[Suíça] Solidariedade com o revolucionário Dimitris Koufontinas

Em solidariedade com o revolucionário Dimitris Koufontinas, atacamos a prisão de Bässlergut em Basel, na Suíça, com tinta na noite de sábado (27/02) para domingo (28/02).

Dimitris Koufontinas está em greve de fome desde 8 de janeiro e em greve de sede desde 22 de fevereiro. O governo grego está deliberadamente deixando-o morrer! Na prisão de Bässlergut, os imigrantes são mantidos em centros de detenção para deportação a fim de deportá-los para os países explorados para a riqueza do Ocidente. Além disso, existe um sistema penal em Bässlergut onde pessoas são presas principalmente por crimes contra a propriedade produzida pelo sistema capitalista. Koufontinas lutou, entre outras coisas, contra um sistema explorador que oprime e aprisiona as pessoas das classes mais baixas.

A PAIXÃO PELA LIBERDADE É MAIS FORTE QUE QUALQUER PRISÃO

LIBERDADE PARA TODOS OS PRISIONEIROS

SOLIDARIEDADE COM DIMITRIS KOUFONTINAS

Tradução > A. Padalecki

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agência de notícias anarquistas-ana

O velho tanque:
O mergulho da rã
Barulho d´água

Bashô

[Espanha] Mais de mil mulheres catalãs foram voluntárias na frente em 1936

• Um livro de Gonzalo Berger e Tània Balló documenta 1.195 combatentes

• A Generalitat cria um registro com os 1.685 mortos em campos de concentração na França

 Por Josep Playà Maset | 14/02/2021

Toda guerra necessita de seus mártires e toda revolução, seus ícones. Na guerra civil espanhola quase todas as histórias têm nome masculino. E no entanto as mulheres estavam ali, na retaguarda e na frente, e como eles sofreram repressão e exílio, mas suas vidas são anônimas. A história também foi contada até bem pouco pelos homens e com uma visão androcêntrica.

“Les combatents” (Ed. Rosa dels Vents), o livro que acabam de publicar Gonzalo Berger e Tània Balló, é uma tentativa de dar voz a muitas das milicianas antifascistas. Para entender este esquecimento há que recordar que não foi até as eleições gerais da República, de junho de 1931, quando pela primeira vez as mulheres puderam se apresentar como candidatas. E não foi até as gerais de 1933 quando se reconheceu o sufrágio feminino. Em 14 de janeiro de 1934 Natividad Yarza, professora, se converteu na primeira prefeita do Estado ao ganhar as municipais de Bellprat (Anoia), nas listas de ERC.

Tània Balló e Gonzalo Berger resgatam dois ícones deste período: Lina Ódena e Marina Ginestà. Paulina Ódena García, cujos pais dirigiam uma alfaiataria em Gràcia, havia deixado a escola aos doze anos para trabalhar no negócio familiar. Com a chegada da República aos 20 anos entra no Partido Comunista. Pouco depois a Internacional Comunista a convida junto a outros quatro militantes a cursar estudos na Escola Marxista-leninista de Moscou. No seu regresso, consagrada como hábil oradora será secretária geral das Juventudes Comunistas e o estouro da guerra a surpreendeu em Almería, em um congresso. Se uniu aos combatentes e em 14 de setembro de 1936 morreu na frente de Granada. Se converteu em mártir e objeto de propaganda, mas ainda assim sua figura apenas foi estudada.

Um caso distinto é o de Marina Ginestà, hoje conhecida pela fotografia na qual aparece vestida de miliciana com um fuzil no terraço do hotel Colón de Barcelona. Filha de um militante da UGT e de uma cooperativista, quando se produz o levante militar tem 17 anos e é uma das atletas que está a ponto de participar na Olimpíada Popular. Se alistou como voluntária, mas a foto que a imortalizou esteve oculta nos arquivos de Efe e não foi recuperada até 2002. Marina trabalhou primeiro como tradutora de um agente soviético, enviado como correspondente do Pravda, e mais tarde em Valência escreveu crônicas da guerra. Detida ao final da contenda, escapou e foi ao exílio.

O livro recolhe biografias de mulheres que obtiveram um mínimo reconhecimento, como a cenetista Libertad Ródenas, ou tão anônimas como Pepita Laguarda Batet, que faleceu na frente de Aragão. Sua família conservava uma foto, onde a informavam de sua morte. Atrás, uma nota assinada por um tal Juan López Carvajal: “Com a presente recebe a mais afetuosa saudação de quem compartilha contigo a dor por uma perda irreparável de um ser querido”. Era de seu companheiro sentimental. Haviam saído juntos de Barcelona na coluna Ascaso, despedidos por uma multidão nas ruas. Ele sobreviveu e mais tarde explicou que não tinha intenção de se alistar, mas ao ver a decisão de Pepita, lhe disse: “Se tu vais, eu vou contigo”.

