[Reino Unido] Companheiro encarcerado por sua participação no site 325.nostate.net

Em novembro de 2020, foi executada uma série de operações coordenadas contra o site 325.nostate.net pela polícia antiterrorista do Reino Unido como parte da “Operação Adream”. Realizaram-se buscas em vários domicílios e locais no sudoeste da Inglaterra e uma pessoa foi detida, acusada em virtude da Lei de Terrorismo. As acusações que lhe imputam são a administração do site 325.nostate.net, financiamento do terrorismo através do site, difusão e coleta de material de utilidade para grupos terroristas.

O companheiro, Toby Shone, esteve em liberdade sob fiança desde novembro de 2020 até fevereiro de 2021quando foi novamente detido e encarcerado em HMP Wandsworth em Londres, onde ainda se encontra retido.

Toby provavelmente seja transladado do HMP Wandsworth para o HMP Bristol até que ocorra o julgamento nas próximas semanas.

O ataque ao site 325.nostate.net é uma tentativa histórica do Estado em silenciar toda dissidência e o pensamento crítico radical. Esta agressão pode considerar-se parte da repressão geral no Reino Unido contra o protesto, a contrainformação, o pensamento e estilos de vida alternativos, tal e como se manifestou na Lei de Polícia, Delinquência e Tribunais de 2021 (originadas após os protestos Kill the Bill), a Lei de Fontes de Inteligência Humana Encobertas (Conduta Criminal) de 2021 que amplia os poderes da espionagem policial e as reformas ao procedimento de revisão judicial.

Para escrever ao companheiro Toby:

Toby Shone
Número de preso: A7645EP
HMP Wandsworth
Heathfield Road
Wandsworth
Londres SW18 3HS – Reino Unido

Por favor, lembre-se de por o nome e o endereço do remetente no envelope.

Solidariedade com Toby!

Companheiros anarquistas.

Fonte: https://publicacionrefractario.wordpress.com/2021/09/26/reino-unido-companero-encarcelado-por-su-participacion-en-la-web-325-nostate-net/

Tradução > Sol de Abril

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agência de notícias anarquistas-ana

Acordes são vários
Quintal, um só recital
Cantam os canários

Alvaro Posselt

[Cuba] Entre oligarquias, algo chamado ao povo cubano

Nossa Pátria é a Humanidade, por isso acreditamos que – como tal – não combina com “e”, nem com “ou”.

Alguém dirá que sonhamos muito, porque nos atrevemos a imaginar Cuba como um arquipélago no mapa de um planeta situado no passado de amanhã. Então, responderemos que até para pensar no futuro, precisamos do mínimo de liberdade, equidade e justiça, e precisamos AGORA.

PARA UMA CARTA MÍNIMA DE LIBERDADES:

1. #PatriaEsHumanidad [Pátria é Humanidade]. Exigimos #LibertadParaTodxs [LiberdadeParaTodxs] que estão na prisão por ser parte da explosão social de 11 de julho, que foi provocada por uma política econômica excludente e falida, #SinJuiciosNiCastigos [SemJulgamentosNemCastigos], com suspensão de todos os casos judiciais. Em suas casas, já!

2. Não podemos ser livres, se ao mesmo tempo não lutamos contra toda exploração econômica, contra toda indignidade social que recai sobre identidades pessoais, incluindo de gênero, de território, de racialidade e contra toda depredação ecológica.

3. Diante da situação em que o povo de Cuba vive, nenhuma força política pode ser legítima – venha em nome da “Revolução” ou da “Democracia” – que não mantenha como mínimas as garantias de:

– serviço de saúde de acesso universal e equitativo para cada pessoa que necessite;

– educação, universal e equitativa, até o nível universitário, com apoios financeiros que assegurem o nível mínimo de vida a estudantes que precisarem;

– garantia universal de que todos os pagamentos trabalhistas e sociais estejam acima do nível mínimo de vida.

Ao qual devemos acrescentar:

– direito a formar sindicatos em cada centro de trabalho, independentes e não verticais, ou seja, que patrões e dirigentes não possam fazer parte deles;

– direito à greve para todas as classes trabalhadoras (com exceções socialmente consensualizadas);

– obrigatoriedade do convênio coletivo de trabalho para todo centro laboral;

– proibição de contratos trabalhistas não-escritos;

– liberdade de expressão, criação, pensamento, auto-organização e ação social solidária, e sempre respeitosa a todos os direitos dxs outrxs.

4. Toda a sociedade cubana tem direito a que suas vozes sejam ouvidas através dos meios públicos, e não só as que representam a oligarquia decisiva e as de quem essa oligarquia decisória seleciona para aparentar “diálogo”.

5. A luta contra a morte, que estamos vivendo, demonstra que podemos nos auto-organizar por cima de brechas ideológicas, e frente a quem nos tem optado por bloquear, saquear e precarizar. Acreditamos que o melhor futuro do povo está nessa auto-organização, também para o trabalho, a aprendizagem e a digna satisfação das necessidades de todxs pelo trabalho de todxs.

