[Grécia] 3º Festival Anarquista de dois dias AUTH

5 a 6 de abril de 2024

Universidade Aristóteles de Tessalônica

Dois dias para a luta anarquista dentro e fora das universidades e fora delas, com eventos políticos e culturais. Organização e luta contra a reestruturação educacional, contra o Estado e o capital, por uma educação libertária em um mundo de liberdade, igualdade e solidariedade.

– Assembleia Estudantil Anarquista Queita Movere

A Assembleia Estudantil Anarquista Queita Movere é uma assembleia permanente para a organização da luta anarquista nas escolas e universidades. Qualquer estudante que queira lutar de forma horizontal e auto-organizada com base em princípios libertários pode ser um membro. Os membros do Quieta Movere intervêm em suas escolas, ajudando a organizar as estruturas do movimento estudantil. Nosso objetivo é socializar os meios e a razão de nossa ação para a formação de um movimento estudantil militante, que não fique preso nos impasses corporativos da vida cotidiana. Como parte da luta anarquista, queremos totalizar nossas negações e apresentar nossas declarações em sua totalidade. Estamos lutando contra a educação do totalitarismo moderno, contra a universidade da disciplina e das barreiras de classe. Lutamos contra o sistema capitalista estatal, pelo conhecimento livre e a educação libertária. Por uma sociedade de igualdade, liberdade e solidariedade

e-mail: quieta_movere@espiv.net

landandfreedom.gr

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no mesmo galho
uma formiga a passeio
outra a trabalho

Ricardo Silvestrin

[Espanha] Ultrapassamos 40% de nosso mínimo!

Graças às suas contribuições, atingimos 43% do nosso mínimo de 6.000 euros. Parece que estamos indo bem, pois ainda restam 34 dias dos 40 dias que temos para atingir o mínimo.

Mas, para isso, ainda precisamos de muitas pessoas que nos apoiem. Por favor, informe o projeto a todos que você conhece e que possam se sentir solidários com a nossa luta!

Lembre-os de que eles podem DEVOLVER até 80% de sua contribuição.

Aqui você pode calcular quanto receberia de volta de acordo com o valor contribuído: https://www.goteo.org/calculadora-fiscal

Além disso, hoje, no Nº 48 do programa “Vive y lucha” da Rádio Tirso Libertaria, entrevistaram nosso companheiro Fernando e falaram durante uma hora sobre a situação carcerária e dos motivos e abordagens das Famílias diante da crueldade carcerária, e apresentaram essa campanha de solidariedade para arcar com nossas despesas legais (advogados), para enfrentar, quiçá, o futuro com um pouco de otimismo ou organizar, se tudo correr bem, uma de nossas oficinas de cuidado mútuo.

Você pode ouvi-la aqui: https://go.ivoox.com/rf/126453236

>> Apoie financeiramente aqui:

https://www.goteo.org/project/ffacc-familias-frente-a-la-crueldad-carcelaria/updates/hemos-superado-el-40-de-nuestro-minimo#updates

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o pato, menina,
é um animal
com buzina

Millôr Fernandes

[Portugal] Lançamento: “Anarco-Indigenismo”, de Francis Dupuis-Déri e Benjamin Pillet; Tradução: Dulce Pascoal

Sinopse

Formulada inicialmente, em 2005, no Canadá, pelo militante e politólogo mohawk Gerald Taiaiake Alfred, a noção de anarco-indigenismo foi desde então retomada por autores e ativistas autóctones e alóctones. Esta noção parte dos elos estabelecidos entre as lutas atuais das comunidades ameríndias e o ativismo anarquista, inscrevendo-se na reconfiguração das lutas anticoloniais em curso.

O anarco-indigenismo é um apelo a que se leve a sério, do ponto de vista filosófico, econômico, social e cultural, a história e a atualidade política das comunidades indígenas, estando o anarquismo contemporâneo cada vez mais aberto à ideia de que as suas raízes não provêm necessariamente de fontes brancas. A noção de liberdade individual, por exemplo, não vem da Europa, vem das Américas indígenas.

Anarco-Indigenismo (2019) reúne entrevistas com ativistas e autores indígenas da América do Norte (Roxanne Dunbar-Ortiz, Véronique Hébert, Gord Hill, J. Kehaulani Kauanui, Clifton Ariwakehte Nicholas, Freda Huson e Toghestiy), precedidas de um ensaio historiográfico.

Francis Dupuis-Déri, escritor, ensaísta e militante anarquista canadense, é professor e pesquisador no departamento de Ciência Política da Universidade do Quebec em Montreal (UQAM), onde é membro do Instituto de Pesquisas e Estudos Feministas. Dois títulos da sua ampla bibliografia foram publicados no Brasil (A Crise da Masculinidade, 2022, e Black Blocs, abaixo as máscaras, 2016). Benjamin Pillet, ativista e professor, é também pesquisador na UQAM, dedicando grande parte do seu trabalho à resistência das culturas autóctones no Canadá.

