[França] O caso de Vincenzo Vecchi no Tribunal de Justiça da União Europeia

12 anos na prisão para um ativista antiglobalização 21 anos após a contra-cúpula de Gênova…

Em 14 de julho, o Tribunal de Justiça da União Europeia proferiu sua decisão sobre o caso Vincenzo Vecchi. De todas as opções disponíveis, optou pela mais extrema: manter a funcionalidade do mandado de prisão europeu a todo custo.

Em outras palavras, o TJUE decidiu não interromper a colaboração entre os Estados no espaço jurídico europeu e ignorar os direitos fundamentais e as duas decisões judiciais dos tribunais de apelação de Rennes e Angers!

Estamos chocados com esta decisão que agora permite que uma lei de origem fascista e draconiana seja aplicada em toda a Europa e, portanto, um simples manifestante seja, sem nenhuma prova, considerado culpado dos crimes cometidos ao seu redor.

Finalmente, a decisão retornará ao Tribunal de Cassação de Paris em 11 de outubro de 2022!

Não aceitamos tal decisão. Continuamos mais do que nunca mobilizados para defender nosso companheiro Vincenzo e em geral, o direito de manifestação e as liberdades fundamentais.

comite.soutien.vincenzo@gmail.com

Fonte: https://expansive.info/Affaire-Vincenzo-Vecchi-et-Cour-de-justice-europeenne-3415

Tradução > Liberto

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agência de notícias anarquistas-ana

Riacho de pedras
rua dos peixes
rastros de platina.

Yeda Prates Bernis

[Porto Alegre-RS] Companheiro Yannis: Nosso gesto singelo! Uma visita à Igreja Ortodoxa Grega.

À quem luta nossa mão terna, a quem procura nos oprimir nossa mão hostil.

Não se trata de uma ação espetacular à altura da luta de nosso companheiro anarquista Yannis Michailidis, trata-se apenas de um gesto singelo, uma piscada de olho para ele, nossa mostra de cumplicidade anarquista.

No meio de um mundo que cada vez mais se conforma apenas com informação digital permanente e dentro do seu próprio círculo de interesses, sorrimos imaginando os fiéis ortodoxos chegando na sua recentemente pintada Igreja para ver nela as manchas de nossas garrafadas de tinta e o nome  Yannis Michailidis, que chega até estes cantos através desse singelo gesto.

Nada termina, nada se detém para aqueles que abraçamos a anarquia, o caminho é infinito e a luta também. O companheiro Yannis com sua determinação já provocou uma boa dose de caos, agora é a vez de todos nós. Ler mais e mais informações anarquistas não te faz anarquista. Provocar a anarquia, estar anarquista, já aproxima um pouco.

Procura que viva a Anarquia!

agência de notícias anarquistas-ana

um beijo no pé
outro em tua boca
depois do café

Carlos Seabra

 

[Espanha] O tribunal ratifica que os habitantes de Fraguas paguem 110.000 mil euros pela demolição da vila

A soma, como responsabilidade civil, significará que as seis pessoas condenadas por crimes contra o ordenamento territorial irão para a prisão em caso de não pagamento.

109.840,87 euros é o valor exato com que o Tribunal Penal número 1 de Guadalajara avalia o custo da demolição das construções erguidas pelo repovoamento de Fraguas neste povoado recuperado nas montanhas. Uma quantia que, como confirmado pela ordem judicial emitida em 20 de junho e à qual El Salto teve acesso, deve ser paga, como responsabilidade civil, pelas seis pessoas que foram condenadas por crimes contra o planejamento do uso da terra para reconstruir este povoado.

“Ou pagamos isso ou vamos para a cadeia por dois anos e três meses”, explica a El Salto Lalo Aracil, um dos ocupantes que em 2013 se propôs a reconstruir Fraguas, um povoado de Guadalajara que deixou de existir há 50 anos, por decisão de Franco, que ordenou sua demolição para o reflorestamento da montanha com pinheiros. Aracil, que também é uma das seis pessoas condenadas pela reconstrução do vilarejo, anuncia que eles vão apelar da sentença e lançaram uma campanha para reunir apoio. Embora ele e as outras pessoas condenadas em 2018 tenham sido condenadas a penas de prisão de um ano e meio, bem como a uma multa de 1.080 euros também por crimes contra o ordenamento territorial e outros 2.160 euros por usurpação, em 2019 o Tribunal Provincial, que confirmou as sentenças, acrescentou que estas seis pessoas deveriam pagar os custos da demolição, de modo que, se não pagassem, a pena de cárcere, agora com prisão, aumentaria para dois anos e três meses.

Segundo a decisão judicial, a quantia de cerca de 110.000 euros, ao qual El Salto também teve acesso, elaborado pela empresa pública Tragsa em fevereiro de 2021, incluiria o “custo de demolição das obras e construções, bem como os custos estimados de remoção dos resíduos existentes antes de 7 de fevereiro de 2017”.

“Este cálculo está inflado de forma grosseira”, diz Aracil. “Por um lado, eles calculam o volume de entulho nas casas como se fossem sólidos, como se não houvesse ar dentro deles, apenas pedras, concreto, tijolos ou o que quer que seja”, explica. Ele também ressalta que no cálculo eles cobram várias vezes pelos mesmos conceitos, e até cobram pelas máscaras, botas e luvas dos trabalhadores, as trocas de óleo das máquinas.

Em abril de 2021, com a demolição de Fraguas já em andamento, o CSIC advertiu da ilegalidade da demolição à titular do Tribunal de Instrução número 1 de Guadalajara, María del Carmen Molina Mansilla, cujo nome apareceu na mídia em 2016, quando, como titular da Corte de Violência contra a Mulher número 1 de Vitória, ela perguntou a uma vítima de estupro se ela havia fechado suas pernas adequadamente. O relatório enviado pelo CSIC à magistrada indicou que todo o povoado de Fraguas é suscetível de ser protegido pela Lei de Herança de Castilla-La Mancha.

Em vista do relatório do CSIC, a magistrada decidiu interromper a demolição de Fraguas e encarregou ao Seprona de realizar um relatório sobre o valor artístico das construções do povoado. Pouco mais de um ano depois, a magistrada retomou a execução do povoado de Fraguas.

Além do processo penal, os repovoadores de Fraguas ainda aguardam seu despejo por via administrativa, pois em dezembro do ano passado a Junta de Comunidades de Castilla-La Mancha emitiu uma resolução para despejá-los do povoado assinada pelo Ministro do Desenvolvimento Sustentável, José Luis Escudero, dando-lhes um período de dez dias a partir de então para o despejo voluntário. Como Aracil confirma a El Salto, desde Fraguas recorreram da resolução e foram ao tribunal administrativo, que decidiu manter o despejo ditado pela prefeitura de La Mancha.

Fonte: https://www.elsaltodiario.com/pueblos-recuperados/juzgado-ratifica-110000-euros-derribar-fraguas-amenaza-habitantes-carcel-si-no-pagan

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agência de notícias anarquistas-ana

Eis o meu haikai:
Contido porém florido,
Bom (como um bonsai).

