[Canadá] “Corra Nawrocki, Corra! Escape da Prisão Banff”

Escrito, interpretado e produzido pelo anarquista Norman Nawrocki | Assista no YouTube de 11 a 17 de Dezembro

Um cidadão ucraniano canadense pobre e desempregado é capturado pela polícia, preso em um campo de concentração da 1ª Guerra Mundial perto de Banff Alberta e forçado a realizar trabalho escravo. Apesar das condições brutais, ele se rebela, sonha e conspira para escapar. Enquanto isso, sua “Baba” na Ucrânia faz sua mágica de camponesa para ajudá-lo.

Em sua mais nova peça emocionante, o aclamado dramaturgo/ator/músico Norman Nawrocki combina a história canadense, emigração, racismo, histeria de guerra, rituais folclóricos medicinais ucranianos, música e lenda com memória de família em um conto convincente sobre esperança, coragem e resistência.

Uma história pouco conhecida, mas verdadeira, do encarceramento e exploração de 9.000 imigrantes canadenses, em sua maioria ucranianos, em um dos 24 campos de trabalhos forçados em todo o país.

Em seu canal no YouTube:

https://www.youtube.com/channel/UCKBVz0yppyWBrXvfal4PPsw

De sábado, 11 de dezembro, às 9h00, até sexta-feira, 17 de dezembro, 21h00 [horário local].

Página do evento no Facebook:

https://www.facebook.com/events/241926741186402

Tradução > GTR@Leibowitz__

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Ao fim da fogueira
Apenas cinco cachorros
Dormindo ao redor.

Miyoko Namikata

[EUA] Chamando todas as bandas antifascistas!

Chamada de inscrição de bandas antifascistas para uma gravação compilada que beneficia os prisioneiros e a rede Torch.

Você sonha em criar uma cultura de resistência ao fascismo – nas ruas e todos os dias? A rede Torch Antifascista está com você! Somos uma rede nacional de equipes antifascistas nos EUA que lutam contra o fascismo desde 2013. Estamos buscando contribuições de bandas que se identificam como antifascistas para um álbum de compilação beneficente, a ser lançado no outono [do sul global] de 2022. Os lucros do álbum serão divididos 50/50 entre nosso fundo de desenvolvimento e defesa e os réus antifascistas que estão atualmente lutando contra as acusações do levante por George Floyd.

Para saber mais sobre nós e o trabalho que fazemos, acesse torchantifa.org. Por favor, encaminhe perguntas e envios para: Torch.Comp@protonmail.com. O prazo para inscrições é 01/02/22.

Obrigado e solidariedade,

The Torch Antifascist Network

Tradução > Amós Rocha

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soprando esse bambu
só tiro
o que lhe deu o vento

Paulo Leminski

Atividades Virtuais! I Feira Anarquista Feminista de Porto Alegre (RS)

Saudações anárkicas!

Depois de um fim de semana com intensas trocas na vivência presencial da I Feira Anarquista de Porto Alegre, convidamos a todes para se juntarem nas atividades da modalidade virtual!

A programação completa e as inscrições para as atividades podem ser acessadas no seguinte link: https://framaforms.org/inscricoes-para-atividades-virtuais-da-i-fafpoa-1637072000

Ao longo do dia também serão exibidos documentários no canal da FAFPOA: https://kolektiva.media/a/fafpoa/video-channels

Lembramos que a campanha de financiamento coletivo segue no apoia.se: https://apoia.se/fafpoa

Também seguimos com a arrecadação de materiais para mulheres e pessoas trans em situação de cárcere em Porto Alegre: https://feiraanarquistafeminista.noblogs.org/campanha-de-arrecadacao-de-materiais-para-mulheres-e-pessoas-trans-em-situacao-de-carcere/

Até lá!

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na poça da rua
o vira-lata
lambe a lua

Millôr Fernandes

[Grécia] Ato em memória de Alexis Grigoropoulos em Cefalônia

Em 6/12 foi realizada uma concentração com um microfone aberto em frente do prédio da antiga prefeitura no centro de Cefalônia, ilha no Mar Jônico, após uma convocação da Assembleia Aberta dos Anarquistas de Cefalônia. A concentração foi acompanhada por algumas dezenas de pessoas e durou mais de 2 horas sob fortes chuvas, perturbando o silêncio nauseante da cidade, lembrando que 13 anos depois todas as razões para se revoltar estão aqui e agora. Ao mesmo tempo, os companheiros estavam compartilhando o texto da chamada.

