Lançamento: “História de malditos e mal-ditos na história”

O livro, instigante e inovador, aborda maldizeres e maldições na História, a partir da apresentação não só de MALditos conhecidos, como Napoleão Bonaparte, Lima Barreto, Plinio Marcos e outros, como de personagens esquecidos ou pouco lembrados, como uma escrava forra perseguida pela Inquisição, uma indígena lendária, revoltosos populares, presos políticos e ilustradores anticlericais, além de refugiados tornados malditos nos países ricos. A qualidade dos textos é assegurada pela alta competência de seus autores, em geral referências nos temas tratados.

Organizadoras: Lená Medeiros de Menezes e Angela Maria Roberti Martins

Autores: Alexandre Samis, Angela M. Roberti Martins, Érica Sarmiento, Leila Medeiros de Menezes, Lená Medeiros de Menezes, Lúcia B. Pereira das Neves, Luís Balkar P. Pinheiro, Luís Ricardo Leitão, Marco Santos, Maria Izilda de Matos e Maria Teresa Toríbio B. Lemos.

HISTÓRIA DE MALDITOS E MAL-DITOS NA HISTÓRIA

Ano de publicação: 2022

ISBN: 978-65-89177-05-0

Tamanho: 16×23 cm

Nº de páginas: 318

R$57,00

www.editoraayran.com.br

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velhinha na janela
todo mundo que passa
é visita pra ela

Ricardo Silvestrin

Encontro virtual | Anarquismo e capacitismo

O próximo encontro do Grupo de Estudos de Anarquismos, Feminismos e Masculinidades, do Centro de Cultura Social (CCS), será online, para contemplar as pessoas que não puderam comparecer ao encontro presencial do mês passado, por isso, iremos manter o tema e o material de leitura, a zine “Luta contra o capacitismo: anarquismo e capacitismo”, escrito por Itxi Guerra (@itxiguerra) e publicado pela Terra Sem Amos (@tsa.editora).

O encontro será dia 09 de julho, sábado, das 14h às 16h. A versão online da zine e o formulário de inscrição para receber o link da reunião estão disponíveis em: tinyurl.com/GE0907.

Nessa obra, a autora parte de sua vivência para teorizar sobre as violências impostas aos corpos deficientes pelo capacitismo, envolvendo este debate com questões de gênero, antiespecismo e o sistema carcerário. Como reflexão para a destruição do sistema capacitista, aponta sua possibilidade no rompimento com as estruturas capitalistas e estatistas, tendo como ferramenta política de transformação criativa o anarquismo.

Os encontros do grupo são livres para todas as pessoas e não são gravados! Teremos intérprete de Libras. Lembrando que nos orientamos pelos princípios anarquistas, tais como autogestão, apoio mútuo, internacionalismo, anticapitalismo e não partidarismo. Não toleramos qualquer tipo de discriminação de raça, gênero ou sexualidade.

FB: https://www.facebook.com/events/719871522672854/?ref=newsfeed

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tuas mãos na minha pele
entre os raios de luar
fazem cinema

Lisa Carducci

 

[Grécia] EXTRA: Proposta do Ministério Público ao Conselho de Justiça para a libertação de Yinnis Michalidis é rejeitada

Hoje, quarta-feira 06/07, foi apresentada ao Conselho de Justiça a proposta do promotor para a libertação do anarquista Yinnis Michalidis, que está em greve de fome desde 23/05. A proposta do promotor foi rejeitada, portanto, resta agora que o conselho se reúna em um momento não especificado.

Não há dúvida. O Judiciário está torturando e tentando exterminar completamente nosso companheiro. Yinnis tem direito à sua libertação há meses, pois ele preenche as condições formais, mas está sendo mantido “preventivamente” como prisioneiro porque os bastardos do complexo jurídico-estatal consideram que “há um risco de que ele cometerá novos crimes”. Eles agora querem causar danos irreparáveis à saúde do anarquista, com problemas irreparáveis que o acompanharão pelo resto de sua vida.