O livro termina com os nomes das 1.195 combatentes antifascistas organizadas na Catalunha que puderam documentar. São 360 filiadas ao PSUC, 424 da CNT, 119 do POUM, 64 de ERC, 48 de Estat Català… As mulheres do PSUC chegaram a criar um batalhão exclusivamente feminino e em 16 de agosto saíram em barco até Mallorca. A expedição foi um fracasso. Amalia Lobato Rosique foi a primeira a cair no dia 23 e seus restos repousam no cemitério de Ciutadella. Em princípios de outubro de 1936, o próprio PSUC corta o acesso às mulheres às unidades de combate e decide que sua atividade estará na retaguarda. O dirigente da CNT Antonio Ortiz também decidiu expulsar as mulheres da coluna Durruti e também as culpou das enfermidades venéreas detectadas. Apesar do decreto de militarização, muitas se negaram a abandonar e seguiram na frente.

Les combatents encerra com a investigação sobre cinco catalãs fuziladas em Mallorca em setembro de 1936. Um obscuro episódio do qual apenas se conhecia uma foto das cinco e a acusação franquista de que eram prostitutas desembarcadas para satisfazer os milicianos. Os autores descobriram que uma delas, Maria García, aparece na capa da revista Life quando partia o batalhão feminino até a ilha. As outras quatro saem em uma foto de Robert Capa do mesmo dia. Todas eram milicianas voluntárias.

Fonte: https://www.lavanguardia.com/cultura/20210214/6245786/milicianas-olvidadas-guerra-civil-berger-ballo.html

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Abro a janela…
nos galhos finos só flores —
Ipê-amarelo

Rosa Elias

Vídeo | O Que é Classe?

A luta de classes, a luta de dentro e contra o capitalismo, é uma força motriz intrínseca da teoria e da prática anarquista. No entanto, muitos mitos e concepções errôneas continuam a confundir a compreensão popular da relação social que está na raiz deste conflito…, ou seja, a própria classe. Então… o que é exatamente, e o que anarquistas têm contra isso?

>> Assista o vídeo (07:41) aqui:

https://kolektiva.media/videos/watch/99dcf746-b6de-4458-a57c-854924f69320

agência de notícias anarquistas-ana

Com dignidade
nas minhas velhas roupas –
o espantalho

Stefan Theodoru

[Espanha] Liberdade imediata para Erick Montoya, membro da comunidade Mapuche detido e torturado pelo Estado chileno

Da Confederação Geral do Trabalho, nos juntamos à denúncia internacional contra a detenção do membro da comunidade Mapuche Erick Montoya.

Em 19 de fevereiro passado, o peñil Erick Montoya foi preso após resistir 10 anos escondido acusado da recuperação do território ancestral mapuche em Lavkenmapu.

Carabineros vestidos de civis o prenderam na Oitava Região, nas proximidades de Contulmo, sem um mandado de prisão conhecido pelo sequestrado, pelas forças de repressão do Estado chileno.

Como denunciado pela mídia livre em 19 de fevereiro, “até hoje, ele está sendo submetido a detenção clandestina e coerção ilegítima, espancamento e tortura sem anunciar oficialmente a notícia e sem cumprir os protocolos de detenção”. A acusação insiste em acusá-lo do assassinato do policial Hugo Albornoz, que caiu enquanto as forças policiais invadiam a comunidade Wente Winkul Mapu. 2 de abril de 2012, no “Caso Ercilla”, com a cumplicidade de Luis Chamorro, um inescrupuloso promotor do poder corporativo na nona região”.

Não é a primeira vez que o Estado chileno protege a arbitrariedade das detenções, fabricação de provas falsas, falta de transparência e justiça nos processos judiciais. Este não foi apenas o caso da fraudulenta “Operação Huracan”. De Wallmapú estamos documentando os casos de máfias nos corpos repressivos do Estado chileno que realizam operações de montagem e auto-atentados para roubar madeira, como em Metrenko.

Da CGT seguimos de perto esta nova violação dos direitos humanos no Chile e responsabilizamos os carabineros e o mau governo por qualquer coisa que aconteça a Erick Montoya, sua família ou seus companheiros de comunidade.

Já chega de instalações policiais

Liberdade para Erick Montoya

Liberdade para os presos políticos mapuches

Liberdade para os prisioneiros da revolta social

Justiça para os caídos em luta

cgt.org.es

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

Olhar esquivo
corpo ondulante
sonho vivo

Eugénia Tabosa

Lançamento: “Paris está em chamas: memórias da Comuna – Louise Michel”

É com imenso prazer que lançamos hoje o livro “Paris está em chamas: memórias da Comuna – Louise Michel”, com memórias da revolucionária anarquista e comunarda Louise Michel, traduzidas pela primeira vez ao português. A obra é iniciada com um prefácio do prof. Dr. Raphael Cruz, que busca traçar um pequeno esboço biográfico que se confunde com insurgências e rebeliões que eclodiram em toda a Europa, culminando com o assalto aos céus que trouxe ao mundo a primeira experiência de autogoverno do povo – a Comuna de Paris. Conta ainda com três memórias de Michel enquanto participava da Comuna, no Comitê de Vigilância do 18º Distrito. Essas memórias registram suas impressões durante a proclamação da Comuna, a vida cotidiana na insurgente cidade de Paris e sobre as mulheres que participaram do levante. Finaliza-se a obra com uma cronologia de sua vida.