Anarco-Indigenismo

Francis Dupuis-Déri e Benjamin Pillet

Tradução: Dulce Pascoal

ISBN: 9789895317844

Editor: Livros Flauta de Luz

Idioma: Português

Dimensões: 147 x 211 x 11 mm

Encadernação: Capa mole

Páginas: 152

PVP 12 €

LIVROS FLAUTA DE LUZ

Painel da Antiqueira, 39 – Vargem

7300-430 Portalegre

flautadeluz1@gmail.com

DISTRIBUIÇÃO: ANTÍGONA

info@antigona.pt

www.antigona.pt

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Horizonte em chamas.
No morro das goiabeiras
Sabiás em festa.

Rosa Yuka Sato

 

[Chile] Nova comemoração do Dia do Jovem Combatente

Santiago – A comemoração do Dia do Jovem Combatente¹, 29 de março, foi marcada desde o início por assédio e perseguição policial, começando pela manhã com a polícia tirando fotos nos povoados, vigilância constante com drones e helicópteros. Eles também bloquearam os ônibus e o trânsito na Avenida Las Rejas, para impedir que as pessoas participassem do evento realizado na pequena gruta dos irmãos Vergara Toledo.

Tudo parecia indicar que esse seria um dia marcado pela repressão, já que nas notícias dos dias anteriores foi anunciado como o governo Boric enfrentaria os eventuais protestos, colocando 3156 policiais em 14 pontos “críticos” e dando sinal verde para o uso de armas de guerra (UZI, submetralhadora de origem israelense).

Apesar disso, durante a tarde, os eventos comemorativos ocorreram da mesma forma, com as tradicionais atividades e atos político-culturais realizados em diferentes territórios. Ao cair da noite, os moradores começaram a montar barricadas, iniciando um confronto direto com a polícia.

Frente Fotográfico

[1] O “Dia do Jovem Combatente” foi instaurado popularmente em memória dos irmãos Rafael e Eduardo Vergara Toledo, assassinados pela ditadura de Augusto Pinochet no dia 29 de março de 1985 em Villa Francia, Santiago.

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Orquestra mágica
Balanço sussurrante das árvores
A maestria do vento.

Clície Pontes

10 Anos de LEA! | Memoria do evento de fundação do LEA em abril de 2014.

A Biblioteca Terra Livre tem o prazer de anunciar a criação do Laboratório de Educação Anarquista (LEA), como um produto direto da experiência acumulada durante os 3 anos de existência do Grupo de Estudos Anarquismo e Educação.

Desde novembro de 2010, diversas pessoas, interessadas no tema da pedagogia libertária, vinham estudando e debatendo sobre as teorias e experiências anarquistas, encontrando-se quinzenalmente na sede da Biblioteca. O histórico dessa experiência encontra-se em https://bibliotecaterralivre.noblogs.org/grupos-de-estudos/anarquismo-e-educacao/

Após esse longo período de leituras os participantes realizaram uma profunda avaliação sobre os acúmulos, as lacunas e as necessidades do Grupo de Estudos e chegaram à conclusão de que era o momento de reestruturá-lo, visando atender os interesses de todos e de cada um que dele participam.

Todos os apaixonados pela educação e pela liberdade desejam colocar em prática as teorias libertárias e experimentar metodologias novas que busquem criar espaços de ensino anti-autoritários. Por isso, a partir de março de 2014, o Grupo de Estudos Anarquismo e Educação dará lugar ao Laboratório de Educação Anarquista.

O objetivo do LEA é propor atividades pedagógicas para crianças baseadas nos princípios anarquistas. Para isso, será necessário a produção e escrita de materiais didáticos e de apoio às práticas educativas, tais como jogos, exercícios, trabalhos manuais, músicas, histórias, teatro, etc., sempre contendo, expressando e realizando os pressupostos da educação libertária construídos e praticados teórica e historicamente por nomes como Proudhon, Bakunin, Kropotkin, Reclus, Tolstoi, Robin, Ferrer, Faure, Jacquinet, Laisant, Pelloutier, Louise Michel, entre outros nomes do anarquismo internacional. No Brasil, reivindicamos as propostas das Escolas Modernas e Racionalistas do início do século XX e o pensamento de educadores como Adelino de Pinho, Maria Lacerda de Moura, José Oiticica, João Penteado, Jaime Cubero e muitos outros.

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Alegres grilos
Gritam na grama gris:
Música noturna.

Eduardo Otsuka

60 anos de uma Ditadura que não acabou

Comunicado Nacional da FOB.

