural e Patrimônio Histórico, colocou-a para recuperar sua memória.

A placa, localizada ao lado da casa de Mateo Callealta, foi descerrada em uma cerimônia na qual participaram parentes do trabalhador reprimido, o delegado de Cultura, Francisco Camas, os porta-vozes dos grupos municipais Adelante Jerez e Ganemos Jerez, Raúl Ruiz-Berdejo e Kika González, membros do sindicato CNT e da Associação de Parentes e Amigos para a Recuperação da Memória Histórica de Jerez e da Região, bem como da Secretaria Municipal de Memória Democrática.

Manuel Mateo Callealta nasceu em Cádiz em 29 de dezembro de 1910. Ele trabalhou como serralheiro e como balconista na mercearia conhecida como Viuda de Marcano na Rua Latorre. Ele pertencia ao sindicato CNT e após o levante militar foi denunciado pelo proprietário da loja onde estava empregado, sendo preso e assassinado no quartel da Rua Taxdirt em 7 de setembro de 1936. Ele foi um boxeador amador e ia representar a província nas eliminatórias para as Olimpíadas Populares de Barcelona de 1936.

A Prefeitura vai colocar até 20 placas nas ruas para recordar as pessoas reprimidas da ditadura. Esta iniciativa da Secretaria Municipal de Memória Democrática é realizada com o objetivo de manter viva a memória de todas estas vítimas.

Até agora, quatro outras placas haviam sido colocadas em memória de outras pessoas: Manuel de la Calle Camas, na Rua Empedrada, número 20; Antonio Ruiz Terán, na Rua Rodrigo León, número 4; Miguel García Román ‘el Niño de los Nardos’, na Rua Rodrigo León, número 3 e María Hormigo Reina, no Angostillo del Santísimo Cristo de la Buena Muerte.

Todas estas placas foram colocadas em lugares emblemáticos como o local de nascimento ou o lar onde as vítimas viviam, com base no estudo da documentação existente e das listas de pessoas assassinadas que foram recuperadas nas últimas décadas.

Fonte: https://www.lavozdelsur.es/ediciones/jerez/manuel-mateo-callealta-jerezano-cnt-queria-ser-boxeador-fusilado-en-36_269607_102.html

agência de notícias anarquistas-ana

alta madrugada,
vaga-lumes no jardim
brincam de ciranda

Zemaria Pinto

[Argentina] “Contra toda autoridad”, uma antologia da literatura anarquista rioplatense

Por Susana Cella | 03/10/2021

Compilados por Daniel Vidal e Armando Minguzzi, os textos reunidos no volume “Contra toda autoridad” apresentam uma ampla variedade de escritos da literatura anarquista produzida no Rio da Prata entre 1896 e 1919.

Falar de anarquistas traz à mente figuras como Pierre-Joseph Proudhon, Mikhail Bakunin, o Príncipe Piotr Kropotkin, Errico Malatesta, os mártires de Chicago, os protagonistas do levante das Astúrias ou, entre nós, Severino Di Giovanni, a Semana Trágica de 1919 ou os fuzilamentos na Patagônia de 1921. Vale recordar esta tradição de um movimento defensor da liberdade, contra a opressão de senhores e patrões, em pleno desenvolvimento da Revolução Industrial, as lutas camponesas e o surgimento de outras teorias que buscavam novas formas de organização, como os socialistas utópicos e, sobretudo, as propostas de Marx – que muitas vezes polemizou com os anarquistas. Os também chamados às vezes de libertários formaram uma corrente de vasto alcance, que abarcou diversas linhas como o anarquismo individualista, o mutualismo, o anarquismo coletivista, o anarco-comunismo, o anarco-sindicalismo, até se consolidar nas primeiras décadas do século XX como um movimento espalhado na Europa Ocidental, Rússia, Estados Unidos e alguns países da América Latina – nestes últimos, sobretudo como resultado da imigração. Vale mencionar uma figura como o espanhol Rafael Barret, que viveu em Argentina, Paraguai e Uruguai. Até 1870, em ambas as margens do Prata, os anarquistas iniciam sua múltipla atividade – publicações, folhetos, canções, poemas, charges, reuniões, festas – com o objetivo de difundir suas ideias e também como atos reivindicativos concretos, as greves e ataques armados. Os anarquistas organizaram sindicatos de importante presença, como por exemplo a F.O.R.A., na argentina, e a C.N.T., na Espanha.