O livro tem o valor de R$15,00 com frete gratuito para todo o país e acompanha, durante o período de pré-venda, um cartaz comemorativo ao sesquicentenário da Comuna de Paris. Para adquirir, visite nossa loja online pelo link em nossa bio do instagram ou em https://linktr.ee/tsa.editora.

A proclamação da Comuna foi esplêndida. Não era a festa do poder, mas a cerimônia do sacrifício. Sentia-se que os eleitos eram votados ao martírio e à morte“.

agência de notícias anarquistas-ana

pequenos dedos
das gotas de chuva
massageiam a terra

Carlos Seabra

[Espanha] Barcelona: Chamada à solidariedade em frente ao tribunal

Detidos durante os protestos em Barcelona em 27de fevereiro

Os protestos passam das ruas para os tribunais!!!

Muitas companheiras e companheiros detidos durante a manifestação de sábado (27/02) em Barcelona terão sua audiência no tribunal nesta terça-feira (02/03).

Como geralmente acontece, o Estado e a polícia com a mídia como cúmplices estão tentando manipular a situação para atribuir-lhes acusações muito graves como tentativa de assassinato e organização criminosa.

É uma tentativa evidente de reprimir a raiva social que foi expressa nestas duas semanas de manifestações. Houve muitas ações descentralizadas contra o sistema capital-fascista e seus aparelhos repressivos e de controle…

Continuaremos lutando ao lado de nossas companheiras e companheiros e de suas ideias.

É por isso que convocamos um concentração amanhã, terça-feira 2 de março a partir das 9 horas em frente à cidade da (in)justiça na Gran Via dels Corts Catalanes, 111, Barcelona.

Se tocam a uma tocam a todas.

Solidariedade com as presas e os presos.

(A)

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agência de notícias anarquistas-ana

Hermética música
há no silêncio da lágrima
que salga o mar.

Fred Matos

Protestos em solidariedade ao prisioneiro revolucionário Dimitris Koufodinas se espalham na Grécia

Os apoiadores do prisioneiro revolucionário Dimitris Koufodinas, que está em greve de fome desde 8 de janeiro e de sede desde 22 de fevereiro, e cuja saúde está agora em estado crítico, fizeram vários protestos nos últimos dias em vários pontos do território grego, incluindo um recente ataque em Atenas com bomba incendiária na entrada de uma estação de televisão privada e vandalizando a entrada de um prédio usado como escritório privado pelo ministro da educação da Grécia.

Um grupo de desconhecidos vandalizou a casa de verão da família do primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis na Ilha de Creta, bem como a sede local do governo da Nova Democracia e os escritórios de um legislador conservador local em uma série de incidentes na noite de sexta-feira.

Em Atenas, ativistas escreveram slogans em tinta preta nas paredes externas da casa da família de Mitsotakis em apoio à Dimitris Koufodinas.

Mensagens semelhantes foram pintadas e panfletos foram espalhados na entrada dos escritórios do ND no centro de Chania.

Tinta vermelha também foi espalhada do lado de fora do escritório do deputado do ND Manoussos Voloudakis, que está localizado perto do tribunal de Chania.

Três motocicletas da polícia estacionadas em frente ao departamento de polícia de Kaisariani foram atacadas com molotovs no dia 28/02, em solidariedade com Dimitris Koufodinas.

Um mar de pessoas inundou o centro de Atenas nesta segunda-feira (01/03) em solidariedade à Dimitris Koufontinas. Por outro lado, no mesmo dia, centenas de anarquistas foram às ruas do centro de Patras em apoio à Koufontinas.

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no contorno do gato
um ponto negro no dorso
dorme –

Krzysztof Karwowski

[Grécia] O Fantasma do Passado da Junta Ressurge | A Greve de Fome de Dimitris Koufontinas

Escrevemos do mesmo estado de lockdown aqui em Atenas que relatamos há meses. Apesar das medidas rigorosas – ou talvez por causa das formas como o governo as combinou com políticas para promover o turismo e o consumo, apesar da pandemia – as taxas de infecção seguem aumentando. Os hospitais atingiram 89% da capacidade das UTI’s, acomodando casos COVID-19.

Um leito de UTI não usado para COVID-19 está ocupada por Dimitris Koufontinas, um prisioneiro de longa duração do grupo de 17 de novembro. Há mais de um mês, reportamos que ele estava em greve de fome, exigindo melhores condições e sua transferência para a prisão Korydallos, em Atenas, para ficar mais perto de sua família e amigos. Ele está em greve de fome desde então.