Seis décadas se passaram desde o golpe que instaurou a ditadura empresarial militar no Brasil em 1964. O seu início pode ser marcado entre os dias 31 de março e 1º de abril, mas o seu fim em 1985 não implica que vivemos uma democracia para o povo. Os militares não saíram do poder, ao contrário, eles se entranharam ainda mais dentro desse regime onde a democracia só existe para uma minoria poderosa, enquanto a maioria explorada ainda vive a tortura e a matança no seu cotidiano.

Lula e Militares: Cúmplices da mesma desgraça

No começo de março deste ano, o presidente Lula determinou o cancelamento de toda uma programação do ministério dos direitos humanos em memória dos 60 anos do golpe militar e disse que não o interessa remoer o passado, que o importante é tocar o Brasil daqui para frente. Esta omissão de Lula ecoa a postura do seu ministro André Singer que em 2004 fez o mesmo pronunciamento no Governo Lula 1.

Assim, não deve nos causar espanto um pronunciamento como este. É coerente com a política que Lula toca desde o começo de sua caminhada. De fato, seu 3º mandato está de mãos dadas com os militares. A escolha de José Múcio para ser seu ministro da Defesa foi elogiada por Hamilton Mourão (REPUBLICANOS), que comemora o golpe de 1964 como uma salvação da nação e também nega os relatos dos torturados. Bolsonaro (PL), do qual Mourão foi vice no mandato presidencial, já declarou ter paixão pelo ministro indicado por Lula.

É por meio de José Múcio que muitas das cumplicidades de Lula com os militares são firmadas. Seja renomeação e promoção de militares, destinação de 5,6 bilhões ao Ministério da Defesa e Forças Armadas no orçamento de 2024, ou mantendo estes como interventores nas ações do Estado ao povo Yanomami que continuou com aumento de mortes de 2023. Não menos importante, apesar de sua atuação, o Governo Lula continua tendo relações comerciais e militares com o governo de Israel, fornecendo em contratos milionários a venda de Drones da Força Aérea Brasileira para o genocídio do povo palestino.

Também é inegável que os militares promovem hoje uma militarização de toda sociedade. Temos isso com a repressão da polícia militar às comunidades e favelas pobres, impulsionada pela aprovação da Lei Orgânica da PM no Governo Lula 3. As escolas cívico-militares são colocadas como uma fórmula mágica para garantir a ordem dentro deste sistema de morte. Ainda que descontinuada pelo poder federal, muitos governos estaduais mantêm propostas para o desenvolvimento destas escolas, como o governo do Estado de Santa Catarina.

Neste sentido, é preciso repudiar todo golpe político dos militares, mas também não devemos ter compromisso com esta democracia que banha o povo de sangue e entrega o ouro aos poderosos deste país e aos imperialistas.

>> Para ler o texto na íntegra, clique aqui:

https://lutafob.org/60-anos-de-uma-ditadura-que-nao-acabou/

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O ar. A folha. A fuga.
No lago, um círculo vago.
No rosto, uma ruga.

Guilherme de Almeida

Flecheira Libertária n° 755: “Em Santiago de Cuba…”

no caribe

Há mais de 800 km de Havana, em Santiago de Cuba, no dia 17 de março, pessoas saíram às ruas e pediram por mais comida e energia. Não deixaram de clamar pelo Estado em busca de melhorias em suas vidas de súditos. Em um cenário no qual as prateleiras sequer satisfazem os limites da chamada caderneta de racionamento, protestos não surpreendem. As longas horas sem luz contribuíram para elevar as insatisfações, com a comida congelada apodrecendo na geladeira e os ventiladores desligados. Políticos estadunidenses, ativistas de direita, de extrema direita e empresas de comunicação, mais uma vez, não hesitaram em enfatizar que a ilha pede por democracia. Para eles, as misérias que assolam a vida dessas pessoas derivam da ausência de democracia e ponto final, como se nestas não houvesse violência por parte das forças de segurança do Estado, pobreza interminável corpos perambulando pelas ruas em busca de alimento etc.. E um “crackinho”. E crentes no Estado.

ainda no caribe

A autocracia vermelha, como de costume, reativou uma categoria que não apenas desperta o apreço das autoridades estadunidenses e dos demais Estados, como também dos reacionários e conservadores de plantão: o “terrorista”. Segundo os governantes da ilha, os que se manifestam ou não demonstram entusiasmo pela igualdade a partir do nivelamento por baixo da maior parte dos súditos são “inimigos” do Estado ou pessoas “confusas” e manipuladas pelas forças estrangeiras. O rebanho latino-americano, fiel ao seu comandante – ou, melhor, aos seus sucessores –, não tardou em reproduzir as palavras de seus estadistas prediletos. Consideram, conforme os costumes da civilização que dizem combater, que o sacrifício, seja pela ausência de alimento, de energia ou da manutenção de casas abatidas pelos longos anos que se passaram, é uma tarefa histórica à qual todos devem se submeter com amor à obediência.