Há uma quantidade de estudos sobre o devir do anarquismo na zona rioplatense, como atesta a bibliografia que dois especialistas no tema – o uruguaio Daniel Vidal e o argentino Armando Minguzzi – citam no prólogo da compilação Contra toda autoridad. Segundo se depreende dessa apresentação, trata-se de uma mostra heterogênea em relação aos temas abordados, mas também sobre as modalidades discursivas postas em jogo. Os anarquistas se valeram da ficção em distintas inflexões: crônicas, relatos realistas, fantásticos, distopias e paródias, com o objetivo comum de apelar ao leitor para suscitar sua tomada de consciência através da apresentação de situações verossímeis e constatáveis numa realidade que bem podia, por ser conhecida, motivar a empatia; por recorrer ao grotesco, por desmontar discursos hegemônicos, por ridicularizar personagens do mundo burguês, a fim de “fornecer aos leitores as ferramentas ideológicas para julgar as ações cotidianas, as ideias e/ou preconceitos do momento, ou confrontar os fatos e seus atores.”

E quando se aborda o cotidiano desses receptores, multiplicam-se os personagens: imigrantes, recrutas, operários e operárias, criados, prostitutas, vítimas em geral de senhoras e senhores ricos, padres, patrões, milicos e governantes. Daí a disparidade de textos que vão revelando conflitos, proclamações, ironias, no consequente combate contra a exploração capitalista, para o qual “todas as tradições, todos os registros, todos os formatos lhe caem bem”.

Diante desta rica variedade, os compiladores escolheram fazer uma organização por seções cujos temas servem de orientação para visualizar que questões estavam arraigadas entre os anarquistas. Cada uma tem um título sugestivo (extraído de um dos textos incluídos), assim: “Há uma grande luxúria em tuas pupilas, em tuas pupilas negras e malvadas”, para apresentar episódios sensuais, defesa do amor livre, condenar a venda do corpo feminino, criticar a instituição matrimonial e também sugerir uma relação homossexual. Em “Os anarquistas são crianças grandes que sonham com a luz”, reivindica-se a revolução e o anseio de solidariedade e fraternidade social; “Que angústia quando descobrirem que não há céu!” pretende demolir o clero hipócrita associado aos patrões, não faltando as paródias graciosas sobre a criação do mundo nem os retratos de padres lascivos e glutões que se aproveitam das devotas. “E o que vamos comer? Paralelepípedos?” mostra a vida miserável na cidade; entre os relatos está “Trabalho na rua”, de Alberto Ghiraldo (uma das figuras mais conhecidas, fundador da primeira revista Martín Fierro, que uniu a estética modernista ao credo anarquista). Outra vertente importante de que se valeram os anarquistas foi a vinculação que estabeleceram com outros deserdados que não eram os operários urbanos, mas os gaúchos, índios e camponeses, como se vê em “Que sabe o carcará sobre as necessidades do mataco[1]?” e em “O Payador[2] Libertário”, que compõem milongas sociais –Martín Fierro e Juan Moreira são convocados, a vida livre do gaúcho se vê perturbada pelas cercas, assim como se questiona o regime eleitoral. A exploração no trabalho, as consequentes greves e as farsas patrióticas se veem em “Hoje a fábrica ficou muda”. Por último, “Na Argélia rosna o hipopótamo” agrupa fábulas, sátiras à classe alta, zombaria a uma notícia do diário La Nación, biografias burlescas e também quadrinhos. Tudo isso desmonta o estereótipo do anarquista – fica evidente em um dos relatos – como violento, amargo, malvado, para mostrar, ao contrário, sua profunda imersão em todas as instâncias da vida: amor, decepção, humor, penúrias, desejos e expectativa esperançosa.

Além dos mencionados Ghiraldo e Barret, figuram Florencio Sánchez, Angel Falco e Elías Castelnuovo (que posteriormente aderiu ao peronismo); há duas mulheres, Salvadora Medina Onrubia e Pepita Gherra, junto a outros menos conhecidos e pseudônimos (Germinal, Luzbel, El Tío Conejo), iniciais e anônimos. A inclusão de imagens fac-símile dos periódicos e as caricaturas incorporadas ao final de cada capítulo dão uma vivacidade especial a todo este verdadeiro afresco daqueles que defenderam a frase de Proudhon: “a propriedade é um roubo”. Expropriados e sem direitos, sonharam com uma sociedade solidária e fraternal. Seu grito de liberdade desafiava a opressão mascarada na ordem dos poderosos; ou explícita e direta no sistema que os condenava à morte por fome ou nas execuções.