6. Todos os totalitarismos devem ser combatidos.

7. Não somos um país pobre, mas empobrecido. Quem trabalha em Cuba hoje, por salários insuficientes, sem acesso sequer a produtos básicos, vendidos em moeda estrangeira pela oligarquia (com privilégios muito acima das maiorias que lutam para sobreviver), saberemos criar um país melhor. Somos um povo que luta. Essa luta e essa criação não devem ser interferidas por oligarquias decisórias estrangeiras, nem nativas.

#AbajoElBloqueo [Abaixo Ao Bloqueio] dos Estados (Unidos ou não) contra o povo de Cuba

Taller Libertario Alfredo López, coletivo membro da Federação Anarquista de Centroamérica e Caribe, Região de Cuba, 24 de setembro de 2021.

Tradução > Caninana

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/07/21/cuba-o-fim-do-encantamento-social-da-revolucao/

agência de notícias anarquistas-ana

zunir da cigarra…
no instante da pausa
o silêncio ecoa

Gustavo Terra

[Espanha] Nova celebração do Dia do Guerrilheiro em Cáceres

Outro ano mais, e a convocatória da CNT-Cáceres Norte, se realizou uma homenagem à guerrilha antifranquista no Mirador da Memória, em El Torno (Cáceres).

Um ano mais, sendo esta já a nona edição se celebrou neste domingo, 3 de outubro, em El Torno (Cáceres), no espaço onde se levanta o monumento à memória dos perseguidos pelo franquismo, os atos comemorativos do Dia do Guerrilheiro.

Às 12 da manhã, convocado pela CNT-Cáceres Norte, e com a participação de várias dezenas de pessoas, aconteceu a tradicional homenagem, seguido de um almoço de fraternidade em Las Vaquerizas.

Durante o primeiro dos atos, e entre diversas intervenções, se fez a leitura de um comunicado onde se assinalou que  “por muito que nos digam, por muito que nos contem, por muito que nos mintam, o franquismo segue vivo e presente em nossa sociedade e goza ainda de muito boa saúde. Não é um franquismo sociológico, nem nostálgico, como querem nos fazer crer, mas um franquismo com franquistas que nem sequer nasceram durante aquele período histórico tão nefasto, que legitimam ainda o horror da história, a perseguição, a tortura, os crimes, as violações, o saque generalizado, a humilhação constante e, definitivamente, a barbárie e os bárbaros”.

Foi denunciado também como “aqui, nesta serra e neste dia de chuvas, sob as pedras, entre as matas e os picos, se oculta ainda uma verdade histórica que é continuamente posta em dúvida pelos que fazem da mentira dogma de fé e grama das escolas. A serra foi o primeiro refúgio de quem, da noite à manhã, tiveram que fugir com o lugar e a fome de todos os dias, para escapar da traição e da morte uniformizada que chamava a suas portas”.

Na conclusão da mesma intervenção se assinalou também a vigência da luta dos guerrilheiros e guerrilheiras antifranquistas, plasmada hoje na “guerrilha que baixa todos os dias do monte para impedir um desalojo à porta de uma casa onde só vivem pobres, para combater o machismo que assola nossas mentes, para denunciar o roubo a mão armada de nossas pensões, para educar as mentes livres e sem preconceitos, para acabar com as fronteiras e abrir as portas a nossos irmãos e irmãs de outras terras, para proteger os meninos e as meninas, venham de onde vierem, para impedir o saque dos campos e a imposição das minadoras em nossas montanhas, para denunciar uma sociedade que maltrata o marginalizado e encobre os corruptos, para proclamar o amor com quem se queira e como se queira aos quatro ventos, para ocupar os locais da especulação dos bancos maus e dos bancos bons (porque não há nenhum banco honrado), para exercer a liberdade de expressão”.

Fonte: https://www.elsaltodiario.com/memoria-historica/nueva-celebracion-dia-guerrillero-caceres

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

A rãzinha verde.
Brinquedo de esconde-esconde
entre as folhas tenras.

Zuleika dos Reis

[Espanha] Contra a privatização do sistema público de previdência e pelos direitos sociais

Por Secretaria Permanente do Conselho Confederal

O crash de 2008, provocado pela voracidade especulativa do capital financeiro cujos lucros milionários foram segurados em paraísos fiscais, produziu na Espanha a crise do tijolo e dos bancos. Este cenário permitiu ao lobby financeiro, através da Comissão Europeia neoliberal, do FMI e do Banco Mundial, sequestrar a soberania nacional, impondo reformas trabalhistas, previdenciárias e constitucionais para garantir que o dinheiro que sucessivos governos davam aos bancos e empresas espanholas fossem pago pelos cidadãos do país. E assim vieram as reformas previdenciárias e trabalhistas, que foram impostas com quase nenhuma resistência social ou oposição daqueles que deveriam representar o povo trabalhador.