O Poeta de Meia-Tigela

“Sou fotógrafo, macumbeiro e anarquista.”

INSTITUTO DE ESTUDOS LIBERTÁRIOS ENTREVISTA GABRIEL RIBEIRO

Instituto de Estudos Libertários > Quem é Gabriel Ribeiro?

Gabriel Ribeiro < Sou banhado pelas águas das encruzilhadas da vida – dos encontros com diversos afetos. Sou um paulistano carioca, nasci na capital de São Paulo, fui para o Rio de Janeiro (capital) aos sete meses de idade, entende? Sou um cidadão carioca que preserva o corinthianismo do pai. Sou fotógrafo, macumbeiro e anarquista. Um autodidata desertor de um modo de vida imposto pela classe média. Sou um entusiasta em desobedecer uma ordem autoritária. Sou filho de Xangô (não iniciado) e gosto de beber das fontes ciganas também. Falar da gente é sempre complexo, pois queremos sempre falar do melhor que nós somos. E uma coisa que aprendi com os anarquismos, é reconhecer as próprias contradições – não fugir do “problema”. A minha natureza pode ser tão doce quanto subversiva. Não suporto “dar ordem”. Sou um amante da vida libertária!

IEL > Quando teve o seu primeiro contato com o anarquismo?

GR < Meu primeiro contato “de fato” com o anarquismo se deu nas “Jornadas de Junho de 2013”, durante os protestos de rua. As táticas do ‘bloco preto’ despertaram muito a minha atenção nessa época, comecei a querer entender e compreender os seus motivos, as suas perspectivas. Eu diria que o meu anarquismo seja “filho” dessas jornadas. Desde então passei a me reconhecer como anarquista, mesmo que pela via empírica. No mesmo período, criei um circuito de estudos e frequências em galerias de arte e centros de cultura, para me dar uma base intelectual e artística para a caminhada na fotografia. Só bem mais tarde, já durante a pandemia, iniciei a responsabilidade e comprometimento no engajamento das pautas anarquistas.

IEL > Nos fale um pouco de sua trajetória antes de chegar ao anarquismo.

GR < Em 2013 eu tinha 28 anos. Venho de uma família de classe média, filho de pai bancário (servidor público, atuou por muito tempo como gerente de banco) e mãe bancária, também, atuando por muito tempo em funções administrativa dentro das agências (uma servidora pública). Entrei para a faculdade de Publicidade de Propaganda em 2005, aos 20 anos de idade. No meio do curso eu tranco por questionar o sistema capitalista por conta dos filósofos que tive acesso no curso. A partir deles, não me lembro como, chego até Karl Marx. Fiquei até os meus 29 anos “batendo cabeça” em empregos nos ambientes corporativos. Com 29 ganho uma máquina fotográfica do meu pai. Em 2012 saio de casa sem dinheiro algum por me sentir humilhado pelo meu pai, desde então, com meus 28 anos, minha relação com a rua ganhou outra dimensão, bem diferente daquela “pequeno-burguesa” de antes. As rodas de rap, as festas de rua, encontro com pixadores, andanças pelas rua do Rio de Janeiro e sobretudo, nas ditas festas “undergrounds” da cena da música eletrônica – seja como amante, seja como fotógrafo. – Quando fui morar na região serrana, a vida me trouxe alguns apontamentos, gerando reflexões e amadurecimento. Por aqui, produzi projetos fotográficos como: “In-Formal” que conta um pouco das histórias de vendedores ambulantes em Itaipava, distrito de Petrópolis-RJ, esse trabalho foi exposto no Centro no Centro Cultural Raul de Leoni; “Corpos Docentes”, no qual busquei valorizar o pensamento crítico de cada professor e professora, a exposição aconteceu na Sala Augusto Ângelo Zanatta, espaço da Prefeitura de Petrópolis; Ruínas: fragmentos de uma cidade – levantei umas questões envolvendo as casas abandonadas, as obras ficaram expostas no Sesc-Nogueira. Antes da pandemia tornar esta tragédia que se tornou, eu estava fotografando os quilombolas do Quilombo Boa Esperança, no município de Areal-RJ, o intuito era mostrar como essa comunidade de organiza e promove seus modos de sociabilidade. Esse projeto se encontra suspenso até eu poder retomar com todo o cuidado necessário. Tive algumas fotografias publicadas em jornais e no Foto em Pauta.

>> Para ler a entrevista na íntegra, clique aqui:

https://ielibertarios.wordpress.com/2022/07/24/instituto-de-estudos-libertarios-entrevista-gabriel-ribeiro/

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A abelha voa vai
vem volta pesada
dourada de pólen

Eugénia Tabosa

[Suíça] Notas de viagens a Saint-Imier

L’Espace Noir (O Espaço Negro) é uma cooperativa cultural autogerida de inspiração libertária, criada em 1984. Durante os dois primeiros anos, o edifício teve que ser renovado. Em 1990, foi criada uma cooperativa para comprar o edifício propondo às pessoas a compra de uma ou mais de suas partes. Mais de 300 pessoas responderam a este apelo e nasceu a Imagine, a cooperativa que se tornou a proprietária do edifício, que hoje tem várias centenas de membros. Em seus vários anos de vida, o Espace Noir se tornou um marco para a cidade.

Abriga um teatro, um cinema (o menor da Suíça), uma galeria, uma taberna, uma livraria, um infoponto, um albergue e agora abriga famílias de refugiados. O Espace Noir encontra seu pensamento e ação nos ideais da tendência antiautoritária da Internacional. Um lugar importante a 500 m de onde tudo começou, em setembro de 1872.

Gruppo Anarchico Mikhail Bakunin – FAI Roma

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quantos pirilampos
posso contar esta noite?
caminho enluarado

José Marins

[Espanha] Nova Edição: “Armadas con la pluma y la palabra”, de Deyanira Schürjin Benedetto

SOMBRAS é um projeto militante que pretende dar conta e jogar luz às lutas das mulheres e outras identidades não normativas omitidas pelo feminismo hegemônico. O relato oficial das ondas do feminismo baseia seus postulados e perspectivas no pensamento ilustrado, negando assim outras formas de ocupar o mundo, de opor-se e resistir às ordens estabelecidas que existiram e existem. Com Sombras pretendemos deslumbrar e recuperar a memória e a luta das outras: as rebeldes, as loucas, as putas, as não brancas, as discas, as pobres, as rasteiras, as obreiras, as migrantes, guerrilheiras, oradoras, escritoras e ativistas. Definitivamente, as de um proletariado tão maltratado como disposto a seguir resistindo.

SOMBRAS I Prensa Política: Armadas con la Pluma y la Palabra.

Utopistas, socialistas e anarquistas, e uma ou outra sufragista, se aglomeram neste primeiro exemplar para dar mostra de suas lutas e preocupações: pobreza, trabalho, educação, amor livre, aborto, maternidade, matrimônio, prostituição, antimilitarismo, assim como a aliança internacionalista em um tempo que avançava para uma Guerra de Classes das mais cruentas e disciplinares.

