Professor punk cria floresta na caatinga sergipana

Marcelo Prata, 49, é um agricultor que teve o sonho de erguer uma floresta no interior de Sergipe. Mas, em 2012, quando começou a preparar um terreno com cinco hectares na Caatinga, tudo o que tinha era um leve sereno à noite e mais nada. A terra comprada é em declive, e o solo havia sido queimado por décadas pelos donos anteriores. Ali, só umbuzeiros resistiam solitários nas poucas áreas planas, onde despejavam os frutos verdes no solo cada vez mais seco. Marcelo queria ver aquele chão improvável germinar.

Em vez de criar bois ou colocar fogo e arar a terra para a produção, como faziam seus vizinhos, ele desejava ver uma floresta nativa no chão seco. Ali, cresceriam xique-xique, mandacaru, facheiro e cactos que sabiam como viver com pouca água. Além disso, iria cultivar a palma, a babosa e as avermelhadas e exuberantes pitaias.

A seca não era uma surpresa, mas prolongava a impossibilidade de realizar o sonho de uma floresta de espinhos, folhas e frutos. Quando Marcelo andava pelo terreno, ouvia apenas o som dos cascalhos e pedregulhos sob os pés.

De líquido, só o suor que escorria pelo chapéu e pelos óculos. Mas, nessas caminhadas, ele percebia que as pedras, a poeira, as plantas do deserto e o complexo ecossistema do subsolo sabiam como sobreviver à seca. A própria existência delas, apesar dos poucos recursos hídricos ou de manutenção, era prova de sua capacidade de resistir à passagem do tempo, à escassez e à hostilidade do clima.

Por isso, em vez de plantar de maneira ordenada uma só plantação e aplicar veneno contra pragas, decidiu plantar espécies diversas e sem agrotóxicos. Daria uma mão para que a vida continuasse e se prolongasse por ela mesma.

>> Para ler o texto na íntegra, clique aqui:

https://www.uol.com.br/ecoa/reportagens-especiais/professor-punk-cria-floresta-na-caatinga-sergipana/?fbclid=IwAR0_evpgWU237DDu5KGSXA9IczatnIkDQZWIrzO18A4J6vtBuZ1sbnnpvIc#page9

agência de notícias anarquistas-ana

Partitura alegre:
cai a chuva sobre o charco
no ritmo dos sapos.

Anibal Beça

[Espanha] A CNT convoca greve no Serviço Público de Emprego da Extremadura em 7 de outubro, diante da recusa da Junta em negociar

Por CNT Extremadura

  • É exigida a negociação da figura contratual dos funcionários públicos com contratos em fraude de lei.
  • Suspensão da oferta de emprego público que contém os cargos que estão em abuso de contratação.
  • Abertura de negociações com todos os Sindicatos e Associações com implantação.
  • Para a CNT, as Ofertas Públicas de Emprego baseadas em capacidade, mérito e igualdade, continuam sendo o método válido para o acesso à função pública.

Na sexta-feira passada, o delegado sindical da CNT no SEXPE (Serviço Público de Emprego da Extremadura), Nacho Sanchez, apresentou no Registro da Junta de Extremadura a carta com a convocação para a greve do dia 7 de outubro. Esta greve é motivada pela recusa da Junta em buscar uma solução para estabilizar os empregos do pessoal interino e temporário que se encontram em abuso de provisoriedade, bem como para retirar dos pedidos de emprego público os cargos que estão em tribunal.

Este apelo à greve segue-se à recusa da Junta de Extremadura, que foi apresentada a um órgão de mediação na quinta-feira 23 de setembro (como relatado em nota anterior) para negociar com a CNT, o sindicato majoritário do SEXPE.

Para a CNT, é lamentável a atitude da Junta e da administração da Função Pública, que querem colocar a culpa de sua má gestão de pessoal sobre os trabalhadores e mesmo à custa do não cumprimento de sentenças do Tribunal de Justiça da União Europeia (CJEU) que, repetidamente, diz que as Administrações devem ser sancionadas por suas práticas abusivas na contratação temporária e que as OPEs não são uma sanção. Esta atitude da Junta vai provocar, mais uma vez, a judicialização de milhares de casos. Não entendemos bem porque eles querem que isso aconteça. Segundo Jon Álvarez, Secretário de Ação Sindical, “a CNT ainda está disposta a entrar em negociações com a Junta para buscar soluções, que certamente encontraremos, como aponta a negociação empreendida entre a Xunta de Galicia e a CNT da Galiza para um conflito semelhante”.