Solidariedade com os companheiros presos dos eventos de anteontem em todo o país.

Um dezembro de miríades está chegando.

Até a Anarquia.

Assembleia Aberta dos Anarquistas de Cefalônia

Fonte: https://athens.indymedia.org/post/1615875/

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Brilha até de dia
O relógio fluorescente –
Estação chuvosa.

Keizan Kayano

[Espanha] As crianças refletem sobre o conceito de anarquia em uma oficina de filosofia

Esta é uma oficina com crianças na qual serão feitas diferentes perguntas para que todos os participantes possam dar respostas e levantar outras questões

No domingo, 12 de dezembro, acontecerá uma oficina dirigida às crianças entre 7 e 12 anos, “Levamos um mundo novo em nossos pequenos corações?”, ao meio-dia na Casa de la Memoria Histórica de Zaragoza (Avenida América, 105), organizada pela Asociación por la Recuperación de la Memoria Histórica de Aragón (ARMHA), a livraria Pantera Rossa e a Junta Municipal de Torrero.

Baseado na obra “Os Despossuídos”, da escritora de ficção científica Ursula K. Le Guin, e através de jogos, os participantes se perguntarão o que é a anarquia, e juntos darão respostas e levantarão outras questões.

“O que significa esta estranha palavra? Poderíamos fazer o que quiséssemos em um mundo onde norteia a anarquia? Seria um mundo caótico? Na anarquia se poderiam fazer coisas que prejudicam outros? Ou é um mundo ideal que pode ou não se tornar realidade?” são algumas das perguntas colocadas para a atividade.

Em que consiste a filosofia com crianças?

Partindo da premissa de que as crianças já sabem pensar por si mesmas, já que sua experiência pré-reflexiva da vida e de seu ambiente está muito mais próxima do ato de pensar do que qualquer discurso ou proclama aprendidos, a filosofia com crianças consiste em proporcionar um espaço que lhes permita construir o andaime de seus próprios critérios com base na reflexão.

Este exercício de reflexão é a partilha de seu próprio espanto, orientado por questões que estimulam o pensamento criativo e sem preconceitos, de modo que são eles e elas que chegam a conclusões ou imaginam soluções para as dúvidas que surgem. Não há pensamento errado ou não acertado e todas as questões que apareçam merecem ser abordadas.

Fonte: https://arainfo.org/ninos-y-ninas-reflexionan-sobre-el-concepto-de-anarquia-en-un-taller-de-filosofia/

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No baile das flores,
beija-flores fazem festa:
Eis a primavera.

Antonio Cabral Filho

[Reino Unido] Novo projeto anarquista: Dalston Solidarity Café

Sábado, 11 de dezembro de 2021, 14:00 a 20:00

HalkEvi, 31-33 Dalston Lane, E8 3DF, Londres

Dalston Solidarity Café é um espaço para conectar uma diversidade de coletivos, realidades e indivíduos que, compartilhando seus conhecimentos e experiências, poderão oferecer uma gama de práticas mutualísticas. Isso pode ajudar a comunidade a melhorar nossa condição e felicidade, além do “modo de sobrevivência” que a sociedade de hoje nos obriga a estar.

Alimentos e bebidas (pague o que puder, até £0).

Palestra introdutória sobre ajuda mútua, a natureza do projeto e nossas perspectivas futuras.

Uma oportunidade de nos conhecermos.

FB: https://www.facebook.com/events/1130805084121348/

Tradução > GTR@Leibowitz__

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entre os vinte cimos nevados
nada movia a não ser
o olho do pássaro preto

Wallace Stevens

[Grécia] Em Tessalônica, grupo assume responsabilidade por ataque a um banco

6/12 marca o 13º aniversário do assassinato do estudante anarquista Alexis Grigoropoulos pelos policiais Korkoneas e Saraliotis. A “normalidade” morreu da noite para o dia. A palha que quebrou as costas do camelo levou milhares de secundaristas, universitários, migrantes, trabalhadores de todo o país a tomar as ruas, a manifestações violentas, a greves em massa, a ataques contra alvos estatais e capitalistas.