Em 22 de fevereiro, Koufontinas pediu aos médicos que removessem o soro, proporcionando-lhe hidratação, a fim de intensificar sua greve de fome para incluir água. Isso poderia fazer dele o primeiro prisioneiro político a morrer de greve de fome na Europa desde Bobby Sands (e vários outros membros do Exército Republicano Irlandês) em 1981. Em 23 de fevereiro, a promotoria aprovou a alimentação forçada de Dimitris contra sua vontade.

Enquanto isso, o governo do partido Nova Democracia continua a usar a pandemia para implementar políticas de extrema direita e combater os oponentes. Por trás das maneiras gentis com que buscam se apresentar como o novo centro político, o fantasma da junta militar que governou a Grécia de 1967 a 1974 voltou para assombrar o país. Aqueles que governam a Grécia hoje descendem diretamente – alguns por sangue e também por linhagem política – dos gregos que cooperaram com os nazistas para deportar os judeus de Tessalônica e lutar contra os partidários de Peloponeso e Pelion. Eles são as contrapartes modernas daqueles que colaboraram com os militares dos EUA contra os guerrilheiros comunistas, usando napalm para destruir as florestas do norte da Grécia.

O Nova Democracia foi o primeiro partido político a suceder a Junta dos anos 1970. Eles estiveram no poder muitas vezes. O partido que os precedeu no poder desta vez, o esquerdista Syriza, traiu dramaticamente as esperanças nele depositadas. Como consequência, a Nova Democracia obteve o controle majoritário do parlamento, colocando a sociedade grega inteiramente à mercê de um único partido. Sua campanha dependia da promessa feita à sua base de direita de se vingar da esquerda, de anarquistas, de grupos revolucionários, prisioneiros, refugiados e outros alvos do ódio reacionário. Quando chegaram ao poder, eles inauguraram uma nova era de policiamento e repressão envolvendo novas tecnologias, leis anti-terrorismo, punições judiciais ao estilo dos EUA, o chamado policiamento e investigações de “qualidade de vida” e um aumento sem precedentes no estado policial e financiamento militar. Isso deixou muitos em choque.

Surpreendentemente, no entanto, apesar de enfrentar todos esses desafios, o movimento continua vibrante e visível. As pessoas continuam lutando contra as probabilidades. Diante desta junta pós-moderna, estendemos nosso amor a todos os outros ao redor do mundo que estão enfrentando a mesma reestruturação neoliberal e violência fascista.

>> Para ler o texto na íntegra, clique aqui:

https://pt.crimethinc.com/2021/02/28/grecia-o-fantasma-do-passado-da-junta-ressurge-a-greve-de-fome-de-dimitris-koufontinas

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chuva na rua
lágrimas nos olhos
orvalho da dor…

Carlos Seabra

[Grécia] Pôster | O Estado está assassinando o grevista de fome e sede Dimitris Koufontinas

Contra o estado de exceção para presos políticos
O Estado está assassinando o grevista de fome e sede Dimitris Koufontinas
Resistência! Cumprimento imediato de sua demanda de ser transferido para a prisão Korydallos

Desde o dia 8 de janeiro, o preso político D. Koufontinas está em greve de fome, resistindo ao totalitarismo estatal, o qual tenta vingativamente impor um estado de exceção a ele e a todos os que são alvos da repressão estatal. No dia 22 de fevereiro, ele pediu aos médicos da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital de Lamia que retirassem de seu braço os tubos que o estavam hidratando, já que ele não podia beber água por conta da fadiga. D. Koufontinas optou por resistir às contínuas operações repressivas e a consequente intimidação ideológica e propaganda dos meios de comunicação iniciando uma greve de fome, exigindo o seu direito indiscutível, que é garantido até pela mais recente lei autoritária, a qual infringe os direitos dos presos políticos, sua transferência para a prisão de Korydallos. A contínua expansão do estado de exceção aos presos políticos faz parte do amplo ataque aos direitos dos presos e ao horrível cenário nas prisões, perpetuados pelo Estado durante a pandemia. Além disso, faz parte do ataque generalizado do Estado contra a resistência social, de classe e todas as lutas, a fim de impor uma distopia de intensificação da exploração, repressão e submissão. 

Contra o Estado, a brutalidade capitalista e as operações contra-revolucionárias de imposição do totalitarismo moderno, a luta de D. Koufontinas, como todas as outras lutas pela vida, dignidade, liberdade, saúde e educação … é a luta de todos!

SOLIDARIEDADE É NOSSA  MELHOR ARMA!

Organização Política Anarquista – Federação de Coletivo

Tradução > A. Padalecki

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bem-te-vi
o que ele viu
que eu não vi

Ricardo Silvestrin

[EUA] Lições da História: Médicos Judeus Anarquistas Cuidavam de Imigrantes na Filadélfia

Por Sophie Panzer | 07/01/2021

Para fãs de história, menções de judeus anarquistas frequentemente provocam imagens dos discursos inflamados da ativista política Emma Goldman ou de tentativas de assassinato.

