[Espanha] Rebelião Científica: encarceram 16 cientistas e ativistas

Em 31 de outubro, 16 cientistas foram encarcerados em Munique, Alemanha, no marco das ações pela justiça climática que estão levando a cabo desde “Scientist Rebellion”. Uma destas pessoas é Mauricio Misquero, filiado a nosso Sindicato (CNT Granada).

A comunidade científica pretende alertar a população do grave risco ao qual está nos conduzindo a atual política de inação climática a serviço de grandes corporações como BMW, Repsol ou Iberdrola. Dadas as terríveis consequências para a humanidade de ultrapassar os “pontos de não retorno”, estamos falando de um autêntico genocídio emergente do qual são responsáveis as grandes corporações e os governantes capitalistas.

Por isso exigimos, não só a imediata liberação de todos os encarcerados, mas também apoiamos como sindicato as exigências de Rebelião Científica, Rebelião ou Extinção, Just Stop Oil, Letze Generation e End Fossil Occupy. Denunciamos igualmente o criminoso vínculo entre guerra e genocídio climático.

Por isso animamos a toda nossa filiação e ao conjunto da classe obreira a somar-se com entusiasmo à Revolução Climática que já está em marcha.

Esta é uma luta pela vida e a vamos ganhar.

Mais informação:

https://www.youtube.com/watch?v=pkJ4sJ_N2OQ

https://www.rebelioncientifica.es/novedades/

https://twitter.com/EsRebelCientif

Fonte: https://granada.cnt.es/rebelion-cientifica-encarcelan-a-15-cientificos-y-activistas/?fbclid=IwAR1XNwsq5PsRocGBa1c-px4AkTiSnPLDDvW7kEIgUW4MxMQE7gbhCPMTNBw

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Neve ou não neve
onde há amigos
a vida é leve

Alice Ruiz

[São Paulo-SP] Confira a programação do III Congresso Internacional de Pesquisa sobre Anarquismo

O evento acontecerá nos dias 8, 9, 10 e 11 de novembro de 2022, nas dependências do Departamento de Jornalismo e Editoração da Escola de Comunicação e Artes na Universidade de São Paulo (CJE-ECA/USP). Endereço: Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443 – Cidade Universitária, São Paulo (SP).

“O anarquismo, enquanto corpo de ideias e corrente política, tem contribuído para reflexões e ações no último século e meio. Há décadas, tem sido também objeto de pesquisa internacionalmente, dentro e fora da academia, em diversas áreas do conhecimento, produzindo-se uma importante expansão assim como renovação metodológica do campo de estudos. Hoje podemos visibilizar esse processo na recuperação de arquivos e disponibilização de documentos, elaboração de produções acadêmicas e não acadêmicas, organização de projetos editoriais e publicação de textos, além de outro meios.”

>> Confira a programação aqui:

https://3congressoanarquista.noblogs.org/files/2022/10/Programacao-III-Congresso-f-1.pdf

agência de notícias anarquistas-ana

passeio de madrugada
os meus sapatos
empapados de orvalho

Rogério Martins

[Espanha] Mudança de paradigma: O decrescimento

Em razão da Cúpula pelo clima (COP 27), organizada pela ONU no Egito no mês de novembro, diversas organizações pretendem divulgar os escassos resultados de cúpulas anteriores e a falácia de sua organização, auspiciadas em muitos casos pelas próprias empresas responsáveis pelos danos ambientais. Quanto maior é a concretização dos acordos e sua importância real, menor é o apoio que encontram entre os países que vão às cúpulas. E, no entanto, neste contexto, parece que começa a se esclarecer na sociedade que é necessário uma mudança de paradigma. Nem o planeta e seus recursos nem o sistema econômico aguentam tal e como estão concebidos na atualidade.

Escreveu-se muitos artigos sobre os males da sociedade atual e cremos que se pode chegar a certo consenso sobre a maioria deles. Quanto ao planeta: falta de sustentabilidade, esgotamento e encarecimento de matérias primas ou de bens de primeira necessidade, escassez e privatização da água, aquecimento e mudança climática, incêndios, desmatamento, etc. E quanto ao sistema econômico, pelo menos estaremos de acordo que não aguenta com um mínimo da exigível justiça social, este capitalismo selvagem vai deixando à margem cada vez mais pessoas, aumentam as desigualdades econômicas (o refletem as estatísticas) e não se enfrentam com êxito muitos dos problemas do atual modelo produtivo: desemprego de longa duração, precariedade laboral, envelhecimento de modelos, sinistralidade e enfermidades laborais, falta de paridade, machismo, teto de vidro, temporalidade, aumento na idade de aposentadoria enquanto se eleva o desemprego entre as pessoas jovens…

Embora no diagnóstico dos problemas possamos encontrar muitos pontos comuns inclusive desde ideologias diferentes, não parece que haja uma solução fácil para enfrentá-los. Desde o sindicato CGT, cremos firmemente que como dizíamos no primeiro parágrafo, é necessário uma mudança de paradigma, é preciso mudar a mentalidade. O decrescimento deveria servir para enfrentar o futuro com melhores perspectivas, tanto a nível das pessoas como a nível do planeta.