Como dizem Vidal e Minguzzi: “Pregaram o amor num oceano de ódios e foram escutados por não poucos corações insubmissos”. Daí que até hoje ressoam, e também servem para impedir o uso degenerado que atualmente têm palavras como libertáriosácratasanarquistas.

Fonte: https://www.pagina12.com.ar/371022-contra-toda-autoridad-una-antologia-de-la-literatura-anarqui?fbclid=IwAR2_SJhH1qC7l-FF-5W2pHBqo9gaA-KdD5s1GCFchOKgaCzlmAqgodfmoAQ

[1] Nota do tradutor: “Mataco” é o nome que recebe o tatu-bola (Tolypeutesmatacus) na Argentina. Mas a palavra também nomeia um povo ameríndio que habita a região do Chaco, na América do Sul.

[2] N.t.: “Payador”: cantor popular que improvisa sobre temas variados (termo usado na Argentina, Bolívia, Chile e Uruguai).

Tradução > Erico Liberatti

agência de notícias anarquistas-ana

Ao redor do fogo
conversa fiada
tecendo o tempo!

Tânia Diniz

[Espanha] Solidariedade com os presos por terem participado nas manifestações da greve do metal

Os sindicatos de Cádiz e Chiclana da CNT-AIT expressam sua solidariedade com as cinco pessoas detidas na Barriada del Río San Pedro, em Puerto Real, e mais uma detida na cidade de Cádiz pela polícia nas últimas horas, por sua participação nas mobilizações durante a última Greve do Metal.

Consideramos que as prisões realizadas obedecem a diretrizes estritamente políticas, violando as mais elementares garantias democráticas exigidas a um Estado que se presume e se proclama baseado no Estado de direito.

Estamos diante de uma operação política sob proteção policial, que visa punir o espírito lutador e combativo da juventude, a classe trabalhadora de Cádiz, que tomou as ruas exigindo respeito por seus direitos como trabalhadores, dizendo não à precariedade e à perda do poder aquisitivo, lutando pelo cumprimento do Acordo dos Metalúrgicos.

Com esta atitude eles estão tentando criminalizar a classe trabalhadora de Cádiz, o movimento sindical lutador e popular de Cádiz, desviando a população afetada por suas políticas econômicas desastrosas dos problemas reais, tanto econômicos como sociais, e as formas de lidar com eles.

A CNT-AIT de Cádiz, a CNT-AIT de Chiclana, exige a retirada das acusações contra aqueles presos e libertados. Exigimos que os líderes políticos assumam suas responsabilidades pelos danos causados e pela perpétua instabilidade social e trabalhista à qual estão conduzindo a cidade de Cádiz, sua província, Andaluzia e o Estado espanhol.

Confederação Nacional do Trabalho

Associação Internacional dos Trabalhadores

Sindicato de Ofícios Vários de Chiclana de la Frontera

Sindicato de Ofícios Vários de Cádiz

Cádiz, 16 de dezembro de 2021

Fonte: https://www.cnt-ait.org/solidaridad-con-los-detenidos-por-participar-en-las-movilizaciones-de-la-huelga-del-metal/

Tradução > Liberto

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agência de notícias anarquistas-ana

serpenteando
no rio de verão
rubra corrente

Seishi Yamaguchi

[México] Jornada pela Liberdade de Mumia Abu-Jamal na Cidade do México

No dia 11 de dezembro de 2021 as e os Amigos de Mumia convocaram uma jornada pelos 40 anos da injusta detenção deste jornalista e companheiro de Luta vítima de um sistema racista e desigual como é o capitalista. Nos juntamos a outras pessoas em diferentes geografias para continuar exigindo sua liberdade.

Na Cidade do México realizamos um ato em frente à embaixada gringa. Após ler discursos de Mumia e transmitir mensagens pela sua Liberdade caminhamos para a okupa Casa Chiapas onde realizamos um evento cultural com a ajuda de Carolina Saldaña, Argélia Guerrero, Eva Palma, Luna Negra, La Mala Mata, o grupo de teatro Psicossoma e a Guerrilla Bang Bang que sempre solidárias e solidários nos acompanham neste protesto cultural.

