[Espanha] Contra a cúpula da OTAN

GUERRA À GUERRA. FODA-SE A OTAN
CÚPULA DA OTAN EM MADRID EM 29 E 30 DE JUNHO

Nos próximos 29 e 30 de junho acontecerá em Madrid uma nova cúpula da OTAN. Esta organização militar foi criada depois da II Guerra Mundial como arma de defesa dos interesses do vencedor da mesma: o capitalismo. Durante estes dois dias se reunirão em Madrid para planejar, projetar, desenvolver novos cenários de guerra, novas colonizações, novos centros nevrálgicos, novas “armas inteligentes”, enfim, preparar-se para todas as dificuldades e cenários adversos que possa encontrar o projeto tecno capitalista e ao mesmo tempo desenvolver novos projetos bélicos com o fim de apropriar-se de novos territórios e os cada vez mais escassos, os mal chamados, “recursos naturais”. A cidade se encherá de altos chefes militares, espiões, soldados, os donos das empresas armamentistas, mercadores da morte buscando novos objetivos, buscando impor a forma de vida tecno capitalista a todo ser vivo sobre o planeta.

Vivemos em um mundo no qual o dia a dia de milhões de pessoas é a catástrofe, a miséria, a fome e o terror, no qual as catástrofes (econômicas, ecológicas, sanitárias) provocadas pela forma de vida imposta pelo capitalismo, pela industrialização e tecnificação de todos os aspectos da vida, tornando-se cada dia mais cotidianas. Por isso, se aceleram as necessidades do sistema de controle social e engenharização da vida, uma aceleração traduzida em uma militarização das ruas e espaços urbanos, como temos visto durante a chamada ‘emergência sanitária’ na qual as nada pacíficas unidades da UME (Unidade Militar de Emergências) saíam para “limpar” as ruas. Na realidade, sua presença criava no imaginário social a ideia de uma guerra, a ideia de terror, ao mesmo tempo de controle social e um sinal de força por parte daqueles que gestionam nossa vida. A sucessão de catástrofes em um mundo que se dirige para o abismo suporá a gestão delas por forças militares como a OTAN. Uma militarização, uma força de choque que está a anos desenvolvendo projetos de guerra urbana contra os refratários ao capitalismo. A OTAN não só defende os projetos geoestratégicos do capitalismo e impõe sua forma de vida em todo o planeta, mas será a principal força de choque contra as revoltas que se sucedam. Um destes conflitos geoestratégicos é o que está ocorrendo agora mesmo entre Rússia e a OTAN, com a Ucrânia como cenário. Essa região está sendo desestabilizada em um estado de guerra de baixa intensidade permanente e com elementos da chamada “guerra híbrida” entre as potências imperialistas desde 2014. Neste aumento das hostilidades, como em toda tensão bélica, é subjacente um interesse econômico, como a causa da próxima abertura do gasoduto ‘norstream 2’ que suporá o aumento da dependência energética europeia com relação à Rússia que já está terminando um novo gasoduto que abastecerá também a China de gás. Este suporia uma importante dependência energética tanto da Europa como da China, ambas abastecidas pela Rússia, o que motivou movimentos de exércitos em ambos os lados da fronteira russa. O papel de novo da OTAN, como fez na Síria, é defender os interesses do capitalismo na luta pelos recursos energéticos.

Desde o poder se potencializa a ideia da OTAN como um exército da paz, exército? E paz? São duas palavras que jamais poderão se entendidas juntas, nos venderam os famosos capacetes azuis como agentes da paz na guerra dos Balcãs e a quantidade de crimes, assassinatos, violações cometidas por estes são incontáveis. O mesmo poderíamos dizer de suas intervenções nas guerras no continente africano, as sequelas produzidas neste continente pelos capacetes azuis da OTAN são terrivelmente recordadas por seus habitantes ou recordar suas atuações criminosas na Líbia ou Síria com pretexto de manter a ordem capitalista e suas necessidades de recursos e/ou territórios que explorar e saquear. Obviamente nenhum exército persegue a paz, persegue a aniquilação do inimigo, sua submissão e colonização. A guerra foi e será um dos paradigmas do capitalismo e as diferentes formas de guerra serão necessárias para manter a ordem capitalista e muitos de seus projetos como a Agenda 2030 e o futuro trans-humanista que prepara o Foro Econômico mundial, a OTAN, a ONU e as elites tecno financeiras. O capitalismo se refunda constantemente com base nas mesmas premissas: novas formas de exploração e novas formas de assegurar a ordem vigente.

As novas formas de guerra

Faz pouco tempo, a OTAN havia dividido as práticas de guerra em cinco domínios operativos diferentes: aéreo, terrestre, marítimo, espacial e cibernético. Mas com seu novo desenvolvimento de estratégias de guerra cognitiva, a aliança militar está preparando um novo domínio operativo, “o domínio humano”. Em seu informe ‘Cognitive warfare’, a OTAN persegue o controle do cérebro humano e converter a cada humano em uma “arma”. Em uma estarrecedora declaração, o informe diz explicitamente que “o objetivo da guerra cognitiva é prejudicar as sociedades e não só as forças armadas”.

Com populações civis inteiras no ponto de mira da OTAN, o informe enfatizou que os exércitos ocidentais devem trabalhar mais perto do mundo acadêmico para transformar as ciências sociais e as ciências humanas em armas e ajudar a aliança a desenvolver suas capacidades de guerra cognitiva. O estudo descreveu este fenômeno como “a militarização das ciências do cérebro”. Mas parece claro que o desenvolvimento da guerra cognitiva da OTAN conduzirá a uma militarização de todos os aspectos da sociedade humana e a psicologia, desde as relações sociais mais íntimas até a mente mesma (1).

