[França] Saiu o “Le Monde Libertaire” N°1861 – Maio 2024

A ALEGRIA DE APRENDER*

Os anarquistas sabem bem: a realidade de um novo mundo sem leis, sem policiais, sem prisões, sem hierarquia, passará pela educação. Uma educação emancipatória, a promessa de novos comportamentos que nos permitam viver juntos os valores da autonomia, da responsabilidade e da solidariedade. De La Ruche a Boaventura, os anarquistas não se contentavam com palavras. Hoje, olhemos com atenção para o autogerido Liceu de Paris ou para o Liceu Econômico de Saint-Nazaire, que as autoridades gostariam, sem dúvida, de ver desaparecer.

Este dossiê privilegia as pedagogias emancipatórias, a fim de descrever o que poderia ser essa educação.

Saboreemos o que Henri Laborit diz sobre ela: “Ela deve ser capaz de se impor à vida a cada momento, de penetrá-la, de ser incorporada a ela. E não só a vida profissional, mas a própria vida. A do aperto de mão, a do jornal que se lê à noite a caminho de casa, a do problema familiar ou social que se tem de resolver, a das relações internacionais. Abala todos os valores, dos mais óbvios aos mais questionáveis. Ela questiona tudo incansavelmente. Incita a revolta contra preconceitos, conceitos desgastados, verdades primárias, ‘essências’, certezas admiráveis, moral, ética, contra palavras, todas as palavras se não levarem à escrita de um poema, e quando ele é escrito, rasgar a folha que o aceitou.” (A Nova Grade, Edições Folio)

* do título do livro de Pierre Kropotkine e Elisée Reclus, publicado pela Héros-Limite.

monde-libertaire.fr

agência de notícias anarquistas-ana

manhã de laranjeiras
canta na sombra o sabiá
que calor

Rita Schultz

[Alemanha] Anarquistas incendeiam a casa do chefão da fabricante de armas Rheinmetall por armar Kiev

Anarquistas alemães reivindicaram a responsabilidade por incendiar a casa de veraneio do chefe da principal empresa de armas da Alemanha, Rheinmetall, Armin Papperger, informou o ‘Bild’. “A empresa se enriquece fornecendo armas para a Ucrânia”, comentaram eles.

O incidente ocorreu de 28 a 29 de abril no município de Hermannsburg, no estado da Baixa Saxônia. De acordo com os autores do incêndio, a Rheinmetall está se beneficiando do “ponto de inflexão”, como declarou o chanceler Olaf Scholz em relação à operação militar especial russa na Ucrânia. “O consórcio coleta e reforma tanques antigos de vários tipos, que podem ser vendidos para a Ucrânia junto com munição para obter altos lucros”, continuaram.

“A Rheinmetall planeja, produz e mata não apenas em escala nacional”, continua a declaração, publicada pelos ativistas no portal Indymedia Alemanha.

A Rheinmetall é uma das maiores fabricantes de equipamentos militares da Europa. Em 2023, seu faturamento cresceu 12%, chegando a 7,1 bilhões de euros. O relatório anual aponta diretamente que a empresa se beneficiou especialmente do aumento da demanda devido ao conflito armado na Ucrânia.

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Pulgas e piolhos
E o cavalo a urinar
Ao lado da cabeceira.

Matsuo Bashô

[Canadá] Convite para a Feira Anarquista de Zines de Montreal

Nossas armas são coragem e ideias bonitas.

Todos os anos, em maio, o desabrochar da primavera convida os anarquistas a refletir sobre ideias e práticas subversivas, por toda a história assim como nos dias atuais. A destruição total de toda autoridade é o projeto que incendeia nossos corações. Desconfiamos de estratégias políticas e, em vez disso, propomos uma anarquia em que os meios e os fins sejam coerentes, sem esperar pelo “momento certo”, sem concessões.

A luta pela liberdade é infinita, uma constante que se estende por várias vidas e com infinitas possibilidades. Somente por meio do conflito permanente criaremos espaços onde poderemos respirar (juntos) por pouco tempo, sonhando e planejando a liberdade total.

Esta Feira é um momento para aprimorar as análises e críticas necessárias ao projeto de insurreição. Seu objetivo é alimentar sua imaginação. Estamos buscando aqueles que sonham com a liberdade ilimitada e que lutam por uma reviravolta completa da sociedade, e não apenas por sua reorganização. Livros, zines, encontros e discussões são indispensáveis para esse projeto de libertação – eles dão sentido às nossas ações e vice-versa.

Incentivamos textos (auto)publicados criados por companheiros que não estejam presos ao setor de publicação de livros. Queremos libertar a caneta da censura e o livro da comercialização. Queremos que os textos sejam distribuídos por meio de uma organização autônoma, com o objetivo de compartilhar ideias com aqueles que se sentirem inspirados por elas. Isso só pode ocorrer em um espaço livre, rejeitando os direitos autorais e os mercados “alternativos”. Esta Feira é organizada de forma autônoma, por meio de associação e participação voluntária, e sem nenhum apoio institucional.

