[Grécia] Chegou a hora. Venham junto, agrupem-se e reajam.

Feminicídios, estupros, assédio nas ruas, micromachismo diário, agressões homofóbicas e transfóbicas…

Nada disso é novo, e tudo isso é conhecido.

Sabemos o que nos mata, o que nos estupra, o que nos diminui. Não há necessidade de mais lavagem da mídia, mais denúncias, mais campanhas de twitter – o mundo já sabe, e nossa realidade não está mudando com rapidez suficiente. Sim, todos os sofrimentos precisam ser nomeados, expostos e reconhecidos, e alguns ainda não foram ouvidos e levados a sério pela esfera principal, mas isso não é suficiente. É preciso acabar com isso.

Sexismo no trabalho, na rua, em casa, em assembleias, em festas, nos chamados espaços progressistas radicais…

Nenhum lugar é seguro, ninguém é intocado pelo patriarcado.

Chega dos relativistas do status quo com o “nem todos os homens”, “deve ter havido um mal-entendido” ou “tais assuntos devem permanecer na esfera privada”. Chega de apologistas da cultura do estupro com o “sim, mas essa pessoa estava bêbada”, “o que você estava vestindo?”, “você deveria ter tido mais cuidado”, “não é um estupro se for seu parceiro”.

Sem confiança em belos discursos e pseudo-aliados sem respeito por feministas francas – não importa quem fez o discurso – que não podem aceitar uma única crítica. Para o inferno com a hipocrisia das pessoas sendo um pouco melhor que o arquétipo do macho mediano e, portanto, intocável – o que, devemos lhe dar uma medalha por isso?

O mesmo vale para a imunidade dada aos camaradas machistas pelo movimento anarquista mais amplo, aqueles que não ousamos expulsar porque, apesar de seu sexismo, são bens valiosos. Repetimos em alto e bom som, não há anarquia sem feminismo queer.

Chega de se esconder atrás da desculpa de “somos todos educados sob o patriarcado, não é tão fácil”. Não é fácil, de fato, escolher enfrentá-lo e a qualquer opressão, não é fácil, mas é necessário. Não procuramos conquistar o poder do patriarcado, procuramos destruí-lo.

A prestação de contas é exigida de todos nós, abusadores, amigos deles, colegas de trabalho, vizinhos, camaradas, transeuntes na rua. Vivemos e possibilitamos um ambiente que normaliza o estupro, a misoginia, a transfobia, o sexismo, a ofensa corporal, o classismo, o racismo e a violência indescritível que alguns de nós experimentamos em nosso cotidiano. Não basta apontar os indivíduos como responsáveis por nosso sofrimento. Estamos cansadas de ter que repetir as mesmas histórias repetidas vezes e ninguém está ouvindo. Precisamos nos proteger e nos defender, e não esperamos isso de nenhum lugar e de ninguém.

Vamos nos livrar do estigma da vítima – vamos tomar o controle de nossas vidas

Hashtags, estatísticas, terapia individualizada, longa análise acadêmica sobre o patriarcado provaram não ser suficientes, e nunca serão. Até certo ponto, estes podem até mesmo alimentar a identificação da vítima na qual os opressores querem que permaneçamos, o que nos faz desesperar um pouco mais a cada dia, que nos faz sentir quebradas e mais fracas, que nos lembra que sim somos muitas, mas ainda não fomos capazes de derrubá-lo.

Em vez disso, devemos nos nutrir e nos unir em torno de um propósito comum, legítimo e intransigente contra o sistema cis-branco-hetero-patriarcal no qual se baseiam todas as opressões do capitalismo. O objetivo não é que nossas lutas sejam assimiladas pelo Estado e pelo capital. Não fiquemos presas ao politicamente correto que apenas mantém e pacifica o estado das coisas.

Chega de conversa

Seja com alguns estranhos, nossos parentes, nossos amigos, nossos parceiros – devemos nos sentir no direito de responder a comportamentos que nos incomodam, nos desrespeitam, nos violam da maneira que pudermos, da maneira que escolhermos.

O que precisamos é agir nós mesmas, por nós mesmas e não esperar pela benção ou capacitação de mais ninguém para fazê-lo.

O que nós queremos é respostas insurrecionais que fodam as coisas para sempre.

Que nossa fúria e nossas feridas explodam e desfaçam este sistema.

Vamos recuperar a violência que nos tem sido lançada desde sempre. Quebrar os tabus, quebrar os medos.

Chegou a hora. Venham junto, agrupem-se e reajam.

Morte à família, à igreja e ao Estado.

Fonte: https://athens.indymedia.org/post/1615653/

Tradução > solan4s

agência de notícias anarquistas-ana

Pesos de papel
sobre os livros de figuras –
Vento de primavera.

Takai Kitô

Lançamento: “Anarquismo & Educação | A influência na educação a partir do Movimento Operário Brasileiro”, de Renato Padilha

O intuito desta obra é demonstrar a influência do pensamento anarquista na organização do operariado brasileiro no séc. XX, por meio de um recorte teórico que destaca as influências anarquistas exercidas no contexto da Confederação Operária Brasileira (COB). A influência do anarquismo na organização e nas lutas do movimento operário brasileiro se refletiu no pensamento educacional da época e colaborou para a construção de diversos espaços educativos, nos quais a formação do operariado e de suas famílias era compreendida de maneira integral, distinta dos modelos estatais e confessionais. Neste livro, há um breve resumo do que seria o anarquismo, no âmbito de uma ideologia política, social e filosófica, bem como a definição do sujeito anarquista e os fundamentos práticos das propostas de Educação que orientam as suas ações.

Anarquismo & Educação

A influência na educação a partir do Movimento Operário Brasileiro

Renato Padilha

184 p.

R$42,00

contato@editoratekoa.com

editoratekoa.com.br

agência de notícias anarquistas-ana

Joaninha caminha
no braço da menina.
Olhar encantado.

Renata Paccola

[Canadá] Vancouver, BC: Banner Chama Atenção para RCMP em Território Wet’suewet’en

Ação reporta um banner em Vancouver, BC, em solidariedade à luta contínua no território Wet’suwet’en.