Como classe trabalhadora devemos assimilar que se queremos abordar o problema da mudança climática não podemos viver em uma sociedade onde o consumo seja uma finalidade. Não há que produzir e acumular quanto mais melhor, objetos, bens, dinheiro… Se o ideal é uma sociedade mais igualitária, e o planeta não fornece bastante, há que reduzir o nível de consumo, de bens e energia.

Se a análise nos leva a ver a necessidade de buscar um mundo mais sustentável, deveremos ser coerentes e nos darmos conta de que não podemos manter com nossos atos (ainda que com nossas palavras o ataquemos) um sistema que sempre quer mais, que sempre vende algo novo, que a cada dia cria uma nova necessidade. O empresariado quer mais produtividade e competitividade, a classe trabalhadora quer mais salário, mais tempo livre. A divisão de tarefas no lar, o cuidado das pessoas idosas segue caindo majoritariamente sobre os ombros das mulheres tanto familiar como profissionalmente.

A jornada de 8 horas tem já 100 anos, foi uma grande conquista da classe trabalhadora que é preciso pôr em questão. Ainda mais nestes tempos em que a robotização nos substitui, aumenta a produtividade, as empresas multiplicam os lucros e diminuem gastos com pessoal. Negócio redondo.

Trabalhemos menos, para trabalharem todos. Nossa proposta passa pela jornada de 30 horas semanais para diminuir o desemprego, para produzir o socialmente necessário e ambientalmente possível e para melhorar a precariedade de tanta gente. Trabalhemos menos horas para melhorar a divisão de tarefas no lar e o cuidado de nossa infância e nossos idosos. Os lucros empresariais das grandes corporações deveriam diminuir em grande medida, porque recordemos que o planeta não suporta o atual modelo. Os salários mais altos das empresas podem ser reduzidos ou não (conforme os casos), enquanto que os mais baixos necessitam ser aumentados, perseguindo sempre maiores cotas de igualdade. Distribuir o trabalho nos parece uma ferramenta fundamental no desenvolvimento de outro modelo produtivo e laboral que ponha no centro a vida e não o consumo.

Se assimilarmos que devemos diminuir nosso nível de consumo devemos aspirar a que melhorem os salários das escalas mais baixas, as mais precárias, e se pensamos que há que ser coerente, os que estão nas mais altas escalas laborais terão que assimilar que para acelerar a melhora das mais baixas, devem renunciar a parte de seu status. É necessário diminuir as diferenças salariais, eliminar as diferentes escalas nas empresas.

Para tratar sobre este e outros temas, os coletivos que formam a Aliança pelo clima propõem um mês de novembro com atividades para a reflexão e a ação, com alternativas ao atual modelo econômico que provoca uma Mudança climática que ainda podemos frear.

O sistema atual se mostrou insustentável. Ainda podemos mudá-lo.

Secretaria Acción Social CGT/LKN Nafarroa- Marisa Olite

Fonte: Secretaría Acción Social CGT/LKN Nafarroa- Marisa Olite

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

A menos o Fuji
Tudo o mais é soterrado
pelas folhas novas!

Buson

[França] À greve geral ilimitada!

É, portanto, o povo que se permite se garrotear, ou melhor, ser garroteado, pois ao se recusar a servir, romperia seus laços“. La Boétie, O Discurso da Servidão Voluntária

Em direção a uma sobrevivência generalizada.

Hoje, tudo está se tornando mais claro. Todos nós, que já perdemos muito nas últimas décadas, não podemos mais estar enganados. Os tempos que se abrem serão, a cada dia um pouco mais, aqueles em que a vida cotidiana será reduzida à luta pela sobrevivência. Não estamos falando aqui do tipo de sobrevivência com ar condicionado que era a norma nos anos 60; não, estamos falando do tipo de sobrevivência mais crua, quando a moradia, a alimentação e os cuidados com a saúde não são mais tomados como garantidos. Não existe mais uma sociedade sob o calcanhar de ferro dos neoconservadores, apenas indivíduos atomizados, submetidos à lei brutal da economia e condenados a não serem mais do que predadores ou presas, escravos em ambos os casos.