No entanto, muitos membros influentes da comunidade judaica anarquista unida da Filadélfia no séculos XIX passaram fora do radar devido às suas ocupações relativamente silenciosas: prestando assistência médica às comunidades carentes.

“Na Filadélfia no final do século XIX e início do século XX, havia um grande grupo de profissionais que praticavam medicina ou farmácia como meio de vida, ao mesmo tempo em que dedicavam grandes energias ao movimento anarquista”, o ativista trabalhista e historiador Robert Helms escreveu em seu artigo na Clamor Magazine “Médicos e Farmacêuticos entre os Primeiros Anarquistas da Filadélfia”. Esses profissionais, muitos dos quais eram judeus, tratavam pacientes, forneciam educação em saúde pública e contribuíam financeiramente para as causas políticas.

O sistema de saúde anarquista estava enraizado na imigração e no ativismo trabalhista. No final do século XIX, judeus russos migraram para os Estados Unidos para escapar dos massacres e leis anti-semitas.

Muitos se estabeleceram no Sul da Filadélfia, que era também lar de imigrantes italianos e irlandeses e de afro-americanos.

Os novos imigrantes, cuja maioria era pobre, aceitaram empregos nas fábricas que cresceram durante a rápida industrialização das cidades americanas. O governo impôs pouca ou nenhuma regulamentação sobre essas empresas, o que resultou em salários de fome e condições perigosas para os trabalhadores. Em suas memórias, o judeu anarquista da Filadélfia, orador iídiche e ativista trabalhista Chaim Lein Weinberg lembra-se de ter visto padeiros judeus em reuniões sindicais que ficavam tão exaustos após seus turnos de 16 horas que adormeciam em suas cadeiras.

O anarquismo, ou a teoria política que julga a autoridade governamental desnecessária e defende uma sociedade baseada na cooperação voluntária, atraiu aos membros desta crescente classe operária, que não viam utilidade para um governo que falhou em protegê-los. Também atraiu membros da elite intelectual judaica, muitos dos quais vieram de origens imigrantes e queriam ajudar seus companheiros.

Anarquismo e assistência médica se cruzaram no movimento dispensário.

Dr. Steven Peitzman, um médico aposentado e professor de medicina em tempo parcial na Drexel University College of Medicine, disse que enquanto a classe média e os habitantes ricos da Filadélfia pudessem contratar médicos para visitas domiciliares, as opções de assistência médica eram limitadas para os residentes dessas comunidades de  imigrantes. A responsabilidade de cuidar dos doentes e feridos recaiu desproporcionalmente sobre as mulheres da casa.

“O primeiro nível de cuidado geralmente seria os remédios caseiros, ou o que chamamos de remédios sem receita, muitos dos quais durante aquele período eram provavelmente inúteis e enriquecidos com álcool, e alguns até com cocaína”, disse Peitzman.

Em vez de contratar um médico ou ir a um hospital, os imigrantes muitas vezes recorriam aos dispensários, ou clínicas de saúde gratuitas. Essas instituições surgiram na Filadélfia e em outras cidades durante os anos de 1800 e forneceram medicamentos ambulatórios para tosse, “reumatismo”, indigestão, e outras doenças. Os dispensários nas áreas industriais também tratavam cortes e queimaduras. Jovens médicos recém-saídos das escolas médicas da cidade frequentemente usavam eles para ganhar experiência, e as clínicas refletiam o compromisso anarquista com a cooperação individual.

De acordo com Helms, um grupo de médicos judeus anarquistas fundou o Mt. Sinai Dispensary (“Dispensário Mt. Sinai) na 236 Pine St. em 1899. Os membros fundadores incluíam Max Staller, Leo Gartman, Bernhard Segal e Simon Dubin.

“Não é inesperado que alguns jovens médicos judeus vissem uma necessidade ali, particularmente se eles já eram versados em iídiche”, disse Peitzman.

Staller foi o primeiro presidente do dispensário. Gartman, que veio de uma família rica de imigrantes judeus alemães e começou uma fábrica de charutos na Seventh Street com a Passyunk Avenue antes de entrar na medicina, foi o primeiro tesoureiro. Ele se formou na Jefferson Medical College, atual Sidney Kimmel Medical College, e praticou urologia antes de entrar na clínica privada nas proximidades da Pine St. Ele se especializou no tratamento de doenças sexualmente transmissíveis, ficou conhecido por fornecer cuidados a trabalhadores do sexo e frequentemente palestrava nas reuniões realizados pelo Social Science Club (“Clube de Ciências Sociais”) liderado por anarquistas.

Segal, um pediatra amplamente respeitado, foi outro graduado em Jefferson Medical College. Seu obituário no Evening Bulletin declarava que “ele estabeleceu primeiro sua prática nas ruas Fifth e Queen, onde se tornou um médico de caridade, cuidando dos pobres gratuitamente”.