>> Para ler o Flecheira Libertária na íntegra, clique aqui:

https://www.nu-sol.org/wp-content/uploads/2024/04/flecheira755.pdf

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Eu afogo as distâncias
constantes abismos
montanha ou labirintos.

Anfrangil

60 anos do golpe de 64 e a conciliação PTista!

Neste primeiro de abril lembramos que há 60 anos os militares, apoiados pelas elites brasileiras, setores reacionários e pelo imperialismo ianque, conseguiram dar um golpe de Estado e estabeleceram uma sanguinária e violenta ditadura militar.

Sabemos o papel que os militares tiveram na República brasileira. Apesar de todo um movimento popular republicano, são os militares que derrubam dom Pedro II e dão inicio a república brasileira em 1889 com o claro objetivo de evitar que o processo republicano contestasse os privilégios de classe da classe dominante agrária da época.

Porém, houveram vários momentos em que setores militares se insurgiram contra seus superiores. A revolta da Chibata, o tenentismo, a Coluna Prestes, são exemplos de que a disciplina militar encontrava resistência nas camadas baixas das forças armadas da época.

Porém, o golpe de 64 realinhou a disciplina interna à direita. Isso significa que após o golpe de 64, militares democratas e socialistas foram perseguidos dentro das Forças armadas. Mais de 6.500 militares foram perseguidos e expulsos da Marinha, Exército e Aeronáutica. Se perseguiram seus “colegas de farda”, o que fizeram com a sociedade foi a mais pura barbárie.

Movimentos como a Liga Camponesa colocados na ilegalidade e suas lideranças perseguidas, centenas de pessoas presas sem processos, cerca de 8.350 indígenas foram assassinados com as ações dos militares, torturas nos galpões, batalhões, nos porões da ditadura. Essas perseguições, em especial no campo, permitiram com que a estrutura agrária, de concentração de terras nas mãos de poucos, permanecesse. Assim, essa estrutura, a ausência de reforma agrária, é um legado da ditadura militar.

Apesar das fortes e heroicas resistências armadas, em vários grupos armados inspirados na experiência cubana, os militares permaneciam ainda mais fortes e desbaratinaram com brutalidade todas as tentativas de resistência, onde grande parte da militância vinha do movimento estudantil, da UNE da época que lutou bravamente pra derrubar a ditadura militar.

Redemocratização e a conciliação de Lula/PT

A redemocratização brasileira foi novamente uma concessão dos militares. Portanto, diferente de outros processos de redemocratização na nossa América Latina, os militares não pagaram pelos seus crimes contra o povo brasileiro, pelo contrário. A lei da anistia permitiu que as forças armadas continuassem concedendo promoções a esses facínoras.

O PT é um partido que nasce durante a ditadura e impulsiona movimentos contra esta. No entanto, após 3 governos deste partido no controle do Estado burguês, a punição aos torturadores da ditadura não avançou, a tutela dos militares permanece, permitindo apenas a “Comissão da Verdade” que conseguiu expor os crimes da ditadura, mas sem punição. Agora, Lula/PT proibiu o ministro de Direitos Humanos, Silvio Almeida, de realizar atos que relembrariam os “perseguidos pela ditadura”. Um duro golpe que dificulta o emparedamento das Forças armadas e a responsabilização dos agentes envolvidos nas perseguições e torturas.

A ação de Lula/PT é mais um sintoma de conciliação de classes que acomete seu partido e que aceita sem combater a tutela dos militares sobre o Estado brasileiro e a permissão destes para que o PT continue governando.

Punição já para todos os torturadores do regime!

Ditadura nunca mais!

Socialismo ou barbárie!

uniaoanarquista.wordpress.com

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lua mínima
a tarde minguante
abre um sorriso

Alonso Alvarez

Por uma Comissão da Verdade de verdade!

“Instalada em maio de 2012, a Comissão Nacional da Verdade procurou cumprir, ao longo de dois anos e meio de atividade, a tarefa que lhe foi estipulada na Lei no 12.528, de 18 de novembro de 2011, que a instituiu.

Empenhou-se, assim, em examinar e esclarecer o quadro de graves violações de direitos humanos praticadas entre 1946 e 1988, a fim de efetivar o direito à memória e à verdade histórica e promover a reconciliação nacional.” In COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE RELATÓRIO Volume I

Ao promover convenientemente um recorte temporal de 1946 até 1988, os grupos interessados em trazer e ventilar uma determinada narrativa social, política e econômica em que contenha repercussões jurídicas ainda cabíveis de processo e manter um determinado status político e indenizatório, justificável diante da desigualdade de forças entre os golpistas de 1964 e de uma resistência anti-totalitarista feita de muito sacrifício e contradições, principalmente de quadros autoritários de esquerda vinculados a estruturas ditatoriais vinculadas principalmente a extinta URSS e a China. Muitas das pessoas militantes, jovens inexperientes, foram caçadas, presas e torturadas neste período de forma exemplar e inspirar até outras recém ditaduras a proceder da mesma forma, em um intercâmbio sombrio denominado Operação Condor.