Junte-se a nós nos dias 11 e 12 de maio de 2024, sob o viaduto Van Horne (ao norte dos trilhos). Venha para dois dias de discussões, leitura, música e cumplicidade. Haverá várias mesas com zines e livros sob o viaduto e algumas apresentações seguidas de discussões no pequeno parque próximo. Haverá shows à noite, além de comida e café no local.

* Fortemente sugerimos que deixem seus telefones, câmeras, e todos os outros X9s tecnológicos longe do evento.

* A Feira ocorrerá ao ar livre e independente de condições climáticas – venha com roupas apropriadas.

* Para detalhes sobre os tópicos das discussões e uma agenda venha ao nosso site https://mtlanarchistzinefair.noblogs.org/

Tradução > anarcademia

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Montanha a sorrir –
Tão próxima da metrópole
Na janela do carro.

Haku-u Akao

6 ativistas do grupo anarquista Black Nightingales presos na Bielorrússia

Através de um vídeo de propaganda no YouTube publicado pela mídia estatal, pudemos saber que anarquistas do grupo “Black Nightingales” [“Rouxinóis Negros”, em tradução livre] foram detidos na Bielorrússia há vários meses. De acordo com a versão do regime, eles estavam planejando atacar a infraestrutura estatal e sabotar o apoio aos militares russos na Bielorrússia. A lista dos membros do grupo inclui Maria Misyuk, Trofim Barysau, Sergey Zhigalyou, Dmitry Zahoroshko, Anastasia Klimenka e Aleksandra Pulinovich. Com base na atitude do regime bielorrusso em relação aos anarquistas, acreditamos que qualquer testemunho tenha sido obtido sob tortura até que se saiba o contrário.

O regime de Lukashenko frequentemente divulga histórias épicas sobre seus oponentes políticos, nas quais ele conta sua própria versão da história. E não importa quanta verdade haja nessas histórias – é importante transmitir o clima de ameaça constante representado pela Ucrânia e pelo “Ocidente” em geral. Não é à toa que o próprio filme enfatiza tanto o fato de Maria Misyuk ter cidadania ucraniana. Nos últimos 30 anos ouvimos a mesma coisa: “inimigos, inimigos em toda parte”. Por um lado, pode-se dizer que ninguém na Bielorrússia acredita mais nesse absurdo, mas a realidade é mais complicada e uma parte da sociedade continua a consumir a propaganda do Estado bielorrusso misturada com a loucura transmitida pelo “mundo russo”.

Por outro lado, podemos dizer com segurança que, apesar de todas as tentativas de esmagar o movimento anarquista da parte da GUBOP/KGB em 2020 e de outras estruturas punitivas, os anarquistas ainda existem na Bielorrússia. As ideias de libertação do autoritarismo e de criação de uma sociedade com base na solidariedade e na cooperação continuam a animar as mentes dos bielorrussos que estão prontos para resistir à ditadura de Lukashenko. As tentativas de tornar os ativistas do grupo “Black Nightingales” apenas “crianças” que não sabiam o que estavam fazendo são ridículas. No país onde em 30 de abril de 2024 pelo menos 153 pessoas com 22 anos ou menos estão presas por motivos políticos, vemos que os jovens não são apenas “recrutas da revolução”, mas grandes participantes da luta contra a ditadura. E os órgãos de punição sabem disso muito bem. Caso contrário, o vídeo sobre a necessidade de combater a radicalização dos jovens não teria aparecido na mídia estatal.

Hoje é difícil julgar exatamente o que aconteceu e as repressões contra o grupo, mas já podemos dizer que, por sua coragem de resistir politicamente ao regime de Lukashenko em uma sociedade constantemente aterrorizada pelo Estado, os ativistas merecem profundo respeito e solidariedade não apenas do movimento anarquista, mas também de toda a diáspora bielorrussa. Por meio de sua luta, eles estão abrindo caminho para um futuro livre de ditadores, fascismo e guerra.

Fonte: https://pramen.io/en/2024/04/6-activists-of-the-anarchist-group-black-nightingales-were-arrested-in-belarus/

Tradução > anarcademia

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na cama de nuvens
o sol espreguiça-se
oblongo

Eugénia Tabosa

O Estado e o seu completo descaso ambiental

Nos últimos dias estivemos alertando sobre os impactos destrutivos que o Estado vem formalizando em nome da economia brasileira, sem sequer pensar em suas consequências.

A aprovação da PL 364/19 foi uma delas. “A PL aprovada no dia 21 de março de 2024 levará à devastação de, pelo menos 48 milhões de hectares só de campos nativos, o equivalente às extensões somadas do Rio Grande do Sul e do Paraná. 50% do Pantanal, 32% dos Pampas e 7% do Cerrado” (segundo os dados da Agência Brasil).