288 páginas, Rústica com abas, 19 cm x 13 cm. 12€

editorialimperdible.com

@editorialimperdible

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bem-te-vi
o que ele viu
que eu não vi

Ricardo Silvestrin

[Espanha] Grupo EURESTCompass forçado a retirar a sanção

O Compass Group foi forçado a retirar uma suspensão de 20 dias de emprego e pagamento, injustamente imposta a um membro da seção do sindicato CNT.

Mais uma vez, a política trabalhista que o Grupo EURESTCompass aplica no local de trabalho é exposta. Precariedade e exploração, como regra, que se transforma em repressão quando os trabalhadores se organizam para reivindicar o que lhes pertence.

Uma política de trabalho que o serviço de hosteleria subcontratado aplica em todos os locais de trabalho que administra, tanto no setor privado como no público. Com a cumplicidade de empreiteiros, neste caso ou o Grupo Mémora – Aproximaciones entorno la muerte, ou o Ajuntament de Barcelona.

A seção sindical da CNT demonstra mais uma vez, não apenas a utilidade, mas também a necessidade de estar organizado na multinacional.

Com representação em 5 locais de trabalho, com mais de 7 anos de experiência, sua ferramenta sindical na Eurest, ou em qualquer uma das empresas do Compass Group é a CNT. Contate-nos em: seccio.eurest@barcelona.cnt.es

Serveis Funeraris de Barcelona S A, Ajuntament de Barcelona Informa, IESE Business School, Naturgy, Nestlé, Generalitat de Catalunya, Vilaplana Catering

#Vitarest #Escolarest #Medirest #Vilaplana #CuentaConCNT

Fonte: https://www.cnt.es/noticias/eurestcompass-group-se-ve-obligada-a-retirar-la-sancion/

Tradução > Liberto

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eu em demasia
não fosse
a poesia

Eder Fogaça

 

[Pré-venda: Charlas y Luchas] Coleção na sacola

de R$210,00  Por R$150,00

Apenas 50 pessoas terão a coleção completa na sacola. Você pode garantir a sua agora.

O anseio principal da coleção Charlas y Luchas é falar de mulheres anarquistas latino-americanas e sua vontade de ação. Maria A. Soares, Juana Rouco Buela e Margarita Ortega Valdés são as três personagens. Maria A Soares, brasileira, não deixou um livro pronto, mas deixou textos em diversos periódicos entre 1912 e 1922. A equipe da coleção transcreveu seus escritos e os transformou em uma publicação. Já Juana Rouco Buela, que migrou criança para a Argentina, escreveu uma autobiografia no final da sua vida, onde conta suas ações em diversos países e fala do ideal anarquista que viveu e nunca abandonou. Margarita Ortega Valdés deixou um único texto, mas sua história foi relatada por Ricardo Flores Magón e ela é considerada infatigável e essencial para a Revolução Mexicana.

Ao comprar até 5 de agosto seu nome entra impresso nos livros na parte apoio. Vem!

Mais infos: https://tendadelivros.org/loja/produto/pre-venda-charlas-y-luchas-colecao-na-sacola/?doing_wp_cron=1659456560.0850389003753662109375&mc_cid=827599ad85&mc_eid=8caea939b8

A coleção na sacola será enviada em outubro com todos os livros.

 agência de notícias anarquistas-ana

terreno baldio
lixo revirado
gato vadio

Carlos Seabra

Autoridades de Cuba começam a aplicar apagões programados

Moradores da capital, Havana, vão enfrentar dois cortes por semana de quatro horas cada

Autoridades de Cuba começaram a aplicar cortes de luz programados a partir desta segunda-feira (01/08) em Havana. Mais de dois meses atrás, a mesma medida foi tomada em outras províncias da ilha, em dificuldades para produzir e distribuir energia.

Os moradores da capital, de 2,1 milhões de habitantes, vão enfrentar dois cortes por semana de quatro horas cada, anunciou o governador, Reinaldo García Zapata, citado pelo jornal estatal Tribuna de La Habana.

Os cortes não afetarão hospitais e outros serviços como água e gás, garantiu García Zapata.

A medida irritou a população nas últimas semanas e alguns protestos foram organizados em localidades rurais, com panelaços. Os protestos ocorreram durante a noite porque as pessoas têm dificuldades para dormir neste verão, sem ventiladores ou ar condicionado.

Os apagões foram um dos estopins para os protestos antigovernamentais em massa de 11 de julho de 2021, os maiores em 60 anos. Cerca de 700 manifestantes ainda estão presos.

Os cortes de luz foram programados devido a trabalhos de manutenção nas obsoletas geradoras de energias e as frequentes avarias em suas instalações.

O sistema elétrico do país tem atualmente uma capacidade de distribuição de energia média de 2.500 megawatts, insuficiente para a demanda dos lares em horários de máximo consumo, que alcança os 2.900 megawatts, segundo dados oficiais.

Fonte: agências de notícias

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agência de notícias anarquistas-ana

Sobre o varal
A cerejeira prepara
O amanhecer

Eugénia Tabosa

[Espanha] Não é uma insolação, é exploração. É assassinato, não morte

Quando uma empresa e uma administração permitem que um trabalhador de sessenta anos trabalhe sozinho, no meio de uma onda de calor, nas horas mais quentes do dia, e a 40ºC, não podemos falar em nenhum conceito de acidente de trabalho; vamos chamar as coisas pelo nome e dizer alto e claro que este fato é um assassinato, e que este trabalhador é uma nova vítima do terrorismo dos patrões.

No sábado passado (16/07), a notícia da morte de um trabalhador de sessenta anos do serviço de limpeza da Prefeitura de Madri, após uma insolação, ecoou por toda a Espanha. Tanto no País Valencià quanto no resto da Espanha, as condições de trabalho não são muito diferentes daquelas às quais o trabalhador morto foi submetido. Setores como limpeza, construção, agricultura e indústria hoteleira e de catering são alguns dos mais atingidos dentro de um sistema em que os interesses privados prevalecem sobre o bem-estar dos trabalhadores, benefícios econômicos sobre os direitos trabalhistas, capital sobre a vida.

Ao mesmo tempo, das instituições públicas, e mais especificamente do Ministério do Trabalho, a morte do trabalhador é atribuída exclusivamente à mudança climática, desviando o foco da clara responsabilidade da empresa de limpeza de Madri – URBASER – que não colocou nenhuma medida anterior em termos de prevenção de riscos ocupacionais, que consistiria basicamente em alterar o cronograma de coleta de lixo e aumentar a força de trabalho.

Na Confederación General del Trabajo (CGT) estamos muito claros de que a mudança climática está afetando nossas vidas. Mudanças drásticas em nosso modelo de produção e em nosso modo de vida são necessárias para tentar conter as consequências do aumento da temperatura da Terra, o que, mais cedo ou mais tarde, nos levará ao colapso. Mas este trabalhador não morreu por causa da mudança climática, ele morreu como vítima da exploração do trabalho.