O crescente interesse das elites tecno financeiras em criar um totalitarismo “doce”, onde não sejam necessárias as antigas batalhas épicas ou o uso da força para o controle e repressão da sociedade, onde os cidadãos se sintam cada vez mais livres e nunca vejam suas correntes tornam-se cada vez mais necessárias estas formas de guerra cognitiva e de controle do comportamento das formas mais sutis possíveis. São as próprias correntes as que te conduzem para onde eles querem sem que tu sequer percebas sua existência. Correntes que tomam a forma de próteses tecnológicas que modelam teu comportamento, sem a necessidade de lhe apontarem uma arma.

Junto às novas guerras cognitivas que buscam o controle absoluto da população, a OTAN está desenvolvendo numerosos projetos das chamadas armas inteligentes. O que supõe uma extensão do projeto tecno capitalista de robotização da vida desta vez dará lugar à robotização da guerra, desde os soldados-robô com exoesqueletos, sensorizados, armas inteligentes etc. até os veículos de guerra não tripulados: drones, embarcações, tanques etc. manejados por robôe soldados desde cômodos edifícios acondicionados, o que desumaniza ainda mais a guerra e facilita o assassinato e a barbárie que supõe lançar bombas a milhares de quilômetros de distância. Já vimos a devastação humana que supõem os chamados ‘ataques seletivos’ ocasionando milhares de mortes entre a população civil, nesta nova versão da guerra, as decisões são tomadas por máquinas algorítmicas.

A OTAN não é nenhum exército da paz, é a guerra em estado puro, é a polícia dos interesses capitalistas. Imporá a ordem e a forma de vida capitalista ali onde seja necessário ao mesmo tempo em que seu objetivo é eliminar qualquer revolta que ponha em dúvida o sistema tecno capitalista. Por isso como diziam aqueles estadunidenses que se opunham à Guerra do Vietnã: “Vamos trazer a guerra para casa”, ataquemos o capitalismo, e seus exércitos e seus defensores aqui e agora. Estendamos o conflito e mostremos nossa solidariedade com aqueles que sofrem as guerras e colonizações do capitalismo. Por que nem somos, nem seremos mercadorias para suas guerras.

Nossa guerra é a guerra social.
Contra todos os dirigentes, contra todas as opressões.
FODA-SE A OTAN.

guerraalaguerrafuckotan.noblogs.org

[1] //www.innovationhub-act.org/content/cognitive-warfare

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Caneta gira
ao reflexo do sol
gira gira girassol

Lucas Eduardo

[Holanda] No Border Camp 2022 – Abolir a Frontex! 8-14 de agosto

Neste verão organizaremos um Acampamento Sem Fronteiras (No Border Camp) em algum lugar* na Holanda. Uma semana de ações, trabalho em rede, reuniões e discussões sobre todos os aspectos das políticas migratórias repressivas – detenção de refugiados, controles de fronteira racistas, deportações, militarização de fronteiras, exploração de trabalhadores migrantes, etc. – e as conexões com outras áreas de luta, tais como clima, antirracismo e antimilitarismo. A campanha internacional Abolish Frontex é uma importante ponta de lança para o campo libertário.

No Acampamento Sem Fronteiras, queremos reunir os indocumentados e os documentados. Durante o acampamento, serão realizados interessantes workshops e discutiremos como todos nós podemos tomar uma posição e organizar a resistência contra as duras políticas migratórias holandesas e europeias.

Anote as datas em sua agenda; mais informações serão fornecidas em breve.

Ideias para workshops ou ações? Você pode ajudar a organizar isto? Envie-nos um e-mail: nbc-2022@riseup.net.

* local a ser anunciado pouco antes do início.

Fonte: https://indymedia.nl/node/51880

Tradução > dezorta

agência de notícias anarquistas-ana

neve profunda –
as pegadas do gato
cada vez maiores

Ion Codrescu

[EUA] Novidade editorial: “Ecologia Social Pan-Africana – Discursos, Conversas e Ensaios”, de Modibo Kadalie

Modibo Kadalie foi ativista, organizador, professor e acadêmico dos movimentos por direitos civis, poder preto e panafricanismo por quase seis décadas. Em sua coleção de entrevistas e palestras, reflete sobre as ocupações, boicotes, greves, rebeliões urbanas e movimentos anticoloniais que animaram o final do século XX e início do século XXI. Kadalie demonstra como as formas de democracia direta que evoluíram através dessas lutas pela liberdade apresentam a promessa de um futuro definido pela libertação social, assim como pela cura ecológica.

Este livro conciso, radical e iconoclástico conecta a libertação preta ao ativismo ecológico na era das mudanças climáticas, apelando às gerações presentes e futuras de ativistas para que se reconectem ao espírito dos movimentos passados sem a adoração de líderes individuais ou a legitimação de quaisquer governos ou políticos.

Pan-African Social Ecology – Speeches, Conversations, and Essays

Modibo Kadalie

Paperback 175 pages

ISBN 9780990641889

$14.99

https://on-our-own-authority-publishing.square.site

Tradução > Sky

agência de notícias anarquistas-ana

escreve
a tinta se esvai
o mar se expande

Seferis

[Reino Unido] Justiça para o preso anarquista Toby Shone!

Em 6 de maio, um juiz decidirá se concede ou não a Ordem de Prevenção de Crimes Graves (SCPO) contra o anarquista encarcerado Toby Shone. Inocentado das acusações de terrorismo em relação a um suposto envolvimento com  o blog 25.nostate.net, ele foi preso por posse de drogas psicodélicas, incluindo substâncias psicodélicas e LSD.