Temporalidade no setor público

Atualmente mais de um milhão de trabalhadores do setor público, quase 30% do total, são temporários. Esta situação tem sido repetidamente repreendida por vários organismos europeus. Mais recentemente, o Tribunal de Justiça da União Européia (TJUE), em sua decisão de 3 de junho, rejeitou as desculpas relacionadas com a crise econômica de quase cinco anos atrás apresentadas pelos advogados representantes do Reino da Espanha. Além disso, o julgamento rejeita a falta de qualquer medida para controlar e sancionar o abuso do emprego temporário e, portanto, o TJUE abre a porta para manter no cargo os trabalhadores temporários em fraude até que os cargos sejam preenchidos ou regularizados: “A assimilação de tal pessoal com relações de serviço a termo certo a “trabalhadores permanentes não fixos” poderia ser uma medida adequada para sancionar o uso abusivo de contratos de trabalho a termo certo”. A CNT da Galiza está negociando com a Xunta a conversão do pessoal em abuso de temporalidade em “pessoal extinto”, o que resolveria um problema não criado pelos trabalhadores e que, a seu tempo, a seção sindical da CNT no SEXPE apresentou ao Ministério da Educação e Emprego.

Na Extremadura

Enquanto se espera que a Junta de Extremadura apresente os resultados do estudo de seu próprio emprego temporário que se comprometeu a realizar em julho, as estimativas dos sindicatos também estão em torno deste número, embora em certos serviços e especialmente em postos específicos ele seja muito excedido, como tem sido o caso durante anos no SEXPE, onde a CNT tem uma seção sindical totalmente estabelecida com base em sua filiação. Já em 7 de setembro, por ocasião das comemorações do dia da Extremadura, a CNT juntamente com a USO e as associações profissionais PILTEX, APRONFIS e ABOFINEX se reuniram na Plaza España em Mérida para protestar contra esta situação e a recusa da Junta de Extremadura em negociar. A CNT apresentou 150 processos reivindicando a fixação do pessoal do SEXPE, todos eles pendentes de julgamento. De acordo com declarações de Jon Álvarez, Secretário de Ação Sindical “eles devem reconhecer a ilegalidade da situação como o TSJEx (Tribunal de Justiça da Extremadura) já fez esta semana [segunda-feira, 20 de setembro], seguindo os mesmos argumentos pelos quais a CNT Galiza conseguiu a estabilidade de numerosas pessoas que prestam seus serviços naquela comunidade autônoma”.

Fonte: https://www.cnt.es/noticias/cnt-convoca-huelga-en-el-servicio-extremeno-publico-de-empleo-el-dia-7-de-octubre-ante-la-negativa-de-la-junta-a-negociar/

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

Acabou-se a festa.
Resta, no silêncio,
o rumor da floresta.

Ledo Ivo

[Paraguai] Indígenas e camponeses enfrentam polícia durante protesto contra lei que pune invasão de terras privadas

Uma dezena de policiais ficaram feridos nesta quarta-feira (29/09) durante um confronto com indígenas e camponeses em frente ao Congresso do Paraguai, que aprovou uma lei para endurecer as penas contra invasores de terras privadas.

Cerca de 2 mil indígenas, segundo a imprensa local, incendiaram com coquetéis molotov três veículos estacionados e atacaram com pedaços de pau e pedras os policiais, que usaram gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes.

Vídeos exibidos pela imprensa local mostram dois agentes com cortes na cabeça, outro agredido no chão e um quarto socorrido após levar uma flechada na coxa.

Agora a lei precisa ser assinada pelo presidente Mario Abdo Benítez para que entre em vigor.

Grupos indígenas e camponeses indicaram que os protestos continuarão se a lei não for retirada ou vetada por Abdo Benítez em 48 horas.

Segundo a Federação Nacional dos Camponeses, o problema de fundo se remonta à época em que muitos camponeses e indígenas tiveram suas terras retiradas e entregues a proprietários ou pessoas próximas ao governo militar de Alfredo Stroessner, entre 1954 e 1989.

Um relatório da Comissão da Verdade e Justiça, criada para apurar as violações ocorridas durante o regime de Stroessner, apontou em 2006 que cerca de dois terços das terras entregues durante a reforma agrária orquestrada por aquele governo foram para pessoas próximas às autoridades.

Desde então, esses grupos camponeses e indígenas vêm tentando recuperar essas terras e uma de suas estratégias têm sido a invasão e ocupação temporária.

“Eles nunca resolveram o problema da terra e querem nos fazer parecer criminosos. Querem criminalizar a luta pelo direito à terra“, disse Derlis López, uma das lideranças indígenas, a vários meios de comunicação locais.

E acrescentou: “Vamos vir em massa caso a lei seja promulgada, não vamos mais calar a boca”.

Fonte: agências de notícias

agência de notícias anarquistas-ana

Brilho da lua se move para oeste
a sombra das flores
caminha para leste.

Buson

[EUA] Podcast | Anarquia é Ecologia, com Peter Gelderloos

Por The Poor Prole’s Almanac | 13/09/2021

Descrição do episódio

A relação entre ecologia e anarquia é comumente considerada um nicho específico do pensamento anarquista. Nessa conversa, falamos sobre a necessidade da anarquia ser centrada em ecologia e agro-ecologia. Como construir redes resistentes, vivendo sob o capitalismo, que sejam centradas em práticas alimentares que apoiem a nossa ecologia?