Ontem (28/11), no início da manhã, um banner foi anexado a uma passarela na rodovia Trans-Canada em território xʷməθkʷəy̓əm (Musqueam), Sḵwx̱wú7mesh (Squamish) e səl̓ilwətaɁɬ (Tsleil-Waututh) (“Vancouver”). O banner contém “RCMP GTFO OF WET’SUWET’EN TERRITORY.” e foi seguramente ancorado à passarela com cordas para a segurança dos motoristas da rodovia.

Tomamos essa ação para expressar nossa solidariedade aos Wet’suwet’en Nation, que têm lutado contra o gasoduto Coastal Gaslink (CGL). A TC Energy e o Estado canadense pretende perfurar em baixo das Wedzin Kwa, suas nascentes sagradas, para construir um gasoduto de gás “natural” que dependerá do fraturamento hidráulico. O gasoduto tem sido chamado de “bomba de carbono” e é parte da primeira fase de muitos projetos planejados da LNG Canada, apesar do clima atual de colapso, e essa primeira fase emitiria quatro megatoneladas de emissões de carbono anualmente.  Em 18 e 19 de novembro, a RCMP atacou violentamente os lares de pessoas do clã Gidimt’en e removeu-os violentamente de seu território.

Nossa ação foi tomada com lutas compartilhadas e ligadas em mente, como as feministas que lutam pelo fim da violência contra mulheres e garotas indígenas e dois outros povos de espírito, como as pessoas que precisam de ar e água não poluídos para viver e não querem ver ecocídio em massa!

Essa foi uma ação relativamente fácil de implementar (apesar de alguma privação de sono) que qualquer grupo de amigos pode replicar com um pouco de atenção, alguns lençóis de cama velhos, cordas, noites divertidas pintando, biscoitos de aveia deliciosos, cafeína e amigos o suficiente para ficar de vigia e para amarrar o banner em si.

Queremos ecoar demandas que foram compartilhadas em outro lugar. A RCMP e a Coroa devem retirar as acusações e condições contra qualquer um detido em território Wet’suwet’en. A TC Energy deve se retirar do território. E a RCMP deve dar o fora da Wet’suwet’en yintah!

#AllOutforWedzinKwa 

Fonte: https://itsgoingdown.org/vancouver-bc-banner-drop-calls-for-rcmp-off-wetsueweten-territory/

Tradução > Sky

agência de notícias anarquistas-ana

Grito de araponga –
É ela mesma que entrou
No mercado de flores!

Keijô Miyano

“Beto Presente, Não esquecemos nem Perdoamos”

Na madrugada do dia 19 de novembro, um ano após o assassinato do nego Beto por 2 seguranças do Carrefour, saímos a colar uns cartazes em sua memória no viaduto Obirici que fica na frente do supermercado (em Porto Alegre-RS). Os cartazes diziam “Beto Presente, Não esquecemos nem Perdoamos” e tinham o rosto dele pintado. Beto foi morto porque vivemos numa sociedade racista na qual a justiça é feita pelos descendentes dos escravocratas e na qual a violência é monopolizada pelos herdeiros dos capitães do mato. As fotos dos cartazes apareceram nas redes sociais¹ e uma semana depois, uns fascistas chegaram para atropelar a memória do Beto. Picharam acima dos cartazes: “Mereceu” e “Vagabundo”.

Na hora, voltamos pras ruas, com mais cartazes e com mais raiva. Por Beto e por todas as pessoas assassinadas nas mãos da polícia, dos jagunços, capangas e “cidadãos de bem”, todos lacaios do governo racista.

O racismo e o fascismo não se discutem, se combatem!

Nenhum ataque sem resposta!

Fogo nos racistas, a recuperarmos e libertarmos as ruas do fascismo!

Luta Na Rua

[1] http://reporterpopular.com.br/nao-perdoamos-e-nem-esquecemos-um-ano-apos-o-assassinato-de-beto-freitas/

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2020/11/23/porto-alegre-rs-nao-foi-um-ato-foi-uma-acao-de-hostilidade-contra-o-racismo/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2020/11/23/video-fogo-nos-racistas/

agência de notícias anarquistas-ana

A enorme formiga
Caminha sobre o tatame—
Ah, tanto calor!

Inoue Shirô

[Canadá] Apoiadores dos Wet’suwet’en Fecham Terminal Shell em Hamilton

Ação em Hamilton em solidariedade aos Wet’suwet’en fecham terminal Shell. Originalmente postado em North-Shore Counter-Info.

Na terça-feira, 23 de novembro, perto das 7 da manhã, cerca de 40 membros da comunidade se reuniram nos portões do terminal Shell em Hamilton, localizado em 391 Burlington St E, bloqueando a entrada e saída de tanques de reabastecimento.

Royal Dutch Shell é uma acionária-chave no projeto canadense LNG, o que inclui uma unidade de exportação em Kitimat, bem como o gasoduto da Coastal Gas Link. A Shell foi responsável pela escolha da TC Energy ter construído e operado o gasoduto, o qual, se construído com sucesso, transportaria gás natural líquido através dos 670km do território desproprietário de muitas Nações Indígenas, incluindo os Wet’suwet’en. A liderança hereditária de todos os grupos locais tem resistido ao desenvolvimento do gasoduto por suas Yintahs por mais de uma década.

Novos bloqueios aconteceram nas últimas semanas, na rodovia Morice West Forest Service, para prevenir que a Coastal Gaslink perfure pelo rio Wedzin Kwa, as nascentes que abastecem o território inteiro e dá vida a seus povos e ecossistemas.

Apoiadores responderam ao chamado de solidariedade que seguiu ataques militares da RCMP no Gidimt’en Checkpoint em 18 de novembro, prendendo defensores da terra, idosos e jornalistas. Pelo menos 10 defensores da terra permanecem sob custódia, enfrentando condições propostas pela Coastal Gaslink que os baniriam de acessar livremente terras Wet’suwet’en em que têm títulos ou convidados.

Durante a manhã, apoiadores aprenderam os caminhões de abastecimento presos na unidade que possuíam carregamento endereçado à unidade de Brantford, esta sem diesel, impactando ainda mais a indústria e causando danos econômicos.