Foi feito também pelo Canal Abya Yala uma entrevista com o povo Guató assim como a leitura da carta de repúdio a essa PL do Desmonte Ambiental, antes mesmo do ATL [Acampamento Terra Livre].

A natureza também precisa descansar e ela tem vivido ciclos agitados, por causa da negligência principalmente daqueles que querem dar seguimento aos seus projetos ambiciosos. Nós indígenas e todos aqueles que lutam pela Vida e pelo Bem Viver, não vamos deixar de informar a população sobre as negligências do Estado e todos os seus representantes, pois nós somos PRO-VIDAS humanas e não humanas!

Apenas a solidariedade entre nós pode amenizar a tristeza dessas famílias. Chegou a nós a informação de 200 famílias indígenas desabrigadas em Serrinha [norte do Rio Grande do Sul], nas demais localidades diversas famílias se encontram ilhadas.  Deixaremos aqui dados para apoiar algumas comunidades:

Retomada Indígena Guarani Nhandeva, pix:03287433059

(Laercio)

Quilombo Dos Machados pix:quilombodosmachados@gmail.com

(Vanda Tamires)

siga: @canal_abya_yala473 para acompanhar o plantão dos povos indígenas

Autonomia Indígena Libertária (AIL)

#levanteounada

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E tu, aranha
como cantarias
neste vento de outono?

Matsuo Bashô

Violência é… Ridículo é… Mixaria é…

Salário mínimo de R$ 1.412,00! 

Em fevereiro de 2024, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 6.996,36 ou 4,95 vezes o mínimo reajustado para R$ 1.412,00, aponta o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). A análise do DIEESE considera que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

Só com lutas teremos salários dignos!

Sem conflitos não há vitórias!

Resistência – Ação Direta – Auto-organização!

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pequena abelha
deixa em mim
a sua dor

Alexandre Brito

[Colômbia] De 11 a 19 de maio A Fúria Anarquista retorna!

De 11 a 19 de maio A Fúria volta!!! Em diferentes espaços de resistência, autogestão, encontro, rebeldia e cultura anarquista.

Convidamos você a participar, compartilhar e criar em diferentes oficinas, palestras, lançamentos de livros, peças de teatro, encontros, caminhadas e outros eventos em torno do pensamento e da criação de novos mundos possíveis.

A partir do dia 11 de maio, você poderá participar de cerca de 30 eventos culturais e de uma feira de livros anarquista, com mais de 40 adesivos, editoras e projetos que estão pensando/criando rebeliões a partir da autogestão.

Uma Fúria para nos encontrarmos, nos reconhecermos, conspirarmos e resistirmos através da cultura da liberdade!

Nos encontramos no A Fúria!

Siga A Fúria em: https://www.instagram.com/lafuriaanarquista/

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2023/05/12/colombia-furia-anarquista-do-livro-e-da-cultura/

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Hora do recreio:
periquitos tagarelas
brigam pelas mangas.

Anibal Beça

[Espanha] Fala antifascista durante 1° de maio da CNT-AIT em Barcelona

“Lutar contra o fascismo não é votar no PSOE [Partido Socialista Operário Espanhol], no Sumar [partido de esquerda], no Comunes, no ERC [Esquerda Republicana da Catalunha]… ou em merdas semelhantes.

Para enfrentar o fascismo, precisamos do antifascismo, e o antifascismo é, acima de tudo, autodefesa contra o projeto político do capitalismo e contra aqueles que querem dividir a classe trabalhadora para impedir que a aliança de classes coloque em risco seu sistema e seus privilégios.

Contra o fascismo, tecemos a unidade da ação antifascista e anticapitalista!

Hoje, com os companheiros e companheiras da CNT-AIT Barcelona.”

Santi Aranya

CNT-AIT Catalunha

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No olho das ruínas
as íris dos vaga-lumes
sob as tranças de ervas.

Alexei Bueno

[Portugal] 50 Anos do Centro de Cultura Libertária!

11 de Maio

18h | Recordando o companheiro Carlos Pimpão (1949-2023)

Vídeo, conversa e jantar

18 de Maio

17h30 | 50 anos de CCL, 50 anos de lutas

Exposição, conversa e jantar

25 de Maio

16h | Convívio Anarquista na Trafaria

Picnic, bancas e música. Traz comes e bebes!

no Parque de Merendas da Trafaria

(Rua Projectada à Avenida 25 de Abril)

8 de Junho

15h30 | Faz a tua fanzine! Oficina para todas as idades

17h30 | Apresentação da fanzinoteca do CCL

culturalibertaria.blogspot.com

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2023/05/20/portugal-20-de-maio-no-ccl-por-um-novo-espaco-para-o-centro-de-cultura-libertaria-jantar/

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Periquitos na palmeira
nem sobrou coquinho
— vôo sobre o pomar

Rogério Viana

[Espanha] Breve crônica do 1° de Maio em Cádiz

Neste Primeiro de Maio, companheiros e companheiras da CNT AIT de Cádiz e Chiclana, celebramos o Dia Internacional da Classe Trabalhadora, manifestando-nos pelas ruas da capital caditana.