Não são mortos, são assassinados. Eles são mortos porque os governos permitem que empresas privadas empreguem trabalhadores em condições sub-humanas. Eles são assassinados porque os maus governos – local, regional e estadual – são incapazes de aprovar medidas para evitar essas situações, e apenas lançam recomendações e guias de boas práticas que responsabilizam os trabalhadores individualmente. Eles são mortos porque a Inspetoria do Trabalho, sob o Ministério do Trabalho, ignora as reclamações que são registradas com urgência sobre este assunto.

É por isso que, da CGT, exigimos a implementação de medidas urgentes para regular as duras condições de trabalho ao ar livre, devido ao aumento das temperaturas. Exigimos uma investigação rigorosa por parte do Judiciário sobre este caso – o funcionário do serviço de limpeza da Prefeitura de Madri – e outros como ele. E exigimos que as empresas sejam responsabilizadas por todas as formas de exploração de mão-de-obra, como o trabalho em temperaturas acima de 40 graus Celsius.

Chamamos as coisas pelo seu nome: NÃO SÃO MORTES, SÃO ASSASSINATOS. Lutamos para que estes eventos não voltem a acontecer. Porque aqueles que morrem são aqueles que estão no trabalho, em condições subumanas, e não aqueles que estão nos escritórios de empresas e instituições.

Fonte: cgt.org.es

Tradução > Liberto

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Saudosa de ti
caminho só pela rua.
É noite de estio.

Fanny Dupré

[México] Convocam ações de solidariedade com as comunidades zapatistas ameaçadas

Declaração conjunta contra as agressões contra as comunidades do Caracol 10 de E.Z.L.N.

Jobel, Chiapas, México

Em 28 de julho de 2022

Ao Exército Zapatista de Libertação Nacional (Ejercito Zapatista de Liberación Nacional)

Para o Congresso Nacional Indígena

Para a Sexta Nacional e Internacional

Para as Redes de Resistência e Rebelião

Para aqueles que assinam a Declaração pela Vida

Às pessoas que semeiam Dignidade e Organização

Organizações, coletivos e redes aderentes à Sexta Declaração da Selva Lacandona denunciam a continuação das agressões, perseguições e deslocamentos forçados com a cumplicidade e impunidade dos três níveis de governo em relação às comunidades autônomas de El Esfuerzo, Município Autônomo Rebelde Zapatista Comandanta Ramona; Nuevo San Gregorio, Região Moisés e Gandhi, Povoado La Resistencia, Povoado Emiliano Zapata, Povoado San Isidro e 16 de febrero, Município Autônomo Rebelde Zapatista Lucio Cabañas, do Caracol 10 “Floreciendo la Semilla Rebelde”, da Junta de Buen Gobierno “Nuevo Amanecer en Resistencia y Rebeldía por la Vida y la Humanidad” em Chiapas, México. Denunciamos também a obstrução do trabalho de direitos humanos realizado pelas Brigadas de Observação Civil (BriCO).

Na quinta-feira, 14 de julho de 2022, o Centro de Direitos Humanos Fray Bartolomé de Las Casas (Frayba) documentou que, aproximadamente às “08:00 horas, os ejidatarios (ocupantes de terras coletivas) do Muculum Bachajón, chefiados pelo comissário ejidal juntamente com a polícia municipal e agentes da proteção civil, chegaram à aldeia de San José Tenojí, Chilón, onde realizaram uma reunião, e por volta das 13:50 horas entraram violentamente na aldeia de San José Tenojí, Chilón, onde realizaram uma reunião e por volta das 13:50 horas eles entraram violentamente na vila de “El Esfuerzo”, no município autônomo Comandanta Ramona (com 54 hectares de terra recuperados em 1994 pela EZLN), deslocando seis famílias Bases de Apoio do Exército Zapatista de Libertação Nacional (BAEZLN) que deixaram seu lugar habitual para salvar suas vidas e se mudaram para a comunidade de Xixintonil, eles também incendiaram as casas e suas propriedades e há o risco de que 20 hectares de milho e feijão que ainda não foram colhidos sejam perdidos” [1].

Em 29 de junho de 2022, em uma entrevista coletiva, nossos camaradas de Frayba apresentaram um Boletim no qual denunciaram as ameaças de morte contra observadores nacionais e internacionais e a obstrução de seu trabalho de defesa. [2].

Lembramos que desde março de 2021 foi criado um acampamento para os BriCOs na comunidade Zapatista de Nuevo San Gregorio com o objetivo de salvaguardar a integridade física e emocional de nossos camaradas Zapatistas. Num contexto de constantes agressões desde novembro de 2019 por um grupo de pessoas de diferentes comunidades vizinhas conhecidas como “Los 40 Invasores”, que cercaram e desapossaram 155 hectares de terra recuperados em 1994 pela EZLN, que fazem parte do território coletivo de Nuevo San Gregorio [3].

Desde abril de 2019, a Região Moisés e Gandhi tem sido alvo de agressões armadas pelo grupo paramilitar da Organização Regional dos Cafeicultores de Ocosingo (ORCAO), devido a um interesse agrário em desapropriar terras recuperadas pelo EZLN [4].

Em 5 de maio de 2022, o grupo paramilitar ORCAO deslocou à força quatro famílias de 29 pessoas na aldeia de La Resistencia, assim como 11 famílias de 54 pessoas na aldeia de Emiliano Zapata. A isto acrescentamos as agressões paramilitares ao Poblado de San Isidro e ao Poblado de Moisés e Gandhi [5].

Em outra agressão, em 10 de janeiro de 2022, aproximadamente à 01:00 horas, a comunidade autônoma de 16 de Febrero foi atacada, onde um grupo não identificado de cerca de 15 pessoas encapuçadas e armadas entrou na comunidade autônoma, espancou algumas famílias e desapareceu com quatro pessoas por algumas horas [6].

Como aderentes à Sexta Declaração da Selva Lacandona, temos sido testemunhas do processo digno de resistência e dignidade das famílias zapatistas para não ceder a provocações criminosas. Da mesma forma, testemunhamos e acompanhamos o trabalho dos observadores e de nossos camaradas de Frayba. Podemos assegurar que tentamos fazer um trabalho impecável como defensores dos direitos humanos, onde o principal objetivo é e tem sido salvaguardar o projeto de autonomia e vida que a luta zapatista representa. A importância do trabalho dos BriCOs é fundamental dentro do trabalho político no estado de Chiapas, um trabalho que vem sendo realizado há 28 anos. Achamos altamente preocupante que este trabalho, que está comprometido com a vida, esteja sendo ameaçado de diferentes maneiras, mesmo ao extremo das ameaças de estupro dirigidas contra nossas camaradas observadoras. É verdadeiramente lamentável que as atividades de observação neste território tenham sido suspensas. Sabemos e compartilhamos as razões pelas quais nossas companheiras de Frayba tomaram esta decisão, pois ela deixa os habitantes da comunidade Zapatista de Nuevo San Gregorio vulneráveis. Hoje, mais uma vez, vemos o desgoverno da suposta e cínica “Quarta Transformação” que permite que a vida, a integridade física e emocional dos defensores dos direitos humanos seja ameaçada.