Seria inútil enumerar os muitos ataques que já tivemos que suportar, eles estão bem presentes em nossas mentes. Se persistirmos em combater cada um deles, um após o outro, como um paciente lutando contra os sintomas da doença sem chegar à raiz do problema, seremos derrotados. É nestas lutas, que certamente se justificam, mas muito fragmentadas e muitas vezes ingratas, que perdemos grande parte de nossa força nos últimos anos. O peso deste tipo de “rotina de luta”, com no final, no melhor dos casos, a única perspectiva de não recuar muito, tem desencorajado muitos.

Não recuem muito! Enquanto ao nosso redor um desastre social e ecológico sem precedentes está produzindo seus primeiros efeitos! Enquanto aqueles que estão escrevendo a história hoje, enquanto se esforçam para fechá-la para nós, estão aprisionando nossas vidas em um sistema cada vez mais perigoso, cada vez mais delirante, seja local ou internacional!

Fazendo história ao invés de ser submetido a ela

A situação hoje é grave demais para deixarmos escapar a oportunidade de nos unirmos, não para uma aliança casual, mas para uma luta que promete ser longa e difícil.

Não é a simples adição de exigências limitadas que permitirá esta união, mas a consciência de que estamos em um momento chave. Se os poderes que forem bem-sucedidos em impor seu jugo, que já se mostrou tão destrutivo nos últimos anos, então toda nossa capacidade de lutar nos próximos anos será diminuída. Todos temos em mente os dias pontuais de ação que permearam os últimos anos e o papel prejudicial que desempenharam no desenvolvimento de um movimento de greve geral. Não podemos nos dar ao luxo de ter este falso ritmo imposto a nós hoje. Nossa participação em uma greve de um dia fixada com bastante antecedência só pode ser prevista na medida em que, também com bastante antecedência, todos temos em mente que deve ser o início de um movimento à altura do desafio.

VIVA A GREVE GERAL ILIMITADA!

Extraído de um texto do grupo revolucionário pedagógico Vingtras, distribuído pela iniciativa anarquista CNT-AIT Allier na manifestação de 29 de setembro de 2022.

Fonte: http://cntaittoulouse.lautre.net/spip.php?article1253

Tradução > Liberto

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as pálpebras do gato
ao ritmo das gotas
do candelabro

Valentin Busuioc

Livros gratuitos para conhecer Lima Barreto, nos cem anos de sua morte

Biblioteca gratuita do estado de São Paulo disponibiliza romances, crônicas e contos do escritor, que foi voz relevante no combate ao racismo.

Afonso Henrique de Lima Barreto – ou simplesmente Lima Barreto – nasceu na cidade de Laranjeiras, Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1881, exatamente sete anos antes da abolição da escravatura no Brasil. O jornalista e escritor é conhecido como a voz mais crítica da literatura brasileira contra o racismo.

De origem pobre, Lima Barreto contou com a proteção e ajuda de Visconde de Ouro Preto, político da época e seu padrinho, que o auxiliou a ingressar no curso de Engenharia, contrariando as expectativas de sua classe social. 

Contudo, problemas familiares levaram Lima a abandonar a faculdade para amparar a família. Os episódios em sua vida pessoal acabaram influenciando muito o estilo do escritor que, embora seja considerado uma espécie de patrono dos autores boêmios e rebeldes, deixou obras literárias dignas de grande admiração.

Testemunha ocular das convulsões políticas e sociais da República Velha, Lima Barreto foi um dos primeiros escritores a assumir sua negritude no Brasil. Ativista simpático ao anarquismo, descendente de escravos e protegido de seu padrinho, inseriu-se no mundo intelectual mas chegou a ser considerado um escritor de segunda categoria.

>> Para ler o texto na íntegra, clique aqui:

https://guiadoestudante.abril.com.br/dica-cultural/livros-gratuitos-para-conhecer-lima-barreto/

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agência de notícias anarquistas-ana

Gata miando
procura a cria
para alimentar

Angela Nassim

Cuba: apelos à solidariedade e apoio

Caro companheiro, companheira…

Meu nome é Caterina Camastra, sou italiana, 46 anos de idade e vivo no México há mais de vinte anos. Sou uma anarquista individual e, no momento, não faço parte de nenhum coletivo. Como ‘gato solto’, colaborei nos últimos meses com o blog do Grupo Anarquista Galatea – FAI-Catania e com o Umanità Nova Online.