A manifestação, onde participaram vários coletivos sociais e populares assim como os sindicatos combativos de classe, saiu às 12h00 da rotária em frente à Estação San Severiano dirigindo-se por esta mesma Avenida de San Severiano em direção aos bairros operários de Guillén Moreno, Segunda Aguada, Avenida Lacave para chegar à Praça da Aviação finalizando em plena Praça del Loreto.

Saúde, Anarquia e Revolução Social.

CNT-AIT, Cádiz

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Noite iluminada.
Uma borboleta
desgarrada no varal.

Paulo Sérgio Vieira

[Grécia] Líder do partido neonazista Aurora Dourada sai em liberdade condicional

A justiça grega concedeu hoje (02/05) liberdade condicional ao líder do partido neonazista Aurora Dourada, preso pelo assassinato de um `rapper` antifascista há dez anos, Pavlos Fyssas.

Nikos Michaloliakos foi condenado em 2020 a 13,5 anos de prisão como líder de uma organização criminosa que durante anos teve como alvo imigrantes e opositores políticos.

Entre os crimes atribuídos a este grupo neonazista contam-se os assassinatos, em 2013, de um `rapper` antifascista e de um migrante paquistanês, bem como espancamentos graves de pescadores egípcios e de sindicalistas comunistas.

Os magistrados da cidade de Lamia, centro da Grécia, proibiram o matemático de 66 anos e negacionista do Holocausto de sair da área metropolitana de Atenas e obrigaram-no a apresentar-se na delegacia de polícia uma vez por mês.

Os magistrados declararam ainda que não está autorizado a entrar em contato com outras pessoas condenadas no âmbito do processo.

A agência noticiosa estatal ANA indicou que Nikos Michaloliakos já estava fora da prisão desde 2022, pois fora transferido para um centro de reabilitação a oeste de Atenas após uma grave crise de covid-19.

Antigo cadete oficial e leal ao ditador grego Georgios Papadopoulos, Michaloliakos já tinha passado algum tempo na prisão no final da década de 1970, por causa de uma série de ataques explosivos com bombas.

A partir da prisão, escreveu regularmente artigos para o portal do Aurora Dourada, descrevendo a sua condenação como “perseguição política” e rejeitando as provas contra ele como infundadas.

O Aurora Dourada, uma organização xenófoba e antissemita fundada por Michaloliakos, foi durante décadas um partido marginal até à crise da dívida do país, em 2010.

O partido capitalizou então a raiva pública contra a imigração e as políticas de austeridade para entrar no parlamento pela primeira vez em 2012, com um total de 18 lugares.

No auge da sua influência, foi o terceiro maior partido do país no Parlamento.

Apesar da sua queda, o Aurora Dourada continua a atrair dezenas de milhares de eleitores gregos.

O antigo porta-voz do partido, Ilias Kasidiaris, que também está a cumprir uma pena de 13,5 anos de prisão, apoiou um partido até então desconhecido, o Spartans, nas eleições nacionais do ano passado.

O partido recebeu mais de 240.000 votos e conquistou 12 lugares no parlamento. O líder do Spartans agradeceu publicamente a Kasidiaris por ter “ajudado” a ascensão do partido.

Fonte: agências de notícias

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2020/10/08/grecia-partido-neonazista-aurora-dourada-declarado-organizacao-criminosa-em-julgamento-historico/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2020/03/06/grecia-julgamento-do-aurora-dourada-nao-sao-inocentes/

agência de notícias anarquistas-ana

ventania lá fora
uma mosca no rosto
lívido da vidraça

Rogério Martins

[Espanha] 1º de Maio. Dos mártires de Chicago a Ramón Acín

As centrais sindicais anarcossindicalistas de Huesca mostraram sua força no 1º de maio.

A partir da CNT, juntamente com a CGT, organizamos um Primeiro de Maio em Huesca, caracterizado por uma manifestação que superou em número os chamados sindicatos majoritários e um dia inteiro de eventos em um local muito simbólico para Huesca, o monumento das gravatas-borboleta de Ramón Acín, recuperando o significado revolucionário desse símbolo de Huesca.

A manifestação, o teatro e os shows no monumento das gravatas-borboleta mostraram a revitalização do anarcossindicalismo na cidade, que saiu às ruas para comemorar os mártires de Chicago e a memória de Ramón Acín, incentivando aqueles de nós que querem um mundo novo a continuar se organizando e trabalhando dia após dia.

