[Espanha] Pare de criminalizar o movimento trabalhista

Por Secretaria Permanente do Comitê Confederal

Da CNT queremos mostrar publicamente nosso forte repúdio aos constantes ataques ao movimento anarco-sindical por defender a integridade da classe trabalhadora.

Por meio de multas econômicas ou com a situação angustiante de passar anos em processos judiciais com penas de prisão pendentes em nossas cabeças. O Estado, com todos os seus meios, usa a favor das elites empresariais e contra a classe trabalhadora para silenciar protestos que consideramos justos e necessários.

Condenamos firmemente a última sentença do Supremo Tribunal de Justiça das Astúrias contra 6 dos 8 réus em um conflito com a confeitaria La Suiza em Gijón.

Um processo sindical que começou com uma situação de abuso, exploração e assédio de um colega e levou a uma longa lista de acusados, que apoiam nosso colega há 5 anos, deixando finalmente 6 condenados.

Graças ao compadrio que a burguesia sempre teve e ainda tem, como na Idade Média, nada mudou aqui. Eles distorceram fatos e leis para acabar condenando nossos companheiros, por segurar uma faixa e mediar um conflito sindical, a mais de vinte anos de prisão.

Uma sentença exemplar para alertar toda a classe trabalhadora que é isso que nos espera se não dissermos sim à vida mal explorada, escravizada e precária.

Neste Estado eles não querem nem ver que a classe trabalhadora se organiza e toma medidas diretas, eles preferem se fazer de bobo em seus escritórios com seus juízes e sindicatos pagos.

Toda a CNT quer refletir e fazer sobressair acima de tudo, o nosso apoio incondicional às companheiras de Gijón, elas nunca estarão sozinhas!

Sempre apoiaremos suas ações sem medir consequências, porque a luta delas é nossa, se elas perderem, todos nós perdemos, se elas ganharem, a classe trabalhadora ganha.

Eles não vão nos parar, nosso desejo de justiça social é muito maior que a ganância deles.

ELES POR DINHEIRO, NÓS POR DIGNIDADE

Fonte:  https://www.cnt.es/noticias/basta-de-criminalizar-el-movimiento-obrero/

Tradução > GTR@Leibowitz__

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/07/12/espanha-manifestacao-em-gijon-em-apoio-aos-sindicalistas-condenados/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/07/08/espanha-o-estado-reprime-novamente-a-luta-anarco-sindical/

agência de notícias anarquistas-ana

Sobre mim a lua.
Lá atrás das altas montanhas
outro deve olhá-la.

Alexei Bueno

[Espanha] Um novo 1º de Maio juntas em Madrid

No domingo passado tivemos a oportunidade de marchar pelo segundo ano consecutivo na manifestação organizada em Madrid de forma unitária entre mais de quarenta organizações sindicais e coletivos sociais da cidade. Uma densa rede de movimentos sociais que está crescendo em torno de reivindicações básicas, mas com vocação transformadora. Este ano sob o lema “Consumir menos, distribuir tudo, viver com dignidade” milhares de pessoas voltaram a se juntar no que chamamos 1º de Maio interseccional e de classe. E esta é nossa proposta, buscar o encontro entre as diferentes demandas e particularidades que afetam a amplos setores de trabalhadores/as, e unir as lutas de toda a classe obreira sob uma mesma voz. Nesta ocasião pusemos especial atenção à incansável corrida de longa distância que as trabalhadoras do lar e dos cuidados fazem desde muito tempo atrás pela ratificação do convênio 189 da OIT e o reconhecimento ao direito de greve das mesmas, ou a extensa campanha de coleta de assinaturas pela ILP que solicita a regularização imediata de todas as pessoas em situação irregular e que afeta a milhares de trabalhadores, o que os impede de trabalhar legalmente, ou se veem submetidos a situações de abuso e exploração. Tampouco faltou a luta por uns serviços públicos de qualidadee universais, como a saúde pública agora que a pandemia ficou para trás e parece esquecer-se a importância vital desta.

Na manifestação marchou como parte considerável o bloco dos sindicatos da CNT em Madrid. Em um ambiente animado e combativo centenas de pessoas se uniram ao cortejo anarcossindicalista que abria com o lema “Juntas,vão nos ouvir”. A este foram se somando reivindicações próprias dos setores laborais nos quais o sindicato tem estado mais presente no último ano. Como a seção de imprensa e meios, a de artes cênicas, a coordenadora de arqueologia ou as seções sindicais no setor da intervenção social. Com especial determinação se mencionou com frequência a última reforma laboral que, como denunciamos, não é senão uma fraude à classe trabalhadora, pois o resultado acordado pela patronal e os sindicatos do governo se assemelha mais ao pequeno retoque da legislação anterior que a uma revogação total, tal e como exigimos desde o sindicalismo independente. Nesta linha e a luz do vivido nas últimas reuniões, os sindicatos da CNT se propõem nestes espaços unitários, como uma firme alternativa ao sindicalismo de acordos, apegado aos centros de trabalho através da seção sindical, uma ferramenta eficaz e horizontal, e às camadas mais desfavorecidas da classe trabalhadora, desempregados, falsos autônomos, novos ofícios digitais, trabalhadoras dos cuidados ou trabalhadores sem documentos. Com ele estamos construindo o sindicalismo que se propõe defender e ampliar direitos no presente e transformar o mundo no futuro.