A polícia está tentando retaliar por sua incapacidade de apresentar um caso político contra ele devido à falta de provas, solicitando uma ordem que colocará as finanças de Toby, uso de dispositivos, movimentos, moradia, emprego e seus amigos e família sob intensa vigilância e monitoramento policial por pelo menos os próximos 5 anos. A razão dada pela polícia para justificar estas medidas (SCPO) é o “estilo de vida e crenças alternativas” de Toby.

Para mostrar seu apoio ao Toby, venha ao Bristol Crown Court às 8h30 do dia 6 de maio.

Manifestação de solidariedade na Bristol Crown Court em 6 de maio de 2022, às 8h30.

Fonte: https://anarquia.info/reino-unido-justicia-para-el-anarquista-encarcelado-toby-shone/

Tradução > Liberto

Conteúdos relacionados:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/11/02/reino-unido-sentenca-de-primeiro-grau-para-o-companheiro-anarquista-toby-shone/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/10/29/reino-unido-atualizacao-sobre-a-situacao-do-companheiro-anarquista-toby-shone/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/10/08/reino-unido-companheiro-encarcerado-por-sua-participacao-no-site-325-nostate-net/

agência de notícias anarquistas-ana

sussurro sem som
onde a gente se lembra
do que nunca soube

Guimarães Rosa

[Uruguai] Memória | 22 de abril de 1936, Radowitzky rejeita o oportunismo político da esquerda.

O anarquista Simón Radowitzky havia sido anistiado em 1929 de sua longa sentença em Ushuaia depois de assassinar o chefe de polícia de Buenos Aires responsável pela sangrenta repressão aos trabalhadores.

Após o golpe de Estado de 1933, participou da agitação anarquista contra a ditadura e foi preso na Ilha das Flores em 1934 junto com outros opositores políticos, sendo o último deles a ser solto em 1936. Sua libertação foi parcial e ele teve que cumprir prisão domiciliar. Mas por não ter endereço fixo, continuou preso na prisão central e uma forte campanha foi desenvolvida por sua liberdade, rejeitando a oferta da União Soviética de buscar asilo em sua Rússia natal com todos os confortos materiais cobertos.

Simón foi informado de que o Partido Comunista local havia aderido à sua campanha. Partido que desenvolveu uma campanha constante de calúnia e difamação contra o movimento anarquista para controlar as organizações operárias a qualquer custo.

De sua cela ele escreve a seguinte declaração que foi publicada pela imprensa anarquista local e internacional:

“Prisão Central, 22 de abril de 1936.

Ao Partido Comunista e à Confederação Geral do Trabalho.

Estou ciente de que em sua propaganda e em seus cartazes fazem aparecer meu nome exigindo minha liberdade. Como anarquista, dirijo-me a você:

Declaro que não quero ser instrumento de propaganda de nenhum partido político, incluindo o Partido Comunista, cuja adesão à política do governo russo é absoluta. Em nome dos anarquistas presos nas prisões e na Sibéria soviética. Em nome dos grupos anarquistas destruídos cuja propaganda foi proibida na Rússia. Em nome dos camaradas fuzilados em Cronstadt (Kronstadt). Em nome do nosso camarada Petrini, que foi entregue pelo governo soviético ao fascismo italiano. Em nome da Federação Regional Argentina e da Federação Regional dos Trabalhadores do Uruguai e em nome de nossos camaradas mortos na prisão pelo governo bolchevique, e em protesto contra a calúnia e difamação de nossos camaradas Kropotkin, Malatesta, Rocker, Fabbri, Majno (Mackno), etc. Declaro que, como anarquista, rejeito todo o seu apoio, que representa uma exploração indigna pelos dirigentes bolcheviques do partido e da C.G.T., do generoso sentimento de solidariedade que a classe trabalhadora me empresta”.

Suas palavras, como toda a sua vida, são um exemplo de dedicação à causa anarquista e abandono de interesses pessoais em benefício da prática coletiva de orientação anarquista e revolucionária.

Hoje, alguns políticos de esquerda procuram confundir meios legítimos de transformação social, como ação direta, autonomia, auto-organização e alcance revolucionário, com práticas institucionais que legitimam e consolidam estruturas políticas de opressão social e econômica.

Cada vez que se pensa que um modo de vida justo e solidário é impossível e o mais sensato é contentar-se com o “menos ruim”, devemos lembrar a integridade moral de Simón que nem 20 anos de prisão em condições desumanas conseguiu quebrar sua convicção e prática revolucionária.

>> Na foto em destaque, Radowitzky na cadeia de Isla de Flores.

Fonte: https://periodicoanarquia.wordpress.com/2022/04/22/efemerides-22-de-abril-1936-radowitzky-rechaza-el-oportunismo-politico-de-izquierda/

Tradução > GTR@Leibowitz__

Conteúdos relacionados:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2020/06/05/simon-radowitzky-o-anarquista-que-metralhou-fascistas-na-batalha-da-praca-da-se/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2019/09/25/argentina-documentario-um-mundo-melhor-a-historia-de-simon-radowitzky/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2017/09/06/galicia-apresentacao-de-155-hq-baseada-na-vida-do-anarquista-simon-radowitzky/

agência de notícias anarquistas-ana

A folha se vai
embarca em qualquer som
rio abaixo.

Masatoshi Shiraishi

[Canadá] Este novo café de Toronto é orgulhosamente anticapitalista

Por Filipe Dimas | 23/04/2022

Se você ama seu café servido com um acompanhamento de revolução, o mais novo café de Toronto pode ser o lugar para você.

O Anarchist Cafe abriu na 190 Jarvis St. e almeja pertencer aos trabalhadores e trabalhadoras, ser anticapitalista e anticolonial, ser uma loja e um espaço da comunidade radical em terras roubadas.

Antigamente o Pop Coffee Works, o café anterior ao aberto por Gabriel Sims-Fewer, era o resultado do que afirmava ser a distância entre suas políticas radicais de esquerda e a pessoa que deveria ser por mais de 40 horas por semana.