Neste século de ideologias e ideais confusos, em que o 1º de maio parece ser apenas um feriado e não um dia da classe trabalhadora, e quase 150 anos depois dos mártires de Chicago, sindicalistas anarquistas que lutaram por “oito horas de trabalho, oito horas de lazer e oito horas de descanso”, a CNT e a CGT exigiram a semana de trabalho de 30 horas e o trabalho sindical como uma ferramenta mais necessária do que nunca para continuar a conquistar direitos para a classe trabalhadora.

O manifesto da CNT enfatizou a necessidade de organização e o modelo das seções sindicais como uma projeção dos valores de apoio mútuo, solidariedade e ação direta nas empresas. Um modelo de sindicalismo que está se espalhando e fez com que o sindicato crescesse significativamente no último ano.

Após a leitura dos manifestos, houve uma peça de Sandra Lanuza e Vic Crespo, também inspirada nos laços, que abordou questões atuais, como o problema da moradia ou o uso da IA, com a bela participação do público, que foi incentivado a trazer seus próprios laços de papel.

Em seguida, foi a vez dos shows, em que A. Matraka e Viki Lafuente reverteram canções revolucionárias com novos ritmos e vozes. Ouvir as canções míticas dos trabalhadores no belo cenário do parque e dos laços emocionou mais de um de nós. Depois foi a vez do rap político e combativo com Manu Haller e o muito jovem Zorro Negro. Versos como “viver lutando perseguindo uma quimera”, da música “alma guerreira”, nos fizeram lembrar por que estávamos ali, bem como as lutas que hoje marcam nossa Aragão, como a do Canal Roya. Finalmente, foi a vez do DJ Rural Pogo, que animou o final das apresentações, fazendo com que mais curiosos se juntassem ao evento e estendendo o 1º de maio até depois das 20h.

Queremos agradecer à CGT por ter organizado esse dia em conjunto, a todas as pessoas que apoiaram a manifestação, a todos os artistas que trouxeram sua arte para compartilhá-la. Foi lindo ouvi-los com suas gravatas-borboleta protegendo as costas. Como se fôssemos os herdeiros diretos de todos os anarquistas que sacudiram as consciências há quase 100 anos, continuaremos a fazê-lo. Continuaremos a deixar nossa marca para construir um mundo mais justo e igualitário, semeando as sementes da revolução social. Isso é tão necessário hoje, se não mais, do que era há 100 anos.

Embora alguns argumentem, de forma interesseira, que as sociedades modernas evoluíram para além das divisões de classe, as desigualdades econômicas e sociais persistem e continuam a gerar conflitos. Nós, anarcossindicalistas, alertamos que esse capitalismo tardio, cada vez mais violento com a classe trabalhadora, não deixará espaço para a vida se lutarmos e nos organizarmos para criar alternativas.

No mundo contemporâneo, a luta de classes se manifesta de várias maneiras, adaptando-se à dinâmica mutável da globalização, da tecnologia e da política. Um dos aspectos mais proeminentes dessa luta é a diferença cada vez maior entre ricos e pobres.

Sem mencionar a origem colonial de toda a acumulação de capital nos últimos 500 anos, organizando o mundo em um “Norte” onde a vida é confortável e o acesso a recursos é abundante, e um “Sul” explorado onde as empresas e os países extrativistas ocidentais roubam os recursos de seu povo. Esse sistema capitalista foi fundado sobre as vidas de pessoas racializadas, escravizadas e deslocadas de seus lares para obter recursos e terras agrícolas, bem como sobre as vidas da classe trabalhadora europeia que criou a revolução industrial em regime de semiescravidão. Todas as conquistas de nossos ancestrais sindicalistas estão por um fio e, pouco a pouco, estamos perdendo direitos que exigiram sangue para serem conquistados.

Além das disparidades econômicas, a luta de classes em 2024 também se manifesta na esfera política e cultural. Em muitos países, vemos uma polarização e uma radicalização crescentes, com movimentos de extrema direita e nacionalistas explorando as divisões da classe trabalhadora para promover suas agendas. Essas divisões se refletem em debates sobre imigração, direitos trabalhistas, acesso à moradia e outras questões cruciais.

Em um momento em que os direitos trabalhistas e a dignidade dos trabalhadores continuam a ser desafiados em todo o mundo, exemplos de vida como o de Ramón Acín e o significado do 1º de maio assumem uma relevância ainda maior. É necessário lembrar e honrar aqueles que dedicaram suas vidas à luta por um mundo mais justo e equitativo, e continuar trabalhando juntos para concretizar sua visão de um futuro melhor para todos. A vida e o sacrifício de Ramón Acín ou os mártires de Chicago nos ensinam que a luta pela justiça social e pela igualdade é um empreendimento contínuo, que exige coragem, compromisso e solidariedade.