Dezembro de 2008 tornou-se o veículo de uma revolta que deu esperança àqueles oprimidos e excluídos pelo Estado e pelo capital. Durante a noite, após anos de “estabilidade” social, os tumultos proletários de dezembro reabriram os desafios da resistência social e da revolução na Grécia pós-comunista. A revolta de 2008, as ocupações, os confrontos, mas, sobretudo a percepção de que não temos nada a perder e a percepção de que o inimigo não é invulnerável, deixaram um legado importante para as resistências na década de repressão, pobreza e exploração que se seguiu.

Hoje, 13 anos depois, em tempos de crise, o Estado está intensificando seu ataque contra os que vêm de baixo. Tendo abandonado o sistema de saúde pública em meio a uma pandemia, ele escolheu o caminho da repressão. Bate nos estudantes, suprime o asilo universitário, ataca as ocupações, proíbe manifestações, desencadeia uma onda de perseguição contra anarquistas e militantes sem provas com o único objetivo de cortar qualquer perspectiva de revoltas no aqui e agora.

Como parte desta estratégia, durante o ano passado o combatente P. Georgiadis tem sido mantido refém pelo Estado. A polícia, a mídia e as autoridades judiciais tentaram, desde o primeiro momento, criar um clima adequado a fim de manter o camarada preso e isolado das lutas sociais, tanto quanto possível. Eles atualizaram as acusações e repetidamente tentaram ligar seu caso sem sucesso com a ação da OLA (Grupos de Combatentes Populares). Em 6/12 ele vai a julgamento diante de acusações de crimes agravados de posse de explosivos.

Assumimos a responsabilidade pelo ataque ao banco Eurobank no centro de Tessalônica na noite de sexta-feira 3/12, porque solidariedade significa atacar o Estado e o capital. Estamos deixando claro que não deixaremos ninguém sozinho em suas mãos e continuaremos ao lado deles nos mesmos termos de luta e ação diversificada.

LIBERDADE PARA O LUTADOR POLYCARPOS GEORGIADIS

SOLIDARIEDADE AOS 2 CAMARADAS PERSEGUIDOS

ABAIXO E FOGO EM TODAS AS CELAS

6 DE DEZEMBRO TODOS NAS RUAS

Μητροπολιτική Ομάδα Καταστροφών (Grupo Metropolitano Catástrofes)

Fonte: https://athens.indymedia.org/post/1615781/

Tradução > solan4s

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Vento refrescante
que se contorcendo todo
chega até aqui.

Issa

Lançamento: “Anarquismo e ação direta: persuasão e violência na modernidade”, de Adonile A. Guimarães

A gênese da ação direta e a sua relação com o anarquismo são os temas principais desta obra. Aqui, o autor busca ampliar a compreensão do campo político utilizando o modelo da guerra proposto por Michel Foucault em seus escritos sobre a governamentalidade, com o objetivo de apreender a ação direta como ação política diferente da concepção liberal.

Autores, teóricos e militantes do anarquismo, como Proudhon, Bakunin, Malatesta, Pelloutier e outros, foram referências na pesquisa para reconstituir a teia de significados, relações, referentes e ressonâncias da ação direta dentro do movimento social e operário e, particularmente, no sindicalismo revolucionário e no movimento anarquista.

O autor analisou historicamente os escritos de Malatesta, que caracterizam o anarquismo como uma organização política que rejeita certos tipos de autoridade, fazendo um uso ético da violência.

A sua pesquisa permitiu considerar a ação direta como uma estratégia ético-política, que se utiliza tanto da violência quanto da persuasão através da “pedagogia revolucionária”, da “propaganda pela ação”, das greves, dos boicotes, das sabotagens, enfim, das revoltas em que os dois polos de dispositivos políticos (violência e persuasão) se relacionam entre si.