Diante de todo este cenário de guerra contra a vida e a autonomia dos povos zapatistas, podemos dizer que há 28 anos a Mãe Terra vem resistindo e sustentando a autonomia dos povos zapatistas, guardiães das terras recuperadas que são legitimamente as terras do EZLN. Dali floresce e semeia o tecido da vida que resiste e se rebela contra este sistema capitalista criminoso; através de uma relação de respeito e cuidado com a Mãe Terra com processos organizacionais através da autonomia da comunidade e do coletivo, eles são lugares de resistência que iluminam o horizonte e podemos nos olhar no espelho e ver que outro mundo é possível.

Portanto, convocamos todos os camaradas que aderirem à Sexta Declaração da Selva Lacandona e das Redes de Resistência e Rebelião, para que todos nós, como camaradas na luta pela Vida e pela defesa da Mãe Terra, possamos nos unir a partir de nossas próprias geografias, de acordo com nossas próprias formas, e demonstrar o quanto antes, com o objetivo de denunciar esta guerra contra a vida, a autonomia do povo zapatista, para a segurança integral dos defensores dos direitos humanos, e exigir que o governo mexicano cesse sua cumplicidade e impunidade.

Também convocamos a participar de ações deslocadas e públicas durante a primeira semana de 1-8 de agosto, a fim de tornar as denúncias visíveis em conjunto. Ou seja, chamamos à manifestação espontânea e conjunta, sem que de uma forma se anule a outra para romper o cerco da mídia… Todas as vozes!

Parem com o assédio às comunidades zapatistas!

Parem as práticas de contrainsurgência contra as comunidades do Caracol 10 da EZLN!

Rede de Resistências e Rebeliões AJMAQ

Rede Universitária Anticapitalista (Cidade do México)

Mulheres e a Sexta, Abya Yala

Resistencias Enlazando Dignidad-Movimiento y Corazón Zapatista (Rede MyC Zapatista).

Aderências:

Mais adesões: ajmaq_chiapas@riseup.net

[1] https://frayba.org.mx/desplazamiento-zapatistas-el-esfuerzo

[2] https://frayba.org.mx/amenazas-de-muerte-contra-observadores-nacionales-e-internacionales

[3] https://frayba.org.mx/brigadas-civiles-de-observacion-en-la-comunidad-autonoma-nuevo-san-gregorio

[4] https://redajmaq.org/es/informecaravana2020

[5] https://redajmaq.org/es/denuncia-de-desplazamiento-forzado-las-comunidades-zapatistas-poblado-la-resistencia-y-poblado

[6] https://frayba.org.mx/desaparicion-forzada-de-4-bases-de-apoyo-zapatistas-del-caracol-patria-nueva-municipio-de-ocosingo

Fonte: https://www.chiapasparalelo.com/noticias/2022/07/convocan-a-acciones-de-solidaridad-con-comunidades-zapatistas-amenazadas/

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

Só, tudo parece breu.
Um hálito ébrio vem de fora:
Estranho, mas é meu.

Márcio Bastos Silveira

Memória | A voz feminina da revolução

Por Marcolino Jeremias

“Sou velha, e por isso madura e já atravessando o meio século, já farda de ilusões. Não sei se a amiga é moça ou velha, se sofre ou tem sofrido, como eu os efeitos das injustiças e desigualdades sociais, principalmente essas desigualdades que fazem da mulher nesta sociedade um simples objeto de luxo e de gozo. (…)

Até hoje, todas as nossas companheiras, casadas com companheiros, que andam nestas agitações, são das que mais sofrem, devido à falta de coerência de companheiros que pregam nas associações a liberdade, e as trazem em escravidão permanente no lar, onde estas só têm que seguir o que a vontade absoluta do seu senhor o determina. Além disso, os companheiros que pregam a liberdade absoluta de que carecemos todos, de acordo com as nossas ideias que hão de ser vitoriosas um dia, não gostam de levar suas companheiras consigo para as suas associações (…)

Os maiores inimigos das ideias que nos dominam, entre nós, até hoje, tem sido os próprios propagandistas (…) precisamos atrair primeiro o povo e depois dizer-lhes a verdade. Eles levam, ao contrário, a espantar o povo. (…) Cada dia que passa, precisamos nos empenhar para que tenhamos, mesmo a pretexto de festejos que não estão no fundo, de acordo com as nossas ideias, procurar ter quem nos leia e quem nos ouça, e nunca nos ocorra a triste ideia de criticar os que, por coerência, para conquistar o público, transigem nessas coisas”.

— Carta da operária Maria Rosa para a operária Elvira Fernandes, Rio de Janeiro, Maio de 1913.

agência de notícias anarquistas-ana

Nem uma brisa:
o gosto de sol quente
nas framboesas

Betty Drevniok

 

[EUA] Como está a livraria queer, anarquista e feminista de West Asheville, a Firestorm Books?

Por Sarah Honosky | 12/07/2022

Na luta por estabelecer permanentemente um espaço comunitário acessível na rápida expansão gentrificadora da cidade, a Firestorm Books de West Asheville comprou o local do antigo Dr. Dave’s Automotive — e planeja doar o novo terreno adquirido ao Asheville Community Land Trust.

“Isso nos dá a estabilidade a longo prazo que precisamos enquanto cria um patrimônio comunitário permanente que será removido do mercado especulativo,” declarou o membro do Firestorm Collective Libertie Valance em uma publicação de 11 de julho.

A propriedade seria a primeira propriedade comercial no inventário do fundo de terras.

A Firestorm Books será realocada no local da antiga oficina, 1022 Haywood Road, no início de 2023, a 1.5km de sua localização atual.

Não apenas cimentar um novo lar, a parceria com um fundo de terras local pretende cravar um espaço queer duradouro em Asheville, com um “recurso comunitário democraticamente gerido capaz de sobreviver além da pequena livraria,” de acordo com a narrativa postada na página da campanha de financiamento coletivo da livraria.

A livraria queer, anarquista, feminista anunciou sua aquisição de $450,000 do edifício de 2.880m² no dia 9 de julho, e os planos cadastrados na prefeitura incluem um pátio externo, estacionamento, uma sala de reuniões privativa, espaço para um extenso inventário e um terraço solar.

“Estamos muito animados e animadas,” declarou Ash Wilde, membro do coletivo e participante da cooperativa de 14 anos. “Achamos que seria uma experiência maior e melhor para as pessoas que já estão familiarizadas com a Firestorm.”

Inaugurada no centro de Asheville em 2008 como um negócio administrado pelos funcionários e funcionárias que também são proprietários e proprietárias, a Firestorm se mudou para a localização em West Asheville, 610 Haywood Road, em 2014.

Embora a cooperativa seja dona do prédio, após a conclusão da construção, o terreno será transferido ao fundo de terras.

O Asheville-Buncombe Community Land Trust é uma entidade sem fins lucrativos fundada em resposta a um relatório de 2014 sobre a gentrificação e o despejo de residentes pretos e pretas do bairro de East Riverside. A organização visa criar espaços comunitários, residenciais e comerciais acessíveis, com comprometimento com a justiça racial.