Fonte: https://comarcalsur.cnt.es/un-nuevo-1o-de-maio-juntas-en-madrid/

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

A vasta noite
não é agora outra coisa
se não fragrância.

Jorge Luis Borges

[Espanha] Madrid: Primeira jornada sobre arqueologia, sindicalismo e memória histórica

Neste fim de semana será realizada a Primeira jornada sobre arqueologia, sindicalismo e memória histórica. As atividades começarão no sábado 7 de maio no sindicato CNT Comarcal Sur, continuando no domingo 8 de maio na sede da Fundação Anselmo Lorenzo. A jornada é organizada pelos trabalhadores de “uma profissão que não existe, que não é reconhecida por nenhuma instituição pública e, portanto, não tem acordo coletivo”. O objetivo? Uma arqueologia combativa.

Ou, melhor dito, arqueologias combativas “porque há muitas maneiras diferentes de fazer arqueologia, tantas quantas quisermos (ou devemos) contar a história e como queremos contá-la”. Combativa porque queremos arrancar a arqueologia de seu discurso neoliberal, do discurso do lucro; para arrancar aquela auréola de romantismo que esconde tanta miséria. Combativa porque, diante da onda reacionária e autoritária que está vindo sobre a Europa, queremos uma arqueologia que fale através de bocas dissidentes que tentam transformar a sociedade e combater a onda do neoliberalismo autoritário que faz de nossas vidas sua reserva privada”.

Com o apoio do sindicato CNT Comarcal Sur, esta jornada é organizada por e para as trabalhadoras de arqueologia e é um ponto de encontro para debate e reflexão: “uma forma de expressar o que nós, trabalhadoras do sindicato, queremos alcançar, um convite para conhecer estas vozes e estas lutas com o objetivo de ajudar a promovê-las, assim como encorajar outras companheiras a participar e a construir pontes com redes dissidentes”.

Neste link (https://comarcalsur.cnt.es/i-jornadas-de-arqueologia-sindicalismo-y-memoria-historica/), você encontrará o programa detalhado com todas as atividades. Portanto, estamos esperando por você no sábado no sindicato CNT Comarcal Sur, localizado no Paseo de Alberto Palacios, 2 em Villaverde Alto. E lembramos que no domingo 8 de maio estaremos na sede da FAL em Madrid, na Calle Peñuelas, 41 (Metro Acacias ou Embajadores). Lá, o arquivista da FAL Juan Cruz estará presente em um encontro sobre memória histórica com a arqueóloga e antropóloga forense Alejandra Vera, e o historiador do movimento operário Julián Vadillo.

Se você tiver alguma dúvida, pode nos contatar nas seguintes plataformas:

  • Email: arqueologia@comarcalsur.cnt.es
  • RR.SS. (Instagram, Facebook e Twitter): @arqueocomsur

fal.cnt.es

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mata quase nua:
um sabiá
canta o outrora

Cláudio Feldman

[Guarujá-SP] Apoie a Biblioteca Carlo Aldegheri

A Biblioteca Carlo Aldegheri é um centro de documentação anarquista de acesso público. O acervo que compõe o nosso arquivo, além de livros, é composto por documentos em diversos formatos, tais como: revistas, jornais, brochuras, zines, informativos, panfletos, cartazes, fotos, cartas, filmes, entre outros.

Além de ser um centro de documentação anarquista, a Biblioteca Carlo Aldegheri funciona como um espaço de reuniões e atividades públicas. Temos como finalidade auxiliar a fundações de outras bibliotecas populares e centro de documentação autônomos, em diferentes localidades, estabelecendo uma atuação em conjunto. Nossos princípios são a autogestão, o federalismo, a ação direta, o apoio mútuo. Promovemos o livre pensamento, o autodidatismo, a cultura popular e libertária contra as amarras do preconceito, da discriminação e da ignorância!

Uma das maneiras de apoiar diretamente os projetos da Biblioteca Carlo Aldegheri, é nos apoiando financeiramente, com qualquer quantia. Não contamos com nenhum subsídio ou apoio institucional seja do Estado ou de empresas privadas. Assim, as únicas formas de financiamento são por meio da venda de materiais, o autofinanciamento ou a colaboração de pessoas solidárias ao projeto. Achamos importante ressaltar que as contribuições regulares nos ajudam a mensalmente manter o projeto e nos permite desenvolver diversas atividades. Nosso pix é: nelca@riseup.net

Ajudem a divulgar essa mensagem!

A MAIOR FORÇA DE NOSSA LUTA É A SOLIDARIEDADE (A)!!!

agência de notícias anarquistas-ana

está calor
o sapo coaxa
dentro da bromélia

Akemi Yamamoto Amorim

[Chile] Maio antiprisão em memória de Mauricio Morales!

Neste domingo 8 de maio, em frente à prisão de San Miguel, a partir das 17h00, daremos vida a uma atividade pela memória antiprisão.

13 anos após a morte do companheiro Mauricio Morales, tentando atacar a Escola de Gendarmeria, suas ideias ainda estão vivas e presentes na rua, em múltiplos caminhos, avançando em direção à libertação total.

Em memória de nossos mortos e em eterno desprezo pela sociedade prisional, nossa memória negra continua a fortalecer os laços entre os companheiros e companheiras.