Mas isso não deixa de ser um recorte como já escrito, quando ampliamos nossa visão, percebemos que muita coisa precisa ser melhor estudada, avaliada e reparada em toda a linha temporal da região que entendemos por Brasil.

Do início oficial da invasão a essas terras sul americanas pelos povos europeus, os povos originários sofreram e sofrem ainda graves violações dos direitos humanos, sem nenhuma previsão indenizatória por parte dos governantes, representantes das forças que oprimiram e exploraram essa gente, e que ainda há grupos de interesse que querem continuar esse processo de dizimação, de genocídio indígena, haja visto que a lei de demarcação de terras indígenas cria uma marco de corte (na da data da promulgação da Constituição de 1988) para que os povos indígenas possam reivindicar suas terras e consolidando as grandes estruturas latifundiárias no controle fundiário das terras de toda região denominada Brasil.

E foram trazidas de forma violenta, milhões de pessoas africanas como mão de obra escrava, que sofreram muito mais do que graves violações dos direitos humanos, comunidades e nações africanas foram dizimadas para que houvesse uma produção de riqueza enorme e pouco se vê em ações a fim de efetivar o direito à memória e à verdade histórica e promover a reconciliação nacional.

E é assim por toda linha temporal do Brasil, principalmente das mais distantes, que se tornam apenas matéria de uma narrativa marcada pelos grupos dominantes e com um constante omissão e apagamento de todas as lutas e fatos que questionam as estruturas de opressão e exploração da região brasileira.

Os diversos golpes de estado que aconteceram no Brasil foram seguidos de ações repressivas orientadas a silenciar a qualquer oposição inconveniente que ousasse resistir e questionar os fatos presenciados. Podemos entender aqui, que a Comissão da Verdade deveria se estender a toda história da região brasileira, um exercício de dignidade e reparação realmente histórica. Talvez isso seja demais, a Comissão da Verdade deveria ao menos abranger o período da instalação da República, em 1889, que de passagem, também foi um golpe.

É importante reforçar que isso é uma construção de uma narrativa de acordo com os interesses de grupos que buscam muito mais uma projeção política e estão bem longe de reparações dos fatos temporais ocorridos, até porque a narrativa das pessoas oprimidas e exploradas é a dissolução de uma estrutura de controle opressor e explorador de grupos gananciosos e ambiciosos que nunca ligaram para as consequências de seus atos e sim pelas riquezas que acumularam e ainda acumulam.

Na luta somos dignas e livres!

anarkio.net

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no muro o caracol
se derrete nos rabiscos
da assinatura prateada

Dalton Trevisan

“Nossa solidariedade às famílias e vítimas da ditadura militar brasileira”

Mais de 8 mil indígenas foram mortxs, exilados, torturados e proibidos de falar sua Língua Materna durante a ditadura militar (1964 a 1985).

Muitos não sabem, mas os militares resolveram “reorganizar” a política indigenista brasileira em 1969.

Eles criaram a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), e em Minas Gerais criaram duas instituições de repressão contra indígenas: O Reformatório Krenak e a Guarda Rural Indígena (GRIN).

Selecionaram 84 indígenas de todo país para um batalhão em Belo Horizonte (MG), onde receberam treinamento e aulas de educação “cívica e moral”.

Dois indígenas carregaram um outro parente em um pau de arara para apresentar aos militares o que haviam “aprendido a fazer”.

Parte dos Krenak foram retirados do Reformatório e levados para a Fazenda Guarani, perdendo a chance de retornar ao seu território de origem.

Também achamos importante mencionar a guerrilha do Araguaia (1972-1974) que foi considerado o maior conflito armado ocorrido na ditadura militar brasileira (PA) com os Suruí/Aikewára.

Estima-se que 350 camponeses foram mortos por agentes da ditadura.

Nós da AIL (Autonomia Indígena Libertária) poderíamos listar aqui inúmeras tragédias aos povos indígenas que ocorreram na ditadura militar, porém não caberia aqui nessa publicação. (você pode encontrar buscando pelo relatório da comissão da verdade).

Em 2024, Lula afirmou: “Eu, sinceramente, não vou ficar remoendo e vou tentar tocar o país para frente”, além disso o presidente vetou eventos em alusão aos 60 anos do golpe

Acreditamos que A FORÇA de um povo está em sua capacidade de não perder a memória, pois em nada adianta fugir dos fatos, até porque eles favorecem a quem nos oprime.