Não temos ilusões. O sistema de justiça que libertou assassinos e estupradores (Επ. Κορκονέας, Π. Φιλιππίδης, Αθ. Χορταριάς, Λεβέντηδες) nos últimos dias é baseado na classe. É a voz do Estado e da sociedade capitalista, que teme pessoas como Yinnis, porque em seu rosto carrega a dignidade e a intransigência de um homem que luta e sempre mantém sua cabeça erguida. Em seu rosto ele carrega a perspectiva da derrubada revolucionária do mundo da escravidão salarial e do poder.

Permanecemos ao lado de nosso companheiro de todo o coração até o final.

LIBERDADE JÁ PARA YINNIS MICHALIDIS

Assembleia de solidariedade com o anarquista em greve de fome Yinnis Michalidis

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/07/06/grecia-atenas-assumindo-responsabilidade-solidariedade-com-yinnis-michalidis/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/07/04/grecia-informacoes-sobre-a-2a-passeata-em-solidariedade-com-o-anarquista-em-greve-de-fome-yinnis-michalidis-atenas-30-06/

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Nem sequer três dias
este mundo vê passar –
Cerejeira em flor!

Ôshima Ryôta

[Grécia] Vídeos | Atenas: Ataque com molotovs ao posto policial local e distúrbios fora do campus universitário de Zografou em solidariedade com Yinnis Michalidis

Neste sábado (02/07), várias centenas (e não 50 como indica a reportagem da mídia) de encapuzados em grupos atacaram os policiais da tropa de choque da MAT na esquina do campus universitário de Zorgrafou, onde também estava acontecendo um Festival Anti-Racista de 3 dias com Hip Hop ao vivo. O ataque aos policiais desencadeou uma batalha campal de 2 horas com os policiais na entrada do campus, onde barricadas de pneus queimando foram erguidas, uso de extintores de incêndio, uma chuva de pedras e ondas após ondas de ataques com molotovs foram infligidos aos assassinos do estado de uniforme. O distúrbio só parou depois de um ataque contínuo da polícia não só com gás lacrimogêneo CS, mas com o gás CN proibido internacionalmente, que é capaz de provocar queimaduras de primeiro e segundo graus. Vários companheiros tiveram que receber cuidados imediatos após respirarem o gás. O ataque ao posto policial, e após o distúrbio, foi acompanhado por contínuos gritos de apoio e solidariedade para Yinnis Michalidis. Mais tarde, foi noticiado na grande mídia capitalista que quatro policiais foram feridos durante os confrontos.

>> Veja os vídeos aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=aAQ7zqQ8tMg&feature=emb_title

https://www.youtube.com/watch?v=FI0sJVfmi1g&feature=emb_title

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Parece gostosa
a neve que chega em flocos
tão suavemente.

Issa

[Grécia] Corfu: Faixa de solidariedade e intervenção para Yinnis Michalidis

Hoje (06/07) houve uma intervenção no centro da cidade de Corfu como sinal de solidariedade com o anarquista Yinnis Michalidis, grevista de fome desde 23/05.

Especificamente, duas faixas foram penduradas, uma na Torre do Sino e outra na praça de Anouchiata.

LIBERTAÇÃO IMEDIATA DO ANARQUISTA YINNIS MICHAELIDIS, SOLIDARIEDADE COM OS PRESOS POLÍTICOS

A LUTA PELA LIBERDADE DE UM É A LUTA PELA LIBERDADE DE TODOS E TODAS

Assembleia de Solidariedade com o Anarquista Yinnis Michalidis

Fonte: https://athens.indymedia.org/post/1619739/

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A criança às costas
Bulindo com meus cabelos –
Ah, quanto calor!