Perto das 10 da manhã, a multidão se moveu dos portões do terminal Shell para ir às ruas e fechar todas as faixas da rua Burlington, uma rodovia-chave de acesso industrial. A perturbação conseguiu parar o trânsito. Não fomos movidos, mesmo quando dois indivíduos tentaram dirigir uma picape vermelha – placa de Alberta, EVZ 546 – por nossa linha. Juntos, recusamo-nos a ser intimidados, pensando na segurança uns dos outros e na força demonstrada pelos Wet’suwet’en face à intimidação de membros da RCMP e de empregados da CGL. Em nota particular, lembramos da coragem dos indivíduos do oeste frente às abordagens de oficiais da RCMP às cabanas residenciais com motosserras e machados, interceptando todos os aparelhos de comunicação de rádio com a música “Ring Around the Rosie” antes de arrombar as portas e, eventualmente, queimar ao menos uma cabana inteira. A polícia de Hamilton respondeu às tentativas de Albertans de dirigir em cima de nós de forma não surpreendente e plácida.

Tomamos isso como mais um lembrete de que nós nos mantemos seguros e de que a violência contra povos indígenas e seus aliados é sancionada pelo Estado e seus agentes – incluindo a polícia de Hamilton e a RCMP –, contra a resistência ao projeto canadense de colonização. Um casal poderia alegremente dirigir seu veículo em uma multidão de pessoas na frente de agentes do Estado e livremente ir para casa, enquanto defensores de terras indígenas estão atualmente detidos e barrados de acessar suas terras. Nem é preciso dizer: que se foda a polícia, RCMP fora da Yintah, e o canadá fora de todo lugar.

Fonte: https://itsgoingdown.org/hamilton-shuts-down-terminal-wetsuweten/

Tradução > Sky

agência de notícias anarquistas-ana

Sobre o campo seco
A voz que grita ao cavalo
É também tormenta.

Kyokusui

Os brasileiros que sobrevivem com comida de porco e água suja: ‘Um balde para seis tomarem banho’

Por Josué Seixas

Williams Tavares, de 19 anos, interrompe o telefonema com a reportagem para ajudar uma mulher e uma criança a transportar água para dentro da comunidade Muvuca, no Vergel do Lago, uma das regiões mais pobres de Maceió, capital de Alagoas. Ele retorna à ligação ofegante.

 “Aqui, tudo é precário. Se em alguns dias falta o dinheiro até mesmo para comprar o pão ou a mistura, o que dá para fazer quando falta a água de beber ou de tomar banho?”, diz Páscoa, como o morador da comunidade é conhecido.

Há 3,6 mil barracos na Muvuca, diz ele. Em alguns, vivem sete pessoas “espremidas”. A BBC News Brasil esteve ali em visita intermediada pelo projeto Consultório na Rua, de acolhimento a pessoas vulneráveis, promovido pela Prefeitura de Maceió.

Era uma tarde, e a comunidade estava em silêncio, com muitos animais e moscas por entre as casas, bicicletas e motos paradas.

Só as mulheres estavam presentes. Os homens saem de casa antes das 7h da manhã para trabalhar. Eles são, em sua maioria, carroceiros e marisqueiros. A maioria volta no fim da tarde.

Não há saneamento básico, e apenas duas torneiras abastecem todas as famílias. Uma das moradoras contou que faz as necessidades fisiológicas em uma sacola, que é descartada na lagoa ou num descampado, hábito comum na região.

Com os alimentos mais escassos e a fome crescendo, os trabalhadores precisam pegar restos de comida em hotéis na parte nobre da cidade e levá-los para casa. É a chamada “lavagem”.

“Essa comida antes era destinada aos porcos, mas agora as pessoas selecionam e trazem para dentro de casa”, conta Páscoa.

Apesar da pobreza extrema e da falta de infraestrutura, o preço dos barracos foi inflacionado pela pandemia. Há 12 anos, Alexsandra* pagou R$ 5 mil no dela. Agora, alguns já valem mais de R$ 30 mil.

“As coisas apertaram quando essa pandemia chegou. Meu marido é carroceiro, eu sou dona de casa. Ele vive trabalhando, eu fico aqui ajeitando uma coisa, ajeitando outra”, conta ela.

>> Para ler o texto na íntegra, clique aqui:

https://www.bbc.com/portuguese/brasil-59284660

agência de notícias anarquistas-ana

Ameixeiras brancas —
Assim a alva rompe as trevas
deste dia em diante.

Hori Bakusui

[Canadá] Centenas vão às ruas em Montreal em Solidariedade aos Wet’suwet’en

Relatório de ação da marcha em solidariedade à luta Wet’suwet’en em Montreal. Originalmente postado no Montreal Counter-Info.

Em 27 de novembro de 2021, a Convergence des luttes anticapitalistes (CLAC) chamou para uma manifestação em frente aos escritórios da RCMP, perto do metrô de Atwater, em solidariedade ao povo Wet’suwet’en. Essa chamada foi apoiada por mais de vinte organizações de Montreal. Assim, ao invés da fria e enorme presença policial, havia mais de 750 manifestantes que a responderam com uma energia incrível, permitindo a defesa do direito de protesto frente à força policial fora de proporções.

Marlene Hale e Eve Saint, duas ativistas Wet’suwet’en, fizeram discursos no início da manifestação, ambas destacando a violência das intervenções da RCMP que testemunharam por anos em sua Yintah. O irmão de Marlene Hale e sua esposa, ambos idosos Wet’suwet’en, foram presos em 18 de novembro durante um ataque da RCMP na Yintah. Os dois tiveram que ser mandados ao hospital porque a RCMP confiscou suas medicações. Eve Saint, que fora detida em 2020 durante o ataque policial que desligou a economia canadense por semanas, viu sua irmã ser vitimizada e criminalizada nesta semana por defender seu território. A criminalização de pessoas indígenas clamando por soberania territorial tem que acabar. Nada mais pode ser esperado de um Estado colonial que vive apenas da mineração, ambos aqui e internacionalmente.