Com mais de uma década de experiência trabalhando com cafés especializados, Sims-Fewer pediu demissão do emprego que tinha há mais de 6 anos e abriu um café em que ele e outros poderiam se sentir mais honestos e livres.

Atualmente, ele é o único funcionário, mas espera que o negócio cresça no formato cooperativo de pertencer e ser gerido pelos trabalhadores e trabalhadoras, onde cada pessoa (incluindo ele) é pago igualmente, com todas as decisões operacionais do negócio feitas por uma democracia baseada em consenso, livre de gerentes ou hierarquia institucional.

“Espero que, ao declarar abertamente que o negócio é anticapitalista, possa inspirar as pessoas a pensarem e perguntarem o que isso significa e deixar aqueles que já são anticapitalistas de todos os tipos saberem que este é um lugar para eles e elas, em que suas políticas, ideias e identidades sempre serão bem-vindas,” declarou Sims-Fewer ao blogTO.

No momento, visitantes podem esperar um cardápio completo de expressos levemente tostados e cafés filtrados, incluindo uma lista extensa de adicionais, feitos com grãos do tostador herdado do antigo café, Pop Coffee Works, bem como com um revezamento de outros tostadores.

Quitutes assados da Glory Hole Doughnuts e da Nova Era estão disponíveis para compra no novo café. Há também tote bags e livros.

Sims-Fewer diz que a resposta até então tem sido majoritariamente positiva, com toneladas de pessoas com pensamento similar vindo ao espaço para apoiar o novo projeto.

“Eu sabia que o mundo estava cheio de progressistas radicais, e a esperança de conhecer mais deles é uma motivação para fazer o que estou fazendo, mas não pude antecipar tanto entusiasmo diário tão rápido,” declarou Sims-Fewer.

“Uma coisa da qual quero conscientizar as pessoas é que estou fazendo café estilo Pague o Quanto Beber, espero que como a primeira de muitas tentativas de fazer café ótimo e não-corporativo mais acessível à classe trabalhadora, a quem coisas boas que todos e todas nós merecemos são progressivamente negadas.”

“A indústria de café especializado é intensamente envolvida na gentrificação e no neocolonialismo, e espero de verdade aprender mais e encontrar formas de resistir, subverter e desafiar esse envolvimento.”

Fonte: https://www.blogto.com/eat_drink/2022/04/toronto-anarchist-cafe/

Tradução > Sky

agência de notícias anarquistas-ana

Por trás da cortina,
o passarinho não vê
que aguardo o seu canto.

Henrique Pimenta

[EUA] Minneapolis: Você está limpo, nós atacamos!

Você está limpo, nós atacamos! Ataque a um depósito de serviços técnicos da cidade.

Na noite de quinta-feira (21/04), pessoas furiosas cortaram pneus e destruíram alguns caminhões, desativando três veículos da Minneapolis City Engineering.

Isto foi em retaliação ao cruel despejo de um acampamento no dia anterior, durante o qual 120 polícias foram mobilizados para bloquear dois quarteirões da cidade a fim de destruir as casas improvisadas dos residentes da zona e roubar as suas coisas. Durante o despejo, um defensor do campo foi brutalmente detido.

A verdade é que um despejo efetuado com tal força excessiva só acontece porque o Estado está aterrorizado com as fortes redes de moradores de rua e com a vontade dos seus vizinhos de defender estas comunidades.

Pretendemos dar-lhes algo de que tenham medo. É imperativo desenvolver uma linguagem de revolta, que envolve ações de retaliação contra a brutalidade do Estado. O povo da chamada cidade de Minneapolis está a mobilizar-se para defender os nossos vizinhos e esta luta vai continuar até que o sistema escravagista americano seja finalmente dissolvido. É tempo de lutar arduamente.

“Quando batem, batemos de volta com mais força. Se não for possível, então, devolveremos de modo mais marcante. Todos têm um nome e um endereço”.

Fonte: https://attaque.noblogs.org/post/2022/04/24/minneapolis-usa-vous-deblayez-nous-frappons/

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

é preciso pouco
andar na senda da noite
basta um vagalume

Ricardo Akira Kokado

[EUA] Olympia – Caixa eletrônico do Bank of America atacado em solidariedade aos defensores da Yintah

No dia 20 de abril, anarquistas ocuparam as terras de Nisqually e Squaxin pela noite, armados com uma garrafa de fluido de freio e uma lata de spray de espuma de construção para realizar um ato de solidariedade à resistência contínua dos defensores da terra Wet’su’weten, seus apoiadores e apoiadoras. A luta contra a CGL e seus fundadores tem sido longa e inspiradora e sentimos que precisa de um maior apoio, especialmente das táticas anárquicas diretas. O projeto colonial está sempre em constante expansão, e seus aliados e fundadores estão em todos os bairros e em todas as ruas. Esses são nossos inimigos e produtores de desertos artificiais. Eles precisam ser atacados – seja como for e em toda oportunidade, não importa o quão grande ou pequeno o inimigo ou a ação pareçam ser. Não esperamos que esta pequena ação pare o Leviatã e traga a cura para este planeta quase destruído, mas esperamos canalizar os espíritos desta terra, a força vital destas águas e os goblins da anarquia. Queremos inspirar a destruição a todas as manifestações de poder e instituições coloniais. Precisamos fazê-lo. A luta no território Wet’suwet’en é uma que tem explicitamente chamado e empregado táticas anarquistas e encorajamos todos vocês a se atentar a esse chamado e apoiar as ações da sua maneira.

Colocamos o fluido de freio na máquina e enchemos de espuma de construção. Foi fácil.

O May Day está próximo. Se você não pode vir à yintah, encorajamos que lute de onde esteja.