Nossa solidariedade às famílias e vítimas da ditadura militar brasileira.

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O grito do grilo
serra ao meio
a manhã.

Yeda Prates Bernis

 

[Espanha] Sonhos de liberdade e solidariedade

O título de hoje é um tanto lírico, mas de vez em quando o meu grande coração aparece por detrás dessa máscara ferozmente niilista que gosto de usar. O caso é que, o já citado cabeçalho, define muito bem os desejos e aspirações dos ácratas sobre uma sociedade, efetivamente livre e solidária. E, veja, quando falo em sonhos, como em tantos outros conceitos da pós modernidade, não me refiro a não estar bem desperto em relação ao mundo em que vivemos e querer transformá-lo para melhor. Me refiro exatamente a desejos e aspirações para o futuro, bem conectados com a realidade de hoje, já que não falamos de um amanhã ditado por supostas leis teleológicas (seja lá quais forem). E não há maior concepção da liberdade que aquela que é intimamente vinculada à solidariedade, ou seja, a liberdade individual ligada à liberdade dos demais, algo belo, já defendido pelos libertários clássicos, que é facilmente posto de lado na frequente confusão pós-moderna). E, como não poderia deixar de ser, uso as palavras libertário e libertárias, ex professo, em seu sentido original de pessoa que busca uma sociedade livre e solidária. Nada a ver com sua perversão atual, usada pelos que buscam apenas sua libertação individual e de seu capital mesquinho.

Quando alguém se declara anarquista, suponho que por causa da sua má fama, mas também por causa do supremo analfabetismo político que é tão generalizado, uma vez adotada uma careta obrigatória de desgosto pela reação do seu interlocutor, passa-se então a uma série de esclarecimentos meticulosos. Não, nem sempre se tem paciência para estas situações, mas, insisto, quem tem seu coraçãozinho e parte para a nobre empreitada de tentar dissipar o nevoeiro da ignorância (insisto, hoje sinto-me um poeta). Assim, passamos a explicar que a pessoa ingovernável não é apenas ingovernável (isso é dado como óbvio, claro). Estamos também falando de alguém que sente uma preocupação sincera pelos outros, que dá um verdadeiro sentido à noção de solidariedade e que confia que o paradigma mais difundido a nível social é essa coisa bonita que é o apoio mútuo. Claro que as reações imediatas tendem a oscilar entre a alusão a uma mera utopia e a comprovada iniquidade do ser humano para viver decentemente com os seus semelhantes se não for obrigado a isso. Eu digo que, apesar dos problemas que, em pleno século XXI, continuam a atormentar a humanidade, se chegamos até aqui é por uma razão. E, creio, isso tem sido feito principalmente através da cooperação e do apoio mútuo, deixando de lado por vezes os fatores de alienação e mistificação que levam as pessoas a se confrontarem com os seus vizinhos.

Os anarquistas (ou libertários) querem estender estes nobres paradigmas à sociedade como um todo, em oposição aos paradigmas dominantes da competição e do cada um por si. Chegamos a um ponto de miserabilidade humana que parece ser embaraçoso expressar algo assim com medo de ser chamado de pueril ou ingênuo. Pois bem, bendita seja a ingenuidade se é o necessário para que não nos tornemos cínicos, no seu sentido mais pejorativo, ou mesmo canalhas. Não é que nós, como ácratas (ou libertários), consideremos que os seres humanos podem se tornar alguma espécie de anjos da convivência social, outra estupidez generalizada numa crítica talvez permanentemente autossuficiente do anarquismo, com um recurso moral e intelectual muito superficial. Simplesmente, temos a lucidez e a honestidade suficientes para observar como a sociedade consumista, juntamente com a dominação política na sua versão mais cordial, nos transformou num bando de ovelhas mesquinhas. Nem sempre é possível culpar o sistema por todos os males que nos afligem, claro, se o chamado homo sapiens não fosse constituído por muitos traços, uns admiráveis e outros nem tanto, não seria possível valorizá-los devido ao contexto social. Os libertários, graças à sua confiança nos valores mais nobres da condição humana e naquilo que alguém um dia descreveu como coerção moral, aspiram, não a construir um paraíso, mas a construir uma sociedade mais livre, mais justa, mais inteligente e mais solidária. Não, não são apenas belos sonhos, nem mera poesia, espero ter explicado.

Juan Cáspar

Fonte: https://exabruptospoliticos.wordpress.com/2023/12/13/suenos-de-

Tradução > 1984

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Na poça d’água
o gato lambe
a gota de lua.

Yeda Prates Bernis

[EUA] Lançamento HQ: Makhno Combatente pela Liberdade Ucraniana

Philippe Thirault (Autor); Roberto Zaghi (Autor); Nanette McGuinness (Tradutora)

A fascinante história verdadeira do infame anarquista e revolucionário ucraniano.

