[Itália] O Estado condenou Alfredo Cospito à morte

Com a rejeição do pedido de revogação do 41 bis pelo Tribunal de Cassação, a greve de fome de Alfredo Cospito entra numa fase ainda mais trágica. Se ele decidir levar sua luta ao extremo, seu nome será acrescentado à longa lista de mortes na prisão pelo Estado. A longa e persistente campanha anti-anarquista a que assistimos nos últimos meses foi orquestrada para que o governo e o judiciário pudessem condená-lo à morte apesar do vasto movimento de solidariedade que foi criado e que foi muito além das fronteiras do movimento anarquista. De nossa parte, só podemos reiterar fortemente nossas posições: apoiamos a luta contra o 41 bis, que consideramos um instrumento de tortura, assim como lutamos contra a hostil sentença de prisão perpétua, porque lutamos por uma sociedade livre e igualitária, onde a exploração e a opressão são apenas uma memória de um passado infame, assim como as prisões com toda sua carga de sofrimento e morte.

Qualquer que seja o resultado deste caso, que mais uma vez demonstrou o desprezo dos governos pela vida humana, reafirmamos que não seremos intimidados por campanhas de repressão e criminalização.

Continuaremos nas ruas e praças divulgando nossas ideias e práticas de luta e liberdade.

Eles gostariam de nos isolar, nos marginalizar, nos silenciar, mas não terão sucesso: continuaremos a lutar pela anarquia todos os dias entre os explorados, nos bairros, nos lugares de trabalho e de estudo, e nos movimentos de oposição social.

Não ao 41 bis.

Viva a anarquia!

Federação Anarquista Italiana – FAI

(Comissão de Correspondência)

27 de fevereiro de 2023

Tradução > Liberto

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as peninhas
tão leves, flutuam
no ar

Akemi Yamamoto Amorim

[França] Montreuil: Anarca, festival queer anarca-feminista. Vamos defender os lugares em que vivemos!

Na França, no dia 31 de março, terminam as férias de inverno que protegem os lugares ocupados e autônomos. Aqui em Montreuil e em outros lugares, ocupações habitacionais e ocupações de mobilização política serão despejadas nesta data. Em Île-de-France, é o caso de “La Baudrière”, de “10 rue Bara”, de “Gambetta”, de “Malaqueen”, de “LEO”… e muitos outros.

“La Baudrière” é uma ocupação anarcofeminista e “TransPdGouine” (TransFaggDyke) aberta por e para pessoas que sofrem com o patriarcado de qualquer maneira. Já faz um ano que estamos dando vida a este lugar, recebendo muitos eventos políticos, festas, encontros, cantinas… E muito mais que nos permitiu forjar alianças preciosas com diferentes ativismos. É um lugar anarquista e autônomo de vivência e mobilização, por isso queremos defendê-lo.

Ultimamente, se um grande movimento social parece tomar forma na França, também há novas leis que ameaçam nossa liberdade: a lei “Kasbariana” que ataca diretamente os squatters e inquilinos instáveis, a lei “Darmanin” que ataca aqueles que não têm “os bons” documentos de identidade, a lei olímpica que fortalece o controle e a vigilância policial, a reforma da aposentadoria e a reforma do desemprego que fragilizam cada vez mais nossas vidas…

O governo, o sistema capitalista e os policiais sempre encontram novas maneiras de nos irritar.

Estamos lutando para multiplicar iniciativas que permitam autodeterminação e autonomia coletiva a todos nós. Para nós, o anarquismo é uma forma de empoderamento e emancipação do cistema heterossexual e patriarcal, inerentemente racista e capitalista.

Queremos defender La Baudrière porque é um lugar distante da lógica gerencial do governo, um lugar que permite a solidariedade direta entre pessoas que se organizam contra o Estado, a noção de propriedade privada, o patriarcado e o racismo. Queremos que seja um lugar de partilha e recordação das nossas lutas passadas e das nossas resistências presentes e futuras.

Com o atual contexto político, não podemos perder mais uma casa para mobilização e comunidade feminista do TPG. Chegou a hora das barricadas.

Anarca para FEMINISTAS ANARQUISTAS E TRANSPDGOUINES!

Durante três dias, 3, 4 e 5 de março de 2023, queremos continuar a fortalecer os laços que construímos – à escala local, mas também noutros países – ao longo deste último ano e meio.

Queremos manter nossos hábitos autônomos, discutir, compartilhar nossas experiências. As mais corriqueiras – cozinha, artesanato, canções revolucionárias, costura e trabalhos elétricos – assim como as mais revolucionárias – por exemplo, aprender com a revolução na Síria ou a luta contra o processo de gentrificação em Exarchia.

Esses encontros serão em MISTURA ESCOLHIDA: SEM HOMENS HÉTERO CIS.

Estaremos em La Baudrière de 3 a 5 de março para discutir, cantar, dançar, aprender e conhecer! Estamos ansiosos para vê-la lá!

Mulheres, vida, liberdade!

Ocupe pela autonomia queer!

>> Mais infos, programação: labaudriere.noblogs.org

Tradução > Contrafatual

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sol em plenitude
uma rã pula — em versos
barulho de Vida

Roséli

[Alemanha] Chamada para o Anarchist Days (Jornadas Anarquistas) Leipzig 2023

Este é um convite para as Jornadas Anarquistas por volta de primeiro de maio. Venha, participe, faça networking e eduque-se, junte-se, envolva-se. Estamos ansiosos para te ver!