As consequências dessas reformas são atualmente visíveis no mundo do trabalho, pois levaram a contratos precários, desmantelaram a negociação coletiva (que torna vulneráveis as posições dos trabalhadores, permite o trabalho por peça que era proibido, como no caso das Kellys (empregadas domésticas diaristas), agricultura e subcontratação e desregulamentaram o ERE, utilizado por empresas com altos lucros e sem revoluções tecnológicas, para demitir trabalhadores com mais de 50 anos e substituí-los por jovens com contratos temporários, a baixo custo e com longas horas de trabalho, como no setor bancário de hoje. Tudo isso é pago com o dinheiro dos próprios trabalhadores. No que diz respeito às pensões, elas agora são mais baixas e de difícil acesso, enquanto os recursos da Previdência Social (dinheiro que nós trabalhadores pagamos ao fundo de pensão) têm sido utilizados para despesas que não estão relacionadas a ela, com o objetivo de desmantelá-la. Foram realizadas duas reformas que prolongaram a idade da aposentadoria, desvalorizaram as pensões abaixo do IPC, aumentaram os anos de contribuição exigidos, penalizaram a aposentadoria antecipada em longas carreiras contributivas, impuseram o fator de sustentabilidade que deixa o valor das futuras pensões nas mãos dos governos, violando a própria Lei Geral da Seguridade Social.

Desde 2008, a pobreza e a brecha econômica cresceram, os ricos se tornaram mais ricos ao custo lógico do aumento do número de cidadãos que vivem em extrema pobreza, mesmo tendo empregos, com mulheres e menores sendo particularmente afetados. Temos trocado justiça por caridade, mas uma crescente mobilização social surgiu desde 11M, que não está disposta a continuar a permitir que mais direitos nos sejam tirados.

Agora, sob o pretexto da epidemia da COVID, eles querem dar um novo impulso ao saque dos recursos públicos, particularmente das pensões. Assim, eles propuseram um plano milionário de recuperação para as grandes empresas para sua adaptação ecológica e de telecomunicações. Mas não será financiado por aqueles que lucraram poluindo o planeta ou monopolizando as comunicações, mas sim pela dívida do Estado. E para pagar esta dívida, a condição é que um dos poucos ativos públicos restantes – as pensões – seja privatizado. Eles pensam que podem repetir com impunidade o que fizeram depois de 2008.

Sob um chamado Acordo Social, cujo conteúdo real é desconhecido dos trabalhadores, eles pretendem iniciar a privatização das receitas da previdência social e desviar nossas contribuições para fundos especulativos. Este movimento é encoberto pela regulamentação de que as pensões serão reavaliadas por 5 anos, mas na realidade já o tínhamos conseguido nas ruas. Seu objetivo é saquear os cofres do estado e desmobilizar o movimento dos aposentados, tentando justificar que agora eles vão resolver o problema. Não é a primeira vez que na saúde, educação ou trabalho cada vez que fazem uma reforma o resultado para o povo é que as coisas pioram.

Mas os pensionistas, movimentos sociais e parte do movimento sindical não vão aceitar esta isca e iniciamos um processo de informação e mobilização. Diante daqueles que justificam estas reformas, exigimos que as contas da previdência social sejam auditadas, pois a propaganda de que ela é insolvente é simplesmente falsa e enviesada para justificar as mudanças. Já 7 forças políticas no Parlamento e centenas de municípios deram seu apoio a esta demanda.

Além disso, diante da tentativa de impor suas reformas, exigimos a reversão das reformas previdenciárias e trabalhistas anteriores para garantir uma pensão decente para todos acima de 1080 euros, conforme estabelecido na Carta Social Europeia, para acabar com a diferença de gênero nas pensões e para retornar à aposentadoria aos 65 anos de idade. Por todas estas razões, vamos voltar a Madri em 16 de outubro, como fizemos há dois anos. Apelamos para a população a aderir a um processo de mobilização que não abandonamos e que continuará nos próximos meses, até revertermos as tentativas de privatizar e degradar o sistema de pensão pública que o setor financeiro quer impor em toda a Europa. Este é um problema para todos os cidadãos e, portanto, as organizações signatárias apelam aos pensionistas, trabalhadores e jovens para que se mobilizem solidariamente neste dia e abram um processo de debate sobre pensões em locais de trabalho e centros de estudo em todo o país.

QUEM QUER QUE GOVERNE, O SETOR PÚBLICO E AS PENSÕES SÃO DEFENDIDOS.

Fonte: https://www.cnt.es/noticias/contra-la-privatizacion-del-sistema-publico-de-pensiones-y-por-los-derechos-sociales/

Tradução > Liberto

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Noite. Um silvo no ar.
Ninguém na estação. E o trem
passa sem parar.

Guilherme de Almeida

[Espanha] Palestra de Elisa Di Bernardo sobre Gabriel Pombo Da Silva

SÁBADO, 9 DE OUTUBRO DE 2021, ÀS 19H00

Depois de mais de 30 anos encarcerado em diversas prisões europeias, 23 deles em regime de isolamento, Gabriel Pombo da Silva deveria estar junto a sua pequena filha e sua companheira Elisa e não preso em um frio e duro cárcere em León.