Peter Gelderloos é um autor e ativista anarquista. O seu livro, ainda sem título, será lançado esse Outono, e você pode segui-lo no Twitter aqui https://twitter.com/petergelderloos

>> Para ouvir, clique aqui:

https://open.spotify.com/episode/5aGVPnTY9LFSXkzYKztz2q?si=Q-7Wlz8tRX-HlGe7s_-9Pw&dl_branch=1&nd=1

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/09/17/eua-anarquismo-verde/

agência de notícias anarquistas-ana

É anônimo o autor
Deste esplêndido poema
Sobre a primavera.

Shiki

[Espanha] A besta carcerária não tem fronteiras. Cárceres da Catalunha e México

Independentemente da geografia na qual se encontram, os cárceres cumprem a mesma função e tem as mesmas estratégias e objetivos. Sabemos que os cárceres estão destinados para as pessoas pobres, para as que não se calam, não se curvam ou não se resignam a sonhar outras maneiras de ser e de fazer.

Mas também dentro e fora desses muros as histórias de luta, de fraternidade, solidariedade e dignidade existem, são imprescindíveis nomeá-las e não esquecê-las.

Esta palestra pretende ser uma piscada, um abraço entre duas pessoas que tiveram que enfrentar longas condenações em diferentes geografias. Uma maneira de demonstrar que não há muro que nos feche, nem fronteira que nos separe na luta pela liberdade.

Faremos uma conexão com Amadeu Casellas (Barcelona) e Adrián Gómez (México) para poder compartilhar suas experiências de luta, dentro e fora dos muros da besta, assim como seus processos dentro do sistema de “injustiça”, tortura, racismo e crueldade.

Presencialmente estará a palavra do Grupo de Apoio a Amadeu e de Aderentes a Sexta Barcelona.

Até derrubar o último muro e arrancar a última grade.
Até que todos sejamos livres.

Podes seguir a transmissão por streaming (youtube) no seguinte link: https://ja.cat/ULmzR

Grupo de Apoio Amadeu Casellas
Aderentes a Sexta Barcelona
Fundação Salvador Segui

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Preenchendo o vazio
das tardes intermináveis,
a cigarra canta.

Alberto Murata

Piotr Alexeyevich Kropotkin (1842 —1921) | Arte: Àmàm

[Espanha] Torrero recupera a caminhada ‘Senderos de Libertad’ para manter viva a memória de ‘Los Hijos de LaNoche’

Após ter que suspendê-la no ano passado por causa da pandemia, a AC El Cantero, AV Venecia, AV La Paz e ARMHA retomam esta iniciativa que homenageia aqueles milicianos anarquistas e antifascistas que ofereceram suas vidas para salvar as de milhares, graças à rede de evasão clandestina entre Zaragoza e Fuendetodos, ativa desde outubro de 1936 a janeiro de 1937. A II Caminhada acontecerá entre 2 e 3 de outubro.

Em 2019, quatro entidades do bairro de Torrero de Zaragoza, a Associação Sociocultural El Cantero, as associações de moradores Montes de Torrero-Venecia e La Paz, e ARMHA (Associação pela Recuperação da Memória Histórica de Aragón), iniciaram uma iniciativa particular. Uma caminhada noturna para recordar e homenagear ‘Los Hijos de la Noche’, aqueles milicianos anarquistas e antifascistas que ofereceram suas vidas para salvar as de milhares. Uma história quase oculta e desconhecida para muitos.

Estes milicianos e milicianas, “foram os que desde outubro de 1936 a janeiro de 1937 protagonizaram os ‘Senderos de Libertad’, uma rede de evasão clandestina organizada pela CNT que conseguiu salvar a vida de companheiros e companheiras do sindicato e também militantes da esquerda zaragozana, evitando assim suas detenções, encarceramento e inclusive as mortes, dada a sangrenta repressão desencadeada pelo bando fascista desde o primeiro momento do golpe militar”, explicam as entidades.

Estes grupos baixavam de Fuendetodos à Zaragoza, atravessando os montes de Torrero. “Os guerrilheiros adentravam na cidade efetuando trabalhos de espionagem e depois voltavam a Fuendetodos fazendo o percurso inverso, mas com informação fresca e com umas quantas dezenas de homens, mulheres e crianças a salvo da repressão”, acrescentam.

Em 2020 não se pode realizar a que teria sido a II Caminhada ‘Senderos de Libertad’ devido à pandemia. “Todos sabemos a situação tão complicada que vivemos, mas este ano, que dita situação melhorou, retomamos esta atividade”, afirmam com entusiasmo.

Deste modo, a II Caminhada ‘Senderos de Libertad’ começará em Fuendetodos, no sábado 2 de outubro (em torno das 19 horas, aproximadamente). As pessoas de Zaragoza que queiram participar sairão de ônibus ou em carros particulares, com ponto de encontro às 18 horas no estacionamento do Cemitério de Torrero com o Tercer Cinturón.