Assim, o estudo da ação direta empreendido por Adonile A. Guimarães possibilita a compreensão do campo político para além dos parâmetros da democracia liberal e abre para novas formas de se fazer e compreender a política na modernidade.

Anarquismo e ação direta: persuasão e violência na modernidade

Ano: 2021

Autor: Adonile A. Guimarães

Selo: Dialética

ISBN: 9786525217512

Nº de Páginas: 168

R$ 54,90

loja.editoradialetica.com

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Em câmera lenta
preguiça na imbaubeira
passa a outro galho.

Anibal Beça

[EUA] Chamada Internacional para Manifestações de Barulho na Véspera de Ano Novo

Este é um chamado para uma noite de solidariedade forte com aqueles encarcerados pelo Estado. Historicamente, a véspera de ano novo é uma das noites mais barulhentas do ano. Este ano, em sua maioria consumido por uma pandemia global, encorajamos as pessoas a tomar quaisquer medidas que são necessárias para assegurar o bem-estar comunitário e individual, em resposta a ambos o vírus e o Estado, compreendendo o equilíbrio que cada um de nós almejamos para nós mesmos. Dada nossa realidade atual, na véspera de ano novo, reúna seu grupo, coletivo, comunidade, organização, ou apenas você mesmo para levantar um clamor e lembrar àqueles do lado de dentro que não estão sozinhos.

Internacionalmente, manifestações de barulho em frente às unidades carcerárias são uma forma de lembrar daqueles que são mantidos aprisionados pelo Estado e uma maneira de demonstrar solidariedade com os e as camaradas encarcerados e seus entes queridos. Nós nos unimos para quebrar a solidão e o isolamento.

Sabemos que a prisão está além de reformas e deve ser completamente abolida. Esse é um mecanismo de repressão usada pelo Estado para manter uma ordem social enraizada em supremacia branca, patriarcado e heteronormatividade. Unir-se em lugares de repressão é também desafiar o que eles representam.

A lógica do Estado e do capital, de punição e encarceramento, deve ser substituída por uma rejeição da opressão e exploração. Este chamado é um passo nessa direção.

Onde quer que vocês estejam, encontrem-se na véspera de ano novo nas prisões, cadeias e centros de detenção, sejam barulhentos em solidariedade com aqueles aprisionados e transmitam a ideia de um mundo livre da dominação.

Mandamos este chamado em solidariedade com aqueles que desafiam a repressão estatal em dissidência de larga escala: dos levantes bielorrussos à rebeldia atual da Grécia que estão encarando a repressão como anarquistas e todos aqueles nos espaços do movimento.

Queremos um mundo sem muros e fronteiras.

Lutaremos juntos até que todos sejam livres!

NYC Anarchist Black Cross

nycabc.wordpress.com

Tradução > Sky

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O vento cortante
Assim chega ao seu destino –
Barulho do mar.

Ikenishi Gonsui

[Espanha] Lançamento: “Lucha contra el capacitismo. Anarquismo y capacitismo”, de Itxi Guerra

O sistema capacitista é aquele que discrimina, violenta e assassina pessoas deficientes pelo fato de serem deficientes. Ela surge do sistema capitalista ao conceber pessoas de acordo com sua capacidade de produzir lucros através de sua força de trabalho. Este fanzine procura relacionar esta opressão ao especismo, ao patriarcado e ao sistema prisional, analisando como esta violência está sendo reproduzida e como podemos acabar com ela através do anarquismo e da ternura.

Lucha contra el capacitismo. Anarquismo y capacitismo

Itxi Guerra

64 páginas, 17 cm x 12 cm. 4,25€

editorialimperdible.com

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mar sem ondas
a criança cai
levanta

Ricardo Portugal

[Grécia] Cerca de 10.000 anarquistas e antiautoritários protestam no centro de Atenas pelos 13 anos da morte de Alexis Grigoropoulos

Ao longo de 13 anos, o aniversário do assassinato de Alexis Grigoropoulos por um policial foi a ocasião para lembrar que a violência policial não diminuiu, muito pelo contrário.

Na noite passada (06/12), aproximadamente 10.000 anarquistas e antiautoritários se manifestaram no centro de Atenas. A marcha começou ao anoitecer e passou em frente ao Parlamento protegido por um muro da MAT (forças antidistúrbios gregas) por volta das 20h.