Como de costume, a CLAC deplora a brutalidade da SPVM, que mais uma vez bateu em protestantes, usou spray de pimenta e fez prisões sem base alguma. A SPVM também sistematicamente bloqueou as ruas que levavam ao bairro nobre Westmount, forçando-nos a mudar nossa rota múltiplas vezes. O slogan “The police, at the service of the rich and the fascists,” (A polícia a serviço dos ricos e dos fascistas), repetidamente em coro, alcançou seu significado literal. A mensagem da SPVM é clara: ela fará tudo o que puder para prevenir que defendamos da terra e coloquemos um basta no gasoduto colonial. Mais uma razão para se livrar de polícia! Abaixo à SPVM! Por sorte, apesar de todas as tentativas da polícia de prevenir que fôssemos até o norte, e então ao sul, então ao leste, os manifestantes conseguiram impedir repetidamente as linhas policiais. Como de costume, sem os esforços de cada um de vocês, a polícia teria sido capaz de manter controle político sobre as manifestações autorizadas e, por isso, nós cordialmente agradecemos.

A chamada da CLAC para ir às ruas em 27 de novembro foi em resposta às muitas chamadas dos vários clãs Wet’suwet’en — incluindo o clã Gidimt’en — a qualquer pessoa que não poderia vir pessoalmente à localidade Wet’suwet’en para organizar ações solidárias de costa a costa.

Desde as prisões violentas na Yintah, muitas comunidades indígenas e não-indígenas fizeram manifestações, bloqueios de ferrovias, pontes e portos para exigir a remoção da RCMP e da Coastal GasLink do território Wet’suwet’en. Hoje, a CLAC e todas as organizações endossando o protesto juntaram nossas vozes às delas. Ações em solidariedade continuarão enquanto a RCMP e a CGL continuara ocupar ilegalmente o território Wet’suwet’en.

Solidariedade às pessoas que resistem! Abaixo ao Estado colonial! A luta está apenas começando! O gasoduto não passará!

A Luta Continua

Dados os esforços (ou falta deles) da grande mídia em ignorar as ações solidárias ao povo Wet’suwet’en, é importante reforçar que a resistência está ativa em todos os lugares em Quebec contra a Coastal GazLink por muitos meses!

2 de outubro: ataque em uma filial da RB: https://mtlcounterinfo.org/rbc-targeted-in-solidarity-with-wetsuweten-land-defenders/

3 de outubro: Suspensão de banner em solidariedade ao clã Gidimt’en: https://mtlcounterinfo.org/banner-drop-in-solidarity-with-gidimten/

8 de outubro: chamada à ação do acampamento Gidimt’en: https://mtlcounterinfo.org/alloutforwedzinkwa-call-for-a-week-of-action-october-9th-15th/

9 de outubro: bloqueio ferroviário na Pointe St. Charles: https://mtlcounterinfo.org/rail-lines-blockaded-in-solidarity-with-gidimten-week-of-action/

15 de outubro: bloqueio ferroviário em St-Édouard-de-Maskinongé: https://ucl-saguenay.blogspot.com/2021/10/st-edouard-de-maskinonge-blocage-de.html

26 de outubro: ataque noturno a cinco filiais da RBC: https://mtlcounterinfo.org/rbc-fucks-around-rbc-finds-out/

29 de outubro: ação criativa em solidariedade à Wet’suwet’en Nation: https://www.facebook.com/events/597222391408154/

29 de outubro, 10AM: manifestação em Rimouski: https://www.facebook.com/events/959337418324282/?ref=newsfeed

16 de novembro: bloqueio na rua Notre-Dame durante horário de pico: https://mtlcounterinfo.org/rush-hour-traffic-blocked-in-montreal-in-solidarity-with-gidimten-and-likhtsamisyu/

19 de novembro: ações incendiárias em ferrovias em Point Saint-Charles: https://mtlcounterinfo.org/shutdowncanada-tire-fires-on-tracks/

19 de novembro: bloqueios ferroviários em Lanaudière: https://ucl-saguenay.blogspot.com/2021/11/communique-dans-launaudiere-des.html

22 de novembro: bloqueio ferroviário em Mile End: https://mtlcontreinfo.org/blocage-des-voies-ferrees-en-solidarite-avec-les-defenseurs-des-terres-wetsuweten/

Noite de 22 para 23 de novembro: sabotagem nas linhas ferroviárias do Port of Matane: https://contrepoints.media/fr/posts/sabotage-ferroviaire-au-port-de-matane

24 de novembro: bloqueios de ruas durante a tarde em Kahnawake: https://beta.ctvnews.ca/local/montreal/2021/11/24/1_5680145.html

24 de novembro, 11AM, Rimouski: manifestação em apoio aos Wetsuwet’en em frente aos escritórios da Rimouski MP: https://www.facebook.com/events/429317545519501

27 de novembro, meio-dia, Gaspé: manifestação solidária – De Wet’suwet’en até Kurds, Cradle of Canada (179 Montée Wakeham): https://www.facebook.com/events/440130890857892

27 de novembro, 1PM, Rimouski: manifestação em apoio aos Wetsuwet’en no Cégep de Rimouski: https://www.facebook.com/events/999156030631342

27 de novembro, 1PM, La Pocatière: manifestação solidária aos Wet’suwet’en, Cégep de Lapocatière: https://www.facebook.com/events/233884522179279

1º de dezembro, meio-dia, Quebec City: manifestação solidária em apoio à Wet’suwet’en nation, Place Limouloise, Limoilou, Quebec: https://www.facebook.com/events/260558849433179

Fonte: https://itsgoingdown.org/hundreds-take-to-streets-solidarity-wetsuweten/

Tradução > Sky

agência de notícias anarquistas-ana

Gosto de ficar
Olhando as cores do céu –
Os dias se alongam.

Hisae Enoki

[França] “Não queremos nem Estado, nem polícia, nem fascismo”

Cerca de 3.000 manifestantes participaram neste sábado (27) de uma passeata “contra a extrema direita e o racismo” em Paris.

Sob forte vigilância policial, o protesto teve incidentes esporádicos.

No início da manifestação, alguns projéteis, obtidos em um canteiro de obras, foram lançados contra as forças de segurança, que responderam com gás lacrimogêneo. O resto da marcha correu bem.

A faixa que abria a manifestação dizia “Em bloco contra o fascismo e a islamofobia”.

Na passeata, slogans como “Não queremos nem Estado, nem polícia, nem fascismo”, “Anticapitalismo!” e “A polícia mutila, a justiça absolve”.

Membros do coletivo de coletes amarelos também participaram, protestando contra a imposição do passaporte sanitário em combate à covid-19.