Para os 81 presos assassinados pelo Estado no incêndio da prisão de San Miguel, para nosso companheiro Punki Mauri, nada e ninguém é esquecido…

Até destruirmos o último bastião da sociedade penitenciária!

Punki Mauri Presente!

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/05/18/chile-ativacao-em-memoria-do-punky-mauri-e-dos-81-prisioneiros-mortos-na-prisao-de-san-miguel/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2019/07/17/chile-punki-mauri-presente-10-anos-da-morte-em-acao-de-mauricio-morales/

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Em qualquer lugar
Onde se deixem as coisas,
As sombras do outono.

Kyoshi

Lançamento: “O direito ao ócio e à expropriação individual”, de Severino di Giovanni

O direito ao ócio e à expropriação individual foi publicado originalmente nas páginas de L’Aldunata dei Refrattari, jornal anarquista de perspectiva insurrecional impresso em língua italiana entre 1922 e 1971 em Nova Iorque. A versão do texto em espanhol foi difundida na cidade de Montevidéu em 1933 nas páginas do jornal Afirmación sob o pseudônimo Briand (utilizado por Severino di Giovanni). O jornal Afirmación era editado por Miguel Ramos, que teve de sair de Buenos Aires (onde o jornal foi inicialmente publicado) e atravessar o Rio da Prata sentido Montevidéu para se exilar após o golpe militar dado pelo verme-general Uriburu em setembro de 1930. Mesmo após o golpe, Severino decidiu seguir em Buenos Aires, onde continuou realizando expropriações, ataques explosivos direto aos símbolos do Estado e do capitalismo, bem como escrevendo e publicando textos anarquistas.

A intensidade das ações, a indocilidade própria das táticas insurrecionais anárquicas e a dificuldade do Estado em capturá-lo, o transformou em um dos principais alvos das polícias do Rio da Prata. Após uma intensa perseguição que durou anos, o Estado argentino conseguiu prendê-lo e assassiná-lo no paredão de fuzilamento no dia 1 de fevereiro de 1931, dois anos antes da publicação do texto em espanhol, que, portanto, foi difundido postumamente.

O material que publicamos aqui foi escrito há quase 100 anos, ou seja, em um contexto diferente do de hoje, no qual o capitalismo tinha como base o trabalho braçal e ainda não existiam noções contemporâneas como trabalho “criativo” e “intelectual”, próprias do neoliberalismo. Mesmo assim, entendemos que o texto segue extremamente atual e necessário, já que, seja nas fábricas do início do século XX ou nas empresas do século XXI, a exploração e o domínio sobre os corpos se mantém.

> Baixe aqui em PDF: https://edicoesinsurrectas.noblogs.org/files/2022/04/direito-ao-ocio-e-a-expopriacao-individual.cleaned.pdf

Fonte: https://edicoesinsurrectas.noblogs.org/post/2022/04/27/lancamento-o-direito-ao-ocio-e-a-expropriacao-individual-severino-di-giovanni/

agência de notícias anarquistas-ana

barro já seco
por pegadas de sapato
passeiam formigas

Jorge B. Rodríguez

 

[Espanha] Videoclipe | Rap | Kropotkin | “Memórias de um revolucionário”

MEMÓRIAS DE UM REVOLUCIONÁRIO.

Piotr Kropotkin

Videoclipe em homenagem a Piotr Kropotkin e baseado em seu magnífico trabalho “MEMÓRIAS DE UM REVOLUCIONÁRIO”.

Canção de rap composta por:

JUANITO REYERTA / CALLA LA ORDEN / EKOCIDIO / V DE BRAGAS / KRONSTADT

Francisco de Marcos dá voz ao Kropotkin.

E um verdadeiro servidor, “el Bellotero”, rabisca, anima e edita o vídeo.

O vídeo deveria ter saído em 2021, ano do aniversário da morte de Kropotkin, mas todos nós sabemos que às vezes a vida é um pouco sórdida, e se você é um trabalhador precário, essa chove sobre você. Sob as rochas você tem que procurar tempo livre para cantar ou desenhar, tirando horas do sono e da família. E o bem mais precioso é a liberdade, contra a qual os mesmos inimigos de hoje e de ontem da época de Kropotkin estão atacando.

Que este vídeo realizado coletivamente voe para bem longe. Copie/divulgue livremente, é seu, meu, de todos e todas e de ninguém, tal e como o intelectual russo acima mencionado teria desejado.

>> Assista o videoclipe (05:24) aqui:

https://youtu.be/T0VPjnD2ELY

agência de notícias anarquistas-ana

ao seu voo rápido
borboletinha amarela
o mais é cenário!

Gustavo Terra

[Alemanha] Munique: invasões residenciais e da biblioteca anarquista pela polícia

Hoje, dia 26 de abril de 2022, invasões coordenadas da polícia aconteceram em Munique, em vários apartamentos e na biblioteca anarquista Frevel, com o pretexto de “formação de organização criminosa”.

As pessoas envolvidas foram acusadas de incitação ao crime através de publicações anárquicas. Os policiais confiscaram praticamente todos os informativos e jornais anarquistas, assim como todo o material que poderia estar envolvido na impressão de publicações. Dois dos acusados foram levados sob custódia e foi requerido uma amostra de DNA. Foram então soltos, todos os acusados se encontram em liberdade.