Alguns dos manifestantes foram então à Exarchia para visitar o local do crime onde o anarquista de 15 anos caiu em 6 de dezembro de 2008. A polícia começou a agir com rigor, mesmo quando centenas de pessoas se reuniram em frente ao memorial, provocando confrontos a partir das 21h30, com coquetéis molotov contra gás lacrimogêneo, algumas barricadas improvisadas e numerosos incêndios em lixeiras.

A repressão não demorou a interpelar os jornalistas independentes, questionando violentamente os transeuntes sem provas e espancando cegamente dezenas de pessoas. A polícia não hesitou em arrombar as portas dos edifícios para seguir os insubmissos no interior das moradias, sabendo que eles podem fazer qualquer coisa sob o regime cada vez mais autoritário de Kyriakos Mitsotakis e seus facínoras de extrema-direita.

No início da tarde, uma primeira manifestação havia reunido milhares de estudantes do ensino médio e universitário no mesmo trajeto, mas não sem sofrer repressão policial (11 menores foram interpelados, incluindo 3 detidos).

Pensamentos calorosos para aqueles que resistem em outro lugar contra a mesma máquina de dominação. Abaixo a corporação autoritária e seu braço armado!

Yannis Youlountas

blogyy.net

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sombras pelo muro:
a borboleta passa
seguindo a anciã…

Rosa Clement

[Grécia] Passeata em memória de Alexis Grigoropoulos reúne dezenas de anarquistas em Corfu

Ontem, segunda-feira 6 de dezembro, uma passeata foi realizada na cidade de Corfu por ocasião do 13º aniversário do assassinato de Alexis Grigoropoulos. A convocatória, apesar das fortes chuvas, reuniu cerca de 70 pessoas e seguiu um trajeto modificado que incluía a avenida Alexandra, assim como a sede do partido Nova Democracia na rua “Methodiou”.

Durante a marcha, slogans anti-polícia e anti-fascistas foram gritados em alto e bom som. Estênceis com o slogan “Cops Fascist Killers” foram pintados e um folheto foi distribuído a respeito da convocatória. A passeata depois de parar na Delegacia de Polícia de Corfu permaneceu ali por alguns minutos e depois se dirigiu para o antigo Hospital Psiquiátrico onde foi finalizada.

De nossa parte, enviamos nossa solidariedade aos presos ontem e aos companheiros que enfrentaram o lixo fardado.

“TEREMOS A ÚLTIMA PALAVRA!”

Mais fotos: https://athens.indymedia.org/post/1615853/

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folhinhas
linhas
zibelinas sozinhas

V. Maiakovski

[Grécia] “Os mortos morrem apenas quando os esquecemos”

Na segunda-feira, 6 de dezembro, 13 anos após o assassinato de Alexis Grigoropoulos pelo Estado, foi realizada uma passeata no centro da cidade de Karditsa. Apesar do tempo chuvoso, as pessoas responderam aos apelos da Casa Autogerida de Karditsa e da Rede de Solidariedade e Luta de Karditsa – Pela Saúde, Vida e Liberdade.

Pelotões polícias e guardas de segurança por toda parte. A passeata teve pulso forte e o agradável é que havia gente suficiente para os padrões da cidade, o que deveria nos fazer organizar mais nossa resistência contra o fascismo neoliberal do Estado e do capital.

OS MORTOS MORREM APENAS QUANDO OS ESQUECEMOS, ELES VIVEM EM NOSSAS LUTAS – REVOLTA AGORA E SEMPRE, POR UM MUNDO DE DIGNIDADE E LIBERDADE.

Casa Autogerida de Karditsa

Mais fotos: https://athens.indymedia.org/post/1615847/

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Ao sol da manhã
uma gota de orvalho
precioso diamante.