“Estamos aqui para nos levantarmos contra a ideologia do [polêmico Eric] Zemmour, digno do Terceiro Reich, e cuja ascensão se deve em parte a sua posição na mídia”, disse Franck, um manifestante de 34 anos, à imprensa local.

“Zemmour quer devolver os filhos de imigrantes, nascidos como eu, na França, [aos países de origem de seus pais], mas eu sou tão francês quanto ele e é por isso que falo isso”, completou.

O extremista conservador Éric Zemmour ainda não anunciou sua candidatura às eleições presidenciais de maio de 2022, mas, de acordo com pessoas próximas, seu primeiro comício eleitoral deve ser realizado no início de dezembro.

Fonte: agências de notícias

agência de notícias anarquistas-ana

O ar a tremular —
A cada golpe da enxada
O cheiro da terra.

Rankô

 

A hora chegou? Anarquistas da Ucrânia, guerras tarifárias e expropriação de ladrões

Por vários meses, a Ucrânia tem sido engolfada em instabilidade social, o que periodicamente diminui antes de acender-se novamente. Os preços draconianos do gás com os quais o residente médio está gastando a maior parte de sua renda na Europa, estão fechando várias empresas e muitas das 700-800 pessoas cujas vidas são diariamente tiradas pela pandemia têm sido enfraquecidas pelo frio em suas casas. Em 25 de outubro, houve uma manifestação em Zhytomyr contra o aumento nos preços do gás e aquecimento, crescendo ao ponto de um ataque ao escritório da Zhytomirgas JSC. Quando ninguém saiu para negociar com os manifestantes que se reuniram em frente à empresa, quebraram as portas e entraram. Quando chegaram aos andares superiores e finalmente encontraram o presidente, ele disse que sua empresa não define as tarifas. Foi forçado a descer para a rua e reportar aos manifestantes, mas o gerente, tendo concordado anteriormente, desapareceu. Os manifestantes assinaram uma declaração contendo, entre outras coisas, demandas como a contenção do aumento das tarifas, o banimento da supressão de suprimentos de gás durante a estação de aquecimento e o retorno das redes de gás à propriedade de comunidades urbanas e rurais. Assim, o que escrevemos sobre no começo deste outono está gradualmente se transformando em realidade.

Cracóvia também não fica de fora dessa fúria. Depois da longa desativação de bairros e vilas arranjadas pela Kharkivgas JSC para extorquir as dívidas dos residentes, os grupos ativistas da questão do gás de toda a região bloquearam, em 16 e 17 de outubro, uma das entradas da Cracóvia. Alguns desses grupos existem há muitos anos e, durante esse tempo, têm conseguido parar o desligamento de gás e/ou eletricidade para dezenas de famílias ao diretamente barrar veículos de brigadas de gás ou processos contra a empresa; outros apareceram apenas depois do governo suspender o banimento de agosto passado que desligava o abastecimento residencial durante a quarentena. O protesto coberto pelo jornal virtual anarquista assembly.org.ua ressoou amplamente e levou ao retorno do gás no assentamento mais afetado.

Em 7 de novembro, no 133º aniversário de Nestor Makhno, manifestantes delegados pelo movimento do gás se reuniram para uma reunião pública na praça central de Cracóvia e elegeram um grupo de trabalho para receber constantemente as reclamações da população sobre quaisquer conflitos, e para ajudar a resolver problemas com empresas de energia. Diferente da ação no anel viário de Cracóvia, desta vez não haviam bandeiras nacionais. Deve ser um passo intermediário no caminho do objetivo principal: a transição da Kharkivgas JSC em propriedade municipal sob controle popular de baixo para suprimento de energia residencial a preço mínimo (agora 95,5% de suas ações pertencem à corporação privada DF Group, com contas estrangeiras).

Além disso, ainda não encaramos as consequências da abertura do mercado de terras agrícolas de 1o de julho de 2021. A região da Cracóvia agora é uma das três que mais vende terras no país, e pode-se imaginar o que pode começar quando abre-se um fluxo de camponeses sem terra para encher a metrópole à procura de trabalho! A intensificação das viagens pela região e a atividade midiática inevitavelmente requer mais recursos. Você é bem-vindo a apoiar o coletivo através dos fundos, em USD ou EUR, por estes dados bancários: XXXX. Cada centavo será uma contribuição ao desenvolvimento do trabalho!

Por outro lado, a maior ação própria dos anarquistas de Cracóvia no momento ainda é a intervenção de rua anti-policiamento durante a marcha LGBTQ+ em 12 de setembro, a qual foi anunciada com maior antecedência do que as manifestações semi-espontâneas do gás. Na primeira metade do ano, nós não éramos sequer capazes de tais atos, mas agora precisamos nos mobilizar mais ativamente. Um novo 1917 está à porta.

Seria pertinente recordar o que disse um anarquista italiano no começo de agosto, sobre os protestos do passe verde: “outra razão para tomar as ruas é quebrar a frente unida daqueles que são contra o ‘passe verde’ por motivos burgueses, com uma mentalidade de empresários que só querem ter seus próprios lucros, mesmo se estão na base da pirâmide de exploradores. […] É o mundo do lucro que deve ser destruído, e é um mundo de liberdade, auxílio mútuo e equilíbrio entre homem (sic) e natureza que deve ser totalmente repensado, o mundo das commodities deve chegar ao fim e, se não formos e esfregarmos na cara das pessoas, eu não sei quem o fará em nosso lugar. Ir às ruas também significa não ter o filtro da comunicação da mídia do regime atual; falar com as pessoas diretamente é a melhor forma de sentir o clima a nossa volta. […] Depois desses primeiros dias de mobilizações, nos quais simplesmente expressamos oposição em palavras – algo que aconteceu em várias ruas europeias com mais ou menos determinação –, temos que encontrar propostas locais, mas não apenas, para resistir, junto com aqueles que querem lutar, com aqueles que dizem que não querem essas imposições e estão prontos para fazer coisas que nunca fizeram antes. É aqui que nossa história anarquista pode ser uma grande ajuda, para evitar controle e repressão, mas, acima de tudo, para ter propostas concretas de luta e solidariedade com aqueles que perderão seus empregos e não serão capazes de ganhar a vida, com aqueles que recusam controle social invasivo, com aqueles que pensam que o sistema de produção técnico-industrial é, na verdade, um problema e, talvez, também com aqueles que percebem que tudo isso deve ser repensado de uma vez por todas de forma revolucionária, sabendo que palavras não são suficientes […]”.

