[Itália] FAItzer

Bem, depois dos acontecimentos de Milão em 1° de maio de 2015 onde a Fai (desculpe o termo excessivamente vulgar) agiu como um verdadeiro aparelho policial mostrando cada vez menos seu autoritarismo, chegamos hoje e às várias federações territoriais que são gastas em uma campanha de “responsabilidade” que cheira muito a colaboracionismo – e oh, desculpe, mas o cheiro parece ser apenas isso, mas talvez eu possa estar errado – e ainda menos velado desejo de controlar as boas almas anarco-federadas; A responsabilidade é conhecida, é pão para os dentes de alguns anarquistas e inferno, deve ser um pão realmente bom se você concordar em comê-lo apesar do fato de que aqueles que o cozinham não provaram, mesmo num passado não muito distante, ser realmente bons cozinheiros.

Agora, se bem me lembro, outra das suposições que a igreja anarquista sempre ostentou aos quatro ventos sempre foi a da consistência, ou melhor, a da consistência entre meios e fins (um conceito pesado para carregar nas costas), mas provavelmente sendo altamente astigmático, nunca devo ter sido capaz de ler as notas escritas em letras pequenas à margem da grande história ilustrada do anarquismo oficial, uma das quais deve necessariamente afirmar que esta famosa coerência está subordinada a um bem superior, o da autopreservação (um conceito que sempre foi contestado por nós, individualistas…), em face do qual cai toda aparente inconsistência ideológica.

Bem, sejamos claros sobre isto: nosso povo, como bons positivistas do século XIX, pouco se preocupa com a questão animal, nem pode ter uma visão sombria das novas técnicas de melhoramento genético com as quais o GMO 2.0 está sendo criado, a ciência – sua religião junto com a raça humana – precisa de cobaias, pelo amor de Deus! O que é a existência de algum ser inferior se seu sacrifício pode salvar vidas humanas! Por Baco e Diana (eh… não, Diana talvez não…)! E é necessário progredir investigando, modificando e “melhorando” cada esfera da existência, a vontade pós-natal libertará a humanidade da doença e da fadiga, da incerteza e até mesmo da morte! Portanto, é coerente que eles aceitem voluntariamente soluções técnicas como, por exemplo, vacinas para a Covid, que foram extensivamente testadas em animais (por admissão franca dos próprios pesquisadores), que contêm OGM (ibidem) e que foram criadas usando as mesmas técnicas de manipulação genética que o GMO 2.0 (como acima). O que tudo isso importa? É um progresso! E progresso que salva vidas! Acolhamos o sol do futuro banhado nas águas do transhumanismo.

Mas… há uma coisa, porém… não ter lido as letras pequenas antes, como eu disse, e fiquei bastante surpreso ao ver que, em nome da escolha responsável diante da pandemia, nosso povo aceitou de fato que aqueles que salvam suas peles – e com as deles, as peles da humanidade franca – são aquelas simpáticas empresas multinacionais de medicamentos que, para citar apenas uma, a FAItz…oops…. Pfaizer, há anos experimenta medicamentos em crianças africanas, sempre cobrou em peso de ouro por medicamentos contra o câncer, colocou no mercado medicamentos prejudiciais à saúde, mas rentáveis para seus bolsos, exceto então pedir desculpas e cobrar muito dinheiro por vacinas (o elixir da vida) para os estados, de cujo lado a FAItz, oops, perdão, a FAI não está do lado da colaboração, nunca! Mas fora da responsabilidade! Foi o que eu pensei! E nada, já que eu não tinha lido os famosos postulados, fui interditado por alguns dias, mas depois de limpar meus óculos, percebi que não! Estava tudo bem, nada inconsistente, os princípios são seguros, apenas… suspensos até o fim do estado de emergência porque depois deste estado, o mau (mas nem sempre, nunca demais) voltará a ser inimigo, até a próxima necessidade de apertar novamente sua mão.

Só me pergunto quantas notas, aquelas escritas em letras pequenas, eu perdi na bíblia de um certo anarquismo.

Autor: M, Indivíduo.

Fonte: https://lincendiario.noblogs.org/post/2021/08/06/congegni-faitzer-ovvero-della-responsabilita-cieca/#more-353

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

tua palavra é semente
minha solidão é serpente
onde está o bote?

Rubens Jardim

[Portugal] Che Guevara: a verdade por detrás da lenda, por Larry Gambone

Índice:

O jovem Che ou “Don’t cry for me, Argentina”. / As raízes fascistas da concepção do mundo do Che. / O Che stalinista. / O Che executor. / O Che burocrata. / A tragédia de Che Guevara. / O Che morreu pelos nossos pecados. / Notas. / Anexo: Os anarco-sindicalistas cubanos nos anos 1950. / Outras Leituras / Nota do Tradutor

“O Che foi o ser humano mais completo da nossa época” – Jean-Paul Sartre     

Uma camponesa acende uma vela ao santo e reza para que o seu filho fique bem e a colheita de batatas seja boa este ano. As suas preces, e as preces de outros camponeses, já antes foram atendidas, dizem os aldeões. “Parecia-se mesmo com Nosso Senhor ali deitado morto na escola”, contava ela ao jornalista da televisão. O nome desse santo milagreiro? Ernesto Che Guevara! (*1)

Não se riam desses camponeses. Não os olhem do alto da vossa arrogância de “mundo desenvolvido”. Não há qualquer dúvida de que o Che “intervém” nas suas vidas fustigadas pela pobreza — tal como fazem todos os outros santos. E quem somos nós para pretender ter um conhecimento absoluto do mundo e do espírito humano e de todo o seu funcionamento?

O que diria o Che do incenso e das velas queimados em seu nome? Enquanto militante comunista e ateu, teria rejeitado tudo isso como superstição primitiva herdada de um passado reacionária. Que ironia que tal pessoa se tenha tornado um santo. Mas não são apenas os camponeses bolivianos que veneram o guerrilheiro morto. Trinta anos após o seu assassinato, a sua imagem está colada nos muros de metade das residências universitárias do mundo. O seu olhar severo e ascético fixa-nos desde inúmeras camisolas, autocolantes e distintivos. A mística do Che Guevara está divulgada universalmente.

Não adianta perguntar se ele merece essa idolatria. À primeira vista, é fácil responder afirmativamente sem qualquer reserva. Ele é aquele que tinha a posição número dois em Cuba e que dela desceu para combater na selva pelo que acreditava ser a libertação. Sofrendo de asma e com um reduzido grupo de seguidores, foi perseguido e assassinado pelo exército boliviano. Guevara era também a personagem romântica perfeita — belo, carismático e sinceramente amado pelas mulheres. Não um palhaço intelectual sem vida como Staline, nem um perverso misterioso como Mao ou um megalômano como o seu velho amigo Fidel, mas um homem real. Poderia ter saído de uma novela romântica.

E parece-se realmente com o Cristo, jazendo morto naquela fotografia célebre.

Sim, é possível compreender o fascínio que inúmeras pessoas, particularmente os jovens, têm por este homem. Mas compreender um fenômeno é uma coisa, se ele dá uma verdadeira imagem da realidade é outra. Para isso, é preciso olhar para além da mística.

>> Para ler o texto na íntegra, clique aqui:

https://vermelhoenegro.blogs.sapo.pt/che-guevara-a-verdade-por-detras-da-4872

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Chuva cinzenta:
hoje é um dia feliz
mesmo com o Fuji invisível

Matsuo Bashô

[Espanha] A necessidade urgente de enfrentar os desafios do século XXI

Por Genís Ferrero | Secretário de Ação Sindical da CNT Vallès Oriental

“Se nos superamos, se conquistamos nossa capacidade e nos colocamos em condições de atuar de modo enérgico, de fazer frente a toda possibilidade de ataque, seremos respeitados, atendidos e nos imporemos”. Salvador Seguí. Congresso de Sants, 1918.

O século XXI trouxe à humanidade duas agendas prementes. A consolidação definitiva do neoliberalismo de uma parte e a necessidade de uma mudança ecológica das sociedades industriais do planeta de outra.

Liquidado o socialismo real como bloco antagônico às sociedades capitalistas, e ante a necessidade de uma mudança no modelo produtivo que evite a autodestruição em questão de décadas do ecossistema do planeta, em que suporia o desaparecimento da humanidade como a conhecemos hoje em dia, é urgente enfrentar os desafios que se apresentam às classes trabalhadoras do mundo.

Sabemos que a solução do problema ecológico só tem duas saídas possíveis: uma na qual a justiça social, as liberdades coletivas e individuais e o respeito ao ecossistema se coliguem. A outra é um mundo neofascista onde o controle social, a acumulação de tecnologia e riqueza, e o uso da violência sejam as formas de administrar as medidas de contenção ecológica para que uma minoria social mantenha seu nível de vida e sua posição de poder. Obviamente a segunda é a via fácil, onde só há que baixar a cabeça.

Neste cenário se introduziram muitos conceitos que vem servir ao interesse do discurso neoliberal, criando novos conceitos individualistas ainda que vestidos de liberais e outros que vem a negar a análise material das desigualdades sociais. Se colocou na moda pensar que os pequenos gestos são os importantes para livrar-nos da responsabilidade de organizarmos em grande escala e enfrentar os enormes problemas que temos adiante.

É neste contexto que vamos enfrentar em dezembro de 2022 o XII Congresso da CNT, um comício que deverá ser decisivo para enfrentar de forma urgente os problemas que ocorrerão ao proletariado nos próximos anos. Ante as tentativas de fazer da Confederação um ente social mais próximo ao assistencialismo de uma ONG, os sindicatos da CNT devemos dotar-nos assim como no passado de todos aqueles recursos necessários para voltar a estruturar um projeto revolucionário em pleno século XXI.