Há muito a fazer e a luta por Mumia refresca-nos a memória e a vergonha para não esquecermos as e os presos do mundo, os presos pela rebelião curda, as e os presos da revolta chilena, as e os presos palestinos em cárceres israelitas de ocupação, a Leonard Peltier, as e os presos que lutam como Fidencio Aldama da tribo Yaqui, das e dos presos de Eloxochitlan Oaxaca, os presos organizados em Chiapas pela sua liberdade e muitas e muitos mais.

E de não esquecer o sonho mais alto de construir uma sociedade onde a prisão e a polícia não existam nem sejam necessárias e sejam apenas uma lembrança de um passado cruel do criminoso capitalismo.

amigosdemumiamx.blog

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agência de notícias anarquistas-ana

sob a janela
o gato prepara o salto
como sempre faz

Fred Schofield

[Espanha] Pare com a repressão! Solidariedade com os companheiros de Cádiz

Da CGT/LKN NAFARROA mostramos nossa mais firme rejeição à ação realizada em 16 de dezembro passado pela Polícia Nacional em Puerto de Santa Maria em Cádiz, onde vários companheiros que participaram das mobilizações da greve indefinida do setor metalúrgico há algumas semanas foram presos.

A CGT/LKN NAFARROA condena categoricamente este novo episódio de repressão do Ministério do Interior contra os trabalhadores que lutam por condições de vida e de trabalho dignas.

Não é a primeira vez que vemos como o governo (independentemente de sua “cor”) reprime a classe trabalhadora, pois todos nós vimos como eles espancaram brutalmente dezenas de pessoas que se manifestavam pacificamente na província de Cádiz durante os dias da greve, mesmo usando tanques para quebrar as manifestações.

Da CGT/LKN NAFARROA não só condenamos esta repressão, mas também exigimos a libertação imediata sem acusação dos companheiros presos.

DIGNIDADE E LUTA!

CGT/LKN Nafarroa

Fonte: https://rojoynegro.info/articulo/stop-represion-solidaridad-con-los-companeros-as-de-cadiz/

Tradução > Liberto

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sussurro um ruído
(farfalhar de qualquer folha
ao pé de um ouvido)

Bith

Comunicado desde as prisões chilenas sobre as eleições | “Nem botas e nem votos, somente luta!!”

PALAVRAS ANÁRQUICAS E SUBVERSIVAS DESDE AS PRISÕES CHILENAS

Frente à reacomodação do domínio e sua perpetuação capitalista: nem botas e nem votos, somente luta!!

Segundo o que a cidadania proclama, parece que somos testemunhas de um momento chave na história deste território, que fomos encurraladxs de costas ao precipício e, ao menos que façamos algo, nossa queda será iminente. Parece que presenciamos uma guerra aberta, encarniçada, entre dois polos políticos inimigos a tal nível que, tal como a guerra fria, coloca em perigo a subsistência e o futuro de todxs xs seres no território dominado pelo Estado Chileno.

Por um lado, o grito de guerra versa: “Comunismo ou Liberdade!”. Por outro: “Democracia ou Fascismo!”. Diante de um cenário tão dramático, nos apresentam o que seria a ferramenta chave para enfrentar este contexto, capaz de deter de uma vez por todas esse banho de sangue: a participação nos processos eleitorais, o sufrágio como a arma libertadora.

Não somos nem cegxs e nem surdxs, caminhamos com plena consciência sobre este e muitos outros acontecimentos do território. Não apenas nos distanciamos, mas também declaramos a guerra à toda instância institucional que busque qualquer perpetuação do Status Quo.

Desconhecemos cabalmente o falso enfrentamento de dois sistemas supostamente distintos, o eixo no qual se disputa a batalha seguirá sendo o da Democracia e da administração do Capital. A existência de um “embate” entre distintas políticas somente tenta justificar a suposta amplitude do sistema democrático-capitalista, a essência “diversa” deste e o suposto espaço onde caberia todo tipo de pensamento. De nenhuma forma queremos ser aceitxs por um sistema ou sociedade que rechaçamos, não queremos que nossa política seja mais uma dentro das opções deste sistema; queremos destruir toda opção e a estrutura que as sustenta. Nada temos a ver com o show eleitoral e sua cena de eleições, plebiscitos, votos e outros, consideramos isso nada mais do que um reajuste, a reacomodação burguesa de classe para a manutenção maquiada e de acordo aos tempos de uma ordem imposta e existente.