Shiba Sonome

[Grécia] Komotini: Pichações e folhetos pela libertação de Yinnis Michalidis

No seguimento dos movimentos de solidariedade com o anarquista em greve de fome desde 23/05 Yinnis Michalidis, ontem, terça-feira 05/07, espalhamos milhares de folhetos nos arredores da prefeitura e em pontos centrais e bairros de Komotini. Também nos dias anteriores foram feitas pichações no centro e arredores.

Libertação imediata do anarquista Yinnis Michalidis

Anarquistas

Fonte: https://athens.indymedia.org/post/1619745/

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O regato seca
E o salgueiro perde as folhas –
Pedras aqui e ali

Buson

[Espanha] Dor pelas vítimas de Melilla

Desde o sindicato CNT queremos expressar nossos mais sentidos pêsames aos familiares e próximos das vítimas do massacre de Melilla do dia 24 de junho.

Exigimos que os corpos de todas e cada uma das vítimas sejam identificados, que suas famílias sejam informadas de seu falecimento, assim como das circunstâncias deste e que os corpos sejam repatriados a seus lugares de origem sendo entregues a seus próximos para que possam receber uma sepultura digna. Tais gastos devem correr a cargo dos governos espanhol e marroquino.

  • Também exigimos que se abra uma investigação independente para esclarecer com detalhes o sucedido realizando-se autópsias por médicos independentes. Estas autópsias se realizarão a todos e cada um dos falecidos já que nos encontramos ante mortes por causa violenta.

Igualmente demandamos a demissão imediata dos ministros do Interior de ambos os países, por estas quarenta e cinco pessoas assassinadas.

A própria indefinição das cifras que estão fornecendo da ideia da magnitude do crime e das tentativas de ocultar a verdade, posto que, enquanto algumas fontes sobre o terreno elevam a cifra a quarenta e cinco o número de mortos, a gendarmaria marroquina só aceitava cinco, depois, dezoito e, finalmente, vinte e três. É evidente que as cifras da gendarmaria marroquina carecem de credibilidade. E sua confiabilidade cai mais ainda, ao tentar ocultar as evidências do massacre, com a cumplicidade do Governo da Espanha: enterrar os cadáveres a toda pressa, sem identificá-los, sem autópsias e deportando rapidamente as testemunhas do massacre que são chaves para elucidar o crime.

E o que dizer das declarações do Presidente de Governo espanhol, felicitando a gendarmaria marroquina que teve pessoas moribundas amontoadas, sem receber atenção médica e golpeando-as quando não podiam se mover. Esses maus tratos e a omissão de socorro conduziram às mortes que o Governo deveria ter condenado.

São assassinatos que devem ser julgados sem esquecer jamais a sanha e a maldade que se evidenciam nas ações da polícia marroquina.

A política de fronteiras da União Europeia e Marrocos e a própria existência das fronteiras é inoperante e inadmissível, frente às crescentes desigualdades que provoca o capitalismo e os movimentos de pessoas das zonas saqueadas por ele e agravadas pela crise climática atual.

A CNT defende e sempre defenderá o direito à livre circulação, o direito a viajar e a migrar para melhorar as condições de vida. E também defendemos o direito a não migrar, quer dizer, a que todos os seres humanos tenham condições de vida dignas, em seu lugar de origem, para não serem obrigados a deixar sua terra, se não o desejam.

Por isso os anarcossindicalistas rechaçamos a existência de fronteiras, defendemos a igualdade de direitos e a livre circulação, assim como lutamos pela divisão da riqueza e do trabalho, para que não expulse as pessoas de seus lugares de origem.

O saque por parte das multinacionais e a crise climática estão golpeando a África, provocando a fuga de milhões de pessoas de seus lugares de origem. A atual guerra da Ucrânia não só aumenta o preço dos alimentos na Europa, mas está criando junto com o aquecimento global, fome à nível mundial.

Os refugiados climáticos devem ser reconhecidos como tais e que a Espanha cumpra, de uma vez por todas, a Declaração Universal dos Direitos Humanos que está descumprindo flagrantemente em seus artigos 1, 2, 3, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 12,14 e 28.