Apesar dos discursos que pretendem assinalar que o mundo do trabalho vai ser um cenário onde não se disputa a construção de uma alternativa ao atual sistema social e econômico, nós os e as anarcossindicalistas viemos sentenciar que nada mais longe da realidade. As diversas lutas sociais são fragmentos de uma luta geral que é a das classes exploradas e precárias de sempre contra a acumulação de riqueza, contra o patriarcado e contra a patronal e os estados que a defendem.

Precisamente são os governos de toda índole que ratificam uma e outra vez as diretrizes e políticas neoliberais da União Europeia. Apesar de todos os discursos as reformas sociais que se propõem seguem flexibilizando o mercado laboral, fragmentando a classe trabalhadora, reduzindo a liberdade sindical e protegendo a propriedade privada e a capacidade de acumulação de riqueza de uma minoria à custa da maioria. As medidas de caráter social, ainda insuficientes, na realidade não deixam de aceitar a criação de bolsões de pobreza e precariedade estrutural que os países do sul da Europa vimos acumulando desde a anterior crise de 2008.

Neste contexto se volta a reafirmar como algo necessário e positivo para o conjunto da sociedade, e consequentemente também para a classe trabalhadora, a conciliação social entre governo, sindicatos majoritários e patronais. Ante isso devemos ser claros em nosso discurso e explicar que dito modelo só beneficia a quem já dispõem da maioria dos lucros. Quer dizer, aqueles que nunca vão aceitar que a gente humilde e trabalhadora, o povo, possa aceder a uma parte justa da distribuição da riqueza.

Ante isso devemos confrontar o diálogo social com meios próprios, dotando os centros de trabalho de uma estrutura sindical baseada nas ideias libertárias de democracia direta e luta de classes, coligado com sindicatos que voltem a contar por milhares seus associados, cuja solidariedade econômica permita a plena independência da CNT de qualquer agente externo, que permita ter os recursos técnicos, militantes e econômicos necessários para não só assessorar os conflitos sindicais, mas também planejar a proposta da classe trabalhadora à transição industrial e econômica que a ecologia impõe a nossas sociedades hoje.

O desafio que temos ante nós, pois, não só é imperativo, mas que também é urgente. Não disporemos de décadas para desenvolvê-lo, devemos redobrar esforços e fazer da ação sindical de nossos sindicatos o principal aríete frente à desorganização e fragmentação da classe obreira nos centros de trabalho. Uma ação sindical que, ao mesmo tempo, recupere a capacidade pedagógica de nossos ideais libertários e emancipadores colocando a necessidade de confrontar não só as questões econômicas, mas, sobretudo a redução do tempo de trabalho, o fim da discriminação de gênero e de qualquer outro tipo, levantando a liberdade sindical e a greve como pedra angular da construção de qualquer sociedade onde a economia esteja a serviço das pessoas e não o contrário.

Definitivamente, a CNT enfrenta o desafio de voltar a ser um sindicato com milhares de filiados – o crescimento sustentável do conjunto da Organização nos últimos anos assim o atesta – que seja uma ferramenta eficaz no dia a dia da luta laboral, mas que por nossas características libertárias possibilite uma alternativa real ao sistema político e econômico vigente. Temos as ferramentas a nosso alcance, o que não teremos é uma segunda oportunidade para voltar a chegar a este momento. Se não somos muitos e muitas, se não somos inteligentes e eficazes, os ricos e poderosos voltarão a se impor.

Fonte: https://www.cnt.es/noticias/la-necesidad-urgente-de-afrontar-los-retos-del-siglo-xxi/

Tradução > Sol de Abril

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Tarde de sol,
o armador da rede
range devagar.

Luiz Bacellar

[Chile] Palavras da presa anarquista Mónica Caballero desde a prisão | Morte ao estado e viva a anarquia!

Enquanto escrevo essa reflexão, no dia em que completa-se um ano desde que o Estado chileno sequestrou a mim e a Francisco, escuto as vozes de companheires que estão manifestando-se do lado de fora da prisão. Do outro lado das grades, cercas e muros, há outras mãos e corações inquietos, acionando por aquelas e aqueles que estamos dentro das jaulas do capital. Nessa ocasião, não apenas chegaram até mim os seus gritos, mas também recebi um panfleto! O vento me trouxe um belo e inesperado presente! Bela propaganda anarquista!

Nós, que fazemos ou já fizemos ações de propaganda antiautoritária, muitas vezes não dimensionamos as consequências que isso pode gerar nas outras pessoas. A princípio, o objetivo de qualquer propaganda é entregar uma mensagem, que idealmente incite ou inspire outras pessoas a atuarem contra o atual sistema de terror. Mas, talvez, a receptora ou o receptor dessa mensagem não atue assim, talvez não lhe surta efeito aquele chamado, seguindo como uma espectadora ou espectador em passividade. Nesse caso, vale a pena perguntar-nos: será que a propaganda não foi suficientemente efetiva? O que é que leva um indivíduo a enfrentar aquilo que lhe domina? Assim como, da mesma maneira: o que é que leva alguém a viver passivamente em um mundo de miséria e opressão?

Já me fiz esse tipo de pergunta em muitas ocasiões. Às vezes, acreditei ter encontrado respostas, mas com o tempo entendi que a liberdade individual, ou seja, as decisões e ações de outras pessoas, não podem nem devem poder ser medidas ou previstas. Para falar de liberdade individual, em primeiro lugar, tem que existir um conhecimento da realidade e dos fatores que a criam e limitam. E para tomar uma decisão, é necessário conhecer – nesse sentido, a propaganda é fundamental. No meu caso, o que me impulsionou a tomar o caminho do conflito permanente foi, sem dúvidas, a propaganda feita por outras pessoas (entre outros fatores). Meu conhecimento político teria sido muito diferente se eu não tivesse sido receptora de um sem-fim de propagandas. Não sei se foi exatamente um panfleto, uma pixação, um comunicado reivindicativo, etc, ou se foi o conjunto de mensagens e consignas que me levaram a questionar e enfrentar a hegemonia do poder e da sociedade que o sustenta e dele necessita.

Hoje, um simples papel rompeu as medidas de segurança dessa prisão, voando até mim. Essa propaganda, nesse lugar, ganha uma faceta extra: me demonstrou que por mais isolamento que o poder mantenha ou queira manter-nos, presas e presos que pelejamos por um mundo onde só governe o apoio mútuo e a solidariedade, nunca estamos a sós. Ainda falta muita propaganda e muitas ações diretas se quisermos golpear o capitalismo e as relações desiguais geradas por ele, bem como a hegemonia imposta pelo poder.

Aproveito para enviar um forte abraço fraternal à família Vergara Toledo. Luisa Toledo foi uma propagandista que contribuiu enormemente na proliferação de muitas gerações de jovens combatentes.

Morte ao estado e viva a anarquia!

Mónica Caballero, presa anarquista

Prisão de San Miguel

Julho, 2021.

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Sempre perseguido
o grilo fica tranqüilo
cantando escondido.

Luiz Bacellar

[Espanha] La Enre não se toca!

COMUNICADO ANTE A OFENSIVA ADMINISTRATIVA E MIDIÁTICA. | NOSSO DIREITO A TOMAR A PALAVRA

Falácia que se escreve com “F” de fascista, de fantasma, de funcionário amestrado, de felicidade engarrafada, deglutida e vomitada, de festa para muito poucos, de fracassados.

“F” de falangistas, a mesma, com a qual fuzilaram Lorca, as 13 Rosas e tantas outras, a mesma com a que hoje tentam podar uma EN-REDe-diversidades que pintam de verde o asfalto, dando cor a seu aborrecido e cinza discurso de ódio e medo.

Fascistas que inventam fatos consumados, histórias impossíveis, contextos nos quais só eles ganham. Eles, sim, com “O”, de ornamento, ossada, de pensamento obtuso, obturado.

Sim, ratificamos, são 12 anos de um absoluto incômodo, da mosca na orelha, da pedra no sapato, desta minoria encorajada pela habilitação estatal, que qual papagaio a bateria repete e repete aquilo que nem sequer compreende e pelo que é assalariado e que, claro, convêm ao milionário de turno.

Porque, então, que é o que lhes incomoda? O encontro? A diversidade? Os espaços compartilhados? A alegria? Não será que o que profundamente lhes dói é sua própria inação, sua permanente repetição?

Novamente o jornalismo afirmou sem nenhum tipo de provas que o Centro Social Okupado e Auto-gestionado La Enredadera é um coletivo que é apoiado por Podemos [partido].

Estas declarações são uma grave falta à verdade, que os converte em sicários da informação. Um ataque difamatório que não leva apenas a vincular La Enredadera com Podemos, mas que também afirma que neste local existem “festas a horas intempestivas com música a todo volume, que é um foco de drogas, brigas e outros problemas”. Desde já, que tudo isto é FALSO.

Porque, ainda que façamos este esforço de contar-lhes nossa verdade, que poderíamos dizer-lhes sobre La Enredadera que já não saibam? Por que não tentam piscar um pouco e aclarar a vista?

Definitivamente, somos as mesmas de sempre e ao mesmo tempo outras, as que estamos resistindo. Aquelas que, quem pelo mero desejo de sobrevivência, necessitamos propor uma alternativa, elaborá-la, discuti-la, chegar a um acordo, voltar a debater, afiançá-la e sustentá-la no tempo.