Temos a certeza que independentemente de qual seja o resultado eleitoral deste pleito, nada mudará essencialmente. Para além da conjuntura de quem esteja disputando a administração e a gestão da opressão, o mundo institucional, ou seja, o das eleições, nunca foi o nosso. Nesse sentido, quem vota, quem opta livremente por investir outra pessoa de autoridade, é tão responsável como o governante que dará as ordens de assassinar, militarizar e encarcerar. Quem vota é quem, mediante o ato de sufrágio, decide delegar parte de sua autonomia para fortalecer a cadeia de opressão e, portanto, do Estado.

Não seremos cúmplices de nenhum governo da vez, não fizemos ao final dos anos 1980, quando, assim como agora, o velho poder político instaurou o medo para tirar o fôlego e posição da luta confrontacional da época (como a luta armada), desdobrando um cenário cívico eleitoral que pretendia aniquilar com um Sim ou Não qualquer possibilidade de ruptura real.

Aqui já havíamos nos mantido nossa posição subversiva e desde aqueles tempos nada mudou.

A verdade o objetivo deste texto não é, nem deveria ser, de forma alguma convencer ou sequer teorizar sobre a participação da cidadania nos processos eleitorais, não seria correto demandar nem medir essa massa obediente segundo nossos critérios. O ponto de interesse surge quando vemos um grande leque de personagens que se reivindicam como atores “antagônicxs” ou inclusive se denominam subversivxs, revolucionárixs, rebeldes ou anarquistas, realizando chamados abertos para participar da via eleitoral e inclusive para votar em um candidato específico.

Alguns dos argumentos empunhados para justificar essa forma de ação têm a ver com a potencial perda de direitos civis – sempre garantidos pelo Estado – principalmente no plano das minorias “vulneráveis” ou das dissidências.

Não desconhecemos a suposta mudança na validação então arraigada de um discurso institucionalmente conservador na dinâmica de grande parte da sociedade alienada – o que tampouco se difere do contexto atual –, mas acreditamos que as lutas reais (de todo tipo), desde um posicionamento anárquico, subversivo ou revolucionário, nunca devem buscar validação ou integração por parte da institucionalidade ou mesmo da sociedade. Nos entregarmos, com nossas diferenças e particularidades, à “integração” institucional supõe diluir nossa individualidade antagônica em um espaço que não nos pertence e que tem como único fim ampliar o leque de participação democrática sem realmente questionar suas dinâmicas de fundo.

Não é de mais assinalar que, apesar do vai e vem em que se movem, se estendendo ou diminuindo os direitos civis em conjunturas específicas, não nos cabe esperar que os administradores da opressão sejam quem outorguem tais “direitos” (termos já suficientemente repudiável per se), alcançaremos nossa liberdade por nossos próprios meios e em plena autonomia. Nem a institucionalização nem a socialização das ideias ou políticas divergentes supõem uma mudança real nas práticas individuais ou coletivas. As dinâmicas que restringem nossa liberdade são combatidas no conflito, mas sobretudo com um desenvolvimento íntegro individual e uma crítica constante, não mediante o sufrágio ou a participação cidadã.

Se faz necessário ter em vista o fato de nos referirmos a um tema que parecia absolutamente resolvido dentro dos espaços e individualidades que dizem optar pela confrontação contra o Poder. Não nos cabe dizer quem é ou não subversivx, não somos nós as pessoas encarregadas disso, é a simbiose entre a palavra e a ação a única capaz de dar conta desta realidade. Se por um lado se defende a quebra total com o mundo existente, são feitos constantes chamados para acabar com o capitalismo ou com todo ápice de autoridade. Isso resulta ao menos patético que se defenda avaliar todos esses aspectos mediante a utilização do voto como “ferramenta” política, ação que é, além de tudo, um enorme empurrão e reforço da institucionalidade democrática do capital; mesmo quando ela parecia cambalear há pouco mais de dois anos.