Mas existe algum potencial para uma convivência vivível, apesar de todas as crises em que esta forma de sociedade se encontra, apesar da tendência mundial ao autoritarismo? Os anarquistas dizem: sim. Porque é na ordem hierárquica existente que as pessoas são exploradas, subjugadas e alienadas. Precisamos de maneiras fundamentalmente diferentes de viver, produzir, consumir, organizar, orientar, trocar, relacionar e nos envolver uns com os outros. Mudanças climáticas, violência patriarcal, regimes fronteiriços, pandemias, guerras, inflação, gentrificação… Nem sabemos para onde olhar primeiro para entender o beco sem saída em que esse sistema nos levou. É por isso que a demanda por construir uma forma de sociedade radicalmente diferente parece ser uma opção realista que interessa muito mais pessoas do que às vezes pensamos.

Achamos que os anarquistas fazem muitas coisas interessantes para se tornarem capazes de agir apesar das contradições impostas e buscar alternativas. Com isso nos referimos a uma história longa e global em que as pessoas se levantaram para lutar por sua dignidade. Não importa o quão fodido o mundo esteja agora. Existem milhares de experiências e reflexões valiosas no anarquismo que nos inspiram e nos motivam a lutar por algo novo. Devemos trazê-los para o mundo exterior. Mas, para isso, precisamos conhecer nossas próprias bases e expandir e aprofundar nossas redes. Isso também se aplica a Leipzig. É verdade que existem comparativamente muitos anarquistas aqui, cujas várias atividades valorizamos. Mas também vemos potencial para uni-los para ações comuns e para nos encorajarmos nessa luta.

Com a segunda Jornada Anarquista, queremos ganhar consciência sobre nós mesmos novamente. Aprendemos o que foi e é concretamente o anarquismo hoje nos encontrando e nos conhecendo. Os anarquistas lutam para que todos sejam autodeterminados e autorrealizáveis. Com o avanço da digitalização, a falta de tempo e o isolamento, isso se torna cada vez mais difícil, mas lutaremos ainda mais pela autodeterminação de todos. Porque isso requer a construção de uma sociedade solidária, livre e igualitária, nós nos organizamos. Nossos grupos servem para empoderar as pessoas, educá-las, apoiar lutas sociais e gerar ações diretas. Ao fazer isso, também demonstramos vividamente como já estamos realizando nossas próprias aspirações.

A chave para isso é a busca da autonomia. Em vez de os movimentos sociais serem apropriados e integrados à estrutura existente, estamos procurando formas além das nações, partidos, sindicatos majoritários e a chamada sociedade de bem-estar. Nas Jornadas Anarquistas iremos conectar diferentes lutas, discutir nossas perspectivas anarquistas e desenvolver habilidades, aprender uns com os outros e talvez iniciar uma ou duas ações. E faremos isso de forma autoconfiante, autodeterminada e auto-organizada.

Amore Anarchia, Autonomia!

Sinta-se à vontade para encaminhar este texto para pessoas e grupos que você acha que estariam interessados.

Marque seus calendários para as Jornadas Anarquistas entre 22 de abril e primeiro de maio de 2023 – e entre em contato se quiser enviar contribuições. Vemos nosso grupo como coordenador apenas para criar um programa e uma estrutura comuns. As Jornadas Anarquistas vivem da participação de muitos grupos e pessoas. Este grupo só pode contatar alguns grupos especificamente. Pessoas e grupos que desejam contribuir devem cuidar da comunicação, espaços e recursos de suas próprias contribuições propostas, tanto quanto possível. Em seguida, amarraremos tudo isso em um programa mais ou menos coeso.

Escreva-nos se você:

– quer organizar suas próprias contribuições para as Jornadas Anarquistas (palestra, oficina, discussão, filme…)

– deseja organizar ou oferecer workshops sobre temas práticos (serigrafia, arrombamento, etc.)

– você quer fazer uma contribuição cultural e/ou social (noite de bar, leitura, show, festa, filme)

– quer fazer parte do grupo de apoio (reunir-se com antecedência para cuidar de diferentes tarefas, por exemplo, compras, turnos de bar etc.)

– qualquer outra maneira de nos apoiar durante o dia (lugares para dormir, creches, conscientização, Küfa, turnos de bar…)

– …

Entre em contato conosco: anarchistische_tage_leipzig@riseup.net (chave para criptografia sob demanda)

Queremos conectar diferentes realidades da vida e pontos de vista em vez de nos perdermos em uma bolha de cena. Temos consciência de que nós mesmos fazemos parte de uma sociedade de classes hierárquica, patriarcal, formada pela repressão. Para nós, emancipação significa nos vermos em um processo em que refletimos sobre as relações de hierarquias e mudamos nossas formas de pensar e agir. Para isso, as pessoas têm diferentes condições de partida e possibilidades, a partir das quais, porém, devem se desenvolver mais. Nesse contexto, consideramos necessária uma interação respeitosa, apreciativa e solidária entre si.

É importante para as contribuições que uma referência às perspectivas e abordagens anarquistas é visível. Ao selecionar as contribuições, prestamos atenção à interseccionalidade (= interseções de diferentes formas de repressão) e queremos representar uma pluralidade no anarquismo. Além disso, não queremos apenas transmitir determinados conteúdos, mas sobretudo ter espaço para discutir o que podemos fazer com eles.