ESSA É NOSSA ALTERNATIVA.

La Enredadera não é um espaço de drogadição nem muito menos um inferno como diz o titular tendencioso. La Enredadera é na realidade um espaço onde uma grande diversidade de identidades nos reunimos para realizar oficinas, encontros sociais, grupos de leitura, serigrafia e um longo etc.

É evidente que o que mais lhe incomoda na Prefeitura de Madrid, é que neste tipo de locais que agora pretende fechar definitivamente, se convide a pensar. O entendemos perfeitamente. Nada mais perigoso que o exercício do pensamento autônomo para os que mais gostam da reverberação mental.

La Enre não se toca!

Fonte: https://www.algranoextremadura.org/estatal/2021/08/12/la-enre-no-se-toca-comunicado-ante-la-ofensiva-administrativa-y-mediatica/

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Velho casarão.
Iluminam o interior
raios de luar.

Fanny Dupré

[França] Cinismo e Capitalismo de Desastres

É engraçado, essas duas contas do Twitter que estão alarmadas com o relatório do IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas – IPCC, sigla em inglês] levam o mesmo nome do presidente de uma grande potência mundial que lança granadas contra ZADs [Zonas a Defender], acusa protestos ambientais e dá presentes a poluidores industriais; e que um ministro da ecologia que cedeu ao lobby dos caçadores e da agroindústria, ao sabotar a Convenção Cidadã pelo Clima.

Quando os principais arquitetos do desastre encenam a crítica da situação que eles próprios criaram, as palavras definitivamente não fazem mais sentido. Os poderosos do mundo reconheceram plenamente o abismo para o qual estamos caminhando e estão acelerando. Pior ainda, eles atacam e prendem aqueles que tentam salvar o que resta.

Nantes Révoltée

Tradução > Baru

agência de notícias anarquistas-ana

A orquídea –
a cada instante
o silêncio é outro.

Constantin Abaluta

[Chile] “Que viva a anarquia!”

No dia de ontem como OAF (Órgão Anarco Feminista) saímos para colar propaganda no centro da capital [Santiago] por dois motivos. O primeiro é seguir exigindo a liberdade e reparação de todas as vidas dos que se encontram privados de liberdade, seja por lutar, por sua etnia, ou classe social, deixando-os convidados a uma convocatória a realizar-se no dia de hoje às 18h00 fora da ocupação situada no INDH, e que caminhará até a Plaza Dignidad sob o lema: “Só o povo mobilizado, libera o povo encarcerado”. 

E nosso segundo motivo, é poder seguir informando sobre o que verdadeiramente é o anarquismo, pelo qual colamos cartazes com alguns de seus princípios fundamentais. Sempre trabalharemos em prol de responder dúvidas e fazer esclarecimentos que rondam a Ideia sem fundamentos. Muito se fala de que o anarquismo promove o caos, quando é tudo ao contrário. Porque aos poderosos incomoda que promovamos a ordem sem autoridade? Seguiremos com nosso trabalho auto-educativo e propagandista, sobretudo em tempos de tanta manipulação midiática da política imposta desde as instituições, do Estado e das empresas. 

Que viva a anarquia! 

Liberdade a todos os privados de liberdade!

Órgão Anarco Feminista (OAF)

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Sobre o telhado
flores de castanheiro
ignoradas.

Matsuo Bashô

O que está acontecendo em Cuba? Um olhar anárquico sobre os protestos de 11-J

Entrevista com o companheiro Gustavo Rodríguez.

Nos últimos dias, recebemos uma torrente de declarações geradas nos meios de desinformação em massa sobre os recentes protestos em Cuba. De um lado estão os formulados pelo oficialismo cubano e os esquerdistas do mundo em nome do anti-imperialismo e em defesa do que eles ainda chamam de “revolução cubana”, por outro lado estão os meios de comunicação tradicionais de direita que acusam a “ditadura comunista” da falta de liberdades e direitos.

O Partido Comunista Cubano e seus acólitos internacionais apelam à solidariedade com o regime, argumentando que enfrentam uma nova intervenção do “imperialismo ianque” que está aproveitando as desastrosas condições econômicas causadas por mais de sessenta anos de bloqueio e a maior crise sanitária de sua história. Enquanto os partidários do mercado livre e as forças de direita afirmam que o que está acontecendo no país é o resultado de seus cidadãos estarem esmagados pela falta de oportunidades nos regimes socialistas.

Nestes tempos de pós-verdade, suspeitamos de todas estas posições, mas além disso, como anarquistas, não só suspeitamos destes canais de manipulação, mas também identificamos posições contrárias à nossa práxis e contrárias ao nosso desejo de libertação total.

Infelizmente, as informações que recebemos até agora com uma clara posição anarquista do território controlado pelo Estado cubano são mínimas. É por isso que escolhemos entrevistar uma voz anarquista com a qual nos identificamos e lhe pedimos para compartilhar conosco sua perspectiva sobre os fatos de sua experiência como exilado de origem cubana, a fim de entender melhor o que está acontecendo em Cuba.

Do AnarquíaInfo (AI) sempre demos espaço às reflexões de nosso companheiro Gustavo Rodríguez (GR), hospedando em nosso blog quase todas suas contribuições à tendência anarquista informal e ao desenvolvimento do anarquismo insurrecional contemporâneo, reafirmando o caminho negro da Anarquia e impulsionando a insurreição permanente através de uma conspiração internacional que concretiza a Internacional Negra em nossos dias.

AI: Companheiro, é um prazer para nós que você tenha concordado com esta conversa. Há algum tempo estávamos contemplando fazer uma entrevista com você, mas mais focada em questões relacionadas à perspectiva da tendência anarquista informal e insurrecional, e sua ênfase na “necessidade de abandonar tudo o que é estranho”. Esta preocupação tornou-se ainda maior depois de ler sua última contribuição (Contra a Corrente), onde você afirma que os anarquistas “são realmente “sectários”, “puristas”, “intransigentes” e até mesmo “totalitários”. Entretanto, com o passar do tempo, surgiram as revoltas em Cuba e isso nos fez reformular esta entrevista, mas deixando pendente para uma ocasião futura a abordagem destas questões cruciais para o desenvolvimento de um novo paradigma anarquista. E bem, nesta ocasião particular, gostaríamos que comentasse suas impressões sobre o que está acontecendo em Cuba, com a intenção de esclarecer as coisas e formar um critério mais de acordo com nossa práxis. Com isto em mente, formulamos as seguintes perguntas:

O que está acontecendo em Cuba?

GR: Companheiros, o imenso prazer é meu. Antes de mais nada, gostaria de agradecer – há muito tempo – por hospedar e divulgar pontualmente minhas contribuições em seu site. Também lhe agradeço pela oportunidade de apresentar minhas opiniões sobre a situação cubana; no entanto, declaro-me incompetente para responder à sua primeira pergunta na medida do necessário. No entanto, este apelo não nasce da impossibilidade de estar presente no país e/ou de não ter participado desta luta – há aqueles que, mesmo estando lá, foram incapazes de tomar o pulso do momento insurrecional que estão vivendo – mas devido à grande diversidade de perspectivas que estes eventos geram a partir de muitos pontos de vista diferentes, incluindo as diferentes lentes que, de uma forma ou de outra, afirmam serem libertários e do anarquismo insular.

Sem dúvida, posso dar-lhes um balanço dos acontecimentos através das reflexões relacionadas dos companheiros in situ e também compartilharei com vocês minha perspectiva a partir da minha experiência como um exílio daquele singular nacional-socialismo bananeiro[1] que reinou por mais de seis décadas com sangue e fogo na maior das Antilhas. Neste sentido, posso afirmar que em 11 de julho passado, houve uma explosão social sem precedentes, com presença em todas as 16 províncias. Claro que, de acordo com a narrativa da ditadura cubana, esta explosão social nunca aconteceu, mas houve tentativas de “desordem pública” e “tumultos” instigados por “vândalos”, “delinquentes” e “elementos antissociais” pertencentes aos “setores mais vulgares e indecentes da sociedade” e manipulados pela “guerra cibernética orquestrada pelo Império”. Evidentemente, o que está acontecendo em Cuba é que uma geração profundamente rebelde que perdeu seu medo, apesar do controle onipresente dos mecanismos repressivos, tomou o centro das atenções. Além das seis décadas de epidemia autoritária, houve a pandemia de Covid, com seus toques de recolher noturnos e “cercos sanitários”. O mito da Revolução (em letras maiúsculas) acabou e a gramática do “paraíso socialista” foi esgotada, revelando a enorme brecha de desigualdade gerada pela classe dominante em nome do “comunismo”. Acontece que o classismo profundo e o racismo agudo das elites políticas veio à luz, além da retórica “igualitária” e da demagogia discursiva. Durante os protestos, o Estado Nacional Socialista tirou sua máscara, revelando sua verdadeira face – que não é nada diferente do papel repressivo do Estado chileno, colombiano, norte-americano ou qualquer outro, como demonstrou a revolta global dos últimos anos – como Ramón García Guerra [2] antecipou. Milhares de pessoas foram presas durante as manifestações e meio milhar continuam presas (algumas delas menores, como Marcos Antonio Pérez Fernández) sob acusações de “desprezo”, “insulto ao presidente”, “dano patrimonial” e “propagação do contágio”, entre outros. Acontece que há dezenas de pessoas desaparecidas; uma dúzia de pessoas feridas por armas de fogo (usadas exclusivamente pelas forças repressivas) e uma centena de mulheres e homens selvagemente espancados por agentes civis e fardados. O jovem afro-cubano Diubis Laurencio Tejeda (apelido Piquiky Rasta) foi covardemente assassinado pelos capangas do regime. Acontece que, pela primeira vez, centenas de jovens dos bairros pobres e das faixas marginais, aqueles que colocam seus peitos na linha de frente em Oaxaca, Santiago do Chile ou Portland, que promovem a indisciplina subversiva e propagam o ilícito – vivendo a Anarquia cotidiana além dos “clássicos”, da retórica discursiva e da verborreia politicamente correta – responderam às balas com pedras; eles derrubaram carros de patrulha, expropriaram supermercados e confrontaram os agentes de repressão mão a mão.