No início do século XX, na Ucrânia, o anarquista Nestor Makhno, filho de camponeses, foi um dos mais heroicos e coloridos personagens da Revolução Russa, incentivando seu povo a encontrar e abraçar a autodeterminação social e econômica. Esta é sua história, de um estrategista militar que desafiou incansavelmente tanto os bolcheviques quanto os alemães para proteger sua pátria.

Em apoio ao povo da Ucrânia, uma parte dos lucros deste livro será doada diretamente para os esforços de socorro ucranianos através da RAZOM (razomforukraine.org).

Makhno Ukrainian Freedom Fighter

Philippe Thirault (Autor); Roberto Zaghi (Autor); Nanette McGuinness (Tradutora)

Editora: Life Drawn

Formato: Livro

Encadernação: Brochura

Páginas: 120

ISBN-13: 9781643379692

$22.99

humanoids.com

Tradução > fernanda k.

agência de notícias anarquistas-ana

No cheiro do pêssego
Esquecido na fruteira,
As tardes de outrora.

Paulo Franchetti

[França] Anne Raurich (1929-2023)

Nascida em 18 de novembro de 1929, Anne Mahé não se dava bem com sua mãe. Ela deixou Bagneux e sua família aos 16 anos de idade para conquistar sua independência.

Conseguiu um emprego na PTT, onde se insurgiu contra a organização absurda do trabalho e a hierarquia tacanha. Ela ingressou na CNT em 1946. Como muitos de sua geração, ela participou do movimento Auberges de Jeunesse.

Lá conheceu seu marido, Eudes Raurich, descendente de refugiados espanhóis (citado no Maitron), supervisor que trabalhava em Paris e militante da Union de la gauche socialiste em 1956. Ele também era químico em uma unidade de produção de ração animal em Indre. Membro do ROC (Rassemblement des opposants à la chasse), ele legou seu corpo à ciência.

O casal viveu no 9 Bis, boulevard Rochechouart, Paris 9e (em um apartamento datado de 1948), até sua aposentadoria em 1991. Em seguida, eles se mudaram para La Forêt, route de Saint-Gaultier, 36310 Chaillac. Eles reformaram completamente uma casa em Berrichonne, no sul da região de Indre, perto de Haute-Vienne (a menos de uma hora de Limoges, onde eles haviam participado de eventos no CIRA Limousin e no Cercle Gramsci, cujo La Lettre ela apreciava muito).

Em maio de 1968, Anne e Eudes participaram dos “eventos” e das inúmeras reuniões que liberaram o discurso, em círculos de amigos ativos contra os preconceitos da época. Como esperantistas militantes, eles trocavam cartas com correspondentes na República Tcheca, no Japão, na China e em outros lugares.

Anne tornou-se secretária de escritório em tempo parcial em 1973. Ela era uma leitora ávida, familiarizada com o existencialismo dos anos 50 e muito sensível à questão feminista.

Eles também eram assinantes fiéis da Union pacifiste (recortes da qual estão incluídos em um excelente livro sobre Cavanna, publicado após sua morte).

Olivier, seu único filho nascido em 1960, frequentou a escola secundária Louis le Grand e se formou em matemática. Ele recusou uma carreira como engenheiro de armamentos e, em vez disso, continuou como professor de matemática em aulas preparatórias em Fontainebleau. Sua aposentadoria está prevista para 2024. Comprometido com a não violência e contra o campo militar de Larzac, tornou-se porta-voz do budismo, trabalhando com o Dalai Lama Sogyal Rinpoche (1947-2019).

Anne, ativista ambiental contra os testes nucleares na Polinésia, especialista em botânica e membro da Liga Francesa para a Proteção das Aves, adorava a natureza e as caminhadas, apesar de seu marca-passo e bengala.

Aos 88 anos, já incapaz de andar, ela participou de um debate sobre “anarcofeminismo” durante uma Librairie champêtre libertaire no Château de Ligoure (2017).

Muito desconfiada da medicina, ela preferia a homeopatia. Ficando cega e não conseguindo mais se locomover, ela optou por morrer com dignidade aos 94 anos, em dezembro de 2023.

Anne havia combinado legar seus livros anarquistas ao CIRA Limousin.