Avante sob bandeiras pretas! Saúde e Anarquia!

Para nos contatar – assembly-media@riseup.net

Fonte: https://libcom.org/news/time-has-come-anarchists-ukraine-tariff-wars-expropriation-robbers-22112021

Tradução > Sky

agência de notícias anarquistas-ana

Venha aqui comigo,
oh pardal sem pai nem mãe.
Venha aqui brincar.

Issa

Apoio a ativistas anarquistas e antifascistas encarcerados em Belarus

Após os protestos contra o ditador Lukashenko, o número de presos políticos, entre eles anarquistas e antifascistas, aumentou dramaticamente. Coletamos fundos para apoiar esses ativistas e suas famílias para que resistam à opressão do autoritarismo.

Sobre este projeto

Por mais de 10 anos, a ABC-Belarus tem apoiado antifascistas, anarquistas e outros presos políticos em suas lutas contra a ditadura de Alexander Lukashenko. O último levante de 2020 provocou uma enorme onda de repressão contra ativistas de todos os tipos.

No momento, mais de mil pessoas estão encarceradas por razões políticas. Entre elas, 26 são anarquistas e antifascistas. A ABC-Belarus pede a sua contribuição para continuar a apoiar antifascistas e anarquistas vítimas da repressão no país.

Para que será usado o seu dinheiro?

O dinheiro que vai para a ABC-Belarus é utilizado para:

  • Apoiar pessoas em situação de cárcere: pagar advogados e encomendas e, quando necessário, auxílio à família dos presos.
  • Apoiar ex-presidiários em sua recuperação da prisão.
  • Apoiar presos administrativos.
  • Prover assistência médica e/ou psicológica aos ativistas quando necessário.
  • Enviar cartas às prisões pelo nosso formulário online (abc-belarus.org/?page_id=579).

Não dependemos de fundações ou subsídios. Quase todo nosso dinheiro vem de doações de pessoas comuns e ativistas de Belarus e de outros países, e uma pequena parte do dinheiro vem da venda de livros, camisetas e zines. É importante deixarmos claro desde o início que ativistas da ABC-Belarus não são pagos por seu trabalho, todos trabalhamos em nosso tempo livre, movidos apenas por nossas convicções políticas.

>> Para contribuir, clique aqui:

https://www.betterplace.org/en/projects/99819-support-anarchist-and-antifascist-prisoners-in-belarus

Tradução > Sky

agência de notícias anarquistas-ana

Anoitece
Atrás da colina
O sol adormece

RôBrusch

[Espanha] Cádiz: “Um grevista não é um terrorista”

Que inveja! Mas como temos inveja daqueles metalúrgicos de Cádiz que estão em greve em letras maiúsculas, defendendo seus direitos. Direitos que algumas pessoas querem tirar-lhes. Uma greve real com letras maiúsculas, porque uma greve real é sempre uma greve indefinida. Você sabe quando a greve começa, mas nunca quando termina, porque ela só é determinada quando os trabalhadores conseguem restaurar os direitos que eles exigem. Só então terminará uma greve.

Que inveja eles me dão, mas que inveja eles me dão, não sei se é inveja saudável ou normal. Neste país peculiar que é o que nos falta, greves, mas greves reais. Falta de greves e excesso de pessoas submissas e mansas. Gostaria de estar entre vocês companheiros, sou um motorista de caminhão que viu como durante anos e anos nossos direitos se perderam e apodreceram, sem fazer nada por eles. Hoje tenho que ver como os patrões, os principais culpados de nossa situação como trabalhadores, estão pedindo um bloqueio de 3 dias, como dizem, e eu não consigo superar meu espanto e não posso acreditar nisso.

Essa gente da patronal quer que o governo de plantão venha e resolva os problemas que eles mesmos causaram. Em vez de inveja, a única coisa que provoca é repugnância. Companheiros, eles os chamarão de oportunistas, eles os chamarão de terroristas, tudo menos um bando de trabalhadores honestos defendendo seus direitos. Um grevista não é um terrorista. Um grevista é a coisa mais honesta e digna que você pode ver na TV, nos jornais ou em qualquer mídia. É a luta de pessoas honestas, de pessoas com dignidade.

De fato, é o que eu gostaria de continuar a ver porque é o que nos falta neste país. Uma falta de consciência, de luta, de dignidade, e não apenas a classe trabalhadora, mas em geral. Muitas outras palavras sairiam de mim, talvez vazias, talvez insuficientes para mostrar-lhes a solidariedade e a gratidão que sinto por vocês. Desejo-lhes tudo de bom, pela minha posição de motorista de caminhão, tenho verdadeira inveja de vocês, companheiros. Não deixe de lutar. Mesmo que este seja um slogan ou um clichê, a única luta que se perde é aquela que não é travada.

Saúde e luta.

A ÚNICA GREVE, É A DE VERDADE!!! GREVE POR TEMPO INDETERMINADO.

Um companheiro da CNT-AIT Toledo

Tradução > Liberto

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/11/17/espanha-greve-do-metal-na-baia-de-cadiz/

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Parada do trem –
Com o vendedor de flores
Vêm as borboletas.

Sôshi Nakajima

[Espanha] Lançamento: “Anarquismos por venir. Un balance de década para una política anarquista”, de G. Juncales

A obra Anarquismos por venir (Anarquismos por vir) é uma jornada através dos debates e controvérsias do anarquismo nos últimos anos. Desde questões de teoria política, como a noção de poder e sujeito no anarquismo, até aspectos mais práticos da relação do anarquismo com o nacional, o identitário ou o territorial, este ensaio reúne uma série de recursos teóricos e reflexões que são fruto da situação atual do anarquismo. Também inclui algumas notas que servem para situar o papel do anarquismo nos últimos anos entre os diferentes processos políticos que vêm ocorrendo: as greves gerais feministas, a crise catalã ou a pandemia. Um equilíbrio da situação atual do anarquismo que toma posição sobre uma multiplicidade de reflexões que têm sido dadas de forma dispersa e desconectada em fóruns, ateneus, publicações e conversas.