AI: O que provocou os protestos?

A doença e a raiva da desesperança têm sido a origem destes protestos – como no resto do planeta – o que destaca o absurdo da “excepcionalidade” cubana que a esquerda internacional (da socialdemocracia ao leninismo pós-moderno) está apresentando, empunhando toda a demagogia discursiva da ditadura, com sua velha história de excelência médica, a grandeza de seu sistema educacional e o alto “Índice de Desenvolvimento Humano” (IDH). Uma “excelência médica” – esqueça o oratório para consumo externo – que, na realidade, está longe da chicana oficial, com hospitais sem médicos ou leitos e centros de saúde (policlínicas) carentes de higiene e água corrente; sem mencionar a falta de ambulâncias (uma para cada dez carros-patrulha) e a constante escassez de medicamentos [3]. Isto contrasta fortemente com a suculenta exportação de “capital humano” através do arrendamento de brigadas médicas em “missões internacionais” (uma das principais fontes de renda da economia) [4], e com o valor em dólares do lucrativo “turismo médico” – segundo apenas o turismo sexual, desculpe, eu quis dizer turismo de lazer (a segunda maior fonte de divisas do regime) e remessas de Miami. Uma “grandeza educacional” que, na prática, se reflete na insuficiência de professores e na crescente taxa de abandono escolar dos jovens entre 15 e 16 anos de idade no ensino secundário. Um IDH que na prática, deixando de lado os números oficiais historicamente disfarçados, se traduz em um dos países da América Latina com a maior taxa de suicídio entre adolescentes e jovens [5] do ensino médio.

No entanto, deve-se ressaltar que o tom subjacente aos protestos não foi a demanda por “soluções” para a escassez de todos os tipos de medicamentos, ou as más condições dos hospitais, ou o aumento criminoso dos preços dos alimentos básicos, ou a falta de moradia e a precariedade dos edifícios (enquanto GAESA está construindo milhares de hotéis de luxo, marinas e campos de golfe [6]), muito menos a falta de professores; mas a retumbante demanda por “liberdade” e o grito unânime que exigia em voz alta “abaixo com a ditadura”. Como comentou recentemente um jovem companheiro de Havana, “não pedimos soluções ao Estado porque sabemos que o Estado é o problema” e, acrescenta, “temos que procurar a solução no lixo, porque é isso que o Estado é: lixo”.

AI: Quem participou dos protestos e como eles foram coordenados?

Como pude ver em vários vídeos que foram transmitidos ao vivo durante os protestos, e como foi confirmado pelos amigos com os quais estou em contato, a participação foi variada, com pessoas de todos os estratos e posições políticas (inclusive apolíticas), com a intervenção dos jovens se destacando de forma significativa. A presença dos setores mais pobres – aqueles excluídos do sistema – foi particularmente extensa, com a população afro-cubana se destacando de forma preponderante (não é por acaso que eles são a maioria no sistema penitenciário, ao contrário de sua reduzida representação na elite dominante).

Quanto à “coordenação” do protesto, vale a pena notar que ela estava em grande parte ausente. Não houve nenhuma chamada, nem nas redes sociais nem através da palavra de boca em boca das Cachitas e dos Cheos. Foi uma explosão espontânea. Tão espontânea que não só surpreendeu os diferentes grupos de oposição, mas também toda a rede de repressão e vigilância, apesar da espessa sopa de letras (MININT, PNR, CDR, FMC, UJC, FEM, FEU e um longo etc.) que compõe o sistema de controle; deixando as redes de informantes e o sofisticado sistema de escuta da ditadura em um estado muito ruim. A única coisa que ajudou a divulgar o protesto foi a disseminação das mobilizações em tempo real, através de plataformas digitais e da rede de links virtuais, o que permitiu – em questão de minutos – que a manifestação anti-sistêmica originada no município de San Antonio de los Baños (a 31 km da cidade de Havana) fosse replicada quase que simultaneamente. Isto fez com que o bolo vienense de várias camadas que separa, por meio de uma densa aglomeração de reclamações, as múltiplas camadas do bolo social cubano, até o último andar, onde a família real e o primeiro círculo de privilegiados, vacilassem. Entretanto, não se pode ignorar que o sucesso do “fator surpresa” residiu na confiança da oligarquia em seu sofisticado sistema de vigilância e repressão e, acima de tudo, na segurança oferecida por ter implantado o medo e inoculado a paranoia em amplos setores da sociedade. Esta vigilância excessiva permitiu durante anos que a oligarquia e seus acólitos (assim como uma ampla gama de oportunistas que desfrutam de benefícios e regalias) vivessem como verdadeiros “estrangeiros” em seu país, o que os impediu de sentir o cansaço acumulado e a fúria do desespero. Muito menos eles tiveram a capacidade de vislumbrar a próxima insurreição.

AI: O bloqueio dos EUA desempenhou algum papel no agravamento das causas que levaram a esses protestos?

Antes de responder a esta pergunta, devo enfatizar a necessidade de desmantelar certos maniqueísmos – completamente estranhos à prática anarquista – que inexplicavelmente têm um lugar em nossas tendas e, toda vez que a crítica da ditadura cubana, venezuelana ou nicaraguense é abordada, e eles ressurgem dos recessos mais profundos; como se do anarquismo houvesse algo para resgatar daqueles estados em particular. Estas estranhas posições libertárias sempre nos constrangem a tomar partido, esquecendo deliberadamente que nós anarquistas – por nossa própria essência – não tomamos o partido de nenhum estado (ou pelo menos, não deveríamos). É claro que não é a primeira vez, nem será a última, que alguns dos chamados “anarquistas” tomam partido nestas disputas estatais e exigem a cessação das sanções de um Estado contra outro. Caso contrário, exigir o endurecimento das sanções, embargos e bloqueios, como foi o caso daqueles que – a partir de posições anarquistas – apoiaram fortemente o embargo internacional à África do Sul, sem prestar muita atenção aos prováveis danos que a falta de petróleo e a consequente paralisação de sua economia causariam à população, mas com a justa intenção de pôr fim ao apartheid imposto pela ditadura pretoriana. Algo semelhante já havia acontecido após o golpe fascista do general Franco, com as pressões dos representantes do anarcossindicalismo espanhol exilados no México (alguns deles membros do chamado “governo no exílio”) para que o Estado mexicano impedisse a admissão da Espanha na nascente ONU, já que a ditadura de Franco “havia sido estabelecida com a cooperação militar de Estados estrangeiros”. Estas pressões sobre os “governos democráticos do mundo” exigiam o “isolamento da Espanha” (uma espécie de “bloqueio” exacerbado); uma estratégia que, no início dos anos 60, levou sindicalistas libertários a visitar alguns países do chamado “campo socialista”, notadamente a ex-Jugoslávia e Cuba. Este último não só não rompeu as relações com o caudilho, como também as fortaleceu [7]. O idílio entre os dois caudilhos tornou-se tão forte que, por ordem do (agora apedrejado) “comandante-chefe”, o estado cubano declarou luto nacional pela morte do tirano.

Tendo expressado o acima exposto, devo agora esclarecer – dando a alguns companheiros o benefício da dúvida – que o termo “bloqueio”, no caso que nos diz respeito, deve ser sempre colocado na gramática da ditadura e no discurso panegírico de seus capangas (dentro e fora da ilha). É claro que espero que esta declaração não me acuse de apoiar as sanções de Washington contra o Estado cubano – embora deva confessar que, nesta fase da minha vida, não é um assunto que me mantenha acordado à noite – mas considero inaceitável continuar jogando o jogo do regime e não chamar as coisas pelo seu nome próprio.

Neste sentido, vale lembrar que o “bloqueio imperialista” é um fato inegável da história recente, que ocorreu durante 13 dias em outubro de 1962, com a chamada “Crise dos Mísseis”, no contexto do confronto entre as duas potências imperiais durante a “guerra fria” (1945-1999); quando Kennedy ordenou o bloqueio (literal) do arquipélago cubano, criando um cerco com sua frota naval e aumentando as tropas e aviões no sul da Flórida e na base de Guantánamo. Após o “Pacto Kennedy-Khrushchev” – onde foi estabelecido o acordo para não invadir Cuba – o bloqueio foi encerrado e a posição inicial retornou; Ou seja, o embargo econômico imposto em 7 de fevereiro de 1962, que proibia a importação de “todas as mercadorias de origem cubana para o território norte-americano” e que reforçou o embargo de 19 de outubro de 1960 – implementado pelo Presidente Eisenhower após a nacionalização de empresas norte-americanas em Cuba por um valor de 1 bilhão de dólares -, que impediu as exportações norte-americanas para Cuba, “exceto para medicamentos e alimentos”. Durante a administração de Bill Clinton, a Lei da Democracia Cubana de 1992 (também conhecida como Lei Toricelli) [8] e a Lei Cubana de Liberdade e Democracia Solidária de 1996 (Lei Helms-Burton) estenderam o embargo extraterritoriamente, proibindo as subsidiárias americanas em países terceiros de negociar com o Estado cubano, o que intensificou as hostilidades políticas contra a ditadura de Castro. A essas sanções, o governo de Joe Biden recentemente acrescentou o congelamento de contas e bens sob jurisdição dos EUA e a proibição de vistos para viajar aos Estados Unidos para o diretor da Polícia Revolucionária Nacional (PNR), Óscar Alejandro Callejas Valcarce, e Eddy Manuel Sierra Aria (diretor adjunto do mesmo órgão repressivo) [9], no âmbito da Lei Magnitsky.