Mais informações seguirão (A)

Fonte: https://de.indymedia.org/node/251494

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Abro o armário e vejo
nos sapatos meus caminhos.
Qual virá no séquito?

Anibal Beça

[Espanha] O companheiro Vicente Cuervo foi declarado vítima do terrorismo

O Conselho de Ministros realizado em 21 de fevereiro de 2023 reconheceu nosso companheiro Vicente Cuervo Calvo como vítima do terrorismo, talvez pondo um fim a uma divisão, que vem ocorrendo desde a Guerra Civil, entre vítimas de primeira e segunda classe.

Em 10 de fevereiro de 1980, a organização franquista Fuerza Nueva e seu braço “sindical”, Fuerza Nacional del Trabajo, convocaram uma reunião no bairro madrileno de Vallecas, em uma atitude de clara provocação contra os moradores deste bairro popular, uma bravata que foi repetida novamente por seus herdeiros há pouco mais de um ano. O governador civil proibiu o evento, apesar do qual Blas Piñar e uma centena de ultra-direitistas se reuniram em frente ao Cine París, reunindo-se com uma multidão de moradores que protestavam contra sua presença no bairro. Apesar da extraordinária mobilização policial, cerca de trinta veículos, o jovem de 21 anos Vicente Cuervo, delegado da seção sindical da CNT na Telefunken, foi morto por um tiro disparado à queima-roupa. Embora, segundo a imprensa da época, a polícia tenha prendido os ultra-direitistas Félix del Yelmo e Ignacio Ortega com uma pistola que havia sido disparada e um revólver simulado, a investigação judicial foi falsamente encerrada.

Alguns meios de comunicação, no início, tentaram confundir a opinião pública, apresentando Vicente Cuervo como um jovem bem vestido, vítima casual da violência dos militantes políticos e sindicais de esquerda; seu corpo foi apreendido pela polícia e a família não teve acesso aos resultados da autópsia. O governo civil pressionou seus pais para que a filiação sindical de Vicente não fosse tornada pública e nenhum ato de homenagem fosse organizado durante seu funeral…

Além disso, até agora, apenas aqueles que haviam sofrido a violência de uma organização estruturada e estável eram reconhecidos como vítimas do terrorismo, mesmo que houvesse uma clara intencionalidade ideológica, como no caso de Vicente. Enquanto, por um lado, a consideração de ser membro de uma organização terrorista foi arbitrariamente estendida a todos aqueles que tinham interesse em reprimir, como mostrou o fechamento ilegal do jornal Egunkaria vinte anos atrás, as vítimas da violência de ultra-direita não mereciam nenhum reconhecimento porque a polícia nunca encontrou as organizações responsáveis.

Este acordo do Conselho de Ministros, embora tardio, confirma a verdade que já sabíamos, faz justiça à memória de nosso camarada e seu sindicato e, sobretudo, abre um caminho para que outras vítimas do terrorismo da ultra-direita na Transição que morreram nas mesmas circunstâncias, e alguns camaradas da CNT também, recebam memória, justiça e reparação.

Fonte: https://www.cnt.es/noticias/el-companero-vicente-cuervo-declarado-victima-del-terrorismo/?

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uma faúlha
ao sabor do vento?
um vaga-lume

Rogério Martins

 

[Chile] Santiago: 4ª Feira do Livro em Resistência – 25 de março

Temos o prazer de anunciar que está chegando a Quarta Feira do Livro em Resistência, atividade que acontecerá no sábado 25 de março de 2023 a partir das 12 horas, no Espacio “El Naranjo”, Beaucheff 1911, Santiago. Metrô Rondizzoni.

Todas as editoras, distribuidores, projetos, coletivos, organizações e individualidades que desejem visitar e/ou expor e contribuir para o diálogo e construção libertária estão convidados a participar. Além da feira do livro, teremos cinema, palestras, poesias, oficinas e outras atividades culturais.

Para reservar um estande, basta enviar um e-mail para sovsantiago@gmail.com / sov-santiago@riseup.net com o tema ‘feira do livro em resistência’.

Em breve compartilharemos o cronograma de atividades.

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dia muito frio
o vento desalinha
a plumagem do passarinho

João Angelo Salvadori

[Reino Unido] Vandalismo no Centro Cultural Italiano em Londres

Parece que em 24 de fevereiro algo lamentável aconteceu com o Instituto Cultural Italiano em Londres.

Neste sofisticado posto avançado do estado italiano, as pessoas são convidadas a desfrutar de uma série de palestras atuais, de especialistas acadêmicos escolhidos a dedo, sobre as grandes questões sociais e políticas do dia, com a presença do embaixador. Na semana anterior, o público foi brindado com uma discussão sobre a transição energética e, na semana seguinte, o tema seria Justiça.

Tudo isto torna tão lamentável que a fachada românica do edifício, com elegantes colunas brancas e pesada porta de madeira, pareça ter sido encharcada de tinta por alguns vândalos claramente sem capacidade para apreciar tais coisas.

Talvez fosse algum descrente no futuro “sustentável” do capitalismo? Pessoas inúteis procurando provocar, sempre criando problemas para planos sensatos.