Como um coletivo anarquista, a propriedade privada do terreno não se alinha com a visão da Firestorm, declarou Wilde, e a doação ao fundo de terras garante um patrimônio permanente à comunidade.

A Firestorm aluga seu espaço atual, e a aquisição do novo prédio significa não apenas uma marca maior, mas também uma maior estabilidade e segurança financeiras para a livraria em si, sem a dependência de um proprietário.

“Planejamos ficar ali por um longo período de tempo e oferecer ainda mais de o que as pessoas já amam,” declarou Wilde.

Para financiar a compra da propriedade, a Firestorm se associou com a Seed Commons, uma rede nacional de fundos monetários que apoiou anteriormente a PODER Emma de Asheville ao adquirir terras para parques de casas móveis em que os e as residentes são também proprietários e proprietárias.

A Firestorm busca também aproximadamente $50,000 em doações da comunidade para as renovações planejadas, incluindo o pátio de madeira, um sistema de energia eficiente HVAC, custos da mudança e o terraço solar.

Os portões de garagem alocados na fachada e o espaço externo acessível significam um retorno aos eventos presenciais e ao seu café orgânico, ambos em pausa desde o início da pandemia de COVID-19.

Wilde vê portas de vidro e uma decoração industrial, com ambientes arejados que farão as reuniões e visitas mais seguras durante a pandemia, embora antecipe que continuarão a ter eventos online para aqueles em risco maior.

Wilde afirmou que a resposta da comunidade à realocação e expansão foi “incrivelmente positiva, se não um pouco demais.”

“Não há livraria comunitária sem a comunidade. Não existe Firestorm Books and Coffee sem significativo apoio da comunidade,” declarou Wilde.

“É um local no qual as pessoas podem vir e se ver refletidas nas prateleiras, no inventário que estocamos […[, onde todos os tipos de pessoas podem se ver refletidas nas páginas.”

A coleção, centrada em edições queer, feministas e orientadas para movimentos sociais, crescerá com a expansão do espaço de acordo com o financiamento coletivo da página da campanha e a inauguração está prevista para fevereiro de 2023, embora atrasos estejam previstos durante as renovações do prédio de garagem de 1956.

>> Para apoiar a campanha de financiamento coletivo:

https://givebutter.com/firestorm?fbclid=IwAR2weY8DodaisZSTIhFnjrXVbDpjcCRviyJYQeoqzkJoyEsbvBjwSv30g1U

Fonte: https://www.citizen-times.com/story/news/local/2022/07/12/west-asheville-nc-firestorm-books-plans-relocation-reno-auto-shop/10030218002/

Tradução > Sky

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agência de notícias anarquistas-ana

o véu da cascata
nesta noite de luar
finas gotas frias

José Marins

Ditadura cubana prende oito jovens que protestavam contra apagões na ilha

Na medida em que continuam os cortes em Cuba, em razão da crise energética que o país atravessa, cresce o mal-estar na população que há apenas um ano se mobilizou como nunca antes para exigir uma melhor qualidade de vida.

A ditadura cubana prendeu oito jovens que protestavam na cidade de Baracoa devido aos contínuos apagões em meio a uma profunda crise energética que a ilha caribenha enfrenta. Os detidos estão na prisão Combinado Sur aguardando julgamento.

Segundo o canal de notícias ADN Cuba, os jovens foram presos em 16 de julho, um dia depois de terem saído para protestar. Os detidos foram identificados como Richard Sánchez, Dariannis Guerra, Uvensy Matos, Kepler Navarro, Misael Pon, Irioldis Barrabia, Noger Paumier e Ylder Columbie, que estão a ser processados ​​pelos crimes de desordem pública e incitação ao crime.

“Até agora temos 26 detidos, e eles estavam convocando outras pessoas, ou seja, todo o pessoal que eles viram nos vídeos que estavam na manifestação, a polícia está convocando e interrogando, mas como não há capacidade para mantê-los detidos na estação de Baracoa, eles estão lhes dando datas para se apresentarem”, disse o jornalista independente Yoel Acosta Gámez, à ADN Cuba .

O protesto começou por volta da meia-noite de 15 de julho, quando a população estava em plena celebração de uma festa popular. Quando o apagão ocorreu, as pessoas saíram para protestar.

“O que se seguiu foi um forte protesto, no qual foram gritados slogans como Abaixo Diaz-Canel, chega de fome, que eles estavam cansados, que queriam um futuro melhor”, disse Acosta Gámez.

“E quando os manifestantes foram atacados por vários policiais, eles atiraram pedras no carro-patrulha e jogaram garrafas neles, e um policial ficou ferido”, acrescentou.

À medida que os apagões continuam em Cuba, como resultado da crise energética que o país atravessa, cresce o desconforto de uma população que há apenas um ano se mobilizou como nunca antes para exigir uma melhor qualidade de vida.

Recentemente, ocorreram manifestações em Jagüey Grande, Caibarién, Sagua la Grande e em Mayabeque, onde algumas pessoas atacaram a sede da União Elétrica Cubana (UNE).

Alguns manifestantes conseguiram compartilhar imagens e vídeos de uma nova jornada de protestos contra o regime de Castro nas redes sociais. Os mobilizados exigiram o restabelecimento dos serviços ao grito de “liberdade”.

Conforme mencionou ao “Diário de Cuba” uma mulher identificada como Albuerne Noa, o serviço elétrico foi restabelecido pouco depois de iniciado o protesto. Assim mesmo, relatou que a mobilização se dispersou apenas depois da chegada das Brigadas Especiais enviadas pela ditadura e comentou ainda que haviam “infiltrados”, referindo-se aos agentes de segurança do Estado trajados como civis.

A UNE previu uma queda de 10% na geração para segunda-feira durante as horas de pico – a hora de maior consumo – com um máximo de 450 MW durante as horas do dia. A demanda máxima estimada para esse dia foi de 2.750 megawatts (MW) e a disponibilidade é de 2.519 MW e para o “pico” o déficit será de 301 MW, de acordo com a declaração da UNE.

O ditador Miguel Díaz-Canel reconheceu em uma sessão do parlamento (unicameral) o mal-estar causado pelos cortes de energia elétrica, que têm se agravado nos últimos meses.

A ditadura explicou que os cortes de abastecimento são causados por avarias nas fábricas, escassez de combustível para a geração distribuída e manutenção programada.

Fonte: https://www.infobae.com/america/america-latina/2022/07/27/la-dictadura-cubana-encarcelo-a-ocho-jovenes-que-protestaban-por-los-continuos-apagones-en-la-isla/

Tradução > Liberto

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o mastro do barco
com a lua
brinca ao arco

Rogério Martins

YPJ do Curdistão: “Vingaremos nossas companheiras mortas pelas forças de ocupação”.

As Unidades de Proteção às Mulheres (YPJ) emitiram uma declaração após o assassinato pelo estado turco de duas comandantes femininas e uma miliciana feminina membro das forças de autodefesa em Rojava (Curdistão sírio).