Vida Longa à Anarquia! Vida longa à soberania Wet’suwet’en! Vida longa à luta pela Turtle Island!

alguns e algumas anarquistas

Fonte: https://pugetsoundanarchists.org/olympia-bank-of-america-atm-attacked-in-solidarity-with-yintah-land-defenders/

Tradução > Sky

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/12/23/canada-wetsuweten-despejam-a-coastal-gaslink-do-campo-de-perfuracao-coyote-camp-e-restabelecido/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/12/03/canadian-tire-fire-21-atualizacao-da-repressao-solidariedade-aos-wetsuweten/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/12/01/canada-apoiadores-dos-wetsuweten-fecham-terminal-shell-em-hamilton/

agência de notícias anarquistas-ana

No jardim da vida,
imagino o paraíso
de cores e flores.

Sandra Hiraga

[Espanha] O mal menor não deixa de ser um mal

As eleições presidenciais na França evidenciaram mais uma vez as limitações e fraquezas da esquerda parlamentar, não apenas na França, mas também em nosso país. A crise galopante da esquerda clássica já tomou de assalto os partidos socialista e comunista da França e Itália, e significa uma perda de influência social em praticamente toda a Europa. No caso dos comunistas, sua derrocada foi consumada em ambos os lados da Cortina de Ferro, enquanto a socialdemocracia luta para governar, fazendo pactos com o que se presta a ela, em países onde há anos desfrutava de uma hegemonia confortável (Espanha, Alemanha, Portugal, etc.).

O que é alarmante sobre a situação é que o espaço que a esquerda está perdendo está sendo ocupado por partidos de extrema direita, em alguns casos com claras tendências autoritárias ou declaradamente fascistas. Não é apenas que esses grupos extremistas estão entrando nos respectivos parlamentos, mas em alguns casos (Polônia ou Hungria, por exemplo) eles já estão governando. Na Espanha eles acabam de entrar no novo governo autônomo de Castilla y León, enquanto em outras regiões (Andaluzia, Murcia ou Madri) os governos PP estão sendo mantidos graças ao apoio do Vox.

Esta esquerda, que vê como seu protagonismo entre a classe trabalhadora está diminuindo, longe de tirar lições práticas de sua crise, está tentando moderar ainda mais sua mensagem e competir pelos votos dos partidos de centro-direita. Eles se recusam a aceitar que perderam seu eleitorado histórico precisamente porque abraçaram o discurso neoliberal, traindo sistematicamente todas as suas promessas eleitorais e aplicando as receitas do capital sobre salários, pensões, direitos sociais e o modelo produtivo.

A classe trabalhadora europeia tem visto nas últimas décadas como seus direitos e condições de trabalho têm sido sacrificados por governos supostamente de esquerda, com o inestimável apoio de sindicatos tradicionalmente considerados de classe (CGT na França, CGIL na Itália ou CC.OOO. e UGT na Espanha), o que produziu uma confusão total dentro do movimento trabalhista; apatia e desinteresse que foram explorados por grupos de extrema direita para lançar seu discurso xenófobo e ultra-conservador em áreas da classe trabalhadora onde anteriormente era impensável que tais mensagens fossem recebidas. Portanto, embora seja preocupante que os trabalhadores estejam votando em partidos de direita, o que é extremamente perigoso é que os componentes da classe trabalhadora tenham adotado muitos dos postulados do sistema dominante.

Longe de recuperar programas com um conteúdo de classe inequívoco, a esquerda se limita a apelar para a consciência balançante do eleitorado, implorando-lhes que não votem por opções de extrema direita. Assim, temos visto estes apelos patéticos para votar pelo mal menor, culminando no recente absurdo da esquerda francesa pedindo apoio à direita (Macron) para impedir Marie Le Pen de ganhar o segundo turno das eleições presidenciais. Curiosamente, se Le Pen chegou a incomodar a direita clássica nestas eleições, é porque ela se livrou do fardo da mensagem excessivamente ultra do pai e de um programa esmagadoramente arruinado com mensagens ultra; ou seja, as duas opções finais para o eleitorado francês foram cortes sociais e políticas conservadoras.

Terrível e anódino é o dilema que tem sido apresentado aos cidadãos mais críticos do país vizinho, não lhes oferecendo outra alternativa senão votar no atual ocupante do Eliseu. É difícil acreditar que as únicas opções políticas são votar em Macron ou Le Pen; especialmente se recordarmos os grandes marcos revolucionários do povo francês (Revolução Francesa, Comuna de Paris, sindicalismo autogestionário com a Carta de Amiens, maio de 68, a revolta dos coletes amarelos, etc.).

De um ponto de vista libertário, há outra saída para a crise do pensamento transformador, além da mera e previsível disputa eleitoral. Esta opção, sem dúvida menos confortável do que delegar a partidos integrados no sistema, envolveria a auto-organização popular, redes de solidariedade e autogestão da economia e da vida social, defesa coletiva dos direitos na rua e no mundo do trabalho, e a disseminação de uma cultura e valores da classe trabalhadora.

A verdadeira mudança não acontecerá porque os partidos mudam seus acrônimos, ou mesmo se deixarem de se chamar de partidos e tentarem se fazer passar pela mais genuína representação da voz do povo. Como já foi dito tantas vezes: a luta está nas ruas, não no parlamento.

Fonte: https://www.elsaltodiario.com/alkimia/el-mal-menor-no-deja-de-ser-un-mal

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

Num atalho da montanha
Sorrindo
uma violeta

Matsuo Bashô

[Itália] Para aqueles que têm uma bomba em seu coração

Em agosto de 2018, dois dispositivos explosivos, um dos quais não funcionava, foram colocados perto da [sede do partido italiano de extrema-direita] Liga em Villorba (nos subúrbios de Treviso).