Seria uma pena se o ato lançasse uma sombra sobre a palestra da próxima semana. Uma reunião de pessoas cultas e cosmopolitas para ouvir falar de um assunto tão delicado como a Justiça pede certamente um copo de vinho italiano e um canapé consumidos em serena contemplação.

Será que os irresponsáveis queriam desprezar o Estado italiano por seus massacres nas prisões durante o bloqueio de 2020? Ou por seu papel confiável e sangrento na proteção da fronteira da Europa contra a pressão da migração irregular?

Mas outra interpretação preocupante permanece. Afinal, Alfredo Cospito, cuja luta por greve de fome contra o famigerado regime de isolamento de 41bis se encontra em seus últimos momentos críticos, teve mais um recurso indeferido, ainda naquele mesmo dia, pelos sábios membros do judiciário italiano.

Esta luta, tendo provocado um turbilhão de ação que varre além dos muros da prisão, até mesmo além das fronteiras nacionais, está se tornando tão severa que se supõe ter aumentado a segurança em torno dos edifícios diplomáticos do Estado italiano internacionalmente por algum tempo.

Seja qual for a verdade, podemos estar certos de que os impulsos por trás de tal ato só podem contribuir para o clima geral de indignação e falta de diálogo com o poder que a luta de Alfredo Cospito, contra os termos de vida e morte estabelecidos pela autoridade, parece ter inflamado em todos os lugares.

Fonte: https://actforfree.noblogs.org/post/2023/02/26/vandalism-at-the-italian-cultural-center-in-london-in-solidarity-with-anarchist-alfredo-cospito/

Tradução > Contrafatual

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Um dia nublado
no beiral do mar sem fim:
tudo está grisalho

O Livreiro

[EUA] “EU NÃO QUERO a paz”

Malik, preso anarquista, recentemente compartilhou alguns pensamentos que teve sobre o assassinato de Tyre Nichols e a resposta do público.

Eu sinto que a resposta foi sem brilho, como a resposta quando os porcos de Kentucky fugiram e Louisville não fez nada. É realmente triste para mim. Estou furioso por estar aqui, incapaz de fazer qualquer coisa. Eu me sinto mais impotente do que nunca. Não acho que a família pedindo paz ajudou em nada. Saiba disso: se algo assim acontecer com minha família ou comigo mesmo, NÃO QUERO paz. E se fosse você ou um dos seus, eu também iria à guerra por você. Ninguém deveria precisar dos vídeos para se tornar ativo, isso é uma pena, mas sou a favor de qualquer coisa que acenda o fogo das pessoas.

As pessoas falam sobre como o treinamento policial é bom e está melhorando e podemos “reformar” com melhores práticas e padrões, mas tudo isso é besteira porque a realidade é: É assim que os porcos reagem. Trânsito parado enquanto preto é uma coisa assustadora. Jesse e eu tivemos um incidente quando eu estava saindo do hospital no meio da noite por causa de meus problemas nas costas e fui parado ao sair do estacionamento e eu tive uma arma puxada e enfiada pela janela na minha cara e provavelmente teria sido morto se Jesse não gritasse, estendesse a mão e empurrasse a arma dos policiais… Felizmente, havia uma mulher branca no carro, porque se outra pessoa negra fizesse isso, nós dois seríamos baleados. E isso tudo porque os policiais não comunicaram que eu tinha uma arma no carro LEGALMENTE (estava no porta-luvas) e o policial disse que ainda estava tudo bem eu entrar e pegar o registro, mas o outro policial surtou quando viu.

Minha família nem liga para a polícia para resolver coisas, eles me ligam porque sabem como são os policiais e eu digo a eles que se algo acontecer, vou para a guerra. Nem um único azulado [policial] estará seguro. Vídeos da brutalidade não trarão mudanças, políticas não trarão, implorar aos políticos e rezar para que alguém nos salve não será a resposta. Eles estão constantemente aumentando o estado policial, se militarizando e se preparando para lutar contra nós em nossos bairros. Precisamos fazer o mesmo. Precisamos nos tornar militantes e treinar e um dia levar a luta até eles. A liberdade da opressão e da violência do estado e do classismo não pode ser dada, não pode ser implorada ou exigida de nossos políticos, só pode ser tomada.

Estou tão cansado de ver nossa vida tomada. O jovem baleado durante o protesto contra a Cop City me fez chorar e quando os vi protestar desejei estar lá fora ajudando a organizar as coisas, mas estou aqui e tudo o que posso fazer é continuar estudando e planejando e tramando e preparando meu mental e espiritual para sair e continuar.

Sobre Malik

Malik é negro, muçulmano, bissexual, revolucionário anarquista, prisioneiro político, marido e pai. Ele está cumprindo uma sentença de 10 anos por ações ousadas tomadas para a libertação durante a Revolta de 2020 em Portland, Oregon.

Fonte: https://malikspeaks.noblogs.org/post/2023/02/20/i-do-not-want-peace/

Tradução > Contrafatual

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Venta. Folhas correm.
Fico preocupado e penso
na volta pra casa.

Thiago Souza

[Canadá] Feira do Zine Anarquista de Montreal

Você está calorosamente convidado para uma feira de zines anarquistas em Montreal no sábado, 4 de março de 2023! Haverá zines e publicações de todos os tipos, além de um programa de workshops e outras surpresas! Esperamos que este dia seja um momento de troca de ideias, discussões e debates que permita às pessoas com sensibilidade antiautoritária encontrar novas cumplicidades, aguçar suas análises e principalmente aprofundar seus projetos e perspectivas de ação.