A clínica atendia trabalhadores judeus locais e imigrantes, que frequentemente sofriam de lesões relacionadas ao trabalho, DSTs e tuberculose. As Mulheres levavam seus filhos para tratamento de dores de ouvido e resfriados.

Peitzman disse que os modelos de prestação de assistência médica aos pobres mudaram à medida que o século XIX dava lugar ao século XX. O movimento de dispensários se extinguiu e foi substituído por hospitais de caridade. Na década de 1940, o Departamento de Saúde da Filadélfia formou clínicas de saúde que assumiram parte dos trabalhos que antes eram feitos pelos dispensários da cidade.

O Mount Sinai Dispensary eventualmente evoluiu para Mt. Sinai Hospital, que permaneceu aberto até 1997. Alguns dos fundadores do dispensário original permaneceram, e Staller continuou como cirurgião visitante. Embora a instituição que eles criaram tenha mudado, sua missão de preencher as lacunas no sistema de saúde não mudou.

Fonte: https://www.jewishexponent.com/2021/01/07/historys-lessons-jewish-anarchist-doctors-cared-for-philadelphias-immigrants/

Tradução > Brulego

agência de notícias anarquistas-ana

sobre a cerca,
os mais novos girassóis –
ninguém à vista

Rosa Clement

[Espanha] 8M | Nossa melhor defesa: feminismo de classe, sindicalista e combativo

Este ano temos vivido uma situação excepcional que nos permitiu, em maior ou menor grau, contemplar os estragos de uma sociedade cujas prioridades estão baseadas no capitalismo: o lucro econômico, a atividade frenética incessante e o consumo desmedido. Ficamos surpresas ao ver como, mais uma vez, foi dada prioridade à economia sobre a vida. Isto significa, como todas sabemos, perder vidas humanas em troca de salvar a temporada de verão ou natalina. Não podemos esquecer que as consequências desastrosas da COVID-19 caíram especialmente sobre as mulheres trabalhadoras, que têm sido essenciais na luta contra a pandemia desde os setores essenciais (limpeza, alimentação, saúde e assistência social, educação, etc.). Mais uma vez, as mulheres trabalhadoras tiveram que lidar com os problemas da conciliação. Desta vez, com uma dificuldade adicional: o teletrabalho.

Diante da óbvia necessidade de proteger as pessoas e de valorizar o cuidado, desde a Confederação Nacional do Trabalho, neste 8 de Março reivindicamos o feminismo de classe, sindicalista e combativo, como nossa melhor defesa. Um feminismo que transforme a vida desde a raiz e que se aprofunde nas chaves para a realização de uma sociedade orientada para o cuidado da vida e para colocá-la no centro. Um feminismo que encontre no sindicato uma ferramenta eficaz para recuperar nossas vidas, para protegê-las e para dignificá-las. Para conciliar vida e trabalho e para ter NOSSO tempo e priorizar o que é importante.

Porque é no sindicato onde, dia após dia, conquistamos nossos direitos e ganhamos terreno contra a exploração e a precariedade, contra as horas extras forçadas e não remuneradas, contra as horas de trabalho sem fim, contra as mudanças de horário que nos tornam incapazes de ter uma vida além do trabalho, contra a discriminação e os abusos, contra as demissões… Em suma, contra a falta de controle sobre nossa subsistência e nossas vidas.

É no sindicalismo combativo, onde recuperamos o que é nosso e trabalhamos juntas para dobrar o fardo que supõem – especialmente para as mulheres – as duplas e triplas jornadas de trabalho com que lidamos todos os dias: no trabalho, em casa, durante a maternidade… Um sindicalismo no qual lutamos para que estes fardos sejam realmente partilhados e a responsabilidade seja compartilhada, para ter garantias e cuidados cobertos para todas as pessoas dependentes e para conseguir conciliações que não envolvam a expulsão das mulheres do trabalho.

Um sindicalismo útil e eficaz, um espaço de aprendizado e de revisão, onde lembramos aquelas que vieram antes de nós e desde onde lutamos diariamente para erradicar a violência contra as mulheres, criando verdadeiras redes de apoio que afetam a vida de cada mulher e as melhoram através da defesa de nossos direitos. Onde envolvemos todas as pessoas que compõem o sindicato para construir essa sociedade mais justa que nos sustenta como pessoas e prioriza a vida acima de tudo.

Por tudo isso, é importante recordar que este 8 de Março, como todos os dias do ano, é no sindicalismo combativo, na CNT, o lugar onde podemos lutar desde um feminismo de classe, continuado e sustentado no tempo. É por isso que devemos continuar aprendendo, militando e sendo um exemplo em nossos sindicatos: formando outras mulheres, incentivando mais companheiras a fazer parte da mudança, sendo todas participantes e reconhecendo nossa capacidade.

Por um feminismo de classe, sindicalista e combativo, e por nós na CNT: Viva o 8 de Março e a luta das trabalhadoras!

