A hora chegou? Anarquistas da Ucrânia, guerras tarifárias e expropriação de ladrões

Por vários meses, a Ucrânia tem sido engolfada em instabilidade social, o que periodicamente diminui antes de acender-se novamente. Os preços draconianos do gás com os quais o residente médio está gastando a maior parte de sua renda na Europa, estão fechando várias empresas e muitas das 700-800 pessoas cujas vidas são diariamente tiradas pela pandemia têm sido enfraquecidas pelo frio em suas casas. Em 25 de outubro, houve uma manifestação em Zhytomyr contra o aumento nos preços do gás e aquecimento, crescendo ao ponto de um ataque ao escritório da Zhytomirgas JSC. Quando ninguém saiu para negociar com os manifestantes que se reuniram em frente à empresa, quebraram as portas e entraram. Quando chegaram aos andares superiores e finalmente encontraram o presidente, ele disse que sua empresa não define as tarifas. Foi forçado a descer para a rua e reportar aos manifestantes, mas o gerente, tendo concordado anteriormente, desapareceu. Os manifestantes assinaram uma declaração contendo, entre outras coisas, demandas como a contenção do aumento das tarifas, o banimento da supressão de suprimentos de gás durante a estação de aquecimento e o retorno das redes de gás à propriedade de comunidades urbanas e rurais. Assim, o que escrevemos sobre no começo deste outono está gradualmente se transformando em realidade.

Cracóvia também não fica de fora dessa fúria. Depois da longa desativação de bairros e vilas arranjadas pela Kharkivgas JSC para extorquir as dívidas dos residentes, os grupos ativistas da questão do gás de toda a região bloquearam, em 16 e 17 de outubro, uma das entradas da Cracóvia. Alguns desses grupos existem há muitos anos e, durante esse tempo, têm conseguido parar o desligamento de gás e/ou eletricidade para dezenas de famílias ao diretamente barrar veículos de brigadas de gás ou processos contra a empresa; outros apareceram apenas depois do governo suspender o banimento de agosto passado que desligava o abastecimento residencial durante a quarentena. O protesto coberto pelo jornal virtual anarquista assembly.org.ua ressoou amplamente e levou ao retorno do gás no assentamento mais afetado.

Em 7 de novembro, no 133º aniversário de Nestor Makhno, manifestantes delegados pelo movimento do gás se reuniram para uma reunião pública na praça central de Cracóvia e elegeram um grupo de trabalho para receber constantemente as reclamações da população sobre quaisquer conflitos, e para ajudar a resolver problemas com empresas de energia. Diferente da ação no anel viário de Cracóvia, desta vez não haviam bandeiras nacionais. Deve ser um passo intermediário no caminho do objetivo principal: a transição da Kharkivgas JSC em propriedade municipal sob controle popular de baixo para suprimento de energia residencial a preço mínimo (agora 95,5% de suas ações pertencem à corporação privada DF Group, com contas estrangeiras).

Além disso, ainda não encaramos as consequências da abertura do mercado de terras agrícolas de 1o de julho de 2021. A região da Cracóvia agora é uma das três que mais vende terras no país, e pode-se imaginar o que pode começar quando abre-se um fluxo de camponeses sem terra para encher a metrópole à procura de trabalho! A intensificação das viagens pela região e a atividade midiática inevitavelmente requer mais recursos. Você é bem-vindo a apoiar o coletivo através dos fundos, em USD ou EUR, por estes dados bancários: XXXX. Cada centavo será uma contribuição ao desenvolvimento do trabalho!

Por outro lado, a maior ação própria dos anarquistas de Cracóvia no momento ainda é a intervenção de rua anti-policiamento durante a marcha LGBTQ+ em 12 de setembro, a qual foi anunciada com maior antecedência do que as manifestações semi-espontâneas do gás. Na primeira metade do ano, nós não éramos sequer capazes de tais atos, mas agora precisamos nos mobilizar mais ativamente. Um novo 1917 está à porta.

Seria pertinente recordar o que disse um anarquista italiano no começo de agosto, sobre os protestos do passe verde: “outra razão para tomar as ruas é quebrar a frente unida daqueles que são contra o ‘passe verde’ por motivos burgueses, com uma mentalidade de empresários que só querem ter seus próprios lucros, mesmo se estão na base da pirâmide de exploradores. […] É o mundo do lucro que deve ser destruído, e é um mundo de liberdade, auxílio mútuo e equilíbrio entre homem (sic) e natureza que deve ser totalmente repensado, o mundo das commodities deve chegar ao fim e, se não formos e esfregarmos na cara das pessoas, eu não sei quem o fará em nosso lugar. Ir às ruas também significa não ter o filtro da comunicação da mídia do regime atual; falar com as pessoas diretamente é a melhor forma de sentir o clima a nossa volta. […] Depois desses primeiros dias de mobilizações, nos quais simplesmente expressamos oposição em palavras – algo que aconteceu em várias ruas europeias com mais ou menos determinação –, temos que encontrar propostas locais, mas não apenas, para resistir, junto com aqueles que querem lutar, com aqueles que dizem que não querem essas imposições e estão prontos para fazer coisas que nunca fizeram antes. É aqui que nossa história anarquista pode ser uma grande ajuda, para evitar controle e repressão, mas, acima de tudo, para ter propostas concretas de luta e solidariedade com aqueles que perderão seus empregos e não serão capazes de ganhar a vida, com aqueles que recusam controle social invasivo, com aqueles que pensam que o sistema de produção técnico-industrial é, na verdade, um problema e, talvez, também com aqueles que percebem que tudo isso deve ser repensado de uma vez por todas de forma revolucionária, sabendo que palavras não são suficientes […]”.