O evento será realizado no café La Ligne verte, 2531 Ontario East (frontenac metro) das 11h às 18h.

Informações de acessibilidade: Recomenda-se o uso de máscara. Os banheiros são de gênero neutro. O café fica no primeiro andar e há um degrau de concreto na porta da frente. As oficinas e atividades relacionadas ocorrerão no andar de cima, que deve ser acessado por uma escada.

Se você tiver alguma dúvida sobre acessibilidade ou qualquer outra coisa, não hesite em nos escrever em: mtlzinefest@riseup.net

Anarquistas

Fonte: https://kolektiva.social/@clashmtl/109886347855625886

Tradução > Contrafatual

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O peixe mergulha
do seu salto sobre a rocha:
o rio não para.

Everton Lourenço Maximo

[México] “MoTíN” Nº 24 – Boletim de Imprensa Anarquista

A MILITARIZAÇÃO DO MÉXICO

Desde mais de 15 anos o México está em guerra. O decreto de reforma da constituição, impulsionado pelo suposto presidente de “esquerda” Andrés Manuel López Obrador (AMLO), e seus cúmplices no poder legislativo, supõe prolongar e aprofundar esta guerra 5 anos mais. A reforma não só permite que militares sigam desempenhando funções de polícia em nossas comunidades, mas amplia suas funções para incluir “investigação e inteligência”. Além disso, dissolve o mando civil da Guarda Nacional, tornado-a uma polícia militar completamente sob controle da Secretaria de Defesa Nacional (Sedena). Autoriza um uso indiscriminado de recursos. E, para rematar, a protege com foro militar, dando-lhes completa impunidade nos crimes que cometam.

Frente a esta alarmante situação, os companheiros anarquistas coordenados dentro da CATL (Coordinadora Anarquista Tejiendo Libertad), no território conhecido como “México” e mais além, consideramos:

  1. A guerra não é contra o narco. Nestes quinze anos de guerra morreram mais de 350 mil pessoas, outro tanto foi deslocado pela violência e umas 72 mil continuam desaparecidas. E todo este sangue e dor não frearam em nada o tráfico de droga no México.

>> Para ler o boletim na íntegra, clique aqui:

https://drive.google.com/file/d/1BzkU2JGpzPi4vlqg6F5jdCCTaXKDwTlX/view

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mata quase nua:
um sabiá
canta o outrora

Cláudio Feldman

[Espanha] Rizoma Libertário: encontro de bibliotecas anarquistas de Madrid

Por quê e para quê um encontro de bibliotecas anarquistas hoje?

Vivemos em uma democracia liberal em cujos bastidores operam poderes econômicos que ditam as regras do jogo social e que se servem do aparato do Estado, das forças da ordem e dos meios de comunicação para manter seus privilégios. Uma das consequências é a desinformação cotidiana e a construção de um cenário cultural a serviço do capitalismo.

As formas pedagógicas presentes neste sistema capitalista se esforçam por criar cidadãos individualistas, consumistas, incultos e com pouca ou nula capacidade de análise. Se educa os indivíduos para que se adaptem à realidade e não para que aprendam a intervir nela.

Por outro lado, a aparição de redes sociais como novos âmbitos de relação social, consequência da crescente fragmentação da vida cotidiana e o desaparecimento das comunidades sociais naturais, se convertem em espaços de construção de posturas ideológicas de tensão. A desinformação, a ausência de dialogo e de escuta são elementos comuns nas redes sociais. Isto, somado ao caráter viciante destas redes virtuais, não potencializam a cooperação ou a ajuda mútua necessárias para uma vida feliz das comunidades sociais.

Em nosso entorno existem serviços culturais públicos, gratuitos e universais (universidades populares, redes de bibliotecas públicas, centros cívicos…), que tem a missão de garantir o acesso à cultura da população. Mas seu objetivo não é pôr em dúvida a cultura existente nem o modelo de produção capitalista. De fato, reproduzem o modelo cultural no qual a cultura é consumida de maneira individual e não se cria de maneira comunitária.

Neste contexto político, econômico, e cultural se faz necessário mais do que nunca recuperar os valores que propiciam o pensamento, a ação e a história anarquista e libertária, tarefa que historicamente desenvolveram os ateneus libertários na educação da classe obreira em particular e da sociedade em geral.

Por tudo isso, durante o mês de fevereiro e parte de março, quatro das bibliotecas anarquistas de Madrid se unem em uma organização com atividades culturais comuns: oficinas, conferências, poesia, teatro, jogos, performance, exposições… Uma organização comum para visibilizar o conjunto de bibliotecas que formam este rico rizoma. Um mês para reanimar a alma do bosque libertário que alimentam em comum e que esperamos gerará vínculos pessoais e novas dinâmicas revolucionárias.

Como em um rizoma, cada ponto deve estar conectado com outros de forma heterogênea, desde a inter-relação que pode ser múltipla, questionando o pensamento linear unilateral, sem princípio nem fim, sem sujeito nem objeto. Um sistema descentralizado, não hierárquico e não significante. Assim surge o Rizoma Libertário.