Fonte: https://www.cnt.es/noticias/8m-nuestra-mejor-defensa-feminismo-de-clase-sindicalista-y-combativo/

agência de notícias anarquistas-ana

Noite de silêncio
Uma moça na janela
Contempla a neblina

Tânia Souza

[Espanha] Novos protestos em Barcelona a favor de Pablo Hasél

Mais uma noite (27/02) de manifestações em Barcelona pela libertação do rapper Pablo Hasél. O protesto foi um dos mais violentos desde a detenção do rapper em 16 de fevereiro: os manifestantes confrontaram a polícia, destruíram agências bancárias, saquearam lojas, incendiaram uma viatura policial e atacaram um hotel. Pelo menos 14 pessoas foram detidas pela polícia catalã.

Os distúrbios estenderem-se a outras cidades catalãs, como Sabadell, onde foram erguidas barricadas, Tarragona, onde uma agência bancária foi apedrejada e o ‘campus’ universitário vandalizado, e Lérida, onde uma viatura da polícia municipal foi também apedrejada e diversas lojas foram atacadas.

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agência de notícias anarquistas-ana

A mesma paisagem
escuta o canto e assiste
a morte das cigarras

Matsuo Bashô

[Reino Unido] Preservando a memória de Stuart Christie. Campanha de financiamento para criar um arquivo memorial em Londres

A vida do ativista e escritor Stuart Christie sempre foi atormentada por manchetes. “O anarquista britânico mais famoso” e “o anarquista escocês que tentou matar Franco em 1964” foram suas descrições mais comuns; mas o que era importante, como sempre, era o que estava nas letras pequenas: sua coragem, sua imaginação, sua lealdade, não apenas a suas crenças, mas a seus amigos e família, sua notável inteligência e seu humor autodepreciativo e pungente foram o que o caracterizou.

Infelizmente, em 15 de agosto, Stuart nos deixou para sempre. Para manter viva a memória das muitas histórias das quais ele fazia parte, um grupo de amigos, companheiros e familiares se propôs a criar um Arquivo Memorial em seu nome na sede das May Day Rooms (um espaço de arquivo e ponto de encontro para movimentos sociais e antagonistas) em Fleet Street, Londres. O arquivo incluirá fotografias, cartas, recordações pessoais, obras de arte, seus escritos, todas as obras produzidas por suas editoras (Cienfuegos Press e Christie Books) e seu conhecido Arquivo Audiovisual Anarquista.

Grande parte do material verá a luz do dia pela primeira vez, como as cartas que ele escreveu da prisão Carabanchel após sua tentativa fracassada de assassinar Franco, assim como fotografias de sua infância. O memorial também abordará outros momentos mais desconhecidos de sua vida, tais como seu papel como réu sem provas no julgamento da Angry Brigade (Brigadas da Raiva) ou a época em que ele viveu nas remotas Ilhas Orkney (norte da Escócia) e publicou um jornal (o Free-Winged Eagle) com imagens inéditas, compiladas por sua filha, Branwen.

Para financiar a criação deste arquivo, os colegas de Stuart iniciaram uma campanha de crowdfunding (micro-doações on-line) no site GoFundMe. Qualquer pessoa que queira e possa contribuir com qualquer quantia de dinheiro. O dinheiro arrecadado não só será usado para alugar o espaço físico do projeto e contratar a arquivista Jessica Thorne (uma pesquisadora de doutorado cujo trabalho se concentra em prisioneiros anarquistas na Espanha de Franco) para montá-lo, mas também será usado para digitalizar todo o seu conteúdo e torná-lo acessível a todos na internet. Também será usada para republicar sua autobiografia (Minha avó me fez um anarquista, uma obra mais extensa que Franco me fez um terrorista, a versão publicada na Espanha) e sua trilogia dos romances Pistoleros!: As Crônicas de Faquhar McHarg.

Além disso, algumas palestras e eventos informativos sobre sua figura serão organizados e, dependendo da quantidade de dinheiro arrecadado, será instalado um monumento físico ao Stuart. Um vitral está sendo projetado atualmente para ser colocado nas May Day Rooms e, como estas não são abundantes na arte secular – muito menos na arte anarquista – gostaríamos de vê-lo, por isso encorajamos você a soltar sua mosca. Finalmente, se o crowdfunding exceder suas metas máximas de financiamento, os organizadores se reunirão para decidir como expandir o projeto ou, alternativamente, realocar esses fundos para grupos de apoio aos prisioneiros e/ou projetos de alcance libertário.

O link para contribuir para o financiamento coletivo e manter viva a memória de Stuart Christie pode ser encontrado clicando aqui:

https://www.gofundme.com/f/stuart-christie-memorial-archive

Notícias sobre o projeto serão publicadas em sua página do Facebook (ArchiveStuart) e em sua conta no Twitter (ArchiveStuart). [ambas em inglês]

Fonte: https://www.todoporhacer.org/memoria-stuart-christie/

Tradução > Liberto

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agência de notícias anarquistas-ana

em zigue-zague
mosquitos-pólvora pairam
final de tarde

Marcos Amorim

[Grécia] Milhares de estudantes protestam contra nova lei de segurança nas universidades

Milhares de estudantes universitários e outros ativistas saem às ruas pelo terceiro dia consecutivo no centro de Tessalônica e Atenas nesta quinta-feira (25/02) em protesto contra a lei que impõe a presença de um corpo policial nas universidades e também contra a repressão policial.