Após esta longa peroração, por meio de um relato histórico, resta-me apenas informar àqueles companheiros que, por ignorância, repetem a propaganda do regime ad nauseam, que os Estados Unidos estão entre os 20 principais parceiros comerciais do estado cubano [10], sendo o maior fornecedor de “carne vermelha, perus e frangos congelados, cereais, leite em pó, alimentos perecíveis, herbicidas, medicamentos e suprimentos médicos para fins humanitários (incluindo equipamentos de ultrassom, reagentes de laboratório, cânulas, próteses, entre outros) [11]. Por esta razão, quando os cubanos comuns (não a oligarquia, nem os privilegiados do regime, nem os oportunistas que se aglomeram em diferentes instituições cubanas) falam de um “bloqueio”, nos referimos invariavelmente àquele que tem sido implementado pela ditadura há mais de sessenta anos. E sim, este “bloqueio interno” desempenhou um papel determinante no agravamento das causas que provocaram estes protestos. O outro, o “bloqueio imperialista”, tem sido o recurso por excelência do regime para tributar a precariedade dos setores excluídos e impor vigilância e repressão contra qualquer filho de um vizinho, usando o mesmo rótulo que Hitler usava para insultar os judeus (“vermes”), dentro do quadro do anátema interno.

Notas

[1] E deve ser notado que descrever a ditadura cubana como nacional-socialista não é uma tentativa de recorrer a qualquer epíteto, há muitas evidências para confirmar isto; é apenas que sua singularidade foi alcançada graças à incorporação do discurso estalinista e a conjunção de ambas as práticas fascistas.

[2] Em 2019, durante as discussões sobre o anteprojeto de Constituição, García Guerra apontou, com razão, que se a nova Carta Magna fosse aprovada “mais cedo do que tarde, veríamos a polícia de choque disparando balas de borracha, atingindo um povo indefeso com jatos de água e batendo-lhes com bastões”.

[3] Em Cuba, o direito universal à saúde é “constitucionalmente” garantido; entretanto, como o prestígio de Cuba como referência internacional em saúde cresceu, através de suas “missões médicas”, a exportação de medicamentos e vacinas “contra o câncer” e o “turismo médico”, os serviços internos à população se deterioraram, com um alarmante déficit de médicos, falta de recursos materiais e uma brutal escassez de medicamentos; Apesar do fato de que dos 619 medicamentos que o Ministério da Saúde Pública (MINSAP) rotula como “básicos”, 359 são produzidos internamente através da empresa estatal de biotecnologia BioCubaFarma; no entanto, há alguns anos, eles vêm priorizando a produção de medicamentos para exportação. Vale notar que nos últimos cinco anos, eles destinaram um orçamento muito maior para as forças repressivas.

[4] Cabe destacar que os médicos cubanos ganham o dobro do salário médio nacional, mas seus honorários variam entre US$ 40 e US$ 100 por mês (este último salário para especialistas em “medicina crítica” e “medicina interna”); entretanto, como “cooperantes voluntários” em missões internacionais, eles ganham aproximadamente US$ 950, enquanto o estado cubano recebe US$ 10.000 por cada um, como um arrendamento para o país de destino. Vale notar que em 2018, o Estado cubano recebeu uma receita de 6,4 bilhões de dólares (mais do que a arrecadada no setor turístico) para a subcontratação de “serviços de saúde profissional” através da exportação de “médicos internacionalistas”. Como fato adicional, deve-se ressaltar que estes profissionais, uma vez no país de destino, são despojados de seus passaportes pelas autoridades diplomáticas cubanas e submetidos a pesada vigilância para evitar que desertem, o que constitui prova de uma espécie de escravidão moderna ou de trabalho forçado com o consentimento do país contratante.

[5] Segundo a 48ª edição do Anuário Estatístico de 2019 do Ministério da Saúde Pública (Minsap) de Cuba, naquele ano 13 pessoas por 100.000 habitantes tiraram suas vidas (dando um total de 1462); menos de um ponto a menos do que o registrado em 2018, onde 13,3 pessoas por 100.000 habitantes foram contadas (1.501); Entretanto, de acordo com relatórios da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e do Escritório Regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), Cuba já era o país das Américas com a maior taxa de suicídio em 2014, ocupando a nona causa de morte em relação à mortalidade geral e o terceiro lugar na faixa etária de 10-19 anos (Anuário Estatístico Minsap, 2014). Vale ressaltar que, desde 1969, o suicídio está entre as dez principais causas de morte no país. Nos anos 80 e 90, a taxa de mortes por causas auto-infligidas superou os registros anteriores de 20 casos por 100.000 habitantes. Em 1982, a taxa mais alta (23,2) foi alcançada, e durante o chamado Período Especial em 1993, 2374 pessoas cometeram suicídio, atingindo o ponto mais alto dos últimos sessenta anos. Vale ressaltar que em 1986, o Minsap criou o “Programa Nacional de Prevenção de Comportamentos Suicidas”, com o objetivo de reduzir a mortalidade por esta causa, sem conseguir reduzi-la.

[6] O Grupo de Administração de Empresas das Forças Armadas (GAESA), sob a “presidência executiva” do General Luis Alberto Rodríguez López-Calleja (ex genro de Raúl Castro), planeja terminar 7.500 quartos de luxo na cidade de Havana até 2025. De acordo com informações publicadas durante o período 2018-2019 na mídia oficial, conforme registrado nos relatórios do Ministério do Turismo (MINTUR) apresentados à Assembleia Nacional do Poder Popular – durante esse mesmo período de tempo, o Grupo de Turismo Gaviota (de propriedade do exército, sob a “presidência executiva” do Major General Luis Pérez Róspide) e a empresa imobiliária Almest S.A. (também presidida pelo General Rodríguez López-Calleja), estão construindo 120 projetos turísticos no país, com 92.000 quartos “cinco estrelas”, a um custo total de 13 bilhões de dólares, o que representa 70% dos investimentos projetados na ilha até 2030. A GAESA também controla as empresas Tecnotex e Tecnoimport (dedicada à importação e exportação); a única cadeia de supermercados em moeda estrangeira; a empresa responsável pela Zona de Desenvolvimento Integral de Mariel (Zdimsa); a União das Construções Militares; e a empresa portuária, aduaneira, de transporte e de serviços atacadistas (Almacenes Universales).

[7] O Estado cubano tem mantido relações diplomáticas e comerciais ininterruptas com o Estado espanhol desde 1902. Atualmente, 300 multinacionais espanholas têm interesses em Cuba, incluindo as empresas hoteleiras Meliá, Iberostar, Be Live de Globalia e Barceló; a empresa de tabaco Altadis; os bancos BBVA e Banco Sabadell; as empresas de promoção de viagens Amadeus e Viajes El Corte Inglés; e mais de 40 empresas com investimentos na Zona Especial de Desenvolvimento de Mariel (ZEDM).

[8] Apesar da intensificação das sanções políticas contra a ditadura, a Lei Torricelli (nome do deputado Robert G. Torricelli, que a patrocinou) autorizou a exportação de alimentos, medicamentos e suprimentos médicos para Cuba para fins humanitários; sem estipular a necessidade de pagamento antecipado, mas com verificação do uso final.

[9] Na mesma “lista negra” estão o Ministro do Interior (MININT), General Lázaro Alberto Álvarez Casas; o Ministro das Forças Armadas (FAR), General Álvaro López Miera; e os altos e médios comandantes da Brigada Especial da MININT (os temidos “boinas negras”).

[10] Venezuela, China, Espanha, Canadá, México, Brasil, Rússia, Itália, Alemanha, França, Vietnã, Argélia, Argentina, Holanda, Estados Unidos, Bélgica, Coréia do Sul, Portugal, Índia e Colômbia estão entre os principais parceiros comerciais do Estado cubano, de uma lista de 70 países com os quais a ditadura tem o maior comércio de bens e serviços. De acordo com os últimos números publicados (não atualizados) pelo Escritório Nacional Oficial de Estatística e Informação (ONEI), somente em 2018, a China teve um intercâmbio comercial de 2 bilhões 990 mil; enquanto que com a Espanha o montante alcançou 1,39 bilhões 260 mil pesos. No mesmo ano, Cuba exportou mercadorias por 2.372 milhões 779 mil pesos e importou um total de 11.483 milhões 653 mil pesos; resultando em um déficit comercial de 9.110 milhões 874 mil pesos, que foi compensado pela atividade turística e pela exportação de serviços no setor de saúde. (informações disponíveis no Anuário Estatístico de Cuba 2018 /Edição 2019).

[11] Entre 2001 e 2020, o valor total das exportações dos EUA para Cuba em produtos agrícolas, alimentos, medicamentos e suprimentos médicos foi de US$ 6 308 778 608, de acordo com dados do Observatório de Complexidade Econômica. Em 2018, os Estados Unidos estavam em oitavo lugar em origens de importação com um total de 4,04 %; enquanto Cuba estava em 60º lugar (de 226) dos mercados de exportação de alimentos e agricultura dos EUA, diz um relatório publicado pelo Conselho Econômico e Comercial EUA-Cuba.