A caminhada constará de duas partes. “No início se andará entre 20 e 30 km, se descansará umas horas no monte e logo pela manhã se reiniciará a caminhada até o bairro de Torrero, até completar os 42 ou 43 km que é a distância total entre os dois povoados”, detalham. A chegada à Zaragoza, ao Parque de La Paz, está prevista para o domingo, 3 de outubro, em torno das 12 h. Ali, se as medidas anti COVID o permitirem, haverá intervenções faladas e musicais, respeitando a todo o momento as medidas sanitárias.

Para aquelas pessoas que queiram participar na homenagem, mas que não estão preparadas para uma caminhada tão difícil, as entidades propõem um itinerário alternativo, a chamada “caminhada curta”. Sair às 9 horas da manhã do domingo ao encontro dos que venham de Fuendetodos e “assim entrar todos juntos no bairro de Torrero”. O ponto de saída será também o estacionamento do Cemitério junto ao Tercer Cinturón, para pegar o caminho do Tiro de Bola.

memorialibertaria.org

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

no ar circunvoando
vivo-escarlatas
indolentemente

Sousândrade

[EUA] Will Davis (1992-2021)

The Daily Progress (Charlottesville, VA) | 15 de setembro de 2021

Will Davis, de 29 anos, morreu na segunda-feira, 13 de setembro de 2021, como resultado de um acidente de pedestre/moto em sua cidade natal de Charlottesville. Ele deixa para trás sua mãe, Sarah Peaslee de Charlottesville; seu pai, Bill Davis e sua companheira, Millie Fife, do Condado de Fluvanna; seu irmão, Alex Davis e a companheira dele, Augie Fairchild, também de Charlottesville; e sua irmã, Emily Davis e o companheiro dela, Scott Ethier de Nova York; assim como numerosos amigos e entes queridos em todo o país.

Um espírito aventureiro desde cedo, Will atravessou os Estados Unidos muitas vezes visitando amigos e outros espíritos livres. Ele trabalhou e viveu em comunidades intencionais no Missouri e na Califórnia, apaixonou-se e viveu em Berlim, acampou em florestas e outras áreas naturais, mergulhou no estudo dos cogumelos e na agricultura regenerativa e, mais recentemente, estava desenvolvendo planos para combinar cogumelos e castanhas em barras alimentícias nutritivas.

Educado em casa, Will apareceu em várias produções teatrais locais quando criança. Artístico e musical, ele escreveu vários zines e ensinou a si mesmo violão, piano, ukelelele, e mais notavelmente usou um arco para tocar uma serra de mão.

Alegre, vivaz e engraçado, Will tinha uma natureza curiosa e atenciosa. Um buscador espiritual, ele se esforçava para agir com integridade e pensava profundamente em suas escolhas e relacionamentos.

Completamente apaixonado pela mãe terra, ele será colocado para descansar em uma floresta.

Uma nota de um amigo:

Will e eu nos encontramos brevemente em 2013 em minha primeira rápida visita à comunidade BBR no norte da Califórnia. Ele era um personagem memorável; amigável, acolhedor e dedicado ao ideal anarquista. É tão triste que o mundo esteja agora sem ele, pois ele era um homem com uma vontade profunda de fazer do mundo um lugar melhor. Gostaria de ter podido conhecê-lo mais, mas estou feliz por ter tido o privilégio de conhecê-lo, mesmo que apenas uma vez. Ele deixou uma marca em todos com quem se encontrou. Meu coração vai para sua família, amigos e todos no mundo que ele impactou através de seu coração bondoso, amor à natureza e espírito livre.

Tradução > solan4s

agência de notícias anarquistas-ana

Quietude no jardim –
O beija-flor descansa
na ponta do galho

Alvaro Posselt

[EUA] 15ª Feira do Livro Anarquista de Nova York acontece neste final de semana

Neste ano, a Feira do Livro Anarquista de Nova York será realizada tanto presencialmente como virtualmente. Encontrem-nos pessoalmente no sábado, 2 de outubro, em um jardim comunitário, para uma incrível exibição de materiais culturais anarquistas e festividades, de filmes, livros e zines até arte, performances e bicicletas.

Juntem-se a nós online no dia seguinte, domingo, 3 de outubro, para workshops, apresentações e painéis de discussão com escritores anarquistas, ativistas e artistas. A feira virtual do livro é organizada pela Kuñangue Aty Guasu – Grande Assembleia das Mulheres Kaiowá e Guarani (www.kunangue.com), com tradução em inglês, espanhol e português, e apoio do Laboratório de Antropologia Multimídia da University College London (UCL MAL) (www.uclmal.com).

O mote principal dessa edição será “dinheiro zero = viva no apoio mútuo”.