Nossa aposta? Pois é a de sempre e com a porfia inquebrantável que nos acompanha: estender e a aprofundar o conflito permanente e irrefreável, sabendo que não somos salvadorxs nem representantes de nada e de ninguém, apenas de nós mesmxs. Nossa opção pelo enfrentamento é feita em primeira pessoa porque entendemos que ao golpear vamos nos liberando. E se outras pessoas também assumem esse caminho, excelente, mas caso contrário, isso não será motivo para nos desencorajarmos e muito menos cedermos em nossas convicções, caindo e validando a via institucional. Não somos iluminadxs e muito menos decidiremos o que virá, mas seremos entendidxs pelo que somos, pela prática, pelo que fazemos, sempre em concordância com nossas ideias, pela causa que brota e pela cumplicidade anárquica, subversiva e insurrecta que propaga rebeldia; nosso caminhar em guerra se converte, assim, na possibilidade palpável se sermos livres.

-LIBERDADE PARA XS PRISIONEIRXS SUBVERSIVXS, ANARQUISTAS E MAPUCHE PARA FORA DAS PRISÕES!!

-AGUDIZAR O CONFLITO, INTENSIFICAR A OFENSIVA!

-JUVENTUDE COMBATENTE, INSURREIÇÃO PERMANENTE!

-MORTE AO ESTADO, VIVA A ANARQUIA!

-NOSSA É A CONVICÇÃO!

-ENQUANTO EXISTIR MISÉRIA HAVERÁ REBELIÃO!

Mónica Caballero Sepúlveda
Cárcere Feminina de San Miguel

Pablo Bahamondes Ortiz
C.D.P. Santiago 1

Francisco Solar Domínguez
Marcelo Villaroel Sepúlveda
Juan Aliste Vega
Joaquín García Chancks
C.P. Rancágua “La Gonzalina”

Dezembro de 2021,
território dominado pelo estado chileno.

Fonte: https://edicoesinsurrectas.noblogs.org/post/2021/12/20/comunicado-desde-as-prisoes-chilenas-sobre-as-eleicoes/

agência de notícias anarquistas-ana

Se tu és deste mundo
Escuta: é dezembro e ao longe
Alguém a pisoar.

Ihara Saikaku

[Alemanha] Ação Direta Cria Comunidades | Parem de Foder com o Clima: Ocupem as Florestas!

Por Philippe Pernot

Utopias anarquistas continuam vivas, não apenas em Chiapas ou Rojava, mas também no coração da Europa capitalista. Na Alemanha, a repressão policial e a gentrificação afetaram decisivamente os refúgios anarquistas tradicionais como Berlim, com vários espaços livres fechados desde o início da pandemia.

Mas uma nova forma de protesto está desabrochando: eco-anarquistas estão pegando ritmo na Alemanha. A bandeira preta e verde está mais forte do que nunca e desfruta surpreendentemente de ampla simpatia do público.

A Dannenröder Forest, apelidada “Danni,” a oitenta quilômetros de Frankfurt, está sob ataque. Uma rodovia está sendo construída, cortando pela floresta como uma ferida aberta; é um campo de batalha, uma testemunha da destruição ambiental e da resistência. Centenas de ativistas ocuparam a rota dos planos da rodovia A49 entre outubro de 2019 e dezembro de 2020.

Foram inspirados pelos protestos na Hambacher Forst, conhecida como “Hambi”, a ocupação alemã mais divulgada pela mídia, com um crescimento claro e orgânico a cada protesto. Da imaginação dos manifestantes, nasceram cem casas nas árvores, vários enormes tripés de madeira e uma constelação densa de circuitos e trilhas, criando um ecossistema único de resistência.

Organizada em bairros, a vida lá era utópica. Todas as decisões eram feitas de maneira descentralizada e unânime, deixando espaço para ativistas viverem sem limitações ou hierarquias. Slogans anarcofeministas, antirracistas e anticapitalistas celebrando a vida na floresta ecoavam entre as fogueiras.

Mas a repressão estava a caminho. Em dezembro, aproximadamente 3,000 policiais com canhões de água, liderados por comandos especiais, invadiram a floresta. Depois de destruir todas as barricadas e casas nas árvores, abriram caminho para o desmatamento.

Cortando pela floresta densa, a futura rodovia é severamente protegida por arames farpados e massivas patrulhas policiais. Ainda assim, a resistência eco-anarquista não fora desmobilizada. Centenas de ativistas se reuniram em abril de 2021 para um acampamento ambientalista para reinventar o protesto. Agora, ocupam legalmente estruturas em vilas e pretendem construir um movimento resiliente baseado em ações diretas descentralizadas.