Fonte: https://anarquia.info/que-pasa-en-cuba-una-mirada-anarquica-de-las-protestas-del-11-j/

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

curta noite
perto de mim, junto ao travesseiro
um biombo de prata

Buson

[Nova Zelândia] História da AWSM 2008-2021

Uma nova década começou com patrões e políticos continuando internacionalmente a incentivar guerra, austeridade e xenofobia. É tentador olhar para isso e ficar deprimido, desistir da luta e simplesmente ficar em casa assistindo gatos dançando na internet.

Com isso em mente, vale a pena reconhecer que, apesar das dificuldades envolvidas, aqueles de nós que combatem este sistema podem ter um impacto e podem alcançar sucessos ao longo do caminho. Abaixo está uma linha do tempo histórica listando algumas das atividades nas quais nossa pequena organização esteve envolvida como parte do combate.

Não podemos ter certeza da vitória final, mas temos a certeza absoluta de que não fazer nada nos garantirá a derrota. Venha e junte-se a nós em fazer parte desse esforço, no fim das contas, TODOS poderemos dançar quando tivermos ganho, não apenas os gatos!

O Movimento de Solidariedade dos Trabalhadores de Aotearoa (AWSM – Aeotearoa Workers Solidarity Movement) tem estado envolvido em uma série de campanhas e questões desde nosso início. Em 2008, trabalhamos para aumentar a conscientização sobre os ataques governamentais aos direitos dos trabalhadores através de uma lei dos 90 dias. Esta legislação permitiu o despedimento de funcionários dentro dos primeiros 90 dias após terem sido contratados, sem nenhuma advertência ou explicação.

Em 2009 promovemos manifestações dos trabalhadores da aviação presos, participamos das manifestações do 1º de Maio em vários locais e manifestações em apoio aos direitos indígenas relacionados à representação do conselho local em Auckland, e pela equidade salarial para as mulheres fora do parlamento em Wellington. Perto do final daquele ano, milhares de trabalhadores em 27 cidades demonstraram exigir um levantamento do congelamento salarial para os trabalhadores do setor público. Os membros da AWSM estavam ativos em 5 cidades onde as manifestações aconteceram.

Em 2010, a AWSM participou de manifestações de apoio aos trabalhadores de call center, profissionais da limpeza, professores, trabalhadores de fast food e piquetes por trabalhadores do varejo em uma loja de eletrônicos e um comício em oposição a um aumento dos impostos sobre os salários dos trabalhadores para compensação de acidentes. Também começamos a realizar discussões públicas mensais à noite em Christchurch e Wellington, que incluíram exibições de filmes sobre a Guerra Civil Espanhola e outras lutas históricas e foram bem recebidas. Foi realizada uma conferência interna da AWSM que refinou alguns princípios organizacionais.

Em 2011, os membros da AWSM somaram esforços de ajuda mútua na base de Christchurch, após um grande terremoto. Mais uma vez, participamos das atividades do 1º de Maio. Os membros também foram ativos no trabalho antifascista. Também relatamos a vida diária dos trabalhadores do setor de hospitalidade, dos trabalhadores da vinha e dos beneficiários.

Em 2013, escrevemos sobre a venda de bens públicos, as condições das trabalhadoras do sexo, trabalhadores florestais, direitos indígenas, bem-estar e moradia. A AWSM participou de manifestações públicas e reuniões sobre os sem-teto e a modificação genética dos alimentos.

Em 2014 nossa organização escreveu sobre o anti eleitoralismo e tentou aumentar a conscientização sobre a posição anarquista básica sobre essa questão e sobre os ataques do governo aos direitos dos trabalhadores que limitariam os tempos de pausa durante o trabalho.

Em 2015 escrevemos sobre a história da crise habitacional em Aotearoa, as consequências do neoliberalismo, e sobre ambientalismo.

Em 2016, publicamos artigos sobre os Jogos Olímpicos, a futilidade de apoiar os movimentos social-democratas, anti-militarismo e tentativas do governo de fazer cumprir contratos de zero horas para os trabalhadores, e oposição ao gangsterismo.

Em 2017 a AWSM escreveu sobre imigração, a Parceria Público-Privada de bens, moradia, uma greve ferroviária e entrevistou ativistas sociais. Também participamos de um comício anti-nazista de sucesso em Wellington.

Entre 2018-2019 escrevemos sobre inúmeros assuntos, incluindo trabalhadores de ônibus em greve, aborto, trabalhadores grevistas do varejo, críticas de filmes e livros, teorias da conspiração, o massacre de Christchurch, moradia, e em apoio à Rojava.

Também participamos de piquetes por parte de enfermeiras grevistas, reuniões memoriais para as vítimas do massacre de Christchurch, observado comícios de direita em Wellington e Rotorua, ativamente nos opondo a uma visita da monarquia britânica, participamos de marchas escolares sobre a crise climática, reuniões ambientais, e fizemos dias de ação distribuindo nossos cartazes e adesivos. Nós também fornecemos apoio financeiro a outros e construímos conexões com organizações internacionalmente.

Começamos em 2020 uma viagem de propaganda pela Ilha do Norte. Isso envolveu a distribuição de adesivos e folhetos em 10 cidades e vilas. Entrevistamos um funcionário da educação e um funcionário de caridade. Escrevemos resenhas de filmes, livros e TV. Fizemos artigos defendendo não votar em eleições parlamentares, escândalos político-financeiros, política radical e a comunidade queer, o Coronavírus, o Dia ANZAC, a condição da esquerda contemporânea, a pessoa mais rica de Aotearoa, uma experiência pessoal de ideação suicida e suas ligações com o capitalismo, a posição do pakeha em relação a Aotearoa e o referendo sobre a cannabis.

Nos opusemos ativamente aos esforços de propaganda fascista em vários locais.

Além disso, a AWSM ampliou seu perfil internacional trabalhando junto com organizações anarquistas em outros países. Isso incluiu a emissão de declarações conjuntas de apoio à Rojava, 1º de Maio, solidariedade a George Floyd, lutas das mulheres, e em oposição aos Raupatu pelos indígenas Mapuche do Chile. Também participamos da conferência do Grupo Comunista Anarquista (ACG), uma organização fraternal sediada no Reino Unido.

Publicamos uma substancial polêmica sobre o anti-eleitoralismo e planejamos a história de nossa organização. Além disso, iniciamos uma reunião semanal on-line muito bem sucedida para aqueles que desejam aderir e/ou apoiar nosso trabalho. Conduzimos uma campanha anti-eleitoral através da distribuição de propaganda e outros esforços em nossas comunidades nas 3 principais ilhas (sim… todas 3!). A AWSM distribuiu material argumentando a necessidade de continuar opondo-se ao capitalismo durante o período de Natal.

2021 começou com uma viagem de propaganda distribuindo adesivos e panfletos em vários locais através da Ilha Norte. Isso incluiu: Gisborne, Rotorua, Tirau, Cambridge, Hamilton, Raglan, Wellington, Paekakriki, Paraparaumu, Otaki, Greytown, Petone, e Lower Hutt. Temos também publicado novas edições de nosso boletim mensal “Solidariedade” e iniciamos sua distribuição em todo o país.

Escrevemos artigos sobre: Proprietários, incidentes durante disputas trabalhistas históricas em Aotearoa, a natureza dos administradores de propriedades, o Chamado de Christchurch, uma greve de motoristas de ônibus em Wellington, uma declaração em apoio ao povo da Palestina, proposta de legislação antiterrorista, uma entrevista para o mês do Orgulho cobrindo questões para a comunidade Queer, uma declaração em solidariedade às enfermeiras grevistas, gangues em Aotearoa e uma declaração sobre a Revolução Espanhola de 1936 e críticas de TV, livros e filmes.

Nossos esforços para construir conexões internacionais têm continuado: Assinamos declarações conjuntas compostas por 20 grupos anarquistas em vários países comemorando a Revolta de Kronstadt e a Comuna de Paris, assim como condenando um ataque fascista a uma livraria anarquista na França, um para o Dia Internacional da Mulher, um panfleto em apoio aos palestinos, uma declaração em Solidariedade com ao povo da Colômbia, outro para comemorar o aniversário de Stonewall e outro em reconhecimento ao 85º Aniversário da Revolução Espanhola.

Realizamos uma reunião presencial de membros em Wellington, onde discutimos ideias para nossa organização seguir em frente. Também estamos realizando reuniões on-line regulares para membros.

Participamos do Acampamento de Verão Otaki. Também fomos a uma reunião pública sobre a introdução de medidores de água em Wellington e uma reunião pública sobre a questão dos sem-teto em Rotorua e outra pelo Partido ACT. A AWSM também participou da Greve Climática em vários centros.

Se você estiver interessado em fazer parte de nossas diversas atividades em andamento… entre em contato!

awsm.nz

Tradução > solan4s

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agência de notícias anarquistas-ana

Passa um cão
com neve nas costas –
onde a leva?

Stefan Theodoru

[Reino Unido] Feira do Livro Anarquista em Londres

A Feira do Livro Anarquista em Londres está de volta: um fim de semana cheio de ideias perigosas, workshops discordantes e vendas radicais. Ajude a construir o futuro dos nossos sonhos.

A feira está voltando para Londres em setembro com todos os nossos livreiros radicais favoritos e tendas. Além disso, haverá um dia de eventos online e workshops, mas para que tudo isso aconteça, precisamos arrecadar fundos urgentemente.