A partir de 2014, comecei a ir a Cuba assiduamente, por razões profissionais, e tive que acabar percebendo e admitindo a realidade mais marcante, a de uma ditadura estalinista implacável que nada tem a invejar da variedade de capitalismos opressivos instalados na América Latina (e no mundo). Vi com meus próprios olhos uma série de injustiças, incompetência, corrupção, repressão policial e militar, discriminação sócio racial e sofrimento, em total contraste com a retórica do socialismo caribenho que o regime ditatorial cubano vende ao mundo, particularmente ao turismo de esquerda europeu e latino-americano. Um regime ditatorial que desde o início promoveu o enriquecimento da família Castro e uma estreita cúpula militar.

Desde a pandemia, a situação piorou. Em todo o mundo, as costuras da injustiça nos respectivos sistemas nacionais de saúde explodiram, evidenciando deficiências e má gestão. Cuba não foi superada, apesar da retórica oficial sobre a pesquisa local para o desenvolvimento de uma vacina “soberana”.

Os números exatos da mortalidade na COVID-19 são incertos, dada a falta de informações independentes e transparentes sobre o assunto; o que é evidente é a proliferação de toda uma série de doenças evitáveis devido à desnutrição e à falta de medicamentos, bem como a crescente deterioração das condições higiênicas e estruturais: doenças de pele, dengue, leptospirose, entre outras.

Além da desastrosa situação sanitária, há uma gestão muito ruim de eventos climáticos extremos. Uma sucessão de acidentes e catástrofes naturais destacou os graves defeitos estruturais, assim como a incompetência das autoridades: referindo-se apenas a 2022, podemos contar a explosão do Hotel Saratoga em Havana em maio, o incêndio da usina termelétrica Antonio Guitera em Matanzas em agosto, a passagem do Furacão Ian em setembro. O embargo dos EUA, embora exista, não é o principal culpado pela situação na ilha caribenha, que em vez disso sofre com a incompetência, negligência e corrupção do regime. O número de cubanos que emigraram ilegalmente para os Estados Unidos durante este ano é de cerca de 200.000, sem contar aqueles que chegaram a outros países.

Nesta situação, a resposta solidária da sociedade civil organizada dentro e fora de Cuba tem sido crucial para aliviar a crise humanitária. Ao invés de organizações não governamentais estruturadas como tal, as que foram ativadas são redes de solidariedade de base. Hilda Landrove, mencionada mais tarde nesta mesma carta, é um exemplo disso com o grupo ‘Hilos de solidaridad’ (https://www.facebook.com/hilosdesolidaridad).

Nesta ordem de ideias, vou do México para Cuba em dezembro [próximo] com o objetivo de entregar 46 kg de medicamentos (duas malas de 23 kg cada, o máximo permitido pela companhia aérea) para contatos na sociedade civil (cuja identidade é confidencial por razões de segurança, estamos falando de um Estado totalitário que olha com desconfiança para a auto-organização) que os distribuirá a pessoas necessitadas, sem passar por nenhum canal oficial do Estado, já que infelizmente são conhecidos casos de roubo de ajuda humanitária, vendidos ou distribuídos de forma clientelística, ou em qualquer caso de gerenciamento hiperburocratizado, ineficiente e opaco.

Como tirar ajuda da capital é cada vez mais complicado, como os meios de transporte são escassos e altamente ineficientes, as duas malas serão entregues nas cidades de Ciego de Ávila e Camagüey, a cerca de seis a sete horas de distância de Havana. Por esta razão, planejo alugar um carro para poder me locomover mais facilmente e alcançar alguns dos lugares que normalmente se beneficiam menos da ajuda humanitária.

Para cobrir as despesas que vou realizar, e que previsivelmente não serão baixas, decidi, portanto, lançar uma campanha.

Uma lista parcial das despesas a serem cobertas é a seguinte:
– transporte terrestre e aéreo, 550 euros;
– transporte de duas malas extras, 50 euros;
– aluguel de carros 5 dias, 600 euros;
– 46 kg de medicamentos (incluindo malas), custo ainda a ser determinado.

A coleta e embalagem de medicamentos será organizada por Hilda Landrove, antropóloga cubana, jornalista e ativista que vive na Cidade do México.

– gasolina;
– pensão e hospedagem para três pessoas durante quatro dias, como o companheiro Boris Millán Díaz, do Taller Libertario Alfredo López e do Centro Social y Biblioteca Libertaria ABRA, e um de seus cuidadores (Boris sofre de atrofia muscular) me acompanhará desde Havana.