Uma ação “contra políticos, policiais e seus comparsas”.

Juan, nosso amigo e camarada, é acusado deste ataque e o Tribunal de Treviso está julgando-o por “massacre indiscriminado”.

A acusação de massacre indiscriminado e infame revela o mundo de cabeça para baixo em que vivemos. O que matou centenas de pessoas nas ruas, nas fábricas, nos hospitais psiquiátricos e nas prisões; a que, durante décadas, encobriu os empregadores que fizeram os trabalhadores morrerem devido à exposição ao amianto, ou que fizeram adoecer populações inteiras devido à poluição do ar, dos campos, da água; a que impediu que milhões de pessoas saíssem de suas casas, ao mesmo tempo em que obrigou os idosos a morrerem de COVID e solidão, nos RSAs (Residências para anciãos); [Aquele que saqueia e bombardeia países inteiros e depois deixa as pessoas fugindo da miséria e da guerra afundarem no Mediterrâneo ou congelarem em uma floresta; sim, especifique, Sua Majestade o Estado Italiano, acusa de massacre indiscriminado um anarquista, um inimigo de todo o poder e de toda a opressão.

Além disso, quando um general da OTAN [Francesco Paolo Figliuolo, general do exército italiano; desde março passado ele também é comissário extraordinário para a gestão de emergência Covid-19], quando um banqueiro [Mario Draghi, atual chefe do governo italiano, ex-burocrata do Ministério da Economia, chefe do Banco Central italiano e do BCE, quando impôs políticas de “austeridade” à Grécia], que já está matando de fome a população grega, impõe passes em nome da “responsabilidade para com os outros”, estamos claramente advertidos.

A violência que os estadistas exercem sobre as palavras é um reflexo da violência que exercem sobre o ser humano e a natureza.

Parece que, para milhares de pessoas, a campainha está tocando agora.

Para Juan, isso tocou há muito tempo, quando ele transformou seu coração em uma bomba relógio, pronta para explodir contra qualquer injustiça.

Agora que o momento de sua sentença se aproxima, sentimos ainda mais o desejo de mostrar-lhe nossa solidariedade e proximidade.

Porque conhecemos sua coragem e sua ternura.

Porque é assim que se faz, entre companheiros de um ideal.

Porque a pessoa que atacou o escritório da Liga, seja ele quem for, fez uma contribuição da humanidade em um mundo cada vez mais desumano.

Porque a vida é muito curta para não preenchê-la com sonhos ardentes.

Anarquistas

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

areia quente
pés descalços
corrida para o mar

Carlos Seabra

[Chile] Santiago: Bingo em apoio ao Espaço Fénix. Pela resistência dos espaços antiautoritários

Ante os diversos embates aos quais nos enfrentamos, Espaço Fénix se manteve em pé lutando durante já há quase um ano pela proliferação de espaços de encontro anárquicos. Esta permanência no tempo não é casual, mas está sustentada na motivação e constância não só de quem faz parte do espaço, mas também de quem se somou apoiando nas atividades e no funcionamento cotidiano do projeto. É por isso que os convidamos a um bingo que terá como objetivo juntar fundos para sustentar o espaço.

Pela proliferação de espaços anárquicos! Participe, difunda e se solidarize!

Contaremos com:

– Música ao vivo
– Comida vegana
– Propaganda antiautoritária
– Traz tua feira (não comida)

Se queres colaborar com prêmios, ainda estás a tempo de contatar-nos.

Data: Sábado 30 de abril
Início: 15h00
Entrada: $1.000 (inclui cartão de bingo)
Lugar: Elefante Blanco, Villa Francia (Luis Infante Cerda 5500)

agência de notícias anarquistas-ana

O flautista tocou
A criança gostou
E o coração marcou

Silvio Feitosa

1º de Maio Global – Um Mundo – Uma Luta

UMA SEMANA DE AÇÃO DE 27 DE ABRIL A 4 DE MAIO

A nível mundial, nós, os trabalhadores assalariados, somos colocados em concorrência para apoiar a produção de valor adicional. Independentemente de onde vivemos, do nosso gênero/sexo, nacionalidade, estamos entrelaçados na mesma luta, querendo ou não. Cortes orçamentais nos serviços sociais, externalização, salários deprimentes, privatização, aumento dos custos de vida e a destruição dos recursos naturais são apenas alguns dos sintomas do sistema econômico global. Um sistema baseado na exploração e competição conduz à comercialização de todos os aspectos das nossas vidas. Sofremos uma pressão crescente para realização de um trabalho que nos aliena das nossas necessidades e pessoas com quem gostaríamos de compartilhar a vida. Seja no local de trabalho, na universidade ou, cada vez mais, mesmo durante a infância e juventude. A lógica da economia de mercado e as estruturas correspondentes do Estado-nação exigem que a adaptação ao ditame da competitividade e a produção de valor tenham prioridade sobre o desenvolvimento das capacidades emancipatórias.

A introdução de um Rendimento Básico Universal a nível global pode ser um primeiro passo emancipatório na superação das relações laborais salariais.

Não pretendemos simplesmente perturbar; procuramos ultrapassar.

Este ano, chamamos a atenção para a crise ecológica que todos enfrentamos. Uma crise provocada pela busca interminável de margens de lucro por parte dos interesses capitalistas. Uma crise que verá guerras a assolar o mundo inteiro, fazendo com que os mais pobres de nós sofram o mais cedo e o mais depressa possível. Com os atuais modos de produção e práticas de trabalho controlados pela classe capitalista a ultrapassar esta crise, é impossível. A crise ecológica global é um problema para a classe trabalhadora de todo o mundo. Não há Terra 2.0. Não há opção de reiniciar ou plano de fuga. Há apenas o futuro. Temos de decidir, e está nas nossas mãos como a classe trabalhadora, se esse futuro estará em algum lugar onde os humanos possam viver ou não.