Antiuniversity e a Feira do Livro Anarquista estão reunindo suas forças em 2021, organizando o festival com uma semana de duração, entre os dias 4 e 10 de setembro, seguido pela feira que vai de 11 a 12 de setembro.

A Feira do Livro Anarquista se tornou um dos mais importantes eventos anarquistas anuais em Londres, com uma extensa história de empolgação popular, organização comunitária, ativismo, discussões, vendas de livros e muito mais.

O coletivo atual assumiu o controle em 2019, promovendo um evento online em 2020, com uma porção de workshops e discussões, dentre as quais, muitas podem ser assistidas nos links abaixo.

Este ano (se o Covid permitir), traremos de volta a feira do livro ao Conway Hall pela primeira vez em vinte anos, com uma variedade de tendas de informação e livreiros, planejada para o dia 11 de setembro, sábado. Após a feira, haverá um evento virtual no domingo, 12 de setembro, onde ocorrerão vários workshops e discussões relacionadas ao anarquismo.

Se você gostaria de participar oferecendo um workshop, alugando uma tenda ou ajudando com o evento no dia, por favor visite nosso site ou nos mande um e-mail.

O evento deste ano será menor do que o normal por conta da pandemia, com muitas das discussões e workshops realizadas de forma virtual. Caso não seja possível trazer o evento para o presencial, os fundos restantes serão guardados para a feira do próximo ano. Por favor visite nosso site para mais detalhes sobre as nossas políticas de segurança do Covid.

Sobre o projeto

Nós somos um coletivo novo na antiga tarefa de manter o pensamento e as ideias anarquistas fluindo em Londres. Somos explicitamente um grupo trans-inclusivo, antirracista e antiautoritário. Temos a intenção de promover um evento seguro e inclusivo para todes, especialmente para aquelas pessoas mais sub-representadas e marginalizadas.

Todes estão convidades, contanto que respeitem o espaço e sejam gentis. Grupos que apoiam a ética anarquista podem se inscrever para uma tenda ou workshop.

Mais informações

Website
AnarchistBookfair.london/

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>> Para apoiar financeiramente, clique aqui:

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Tradução > Calinhs

Conteúdo relacionado:

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agência de notícias anarquistas-ana

nas ramagens embaciadas
o sol
abre frestas

Rogério Martins

Evento virtual | Anarquistas na América do Sul (18 de agosto a 9 de setembro)

P r o g r a m a ç ã o

Dia 18.08 – cultura e educação libertária

Crianças e jovens são alvos preferenciais dos castigos perpetrados pelos governos do Estado e de suas instituições, da família e do capitalismo. Anarquistas desde o século XIX até o presente, pensam e produzem práticas de liberdade com crianças e jovens. Crianças e jovens não são o futuro! São uma possível centelha para insubordinação e abolição do mundo tal qual o adulto-civilizado-capitalista insiste em reconstruir. Propõe- se uma conversa entre pesquisas no contexto da América do Sul sobre as práticas anarquistas e as experimentações na educação com crianças e jovens.

Das 10h às 13h | roda de conversa: educação libertária na América do Sul

> Luiza Uehara
> Marina Centurion Dardani
> Nabylla Fiori de Lima
> Renato Mendes
> Olivia Pires Coelho
Coordenação: Rafael Limongelli

Das 19h às 22h | mesa: cultura e educação libertária

> Edson Passetti
> Gerardo Garay Montaner
> Marcelo Guerra Magerkurth
> Silvio Gallo
Coordenação: Salete Oliveira

Dia 25.08 – TERRA-revolta

A propriedade, independentemente da modalidade – estatal ou privada –, não só está fundamentada na expropriação do trabalho realizado pela força coletiva, como também estabelece, de forma arbitrária, uma rígida demarcação sobre um determinado espaço. Assim, as práticas anárquicas, ao abolir a lógica e, por consequência, a noção de propriedade, procuram experimentar novas maneiras de conceber a relação entre os corpos e a terra, potencializando outras formas de vida no presente, no aqui e agora, para além das territorialidades. Diante dos múltiplos embates contra os Estados e as corporações privadas, individualidades e coletividades libertárias provocam insurgências nos diferentes âmbitos da vida, espalhando as chamas da revolta por onde passam. No entanto, em contextos nos quais as práticas de resistências se potencializam, os governos ativam e intensificam os dispositivos de segurança do Estado, de modo a garantir a manutenção da ordem vigente. Assim, levando em consideração as práticas insurgentes que vêm sendo impulsionadas no sul do continente, esta mesa tem como objetivo produzir uma análise acerca das medidas de contrainsurgências dos Estados da região.

Das 10h às 13h | roda de conversa: TERRA-revolta

> Diego Mellado
> Ivanna Margarucci
> Mariana Gabriela Calandra
> Mariana Janot
> Thaiane Mendonça
Coordenação: Rogério Nascimento

Das 19h às 22h | mesa: revolta e contrainsurgência

> Acácio Augusto
> Camila Jourdan
> Jorge William Agudelo
> Paulo Edgar da Rocha Resende
CoordenaçãoJosé Maria Carvalho Ferreira

Dia 01.09 – vida-artista

Anarquistas, sem dissociar fazer e viver com arte, desde antes da Comuna de Paris até o presente, experimentam a revolta como transformação ético-estética. Combatem o Estado, a propriedade, a moral e os padrões estéticos estabelecidos. Para xs anarquistas, a vida-artista é uma atitude que não está circunscrita necessariamente às atividades ligadas à arte, sem por isso desconsiderá-la como imprescindível para a invenção de uma vida outra. Desde a sua irrupção, o anarquismo está associado às práticas artísticas e à vida como obra de arte. Se ainda na década de 1860, Pierre Joseph Proudhon escreveu sobre o trabalho do pintor Gustave Courbet, poucas décadas depois Oscar Wilde, Liev Tolstói e Emma Goldman também publicaram suas perspectivas radicais relacionadas à arte. Na América do Sul, ao longo da primeira metade do século XX, diversos periódicos estamparam ilustrações, análises artísticas, textos de literatura e teatro assinados por mulheres e homens libertários. Esta mesa propõe-se relacionar as práticas anarquistas na arte e na vida sublinhando a invenção da própria vida como arte antiautoritária.

Das 10h às 13h | roda de conversa: vida-artista

> Carlos Fos
> Fernanda De la Rosa
> Gustavo Vieira
> Rodolpho Jordano Netto
> Stênio Biazon

Coordenação: Beatriz Carneiro

Das 19h às 22h | mesa: arte e liberdade

> Doris Accioly
> Fernanda Grigolin
> Laura Fernández Cordero
> Margareth Rago
> Patricia Lessa
Coordenação: Priscila Vieira

Dia 09.09 – escândalos libertários

As práticas anarquistas, de diferentes maneiras, desde o final do século XIX até o presente, saúdam a existência livre e os prazeres da vida juntxs. Nas associações, no trabalho, na cozinha, nas festas, nas danças, nos amores, no sexo, nas artes, nos estudos, com as crianças e em meio à natureza… Muitxs anarquistas sabem que a vida se faz no presente, agora, e não se deixam prender pela sisudez, por uma causa, um ideal a ser alcançado no futuro. Esta mesa propõe conversas sobre as práticas libertárias escandalosas, que rompem com as formas rígidas e afirmam a vida contra a morte das formas, dos clichês e da ordem. Práticas que afirmam o escândalo e o tesão pela vida livre e libertária.

Das 10h às 13h | roda de conversa: escândalos libertários

> Elena Schembri
> Eliane Carvalho
> Flávia Lucchesi & Mauricio Marques
> Sebastián Stavisky
> Thiago Lemos Silva
Coordenação: Mauricio Pelegrini

Das 19h às 22h | mesa: tesão e anarquia

> Gustavo Simões
> João da Mata
> Leonor Silvestre
> André Liohn
Coordenação: Lucia Soares

Link de acesso: youtube.com/tvpuc

Organização:

Núcleo de Sociabilidade Libertária (Nu-Sol)

Laboratório de Análise em Segurança Internacional e Tecnologias de Monitoramento (LASINTEC)

Laboratório Insurgente de Maquinaria Anarquistas (LIMA)

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uma pétala de rosa
no vento
ah, uma borboleta

Rogério Martins

[México] Moradores protegem ‘planta de cannabis comunitária’ da polícia

Por Adrián Tovar | 11/08/2021

Um grupo de moradores defendeu a presença de uma planta de cannabis na calçada pública após a polícia insistir em retirá-la. Isto ocorreu na seção de Fovissste, Rio Blanco em Veracruz.

Em redes sociais se compartilhou a história: “Um morador consumidor de marijuana semeou faz muito tempo sua planta na calçada da rua e a cuidou com muito esmero, o resto dos moradores o apoiavam ao ponto de que se tornou uma planta comunitária”.

Isto se compartilhou originalmente no mural do usuário de facebook Jyasu Torruco.

“Hoje chegou a polícia estatal” com o argumento da denúncia de uma chamada anônima e ameaçou com que se não a tirassem, a arrancariam eles mesmos, pouco a pouco os moradores se aglomeraram para defender a planta e solidarizar-se com quem a semeou, depois de tanta discussão e pressão da polícia chegaram ao acordo de tomar as folhas para aproveitá-las e que só se levassem as ramas.

“Impressionante foi que as moradoras (em sua maioria senhoras) gritavam: VIVA A CANNABIS”! Enquanto colhiam suas folhas.

“Os policiais aconselharam que melhor semeassem no interior de sua casa, à maneira da dupla moral, levar o público ao privado para não incomodar”.