Avante sob bandeiras pretas! Saúde e Anarquia!

Para nos contatar – assembly-media@riseup.net

Fonte: https://libcom.org/news/time-has-come-anarchists-ukraine-tariff-wars-expropriation-robbers-22112021

Tradução > Sky

agência de notícias anarquistas-ana

Venha aqui comigo,
oh pardal sem pai nem mãe.
Venha aqui brincar.

Issa

Apoio a ativistas anarquistas e antifascistas encarcerados em Belarus

Após os protestos contra o ditador Lukashenko, o número de presos políticos, entre eles anarquistas e antifascistas, aumentou dramaticamente. Coletamos fundos para apoiar esses ativistas e suas famílias para que resistam à opressão do autoritarismo.

Sobre este projeto

Por mais de 10 anos, a ABC-Belarus tem apoiado antifascistas, anarquistas e outros presos políticos em suas lutas contra a ditadura de Alexander Lukashenko. O último levante de 2020 provocou uma enorme onda de repressão contra ativistas de todos os tipos.

No momento, mais de mil pessoas estão encarceradas por razões políticas. Entre elas, 26 são anarquistas e antifascistas. A ABC-Belarus pede a sua contribuição para continuar a apoiar antifascistas e anarquistas vítimas da repressão no país.

Para que será usado o seu dinheiro?

O dinheiro que vai para a ABC-Belarus é utilizado para:

  • Apoiar pessoas em situação de cárcere: pagar advogados e encomendas e, quando necessário, auxílio à família dos presos.
  • Apoiar ex-presidiários em sua recuperação da prisão.
  • Apoiar presos administrativos.
  • Prover assistência médica e/ou psicológica aos ativistas quando necessário.
  • Enviar cartas às prisões pelo nosso formulário online (abc-belarus.org/?page_id=579).

Não dependemos de fundações ou subsídios. Quase todo nosso dinheiro vem de doações de pessoas comuns e ativistas de Belarus e de outros países, e uma pequena parte do dinheiro vem da venda de livros, camisetas e zines. É importante deixarmos claro desde o início que ativistas da ABC-Belarus não são pagos por seu trabalho, todos trabalhamos em nosso tempo livre, movidos apenas por nossas convicções políticas.

>> Para contribuir, clique aqui:

https://www.betterplace.org/en/projects/99819-support-anarchist-and-antifascist-prisoners-in-belarus

Tradução > Sky

agência de notícias anarquistas-ana

Anoitece
Atrás da colina
O sol adormece

RôBrusch

[Espanha] Cádiz: “Um grevista não é um terrorista”

Que inveja! Mas como temos inveja daqueles metalúrgicos de Cádiz que estão em greve em letras maiúsculas, defendendo seus direitos. Direitos que algumas pessoas querem tirar-lhes. Uma greve real com letras maiúsculas, porque uma greve real é sempre uma greve indefinida. Você sabe quando a greve começa, mas nunca quando termina, porque ela só é determinada quando os trabalhadores conseguem restaurar os direitos que eles exigem. Só então terminará uma greve.

Que inveja eles me dão, mas que inveja eles me dão, não sei se é inveja saudável ou normal. Neste país peculiar que é o que nos falta, greves, mas greves reais. Falta de greves e excesso de pessoas submissas e mansas. Gostaria de estar entre vocês companheiros, sou um motorista de caminhão que viu como durante anos e anos nossos direitos se perderam e apodreceram, sem fazer nada por eles. Hoje tenho que ver como os patrões, os principais culpados de nossa situação como trabalhadores, estão pedindo um bloqueio de 3 dias, como dizem, e eu não consigo superar meu espanto e não posso acreditar nisso.

Essa gente da patronal quer que o governo de plantão venha e resolva os problemas que eles mesmos causaram. Em vez de inveja, a única coisa que provoca é repugnância. Companheiros, eles os chamarão de oportunistas, eles os chamarão de terroristas, tudo menos um bando de trabalhadores honestos defendendo seus direitos. Um grevista não é um terrorista. Um grevista é a coisa mais honesta e digna que você pode ver na TV, nos jornais ou em qualquer mídia. É a luta de pessoas honestas, de pessoas com dignidade.

De fato, é o que eu gostaria de continuar a ver porque é o que nos falta neste país. Uma falta de consciência, de luta, de dignidade, e não apenas a classe trabalhadora, mas em geral. Muitas outras palavras sairiam de mim, talvez vazias, talvez insuficientes para mostrar-lhes a solidariedade e a gratidão que sinto por vocês. Desejo-lhes tudo de bom, pela minha posição de motorista de caminhão, tenho verdadeira inveja de vocês, companheiros. Não deixe de lutar. Mesmo que este seja um slogan ou um clichê, a única luta que se perde é aquela que não é travada.