Quatro bibliotecas anarquistas de Madrid: a Biblioteca Okupada Anarquista Carnaval y Barbarie (Vallecas), Local Anarquista Magdalena (Lavapiés), Biblioteca la Revoltosa (Alcorcón) e Biblioteca Jesús Lizano (Fuenlabrada). Quatro pontos do mapa interconectados por um mesmo sonho e múltiplos esforços por consegui-lo: aquele mundo novo que levamos no coração.

Tradução > Sol de Abril

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Insetos que cantam
parecem adivinhar
minha solidão…

Teruko Oda

[Itália] A Suprema Corte decidiu: Cospito deve morrer!

Indo ainda mais longe que o pedido do Procurador Geral, a Corte rejeitou o recurso interposto pelos advogados de Alfredo. Trata-se de uma sentença de morte!

Além da rejeição, a sentença para pagar as custas processuais da corte soa zombaria: é o equivalente a cobrar do condenado o custo da bala com a qual ele será baleado. Certamente, em meio a adiamentos e atrasos, que foram absolutamente intencionais, eles não mostraram grande pressa em proferir uma sentença que já estava escrita desde o início. A mídia da imprensa do regime foi orquestrada para justificar esta medida.

O caráter punitivo e coercitivo de um sistema que não tem outra medida a adotar além da repressão tout court, nas prisões, nos CPRs [centro de detenção e expulsão de imigrantes], nas praças, é evidente. É uma “justiça” armada que faz uso imediato da violência; a crescente militarização da sociedade é prova disso.

O Estado italiano não conhece a justiça, mas apenas o terror, a violência, a opressão e a vingança. Em 2022, até cem pessoas cometeram suicídio em prisões e CPRs.

Ontem (24/02) à noite o Estado decidiu, friamente, assassinar Alfredo Cospito que estava em greve de fome há quatro meses e quatro dias.

Ontem, hoje e amanhã: viva a anarquia!

Alfredo Cospito livre.

Não ao 41 bis.

Grupo Anarquista Mikhail Bakunin  – FAI Roma & Lazio

Tradução > Liberto

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Eu limpo meus óculos
mas vejo que me enganei.
É lua nublada.

Neide Rocha Portugal

[Espanha] O teatro anarquista na segunda metade do século XX: O Living Theatre e El Laboratório de Ensaios

El teatro anarquista tras la Segunda Guerra Mundial: The Living Theatre y el Laboratório de Ensaios” é o décimo sexto título de nossa coleção Lmentales (Série Contemporâneos).

Não existem muitos estudos sobre o teatro anarquista na primeira metade do século XX, mas, todavia, é ainda mais difícil encontrar materiais sobre as iniciativas teatrais na segunda metade desse século.

Por isso, esse trabalho de Claudia Tolentino Gonçalves Felipe tem um valor especial: explora um caminho nada conhecido para dar visibilidade as iniciativas teatrais que são genuinamente interessantes por sua radical oposição a cultura oficial. Apesar do interesse despertado pelas décadas marcadas pela contracultura, tem se estudado somente o peso do teatro libertário na experimentação dramática. Por isso acreditamos que este estudo é um grão de areia para conhecer estas interessantes manifestações da cultura libertária:

Primeiro a chegada do cinema, depois, a colonização dos lugares do mundo através da televisão tem suposto, ao menos nisso que chamamos de Ocidente, na diminuição de importância do teatro como espetáculo público. No entanto, durante boa parte do século XX, as coisas eram diferentes: o teatro era um dos espetáculos públicos de maior relevância social. A análise do teatro pode nos ajudara a entender a cultura de um país, seus conflitos, seus anseios, sua diversidade, etc. Na realidade, como bem sabem as leitoras e leitores que falar de cultura em singular é uma simplificação que não podemos nos permitir: é preciso falar de culturas e, dentro dessa pluralidade, este livreto mergulha na cultura operária e revolucionária para traçar um mapa do teatro anarquista. Suas propostas são um valente desafio à arte e cultura burguesas com uma audácia fora do comum que as instituições acadêmicas, como é normal dada a natureza de tais instituições, se encarregaram de silenciar. Para remediar esse esquecimento voluntário, este texto, além de traçarmos as principais linhas do teatro libertário, nos ajudará a conhecer projetos como The Living Theatre ou o Laboratório de Ensaios que semearam o campo dramatúrgico da segunda metade do século XX com propostas de uma potencialidade enorme.

Ano de publicação: 2022

Autor / es: Claudia Tolentino Gonçalves Felipe

Editorial: La Neurosis o Las Barricadas Ed.

Páginas: 84

Tamanho do livro: 15×12,5 cm.

Preço: 5 Euros

Web: https://www.laneurosis.net/

Tradução > 1984

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gota na água
faz um furinho como
prego na tábua

Carlos Seabra

[Espanha] Fraguas liberdade! Porque repovoar não é um crime.

Comunicado Fraguas | Fevereiro 2023 | #RepoblarNoEsDelito

Em 2013 nasce o projeto de Fraguas Revive em um povoado abandonado desde 1968, expropriado (forçado e fraudulentamente) pelo franquismo e destruído com práticas militares. O projeto trata de reconstruir o povoado de Fraguas em torno a valores como a autossuficiência, ecologia, recuperação do patrimônio e vida em comunidade. Apesar de ser um projeto com um impacto positivo na demografia e economia local (posto que se encontra em uma das zonas mais despovoadas da Europa), apesar de contar com o apoio e ajuda dos antigos habitantes e apesar de estar fortemente respaldado pela sociedade civil, a junta de Castilla la Mancha, proprietária do terreno, não o vê com bons olhos.