Eu, Caterina, posso ser contatado pelo e-mail saeeda.bai@gmail.com ou pelo Telegrama @Catilaoruga

Para doações: AVISO IMPORTANTE

Como Cuba está sob embargo, os principais sites de transações on-line muitas vezes bloqueiam transações que têm algo a ver com a ilha. Por exemplo, uma transação poderia ser bloqueada se a palavra “Cuba” aparecesse no motivo da transação. Para evitar um possível bloqueio de dinheiro, peço-lhes que simplesmente escrevam “Solidariedade” no motivo do pagamento.

PayPal: saeeda.bai@gmail.com
Transferência bancária
Titular da conta: Caterina Camastra
Banco: BPER
IBAN: IT79W0538757570000003313951

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a borboleta
pousa sobre o sino do templo
adormecido

Buson

[Alemanha] Liberdade para Alfredo Cospito – Intervenção na Universität Berlin

Berlim. Hoje 31.10.2022 em solidariedade a Alfredo Cospito, que está em greve de fome desde 20 de outubro, foi interrompida uma palestra no departamento jurídico da Freie Universität Berlin.

O título da conferência era: ‘Por que a Itália é tão difícil de governar? Efeitos da lei eleitoral na estabilidade política italiana’.

Após a apresentação do palestrante, subimos ao palco, abrimos algumas faixas e andamos no auditório espalhando folhetos. No palco, tomamos voz e contamos o que é o 41 bis, por que é uma forma de tortura que o Estado italiano aplica a certos presos, e que Alfredo está em greve de fome contra esse regime prisional ao qual está submetido e contra a prisão perpétua.

Inesperadamente, o público respondeu com aplausos.

Contra todas as prisões, contra o 41bis.

Solidariedade e força a Alfredo, e a Juan e Ivan que aderiram à greve de fome.

Libertem todos eles!!

Fonte: https://de.indymedia.org/node/235191

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agência de notícias anarquistas-ana

Pesos de papel
sobre os livros de figuras –
Vento de primavera.

Takai Kitô

Na China, 650.000 porcos em um bloco de concreto de 26 andares

Porcos em arranha-céus. A China inaugurou, em outubro, o maior chiqueiro do mundo: um bloco de concreto de 26 andares, encaixado entre fábricas na cidade de Ezhou, perto de Wuhan. 650.000 porcos podem ser empilhados lá. Em cada nível vegetarão 25.000 porcos, trancados em pequenas baias de metal totalmente automatizadas. Os animais serão transportados na torre graças a elevadores gigantescos com capacidade de 40 toneladas, sem que seus pés toquem o chão. Custo do projeto: 580 milhões de euros.

O governo chinês afirma que o maior chiqueiro do mundo tem “eficiência de trabalho, preocupação ecológica e menor custo de produção”. Quando o chiqueiro estiver totalmente operacional, ele será capaz de processar 100 mil toneladas de carne de uma só vez, com cerca de 1,2 milhão de abates por ano.

Maior consumidora de carne suína do mundo, a China imaginou esse chiqueiro de arranha-céus para reabastecer seu rebanho, dizimado nos últimos anos pela peste suína africana. Esse modelo parece destinado a crescer no país: outras quatro fazendas industriais desse tipo estão previstas em Ezhou, com capacidade total de mais de três milhões de suínos.

agência de notícias anarquistas-ana

Até o barreleiro
Já parou de gotejar –
O canto do grilo.

Nozawa Bonchô

[Itália] Sardenha: Passeata em solidariedade com Alfredo e sua luta para sair do 41bis

Ontem (31/10) à tarde, anarquistas organizaram uma passeata em solidariedade com Alfredo Cospito e sua luta para sair do regime 41bis. O protesto começou após uma concentração no Hemiciclo, atravessando o centro da cidade. Vários jovens picharam as paredes e algumas vitrines com tinta spray preta.

“A repressão também é conhecida e experimentada pelos separatistas ou outros membros da extrema esquerda, e nós sabemos como definir este clima e esta repressão policial: é de fato um ataque político que o Estado está dirigindo contra a ala antagonista, é uma guerra de classes preventiva do Estado italiano”, disse Cristian Augusto Grosso, um dos participantes do ato.

Vamos tirar Alfredo Cospito do isolamento!

Vamos pôr um fim ao 41 bis!

Viva a Anarquia!

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Pó de serragem
Contra o enxame de mosquitos –
Anoitece agora.

Nishiyama Sôin

Manoel Saavedra e O Anarquismo Na Bulgária: Uma Conexão!