Dada a natureza transnacional do sistema capitalista, é necessário que os trabalhadores se liguem a nível global.

Através da ligação em rede através das fronteiras, as interligações globais que moldam as nossas condições locais podem ser tornadas visíveis. Além disso, abre novas potencialidades e âmbitos de ação no âmbito da luta contra a exploração, bem como condições de trabalho e de vida precárias. O poder de negociação dos trabalhadores aumentaria tremendamente, se nos uníssemos dentro da mesma cadeia de valor acrescentado.

Especialmente em tempos de nacionalismo e racismo, procuramos a luta comum e resistimos a ser jogados uns contra os outros.

Por uma vida melhor para todos – através de todas as fronteiras!

#globalmayday2022 #1world1struggle

Nota extra sobre destruição ambiental e luta de classes

A extração de combustíveis fósseis e a exploração dos recursos naturais da terra têm sido fundamentais para sustentar a frenética busca de um crescimento capitalista sem fim.

Desmatamento, seca, fome, deslocamento, doenças, pobreza, são todas consequências da dinâmica imperialista e colonial de expropriação de terras, dando prioridade aos interesses das corporações sobre as pessoas e os ecossistemas, e uma militarização global em larga escala para o controlo dos recursos primários.

Tal devastação está a ter um impacto prejudicial sobre o planeta e sobre a vida de milhões de trabalhadores em todo o mundo.

Milhares de pessoas perderam o seu modo de vida ancestral, milhares de trabalhadores precisam de migrar para ganhar a vida nas condições mais precárias, e milhares sofrem de doenças durante toda a vida devido às extrações mineiras, condições de trabalho e poluição. Isto tem tido um efeito mais profundo nas economias dos trabalhadores indígenas e agrícolas do Sul Global, com um aumento da percentagem de mulheres afetadas. Olhando para o contexto patriarcal, as mulheres não têm igual acesso a recursos como a educação, terra, água e cuidados médicos. São mais dependentes dos recursos naturais para a sua sobrevivência, e são frequentemente responsáveis pelo fornecimento de alimentos às suas famílias, tendo geralmente de caminhar quilômetros por água, tendo um risco acrescido para a sua saúde e de sofrer violência sexual.

O capitalismo está a arruinar o planeta, os nossos meios de subsistência e os nossos meios de existência. A ideia neoliberal de um Novo Acordo Verde de ‘transições ecológicas alternativas’ não se baseia no fato de que os recursos do planeta são finitos. Em vez disso, ajuda a branquear todo o sistema econômico.

É uma emergência que exige que os trabalhadores se organizem globalmente e lutem contra os interesses capitalistas que lideram esta crise climática. Uma crise que tem um impacto discriminatório de fatores socioeconômicos como a pobreza, e racismo sistemático, sobre os mais desfavorecidos social e economicamente, com acesso limitado aos recursos, comunidades de cor, imigrantes, e trabalhadores de baixos rendimentos.

Os sindicatos de base e revolucionários são fundamentais na organização de uma estratégia baseada nos trabalhadores para reduzir o impacto negativo das indústrias que afetam desproporcionadamente as comunidades de classe trabalhadora, que eles defendem e representam.

Para combater o modelo fóssil de produção econômica é necessário recuperar a terra, a nossa subsistência, e restabelecer um equilíbrio entre a atividade humana e o ambiente natural com base numa transição justa para um futuro sem carbono.

Uma vez que a dependência e a escassez de matérias-primas e de recursos energéticos se desdobrarão inevitavelmente em guerras e conflitos, a classe trabalhadora, armada com o poder de retirar o seu trabalho e parar a produção numa greve global, deve organizar-se numa postura internacionalista, anti-militarista e de solidariedade de classe para superar o capitalismo e avançar coletivamente no sentido de assegurar a justiça climática e a soberania alimentar para todos, colocando o nosso futuro e bem-estar nas nossas mãos.

lutafob.org

agência de notícias anarquistas-ana

estou meio tonto
descobri, ontem, dormindo
que morre-se e pronto

Bith

[França] Uma câmera de vigilância encontrada no exterior em Sevreau

Uma câmera de vigilância foi encontrada na entrada da vila, apontada para a casa de um ativista ambiental. A câmera, pouco acima do solo, estava coberta de silvas e grama. Foi conectado a um roteador Pepwave e a duas caixas contendo baterias de lítio de alta tecnologia com o selo Accuwatt, escondido em uma vala sob uma lona e uma rede de camuflagem.

O item foi adicionado à nossa lista de dispositivos, que pode ser baixada aqui (https://earsandeyes.noblogs.org/fr/telechargements/).

Seguem as fotos do dispositivo recuperado: https://earsandeyes.noblogs.org/fr/post/2022/03/21/une-camera-de-surveillance-trouvee-en-exterieur-a-sevreau-france/

Tradução > Liberto

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/04/28/franca-dispositivo-de-vigilancia-de-audio-encontrado-na-biblioteca-anarquista-libertad-em-paris/

agência de notícias anarquistas-ana

chegado para ver as flores,
sobre elas dormirei
sem sentir o tempo

Buson

[Portugal] Lisboa: Anarquistas convocados pela União Libertária desfilaram em bloco na manifestação do 25 de Abril

Por União Libertária

Neste 25 de abril os anarquistas saíram a rua para relembrar a história do movimento popular dos trabalhadores, estudantes e moradores na luta contra o estado fascista e os coveiros destes movimentos.

Nem Estado, Nem Patrão. Queremos Anarquia e Comunismo.

Fascismo nunca mais!