Extraído das lembranças de Nathalie Rubel em 21 de fevereiro de 2024

Fonte: https://ciralimousin.ficedl.info/IMG/pdf/anne_raurich.pdf

Tradução > Contrafatual

agência de notícias anarquistas-ana

haicai é vício
no ábaco dos dedos
versos paridos

Sandra Santos

 

[Grécia] Apelo para a marcha solidária à Ocupação de Imigrantes e Refugiados Notara 26

No bairro de Exarchia, as ocupações e centros de luta dos movimentos floresceram ao longo do tempo. Dezenas de ocupações deram forma aos nossos sonhos, atenderam às nossas necessidades de auto-organização, resistência, abrigo, alimentação, vida comunitária. Os ocupas têm sido alvo da repressão por parte do SYRIZA [esquerda] e da Nova Democracia [direita] durante anos, com grandes operações de despejo acompanhadas pela propaganda do Regime sob a égide da doutrina da “Lei e Ordem”. Vivemos hoje a continuação desta política, uma vez que os despejos de ocupas e a expulsão de imigrantes do bairro de Exarchia foram a primeira fase do seu plano de gentrificação. Seguiram-se enormes investimentos do grande capital (principalmente turístico) em imóveis da região, e as reformas do “Cavalo de Tróia” na praça e no morro Strefi, que foram acompanhadas por hordas de policiais que acamparam em todas as partes do bairro, com o objetivo principal de torná-lo capital rentável, através do deslocamento dos excluídos e da dissolução das resistências políticas e sociais que se enraizaram no bairro de Exarchia há décadas.

A ocupação e luta da N26, única ocupação pública de imigrantes no bairro, é relevante num momento em que o Estado intensifica a sua guerra contra as comunidades imigrantes: na fronteira com assassinatos, tortura, humilhação e expulsões e no centro com operações de varredura, a brutalidade policial, a ameaça fascista, o controle e a prisão. Um indicativo da guerra que as comunidades imigrantes em Atenas enfrentam é a recente evacuação e desmantelamento de estruturas abertas e a transferência violenta de imigrantes para campos fechados em Ática. A política racista tenta expulsar os imigrantes do centro como fez em Exarchia, evacuando quase todas as ocupas que restaram. O ataque às comunidades imigrantes faz parte do planejamento mais amplo do capital e do poder político em Exarchia. Afinal, parte da gentrificação é a expulsão de pessoas excluídas de classe e racial com o objetivo de uma cidade que acomode aqueles que têm dinheiro, consomem e vivem de acordo com os padrões ocidentais. O aumento dos aluguéis devido ao Airbnb e ao turismo torna quase impossível que pessoas da nossa classe vivam em Exarchia.

A ocupação, como auto-organização coletiva das nossas vidas e necessidades, é para nós um dos meios que defendemos contra a violência do deslocamento. As recentes evacuações em todo o país foram respondidas vigorosamente, com todos os espaços sendo reocupados pelo movimento. Defender a comunidade da Notara 26 significa defender as nossas vidas e a solidariedade prática na luta dos imigrantes pela dignidade.

SÁBADO 30/03

15h00 PRÉ-REUNIÃO em frente à ocupação (Navarchou Notara 26, Exarchia)

17h00 MARCHA SOLIDÁRIA a partir da Ocupa de Imigrantes e Refugiados Notara 26

Coordenadoria de ação pela defesa de Exarchia

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na cama de nuvens
o sol espreguiça-se
oblongo

Eugénia Tabosa

Nem faz o L, nem faz Arminha! Aqui pra vocês!!!

[Hungria] Ilaria Salis continua na prisão. Para o Tribunal de Budapeste “ainda existe risco de fuga”

O Tribunal de Budapeste rejeitou nesta quinta-feira (28/03) um pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa da anarquista e professora italiana Ilaria Salis, que está detida desde fevereiro de 2023 por uma suposta agressão contra dois militantes neonazistas.

A docente de 39 anos apareceu na corte novamente com as mãos algemadas e correntes nos tornozelos, repetindo imagens que já haviam causado indignação na Itália em uma audiência em janeiro passado. Além disso, Salis foi conduzida por um policial como se estivesse em uma coleira.

“As circunstâncias não mudaram”, disse o juiz Jozsef Sós, acrescentando que existe “risco de fuga” da italiana.

O pai da professora, Roberto Salis, afirmou que a rejeição do recurso representa a “enésima prova de força do governo” do premiê de extrema direita Viktor Orbán.

“As correntes não dependem do juiz, mas do sistema carcerário, então o governo italiano pode e deve fazer algo para que minha filha não seja tratada como um cão”, acrescentou.

Salis arrisca ser condenada a 24 anos de prisão por supostamente ter atacado militantes neonazistas com cassetete durante uma manifestação de extrema direita na Hungria, cuja Justiça também quer processar outro italiano envolvido no caso, Gabriele Marchesi..

Ele chegou a ser preso em Milão em novembro passado, com base em um mandado de captura europeu, mas um tribunal da capital da Lombardia rejeitou um pedido de extradição feito por Budapeste e determinou sua soltura nesta quinta-feira.

Fonte: agências de notícias

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A jabuticabeira.
Através de líquida cortina
olhos negros espiam.

Yeda Prates Bernis