No sábado 9 de outubro a partir das 19 horas a compa Elisa di Bernardo estará conosco na La Libre para contar-nos a situação atual de seu companheiro, o preso anarquista Gabriel Pombo da Silva e como se chegou a esta situação, através de sua trajetória de luta fora e dentro dos cárceres. Também nos contará como o Estado tem enrolado os presos e como com a desculpa da Covid aplicaram novas e duras restrições e ampliaram os castigos aos já condenados.

Que Gabriel siga fechado em uma cela do reino da Espanha é denunciado como prevaricação, mas além do que decidam os tribunais nesse aspecto, é inegável que está cumprindo uma cruel e vingativa prisão perpétua encoberta.

Para situá-los no caso podes ler o artigo realizado por El Salto “La vida tras las rejas del anarquista gallego Gabriel Pombo” (elsaltodiario.com/carceles/la-vida-tras-las-rejas-del-anarquista-gallego-gabriel-pombo-da-silva). Os esperamos!!!

P.S.- Esse mesmo sábado 9 de outubro, das12 h às 14h da tarde, foi convocada uma concentração de apoio a Gabriel nas portas da prisão de Mansilla de las Mulas em León.

Fonte: https://www.librerialalibre.org/actividad/charla-elisa-di-bernardo-sobre-gabriel-pombo-da-silva

Tradução > Sol de Abril

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/04/21/espanha-atualizacao-sobre-gabriel-pombo-da-silva/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/02/26/espanha-vamos-apoiar-gabriel-pombo-da-silva/

agência de notícias anarquistas-ana

Ipê-amarelo –
A surpresa do encontro
Na praça do bairro

Amauri Solon

Chamada para apresentação de Publicações, Atividades e Bancas | X Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre (RS) | 26, 27 e 28 de novembro de 2021

Saudações companheiras e companheiros anárquicos e anarquistas.

A X Feira do Livro Anarquista está crescendo e tomando forma, algumas afinidades já têm confirmado sua presença e algumas atividades já estão sendo programadas e construídas.

Nesse entusiasmo, chamamos a todas as individualidades e coletivos que procuram que viva a Anarquia, a todos e todas que sentem a inquietude diante de toda forma de autoridade e poder, e a todos e todas que se interessam em conhecer uma posição que não pretende mandar nem obedecer, a inscrever sua atividade, apresentação de publicações (livros, zines, revistas), banca ou sugestões mediante os e-mail da Feira:

fla-poa2021@riseup.net ou flapoa@libertar.se

Precisamos que junto do titulo da atividade, nos mandem um breve resumo da mesma, e suas necessidades especificas (projetor, salas, mesas, cadeiras, ponto de luz, ou gramado, banca, etc.), assim como se precisam hospedagem e para quantas pessoas.

Estaremos recebendo suas propostas até o 6 de novembro, para desde essa data, dispormos a elaborar e juntar os materiais necessários para a realização da Feira e ter um tempo de difusão das atividades.

Para as pessoas que queiram participar da Feira, chegando de outros lugares, e não tenham uma atividade ou publicação, também gostaríamos de saber se precisam hospedagem e os dias em que nos visitarão.

X FLA POA 2021

flapoa.libertar.se

agência de notícias anarquistas-ana

Que lua, que flor
nada, bebo umas doses
aqui sozinho.

Bashô

Aconteceu! 22 de agosto de 2021, Semana de Agitação Pelos Anarquistas Presos, Porto Alegre (RS).

No 23 de agosto de 1927, os anarquistas Sacco e Vanzetti foram executados por lutar contra a dominação, desde então e atualizando a solidariedade, levamos adiante a Semana de Agitação Pelxs Anarquistas Presxs.

Na vigência da luta contra toda autoridade, no sábado 21 de agosto, no “Brooklin” de Porto Alegre, realizamos uma atividade com o sorteio de uma rifa para juntar o vil metal para a defesa dos compas, Mónica e Francisco. Como bem sabemos, no território controlado pelo Estado chileno, Mónica Caballero e Francisco Solar, dois companheiros anarquistas declaradamente inimigos da dominação estão nas prisões acusados mais uma vez de atentar contra o poder e a autoridade.

Anarquistas como somos, apegados ao faça você mesmo e irredutíveis no que tem a ver com a liberdade, lançamos um chamamos a todxs que amam a liberdade e celebram não apenas os ataques contra os tiranos e suas instituições, mas que celebram que existam companheiros indomáveis que diante do inimigo não baixam a cabeça e gritam Viva a Anarquia! para participar da rifa e, em duas semanas as prontas respostas aqueceram os corações.

Logo após a atividade saímos para deixar nas ruas da cidade, mais uma vez, a presença de nossos companheirxs sequestradxs pelos estados.

O dinheiro já foi entregue em partes iguais para Mónica e Francisco graças aos companheiros que fazem cotidianamente da solidariedade uma arma contra o isolamento das prisões. Os prêmios, amostra de laços e afinidades, e que já foram encaminhados aos ganhadores foram publicações, camisetas e patches, ou seja propaganda anarquista, que chegou desde diversas regiões do território em conflito com o Estado brasileiro e que é a viva amostra de que desde várias regiões procura-se que viva a Anarquia.