O ícone das gravatas-borboleta, sobrevivente de uma ditadura, nos lembra que, mesmo nos momentos mais sombrios da história, a criatividade, a coragem e a solidariedade podem brilhar intensamente. Por meio de pequenos gestos de resistência e humanidade, podemos desafiar a injustiça e plantar sementes de mudança e esperança no mundo. Assim, os passarinhos em destaque neste Primeiro de Maio são um lembrete da importância de manter nossos ideais vivos e de nossa capacidade de enfrentar a adversidade com engenhosidade e coragem. Em um mundo marcado pela injustiça e pela desigualdade, nunca devemos subestimar o poder transformador de um simples gesto de solidariedade.

Neste 1º de maio, os anarcossindicalistas saem às ruas, como todos os anos, para lembrar que, embora pareçamos poucos, somos incansáveis.

Continuaremos a trabalhar como formigas, organizando-nos, lutando para conquistar os direitos de todos os trabalhadores, porque, como disse o vídeo promocional da CNT de Huesca para este 1º de maio, “nós o fizemos, nós o fazemos e continuaremos a fazê-lo. Nós, a classe trabalhadora, escrevemos o roteiro”.

>> Mais fotos: https://aragon-rioja.cnt.es/1-mayo-de-los-martires-de-chicago-a-ramon-acin/

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

A ponte é um pássaro
de certeiro vôo: sua sombra
perdura na lembrança.

Thiago de Mello

[Espanha] Madrid: Crônica do 1º de maio de 2024 – Dia do Trabalhador CNT-AIT

CNT-AIT de Madrid, convocou neste primeiro de maio uma manifestação no bairro de Vallecas. A manhã se apresentou desagradável, com chuva, o que não impediu que centena de anarcossindicalistas nos juntasse neste dia de luta e comemoração, sob o lema de “Estado e Capital, aliança criminosa”, para denunciar uma vez mais as graves desigualdades e injustiças sob as quais estamos submetidas.

Durante o percurso fizemos primeiro uma parada para denunciar a colaboração do Banco Santander com o genocídio de Gaza através do financiamento de empresas armamentistas, e da limpeza étnica e do roubo de terras nos territórios ocupados na Palestina. Denunciamos também a constante redução de equipe e fechamento de escritórios que realiza o Santander desde ha uns anos apesar de seus altíssimos lucros empresariais.

Mais adiante, paramos ante um escritório dos Correios, empresa com a qual atualmente mantemos litígio pela perseguição a um companheiro, e na qual, desde ha anos vimos brigando para melhorar as condições de trabalho em uma empresa de origem pública, que desde que foi privatizada não fez mais que piorar tanto as condições de trabalho como o serviço, deixando geralmente de entregar a tempo comunicações da administração pública, gerando graves problemas às pessoas.

Por último, e já em Puente de Vallecas, fechamos a manifestação com um comício no qual se repassou os graves problemas que enfrentamos como humanidade, e fazendo um chamado militante à mobilização contra tanta injustiça.

Não nos esquecemos tampouco de dedicar uns momentos à lembrança dos companheiros que nos deixaram este ano.

Fonte: https://cntmadrid.org/cronica-del-1-de-maio-de-2024-dia-del-trabajador-cnt-ait/

Tradução > Sol de Abril

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vento de outono
a silenciosa colina
muda me responde

Matsuo Bashô

[Grécia] “Prepare-se para a guerra”: um cartaz contra a guerra e a paz dos soberanos

“Se não dermos a resposta certa como União Europeia e não dermos à Ucrânia ajuda suficiente para deter a Rússia, seremos os próximos. Consequentemente, devemos estar preparados defensivamente e passar para um modo de economia de guerra… Se quisermos a paz, devemos nos preparar para a guerra.” – Charles Michel, presidente do Conselho Europeu, 19/03/2024

Cada vez mais líderes de Estado europeus repetem em todos os tons:

“Prepare-se para a guerra”

Este apelo constante está em absoluta relação com os preparativos de guerra e quer impor um silêncio mortal face às ordens estatais/transnacionais, conseguir o máximo de recrutamento possível de cidadãos e chantagear a nacionalização das consciências. E tudo isto num ambiente de agudização das rivalidades intra-impérios, de aumento das frentes de guerra, de intensificação da exploração e subjugação, de expansão da desertificação social.

Indisciplina

a cada comando soberano e às sugestões de todos os tipos de poderosos e especialistas

Insubordinação

aos preparativos de guerra e maquinaria militar

sabotar

as operações militares do Estado grego e dos seus aliados

Assembleia de anarquistas contra o mundo do poder, as guerras e a paz dos soberanos

blog: againstobvious.espivblogs.net | e-mail: against_obvious@espiv.net

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As flores à noite
recendem pelo caminho.
Lembro-me de ti.

Thiago Souza

[Espanha] Barcelona: El Lokal permanece no Raval!