Este ensaio está comprometido em compreender e promover um anarquismo político, um anarquismo com capacidade própria de diagnóstico e ação como ator político em nossa sociedade. Para isso, ele reúne e aponta os principais obstáculos que o anarquismo atual enfrenta ao se projetar como tal.

> G. Juncales é militante do Grupo Anarquista Cencellada desde suas origens (2013) e as reflexões recolhidas neste ensaio nascem dos diferentes processos do grupo: tanto sua evolução interna quanto sua atividade externa.

Anarquismos por venir

Un balance de década para una política anarquista

G. Juncales

Grupo anarquista Cencellada – 17Delicias. Valladolid 2021

118 p. Folheto 21×15 cm

8,00 €

17delicias.org

Tradução > Liberto

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Vento refrescante
que se contorcendo todo
chega até aqui.

Issa

[Grécia] Anarquistas 7 x 0 Estado grego | Obrigado a todos que nos apoiaram!

De volta do Tribunal, acabamos de nos reunir no K*Vox com membros da grupo e do comitê de apoio.

Hoje (25/11) estamos vivendo uma vitória magnífica, completa e definitiva neste julgamento que se revelou um complô do Estado contra dois membros do Rouvikonas.

Giorgos e Nikos arriscaram a prisão perpétua esta manhã por assassinato, com base em falsos testemunhos. Mas as testemunhas de acusação expuseram as manipulações policiais e a acusação mudou de lado: o poder foi desmascarado em seu desejo de neutralizar violentamente o grupo anarquista grego, classificando-o entre organizações criminosas.

Hoje, Giorgos e Nikos são livres e o grupo Rouvikonas se fortalece. Como mostram as numerosas mensagens que nos chegam, todo o movimento social se reconhece nesta vitória, que também é deles, contra um poder maquiavélico e inescrupuloso. Esta vitória também não tem fronteiras: é também a sua, você que, a mais de 2000 km de distância, se mobilizou de várias maneiras em apoio a esta luta crucial.

Um grande obrigado a todo o apoio que recebemos de todo o mundo, prova mais uma vez que estamos em todos os lugares!

Nossas utopias estão vivas, resistentes e perseverantes! Chegará o dia em que os ladrões de vidas serão despojados de seus pedestais e o interesse comum guiará nossas decisões ponderadas e concertadas. Chegará o dia em que passaremos do substantivo “poder” para o verbo “poder”, do domínio de outros para a capacidade de escolher livremente nossas vidas. Chegará o dia em que a inteligência coletiva acabará com a agonia da Terra e daqueles que a habitam.

Somente aqueles que desistem já perderam. Não devemos desesperar, mas agir com determinação para denunciar o absurdo da sociedade autoritária e o suicídio coletivo que é o capitalismo. Somos o lado da vida contra o lado da morte. Somos nós que autenticamente carregamos o lema Liberdade-Equidade-Fraternidade, e não os líderes políticos que usurpam estas palavras, porque propomos liberdade concreta, igualdade real e fraternidade universal.

Esta manhã, ao final das três sessões do julgamento, os 3 juízes e os 4 jurados declararam Giorgos e Nikos inocentes: nossos companheiros em luta foram absolvidos por unanimidade. Esta vitória de 7 x 0 nos permite eliminar qualquer possibilidade de recurso por parte da acusação. Portanto, a vitória é definitiva. Celebraremos esta noite e amanhã com você em mente!

Mais uma vez obrigado! A luta continua!

O comitê de apoio internacional de Giorgos e Nikos, Exarchia, 25 de novembro de 2021.

Fonte: http://blogyy.net/2021/11/25/anarchistes-7-0-etat-grec-%e2%98%85-merci-a-tous-les-soutiens/

Conteúdos relacionados:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/11/23/grecia-video-ataques-a-bancos-solidariedade-com-g-kalaitzidis-e-n-mataragkas/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/10/22/grecia-as-testemunhas-do-julgamento-denunciam-a-orquestracao-do-estado-contra-os-anarquistas/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/10/12/grecia-apoio-a-giorgos-kalaitzidis-e-nikos-mataragkas-do-grupo-anarquista-rouvikonas/

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Crisântemos brancos –
Tudo ao redor também
É graça e beleza.

Chora

[EUA] APN School Revolt 2022

Convidamos você a nos enviar propostas para participação na primeira ‘APN School Revolt’!

‘APN School Revolt 2022’ é um festival de duas semanas com palestras, workshops e eventos especiais sobre Anarquismo, Educação e Interseccionalidade. Será realizado online entre o final de fevereiro e o começo de março de 2022. As datas finais serão divulgadas depois da coleta de propostas.

Todos os apresentadores, facilitadores, educadores, alunos e palestrantes são bem-vindos, independentemente de grau acadêmico, título oficial, experiência, localização geográfica ou idioma. Os apresentadores são estimulados a sugerirem propostas instigantes e originais, em variados formatos, desde que estejam centradas nos três temas principais. Particularmente, gostaríamos de abrir espaço a indivíduos e coletivos que desenvolvam experiências práticas, ou que combinem estas experiências com a parte teórica. Isto também se aplica a espaços informais de ensino e técnicas alternativas que em geral passam despercebidas.

Os eventos podem ter a forma de apresentações de painéis, mesas-redondas, performances, webinarsworkshops, peças escritas, artes, zines, pôsteres, episódios de podcast, vídeo-arte e som, música ou qualquer outro formato. Formatos empolgantes e não-convencionais são encorajados, e não será dada nenhuma preferência para uns em detrimento de outros. Além disso, os apresentadores são bem-vindos para criarem um evento híbrido (caso eles tenham a oportunidade ou habilidade para isso).

Contudo, há uma política de tolerância zero com qualquer forma de preconceito. Propostas que se aproximem muito da possibilidade de serem discriminatórias irão receber um e-mail solicitando esclarecimentos. Quaisquer projetos que promovam danos a comunidades marginalizadas e vulneráveis serão imediatamente rejeitados.

Para se inscrever, basta preencher este formulário [link: https://forms.gle/pJu6XX3QdJSnWNks6]. A data-limite para inscrições é 10 de dezembro. Todos os inscritos receberão um e-mail até 31 de dezembro. Se um inscrito não puder participar durante as duas semanas (por algum motivo), nós o convidamos a definir conosco um novo período que seja mais apropriado.