Ocupações em florestas (Waldbesetzungen) têm sete vidas; de alguma forma, serem expulsos pela polícia os fortalecem. Os ativistas se dispersam pelo país, compartilham suas experiências e conhecimentos e criam novas áreas de protesto.

Uma rede orgânica de resistência está sendo tecida por toda a Alemanha e, às vezes, as linhas de ação individual se interseccionam e criam nós. Acampamentos ambientalistas são exatamente isso — nós que conectam todas as lutas.

O primeiro deles começou em Augsburg, uma cidade conservadora da Bavária. Dezenas de ambientalistas do grupo Fridays for Future (FFF) decidiram que manifestações semanais não eram suficientes. No verão passado, ocuparam a praça central da cidade. Construíram uma utopia de madeira no meio do distrito de compras, um equivalente eco-anarquista ao Occupy Wall Street.

Como na Danni, vivem sem autoridade, cozinham com comida encontrada nas lixeiras e são apoiados por uma rede de habitantes solidários. Do FFF à eco-anarquia, foram radicalizados pelos contos de ativistas viajantes da Danni e da Hambi. Em troca, fomentaram a resistência eco-anarquista no sul da Alemanha.

A família intencional das Waldbesetzungen e dos acampamentos ambientalistas estão crescendo continuamente. Praças centrais estão ocupadas em outras seis cidades alemãs, assim como uma dezena de florestas e prados.

A Altdorfer Waldbesetzung, conhecida como Alti, é a mais nova. Desde janeiro de 2021, a floresta, próxima da cidade turística de Ravensburg, ecoa o som de marretas, música e contos de fogueira. Protestando a expansão da mineração de cascalho destinada à exportação para a Áustria, de dez a trinta ativistas moram juntos, construindo dúzias de casas em árvores em vários bairros, seguindo o modelo das outras ocupações em florestas.

A jovem utopia anarquista é fortemente apoiada pelos habitantes locais, que cozinham duas refeições diárias para os ativistas, doam materiais de construção e se reúnem para visitar a ocupação nos finais de semana. Dado que a temporada de desmatamento começa em outubro, a Alti tem mais alguns meses para se preparar para o ataque policial pendente. No meio tempo, ações com faixas, manifestações e trotes contra políticos conservadores acontecem diariamente.

A utopia eco-anarquista existe e resiste e está crescendo continuamente como uma alternativa ao Partido Verde, que está se tornando o novo tradicional da Alemanha e pode até liderar o governo com as próximas eleições.

Lutas feministas, antirracistas e anticapitalistas estão se desenvolvendo em conjunto nas florestas porque todas as formas de opressão são interligadas. Preto é o novo verde.

Em tempos de greenwashing, capitalismo verde e ecofascismo, as Waldbesetzungen eco-anarquistas e os acampamentos ambientalistas oferecem uma fagulha de esperança bonita e combativa.

>> Philippe Pernot é fotojornalista com base na Alemanha, cujo trabalho foca em anarquia, resistência ecológica e a interconexão entre as lutas feministas, anticapitalistas e antirracistas. Depois de estudar na França, trabalhou no Líbano por um ano, cobrindo a situação palestina e aqueles abandonados pelo estado libanês. Co-publicou um relatório sobre um projeto de gasoduto de LNG no Quebec e uma zine sobre um shopping sendo construído em sua vila nativa no sul da França.

Fonte: Fifth Estate # 409, Summer, 2021

Tradução > Sky

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agência de notícias anarquistas-ana

Trovão ribomba
Galinhas levantam a crista
de uma única vez!

Naoto Matsushita

[Dinamarca] Bogcaféen Barrikaden, um espaço anarquista em Copenhague

Biblioteca, livraria e vendas

Temos uma biblioteca extensiva com títulos anarquistas e radicais de esquerda que contêm tudo, desde análises sociais a histórias em quadrinhos, bem como muitos livros, zines, adesivos, pôsteres e bottons à venda. Conosco você também encontrará uma distribuição de música na qual pode adquirir vinis e outros lançamentos das bandas que tocaram na casa da juventude. Somos também uma infoshop para grande parte da esquerda. Você pode se manter informado sobre o que está acontecendo em lançamentos locais, ou encontrar diferentes propagandas em forma de roupas, adesivos e panfletos.