Saúde e luta.

A ÚNICA GREVE, É A DE VERDADE!!! GREVE POR TEMPO INDETERMINADO.

Um companheiro da CNT-AIT Toledo

Tradução > Liberto

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/11/17/espanha-greve-do-metal-na-baia-de-cadiz/

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Parada do trem –
Com o vendedor de flores
Vêm as borboletas.

Sôshi Nakajima

[Espanha] Lançamento: “Anarquismos por venir. Un balance de década para una política anarquista”, de G. Juncales

A obra Anarquismos por venir (Anarquismos por vir) é uma jornada através dos debates e controvérsias do anarquismo nos últimos anos. Desde questões de teoria política, como a noção de poder e sujeito no anarquismo, até aspectos mais práticos da relação do anarquismo com o nacional, o identitário ou o territorial, este ensaio reúne uma série de recursos teóricos e reflexões que são fruto da situação atual do anarquismo. Também inclui algumas notas que servem para situar o papel do anarquismo nos últimos anos entre os diferentes processos políticos que vêm ocorrendo: as greves gerais feministas, a crise catalã ou a pandemia. Um equilíbrio da situação atual do anarquismo que toma posição sobre uma multiplicidade de reflexões que têm sido dadas de forma dispersa e desconectada em fóruns, ateneus, publicações e conversas.

Este ensaio está comprometido em compreender e promover um anarquismo político, um anarquismo com capacidade própria de diagnóstico e ação como ator político em nossa sociedade. Para isso, ele reúne e aponta os principais obstáculos que o anarquismo atual enfrenta ao se projetar como tal.

> G. Juncales é militante do Grupo Anarquista Cencellada desde suas origens (2013) e as reflexões recolhidas neste ensaio nascem dos diferentes processos do grupo: tanto sua evolução interna quanto sua atividade externa.

Anarquismos por venir

Un balance de década para una política anarquista

G. Juncales

Grupo anarquista Cencellada – 17Delicias. Valladolid 2021

118 p. Folheto 21×15 cm

8,00 €

17delicias.org

Tradução > Liberto

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Vento refrescante
que se contorcendo todo
chega até aqui.

Issa

[Grécia] Anarquistas 7 x 0 Estado grego | Obrigado a todos que nos apoiaram!

De volta do Tribunal, acabamos de nos reunir no K*Vox com membros da grupo e do comitê de apoio.

Hoje (25/11) estamos vivendo uma vitória magnífica, completa e definitiva neste julgamento que se revelou um complô do Estado contra dois membros do Rouvikonas.

Giorgos e Nikos arriscaram a prisão perpétua esta manhã por assassinato, com base em falsos testemunhos. Mas as testemunhas de acusação expuseram as manipulações policiais e a acusação mudou de lado: o poder foi desmascarado em seu desejo de neutralizar violentamente o grupo anarquista grego, classificando-o entre organizações criminosas.

Hoje, Giorgos e Nikos são livres e o grupo Rouvikonas se fortalece. Como mostram as numerosas mensagens que nos chegam, todo o movimento social se reconhece nesta vitória, que também é deles, contra um poder maquiavélico e inescrupuloso. Esta vitória também não tem fronteiras: é também a sua, você que, a mais de 2000 km de distância, se mobilizou de várias maneiras em apoio a esta luta crucial.

Um grande obrigado a todo o apoio que recebemos de todo o mundo, prova mais uma vez que estamos em todos os lugares!

Nossas utopias estão vivas, resistentes e perseverantes! Chegará o dia em que os ladrões de vidas serão despojados de seus pedestais e o interesse comum guiará nossas decisões ponderadas e concertadas. Chegará o dia em que passaremos do substantivo “poder” para o verbo “poder”, do domínio de outros para a capacidade de escolher livremente nossas vidas. Chegará o dia em que a inteligência coletiva acabará com a agonia da Terra e daqueles que a habitam.

Somente aqueles que desistem já perderam. Não devemos desesperar, mas agir com determinação para denunciar o absurdo da sociedade autoritária e o suicídio coletivo que é o capitalismo. Somos o lado da vida contra o lado da morte. Somos nós que autenticamente carregamos o lema Liberdade-Equidade-Fraternidade, e não os líderes políticos que usurpam estas palavras, porque propomos liberdade concreta, igualdade real e fraternidade universal.

Esta manhã, ao final das três sessões do julgamento, os 3 juízes e os 4 jurados declararam Giorgos e Nikos inocentes: nossos companheiros em luta foram absolvidos por unanimidade. Esta vitória de 7 x 0 nos permite eliminar qualquer possibilidade de recurso por parte da acusação. Portanto, a vitória é definitiva. Celebraremos esta noite e amanhã com você em mente!

Mais uma vez obrigado! A luta continua!

O comitê de apoio internacional de Giorgos e Nikos, Exarchia, 25 de novembro de 2021.

Fonte: http://blogyy.net/2021/11/25/anarchistes-7-0-etat-grec-%e2%98%85-merci-a-tous-les-soutiens/

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Crisântemos brancos –
Tudo ao redor também
É graça e beleza.