Em 2021, a Feira do Livro Anarquista de Nova York está celebrando, especialmente, a vida dos anarquistas na prisão e na luta. Nossos painéis virtuais, workshops e apresentações são construídos em torno do conceito de “dinheiro zero = viva no apoio mútuo”.

Como funciona o dinheiro em uma perspectiva macroeconômica, e o que podemos fazer para destruí-lo? Como podemos imaginar um sistema monetário diferente quando o dinheiro é, quase sempre, uma ferramenta de coerção, competição e poder? Devemos destruir completamente as concepções de valor, quantificação ou dinheiro? Como podemos cultivar oportunidades para as comunidades experimentarem diferentes tipos de modos de cooperação econômica não hierárquicos, horizontais e descentralizados?

Como seria uma estrutura econômica anarquista e uma economia igualitária? Quais papéis o apoio mútuo, benefícios mútuos e medidas de bem-estar social desempenham em tal economia?

Sociedades igualitárias em todo o mundo se recusam a prestar contas de créditos, débitos, impostos ou quem deu e pegou o que e quando. Tal renúncia tem servido para impedir a comparação entre poderes e a redução das relações humanas a aspectos desumanos. Diferentes necessidades e desejos conduzem nossa espécie de maneiras diferentes e contraditórias. Segundo David Graeber: “No entanto, os humanos podem escolher para si quais propensões nos guiam em qual direção e, portanto, quais vontades humanas se tornarão a base da nossa humanidade e civilização“.

>> Mais infos (programação): https://anarchistbookfair.net/

agência de notícias anarquistas-ana

Luz do amanhecer –
Beija-flor invade a sala
e pousa em um livro.

Benedita Azevedo

[Espanha] 1° de outubro. Exibição do documentário “Manejo Holística”

Na sexta-feira 1º de outubro, às 19h00, será exibido um filme documentário na sede de nossa fundação, “Manejo Holística”, que explora a gestão holística como alternativa aos novos modelos de agricultura e pecuária intensiva. Acompanhando-nos estará seu diretor, Pablo Nacarino, que falará sobre o processo de realização do filme.

A manejo holística propõe “um retorno à pecuária extensiva e à diversificação agrícola” diante de modelos agressivos que “não só contribuem para o acúmulo de gases mais poluentes na atmosfera, mas, especialmente, estão provocando a desertificação precipitada e irreversível de grandes territórios”.

Deixamos você com um trailer do documentário e o incentivamos a participar, lembrando que as medidas de precaução adequadas continuarão a ser aplicadas, tais como o uso de máscaras e gel, distâncias mínimas e regulação da capacidade no auditório. Para aguçar seu apetite, deixamos você com o trailer de seu lançamento:

https://www.youtube.com/watch?v=rKdu9B2wbhs

Quando? Sexta-feira, 1º de outubro.

Onde? Sede da FAL, Calle Peñuelas 41, Metro Acacias ou Embajadores.

Horário? A partir das 19h00.

Fonte: https://www.cnt.es/noticias/1-de-octubre-proyeccion-del-documental-manejo-holistico/

agência de notícias anarquistas-ana

Um ipê na esquina
A pétala cai do pé
feito bailarina

Alvaro Posselt

[Eslováquia] Infoshop Malatesta começa a funcionar em Šurany

Na sexta-feira, 17 de setembro, um infoshop e um arquivo de literatura radical começaram a funcionar nas instalações de um dos edifícios da antiga fábrica de Šuranský, em Šurany. Por trás do projeto está o coletivo anarquista de informações AlterNativE.

Segundo os impulsionadores do infoshop, “este lugar surgiu da necessidade de atividades práticas baseadas nos princípios anarquistas e também da necessidade de se ter um espaço físico onde diversos encontros, palestras, apresentações de bandas e grupos antiautoritários, jantares ou projeções comunitárias, exposições e outros eventos culturais possam ocorrer. No infoshop você também encontrará um arquivo internacional de literatura anarquista e antiautoritária, que estamos constantemente expandindo”.

A grande inauguração decorreu no âmbito do evento “Jiný víkend”, que ocorreu nos dias 17 e 18 de setembro, com projeções de vídeos (“Ocupação em Praga: ocupe e viva!”, “Batalhas de Milada” e “Lutas e Ocupações”), discussão sobre ocupações, comedor vegano, exposições, venda de materiais e música.

O infoshop, que leva o nome do famoso revolucionário e pensador anarquista Errico Malatesta, estará aberto todas as segundas, quartas e quintas-feiras do mês, a partir do dia 30 de setembro, das 16h às 20h.

“Naturalmente, racismo, fascismo, sexismo ou qualquer outra forma de discriminação não é tolerado neste espaço”, contam.

O contato com o Infoshop Malatesta é: malatestainfocafe@riseup.net | Site: zdola.org/infoshop-malatesta/

agência de notícias anarquistas-ana

A noite caminha.
No negrume, o vaga-lume
acende a bundinha.