Condenamos a violação do Direito de Asilo por parte da Espanha atendendo a critérios abertamente racistas. Rechaçamos a criminalização que pretende fazer Pedro Sánchez das vítimas, adotando a linguagem e marco conceitual da extrema direita falando de “ataques à integridade territorial”. Trabalhadoras e trabalhadores africanos não estão invadindo nada, fogem de guerras e pedem asilo como está previsto na legislação internacional.

Pulam uma cerca porque a União Europeia e a Espanha estão descumprindo a legalidade internacional, e o fazem para não morrerem de fome, já que a polícia marroquina proibiu a venda de comida às pessoas negras.

Por um mundo sem estados, nem fronteiras, exigimos responsabilidades ante ao massacre de Melilla e chamamos à mobilização conjunta e mantida no tempo animando às companheiras e companheiros africanos a fazerem contato com a CNT-CIT ou diretamente com a Confederação Internacional do Trabalho para nos coordenarmos nesta luta.

Fonte: https://www.cnt.es/noticias/dolor-por-las-victimas-de-melilla/

Tradução > Sol de Abril

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no parque vazio
duas árvores abraçam-se
em prantos de chuva

Eugénia Tabosa

[Espanha] Morrem e morrem e morrem novamente

Artigo de opinião de Rafael Fenoy Rico

Não apenas peixes, em rios ou mares envenenados pelos despojos da ganância incontrolável, mas também seres humanos que, em consequência de guerras, fome e sofrimento, acabam sendo fisgados pela morte: em um deserto, em meio a bombas e pauladas, no mar que engole tudo. Que a morte é inevitável é uma certeza de compreensão. Que muitas mortes prematuras são evitáveis é uma verdade que gera uma grande responsabilidade. Pensar a realidade é necessário, transformá-la é indispensável (síntese marxista). O que deve ser feito? Não basta dizer e dizer: manifestos, escritos, discursos, fotos, entrevistas, imagens, canções… Eles são precisos, necessários… embora se a realidade não se transforma para evitá-los, eles são de pouca, muito pouca utilidade. Discursos e gestos, além de manter o fio da esperança de um mundo melhor, de um novo mundo baseado na fraternidade dos seres vivos, são impotentes para deter tanta barbárie, tanta morte.

De acordo com dados de 193 países, fornecidos por um jornal econômico nacional, em 2020, 59.744 milhões de pessoas (arredondadas para cima) morreram no mundo. De uma população de 7.750 bilhões de pessoas, que representa quase 8% da população e em comparação com 2019, um aumento de 0,24%. As análises estatísticas globais não nos permitem fazer uma análise muito precisa dos dados fornecidos, mas nos dão uma ideia da escala da morte hoje.

De todas essas quase 60 milhões de mortes, algumas são sem dúvida devidas ao fim dos ciclos de vida, mas a grande maioria se deve às ações ou omissões daqueles que detêm o poder mundial e daqueles que colaboram decisivamente com eles em nível local. E o enorme número de vítimas causadas por guerras, fome, falta de medicamentos, água potável, etc., muitas vezes levam a deslocamentos maciços da população, numa tentativa de se salvar da tragédia. Todas estas causas podem ser remediadas neste poderoso mundo globalizado. Por que esta sangria não é detida?