Chora

[EUA] APN School Revolt 2022

Convidamos você a nos enviar propostas para participação na primeira ‘APN School Revolt’!

‘APN School Revolt 2022’ é um festival de duas semanas com palestras, workshops e eventos especiais sobre Anarquismo, Educação e Interseccionalidade. Será realizado online entre o final de fevereiro e o começo de março de 2022. As datas finais serão divulgadas depois da coleta de propostas.

Todos os apresentadores, facilitadores, educadores, alunos e palestrantes são bem-vindos, independentemente de grau acadêmico, título oficial, experiência, localização geográfica ou idioma. Os apresentadores são estimulados a sugerirem propostas instigantes e originais, em variados formatos, desde que estejam centradas nos três temas principais. Particularmente, gostaríamos de abrir espaço a indivíduos e coletivos que desenvolvam experiências práticas, ou que combinem estas experiências com a parte teórica. Isto também se aplica a espaços informais de ensino e técnicas alternativas que em geral passam despercebidas.

Os eventos podem ter a forma de apresentações de painéis, mesas-redondas, performances, webinarsworkshops, peças escritas, artes, zines, pôsteres, episódios de podcast, vídeo-arte e som, música ou qualquer outro formato. Formatos empolgantes e não-convencionais são encorajados, e não será dada nenhuma preferência para uns em detrimento de outros. Além disso, os apresentadores são bem-vindos para criarem um evento híbrido (caso eles tenham a oportunidade ou habilidade para isso).

Contudo, há uma política de tolerância zero com qualquer forma de preconceito. Propostas que se aproximem muito da possibilidade de serem discriminatórias irão receber um e-mail solicitando esclarecimentos. Quaisquer projetos que promovam danos a comunidades marginalizadas e vulneráveis serão imediatamente rejeitados.

Para se inscrever, basta preencher este formulário [link: https://forms.gle/pJu6XX3QdJSnWNks6]. A data-limite para inscrições é 10 de dezembro. Todos os inscritos receberão um e-mail até 31 de dezembro. Se um inscrito não puder participar durante as duas semanas (por algum motivo), nós o convidamos a definir conosco um novo período que seja mais apropriado.

Além de nosso suporte técnico, os apresentadores podem usar quaisquer dispositivos e softwares necessários para realizar seus eventos. Caso alguém precise de algum tipo de assistência ou acomodação (incluindo o suporte técnico), por favor indicar suas necessidades no formulário de inscrição.

Aguardamos suas propostas!

Amor e Solidariedade,

APN – Anarchist Pedagogies Network

Fonte: https://anarchistpedagogies.net/apn-school-revolt-2022/

Tradução > Erico Liberatti

agência de notícias anarquistas-ana

brisa suave:
voejam borboletas
por todo jardim

Nete Brito

[Itália] Vídeos | Antimilitarista nas ruas de Turim

Várias centenas de antimilitaristas participaram da marcha convocada pela Assembleia Antimilitarista para 20 de novembro. O evento que começou na Porta Palazzo, percorreu as ruas do centro até a Porta Nuova.

A reestilização da imagem das Forças Armadas e do sistema militar/industrial italiano é desmembrada diante do crescimento de um movimento de oposição à guerra e ao militarismo que se fortalece a cada ano.

A próxima inauguração em Turim da oitava edição do mercado de exposições da indústria de guerra aeroespacial é o forte motivo em torno do qual se desenvolveu um caminho de luta muito mais amplo, que resultou na participação ativa no desfile de público de várias localidades italianas onde nasceram assembleias e coordenação de luta.

Em Porta Palazzo se falava da militarização dos subúrbios, guerra aos pobres, luta contra o CPR (Centro de Reclusão ao Imigrante, em Italiano), da gentrificação de um bairro onde a presença militar é constante.

Seguiram-se intervenções nos Encontros Aeroespaciais e de Defesa, no combate às antenas assassinas de Niscemi e na base de Sigonella, na ocupação militar de Chiomonte e San Didero em defesa de uma linha de alta velocidade destinada a se tornar também corredor militar.

Na Porta Susa em frente à lápide dos mártires da câmara de trabalho a longa e duríssima luta da classe trabalhadora de Turim contra a guerra e o militarismo a partir de 1917, em plena guerra mundial quando uma greve geral com barricadas e confrontos duros paralisaram a cidade contra a fome e a guerra.

No mercado de Corso Valdocco uma intervenção centrou-se no aumento constante das despesas militares, até 70 milhões de euros por dia face à redução de serviços importantes, como transportes locais, hospitais, escolas, assistência a idosos e deficientes.

Diante da escola de aplicações militares e altos comandantes, falava-se em missões militares no exterior em defesa dos interesses da Eni S.p.A. (Companhia de Gás) e na terceirização da guerra aos imigrantes.

Em Porta Nuova onde os militares realizam um controle etnicamente direcionado para bloquear os imigrantes em seu caminho para a fronteira em Val Susa, falou-se da luta nas fronteiras e do controle militar do território.

Bloquear missões no exterior, boicotar a Eni S.p.A., expulsar militares de nossas cidades, bloquear a produção e o transporte de armas, contrariar a feira da indústria aeroespacial de guerra são horizontes concretos de luta.