“A lei está falhando para as pessoas e pretende beneficiar só as empresas, o capital, as leis devem adaptar-se às pessoas, elas estão mais além da maioria dos políticos”.

“SOLIDARIZANDO-ME COM MEUS VIZINHOS DE ORIZABA QUE HOJE ME DERAM UMA GRANDE LIÇÃO. VIVA O USO LIVRE DA CANNABIS!”

No México o cultivo e uso de cannabis sem fins de comércio está reconhecido pela Suprema Corte como parte de um direito humano (ao livre desenvolvimento da personalidade e autodeterminação). E ainda que já se eliminou a proibição na Lei Geral de Saúde, os delitos do Código Penal Persistem. Um vazio legal que preocupa a muitos usuários.

Fonte: https://cannabinaticos.com/f/vecinos-protegen-planta-de-cannabis-comunitaria-de-polic

Tradução > Sol de Abril

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vento muda
ares de chuva
tua chegada

Camila Jabur

Live | Maria Lacerda de Moura: educadora antifascista

Lançamento dos livros “Clero e fascismo – horda de embrutecedores!” e “Ferrer, o Clero Romano e a educação laica” | Conversa virtual com: Samantha Colhado e Lucia Parra | Dia 14 de agosto, sábado, a partir das 19h00.

Clero e fascismo – horda de embrutecedores!, cuja primeira edição data de 1934, e que teve traduções e língua espanhola na América Latina, como na Argentina (1936). É uma obra essencial não só para compreensão da ascensão ao poder político do fascismo na Itália, e sua consequente influência em outras partes do mundo, em seus primórdios – principalmente na década de 20 do século XX – como para a observação da imersão, por vezes sorrateira, de seus ideais na cultura, na educação e mesmo no imaginário político-social até os nossos dias. É uma obra atemporal, expressiva do antifascismo em qualquer localidade e, por isso, tão essencial.”

“O livro ‘Ferrer, o Clero Romano e a educação laica‘ foi publicado em 1934, período bem posterior à morte de Francisco Ferrer, porém considerado a popularidade de Maria Lacerda de Moura entre os trabalhadores, possivelmente foi importante forma de aprofundar os conhecimentos de leitores interessados na educação racionalista. (…) Maria Lacerada destaca a relevância de Ferrer na educação popular e como um dos precursores da Escola Nova. A falta de reconhecimento de Ferrer seria explicada por ter abalado as estruturas de poder e desafiado a burguesia (…) Para a autora, Ferrer y Guardia é propositalmente ocultado entre os educadores e não é reconhecido entre os escolanovistas por representar uma ameaça, mas afirma que ele foi um ‘criador da Escola Nova'(…) Os textos de Maria Lacerda sobre Francisco Ferrer provavelmente foram importantes para um publico de leitores por homens e mulheres, maçons, livre pensadores, anticlericais, anarquistas e comunistas. Sua narrativa sobre Ferrer é informativa e elogiosa, mas indica divergências quando julga pertinente (…) Apresenta Ferrer como um educador que abalou as estruturas de poder do clero e da monarquia na Espanha (…)”

>> Canal do CCS no YouTube:

www.youtube.com/centrodeculturasocial

FB: https://www.facebook.com/events/436068020781107

Conteúdos relacionados:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/06/28/lancamento-clero-e-fascismo-de-maria-lacerda-de-moura/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/06/29/lancamento-ferrer-o-clero-romano-e-a-educacao-laica-de-maria-lacerda-de-moura/

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As flores na árvore
Esperam de branco
O fruto

Eugénia Tabosa

[Espanha] XIII Encontro do Livro Anarquista de Salamanca

SÁBADO 14 DE AGOSTO DE 2021

P r o g r a m a ç ã o

[19h00.] Palestra: “O anarquismo histórico na província de Zamora”, a cargo de Carlos, autor de “El movimiento libertario en Sanabria antes de la Guerra Civil” e outros livros.

A província de Zamora é fértil em acontecimentos históricos sociais. Tratar-se-á assim o ativismo libertário especialmente durante os anos prévios à Guerra Civil espanhola. Analisando suas associações, ações e cultura, através da documentação historiográfica existente e de várias fontes de informação inéditas.

No desenvolvimento do anarquismo zamorano, teve especial importância o sindicalismo revolucionário fomentado pelos trabalhadores da construção da via férrea entre Zamora e Ourense, que configurou a sociedade provincial dos anos 30 do século passado.

Continuando assim com o trabalho recolhido em vários artigos da imprensa local, em “Germinal”, em “Tierra y Libertad”, em serhistorico.net e no passeio libertário pelas ruas de Zamora na feira do livro de 2019. Palestra dirigida pelo companheiro Carlos.

[20h30] Apresentação do livro: “La poesía de la revolución. Vida y textos de Práxedis G. Guerrero en el anarquismo mexicano (1882-1910)”, pela Editorial Anarcosindicalista Aurora Negra.

Todo processo revolucionário nasce do esforço daquelas pessoas mais dedicadas a uma luta firme, que sabem dirigir bem seus passos e sua propaganda, em meio da espontaneidade ou das ações previamente acordadas e coordenadas. Práxedis Guerrero é uma das figuras mais destacadas do anarquismo no México. Junto a outros companheiros do Partido Liberal Mexicano como Ricardo Flores Magón e Librado Rivera, desempenham esse papel imprescindível de militantes abnegados que constantemente usam a propaganda anarquista para incitar os obreiros e camponeses do México a tomar as armas e a lutar contra o Estado e a ditadura porfirista.

Desconhecido por muitos e manipulado por outros, a figura de Práxedis se apresenta sem precisão, sendo para o Estado mexicano uma referência do nacionalismo o qual lhe rende homenagem, e para anarquistas uma figura desconhecida ou pouco estudada mais além do México.

Na presente obra se recolhe sua biografia e suas colaborações ao anarquismo em seu país, onde se aclaram sua figura e seu papel na revolução social mexicana, assim como suas claras intenções de conquistar a anarquia e o comunismo libertário.

[21h30] Apresentação do álbum: “Sen esquencer”, a cargo do cantautor Buterflai.

Todas as atividades serão no SÁBADO 14 DE AGOSTO, no exterior da Casa de la Juventud de Garrido, realizando-se todas ao ar livre.

Os participantes deverão cumprir todas as medidas de segurança e de distância.

Mais informações em: encuentrosalamanca@gmail.com

encuentrosalamanca.blogspot.com

Tradução > Sol de Abril

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2018/08/08/espanha-xi-feira-do-livro-anarquista-de-salamanca-acontece-neste-sabado/

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Quando a chuva pára
Por uma fresta nas nuvens
Surge a lua cheia.

Paulo Franchetti

[Chile] Santiago: Assembleia presencial pela defesa do Panul e bate-papo sobre a crise ecológica

Companheiros e companheiras, temos o prazer de convidá-los para esta jornada, onde teremos uma assembleia aberta pela defesa do Panul e um bate-papo sobre a crise ecológica.

A atividade ocorrerá no próximo sábado 14 de agosto na praça localizada em Walker Martinez com Avenida La Florida.

Ante a catástrofe capitalista: organização, organização e mais organização!

Espaço livre de partidos, autoridade, atitudes machistas e especistas.

Assembleia Libertária Cordillera

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/08/04/chile-semana-de-agitacao-contra-o-capitalismo-extrativista-e-pela-liberdade-23-a-29-agosto/

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Saci Pererê
fuma seu cachimbo
à sombra do ipê

Carlos Seabra

[Internacional] Anunciando o Centro de Recursos de Contra-Vigilância

Anunciando o Centro de Recursos de Contra-Vigilância, um centro online para a construção de uma cultura de resistência contra a vigilância.

Em todo o mundo, anarquistas e outres rebeldes estão sujeites a vigilância devido às nossas atividades. A vigilância pode ser realizada por instituições estatais ou outros atores – por exemplo, investigadores privados, fascistas, mercenários, e cidadãos cumpridores da lei. A vigilância pode ser destinada a perturbar as nossas atividades, fazer detenções, assegurar condenações ou pior.

À medida que as tecnologias se desenvolvem, algumas técnicas de vigilância permanecem as mesmas, enquanto outras mudam para incorporar estas tecnologias que surgem. Enquanto a polícia ainda nos segue nas ruas e mantêm registros sobre nós nos seus arquivos, hoje em dia as câmeras estão por todo o lado, os drones voam por cima, e a DNA Forensics (banco de dados internacional de DNA para fins jurídicos) está enviando muites camaradas para a prisão.

Sentimos que havia falta de ferramentas coletivas para abordar estas questões, por isso criamos um site, o Centro de Recursos de Contra-Vigilância (CSRC). O nosso objetivo é reunir vários recursos num único local a fim de ajudar anarquistas e outres rebeldes a combater a vigilância que é feita contra nós. Queremos encorajar a colaboração internacional, e aceitamos envios em todos os idiomas.

Como se evita deixar impressões digitais e outros vestígios durante uma ação? Como podemos utilizar computadores e telefones de forma mais segura? O que deve fazer se suspeitar que alguém é um infiltrado? Como se pode lidar com as consequências psicológicas da clandestinidade? Como se pode destruir as câmeras na rua? Isto que você encontrou no seu carro é um localizador GPS? Queremos responder a estas perguntas e muito mais.

Sinta-se à vontade para nos enviar textos, traduções ou comentários. Visite o site em: https://csrc.link

Tradução > Serena

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Procurando pouso
Na rua movimentada,
Borboleta aflita

Edson Kenji Iura