Muitos migrantes apenas adiam o resultado fatal por um curto período de tempo; em uma vala, em uma praia arenosa, no mar ou em uma maldita cerca de fronteira. As recentes mortes ocorridas nesta “sexta-feira negra” (24 de junho de 2022) no posto de controle da fronteira do Barrio Chinês entre a Espanha e Marrocos na cidade de Melilla estão provocando uma onda de críticas e denúncias contra ambos os governos, identificando-os como a causa. Eles não têm pouca responsabilidade por esses trágicos eventos, mas vale a pena apontar para algo superior para desmascarar a fonte de tanto horror. Pois é o sistema capitalista de produção que permite a exploração da população mundial em escala planetária, com o objetivo de enriquecer ainda mais as hierarquias globais das grandes empresas. Não nos concentrarmos na migração como um efeito negativo de extermínio, devastação e fascismo, baseado no neoliberalismo, em um número significativo de países do mundo, nos impede de exigir que todos os governos e multinacionais do mundo ponham fim à pilhagem e roubo de espaços naturais onde as populações migrantes costumavam ser sedentárias. Culpar apenas os governos do Marrocos e da Espanha neste caso só distrai do fato de que as causas fundamentais de morte vivem nos escalões superiores das grandes multinacionais e instituições financeiras globais, que, afinal, compram e vendem vidas humanas por atacado todos os dias. O que impulsiona as pessoas a migrar? Por que estas pessoas, tão distantes de sua pátria, vêm morrer aqui tão perto? O que as obriga a sofrer calamidades neste trânsito pelo “deserto” e esperar semanas, meses nas fronteiras, vivendo ao ar livre, sem comida, sem água…?

Obviamente não se faz isso e ainda há aqueles que pensam que “é melhor para eles ficar em casa”. Estas pessoas que pensam assim não se lembram – e como é ruim esquecer! – como nosso povo na Espanha teve que migrar aos milhões, não faz muito tempo, por extrema necessidade, seja fugindo do extermínio ou da fome. Esta Espanha de hoje tem uma dívida impagável com aqueles que durante anos tiveram que partir para sustentar suas famílias que permaneceram nesta terra. A VOZ da história, limpa a compreensão da embriaguez ideológica ao abrir os corações. As experiências do passado desta “Pátria” ajudam a criar solidariedade no presente. Quem não simpatizar com os migrantes não pode obviamente se chamar de “bom espanhol ou boa espanhola”.

Fonte: https://rojoynegro.info/articulo/mueren-y-mueren-y-vuelven-a-morir/

Tradução > Liberto

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É muito silêncio
enquanto as flores não crescem
e os poetas dormem.

Eolo Yberê Libera

[Grécia] Ação direta com tintas na casa do deputado S. Anastasiades | Solidariedade com Yinnis Michalidis

Como sinal de solidariedade com a justa luta do anarquista Yinnis Michalidis, na noite de domingo (03/07) interviemos com tinta na casa de Savvas Anastasiades – membro do Parlamento do Nova Democracia [partido governante na Grécia] no 2º distrito de Tessalônica, em Malakopi.

LIBERTAÇÃO IMEDIATA DO COMPANHEIRO YINNIS MICHALIDIS, QUE JÁ CUMPRIU AS CONDIÇÕES DA LEI PARA SUA LIBERTAÇÃO

PARA ROMPER O “REGIME EXCEPCIONAL” DOS PRESOS POLÍTICOS

NINGUÉM SOZINHO NAS MÃOS DO ESTADO

Iniciativa Libertária de Tessalônica (membro da Federação Anarquista)

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Em morosa andança
Ao léu com meu ordenança —
Contemplação das flores.

Kitamura Kigin

[Grécia] Atenas: Assumindo responsabilidade | Solidariedade com Yinnis Michalidis

Em solidariedade com o anarquista em greve de fome (desde 23/05) Yinnis Michalidis, realizamos ataques com marretas na manhã de quinta-feira 30 de junho nos seguintes alvos.

1 caixa eletrônico em Michalakopoulou

1 caixa eletrônico em Drapetsona

1 caixa eletrônico no Pireu

1 agência bancária em N. Ionia

1 caixa eletrônico em Petralona

1 caixa eletrônico em Pagrati

1 agência bancária em Kypseli

SOLIDARIEDADE AO ANARQUISTA GREVISTA DE FOME YINNIS MICHALIDIS

Anarquistas

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O vento cortante
Assim chega ao seu destino –
Barulho do mar.

Ikenishi Gonsui

[Argentina] “Aniversário no cárcere” | Palavras de Emir, companheiro encarcerado pelo escrache ao jornal El Clarin.