Rádio Blackout 105.25FM

>> Veja os vídeos aqui:

Parte 1: https://www.youtube.com/watch?v=agxJ2youujQ

Parte 2: https://www.youtube.com/watch?v=0sDmjjIYS48

Tradução > GTR@Leibowitz__

Conteúdos relacionados:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/11/19/italia-manifestacao-antimilitarista-em-turim/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/10/14/italia-comunicado-da-assembleia-antimilitarista/

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O ar tremeluz –
A areia sobre o rochedo
Vai caindo aos poucos.

Hattori Tohô

[EUA] Lançamento: “The Abolition of Prison”

Jacques Lesage de La Haye (autor); Scott Branson (tradutor)

The Abolition of Prision [A Abolição da Prisão] reúne quatro décadas de ativismo de Jacques Lesage de La Haye contra o sistema prisional na França e suas perspectivas anarquistas sobre o abolicionismo penal. Jacques Lesage de La Haye consolida análise teórica com sua própria jornada pessoal como um jovem criminalizado que se tornou psicólogo, com extensa experiência em abordagens alternativas à institucionalização” – Gwenola Ricordeau, autora de For Them All: Women Against the Prison System [Por Todas Elas: Mulheres Contra o Sistema Prisional] (em breve pela Verso)

“Os capítulos de The Abolition of Prison são curtos, mas ricos de informação e reflexão. Diversos capítulos, especialmente os que exploram alternativas ao encarceramento, funcionariam muito bem como material para grupos de leitura. Embora a escrita seja pessoal e acessível, também contém um estímulo para ler mais, saber mais e se aprofundar… O livro é um chamado para que a sociedade, como um todo, possa se educar melhor e, inclusive, considerar as categorias de emprego e trabalho de forma mais ampla, o que é necessário para transformar nossas comunidades em espaços de cuidado e apoio em vez de espaços de vigilância e exclusão. O livro também tem a consciência de que nem todos os argumentos ou exemplos funcionarão em todas as situações – o trabalho da abolição necessita de uma variedade de ferramentas ao mesmo tempo práticas e teóricas.” – Sophie Fuggle, Professora Associada na Nottingham Trent University.

The Abolition of Prison apresenta as reflexões de um veterano abolicionista prisional sobre as ideias, ações e escritos dos últimos cinquenta anos de ativismo anti-prisional. Este livro advoga de forma contundente pelo fim das prisões, das punições, e da culpabilização, propondo como alternativa o trabalho pela mudança social, pelo auxílio, e pela coletividade, abolindo os regimes de repressão e violência. O livro costura a experiência pessoal de Lesage de La Haye na prisão, como psicólogo e abolicionista, com argumentos e propostas tiradas de textos abolicionistas, e inúmeros exemplos de ações prisionais, prisões alternativas e tentativas de construir um mundo mais justo. Lesage de La Haye afirma que se levarmos em conta as justificativas para o encarceramento e a punição, devemos classificar o sistema como um fracasso total e parar de apoiar e destinar dinheiro para ele. Existe uma longa tradição de métodos alternativos para endereçar questões da sociedade, seja dentro dos sistemas jurídicos Ocidentais, ou de comunidades Indígenas. Lesage de la Haye retrata com rigor os efeitos do punitivismo, e conclui que a prisão nada mais é do que uma forma de morte lenta. O movimento em direção a abolição é possível hoje e necessário para que a sociedade se liberte da opressão sistematizada.

Jacques Lesage de La Haye é um psicoanalista, ex-detento, e autor de La Guillotine du sexe [A Guilhotina do Gênero), entre outros livros. É apresentador do programa de rádio Ras lesmurs [Abaixo os muros] na Radio Libertaire, e ativista anti-prisional há mais de cinquenta anos.

The Abolition of Prison

Jacques Lesage de La Haye (autor); Scott Branson (tradutor)

Editora: AK Press

Formato: Livro

Encadernação: pb

Páginas: 136

ISBN-13: 9781849354202

$10.50

akpress.org

Tradução > Peixe

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A felicidade
nem de mais e nem de menos –
Minha primavera.

Issa

[Filipinas] Food Not Bombs – 19º Aniversário de Baliuag

Desde 2003, o Food Not Bombs [Comida Não Bombas] Baliuag, na província de Bulacan, serve refeições vegetarianas nutritivas gratuitas para pessoas marginalizadas e comunidades pobres. A resistência incansável contra a fome e as injustiças por parte dos voluntários intergeracionais continua a florescer. Mesmo nesta crise de pandemia e lockdowns, os voluntários do FNB encontraram uma maneira de apoiar as pessoas e famílias afetadas por esta turbulência.

Neste mês de outubro de 2021, celebramos o 19º aniversário do Food Not Bombs Baliuag, por seu esforço infinito em mostrar solidariedade às pessoas que foram abandonadas pela sociedade. Os guerreiros da paz do FNB promovem constantemente a ajuda mútua e a ação direta. A Food Not Bombs Baliuag organizou de maneira autônoma todas as iniciativas que realiza para prestar serviços ao povo. Apesar da falta de recursos, continuam colhendo os excedentes de hortaliças do mercado público. Eles acreditam que a escassez é uma mentira e que a comida é um direito, não um privilégio.