Por estes fatos, 6 pessoas foram condenadas como especuladores imobiliários, ainda que não se cumprissem os requisitos para isso: não haviam edificado nova planta, não se urbanizou e tudo é autorizável. Além disso, não se permitiu recorrer da sentença ao tribunal Supremo vulnerando assim nosso direito de defesa. Tampouco se escutou a comunidade científica que alertou em várias ocasiões, tanto a administração como a juíza, da ilegalidade da sentença, que pretende demolir Fraguas, supondo uma perda irrecuperável do patrimônio.

Em 11 de janeiro de 2023 recebemos a resposta da audiência provincial ao último recurso que apresentamos contra o pressuposto e demolição de Fraguas. Como era de se esperar nos foi denegado, aprovando-se dito pressuposto em 110.000 euros, que se não for pago implica na pena de 2 anos e 3 meses de cárcere para os 6 de Fraguas. Não se teve em conta nem a voz de uma equipe arqueológica independente nem outro pressuposto independente que taxa a demolição muito por baixo do apresentado pela Junta de Castilla-La Mancha (67.000 euros).

Além disso, em outro processo judicial aberto, com o qual já podem desalojar, ameaçam 10 pessoas com a cobrança de 5% do valor do local usurpado (que consideram mais de 1000 ha) a cada 10 dias de permanência no povoado.

Após 10 anos de dura batalha judicial e 3 julgamentos, pelo anteriormente expressado e por dedicar nossos esforços em evitar o cárcere aos 6 de Fraguas, decidimos por ponto final ao projeto de Fraguas Revive. Ainda que nem o espaço nem o projeto sigam adiante, consideramos que Fraguas foi uma vitória, pois serviu para expor o tema do despovoamento na opinião pública e como trampolim para pessoas e projetos de volta ao mundo rural.

A demolição de Fraguas de 110.000 euros é uma responsabilidade civil, que não prescreve, e o não pagamento implica a pena de cárcere de 2 anos e 3 meses. No caso de não se pagar e ir ao cárcere, depois de cumprir a condenação, ficaria pendente a dívida por toda a vida. Por isto decidimos tentar fazer frente à pena econômica. Após muitos anos de apoio e solidariedade já reunimos 40 mil euros e para fazer frente ao resto pomos em marcha na segunda-feira, 27 de fevereiro, um crowdfunding em goteo.erg (link abaixo).

APÓS HAVER ESGOTADO TODAS AS VIAS QUE CONSIDERAMOS POSSÍVEIS FAZEMOS UM CHAMADO À SOLIDARIEDADE PARA EVITAR A ENTRADA NO CÁRCERE DOS 6 DE FRAGUAS

>> Para apoiar, clique aqui:

https://www.goteo.org/project/fraguas-libertad

#libertadLxs6DeFraguas

#FraguasGoteoCrowdfunding

Tradução > Sol de Abril

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/08/04/espanha-o-tribunal-ratifica-que-os-habitantes-de-fraguas-paguem-110-000-mil-euros-pela-demolicao-da-vila/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2019/06/28/espanha-fraguas-resiste/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2019/06/24/espanha-chamado-a-resistencia-em-fraguas/

agência de notícias anarquistas-ana

para medir o calor
do dia, olhe o comprimento
do gato que dorme

James W. Hackett

A Revolta Popular no Peru | Anarquistas Discutem a Revolta Contra a Violência Policial e o Estado de Emergência

Em dezembro de 2022, uma onda de protestos populares liderados por camponeses e os movimentos indígenas varreram o Peru depois que o ex-presidente Pedro Castillo sofreu impeachment após uma tentativa fracassada de dissolver o legislativo e sua vice-presidente, a conservadora Dina Boluarte, assumiu o governo. Em 14 de dezembro, o ministro da Defesa, Alberto Otárola, decretou estado de emergência, suspendendo a liberdade de reunião, a liberdade de ir e vir, a inviolabilidade do lar e outros direitos. No entanto, os protestos só aumentaram de intensidade. Em 18 de janeiro, movimentos populares do sul do Peru marcharam até a capital em uma mobilização conhecida como “Tomada de Lima”. Estudantes e sindicatos os receberam, juntando-se aos protestos para exigir novas eleições para a presidência e o legislativo. Em resposta, a polícia matou mais de 60 pessoas e feriu milhares. Para uma visão direta desses acontecimentos, conversamos com anarquistas peruanos, na esperança de obter uma perspectiva sobre os aspectos desse movimento que ultrapassam a política de estado.

>> Para ler o texto na íntegra, clique aqui:

https://es.crimethinc.com/2023/02/21/a-revolta-popular-no-peru-anarquistas-discutem-a-revolta-contra-a-violencia-policial-e-o-estado-de-emergencia

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/12/17/peru-um-novo-crime-foi-perpetrado/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/12/21/espanha-alguem-sabe-o-que-diabos-aconteceu-no-peru/

agência de notícias anarquistas-ana

Mesmo molhado
Resplandece ao pôr-do-sol
O campo de algodão.