Matsuo Bashô

[EUA] Lançamento: “Anarchism and the Black Revolution” – Edição Definitiva

Lorenzo Kom’boa Ervin (Autor); William C. Anderson (Prefácio); Joy James (Prefácio)

Anarchism and the Black Revolution (Anarquismo e a Revolução Negrauniu o pensamento radical Preto à teoria anarquista em 1979. Agora, em meio à uma onda organizacional crescente de política Preta, este clássico fundamental escrito por uma figura chave do Movimento dos Direitos Civis é republicado com uma riqueza de conteúdo original para uma nova geração.

A teoria anarquista sofreu por muito tempo um problema de “branquitude”. Este livro coloca suas criticas ao capitalismo e ao racismo como parte central de seu texto. Fazendo dele um caso poderoso para a construção de um Movimento Revolucionário Preto que rejeita machismo, homofobia, militarismo e racismo, Lorenzo Kom’boa Ervin rebate as mentiras e distorções sobre o anarquismo espalhado por seus oponentes de direita e esquerda.

O novo conteúdo inclui uma entrevista com o escritor e ativista William C. Anderson, também como novos textos, e uma biografia contextualizada da inspiradora vida do autor.

“Um poderoso – e até surpreendente – livro que desafia os velhos costumes do anarquismo branco. Sua análise de violência policial e ameaça do fascismo são tão importantes agora como foram importantes no final da década de 70. Talvez até mais.” — Peter James Hudson, Black Agenda Report

Anarchism and the Black Revolution

Editora: Pluto Press

Formato: Livro

Encadernação: Plástico

Páginas: 224

ISBN-13: 9780745345819

Preço: $20,21

plutobooks.com

Tradução > Adriano Filho

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este papel de parede
ou ele se vai
ou eu me vou

Oscar Wilde

[Escócia] Faixa em Glasgow para 6 de Dezembro

“Uma bala no coração de Alexis para fechar o círculo da onipotência da máquina estatal. Uma mancha de sangue na rua Messolonghiou para abrir o círculo da rebelião que destruiu a ordem legal e semeou caos e anarquia em todas as cidades pela Grécia.” – Nikos Romanos, Réquiem para uma Jornada Sem Retorno

Hoje, 06/12/2021, faz 13 anos desde que o Estado grego assassinou o anarquista Alexis Grigoropoulos. Alexis foi baleado por dois policiais, E. Korkoneas e V. Saraliotis, no bairro de Exarchia, seguindo confrontos menores com a polícia. Tão logo a notícia do assassinato de Alexis se espalhou, teve início uma insurreição espontânea. Protestos, motins, expropriações e ocupações de edifícios públicos foram apenas algumas das expressões coletivas da fúria. Apesar das tentativas do Estado e do capital de despolitizar o assassinato, não devemos esquecer que Alexis foi morto por conta de suas convicções políticas – ele desafiou na prática a autoridade da polícia e, por extensão, a do Estado. Essa é a violência enfrentada diariamente por aqueles cuja existência o Estado julga indesejada, aqueles que são uma ameaça à ordem social.

13 anos depois, o espírito da revolta de dezembro está vivo na resistência do movimento Anarquista/Antiautoritário. Como anarquistas, colocamo-nos em solidariedade com todas as insurreições contra o aparato estatal pelo mundo, presentes e futuras. Nossas lutas acontecem em nossas ruas e bairros, em nossos locais de trabalho, escolas e universidades. Nós reivindicaremos nosso espaço e nossas vidas.

DE ATENAS À ESCÓCIA, INSURREIÇÕES NÃO SÃO UMA UTOPIA.

POLICIAIS-FASCISTAS-ASSASSINOS

Clydeside Anarchist Noise

Fonte: https://athens.indymedia.org/post/1615830/

Tradução > Sky

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Fina chuva inútil
fundo musical
a flauta casual

Winston

[México] Convocatória: Em seus 40 anos como preso político, atuamos pela liberdade de Mumia Abu-Jamal

Convidamos você para um ato de apoio a Mumia Abu-Jamal em frente à embaixada dos EUA no México às 12h do sábado, 11 de dezembro, seguido de um evento cultural na Casa Ocupa Chiapas, Toledo 22, às 14h, com a participação de Guerrilla Bang Bang, Luna Negra, La Mala Mata, Indiosindios Lopez, Eva Palma, Argelia Guerrero e Saicosoma com sua performance Whole Lotta Love. Não percam tudo isso.