A declaração completa do YPJ é publicada abaixo:

Ao nosso povo!

O regime fascista de Erdogan, com suas forças associadas de mercenários do ISIS (Estado Islâmico), que sempre foram inimigos da revolução em Rojava e seus defensores, querem aniquilar e derrotar o poder das mulheres com ataques brutais no dia-a-dia. Ao atacar esta revolução, eles querem destruir o poder das mulheres que lideram a luta pela liberdade. Os ataques ocorrem diante dos olhos das forças da Coalizão presentes na região e na Rússia, mas estas potências internacionais voltam seus olhos na outra direção e não fazem nada. Portanto, eles são tão responsáveis e tão envolvidos no assunto quanto as forças que estão fisicamente executando os ataques.

Em 22 de julho, o estado turco, com sua força de ocupação, usou um drone para atacar um carro na estrada de Qamişlo. Como resultado do ataque, a companheira Jiyan Tolhîldan, uma das líderes das YPJ (Unidades de Proteção às Mulheres) e das SDF (Forças Democráticas Sírias), assim como a comandante geral das YAT (Unidades Anti-Terroristas), foi martirizada juntamente com as companheiras Roj Xabûr e Barîn Botan enquanto deixava o Fórum da Revolução Feminina que foi realizado na cidade de Qamişlo. Apresentamos nossas condolências ao povo curdo, a todo o povo do norte e leste da Síria e às Forças de Autodefesa pelo martírio de nossas companheiras e comandantes. Prometemos vingar nossos mártires protegendo e expandindo a revolução em Rojava, derrotando o Estado turco, suas forças de ocupação e mercenários do ISIS, e assegurando a libertação de Rojava e do norte e leste da Síria.

O comandante do YAT Jiyan Tolhîldan, cujo verdadeiro nome era Selwa Yusuf, testemunhou todas as dificuldades ao longo dos diferentes estágios da revolução. Desde o início da revolução ela trabalhou com grande dedicação, desde a organização com o povo e a formação das Unidades de Defesa Popular (YPG) até a criação do exército YPJ. É por causa do trabalho duro e da luta de companheiras e comandantes como Jiyan que a revolução de Rojava se tornou uma revolução feminina que ressoou em todo o mundo e agora é uma esperança para a liberdade de todas as mulheres e da humanidade.

Graças aos esforços de nossas companheiras caídas, esta revolução chegou ao seu 10º aniversário. A força de vontade da Comandante Jiyan incutiu a crença em uma vida livre para todas as mulheres e sociedades. Mulheres e jovens de toda a Rojava e do mundo deram seu coração a esta revolução, vindo à Rojava. A companheira Jiyan tinha grande conhecimento e experiência da revolução de Rojava e da beleza da vida livre, e com esta experiência e conhecimento ela treinou centenas de mulheres lutadoras que hoje continuarão o legado de sua luta e garantirão a liberdade de seu território.

A companheira Jiyan participou de todas as campanhas pela libertação de Rojava e do norte e leste da Síria com o espírito de uma mulher livre. Ela lutou contra os terroristas do ISIS, que foram um pesadelo para a humanidade, e também lutou ao lado das forças da Coalizão, participando de todas as campanhas de libertação. Assim, a luta da comandante Jiyan Tolhîldan é a esperança de uma vida livre para toda a humanidade.

A companheira e comandante Roj, cujo verdadeiro nome era Ciwana Heso, cresceu em uma família patriótica em Al-Dirbasiyah. Ela logo ganhou experiência nas fileiras da revolução e abraçou a filosofia da liberdade da mulher. Ela se tornou uma mulher revolucionária com força e vontade. Ela viveu acreditando na filosofia da liberdade e cumpriu suas obrigações e responsabilidades revolucionárias e patrióticas até seus últimos momentos. Ela passou cada momento de sua vida lutando por uma pátria livre e participou das campanhas de libertação contra o ISIS ao lado das forças da coalizão. O mundo está livre do ISIS graças à coragem e bravura das companheiras Jiyan e Roj.

A companheira Barîn Botan, cujo verdadeiro nome era Ruha Beşar, cresceu em uma família patriótica em Afrin. Ela foi inspirada e influenciada pela revolução de Rojava em sua busca por liberdade e assim se juntou às fileiras do YPJ. A companheira Barîn sempre experimentou intensa raiva e ódio contra o Estado turco e lutou com grande determinação e persistência para derrotar a ocupação.

A revolução popular no norte e leste da Síria foi alcançada com o trabalho duro e os sacrifícios das companheiras mártires e com base na liberdade das mulheres. Ela se tornou a esperança de liberdade para todas as mulheres e sociedades que amam a liberdade. Como as forças da YPJ, expandir e proteger a revolução e garantir a liberdade da Rojava é nosso dever e o juramento que fizemos a nossas companheiras e líderes. Mais uma vez, apresentamos nossas condolências a todo nosso povo, ao YPJ e ao FDS. Prometemos vingar nossas companheiras mortas pelas forças de ocupação e seus agentes. Este ataque não nos fará dar um passo atrás em nossa luta, apenas aumentará nossa raiva e resistência. Neste momento, quando nossa revolução e seus líderes estão sendo alvo de aniquilação, apelamos a todas as mulheres do norte e leste da Síria para que participem desta luta.

As identidades de nossas companheiras mártires são as seguintes

Nome da guerra: Jiyan Tolhîldan

Nome real: Selwa Yusuf

Nome da mãe: Asya

Nome do pai: Hisên

Local de nascimento: 1980- Afrin

Local e data do martírio: Qamişlo – 22/07/2022

Nome de guerra: Roj Xabûr

Nome real: Ciwana Heso

Nome da mãe: Şems

Nome do pai: Hesen

Data e local de nascimento: 1992- Dirbêsiyê

Local e data do martírio: : Qamişlo -22/07/2022

Nome de guerra: Barîn Botan

Nome real: Ruha Beşar

Nome da mãe: Qedriye

Nome do pai: Merwan

Data e local de nascimento: 2003- Şehba

Data e local do martírio: Qamişlo -22/07/2022

Comandante Geral das YPJ – 23/07/2022

Fonte: https://kaosenlared.net/ypj-de-kurdistan-vengaremos-a-nuestras-camaradas-abatidas-por-las-fuerzas-de-ocupacion/

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

Não é meia-noite
e as mariposas cansadas
já dormem nas praças.

Humberto del Maestro

[Espanha] Um breve elogio ao anarquismo

“Pergunto-me se podemos nos relacionar de outra forma com esse passado, não como a “infância” que devemos abandonar se quisermos crescer, mas como um poder que pode ser sempre atualizado. Há algo na experiência da minoria que pode sempre ter valor: criatividade, desafio, ação sem cálculo ou espera. Para que, à medida que “amadurecemos”, não nos tornemos frios e secos, na mera aceitação do princípio da realidade” – Amador Fernández-Savater (sobre as memórias de Íñigo Errejón, Con todo: de los años veloces y el futuro – Com tudo: os anos velozes e o futuro).