Paulo Franchetti

Uma enorme prisão em El Salvador abriu seus portões

Os primeiros 2.000 prisioneiros – membros de gangues – foram transferidos para uma mega prisão de segurança máxima em El Salvador que acaba de abrir seus portões.

A instalação foi projetada para abrigar 40.000 suspeitos de gangues com o ministro de segurança do país avisando que os prisioneiros “nunca sairão daqui”.

Como escreveu o presidente do país, Naguib Bukele, em um post no Twitter: “ao amanhecer, em uma única operação, transferimos os primeiros 2.000 membros para o Centro de Contenção do Terrorismo”, que ele afirma ser a maior prisão das Américas.

O presidente de El Salvador acrescentou: “Esta será sua nova casa, onde eles viverão por décadas, incapazes de causar mais danos à população”.

Na verdade, o presidente também publicou um vídeo mostrando homens aterrorizados, descalços, tatuados, usando apenas cuecas brancas, encurvados e com as mãos atrás da cabeça raspada, andando pelos portões da prisão.

Eles estavam alinhados um ao lado do outro, com guardas armados em balaclavas, observando-os.

Os prisioneiros eram então levados para suas celas, onde eram deixados sentados no chão em frente às camas de metal, mas sem colchões. “Estamos eliminando este câncer da sociedade”, escreveu o Ministro da Justiça e Segurança Gustavo Villatoro no Twitter. “Saibam que nunca sairão daqui, pagarão pelo que são… terroristas covardes”, acrescentou ele.

Esta prisão, 74 quilômetros a sudeste da capital, foi construída sob as ordens de Bukele, depois que ele declarou “guerra” contra as gangues em março passado, e consiste em 8 edifícios de concreto armado. Cada um desses edifícios tem 32 celas, projetadas para abrigar “mais de 100 prisioneiros”, segundo o Ministro de Obras Públicas Romeo Rodríguez. Cada cela tem apenas duas pias e dois banheiros.

Há apenas 80 beliches de metal para cada 100 detentos com grupos de direitos humanos e observadores criticando o projeto como uma violação das normas prisionais. “Não haverá colchões nas celas”, disse o diretor da prisão – que usava uma máscara de esqui para proteger sua identidade – aos repórteres quando o projeto foi apresentado.

E enquanto a prisão está equipada com salas de jantar, salas de exercícios e mesas de pingue-pongue, estas são apenas para uso exclusivo dos guardas.

El Salvador é, atualmente, o país com o maior número de presos em relação a sua população no mundo, segundo a organização World Prision Brief. As estimativas são de que o país tenha cerca de 65 mil detentos, enquanto a população é de pouco mais de 6,3 milhões de pessoas, o que significa que cerca de 2% de toda a população está presa.

agência de notícias anarquistas-ana

livro aberto gelado
o norte geme no vento
sobre a página branca

Lisa Carducci

Campanha Internacional de Atake ao E$tado/Capital Italiano

No dia 24 de fevereiro de 2023 a justiça italiana rejeitou o recurso interposto pelos advogadxs defensores de Alfredo Cospito sobre o 41 bis, em que foi requerido sua transferência do regime de isolamento extremo, condições pelas quais o companheiro tem mantido uma greve de fome por mais de 4 meses. O e$tado porém, reafirmou sua postura: Alfredo deve continuar subjugado sob isolamento no 41 bis. Essa decisão ratifica o que nós tememos faz bastante tempo: o companheiro irá morrer, e seu assassino é o e$tado.

As estruturas do e$tado italiano e seus interesses capitalistas se encontram espalhados ao redor do planeta inteiro e -além do mais, deve ser lembrado- quem administram e mantém o status quo e a prisão dura são pessoas de carne e osso, com nomes e endereços. Políticos, juízes, promotores, policiais, empresários e todx aquelx que defenda e perpetue a ordem existente são e serão para sempre nossxs inimigxs declaradxs. E muito bem sabem as pernas de Adinolfi: o terror da morte elxs também podem sentir.

Esse é um chamado para evitar as plataformas políticas coercitivas e dar o pulo qualitativo para a ação violenta e destrutiva. Já sejam ataques contra infraestruturas ou indivíduxs do poder, o slogan é só um: dar forma e vida a uma solidariedade internacional potente e capaz de destruir e aterrorizar aos assassinxs de Alfredo Cospito e vingar sua iminente morte. Sabemos que assumir essa realidade é dura para nós, porém são aquelas paixões desoladoras as que são capazes de dar início e nos empurre a executar nossa vingança anárquica.

A luta de Alfredo é uma guerra de todxs aquelxs que lutam contra a prisão. A solidariedade com a sua greve é um chamado a atuar em cumplicidade. Por isso convocamos esta campanha de ataque direto e destrutivo contra o e$tado italiano, com a convicção de que a luta contra o 41bis não termina nos tribunais e que nem tudo está dito ainda.

“(…) Vou morrer em breve, espero que depois de mim alguém continue a luta foram as palavras de Cospito ao saber de sua permanência no 41bis.

SEJAMOS NÓS XS QUE CONTINUEM SEU CAMNHO COMBATIVO E NEGADOR!

O REI ESTA NÚ
O MESTRE PODE E DEVE SANGRAR

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2023/02/25/corte-da-italia-mantem-alfredo-cospito-em-isolamento/

agência de notícias anarquistas-ana

A neve está derretendo –
A aldeia
Está cheia de crianças!

Issa