ANIVERSÁRIO NO CÁRCERE

Nunca fui muito amante dos festejos, não há datas que me causem emoção ou alegria, sobretudo considerando todas as datas impostas como “dia de sei lá o quê”. Só são uma prática a mais do mercado para encher seus cofres e para que sigamos distraídos em vidas apáticas. De fato considero nefasto presentear coisas materiais para demonstrar afeto a nossos próximos. Sequer festejo meu aniversário, ainda sendo um dos poucos dias que, sim, me agradava compartilhar com minha gente marcando assim uma nova volta ao sol no calendário gregoriano alheio.

Hoje é um desses dias um tanto particular. É meu primeiro aniversário em um centro legal de detenção e tortura.

E desta vez, ainda que seja meu desejo não poderei estar com minha filha. Nem com Tam, minha companheira de vida, nem com minha velhinha, que são minha esfera privada e as pessoas que me mantêm firme neste momento tão particular.

Vão ser 8 os meses que estou identificado, assinalado, exposto na mídia, vigiado, isolado, controlado, investigado. E 4 os meses que estou sequestrado em celas de diferentes lugares por, sobretudo defender e manter minhas ideias e convicções de que este mundo já era e devemos construir um mundo novo. Não para nós, mas para os que vierem. Sentando bases no comunalismo, no apoio mútuo, no respeito, na solidariedade e nos acordos mútuos.

Acontece que certos “senhores” creem que manter isto significa ir contra seus interesses. E não estão tão equivocados, sabem que lhes acaba o tempo e necessitam exemplificar metendo-nos medo. Me dizem que sou terrorista. Eles que são os terroristas profissionais. Dizem que pretendo meter medo à sociedade, justo eles que em cada discurso, em cada lei, em cada gesto e ação não fazem mais que atentar contra as pessoas e a vida em geral. Bom, creio que, sim, chegue até aqui e ainda que pareça ilógico me orgulho de que me nomeiem como seu inimigo. NÃO OS RESPEITO DE JEITO NENHUM.

Conheci nesta prisão muita gente que merece esse respeito. Convivo aqui com pessoas do povo, aqui não há nenhum grande poderoso ou criminoso legal. Nesta privação de minha liberdade só há gente de baixos recursos, golpeados, sofridos, quebrados, feridos, maltratados. Justamente por esses que me chamam seu inimigo. E então começo a recordar. Por quê? O que fizemos para sermos perigosos? Aqui há pura gente que atenta contra a propriedade privada, mas só em menor grau, muitas vezes para alimentar suas famílias, ou por estarem fartos de ver em suas vitrines ou seus programas, vidas que jamais vão poder comprar. Em meu caso particular será por apoiar sempre lutas genuínas e agir nesse sentido.

Também vendo o arame farpado por uma janela de grades, recordo a todos os compas que estiveram e estão ao meu lado, ainda na distância. Compas que se entregam de corpo e alma em cada atividade, sofrendo todo tipo de carências, mas entregando tudo a troco de nada. Para eles vai meu abraço hoje. Uma saudação fraternal a todos eles, me sinto orgulhoso de caminhar a seu lado.

Apesar de tudo a luta continua. Vale a pena não vender-se a essas merdas. Obrigado a todos os parças e os compas que marcam seu apoio desde Formosa, Salta, Jujuy, Mendoza, San Luis, Chaco, Cordoba, Entre Rios, Neuquen, Rio Negro, Chubut. Aos companheiros internacionalistas do Uruguai, Chile e Alemanha. E a todos os mesmos de sempre de Buenos Aires e arredores que, apesar da tortura que me impõem tenho os sonhos intactos e o devo a seu apoio e newen. Este aniversário é com vocês à distância.

Abaixo os muros das prisões.

Desde um complexo penitenciário ocupado pelo Estado argentino. 30-06-2022.