Desde que li estas linhas, tenho pensado sobre as velocidades de meu próprio passado político, seu caráter minoritário e sua potência nem sempre reconhecida. A primeira destas reflexões é tão subjetiva que lhe falta qualquer tipo de transcendência, a segunda não vai muito além da observação de um simples fato objetivo (sendo poucos e distantes), mas a terceira creio que merece alguns parágrafos e expressar um carinho necessário.

Meu processo de politização andou de mãos dadas com meu processo de psiquiatria, o intervalo entre os dois não excedeu um ano e meio. Acabei sendo internado brevemente no antigo Hospital Puerta de Hierro quando vivi relativamente recentemente naquele “pequeno mundo feito de casas ocupadas, rádios livres, cultura de autoprodução, ilegalidade, choques com a polícia e fascistas, leituras radicais” (Amador Fernández-Savater novamente). Dentro dela, logo me aproximei dos coletivos e projetos libertários, que na segunda metade dos anos 90, e no cenário juvenil madrileno, foram organizados em torno dos órgãos de coordenação da Lucha Autónoma ou Juventudes Libertarias. Desde então, tenho continuado ligado a esse conjunto de ideias e práticas que normalmente é chamado de anarquismo, e que talvez devêssemos começar a chamar de anarquismos para poder dar conta das diferentes correntes que o atravessam. Continuo acreditando que um mundo onde não há comando nem obediência ainda é o melhor horizonte possível para o qual podemos olhar, e por isso não me sinto atraído pelas diferentes formas de cinismo que boa parte da minha geração política abraçou, muitas vezes sob a forma da necessidade de declarar-se do outro lado de tudo ou de exibir orgulhosamente alguma forma de retirada individualista (seja em termos de desenvolvimento profissional, família, crescimento pessoal, etc.).

O que eu disse acima não significa que eu tenha pensado da mesma forma todos estes anos. Na verdade, tem sido exatamente o oposto. Após uma fase inevitável de fascínio inicial, descobri as misérias e contradições que atravessam a constelação de anarquismos a que me referi. Também me aconteceram (acontecem comigo) coisas que me fizeram (fazem) mudar minha opinião, meu espaço, minha estratégia várias vezes. Pessoalmente, acredito que isto é inerente ao fato de defender ideias que por definição não podem ser rígidas ou inquestionáveis, de modo que não há drama nisto. Você não pensa o mesmo que um estudante como um trabalhador precário, ou como um jovem trabalhador precário como um trabalhador de meia idade… e o mesmo vale para moradia, território, saúde, etc. Projetos que antes me escandalizavam, agora me parecem ser uma referência. Os autores que costumavam me inspirar agora podem até me causar um certo embaraço (senti isso recentemente quando reli o Panegírico de Guy Debord, por exemplo). Infelizmente e, suponho, pressionado pelo contexto e pela necessidade de autocrítica, sempre me concentrei em tudo o que tem sido deficiente no meio anarquista (e no qual tenho participado em algum momento e até certo ponto): desconexão da realidade cotidiana, auto-referencialidade, caducidade (se não atrofia) de suas organizações, um alto componente estético, um gosto pelo purismo, e assim por diante. Pareceu-me, de certa forma impreciso, que o bem já estava caindo sob seu próprio peso, e que o esforço deveria ter como objetivo analisar o que estava fodido, em vez de identificar e valorizar o belo pedaço de vida que tínhamos em nossas mãos. Agora eu claramente acho que foi um erro.

Um impasse político como este, no meio de outra recessão, com 15M e seu transbordamento muito distante no tempo, a possibilidade institucional encarnando o desânimo e o cansaço e a tensão resultantes da pandemia grudada na pele, é um bom momento para traçar generosidades e imaginações que são típicas do anarquismo que conheci. Se eu tenho que registrar um em particular, é o seguinte: nunca recebi nenhum tratamento discriminatório por ter problemas de saúde mental, nem nunca houve nenhum indício de paternalismo ou condescendência, o que eu acho ainda mais valioso. Nunca fui tratado de maneira diferente, de nenhuma maneira possível. Quando ouço e leio pessoas mais jovens no ativismo da saúde mental referirem-se à necessidade de espaços seguros, penso que o “mundinho” em que aterrissei foi, com todas as suas imperfeições e constrangimentos, meu próprio espaço seguro. E é claro que a piada estranha foi feita, mas nunca foi mais do que anedótica e nunca aconteceu em espaços formais (assembleias, debates, ações, etc.). Talvez tenha a ver com o alto índice de pessoas com sofrimento psíquico que sempre acreditei caracterizar os movimentos sociais em geral e o anarquismo em particular (obviamente não há dados compartilhados e, no entanto, acho que é uma avaliação com uma certa ancoragem objetiva), mas sempre encontrei as portas dos locais abertas para montar oficinas, palestras ou grupos de apoio mútuo, e o mesmo tem acontecido com publicações, editoras ou rádios livres. Talvez na época em que tomei isso como algo natural e não lhe dei atenção, agora, com o passar dos anos e o que aprendi ao ouvir outras pessoas com problemas semelhantes aos meus, entendo que era um tesouro do caralho.

Somente olhando para trás, para a abertura geral às questões de saúde mental em que cresci, posso explicar algo que também achei difícil de apreciar tanto quanto merece. Algumas pessoas chegaram a pensar que tudo isso foi tempo perdido em batalhas que se perderam antes, como se não tivesse havido luta para ser o que somos ou não somos, como se isso não levasse em conta o que nós (e nossos conjuntos de relacionamentos) mudamos ao longo do caminho. E foi somente a partir daí que pude escapar da lógica psiquiátrica e pensar em mim mesmo como algo diferente de doente mental. Se ninguém me tratava como tal, minha estranheza não era com os espaços políticos, mas com as práticas de cirurgias de psiquiatras e psicólogos, com seu fechamento incessante de sentido.

Desde que as ideias anarquistas irromperam em minha vida, nunca deixei de imaginar realidades diferentes daquela em que vivo, e também formas de ser diferente da minha maneira de ser. Não se trata apenas de querer algo mais, mas de imaginar constantemente querer outras coisas. Uma prática que o esgota e frustra ao mesmo tempo em que o transforma e o sacode. Uma escolha que não se limita apenas a duas possibilidades pré-existentes, mas que opera através da criação e reprodução de brechas. Como consequência, e em um momento crucial, minha subjetividade não foi construída na órbita de um diagnóstico, mas tentando construir projetos coletivos; ou seja: em uma relação contínua com os outros, por mais maltratada que tenha sido. Este é o poder que me propus a justificar, independentemente do fato de estes projetos terem caído mais vezes do que eu gostaria, o número de golpes que recebi ou o número de pedágios que paguei. Sou uma pessoa de sorte, e penso nisso toda vez que visito uma ala de doentes agudos ou uma instituição de saúde mental.

Fernando Balius

Fonte: https://acracia.org/breve-elogio-del-anarquismo/

Tradução > Liberto

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grama nos trilhos
composições mudas
sem estribilhos

Carlos Seabra