Flora Figueiredo

[Dinamarca] Christiania está celebrando os seus 50 anos de alma livre

Refúgio de anarquistas, hippies e artistas, o bairro de Christiania, em Copenhague, capital da Dinamarca, está a celebrar os seus 50 anos de alma livre.

Foi em 26 de setembro de 1971 que um grupo de hippies transformou em casa a zona de um quartel do exército abandonado em pleno centro de Copenhague. Hastearam a bandeira da liberdade e batizaram o local de “Christiania, Freetown”.

O objetivo dos primeiros habitantes foi o de estabelecer uma sociedade alternativa, guiada pelos princípios da paz e do amor, onde as decisões fossem tomadas coletivamente e as leis não fossem cumpridas.

As drogas leves estavam disponíveis gratuitamente e a reciclagem e a partilha sobrepuseram-se à compra de produtos e bens.

“Era uma comunidade que pertencia a todos e a ninguém”, define à agência AFP Ole Lykke, que se mudou para o enclave de 34 hectares na década de 1970.

Esses princípios permanecem ainda bem enraizados, mas Christiania mudou de muitas maneiras. Os turistas serpenteiam e a dantes criticada economia de mercado é agora dominante.

Pelo meio, os residentes tornaram-se proprietários legais quando compraram algumas das terras ao Estado dinamarquês, em 2012.

Ainda assim, permanecem em Christiania 900 pessoas, muitas delas artistas e ativistas, além de restaurantes, cafés e lojas, populares entre o meio milhão de turistas que a visitam anualmente.

Os residentes obtiveram um empréstimo bancário de vários milhões de euros para poderem comprar o terreno e agora Christiania é gerida de forma independente através de uma fundação.

Mas continua um centro cultural e perseguida pela reputação de antro de drogas, sobretudo canábis e haxixe.

O espírito livre, esse, é que jamais se perdeu.

Fonte: agências de notícias

Conteúdos relacionados:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2019/09/19/o-que-houve-com-o-sonho-de-christiania-de-se-tornar-o-paraiso-hippie-da-dinamarca/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2018/07/17/franca-relancamento-narrativas-de-christiania-de-jean-manuel-traimond/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2014/09/29/eua-dinamarca-filme-christiania-40-anos-de-ocupacao-2014/

agência de notícias anarquistas-ana

Fim da forte chuva –
O canto do sabiá
ressurge na mata

Alvaro Posselt

[Espanha] Contra o aumento do custo de vida: autogestão e ação direta

Desde o Sindicato de Ofícios Vários da CNT-AIT Barcelona, nos juntamos à chamada da plataforma #TardorCalenta para este sábado 2 de outubro às 12h no Arc de Triomf.

Aumento indiscriminado da luz, salários congelados e de miséria, excesso de trabalho e horas extras, aumento da temporalidade e desemprego estrutural, inflação de produtos básicos de consumo, onda iminente de despejos, aumento do controle policial e ataques racistas, reforma previdenciária… Este é o panorama com o qual a classe trabalhadora começa este novo rumo depois que nos foi prometido que, quando a pandemia se desacelerasse, voltaríamos à normalidade.

Mas sempre fomos claros que a normalidade era o problema, e sempre mantivemos nossa posição firme sobre esta questão. Porque não esperamos e não vamos pedir ao Estado que nos salve ou resgate. Do poder, nada mais esperamos do que sua abolição. O anarcossindicalismo e o anarquismo obreiro combatem esta nova investida do capital desde baixo, dos bairros, das assembleias de trabalhadores nos locais de trabalho, sem nenhum outro benefício pessoal que não seja o de conseguir uma melhoria em nossas condições de vida coletiva. Com a convicção de que não haverá vida digna até a autogestão total em todas as áreas.

Nesta linha, estamos empenhados em realizar as seguintes propostas sobre questões trabalhistas aqui e agora:

– Aposentadoria aos 50 anos de idade com 100% do salário revisável de acordo com o custo de vida sob o controle dos sindicatos não vendidos.

– Redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais. Trabalhar menos para trabalharem todos.

– Aumentar o período de férias.

– Abolição de horas extras, tabelas de desempenho, pluriemprego, das agências de trabalho temporário (ETTs) e empresas subcontratadas.

– Controle por parte dos sindicatos não vendidos dos escritórios de emprego e das bolsas de trabalho.

– Controle dos trabalhadores sobre os Fundos de Garantia Salarial.

– Pagamento obrigatório das contribuições à seguridade social pelas empresas.

– Obrigatoriedade de contratação fixa, eliminando períodos de experiência. Eliminação de contratos intermediários.

– Salário Mínimo Interprofissional de 1300 euros garantido também para quem quer trabalhar, mas não consegue e serviços mínimos garantidos: luz, água e teto.