Os policiais tentam nos intimidar, assustar-nos e nos aterrorizar, mas não estamos surpresos que, em tempos de estado de emergência e guerra, o Estado aja contra seus inimigos, contra ideias anárquicas e sua difusão.

Mais informações em breve…

Sem especulações!

ACAB 4 eva

>> O Artigo 129 do código penal alemão é conhecido pelo nome de “constituição de organizações criminosas” e aponta não apenas à criação de associações criminosas, mas também à filiação e ao apoio a tais organizações. É utilizado regularmente contra revolucionários na Alemanha, e tem sido usado particularmente em Leipzig, Weimar, Hamburgo, Frankfurt e Berlim nos últimos anos.

Tradução > Sky

agência de notícias anarquistas-ana

no contorno do gato
um ponto negro no dorso
dorme –

Krzysztof Karwowski

[Espanha] Crônica do 1º de Maio 2022 da CNT-AIT Granada

Para este Primeiro de Maio, a CNT-AIT de Granada convocou uma manifestação desde a Fuente de las Granadas, que se dirigiu a vários estabelecimentos com os quais temos conflitos laborais: na Rua San Antón se protestou contra Salón de Juegos Joker, e na Rua Salamanca contra Frankfurt Bocanegra. Não se foi a outro lugar pré-fixado, porque se conseguiu ganhar completamente, o que informaremos quando tudo se formalize. Na Rua Lepanto se recordou o brutal desalojo contra várias mães e famílias.

Em Campo el Príncipe terminou o percurso, iniciando-se em seguida o comício após a leitura do manifesto da CNT-AIT de Granada, que já expusemos na convocatória. Em seguida falaram várias representações: primeiro uma companheira de Acción Sindical, relatando sua experiência na constituição de uma seção sindical; em seguida desde Feminismos da CNT-AIT Granada se defendeu uma postura antibelicista desde uma perspectiva feminista na situação atual, na qual podemos comprovar uma proliferação de linguagens e discursos “de guerra”, fato que emana do patriarcado, do Estado e do capitalismo; e finalmente um companheiro falou sobre a necessidade de cumprir a pretensão do anarquismo em fazer da ética uma política ativa e vigente, frente a um capitalismo que por natureza é imoral e destruidor, expondo fatos de muita atualidade como claros exemplos. E para combater a esse capitalismo antiético, é necessário estender-se e defender o internacionalismo.

Na Plaza del Campo el Príncipe fez um forte sol e foi inevitável a dispersão dos participantes para diferentes pontos da zona, especialmente onde tinha mais sombra, mas o ambiente foi em todos os momentos positivo e agradável, com os companheiros se relacionando. Também, se montou uma mesa de material libertário e anticarcerário (livros, panfletos, adesivos, música, camisetas, placas…), teve salgadinhos veganos de diferentes tipos e o DJ Lyonna pôs algo de música.

Após o comício houve duas divertidas atuações: “primero concierto de Fulanita Letal”, com temas de “Un auténtico fraude”; e depois algumas pequenas atuações de marionete com Títeres desde Abajo. Após tudo isso, se deu por finalizado o ato, mas os participantes continuaram um tempo a mais, até que se recolheram as infraestruturas utilizadas.

Fonte: https://granada.cntait.org/content/cr%C3%B3nica-del-1%C2%BA-de-Maio-2022-de-cnt-ait-granada

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Mensagem no ar
Tributo à minha saudade —
Sabiá-laranjeira

Neiva Pavesi

Memória | Anarquismo, Raça e Classe!

Por Marcolino Jeremias

>> Em destaque, foto do anarquista negro brasileiro Candido Costa, carpinteiro de profissão, durante um discurso, numa Manifestação Contra a Carestia de Vida, na frente da sede da Federação Operária do Rio de Janeiro, em 1913.

“Seu discurso foi violentíssimo, atacando o Partido Católico”

Candido Costa, além das Manifestações Contra a Carestia, foi membro da Federação Operária do Rio de Janeiro/Confederação Operária Brasileira, tomou parte nas Manifestações Contra a Primeira Guerra Mundial, participou dos Congressos Operários Brasileiros, da Greve Geral de 1917, no Rio de Janeiro, falou em diversas conferências no Centro Cosmopolita, na Liga Anticlerical e em outras associações de classe, inclusive, ao lado da anarquista espanhola Juana Rouco Buela, sobre o tema da organização.

Era tão ativo, que participava até mesmo de eventos antagônicos aos ideais que defendia, para polemizar com seus adversários, como certa vez quando participou de um Comício do Partido Católico. Segundo a imprensa comercial da época: “Mal tinha o orador terminado o seu discurso, um popular de cor preta galgou as escadas e dirigiu a palavra ao povo. O seu discurso foi violentíssimo, atacando o Partido Católico. Uma gritaria ensurdecedora se fez ouvir. Houve bofetadas, pontapés. Candido Costa que é o nome do orador em questão, é carpinteiro e anarquista entusiasta. Terminando o seu discurso que ‘anarquizou’ o comício, foi o orador carregado pelos seus correligionários até a Confederação Operária Brasileira. Ali falou de uma das janelas do edifício, o anarquista Candido Costa, dispersando-se em seguida os populares“.