A Associació Cultural el Raval foi fundada em junho de 1987 com o objetivo de estabelecer um local no centro da cidade para produzir, distribuir, trocar e vender materiais alternativos e antiautoritários. Ela foi criada por oito pessoas do Ateneu Llibertari del Poble Sec que, juntamente com colegas do Ateneu Llibertari de Reus, publicavam a revista La Lletra A. Abrimos o El Lokal em outubro do mesmo ano. Para que ele fosse realmente útil para as lutas do bairro e da cidade, decidimos que funcionaria de forma assemblearia e autogestionada, sem subsídios ou patrocínios, financiado pela atividade gerada no espaço, pelas taxas de associação e pelas atividades necessárias. E assim tem sido há 37 anos, demonstrando que é possível, apesar das dificuldades. Além dos materiais que produzimos e divulgamos, o El Lokal é um espaço de referência para as lutas locais, mas também para a criação de redes internacionais de solidariedade. Uma de nossas principais atividades é fornecer materiais e infraestruturas para movimentos de transformação social. E gostaríamos de continuar fazendo isso. Este ano, nosso contrato de aluguel está chegando ao fim e a proprietária não vai renová-lo. Portanto, dada a urgência de nos protegermos para que a especulação não nos expulse do bairro, decidimos comprar o imóvel.

Você pode colaborar por meio de:

  • Gotejamento: as contribuições por gotejamento têm recompensas e uma importante dedução fiscal (até 80% para os primeiros 250 euros e 40% para o restante), mas também um custo para o El Lokal.
  • Doação direta: se não puder se beneficiar de nenhuma dedução fiscal, você também pode fazer uma doação direta por meio de:

– Transferência para a Asociación Cultural el Raval – IBAN: ES37 1491 0001 2121 5504 2522

– PayPal como amigo para proj.lokal@gmail.com

Fonte: https://ellokal.org/se-queda/

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2017/11/14/espanha-sobre-as-jornadas-dos-30-anos-do-el-lokal-em-can-batllo/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2017/11/02/espanha-el-lokal-30-anos-de-resistencia/

agência de notícias anarquistas-ana

Esqueletos de árvores,
lampiões rodando no vento,
no chão, sombras, bêbadas.

Alexei Bueno

Ação Internacional #RefuseWar [Recuse a guerra] – Junte-se a nós!

(25/04/2024) No mundo inteiro guerras matam milhões, destroem comunidades e arruínam vastas paisagens, ao mesmo tempo em que saqueiam o futuro da humanidade e enchem os bolsos dos que lucram com a guerra. Mas onde há guerra, há pessoas que resistem à guerra e à máquina de guerra.

Seja um de nós!

Sergej (Rússia) diz: “Eu me oponho à guerra porque toda guerra é travada para obter ou expandir o poder. Eu defendo que você permaneça fiel à sua convicção e se manifeste contra ela.”

Por ocasião do Dia Internacional da Objeção de Consciência, em 15 de maio de 2024, estamos lançando a ação internacional #RefuseWar [Recuse a guerra] para apoiar mundialmente a recusa da guerra e o direito à objeção de consciência. Essa ação está ampliando nossa campanha #ObjectWarCampaign [Objete campanhas de guerra], que foi lançada após o início da guerra na Ucrânia para pedir apoio e proteção aos russos, bielorrussos e ucranianos objetores de consciência, desertores e resistentes à guerra.

Maria (Itália) diz: “Eu me oponho a ser forçada a se curvar ao sistema violento da guerra. Defendo o direito universal à objeção de consciência“.

Com declarações públicas de recusa e solidariedade, queremos não apenas chamar atenção para as consequências terríveis das guerras, mas também nos manifestar firmemente contra o militarismo, o serviço militar e os preparativos para a guerra. Queremos apoiar aqueles que se opõem à e desertam da guerra na Ucrânia, em Israel/Palestina, na Colômbia, no Iêmen, no Sudão e em outros países, e multiplicar as vozes daqueles que estão preocupados com o aumento da militarização das sociedades, da política e das economias no mundo todo.

Como se juntar à ação #RefuseWar?

Convidamos você a participar de nossa campanha internacional #RefuseWar declarando sua oposição ao serviço militar em seu país e/ou sua solidariedade aos objetores de consciência, desertores e resistentes à guerra no mundo todo. Esta é uma campanha pública internacional com o objetivo de interromper o discurso público hegemônico que favorece a militarização das sociedades em todo o mundo, e não um apelo para que você declare oficialmente sua objeção de consciência às autoridades militares de seu país (leia mais sobre o motivo abaixo).

Coletamos todo tipo de declaração pessoal e afirmação de indivíduos e grupos – seja uma frase ou um texto, uma foto ou um vídeo, isso depende de sua forma preferida de compartilhar seus pensamentos – que gostaríamos de tornar públicas em uma data posterior (por exemplo, num livreto, num comunicado à imprensa, numa carta aberta a políticos, etc.). Você também pode usar o nosso modelo, completando as frases: “Eu me oponho a…” e “Eu defendo…”.