Estamos também cientes de que, para pôr fim a toda exploração e nossa precariedade, não nos valem palavras amáveis daqueles que nos submeteram a espancamentos e sentenças judiciais. Nenhum pacto magistral nos escritórios em troca de demissões e supostas melhorias foi uma vitória para a classe trabalhadora. Somente quando os ricos vêem seus bolsos ameaçados e o empresário sente o medo no seu próprio corpo é quando algo começa a mudar. O que é nosso não se pede, se toma.

É por isso que convocamos todo o anarcossindicalismo, o movimento libertário e a classe trabalhadora a virem à manifestação convocada para o dia 2 de outubro ao meio-dia no Arc de Triomf para despertar nossa consciência revolucionária de uma vez por todas, para lutar não apenas por um #TardorCalenta, mas pela autogestão total de nossas vidas.

NÃO QUEREMOS A PAZ, MAS A VITÓRIA

PARA A GREVE GERAL POR TEMPO INDETERMINADO

Sindicato de Ofícios Vários da CNT-AIT Barcelona

agência de notícias anarquistas-ana

Cada onda
reflete na areia
a nova lua cheia

Alice Ruiz

[Chile] Declaração sobre o ato de racismo e xenofobia em Iquique

Mais uma vez, vemos como o Estado, juntamente com aqueles que se escondem atrás de um falso patriotismo, encoraja um discurso de ódio contra os migrantes. Vimos que, diante da complacência das forças da ordem e no silêncio das pessoas que dizem ser amantes da paz, famílias com crianças foram violadas, gerando um terror de hordas que impiedosamente destruíram e atacaram aqueles que só estão à procura da possibilidade de iniciar uma vida digna longe dos governos ditatoriais e das crises econômicas que eles sofrem em seus locais de origem.

Este modelo de terror político que tem surgido fortemente nos últimos anos, sob a capa de uma política de ultra-direita, que se autodenomina liberal, mas, na prática, ela esconde uma ideologia fascista e conservadora. Estes grupos, assim como muitos outros como eles em vários países, criaram uma narrativa de que a imigração é uma ameaça e que se trata de um modelo de pessoa que é um criminoso, um traficante, em suma, pessoas sem moral que vem para destruir nossa sociedade.

Convidamos os trabalhadores a se solidarizarem, como pessoas exploradas e oprimidas, com os migrantes e suas famílias, para apoiar os processos de legalização do status de refugiado e proteger organizadamente os migrantes das hordas neonazistas.

O discurso de que os migrantes são preguiçosos, delinquentes ou traficantes, é o mesmo que os imigrantes italianos, alemães ou croatas da macrozona sul, onde usam o mesmo argumento: que os mapuches são preguiçosos, delinquentes e, agora que são até traficantes.

Ninguém é ilegal. Chega de violência das hordas nazifascistas disfarçados de liberais em suas várias identidades patrióticas. Como Solidaridad Obrera – AIT, expressamos nosso repúdio às manifestações de xenofobia e racismo demonstrados no norte do Chile, da mesma forma que estes grupos se expressam na Araucania com o mesmo ódio contra os povos originários.

Chega de xenofobia e racismo, chega de atrasar o processo de legalização com os migrantes. O governo que chamou os venezuelanos que sofrem com a crise causada pelo governo de Maduro para vir aqui deveria procurar uma alternativa viável em nível humanitário.

NENHUMA PESSOA É ILEGAL.

Solidaridad Obrera-AIT

Fonte: https://iwa-ait.org/node/977

Tradução > Liberto

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/09/29/chile-a-defesa-da-nacao-e-a-defesa-do-estado-e-a-exploracao/

agência de notícias anarquistas-ana

Ao romper da aurora
o sabiá dobra seu canto –
Só isso me basta.

Benedita Azevedo

[França] Suzanne Morain (1930-2021), uma resistente esquecida

A luta anti-imperialista marcou a vida desta antiga militante da federação comunista libertária, desde a guerra da Argélia até a solidariedade com a Palestina, passando pelo Vietnã e Kanaky.

Foi no início de 2000 que conheci Suzanne e Pierre Morain pela primeira vez, no Larzac. Tínhamos coletado seus testemunhos para um filme sobre a ação da Fédération communiste libertaire – Federação Comunista Libertária (FCL) em apoio à resistência argelina, em 1954-1957 [1]. Poucas pessoas conheciam sua história, incluindo seus vizinhos e companheiros em luta na época, e o filme foi uma oportunidade de revelar este passado.

Nascida em 14 de março de 1930 em Châteldon (Puy-de-Dôme), Suzanne Gouillardon era professora na região de Nièvre e membro do sindicato FEN (a tendência escolar emancipada) quando entrou para a FCL em 1955, no início da guerra argelina. Ela vendeu Le Libertaire nos cafés argelinos da capital e, no verão de 1955, partiu para fazer propaganda libertária durante as greves insurrecionais em Nantes.