Sobre o mesmo episódio, a imprensa anarquista registrou: “Se entre nós existisse uma meia dúzia de Candidos Costas isto é, se em toda a parte onde os elementos retrógrados se apresentassem em público para ludibriar os ignorantes e os ingênuos, os anarquistas aparecessem a refutar-lhes os pretensos argumentos, a descobrir lhes a calva e arrancar-lhes as máscaras, não sofreríamos tanto o peso deste ambiente que nos oprime, esmaga e asfixia. Ao Candido Costa um forte abraço pela sua nobre atitude. Que o seu exemplo frutifique“.

agência de notícias anarquistas-ana

O peixe mergulha
do seu salto sobre a rocha:
o rio não para.

Everton Lourenço Maximo

Chamado desde as prisões do Estado chileno

“Ninguém poderá apagar a história da resistência ofensiva fora e dentro das prisões chilenas porque os esforços de centenas de companheirxs e cúmplices em todo o mundo estão comprometidxs com isso, e elxs não param e não pararão até verem cair o último bastião da sociedade carcerária.”
(Esclarecimentos necessários sobre a prisão política no Chile hoje –  várias redes afins, fevereiro de 2022).

Unindo vontades e consciências pela liberdade do companheiro Marcelo Villarroel

Há um ano, nesta época, estávamos realizando uma greve de fome que durou 50 dias exigindo a revogação das modificações do D.L. 321, a anulação das condenações do Ministério Público Militar e com isso a libertação de nosso companheiro Marcelo Villarroel.

Hoje, a esta luta que está em plena vigência, damos um novo impulso tendo como prioridade coletiva a liberdade de Marcelo, sobre quem se condensam explícitas e inaceitáveis ​​aberrações jurídicas que vão além da própria legalidade do Poder.

Marcelo foi detido na Argentina em março de 2008, onde esteve 22 meses na prisão e logo foi expulso para o Chile. Hoje, pouco mais de um ano e meio após cumprir a pena de 14 anos por dois assaltos a duas agências bancárias em 2007, o companheiro se encontra atrás das grades também por um conjunto de condenações do início dos anos 1990 feitas pelo tribunal militar de Pinochet, que hoje somam mais de 46 anos. Com isso, querem sepultá-lo na prisão, perpetuando suas penas em meio a um inaceitável silêncio cúmplice de todas as estruturas que afirmam a trama política, jurídica, policial e penitenciária do Estado chileno.

Na atualidade, quando o governo da vez fala de “fim da transição, a justiça militar parece não existir, já que a mesma se encontra questionada a nível internacional e por amplos setores político e sociais neste país, mas isso não é mais que uma virtualidade. Na realidade a bota militar segue presente com a cumplicidade de muitas pessoas, mantendo revolucionárixs presxs e evidenciando nos fatos a perversa continuidade da ditadura civil-militar de antes.

Apesar das condições adversas marcadas por décadas de prisão em regimes de máxima e alta segurança, Marcelo sempre se manteve ativo e presente nos distintos momentos de luta.

Foi membro ativo do extinto Mapu-Lautaro, motivo pelo qual se arrastam condenações por fatos ocorridos há mais de 30 anos. Logo, foi parte do núcleo fundador do Koletivo Kamina Libre nas prisões da transição democrática do capital, levando a cabo, conjuntamente, múltiplas greves de fome, motins e mobilizações que se traduziram na libertação de quase todxs xs-membrxs de Kamina Libre entre 2002 e 2004.

Suas múltiplas reflexões subversivas, autônomas e anárquicas têm sido uma forte contribuição ao debate e às práticas anticarcerárias dentro e fora da prisão, demonstrando que a pessoa presa é uma companheira que se encontra temporariamente em uma situação de isolamento, de onde também é parte e representa uma contribuição à luta.

Nesse sentido, foi gerada uma solidariedade combativa entendida como uma relação recíproca que envolve tanto a pessoa presa quanto os entornos solidários na rua, onde x companheirx tem sido e é parte dessa construção constante que combate as práticas vitimistas e assistencialistas que causaram tanto dano em diversas iniciativas de luta pela liberdade dxs presxs da guerra social, da revolta e mapuche.

Nesses momentos em que o Poder se reajusta para mostrar uma cara amável, continuamos e fortalecemos este caminho de enfrentamento apontando coletivamente, como presxs anarquistas e subversivxs, pela liberdade de nosso companheiro Marcelo Villaroel.

Sabemos e entendemos que uma das principais contradições político-jurídicas da atualidade é a manutenção e aplicação das sentenças da justiça militar. Por isso para nossos esforços, em todas as formas de luta, estão centrados hoje na anulação das referidas sentenças, o que tiraria imediatamente Marcelo da prisão, já que ele também é o preso político que mais anos cumpriu pena nas prisões do Estado chileno hoje isso não pode mais ser ignorado.

Partindo do princípio de que xs nossxs presxs são compas que nos faltam na rua, fazemos um apelo à prática da solidariedade combativa e em todos os planos que nos permitam tirar Marcelo deste já longo confinamento, usando toda a nossa imaginação e meios à nossa disposição para eliminar de uma vez por todas a desastrosa justiça militar, suas sentenças e seu terrível legado na história recente deste território.

Chamamos com firmeza e cumplicidade fraterna a todxs aquelxs que tem consciência da justeza desta necessária luta como parte do enfrentamento à perpetuidade vingativa das sentenças impostas pelo poder aos nossxs compas de luta.