Fonte: https://etnikobandidoinfoshop.wordpress.com/2021/11/04/food-not-bombs-baliuag-19th-year-anniversary/

Tradução > Amós Rocha

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Lua crescente.
Onde está a outra parte?
Derramou no mar.

Rafael Medeiros

[Holanda] Utrecht: Ocupação em Croeselaan revelada durante manifestação contra a falta de moradia

Na sexta-feira, 19 de novembro, uma casa vazia em Croeselaan foi ocupada. Os ocupantes anunciaram isso durante o Protesto de Utrecht no domingo, 21 de novembro. A ocupação da casa é parte do protesto nacional contra a atual crise habitacional. Os ocupantes exigem ação imediata e não querem esperar pelas promessas vazias dos partidos políticos e corporações habitacionais.

Durante a manifestação, os ocupantes convidaram os manifestantes no Jaarbeursplein a virem tomar café e chá na nova ocupação. A propriedade em Croeselaan estava vaga há muito tempo, enquanto os blocos de habitação social ao seu lado estão programados para serem demolidos.

Os ocupantes acham horrível que os partidos políticos locais defendam a demolição de moradias sociais, enquanto, mais abaixo na rua, as propriedades estão desnecessariamente vazias. Ao mesmo tempo, há uma crise habitacional sem precedentes, o que significa que as pessoas que precisam de uma casa estão em listas de espera, perdem suas casas porque os investidores as licitam mais do que eles e, se eles conseguem uma casa, têm que trabalhar duro para pagar o aluguel.

De acordo com um ocupante, a ocupação ainda é uma opção legítima no combate à atual crise habitacional em 2021: “Embora a ocupação tenha sido criminalizada desde sua proibição em 2010, a ocupação ainda é possível. É uma forma legítima de ação direta que trata da vacância da moradia e converte diretamente esta vacância em moradia”. Além da moradia, os ocupantes também querem usar o espaço para hospedar eventos sociais, culturais e políticos.

Embora haja planos para o edifício vago, a propriedade está longe de ser habitável. “Isto mostra como os investidores imobiliários consideram o lucro mais importante do que a criação de moradias suficientes e decentes. O poder dos investidores e especuladores deve ser quebrado. As casas são para as pessoas, não para o lucro”, disse um dos ocupantes.

Fonte: https://en.squat.net/2021/11/21/utrecht-squat-on-croeselaan-revealed-during-the-woonprotest-demo/

Tradução > solan4s

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/11/23/holanda-ringdijk-8-reocupada/

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Espere um pouquinho
Em respeito às flores
Antes de tocar o sino.

Matsue Shigeyori

Como fome vivida no útero e na infância prejudica o corpo por décadas

PorPaula Adamo Idoeta

Uma tragédia humanitária vivida sob o nazismo, em um dos países atualmente com um dos melhores indicadores de desenvolvimento humano do mundo, tem desde então trazido lições ao mundo a respeito dos impactos da fome extrema sobre bebês que ainda nem tinham nascido.

Era o inverno de 1944 na Holanda, que na época estava parcialmente ocupada pela Alemanha nazista.

Durante meses, as tropas alemãs bloquearam o suprimento de comida para grandes partes do território holandês, deixando 4,5 milhões de pessoas em situação de fome extrema.

“As pessoas comiam os cachorros, os gatos e os ratos. Era simplesmente desesperador”, contou um sobrevivente à BBC em 2013. “Os padeiros não tinham trigo, então, faziam pães aguados, que grudavam na boca.”

Alguns estudos estimam que cada holandês dispunha de comida equivalente a 370 calorias por dia — lembrando que as normas de saúde vigentes hoje sugerem a ingestão diária de 2 mil calorias por dia para mulheres e 2,5 mil para homens.

Foi um dos mais graves episódios de fome ocorridos durante a Segunda Guerra Mundial, que deixou 20 mil mortos e só terminou com a derrota da Alemanha, em maio de 1945, e a libertação da Holanda.

É um desastre que permanece na memória coletiva dos holandeses até hoje, explica à BBC News Brasil a pesquisadora Tessa Roseboom, professora de Desenvolvimento e Saúde na Primeira Infância na Universidade de Amsterdã.

“A memória coletiva do povo holandês sobre a Segunda Guerra é dramática”, relata. “Claro que os números de sobreviventes estão diminuindo, mas todos conhecemos histórias de pessoas que tiveram de comer bulbos de tulipa, que tiveram que andar centenas de quilômetros para achar comida.”

Ao mesmo tempo, o fato de a fome extrema ter ocorrido apenas durante um breve intervalo de tempo (a escassez acabou quando o abastecimento de comida foi normalizado, e a Holanda caminhou para ser um país extremamente próspero) deu aos cientistas um cenário ideal para estudar o que a falta de nutrientes faz com o corpo de uma pessoa — em particular, uma pessoa ainda em formação, dentro do útero da mãe.