Muitos de vocês conhecem o caso deste jornalista, escritor e ativista afro-americano. Ele foi condenado à morte por ter sido um lutador social com os Panteras Negras nos anos 60 e por agir contra a polícia da Filadélfia com seu jornalismo combativo nos anos 70. Talvez você tenha lido seus ensaios nas mídias livres ou um dos 13 livros que ele escreveu desde sua cela de prisão. Talvez você o considere uma inspiração, um professor, um irmão.

Mumia passou quase três décadas em total isolamento no corredor da morte, incapaz de tocar, abraçar ou apertar a mão de outro ser humano. Estas condições são agora reconhecidas como tortura por especialistas em direitos humanos. O pretexto para sua falsa incriminação foi o assassinato do policial Daniel Faulkner em 9 de dezembro de 1981. Talvez você tenha se juntado às mobilizações internacionais que impediram sua execução duas vezes nos anos 90 ou mesmo foi preso por isso aqui no México. Ou talvez você tenha participado de ações de apoio a ele nos últimos anos. Em 2011, sua sentença foi convertida em prisão perpétua e seus inimigos esperam que ele apodreça na prisão. Nós, por outro lado, nos unimos a sua base de apoio na Filadélfia e a seus apoiadores em muitas partes do mundo, num esforço para trazê-lo de volta para casa.

Durante todos estes anos, os inimigos de Mumia organizados na Ordem Fraterna de Polícia, apoiados por graduados funcionários, políticos e pela mídia dominante, falharam em silenciar sua voz. Como muitos outros presos políticos, ele não perde suas forças, mesmo nas condições mais vulneráveis. Sua palavra contra o terror policial, o encarceramento em massa e a tortura nas prisões chega agora aos cantos mais distantes do mundo, provocando a raiva entre os poderosos. Embora as mentiras da acusação contra ele tenham sido completamente desacreditadas e suas manobras racistas expostas, os políticos da cidade da Filadélfia e do estado da Pensilvânia estão mais investidos do que nunca em silenciar este escritor, simplesmente para proteger sua base de poder construída em grande parte sobre seu caso.

Em outubro passado, Mumia foi um dos presos políticos destacados no Tribunal Mandela, onde juristas internacionais consideraram os Estados Unidos culpado de genocídio devido a sua longa história de escravidão; os assassinatos policiais de negros, pardos e indígenas; o encarceramento em massa no qual a escravidão é tornada constitucional pela 13ª Emenda à Constituição; a criminalização das presas e presos políticos e prisioneiros de guerra, e as torturas utilizadas contra eles, incluindo o confinamento solitário por décadas; o racismo ambiental; e as profundas desigualdades na saúde pública.

Devido a sua própria força e apoio de um movimento internacional, Mumia superou a hepatite C, glaucoma, cataratas em seus olhos, o COVID, insuficiência cardíaca congestiva, cirrose hepática e uma condição de pele debilitante que resulta em coceira constante em todo o seu corpo. Ele agora está se recuperando da cirurgia cardíaca e de maneira surpreendente recuperou grande parte de sua vitalidade.

No plano jurídico, Mumia tem recebido um mau julgamento ultimamente, apesar de ter provas significativas em seu favor. Nós o apoiamos em seus apelos, mas estes podem levar muitos anos, e é por isso que estamos exigindo sua exoneração agora.  Em várias partes dos Estados Unidos, os governadores exoneraram recentemente vários prisioneiros, sendo o mais recente Kevin Strickland no estado do Missouri. Por que Mumia não se beneficiou de tal gesto? Há apenas uma resposta. O medo que muitos políticos têm da polícia organizada. Mas seu poder não é invencível. Isto pode ser visto na recente libertação de alguns prisioneiros políticos nos EUA que também enfrentaram forte oposição policial, incluindo Jalil Muntaqim, Russell ‘Maroon’ Shoatz e David Gilbert.

Liberdade para Mumia Abu-Jamal, liberdade para os presos políticos, abaixo os muros da prisão!

amigosdemumiamx.blog

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sob a janela
o gato prepara o salto
como sempre faz

Fred Schofield