>> Mais fotos aqui:

https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2022/04/27/lisboa-anarquistas-convocados-pela-uniao-libertaria-desfilaram-em-bloco-na-manifestacao-do-25-de-abril/

agência de notícias anarquistas-ana

Velha lagoa
um sapo mergulha
barulho d’água.

Matsuo Bashô

 

[Espanha] Burgos: Por um 1º de Maio que nos leve à Greve Geral

No próximo domingo 1º de Maio acontecerá uma manifestação libertária organizada pela CNT, CGT e a Biblioteca La Maldita. Publicamos em seguida o texto que está sendo divulgado pelos convocadores da iniciativa e com o qual se chama à mobilização social.

Por um 1º de Maio que nos leve à Greve Geral, uma Greve Geral indefinida de trabalhadores e trabalhadoras que freie o sistema capitalista. Uma Greve contra as guerras, os estados e seus exércitos, as pátrias, os nacionalismos, o militarismo… Uma Greve contra a carestia da vida, uma Greve contra a morte.

Uma Greve Geral indefinida para nos encontrarmos, pensarmos, reconhecer-nos e lutar. Uma Greve para devolver os golpes desferidos e avançar para a emancipação social. Uma Greve pela vida.

É urgente recuperar a dignidade nos trabalhos.

Basta de exploração! Gritavam em 1887 na revolta do Haymarket. Os mártires de Chicago pagaram o preço mais alto, vários morreram para conseguir a jornada de 8 horas. É obsceno considerar o 1º de Maio como um dia de festa, o 1º de Maio é um dia de luta, de orgulho e de recordação.

Basta de exploração! Gritamos hoje em 2022. Desde então, só a decoração mudou e pouco, o fundo segue sendo o mesmo; o poder e o capital se mantêm em uns poucos. Os acidentes de trabalho subiram em 2021 13,2% e as pessoas falecidas por terrorismo patronal foram 705. A cifra de invalidez, amputações e sequelas é muito maior, somada às enfermidades laborais, a sangria para a classe trabalhadora não parou. Demissões, ERTES, ERES, o IPC… os despejos, as pensões, a saúde, o encarecimento dos produtos de primeira necessidade… e a roda segue girando, o capitalismo vai nos tragando com uma voracidade imensa.

Por cada passo que retrocedemos, os poderosos avançam dez. Os meios de produção seguem nas mesmas mãos, e as organizações obreiras e coletivos sociais devemos redobrar os esforços para potencializar e fortalecer a consciência de classe, garantia esta de uma possível e desejada mudança social que freie essa tendência.

O sistema usou a pandemia para aumentar o controle social, cortar em direitos e liberdades, fechar as fronteiras e justificar os ajustes econômicos com a desculpa de um mal maior. O quarto poder, os meios de comunicação, nos bombardeiam diariamente com mensagens manipuladoras, totalitárias, racistas, classistas e competitivas. Condicionando-nos, doutrinando-nos para assim anular o livre pensamento e o senso crítico.

O ressurgir do fascismo e os totalitarismos põem em risco nossa própria sobrevivência. É o momento de sair às ruas, de organizar-se, de redobrar esforços para manter viva a ideia. É o momento de calar o fascismo antes que se faça mais forte. A democracia oprime o livre pensamento, encarcera e reprime a quem luta por um mundo justo. Quando não, deixa passagem ao fascismo e os totalitarismos em épocas de crise.

Não vamos nos deixar enganar com falsas promessas eleitorais, a via parlamentar e a participação nas instituições são caminhos mortos, à vista de todos ficou demonstrado. Acaso revogaram as reformas laborais de 2010 e 2012? Revogaram a lei mordaça? Queimadores de ilusões, fogueiras da honestidade, geram um descontentamento profundo que deslegitima as ideias e práticas de mudança e emancipação que perseguimos.

Do poderoso não vai chegar a solução que sirva ao oprimido, a solução passa pela auto-organização dos trabalhadores e trabalhadoras, passa pela revolução social dos oprimidos contra os opressores.

Passa por arrebatar e coletivizar os meios de produção dos poderosos e organizar a sociedade de maneira horizontal, equitativa, justa e igualitária.

Basta de calar-se! Basta de resignar-se! Os tempos exigem coragem! Estejamos à altura dos tempos que nos coube viver.

Por um 1º de Maio revolucionário. Por um 1º de Maio digno onde arrebatemos ao poder a versão oficial de 1º de Maio. Por um 1º de Maio onde se honre a memória dos companheiros caídos e presos. Por um 1º de Maio que nos aproxime da Greve Geral indefinida e da emancipação.

Fonte: https://diariodevurgos.com/dvwps/por-un-1o-de-Maio-que-nos-lleve-a-la-Greve-Geral.php

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

café-da-manhã,
bem-te-vis gritando:
que bom acordar!

Valdir Peyceré

[Chile] Santiago: Rumo a um novo 1° de Maio – 30 de abril

Na véspera de um novo 1° de Maio, como Assembleia Libertária de Santiago, aproveitamos a oportunidade para voltar às atividades no espaço público. Desta vez deixamos vocês convidados para esta jornada que acontecerá na praça, localizada ao lado dos Jogos Dianas e em frente à saída do metrô Parque Almagro.

Será uma jornada de reflexão e discussão teórica assim como de relaxamento, contaremos também com a presença dos compas de “Vamos hacia la vida” e também de “La rebelión del Matico” para retomar as atividades no espaço público.

Se você tem um projeto editorial, nós o convidamos a trazer seu trabalho neste dia. Esperamos vê-los no dia 30 de abril a partir das 16h, saúde!

Assembleia Libertária de Santiago

agência de notícias anarquistas-ana

o vôo dos pombos
interrompe
o jogo das crianças

Ion Codrescu