E as pesquisas sobre o “inverno da fome” (ou hongerwinter, no original) mostram que as consequências são sentidas até hoje por pessoas que estão na casa dos 70 e 80 anos, e provavelmente serão sentidas por seus descendentes.

>> Para ler o texto na íntegra, clique aqui:

https://www.bbc.com/portuguese/internacional-59158631

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Cerejeira silvestre –
Sobre o regato se move
Uma roda d’água.

Kawai Chigetsu

[Itália] Relatório da Conferência Kropotkin

Nos dias 30 e 31 de outubro de 2021, realizou-se em Massenzatico a conferência internacional prevista no 100º aniversário de Pyotr Aleksejevič Kropotkin (1842-1921), organizada pela Cucine del Popolo (Cozinha Popular) e a FAI Reggiana. Foi a primeira em participação após uma série de eventos online realizados este ano em vários idiomas para assinalar este aniversário. A conferência e os momentos de convívio que a acompanharam foram bem assistidos e podem ser descritos como um sucesso completo.

No primeiro dia, Francesco Codello discutiu a abordagem de Kropotkin de acordo com o conceito de anarquismo “positivo”, ou seja, uma abordagem proativa e prefigurativa dos processos de transformação social. Franco Bunčuga propôs então uma rica visão geral dos autores que aplicaram a abordagem Kropotkin à arquitetura e ao urbanismo de várias maneiras. Rossana Benevelli trouxe experiências de Reggio Emilia aplicando as ferramentas de Kropotkin para interpretar o problema do abandono das montanhas e a mercantilização do território. Davide Turcato discutiu a posição controversa de Kropotkin sobre a Primeira Guerra Mundial, avançando a hipótese de que sua deriva intervencionista era o resultado de uma concepção mecanicista do anarquismo, posteriormente superada pelo voluntarismo malatestiano. Giulio Spiazzi trouxe sua experiência de viagem à casa museu de Kropotkin em Dmitrov e apresentou uma rica série de imagens da vida de Kropotkin lá. Massimo Ortalli relatou suas pesquisas sobre as edições italianas do Kropotkin de 1871 a 1940, testemunhando a riqueza da publicação anarquista naquelas décadas. No final do dia, a muito apreciada lectio magistralis de Elena dell’Agnese discutiu os usos atuais do anarquismo e o pensamento de Kropotkin nos debates internacionais de geografia, destacando especialmente o potencial que estes conceitos estão abrindo nos debates sobre “libertação total” e solidariedade interespécies “além do humano”.

À noite, o jantar de nhoque frito organizado pela Cucine del Popolo foi acompanhado por uma apresentação de Stefano Raspini e um recital de canções anarquistas de Donato Landini, recebido com entusiasmo pelo público. Durante o segundo dia, Federico Ferretti discutiu a relação entre sociedade e espaço no conceito de revolução de Kropotkin como uma contribuição para a atual geopolítica crítica e não estatal. Selva Varengo sublinhou a importância do período inglês relativamente negligenciado de Kropotkin.

Kropotkin foi relativamente negligenciado no período inglês de 1886 a 1917, que foi o período em que Kropotkin produziu a maior parte de suas principais contribuições teóricas e escritos. Carlotta Pedrazzini discutiu a relação entre Kropotkin e Emma Goldman, feita de colaboração e grande admiração, mas também de algumas diferenças, por exemplo sobre o papel da sexualidade nos processos de libertação social. Alessandro Incerti discutiu o período final da vida de Kropotkin na Rússia de 1917 a 1921 a partir de algumas imagens e documentos relativos ao seu funeral, que foi a ocasião da última manifestação anarquista de massa na Rússia antes da repressão bolchevique que impediu qualquer manifestação pública do movimento.

À tarde, Pascale Siegrist apresentou o trabalho de pensadores como Kropotkin e Reclus como uma contribuição anarquista à história global e à construção do pensamento cosmopolita. Fabrizio Eva discutiu a utilidade do pensamento de Kropotkin para a geografia social atual, analisando documentos que demonstram a circulação dos conceitos Kropotkinianos, como descentralização e participação em debates contemporâneos, muitas vezes em situações inesperadas. Finalmente, Simone Ruini discutiu as aplicações atuais dos princípios de apoio mútuo e solidariedade internacionalista pelas federações membros da Internacional das Federações Anarquistas, em particular em favor das vítimas da repressão política e nas experiências cotidianas de solidariedade, como a distribuição de alimentos e bebidas durante a pandemia.

Finalmente, é preciso salientar que a iniciativa foi baseada inteiramente no trabalho voluntário e que os aplausos também foram dirigidos a todos aqueles que fizeram a logística, a organização do salão e o trabalho na cozinha.

Cucine del Popolo

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

o véu da cascata
nesta noite de luar
finas gotas frias

José Marins

[Chile] Agitação anarcossindicalista: o Sindicato de Ofícios Vários de Valparaíso

Aqueles de nós que fazem parte da Solidaridad Obrera – AIT na Região de Valparaíso estão em um processo de agitação anarcossindicalista, desenvolvimento organizacional, incorporação de novos militantes e a criação de nosso próprio espaço.