Por Marcolino Jeremias

No final de setembro o Supremo Tribunal Federal decidiu pela repatriação de Manoel Perdigão, que após 14 meses de exílio pode retornar ao Brasil. Na sua viagem de retorno ele teve contato com anarquistas búlgaros: “Os companheiros de viagem não deixavam nada a desejar. Entre eles travei conhecimento com vários camaradas de causa, particularmente com quatro búlgaros, partidários acérrimos da escola de Piotr Kropotkin, dizendo-se anarquistas comunistas federalistas. Por eles fiquei ciente do estado de luta social naquela região dos Balcãs. Durante a noite discutíamos e trocávamos ideias sobre os vários assuntos que agitam atualmente o mundo revolucionário, notando nestes camaradas uma pronunciada antipatia pela política seguida por Lenine e o companheiro Trotsky”. Trecho do livro “Memórias do Exílio”.

Acabamos de reeditar o livro “Memórias Do Exílio”, de Manoel Perdigão Saavedra, formato 14 x 21 cm, 154 páginas, lançado originalmente em 1921. Nessa versão, além do livro original, adicionamos 10 textos em anexo (inclusive uma carta escrita de dentro da cadeia de Santos) + uma biografia detalhada sobre o autor.

Preço promocional 35 reais, não paga frete. Desconto válido até o dia 11 de novembro. Para adquirir é simples: após efetuar o pagamento, nos informe para qual endereço (com CEP) o livro deve ser enviado.

Pagamento pelo pix: nelca@riseup.net

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uma lua
e um lago gelado
refletem-se um ao outro

Hashimoto Takako

[Rússia] Casal anarquista russo condenado por vandalismo por criticar o Serviço Federal de Segurança (FSB)

CHELYABINSK – Um tribunal russo condenou um casal de autodeclarados anarquistas a 21 meses em uma colônia de trabalho por criticar o Serviço de Segurança Federal (FSB) ao desfraldar uma faixa de protesto na sede da agência em 2018.

Uma colônia de trabalho é uma penitenciária semelhante a um dormitório localizada perto de uma instalação industrial onde os condenados trabalham ao lado de funcionários regulares.

Pavel Chikov, da organização de defesa legal Agora, escreveu no Telegram que o tribunal distrital central na cidade de Urais de Chelyabinsk condenou Dmitry Tsibukovsky e Anastasia Safonova em 19 de setembro depois de considerá-los culpados de “vandalismo motivado pelo ódio político”.

Tsibukovsky disse anteriormente que ele e Safonova foram torturados enquanto estavam sob custódia. Os promotores queriam cinco anos de prisão por cada réu.

Tsibukovsky e Safonova foram inicialmente presos em 2018 depois de colocarem a bandeira anti-FSB para expressar solidariedade com um grupo de ativistas presos em 2017-18 por supostamente criarem um grupo terrorista chamado Set (Rede), com células em Moscou, São Petersburgo, Penza e Omsk, bem como na vizinha Bielorrússia.

Em setembro de 2021, o tribunal condenou Tsibukovsky a dois anos e meio e Safonova a dois anos de prisão pela mesma ação, mas um tribunal de apelações anulou as sentenças em novembro e enviou o caso de volta aos investigadores.

Antes disso, o caso contra Tsibukovsky e Safonova foi descartado duas vezes depois que os investigadores não conseguiram provar elementos de crime nas ações do casal.

Fonte: https://www.rferl.org/a/russian-anarchist-couple-convicted-hooliganism-fsb/32041059.html

Tradução > abobrinha

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agência de notícias anarquistas-ana

Até o barreleiro
Já parou de gotejar –
O canto do grilo.

Nozawa Bonchô

[Alemanha] Hamburgo: Faixa em solidariedade ao companheiro anarquista Juan Sorroche Fernández

Solidariedade com os detentos, ataques a quem se beneficia das prisões e ao consulado italiano

Em Hamburgo, a polícia relatou ataques ao consulado e aos escritórios italianos e aos carros dos exploradores da prisão “Chubb” e “SPIE”.

Na semana passada, tinta foi jogada no consulado italiano.

Na mesma semana, os escritórios da SPIE foram atacados com tinta e pedras.

A SPIE está envolvida há anos na construção de prisões, usinas nucleares e outros negócios sujos.

Também nesta semana, um carro da Chubb foi incendiado.

A Chubb é responsável pela arquitetura de segurança das prisões de Hamburgo.

Durante o Schanzenfest, uma festa de bairro rebelde, foram levantados fundos para os prisioneiros e uma grande faixa de solidariedade com Juan foi colocada na rua.

Apesar de ter sido um dia chuvoso, muitas pessoas apareceram, as pessoas foram para as ruas, bandas tocaram e a informação foi espalhada. Depois da festa, houve uma manifestação selvagem para aqueles que enfrentam a repressão e para aqueles que lutam contra o fascismo e o poder.