Um movimento que esquece seus presxs está fadado ao fracasso.”

agência de notícias anarquistas-ana

Vozes das aves.
Nessas horas, um poeta
não tem mais mundo.

Bashô

[Espanha] Apresentação do livro ‘Caminando entre aristas’

Na quinta feira 7 de outubro, às 19 horas, acontecerá na sede de nossa fundação a apresentação do livro “Caminando entre aristas”. Pobres, hereges e malditas do medievo. Para a ocasião contaremos com a presença de seu autor, Jordi Maíz, com quem falaremos para conhecer os detalhes de sua nova obra.

Editado por Piedra Papel Libros, “Caminando entre aristas” aborda os discursos dominantes da Idade Media, assim como os relatos resistentes e opositores que emergiram frente a todo tipo de adversidades. Uma chamativa publicação pela mão de Jordi Maíz, estudioso de tantos processos revolucionários e editor da Calumnia Ediciones. Os deixamos com uma sinopse do livro e os animamos a ir à apresentação, na próxima quinta-feira 7 de outubro. Os esperamos.

Os livros de História estão repletos de fatos que abordam a vida e as façanhas dos grandes personagens. Reis, bispos e santos exerciam seu poder sobre a imensa maioria dos mortais. Os poderes do momento se reinventavam uma e outra vez para continuar usando privilégios que lhes permitiam viver folgadamente.

“Caminando entre aristas”… é um estudo que aborda os discursos dominantes dessa época, mas também as resistências, as variadas e silenciadas oposições que apareceram frente a múltiplas adversidades e calamidades. Um ensaio, no qual percorreremos os dispersos cenários da pobreza, as heresias, a grande peste negra, o medo ou a loucura. Será questão de visibilizar as margens da História e focar, ainda que seja instantaneamente, os protagonistas desses acontecimentos.

Piedra Papel Libros

Quando? Quinta feira 7 de outubro

Onde? Sede da FAL. Calle Peñuelas 41, metro Acacias ou Embajadores

Horário? 19h00

fal.cnt.es

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Tranqüilidade —
O monge da montanha
Espia através da cerca.

Issa

Abusos na Igreja Católica: investigação revela milhares de pedófilos na França

Milhares de pedófilos operam dentro da Igreja Católica francesa desde 1950, afirmou o chefe de uma comissão que investiga abusos cometidos por membros da igreja.

Jean-Marc Sauvé informou à imprensa francesa que a comissão encontrou evidências de 2,9 mil a 3,2 mil autores de abusos — de um total de 115 mil padres e outros clérigos.

“Essa é uma estimativa mínima”, acrescentou.

A investigação foi encomendada pela Igreja Católica francesa em 2018, após uma série de escândalos em outros países.

Sauvé, um alto funcionário público, disse ao jornal francês Le Monde que a comissão entregou aos promotores provas de 22 casos em que um processo criminal ainda poderia ser aberto.

Ele acrescentou que os bispos e outras autoridades eclesiásticas foram informadas de outras acusações contra pessoas que ainda estavam vivas.

O relatório final da comissão — que tem entre seus membros, médicos, historiadores, sociólogos e teólogos — possui 2,5 mil páginas.

Mais de 6,5 mil vítimas e testemunhas foram contatadas ao longo dos dois anos e meio de investigação.

Christopher Lamb, da publicação católica The Tablet, disse à BBC que os escândalos de abuso mergulharam a Igreja em “sua maior crise em… 500 anos”.

Em junho deste ano, o Papa Francisco mudou as leis da Igreja Católica para criminalizar explicitamente o abuso sexual, em sua maior reforma do Código de Direito Canônico em décadas.

As novas regras transformam o abuso sexual, o aliciamento de menores, a posse de pornografia infantil e o encobrimento de abusos em crimes sob as leis do Vaticano.

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/geral-58790919

agência de notícias anarquistas-ana

Noite sem lua ou estrelas
o bebedor de sakê
bebe sozinho.

Matsuo Bashô

As finanças do céu: a milionária rede dos Legionários de Cristo em um paraíso fiscal

A congregação religiosa criou uma estrutura ‘offshore’ com 1,6 bilhão de reais em ativos enquanto o Vaticano investigava a opacidade de suas contas. Os ‘Pandora Papers’ contradizem a Legião, que tinha informado não possuir mais esse tipo de arquitetura financeira

Os Legionários de Cristo não estão acostumados a falar sobre dinheiro. Dentro desta congregação católica, uma das mais ricas do mundo, poucos são os que conhecem o tamanho de seu império econômico. Os Pandora Papers, o último vazamento a que o Consórcio Internacional de Jornalismo Investigativo (ICIJ) teve acesso, abre uma janela para as finanças do céu: os mais altos escalões da ordem religiosa criaram na última década uma opaca rede de fundos fiduciários e subsidiárias que operam em um paraíso fiscal sem deixar rastros de quem está por trás disso.