Saudamos com profunda alegria a recente saída do compa Pablo Bahamondez, “Oso” e a consequente anulação de seu processo judicial, evidenciando como o poder mantém companheirxs na cadeia por anos para depois serem absolvidxs por processos profundamente ilegais que ninguém é responsabilizado, incluindo os anos de prisão.

A todos os espaços anticarcerários, às nossas redes irmãs, às rádios e plataformas de divulgação e contra-informação, aos grupos, células e afins, às bibliotecas, editoras, publicações e okupações, às brigadas muralistas, oficinas, bandas e criadorxs multiformes, axs companheirxs e irmãxs de luta e rebeldes de todos os territórios, convocamos vocês para enfrentarmos juntos essa batalha urgente e inescapável.

~ANULAÇÃO DAS CONDENAÇÕES DA JUSTIÇA MILITAR CONTRA MARCELO VILLAROEL!

~LIBERDADE IMEDIATA!

~UNINDO VONTADES E CONSCIÊNCIAS PELA LIBERDADE DO COMPANHEIRO MARCELO VILLAROEL!

~LIBERDADE PARA XS PRESXS SUBVERSIVXS, ANARQUISTAS E MAPUCHE!

~MORTE AO ESTADO E VIVA A ANARQUIA!

~ENQUANTO EXISTA MISÉRIA, HAVERÁ REBELIÃO!

Mónica Caballero Sepúlveda
Cárcere de mulheres de San Miguel, Santiago.

Francisco Solar Domínguez
Módulo 2 da prisão-empresa de segurança máxima Rancagua.

Joaquín García Chancks,
Juan Aliste Vega,
Marcelo Villaroel Sepúlveda
Módulo 1 alta segurança, prisão-empresa Rancagua.

1° de Maio de 2022.

Fonte: https://edicoesinsurrectas.noblogs.org/post/2022/05/01/chamado-desde-as-prisoes-do-estado-chileno/

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as pálpebras do gato
ao ritmo das gotas
do candelabro

Valentin Busuioc

Vídeo | “Anarchists Against Putin: International Anarchist Mobilization.” Parte 1 – Polônia

Por Alexis Daloumis

A maior parte das reportagens da Polônia e da Ucrânia é sobre a mobilização prática de anarquistas, seu suporte e participação na resistência contra a invasão do regime de Putin.

Este vídeo se passa na Polônia e é a primeira parte do trabalho final completo. Ele explora a resposta do meio anarquista à guerra da Ucrânia, ambos nacional e internacionalmente, e como há uma oposição unânime ao imperialismo russo e como esse estado de emergência uniu o movimento, apesar de antecedentes de conflitos e divisão, em direção a um objetivo comum.

A segunda parte, que virá em breve, será gravada na Ucrânia.

>> Veja a primeira parte aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=uhui8LLNcwY&t=26s

Isso é DIY, Jornalismo de Guerrilha. Sem chefes, sem patrocinadores senão o público.

Para apoiar:  https://www.patreon.com/alexisdaloumis

Tradução > Sky

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A abelha voa vai
vem volta pesada
dourada de pólen

Eugénia Tabosa

[País Basco] 1º de maio: é preciso fazer progressos na organização sindical nos locais de trabalho

  • A CNT considera que neste 1º de maio “a classe trabalhadora deixou clara sua oposição ao pactismo sindical, refletido na Reforma Trabalhista de 2021”.
  • “Devemos continuar nos organizando, para ampliar nosso modelo sindical”, diz a central anarcossindicalista, “porque é o único seguro para a emancipação da classe trabalhadora”.

No País Basco, as bandeiras negras vermelhas têm voado novamente: Bilbao, Donostia, Iruñea, Gasteiz, Barakaldo… com mobilizações nas quais “a CNT deixou clara sua oposição ao sindicalismo de pactos”, além de exigir “uma redistribuição da riqueza, começando com o pagamento de salários dignos”.

Além de exigir aumentos salariais como “um remédio para enfrentar o aumento do custo de vida”, a CNT apontou que “devemos ir mais longe, e não esquecer que enquanto estivermos sob a ditadura do Capital, a inflação é apenas mais uma forma de roubar a classe trabalhadora”. “Somos saqueados duas vezes, uma com o roubo de mais-valia, e outra com o roubo da inflação”, disse a central anarcossindicalista.

“Nosso desafio é o da organização sindical nos locais de trabalho”, salientou a organização sindical. “É claro que onde há seções sindicais bem estabelecidas, os trabalhadores estão muito mais aptos a enfrentar as agressões dos empregadores”, apontou a CNT. Esse é o primeiro passo, a criação de sindicatos, como meio de alcançar melhorias no local de trabalho, “mas também a emancipação dos próprios trabalhadores para um mundo sem exploração”, concluiu o sindicato.

Nas seguintes linhas você pode ler parte da manifestação em Bilbao

Eles dizem que estamos em guerra. A União Europeia “civilizada”, contra os “selvagens” russos. O custo de vida está aumentando, por causa da guerra, dizem eles, mas exigem de nós um esforço para “salvar” a civilização ocidental. Que vamos sofrer outra crise como consequência da guerra. Mas que crise?

Estamos em crise desde 2008. Essa crise foi porque nós, a classe trabalhadora, fomos informados de que estávamos vivendo além de nossas possibilidades. E eles nos fizeram lembrar que somos classe trabalhadora, que somos inúteis. Eles nos roubaram o pouco que restava do Estado social, mas fizeram negócios com o que saquearam.