A faixa diz: “A luta contra o Estado e o fascismo é internacional! Solidariedade com o anarquista Juan, que está preso pelo Estado italiano por causa dos ataques à fascista Liga Norte. Liberdade para todos os prisioneiros!

Fonte: //ilrovescio.info/2022/10/20/per-alfredo-e-per-gli-altri-raccolta-di-contributi-contro-il-carcere-il-41-bis-la-repressione-in-continuo-aggiornamento/

Tradução > Liberto

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Lua cheia!
Por mais que caminhe,
O céu é de outro lugar.

Chiyo-jo

[França] Declaração do início de greve de fome do anarquista Ivan Alocco em solidariedade com Alfredo Cospito

Final de outubro, 2022, território dominado pelo estado francês.

Desde alguns dias, na Itália, o companheiro anarquista Alfredo Cospito está em greve de fome contra o fato de ter sido submetido ao 41 bis, a “prisão especial”.

Uma vez mais, Alfredo também está lutando por todos nós. Para que não nos resignemos à crescente repressão como uma fatalidade.

Ainda que minha situação esteja longe de ser comparável à sua, estou a seu lado.

Ao estar encarcerado, minha margem de manobra é limitada. Na quinta-feira 27 de outubro começo uma greve de fome em solidariedade com sua luta.

Sou consciente de que meu gesto é só simbólico e não sei quanto tempo poderei manter. Mas espero que este pequeno gesto lhe ajude em sua determinação.

E que a determinação de todos nós se transforme em ação.

Cabeças erguidas!

Viva a anarquia!

Iván Alocco

28 de outubro de 2022

Para escrever-lhe:

Iván Alocco

N. d’écrou 46355

M. A. de villepinte

93420 Sena-Saint-Denis

França

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Vento de primavera:
Sobre uma antena, um pardal
Trina e defeca

Edson Kenji Iura

 

Ajude na realização da II Feira Anarquista Feminista de Porto Alegre (RS)

SOLIDARIEDADE É (A)ÇÃO!

Saudações anárkicas!

Vai acontecer a II Feira Anarquista & Feminista de Porto Alegre (FAF – POA)! Estamos muito felizes com o resultado da última feira, foi um momento potente de construção e compartilhamento entre coletivos e individualidades.

Em 2022, a FAF – POA vai acontecer nos dias 10 e 11 de dezembro. Salva a data, e cola junto com a gente!

Continuamos com vontade de movimentar ideais anarcofeministas – inclusive, no nosso blog já estão abertas as inscrições tanto para bancas quanto para propostas de atividades, como rodas de conversa, apresentações, artes, enfim… o que tu quiser compartilhar.

Pra isso acontecer, precisamos arrecadar um mínimo para arcar com as despesas que existem para a construção dessa feira e estamos com três formas de financiamento:

  • financiamento coletivo com recompensas pelo apoia-se:

https://apoia.se/fafpoa2?utm_medium=social&utm_source=heylink.me

  • vendas de camisetas da feira pelo instagram:

www.instagram.com/faf.poa

  • contribuições livres através da chave pix: fafpoa@riseup.com

Todas as ajudas são bem-vindas para que possamos realizar a II FAF – POA e arcar com os custos materiais, que envolvem:

– infraestrutura

– ajudas de custo a participantes

– alimentação

– transportes

– equipamentos

– produtos de higiene e limpeza

– apoio ao espaço de realização da feira

[…] entre outras coisinhas que sempre surgem pelo caminho.

Para mais informações, acesse o nosso blog: https://feiraanarquistafeminista.noblogs.org/

SALUD Y ANARKIA!

agência de notícias anarquistas-ana

caminho mundo…
a treva negra
envolve tudo…

Luís Aranha

[Espanha] Lançamento “13 Caminando por el Raval. Seis recorridos libertarios”

Este livro percorre os diversos pontos que foram documentados, visitados e explicados nos percursos compreendidos entre os anos 2013 e 2019 nas definidas como Rotas Libertárias que se celebram anualmente na ocasião das festas Alternativas do Raval.

Não se trata de percursos com matizes de exotismo, vestígios nostálgicos e menos de incentivo turístico. Pelo contrário eles nos levam a reconhecer e recordar pessoas, grupos e lugares que foram protagonistas das longas lutas sustentadas para conseguir uma sociedade mais justa e solidária.