Sacerdotes e empresários próximos à instituição criaram entre 2010 e 2011 um intrincado esquema que em poucos anos acumulou mais de 295 milhões de dólares (1,6 bilhão de reais) em ativos com investimentos em setores como imobiliário, de tecnologia e petrolífero. A Legião admite ter criado parte da estrutura para “receber donativos”, mas negar ter controle sobre os fundos fiduciários usados para investir em cerca de trinta empresas. A milionária estrutura financeira foi criada durante a intervenção do Vaticano há uma década. Os escândalos de abuso sexual e as finanças opacas dos Legionários de Cristo vinham fermentando durante anos como um coquetel explosivo que finalmente saltou pelos ares. As manchetes dos jornais em todo o mundo se acumulavam às dezenas. Tiveram que limpar a casa e, em julho de 2010, o papa Bento XVI iniciou uma investigação. O escolhido para a missão foi o cardeal Velasio de Paolis, então responsável pelas finanças do Vaticano e homem de confiança do pontífice. Ele teve que sanear a congregação e pôr ordem em um enorme patrimônio financeiro. O processo durou dois anos e meio, e o relatório final prometia a renovação da instituição. Os Pandora Papers agora revelam que, enquanto se gabavam de ter a casa limpa, eles montaram um esquema para absorver dinheiro por meio de três fundos fiduciários na Nova Zelândia. Um destino regular para quem queria fugir dos impostos sobre riqueza.

Em 6 de julho de 2010, três dias antes da nomeação pública de De Paolis, quando o papa já havia notificado a Legião internamente sobre o nome do controlador, a congregação abriu um fundo fiduciário irrevogável (um tipo de estrutura que não pode ser modificada ou encerrada sem a permissão do beneficiário, neste caso, a Legião de Cristo). A entidade, chamada The Retirement and Medical Charitable Trust (fundo fiduciário médico e de aposentadoria, RMCT), estada formatada para “arrecadar doações e fazer investimentos” e, com esse dinheiro, “ajudar financeiramente aposentados, deficientes mentais ou feridos em algum acidente”, de acordo com a ata de criação. Por trás da fachada de beneficência, no entanto, havia uma estrutura composta por dois outros fundos fiduciários que investia milhões de dólares a cada ano em um portfólio exótico demais para uma congregação conhecida por sua doutrina conservadora.

>> Para ler o texto na íntegra, clique aqui:

https://brasil.elpais.com/pandora-papers/2021-10-04/as-financas-do-ceu-a-milionaria-rede-dos-legionarios-de-cristo-em-um-paraiso-fiscal.html

agência de notícias anarquistas-ana

Borboletas e
aves agitam voo:
nuvem de flores. 

Bashô

21 de agosto de 2021: Vandalismo contra a Igreja Matriz de Porto Alegre (RS)

No dia em que retomaram a votação sobre o Marco Temporal decidimos lembrar que o patrimônio dessa cidade descansa sobre os corpos nativos. Pelos séculos de terra usurpada todo ataque está justificado. Além do mais, atacar um símbolo ou monumento não é nada comparado com a história que representam. E o galo cantou!

Pela expansão das ações que ofendam os que tudo querem dominar!

agência de notícias anarquistas-ana

para medir o calor
do dia, olhe o comprimento
do gato que dorme

James W. Hackett

[Chile] Lançamento: “Un mundo sin fronteras”, de Jorge Enkis

Após o colapso da economia capitalista e a perseguição política e social de seus governantes, Maria, uma jovem operária da fábrica têxtil, deve imigrar para terras estrangeiras para buscar novas oportunidades para si e seus filhos. Uma mãe determinada a enfrentar toda autoridade a fim de encontrar um futuro melhor.

Baixar, imprimir e distribuir.

editorialautodidacta.org

agência de notícias anarquistas-ana

A pedra
nada pergunta ao rio
sobre água e tempo.

Yeda Prates Bernis

[Chile] Fascistas são confrontados nas ruas de Santiago

Contramarcha antifascista

Diante do chamado de grupos nacionalistas e de ultra-direita a marchar contra a imigração, grupos de anarquistas e antifascistas reuniram-se em um bom número neste sábado (02/10) em Santiago para enfrentar aqueles que promovem o racismo e a xenofobia. Como é de costume a polícia protegeu os NAZIonalistas… Mesmo assim os fachos correram, vários acabaram espancados e tiraram-lhes algumas bandeiras.

Sim, poderíamos ter sido muitos mais… Nunca devemos subestimar o inimigo, e sempre é preciso fazê-los sentir que na rua não andarão tranquilos.

NÃO PASSARÃO!

N.T.

> Foto em destaque: Fascista é literalmente nocauteado, seu corpo ficou estendido no chão à espera de atendimento médico.