Uma geração que estava apenas começando no mundo do trabalho foi recolocada na posição de partida. Chega de sonhos de classe média, moradia com piscina em um ambiente ideal, férias em lugares exóticos, estabilidade no trabalho e promoção profissional… que não era mais para nossa classe social.

O nosso era seguir com uma série de contratos temporários de trabalho, não chegando nem mesmo a mileurista (que vive com mil euros), e sem saber o que era um trabalho estável. Isso gerou muita frustração, mas não o suficiente para romper com tudo.

Depois veio a pandemia. De surpresa, aqueles de nós que eram tratados como lixo pela sociedade, os mais baixos na escada da empresa, os precários, aqueles que trabalham em empregos que ninguém quer, se tornaram essenciais. Empresários, gestores de recursos humanos, acionistas, rentistas… estavam em abundância quando se tratava de movimentar a economia. Pessoal de limpeza, caixas de lojas, profissionais de saúde e um longo etc., aqueles que sempre foram maltratados por empresas e administrações públicas, nós mantivemos a economia viva. Porque é a classe trabalhadora que move o mundo.

Depois veio a crise gerada pela pandemia. Mais tarde, um navio cruzado no Canal do Suez foi capaz de paralisar a economia mundial. Não esqueçamos que foram os trabalhadores que o desbloquearam.

E agora a guerra, mais crise. Acontece que, não importa quantas razões você procure, o problema não é a crise, mas o capitalismo: é o capitalismo que gera as crises, e isso está nos levando ao colapso.

Agora, eles falam sobre a inflação, sobre o aumento do custo de vida, que tem disparado. Bem, ao contrário, os especuladores a impulsionaram, a fim de continuar sangrando a classe trabalhadora.

Isto não é novidade. Desde que aderimos ao euro, há 20 anos, os salários reais não subiram em nada. A razão não é apenas o Euro, mas a moeda única nos tornou mais presos. O problema é o conflito entre capital e trabalho; o problema é que, para que alguns enriqueçam, aqueles que geram riqueza têm que nos empobrecer.

Anos de lucros, e agora os chefes dizem que não podem arcar com aumentos salariais. Eles estão rindo na nossa cara. Bem, eles não são. Chegou a hora de enfrentá-los. Dizer basta é suficiente.

O pacto de renda; você deve ter ouvido algo sobre isso. O que eles estão nos dizendo é que temos que abrir mão dos aumentos salariais. O Pacto de Moncloa do século XXI. Mais uma vez, estamos falando de luta de classes. A luta entre capital e trabalho. É por isso que devemos ser claros sobre em que trincheira estamos e, a fim de superar este sistema miserável, o que temos que fazer.

Devemos gerir os meios de produção. Para isso, a ferramenta mais poderosa que a classe trabalhadora tem é o anarcossindicalismo. As seções sindicais estão voltadas para isso: conseguir melhorias na esfera trabalhista, mas também ampliar a gestão dos trabalhadores. Esse é o potencial que as seções sindicais da CNT têm: tornar possível uma economia gerida pelos trabalhadores.

Para todos aqueles que acreditam que deve haver um retorno à centralidade da classe, ao conflito capital-trabalho, afiliar-se e militar na CNT, a classe nunca deixou de ser central aqui.

Para todas aquelas pessoas que estão na CNT, você tem uma grande responsabilidade: organizar os locais de trabalho.

Eu sei que não é um trabalho agradável, que há companheiros que são um caso à parte. Mas lembre-se que temos um objetivo comum, e que, se trabalharmos duro, podemos contrabalançar as estratégias comerciais de dividir para conquistar. Enquanto a maioria dos sindicatos realiza campanhas muito fracas, sem uma estratégia clara, a maioria dos empregadores realiza campanhas muito estratégicas, aproveitando ao máximo a gama de táticas anti-sindicais eficazes disponíveis para eles e adaptando e ajustando essas táticas.

Apesar disso, temos mais a ganhar, mas devemos fazê-lo com a cabeça. Vamos nos organizar agora.

Finalmente, gostaríamos de destacar o trabalho das seções sindicais de nosso sindicato. Imersos em inúmeros conflitos, eles encontraram a força e a coragem para enfrentar os ataques dos empregadores. Ataco, Osakidetza, Tubos Reunidos, Ercilla, Grupo EDE, Dianova, Ecoespacio, Diputación Foral de Bizkaia. Viva vocês e suas lutas!

Finalmente, lembrem-se que…

Queremos trabalhar menos

Todos nós queremos trabalhar

Queremos produzir o que precisamos

Queremos redistribuir tudo

Gora anarkosindikalismoa! Gora CNT!

Fonte: https://www.cnt.es/noticias/1-de-mayo-hay-que-avanzar-en-la-organizacion-sindical-de-los-lugares-de-trabajo/

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

Velho casarão.
Iluminam o interior
raios de luar.

Fanny Dupré

Povoado ucraniano se inspira em herói anarquista local

Apesar dos bombardeios massivos e da presença das tropas russas, o moral se mantém alto em um povoado ucraniano que se inspira na memória de um herói anarquista local.

No povoado de Huliaipole (sul), o estrondo das bombas nos arredores recorda a proximidade dos combates.