Horário de funcionamento

Estamos abertos todas as segundas-feiras às 16-19h e terças-feiras às 17-21h. Também, cheque nossa página na internet para informações sobre eventos no café, assim como grupos de leituras anarquistas, exibição de filmes, apresentações, noites musicais, lançamentos e dias de jogos de tabuleiro e bolo. Estamos também abertamente conectados com outras atividades da casa, como brunch nos domingos ou festivais, e nos encontraremos em nossa barraca para o Mercado de Natal Christiania etc.

Então venha conosco, anarquista ou não – sempre há café de graça e ativistas felizes na Barricada.

Bogcaféen Barrikaden
Ungdomshuset
Dortheavej 61
2400 København NV.
barrikaden.dk

Tradução > Sky

agência de notícias anarquistas-ana

Demorou este ano,
Mas de repente, em toda a parte –
Primavera!

Paulo Franchetti

[Reino Unido] Ryan Roberts – sentença de prisão de 14 anos

Ryan Roberts foi condenado em 17 de dezembro de 2021 no Tribunal Bristol Crown a um total de 14 anos de prisão. Ele foi condenado por motim e quatro acusações de incêndio criminoso. Três das sentenças são consecutivas e apenas uma simultaneamente, daí a brutal sentença de 14 anos. Como já faz mais de sete anos, isso significa que ele tem que cumprir dois terços da pena. Ele vai cumprir pouco menos de uma década na prisão.

A manifestação ocorreu em março de 2021 contra o Projeto de Lei da Polícia, Tribunais e Condenações. Foi uma explosão de raiva contra a violência da polícia. A multidão reagiu depois que os policiais atacaram a multidão com cassetetes e escudos antimotim. O spray de pimenta foi usado indiscriminadamente, as pessoas foram atacadas com cavalos e golpeadas na cabeça com cassetetes e escudos. Os manifestantes reagiram, apreendendo escudos de choque da polícia, capacetes e cassetetes para se defenderem. No final da noite, vários veículos da polícia foram incendiados.

Um número crescente de pessoas foi detido e condenado à prisão, com mais julgamentos ocorrendo ao longo de 2022.

A hora é AGORA para solidariedade.

Escreva para ele em Ryan Roberts A5155EM HMP Bristol, Horfield, 19 Cambridge Road, Bristol. BS7 8PS

Ou use emailaprisoner.com

Doe para o fundo de apoio Kill the Bill Prisoner aqui: https://www.gofundme.com/f/ktb-prisoner-support-fund

Organize onde você está e mostre que ele não está sozinho!

Fonte: https://bristolabc.wordpress.com/2021/12/17/ryan-roberts-14-year-prison-sentence/

Tradução > GTR@Leibowitz__

agência de notícias anarquistas-ana

Pesos de papel
sobre os livros de figuras –
Vento de primavera.

Takai Kitô

[Polônia] Apoio à Iniciativa dos Trabalhadores (Inicjatywa Pracownicza)!

Reagir aos conflitos no local de trabalho (os quais geralmente ocorrem inesperadamente) e apoiar aqueles em greve requer dinheiro. É necessário para preparar e distribuir materiais de informação, custos de viagem e contratação de advogados. Não recebemos quaisquer subsídios do Estado ou dos empregadores e queremos estar ali enquanto a luta continuar. Para apoiar aqueles que resistem, precisamos primeiro do seu apoio para que nossas ações sejam mais efetivas.

Pedimos por suas contribuições: até mesmo pequenas quantias contam! Juntos somos mais fortes!

Transferências, descritas como “Darowizna” (“doações” em polonês), podem ser feitas para a seguinte conta bancária:

Ogólnopolski Związek Zawodowy Inicjatywa Pracownicza

Ul. Kościelna 4, 60-538 Poznań

Número da conta: IBAN PL88 2130 0004 2001 0577 6570 0001

Código BIC/SWIFT: INGBPLPW

Nome do banco: Volkswagen Bank direct

Endereço do banco: Rondo ONZ 1 00-124 Warszawa, woj. Mazowieckie, Polska

www.ozzip.pl

Tradução > Sky

agência de notícias anarquistas-ana

A lua, cansada,
adormeceu por instantes
no leito do rio.

Humberto del Maestro