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/09/29/chile-a-defesa-da-nacao-e-a-defesa-do-estado-e-a-exploracao/

agência de notícias anarquistas-ana

se andava no jardim
que cheiro de jasmim
tão branca do luar

Camilo Pessanha

[Uganda] Resistência Indígena: O Coletivo Anarquista Global Fazendo Dub Decolonial

Por Oliver Walkden | 30/06/2021

Quando John Cage escreveu 4’33”, a notória composição que abalou silenciosamente a América burguesa nos anos 1950, ele a imaginava recebida por um público africano, ou interpretada por músicos africanos? As primeiras exibições da peça no continente aconteceram na África do Sul. Uma foi interpretada por um homem branco dos Estados Unidos e outras instâncias foram executadas privadamente nas universidades de elite do país.

Embora o imperialismo possa ter se manifestado indiretamente nesses recitais, algumas das obras de Cage tinham conotações coloniais mais gritantes. Como um dos percussionistas mais requisitados da América, ele foi contratado para escrever música “primitiva” inspirada na Ásia e na África para uma apresentação em Seattle nos anos 1940. A apropriação indébita e os abusos culturais como esse continuam a enfurecer as comunidades indígenas e seus aliados.

O coletivo e selo Indigenous Resistance (Resistência Indígena) é um desses grupos. Com membros localizados ao redor do globo, a intervenção mais recente do coletivo é “When Silence Rises from Earth”, um curta-metragem de uma performance única de 4’33” filmado em seu Dub Museum em Kampala, Uganda (o centro de suas operações). Menos uma performance do que uma cerimônia silenciosa para preparar o tradicional tambor djembe, ela é significativa em sua autonomia do mundo institucional de financiamento corporativo, festivais de música, ambiente acadêmico e cenas de arte de vanguarda.

O conceito veio a eles em uma visão. “Ele também veio de um desejo – um desejo de equilíbrio”, disse o grupo, falando em conjunto e anonimamente. “Tal como acontece com o dub reggae, o 4’33” de Cage tem sido frequentemente discutido por seu uso do silêncio como uma fonte de experiência mística. Optamos por adaptar a composição de Cage e enfatizar uma dimensão política, ao mesmo tempo que enviamos a mensagem de que o ativismo político requer uma prática espiritual.” Então, segue seu mantra e chama às armas: “Em silêncio nos preparamos.”

A remoção e opressão indígenas fizeram parte da história de muitos países, e a luta continua até hoje. Os membros do IR estão particularmente preocupados com os papuásios ocidentais originais que foram anexados pelo Estado indonésio e com o povo Rohingya que foi desalojado de suas casas em Mianmar. Cada um dos membros do IR tem uma “história pessoal de estudo dos sistemas coloniais e neocoloniais de opressão e resistência anticolonial”, bem como “anarquistas e outras filosofias, tradições e expressões culturais politicamente radicais.” Eles querem cortar o barulho do capitalismo ocidental para exigir seus direitos humanos por meio do ativismo baseado na experiência vivida e no conhecimento tradicional.

Embora o trabalho de Cage não abordasse explicitamente o (pós) colonialismo, ele compartilha alguns preceitos fundamentais com IR: um compromisso com o ruído politicamente carregado, a escuta socialmente engajada e a centralidade da percussão. O grupo observa que, quando os africanos foram escravizados, seus tambores foram proibidos e confiscados. “Os proprietários de escravos e plantações reconheceram claramente que os africanos eram capazes de se comunicar usando aqueles tambores e temiam que essas comunicações pudessem levar a revoltas”, afirmam. “A música vem com um código que tem o poder de organizar as pessoas. É uma ameaça à estrutura de poder.”

O lendário encontro de Thomas Sankara e Fela Kuti veio para simbolizar essa convergência natural do musical e do político para a Resistência Indígena. O primeiro foi o líder socialista de Burkina Faso que desafiou a exploração e o elitismo colonial francês, mesmo depois que a independência foi assegurada. Sua política revolucionária complementou o Afrobeat anti-establishment de Fela durante os anos 1980, mas sua camaradagem foi rompida quando Sankara foi assassinado aos 37 anos. (Um dos grupos que lançam no IR é Sankara Future Dub Resurgence, nomeado em homenagem óbvia.)

Todos os lançamentos da Resistência Indígena se encaixam amplamente na categoria “dub”, mas quando questionados sobre sua relação com o subgênero, a questão foi invertida. “Para a IR, dub não é uma coisa – é a qualidade de uma coisa, a qualidade de dub de qualquer coisa. Vivemos em um mundo onde a música, bem como outras formas de resistência, protesto e linguagem de justiça social, são institucionalizadas, neutralizadas e desvitalizadas na corrente branca capitalista colonial. Dub é o lado B desses momentos de assimilação e cooptação. Trata-se de fermentar a revolta, fazendo tremer a Babilônia. Isso lança nossas percepções de como as frequências sônicas podem e devem ser usadas em total desordem”, dizem eles.