A maioria dos seus 16.000 habitantes fugiu, mas foram substituídos por aqueles que escaparam dos avanços russos na região do Donbass (leste), parcialmente controlada pelos separatistas pró-russos desde 2014.

As ruas estão desertas e ver um carro é algo raro.

Muitas casas com jardins bem cuidados já não têm teto ou sofreram danos estruturais pelos bombardeios.

Tatiana Samolenka, de 63 anos, acabava de levar as galinhas ao curral quando escutou um som estridente.

“Eu sabia que vinha até nós. Pensei que minha casa seria minha sepultura”, disse à AFP. Seu esposo, que havia cruzado a rua, observou quando a bomba arremeteu em um campo próximo.

Uma cratera de vários metros de comprimento e profundidade mostrou o quão perto estiveram da morte.

“Uma bomba idêntica caiu um pouco mais longe esses dias, mas não estourou. Nos custou movê-la, pesava 300 quilos”, comentou o prefeito local, Serguey Yarmak.

Semanas atrás, disse que o povoado foi atacado por uma bomba de fósforo.

“Foi em plena luz do dia, mas parecia fogos de artifício”, contou Yamak. Uma área ampla e enegrecida ficou visível, ainda que a grama recém-brotada torne difícil imaginar a magnitude do incêndio.

Mais recentemente, soldados russos entraram no povoado antes de serem repelidos pelas forças ucranianas.

“Huliaipole resistiu e sempre o fará”, insiste Yarmak, que assegura que o povoado se inspira em seu filho mais famoso, Nestor Makhno, um carismático anarquista que liderou uma guerrilha campesina contra as tropas alemãs e austríacas que ocuparam a Ucrânia após a revolução de outubro de 1917.

Uma “lenda” conhecida pelo seu apoio à independência ucraniana e pelos seus trajes e seu “papahke”, um gorro cossaco de pelo de ovelha, Makhno estabeleceu comunas autônomas como Huliaipole como centro de seus experimentos sociais, pelo qual ficou conhecida como a “capital anarquista”.

O Exército Vermelho, porém, de quem foi aliado, se voltou contra Makhno e suas forças e ele teve que se exilar. Morreu em Paris em 1934.

Um século depois, o prefeito insiste que as tentativas russas de invadir a Ucrânia vão fracassar “porque somos independentes e livres”.

Inclusive na guerra, sua lenda ainda inspira os habitantes.

Grupos de defesa local começaram a se chamar de “o arco de Makhno”, segundo o prefeito.

“Faz uns dias, nossos rapazes derrubaram dois helicópteros”, assegurou. A AFP não conseguiu confirmar a veracidade da afirmação.

Fonte: agências de notícias

agência de notícias anarquistas-ana

luar na relva
vento insone
tira o sono das flores

Alonso Alvarez

[Natal-RN] Intervenção política na estátua do intelectual potiguar Câmara Cascudo.

Além da carreira acadêmica e de folclorista, amplamente conhecidas, Câmara Cascudo também teve uma vida política ativa, principalmente junto às elites do Estado, uma delas é sua filiação ao Partido Integralista, fundado por Plínio Salgado. O integralismo é a versão brasileira dos fascismos europeus, e o que pouca gente sabe (ou faz questão de esquecer) é que Câmara Cascudo e o cearense Gustavo Barroso, faziam parte da ala mais radical e violenta desse partido fascista brasileiro, ao ponto do fundador do partido, Salgado, muitas vezes pedir-lhes calma e moderação em suas posturas e propostas. Na madrugada desse 1° de Maio, ao que tudo indica (já que nossas fontes fizeram as imagens no domingo), um grupo fez uma intervenção política na estátua do intelectual pintando suas mãos de vermelho e escrevendo o lema Antifascista popularizado na Revolução Espanhola “Fascistas não passarão!”.

Coletivo Autônomo Lima Barreto

RECC/FOB-RN

@lutafobrn

agência de notícias anarquistas-ana

na poça da rua
o vira-lata
lambe a lua

Millôr Fernandes

[Reino Unido] Feira do Livro Anarquista Newcastle Ewan Brown

O dia 21 de maio de 2022 marcará a primeira Newcastle Anarchist Bookfair em homenagem a Ewan Brown. Originalmente planejada para 2021, mas adiada devido ao COVID, essa será uma celebração de Ewan e do passado, presente e futuro radicais da região.

A feira do livro ocorrerá no Star and Shadow Cinema, no Newcastle-upon-Tyne, e contará com bancas de organizações locais e nacionais, assim como com palestras, música, poesia e oficinas de vários grupos e disciplinas.

A feira do livro é organizada por um grupo de voluntários, através de doações e bancas. Tentamos fazer esse evento o mais acessível possível para que qualquer pessoa possa curti-lo.

Dependemos de doações para realizar a feira do livro. Se você gostaria de ajudar, porém não pode doar o seu tempo, por favor considere uma contribuição financeira – isso nos ajuda bastante:

opencollective.com/ewan-brown-anarchist-bookfair

Se você quiser saber mais, ou se envolver, por favor entre em contato:

newcastleanarchistbookfair@protonmail.com

newcastlebookfair.org.uk

Tradução > Sky

agência de notícias anarquistas-ana

mamãe passarinho chocando,
papai trouxe a comida
festa na copa das árvores

Akemi Yamamoto Amorim