Emir Acosta

Fonte: https://publicacionrefractario.wordpress.com/2022/07/02/argentina-cumpleanos-en-la-carcel-palabras-de-emir-companero-encarcerado-por-el-escarche-a-el-clarin/#more-17424

Tradução > Sol de Abril

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Venha aqui comigo,
oh pardal sem pai nem mãe.
Venha aqui brincar.

Issa

Lançamento | Autodefesa médica: Panteras Negras e Zapatistas

É com muito prazer que nós da Editora Terra sem Amos lançamos hoje o livro “Autodefesa médica: Panteras Negras e Zapatistas”. A obra, publicada em 2020 pela editora autônoma mexicana “Zine Editorial”, e traduzido pela primeira vez ao português por nós.

A obra reúne discursos e estudos sobre os mecanismo de autonomia da saúde e dos cuidados entre zapatistas e panteras negras, demonstrando as formas de recuperar saberes tradicionais, assim como expropriar de grandes empresas farmacêuticas, médicas e de seguros suas tecnologias e conhecimentos. Não é, assim, um escrito de perspectiva utópica, mas fonte de inspiração para construirmos em nossos territórios e movimentos uma força capaz de retomar nossas capacidades coletivas de cuidado.

“Autodefesa médica” tem o valor de R$15,00 + frete grátis para todo o país, e aos primeiros pedidos, acompanha o pôster “Só o povo salva o povo”. Encomendas em nossa loja online, pelo link da bio ou em https://linktr.ee/tsa.editora

“Para sobreviver, nós mesmos devemos desenvolver meios de detectar e curar as doenças que são fruto da ganância de um punhado de homens que reclamam toda a nossa vida” (Panteras Negras)

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Em morosa andança
Ao léu com meu ordenança —
Contemplação das flores.

Kitamura Kigin

[Arcoverde-PE] O Anarquismo e as Lutas no Semiárido

O anarquismo esteve historicamente vinculado a diversas disputas territoriais, no campo e na cidade. Desde as barricadas da Revolução Espanhola à resistência indígena e campesina na Revolução Mexicana, anarquistas estiveram envolvidos em lutas por justiça, terra y liberdade! Neste sentido, o semiárido pernambucano, região rica em história e tradição combativa, representa um terreno fértil para o enraizamento de um projeto socialista libertário pautado na construção do poder popular.

É sob esse espírito que nós, da Organização Anarquista MARIA IÊDA / CAB, convidamos a todes para se somar em Arcoverde – PE, dia 09.07, sábado, onde esperamos discutir não apenas nossa ideologia, como também trocarmos experiências de luta.

Trabalhadores rurais, funcionalismo publico, estudantes, trabalhadores precarizados e todos os sujeitos que fizeram, fazem e seguirão fazendo a resistência são muito bem vindos ao debate.

Em tempo: estaremos com uma banquinha com materiais libertários!

> O quê: O Anarquismo e as Lutas no Semiárido!

> Quem: Organização Anarquista MARIA IÊDA!

> Onde: Arcoverde – PE, Praça Virginia Guerra!

> Quando: Sábado, 09 de Julho de 2022!

> Horário: A partir das 17h!

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Expectativa!
Pela estrada escura aguardo
chegar a lua cheia

Raymundo Luiz Lopes

 

[São Paulo-SP] “Nós, anarquistas, sempre apoiaremos os povos originários”

Nessa quinta-feira, 30 de junho, membros da Frente Anarquista da Periferia (FAP) foram até a aldeia Takua Ju, em Marsilac, para fazer a entrega das roupas, brinquedos, cobertores e alimentos arrecadados. A presença de vocês no nosso último evento fez com que essa ação fosse possível, além de ter ajudado também a aldeia Tekkoa.

Nós, anarquistas, sempre apoiaremos os povos originários e todos aqueles que são negligenciados e violentados pelo Estado. Em tempos de regressos e frustrações, a nossa união nos dá força e mostra que é possível construir horizontes de dignidade para os nossos.