De acordo com as novas medidas aprovadas em 11 de fevereiro pelo parlamento dominado pela direita, a polícia pode patrulhar as instalações universitárias e efetuar detenções.

O acesso da polícia às universidades esteve proibido durante décadas e suscitou um amplo debate político no país sobre as liberdades nos recintos universitários.

O atual Governo conservador da Nova Democracia (ND) argumenta que as anteriores regras permitiam “atividade criminal e protestos violentos” no interior das universidades.

Parte da atual controvérsia tem origem na ditadura militar na Grécia (1967-1974), quando as universidades constituíam um importante núcleo de resistência política.

Com a aprovação desta lei, e pela primeira vez desde a queda da ditadura em 1974, as forças policiais são autorizadas a regressar às universidades gregas.

A presença da polícia nas universidades, tradicionalmente muito politizadas, sempre constituiu uma questão delicada na Grécia, onde ainda permanece muito presente a sangrenta repressão pelo exército e polícia, em novembro de 1973, de um movimento estudantil na Escola Politécnica de Atenas em protesto contra a ditadura dos coronéis.

Fonte: agências de notícias

agência de notícias anarquistas-ana

inútil, inútil
a forte chuva
mergulha no mar

Jack Kerouac

[Espanha] Novidade editorial: “Los campos de concentración de Franco. Sometimiento, torturas y muerte tras las alambradas”, de Carlos Hernández de Miguel

Os campos de concentração foram o primeiro pé de um sistema repressivo, um holocausto ideológico, que converteu toda Espanha em um imenso cárcere repleto de covas. Neles, presos políticos e prisioneiros de guerra foram assassinados, morreram de fome e enfermidades, padeceram todo tipo de torturas e humilhações.

Os dados são necessários e as provas documentais são fundamentais, mas nada tem verdadeiro sentido se não somos capazes de entender que detrás de cada cifra, de cada lista, de cada campo de concentração franquista houve milhares e milhares de homens, de mulheres, de famílias….

Esta obra é um livro imprescindível por jogar luz sobre um dos capítulos menos estudados e conhecidos da repressão franquista.

Citações:

“Estarrecedor relato. Uma obra de leitura obrigatória que desnuda as mentiras do franquismo, documentada de forma esplêndida e minuciosa.” – Baltasar Garzón

“Uma investigação tão heroica como necessária. O novo livro de Carlos Hernández de Miguel me comoveu até as raízes.” – Ian Gibson

“Os campos foram parte de uma complexa estratégia do terror dentro de um projeto ideológico muito amplo para aniquilar a cultura política e moral da Espanha Republicana. Este tema tão crucial para a recuperação da memória histórica na Espanha encontrou em Carlos Hernández de Miguel seu cronista ideal. Nos oferece uma história dolorosa mas necessária, baseada em uma investigação exaustiva e apresentada em uma prosa lúcida, do sofrimento imposto sobre milhares de espanhóis e suas famílias por Franco e seus seguidores.” – Paul Preston

Ediciones B, Colección B de Bolsillo. 560 páginas, 24,90 €, Barcelona 2021

Tradução > Sol de Abril

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Quietos, no jardim,
mãos serenadas. Na tarde,
o som das cigarras.

Yberê Líbera

Encontro digital | “Cultura Libertária e militância Anticlerical no Brasil (1901-1935)”

Neste sábado, 27 de fevereiro, a partir das 19 horas, o Centro de Cultura Social (CCS) receberá em seu canal no YouTube Cleber Rudy, Doutor em história pela UNICAMP, professor em Santa Catarina, autor do livro “O anticlericalismo sob o manto da Republica”. Ele falará sobre “Cultura Libertária e militância Anticlerical no Brasil 1901-1935”.

Resumo

O anticlericalismo enquanto concepção teórica e prática de oposição à dominação clerical foi cultivado de início nas sociedades contemporâneas europeias – especialmente em regiões de grande projeção católica –, mas que sem demora, encontrou solo fértil, para a sua propagação também no Brasil. Nesse sentido, o presente estudo propõe investigar o anticlericalismo (com ênfase na sua versão mais radical, defendida pelos anarquistas), assim como o conteúdo do discurso anticlerical difundido na imprensa e na literatura que, no início do século 20, circulou e foi produzida no Brasil.

>> Canal do CCS no YouTube:

www.youtube.com/centrodeculturasocial 

FB: https://www.facebook.com/events/203407198158369

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rugas na alma,
não resolve
nem acalma

João César dos Santos