Produtores como Ramjac, The Fire This Time e Dhanghsa, também conhecido como Dr. Das da Asian Dub Foundation (bem como convidados como Adrian Sherwood, Jah9 e Herman Soy Sos Pearl), há muito exploram o lado mais pesado e industrial do dub. Os lançamentos da IR são quase austeramente eletrônicos, deixando de lado as raízes reconfortantes do reggae em favor de uma artilharia sônica devastadora. É uma filosofia compartilhada pela inspiração nominal do IR, a inovadora equipe de techno de Detroit, Underground Resistance, que se opôs igualmente ao opressor sistema de poder da Babilônia.

Ambos os grupos fazem referência ao Afrofuturismo, mas onde a iconografia e estética de UR eram amplamente mitológicas, o trabalho da IR é baseado em eventos históricos – casos violentos de expropriação de terras, extração de recursos e genocídio cultural, bem como tradições pré-coloniais que eles insistem que estão vivas, não mortas. Uma história que aparece com frequência em sua discografia é a de Galdino Jesus dos Santos: líder da tribo Pataxó no Brasil que foi queimado até a morte em 1997 pelos filhos de juízes e advogados de elite em Brasília. “Eles receberam tratamento privilegiado durante o tempo que passaram na prisão enquanto aguardavam julgamento”, diz o coletivo IR. “Eles receberam sentenças incrivelmente leves e logo estavam de volta às ruas, festejando na praia sem remorso.”

A Resistência Indígena contribui para essas tradições vivas com obras originais de palavras, sons e poder (para usar uma frase do Rastafarianismo). Assim como seu desprezo por fronteiras, seu processo artístico flui entre e através das mídias. Eles fizeram documentários, gravaram podcasts e organizaram pinturas murais em cidades de todo o mundo. Seu último lançamento, Eritrea Dub Journey, é um e-book e trilha sonora de 300 páginas que leva o ouvinte em uma jornada pelos “mundos dub da Eritreia, Etiópia, Vietnã, Marrocos, Senegal, Jamaica e Ilha da Tartaruga.” Mas, em última análise, onde quer que eles andem, eles sempre voltarão a soar como o meio principal para sonhar com um futuro mais parecido com nosso passado pré-colonial.

“Um lançamento da IR não precisa ser atemporal”, dizem eles. “Só precisa ecoar no tempo. Porque, às vezes, leva muito tempo para uma mensagem chegar até nós do lado B do mundo.”

Fonte: https://daily.bandcamp.com/label-profile/indiatric-resistance-label-profile

Tradução > abobrinha

agência de notícias anarquistas-ana

Quietude no jardim –
O beija-flor descansa
na ponta do galho

Alvaro Posselt

[Chile] Os empresários nunca perdem.

O aumento do custo de vida não se deve pelos bônus e migalhas do governo, nem pela inflação ou à crise econômica causada pela pandemia.

O custo de vida tem aumentado ao longo das décadas e é fruto da especulação capitalista e seu objetivo de maximizar os lucros, independentemente do contexto, à custa da exploração dos trabalhadores e do aumento dos preços.

NÃO SE DEIXE ENGANAR.

“Não ganhamos nada, eles aumentaram tudo”. | Desperta, 18 e 19 de outubro nas ruas.

Grupo de Propaganda Revolucionária – La Ruptura.

agência de notícias anarquistas-ana

a cigarra canta
enquanto orquídeas florescem:
cada um na sua

Gustavo Felicíssimo

Lançamento: “Kropotkin – A História Intelectual de um Anarquista Revolucionário”, de Wallace dos Santos de Moraes

Piotr Kropotkin, nascido na segunda metade do século XIX, é um dos expoentes da teoria anarco-comunista. O objetivo deste artigo de Wallace dos Santos é resgatar a história intelectual e perceber a importância e o alcance do pensamento do autor, preenchendo assim uma lacuna no mundo acadêmico que negligenciou as teses de autores anarquistas.

Descrição

“Discutir ideias anarquistas e organizá-las compondo uma teoria política está longe de ser algo comum na Academia. Diferentemente do liberalismo que teve a difusão de suas ideias pelas classes dominantes e do marxismo – que inclusive virou política de estado em vários países e, portanto, teve grupos acadêmicos disseminadores de suas propostas -, o pensamento anárquico praticamente não teve lugar nas universidades.

O objetivo desta reflexão é ajudar a preencher e reparar essa grande lacuna nas ciências sociais, resgatando a história intelectual de um clássico do pensamento anarquista-revolucionário, bem como suas principais teses. Trata-se de Piotr Kropotkin (1842-1921). Apresentamos assim, os aspectos centrais de sua teoria política, delineando suas conjecturas, hipóteses e metodologias. Podemos adiantar que sua obra baseia-se centralmente na crítica ao capitalismo dominado politicamente pelo Estado e economicamente pelo sistema do salário.”

Wallace dos Santos de Moraes

Kropotkin – A História Intelectual de um Anarquista Revolucionário

R$14,00

Pedidos: 1kcontra@gmail.com

1000contra.com.br

agência de notícias anarquistas-ana

O sol já se foi –
Nuvens negras sobre o céu
e o brilho do ipê.

Benedita Azevedo