Para apoiar futuras ações que planejamos na Takua Ju, incluindo o plantio de alimentos e construção de mais uma casa para os moradores, entrar em contato por e-mail (rapperrodrigo@gmail.com).

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não tenho país
nem casa nem riqueza
e como me sinto bem!

Rogério Martins

Lançamento: STAR – Ação Revolucionária das Travestis de Rua, de Sylvia Rivera e Marsha P Jhonson

É com muita felicidade que lançamos hoje a primeira tradução em português do livro “STAR: Ação Revolucionária das Travestis de Rua – sobrevivência, e luta trans antagonista”, um compilado de entrevistas e discursos de Sylvia Rivera e Marsha P. Jhonson. A obra registra parte da História da Street Transvestite Action Revolutionaries (traduzido ao português como “Ação Revolucionária das Travestis de Rua”), um agrupamento de pessoas trans fundado após a Rebelião de Stonewall, que e operava como ferramenta de organização, luta, ajuda mútua e ação direta. A partir da perspectiva de Sylvia Rivera, uma travesti porto-riquenha, e Marsha P. Jhonson, travesti negra estadunidense, conhecemos as dores e felicidades da luta trans que abriram caminhos para um orgulho insurgente e rebelde.

Pra o lançamento, disponibilizaremos apenas 30 cópias da obra, que acompanharão o cartaz “Essas bichas matam fascistas”, em alusão ao Exército de Insurreição e Liberação Queer (TQILA), batalhão LBTQIA+ que lutou na Síria ao lado do povo curdo. A obra, com 128 páginas, tem o valor de R$20,00 e pode ser encomendada em nossa loja online: https://linktr.ee/tsa.editora

agência de notícias anarquistas-ana

Flor declarada
o vento puxa da mão
pra se perfumar.

Masatoshi Shiraishi

[Itália] Palavras de solidariedade com o companheiro anarquista Alfredo Cospito

Solidariedade revolucionária a Alfredo Cospito

Neste período, fala-se muito de guerra e solidariedade. As imagens dos bombardeios na Ucrânia, ao contrário daquelas dos conflitos que vêm ocorrendo há anos em outras regiões do mundo, têm sido continuamente transmitidas na televisão, nas redes sociais e nos jornais, num frenesi de torcida nacionalista que só fomenta a obtusidade da sociedade em que vivemos, fazendo-nos perder de vista os verdadeiros protagonistas desses terríveis acontecimentos. Quando falamos de guerras e das trágicas consequências delas, não podemos evitar chamar à responsabilidade os governos e as multinacionais que vivem da guerra e especulam sem freio sobre o sofrimento das populações afetadas.

Como anarquistas, a única guerra que apoiamos e perseveramos em contraste com a guerra dos patrões é a guerra social.

Exatamente 10 anos atrás, dois de nossos companheiros, Alfredo e Nicola, não hesitaram em meter uma bala na perna do mago do átomo Roberto Adinolfi, então chefe da Ansaldo Nucleare.

ELES ESTAVAM CERTOS NA ÉPOCA E AINDA ESTÃO CERTOS HOJE!

Foi uma coisa boa e justa golpear uma das muitas pessoas responsáveis por mortificar, assediar e matar os seres vivos.

Alfredo ainda é um prisioneiro e há cerca de um mês ele foi transferido para 41bis e transferido da prisão de Terni para a prisão de Sassari.

Sem vitimização, sem surpresa, isto é o que o Estado sempre fez, se não matar você primeiro, contra aqueles que não pode domar.

O revolucionário anarquista Alfredo Cospito é um deles!

SOLIDARIEDADE REVOLUCIONÁRIA COM ALFREDO!

PELA GUERRA SOCIAL!

PELA ANARQUIA!

Alguns e algumas anarquistas genoveses

Fonte: https://ilrovescio.info/2022/06/06/solidarieta-rivoluzionaria-ad-alfredo-cospito/  

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agência de notícias anarquistas-ana

Derrete-se a neve
e surge uma aldeia inteira
cheia de crianças.

Issa