Nossa organização foi constituída, em primeira instância, por aqueles de nós que éramos militantes do SROV Valparaíso; participando dos protestos devido à poluição ambiental que afetava as comunas de Quintero e Puchuncaví, e na explosão social que desde 2019 tem mobilizado toda a população do país, exigindo melhores condições de vida.

Desde o início daquele ano entramos em contato com o Grupo Germinal de Concepción, um grupo amigo da Associação Internacional de Trabalhadores (AIT), e solicitamos – juntos – nossa incorporação à Internacional, agora com o nome de Solidaridad Obrera – AIT. Hoje nos propusemos nos estabelecer como o Sindicato de Ofícios Vários de Valparaíso, que reúne os que trabalham em feiras, indústrias e lojas da região.

Através de uma oficina de ação sindical, os novos militantes do Sindicato podem ter acesso a informações que lhes permitam enfrentar a luta com as ferramentas necessárias para alcançar seus objetivos, em um ambiente fraterno, onde o conhecimento coletivo é compartilhado.

Desde nossa incorporação à AIT temos crescido constantemente, a fim de alcançar mais comunidades em nossa região, trabalhando de forma federativa e fraterna com a Solidaridad Obrera – AIT Seção Bio Bio, levantando campanhas a nível regional que permitem o crescimento do anarcossindicalismo e projetá-lo do Sul para o mundo inteiro.

Sindicato de Ofícios Vários de Valparaíso

15 de novembro de 2021

solidaridadbrera.cl

agência de notícias anarquistas-ana

Sinto no rosto
Um carinho natural
O vento soprou.

Ze de Bonifácio

[Holanda] A Feira do Livro Anarquista Amsterdam 2021 acontecerá nos dias 27 e 28 de Novembro

Estamos de volta na 5ª Feira Anarquista do Livro em Amsterdam! A Feira do Livro acontecerá nos dias 27 e 28 de Novembro de 2021 em Dokhuis (Plantage Doklaan 8). Isso mesmo! Serão dois dias inteiros de estandes e workshops de coletivos anarquistas de toda a Holanda e países vizinhos. Vai ser ótimo!

No ano passado vimos muitos desafios para a organização política, mas ao mesmo tempo permitimos muita reflexão sobre o poder duradouro dos movimentos de resistência, bem como o florescimento e a expansão do pensamento radical. Esperamos usar a Feira do Livro Anarquista para controlar, mobilizar e aprender com essa resistência crescente, bem como estender nossa rede cada vez maior de camaradas e lutas mútuas.

Vamos aprender como destruir os sistemas capitalistas ecocidas, patriarcais e coloniais que dominam o mundo. Afinal, o conhecimento é poder! Você está procurando por camaradas? Venha para a Feira do Livro Anarquista de Amsterdam! Você está procurando por livros e zines anarquistas? Teremos tudo isso e muito mais: roupas, botons, editoras, distribuição, workshops, palestras e comida vegana! Venha nos conferir!

Mais informações sobre a participação em coletivos, estandes e workshops, bem como a logística do dia em si, serão compartilhadas em breve! Fique atento para mais informações!

Quer ajudar? Ainda estamos procurando pessoas que queiram ajudar como voluntários durante o evento. Animado? Por favor, envie-nos um email!

Plantage Doklaan 8, 1018 CM Amsterdam – Holanda

anarchistbookfairamsterdam@riseup.net

anarchistbookfairamsterdam.blackblogs.org

Instagram: @anarchistbookfairamsterdam

Facebook: Anarchist Bookfair Amsterdam

Tradução > GTR@Leibowitz__

agência de notícias anarquistas-ana

A folha se vai
embarca em qualquer som
rio abaixo.

Masatoshi Shiraishi

Lançamento: “Nas Entranhas da(s) Cidade(s)”, de Cleber Rudy

Considerações sobre o movimento squatter no Brasil. Movimento este, que na senda da contracultura européia dos anos 60, manifestava ressonâncias no meio urbano brasileiro, décadas depois através das perspectivas anarco-punks, que projetavam alternativas a organização urbana capitalista, a partir da “expropriação” de casas e demais espaços desocupados ou abandonados.

Nas Entranhas da(s) Cidade(s)

Cleber Rudy

24 páginas

R$ 6,25

editora@monstrodosmares.com.br

monstrodosmares.com.br

agência de notícias anarquistas-ana

Saudades da amada —
Caem flores de cerejeira
às primeiras luzes.

Kaya Shirao

Novo vídeo: O Fim do Brasil

Bandeiras do Brasil e camisetas da seleção brasileira dominam as manifestações da extrema-direita. Enquanto nas manifestações da esquerda, até aparece uma ou outra bandeira do Brasil, ainda solitárias em meio a uma diversidade de bandeiras de todas as cores.

Entretanto, alguns setores da esquerda sugerem que devemos nos “reapropriar” dos símbolos nacionais.

Mas esses símbolos alguma vez foram nossos?

Neste vídeo levantamos o que de fato é o Brasil. Quem criou este projeto? Com que intenção? E a quem ele serve hoje?

>> Veja o vídeo aqui:

https://antimidia.org/o-fim-do-brasil/

agência de notícias anarquistas-ana

A lua fria —
Sobre o templo sem portão,
O céu tão alto.

Buson