Nasceram as rotas libertárias do Raval com o propósito e o compromisso de recuperar a memória das lutas do bairro. As memórias das pessoas e organizações das quais se dotou o movimento obreiro para resistir e combater por seus direitos ao mesmo tempo que construir mundos novos.

Anarquistas ou libertários, vegetarianos, livre pensadores, partidários da ação direta, mestres, todos eles frequentando locais construídos e mantidos com o esforço dos parias. Greves de mulheres pela manutenção das subsistências, contra o aumento do preço dos aluguéis, pela jornada das 8 horas, pela liberdade dos presos. Barricadas, caixas de resistência, e sempre a repressão, muitas vezes sangrenta, com tantos presos e presas como consequência, sem que isso nunca fosse um obstáculo para continuar rebelando-se contra as injustiças.

De tudo isso fala este livro, de percursos traçados caminhando pelo bairro para descobrir em cada esquina, em cada pedra, a história da gente comum e corrente, rebelde e revolucionária que lutou toda sua vida, organizando-se diariamente para defender suas dignidades e sua liberdade, que era e é a de todas.

13 Caminando por el Raval. Seis recorridos libertarios

Páginas 148

€ 5,00

Editorial El lokal

botiga.ellokal.org

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Ainda que morrendo
o canto das cigarras
nada revela!

Matsuo Bashô

[México] Rompendo o consenso da maioria!

Todos os preços estão subindo rapidamente. Um quilo de tortilhas passou de 13 para 20 pesos. A telera passou de 1 peso para 2. O limão, o abacate, etc. Todos podem explicar em detalhes quantos preços estão subindo. O povo está com raiva e tudo continua a subir. Por que as pessoas reclamam amargamente dos preços altos e não fazem nada? Por que se resignam a ficar pior a cada dia? Por que as pessoas reclamam do governo, mas continuam a votar a favor?

O povo quer mudanças, mas desistiu da luta. Eles foram enganados por Morena, o PRI e o PAN. Todos eles se atacam, falam mal dos outros partidos e pedem a votação para mudar o México. Como os 1% (os políticos e a burguesia) exploram e controlam os 99% (todas as pessoas que trabalham)?

A resposta não está no vento. Está no Consenso. Consenso é que todas as pessoas concordam em algo. Como diz o ditado: “Aquele que está calado, consente”. A maioria está resignada. Embora em palavras critiquem o governo, o sistema capitalista, o machismo, a religião ou as drogas; em ações, não fazem nada para mudá-lo. Eles o deixaram passar. Eles estão em um marasmo depressivo. Eles perderam a piada da vida. Eles não se importam com nada. Eles passam seu tempo assistindo TV. Eles vão ao baile, ao jogo, depois chupam, ouvem narcocorridos e depois gritam sobre suas frustrações. A maioria deles é controlada. Em 2018, dos quase 90 milhões registrados no IFE, 60 milhões não votaram no AMLO [Andrés Manuel López Obrador, atual presidente do México]. Essa é a verdadeira maioria. E a minoria, os outros 30 milhões do AMLO, votaram pela mudança; mas eles não lutam por ela.

Para controlar a população, eles primeiro nos fazem acreditar que lutar é inútil, que eles sempre vencerão. Que agora, sim, Obrador vai mudar as coisas. Mas tudo fica pior. Ele fala de uma mudança pacífica. Mas a insegurança e o crime organizado estão crescendo; jornalistas, ambientalistas e ativistas estão sendo mortos. Enquanto o Narco, com a ponta da metralhadora, controla as principais cidades, Obrador diz que estamos indo bem. E as pessoas o suportam. É por isso que devemos quebrar o consenso social da maioria. Devemos atacar a ideia venenosa de que nada pode ser feito. E a luta pode mostrar que a mudança virá do povo, não do governo.

Mas como conseguir mudanças? Devemos tomar medidas: contra o conformismo, a rebelião. Contra o silêncio, a palavra viva. Contra desprendimento, intervenção, envolvimento. Contra o sistema capitalista, a autogestão popular. Aqui é importante chegar a acordos e dar consentimento a uma luta para mudar o México, aqui e agora. Temos que construir um novo consenso: é melhor lutar de pé do que viver de joelhos.

Contra os preços altos: podemos formar cooperativas de consumo, reunir-nos com a família e amigos para fazer compras juntos onde melhor nos convém: com os produtores diretos. Se todos nos apoiamos uns aos outros, combatemos o egoísmo e o isolamento. Podemos fazer ligações, unir-nos e organizar-nos. Mas temos que partir da base. O povo pode trazer mudanças, sem os políticos parasitas.

M.F.M

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

Insetos que cantam
parecem adivinhar
minha solidão…

Teruko Oda