Sofia (Israel) diz: “Eu me oponho porque não há vencedores na guerra. Defendo uma solução pacífica e política para o conflito em Israel/Palestina.”

Você tem quatro opções para se envolver na campanha #RefuseWar:

  • Você pode criar uma declaração por escrito, uma foto ou um vídeo curto (não mais que 30 segundos) e carregá-lo em suas contas de mídia social com a hashtag #RefuseWar. É interessante usar a hashtag em inglês para concentrar a publicidade de uma única hashtag. Você também encontra modelos de impressão para um pôster aqui, que podem ser usados para tirar uma foto.
  • Você pode usar este formulário para compartilhar todos os dados relevantes conosco (seu nome, local, declaração e link para a publicação). Após carregar a sua contribuição, você receberá um link gerado automaticamente por e-mail para autorizar a publicação da sua contribuição (clique no link de confirmação!). Em seguida, publicaremos sua contribuição em nosso mapa interativo #RefuseWar.
  • Você pode contribuir diretamente para o mapa #RefuseWar, onde todas as declarações enviadas e autorizadas são publicadas. Depois de carregar sua contribuição – com a ajuda do pequeno símbolo de um “mais” rosa – receberemos uma notificação e a compartilharemos assim que possível.
  • E você pode simplesmente nos enviar um e-mail para office@connection-ev.org e nós publicaremos sua declaração em #RefuseWar.

Aguardamos sua contribuição para o nosso mapa interativo: com declarações distintas contra o militarismo e a guerra, com uma variedade de motivos e considerações, e em solidariedade internacional com todos aqueles que se opõem ao serviço militar e aos esforços de guerra. Obrigado!

Contra a militarização e a guerra: Recursos adicionais

Convidamos você a redigir a sua declaração e/ou afirmação de solidariedade #RefuseWar e, se desejar, fazer referência a tópicos adicionais e intersetoriais. Aqui está uma seleção de recursos para saber mais sobre os seguintes tópicos:

– Sobre a criminalização e a perseguição de objetores de consciência, desertores e resistentes à guerra na Europa e internacionalmente: Escritório Europeu para a Objeção de Consciência (EBCO) e Resistentes à Guerra Internacionais (War Resisters’ International)

– Sobre a militarização e os esforços de guerra em sua região/país

– Sobre alternativas ao sistema militar e à violência: Bund für Soziale Verteidigung (em alemão)

– Sobre gastos militares (por país): Instituto Internacional de Estocolmo para Pesquisas sobre Paz (SIPRI)

– Sobre o sistema de recrutamento forçado para guerras: Resistentes à Guerra Internacionais

– Sobre objeção de consciência e asilo: Connection e.V.

– Sobre o comércio de armas: Pare o Comércio de Armas (Stop Wapenhandel)

– Sobre o desarmamento nuclear: Campanha Internacional para Abolir Armas Nucleares (ICAN)

Nosso objetivo

Nosso objetivo é demonstrar ampla solidariedade com objetores de consciência, desertores e resistentes à guerra em todo o mundo – em especial, com aqueles que são perseguidos, presos e expostos à violência do Estado, como, por exemplo, Mustafa Hürben (Chipre), Netiwit Chotiphatphaisal (Tailândia) e Sophia Orr (Israel).

Ao mesmo tempo, gostaríamos de enviar um forte sinal contra o serviço militar em nossos países de origem, já que há repetidos apelos para a (re)introdução do serviço militar obrigatório nos estados membros da União Europeia, especialmente desde o início da guerra na Ucrânia. Nós nos opomos firmemente a esse desenvolvimento e exigimos a abolição definitiva de todos os serviços estatais militares obrigatórios, e o respeito total ao direito humano inalienável à objeção de consciência!

No Dia Internacional da Objeção de Consciência, em 15 de maio de 2024, clamamos que governos de todo o mundo acabem imediatamente com a perseguição a objetores de consciência e desertores e que libertem os resistentes à guerra presos. Apelamos à União Europeia para que abra suas fronteiras aos opositores da guerra e que forneçam proteção e asilo a todos aqueles que se opõem à guerra e, portanto, precisem fugir de seus países.

Clamamos às organizações de todo o mundo para que apoiem a ação global #RefuseWar enviando-nos seu logotipo para office@connection-ev.org para adicioná-lo ao site principal da #RefuseWar. Pedimos também que divulguem esse apelo em seus canais.

Connection e.V., Resistentes à Guerra Internacionais, e Escritório Europeu para a Objeção de Consciência. 25 de abril de 2024.

 Fonte: https://en.connection-ev.org/article-4083

Tradução > anarcademia

agência de notícias anarquistas-ana

ipê amarelo
até a calçada
floresce

Ricardo Silvestrin