De volta à Nièvre, ela participou das atividades clandestinas da FCL em apoio à independência argelina: transporte de armas e fundos, lançamento de panfletos sobre a parede do quartel de Nevers, transporte de rebeldes e insubordinados. Como “boa militante”, Suzanne também escreveu cartas de apoio a um companheiro da FCL encarcerado na prisão de Santé: Pierre Morain. Quando ela o conheceu em sua libertação da prisão, no final de março de 1956, foi rapidamente um romance. Ela estava presente em sua segunda prisão, em fevereiro de 1957, quando a FCL tinha ido para a clandestinidade. Grávida, ela foi presa e depois libertada. Ela casou-se com Pierre em 13 de junho de 1957, durante sua segunda detenção. Eles tiveram dois filhos, um menino e uma menina, o primeiro dos quais nasceu enquanto Pierre estava na prisão.

Suzanne continuou ativa na FCL clandestina até ser desmantelada pela repressão, em 1957. No final dos anos 60, ela participou dos comitês de base vietnamitas. Após o comício de verão de 1976 em Larzac, ela decidiu estabelecer-se com Pierre no planalto.

Nos anos 80, ela foi tesoureira da Fundação Larzac e ativa no apoio à FLNKS e à luta de Kanak. Em 2000, ela estava encarregada das missões civis para a proteção do povo palestino para o sul do Aveyron. Desde o início, ela esteve envolvida no movimento antiglobalização, participando fisicamente de vários grandes encontros. Ela estava estreitamente envolvida com a Confédération Paysanne, e seus últimos compromissos ativos foram com os ceifadores voluntários de OGMs (Organismos Geneticamente Modificados).

Após a morte de seu filho e depois de Pierre [2], ela foi para uma casa de repouso em Millau, isolando-se da atividade transbordante que havia guiado toda sua vida. Em 7 de julho, a justiça por um mundo melhor perdeu um de seus abnegados, mas oh, tão preciosa e cativante lutadora.

Daniel (UCL Aveyron)

[1] Une résistance oubliée (1954-1957). Des libertaires dans la guerre d’Algérie, film en libre accès sur Vimeo, 31 mn.

[2] Alternative libertaire, juillet-août 2013.

Fonte: https://www.unioncommunistelibertaire.org/?Suzanne-Morain-1930-2021-une-resistante-oubliee

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

Como que levada
pela brisa, a borboleta
vai de ramo em ramo.

Matsuo Bashô

[Alemanha] Artistas alemães destroem 72 toneladas de panfletos da extrema-direita

Coletivo de artistas forjou empresa de distribuição de panfletos e enganou partido AfD, que lhes entregou toneladas de propaganda

Por Rafael Veleda | 28/09/2021

O partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD), que teve dirigentes recebidos pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em julho deste ano, conseguiu menos apoio nas eleições gerais alemãs do último fim de semana do que no pleito anterior — caindo de 12,6% para 10,3% dos votos. Uma das explicações para a queda na popularidade da sigla ultranacionalista, que adota posições radicais contra a imigração, por exemplo, pode ser um golpe dado por um coletivo de artistas. O grupo, contratado por meio de uma empresa falsa de distribuição de panfletos, jogou no lixo 72 toneladas de propaganda dos candidatos da AfD.

O coletivo de artistas Zentrum für politische Schönheit (algo como Centro pela Beleza na Política) divulgou, nesta terça-feira (28/09), detalhes sobre elaborada ação política para prejudicar a campanha. Para o golpe, foi criada uma empresa falsa de distribuição de propaganda, a Flyerservice Hahn, que tem um elaborado site e material de divulgação convincente. Eles ofereceram serviços ao diretório da AfD em toda a Alemanha por preços baixos, conseguindo forjar contratos para apossar mais de 5 milhões de panfletos que jamais foram distribuídos.

A história ganhou repercussão na mídia alemã e tem viralizado no Brasil.

Em vídeo divulgado nesta terça, o coletivo mostra reuniões com dirigentes da AfD, o recebimento dos panfletos e o depósito do material em grandes caçambas de lixo.

Em postagens nas redes, os artistas estão pedindo doações para enfrentar processo na Justiça. “Nosso único cliente está extremamente zangado e quer nos processar. Torne-se um parceiro, agora. Como acionista, você evita que a propaganda nazista acabe na campanha eleitoral”, diz uma postagem, que leva a uma vaquinha. Até a publicação desta reportagem, o grupo havia arrecadado cerca de 80 mil euros (mais de R$ 480 mil).

“Cada centavo paga por um panfleto AfD não distribuído”, dizem os artistas na página. “Com o seu dinheiro, nossos advogados defendem a liberdade artística”, completam.

Apenas às vésperas do pleito, os candidatos foram informados que o material jamais seria distribuído.

>> Para ler o texto na íntegra, clique aqui:

https://www.metropoles.com/mundo/artistas-alemaes-destroem-72-toneladas-de-panfletos-da-extrema-direita

agência de notícias anarquistas-ana

Morcego em surdina
morde e sopra o velho gato.
Não contava o pulo…

Anibal Beça