Além de nosso suporte técnico, os apresentadores podem usar quaisquer dispositivos e softwares necessários para realizar seus eventos. Caso alguém precise de algum tipo de assistência ou acomodação (incluindo o suporte técnico), por favor indicar suas necessidades no formulário de inscrição.

Aguardamos suas propostas!

Amor e Solidariedade,

APN – Anarchist Pedagogies Network

Fonte: https://anarchistpedagogies.net/apn-school-revolt-2022/

Tradução > Erico Liberatti

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brisa suave:
voejam borboletas
por todo jardim

Nete Brito

[Itália] Vídeos | Antimilitarista nas ruas de Turim

Várias centenas de antimilitaristas participaram da marcha convocada pela Assembleia Antimilitarista para 20 de novembro. O evento que começou na Porta Palazzo, percorreu as ruas do centro até a Porta Nuova.

A reestilização da imagem das Forças Armadas e do sistema militar/industrial italiano é desmembrada diante do crescimento de um movimento de oposição à guerra e ao militarismo que se fortalece a cada ano.

A próxima inauguração em Turim da oitava edição do mercado de exposições da indústria de guerra aeroespacial é o forte motivo em torno do qual se desenvolveu um caminho de luta muito mais amplo, que resultou na participação ativa no desfile de público de várias localidades italianas onde nasceram assembleias e coordenação de luta.

Em Porta Palazzo se falava da militarização dos subúrbios, guerra aos pobres, luta contra o CPR (Centro de Reclusão ao Imigrante, em Italiano), da gentrificação de um bairro onde a presença militar é constante.

Seguiram-se intervenções nos Encontros Aeroespaciais e de Defesa, no combate às antenas assassinas de Niscemi e na base de Sigonella, na ocupação militar de Chiomonte e San Didero em defesa de uma linha de alta velocidade destinada a se tornar também corredor militar.

Na Porta Susa em frente à lápide dos mártires da câmara de trabalho a longa e duríssima luta da classe trabalhadora de Turim contra a guerra e o militarismo a partir de 1917, em plena guerra mundial quando uma greve geral com barricadas e confrontos duros paralisaram a cidade contra a fome e a guerra.

No mercado de Corso Valdocco uma intervenção centrou-se no aumento constante das despesas militares, até 70 milhões de euros por dia face à redução de serviços importantes, como transportes locais, hospitais, escolas, assistência a idosos e deficientes.

Diante da escola de aplicações militares e altos comandantes, falava-se em missões militares no exterior em defesa dos interesses da Eni S.p.A. (Companhia de Gás) e na terceirização da guerra aos imigrantes.

Em Porta Nuova onde os militares realizam um controle etnicamente direcionado para bloquear os imigrantes em seu caminho para a fronteira em Val Susa, falou-se da luta nas fronteiras e do controle militar do território.

Bloquear missões no exterior, boicotar a Eni S.p.A., expulsar militares de nossas cidades, bloquear a produção e o transporte de armas, contrariar a feira da indústria aeroespacial de guerra são horizontes concretos de luta.

Rádio Blackout 105.25FM

>> Veja os vídeos aqui:

Parte 1: https://www.youtube.com/watch?v=agxJ2youujQ

Parte 2: https://www.youtube.com/watch?v=0sDmjjIYS48

Tradução > GTR@Leibowitz__

Conteúdos relacionados:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/11/19/italia-manifestacao-antimilitarista-em-turim/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/10/14/italia-comunicado-da-assembleia-antimilitarista/

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O ar tremeluz –
A areia sobre o rochedo
Vai caindo aos poucos.

Hattori Tohô

[EUA] Lançamento: “The Abolition of Prison”

Jacques Lesage de La Haye (autor); Scott Branson (tradutor)

The Abolition of Prision [A Abolição da Prisão] reúne quatro décadas de ativismo de Jacques Lesage de La Haye contra o sistema prisional na França e suas perspectivas anarquistas sobre o abolicionismo penal. Jacques Lesage de La Haye consolida análise teórica com sua própria jornada pessoal como um jovem criminalizado que se tornou psicólogo, com extensa experiência em abordagens alternativas à institucionalização” – Gwenola Ricordeau, autora de For Them All: Women Against the Prison System [Por Todas Elas: Mulheres Contra o Sistema Prisional] (em breve pela Verso)

“Os capítulos de The Abolition of Prison são curtos, mas ricos de informação e reflexão. Diversos capítulos, especialmente os que exploram alternativas ao encarceramento, funcionariam muito bem como material para grupos de leitura. Embora a escrita seja pessoal e acessível, também contém um estímulo para ler mais, saber mais e se aprofundar… O livro é um chamado para que a sociedade, como um todo, possa se educar melhor e, inclusive, considerar as categorias de emprego e trabalho de forma mais ampla, o que é necessário para transformar nossas comunidades em espaços de cuidado e apoio em vez de espaços de vigilância e exclusão. O livro também tem a consciência de que nem todos os argumentos ou exemplos funcionarão em todas as situações – o trabalho da abolição necessita de uma variedade de ferramentas ao mesmo tempo práticas e teóricas.” – Sophie Fuggle, Professora Associada na Nottingham Trent University.

The Abolition of Prison apresenta as reflexões de um veterano abolicionista prisional sobre as ideias, ações e escritos dos últimos cinquenta anos de ativismo anti-prisional. Este livro advoga de forma contundente pelo fim das prisões, das punições, e da culpabilização, propondo como alternativa o trabalho pela mudança social, pelo auxílio, e pela coletividade, abolindo os regimes de repressão e violência. O livro costura a experiência pessoal de Lesage de La Haye na prisão, como psicólogo e abolicionista, com argumentos e propostas tiradas de textos abolicionistas, e inúmeros exemplos de ações prisionais, prisões alternativas e tentativas de construir um mundo mais justo. Lesage de La Haye afirma que se levarmos em conta as justificativas para o encarceramento e a punição, devemos classificar o sistema como um fracasso total e parar de apoiar e destinar dinheiro para ele. Existe uma longa tradição de métodos alternativos para endereçar questões da sociedade, seja dentro dos sistemas jurídicos Ocidentais, ou de comunidades Indígenas. Lesage de la Haye retrata com rigor os efeitos do punitivismo, e conclui que a prisão nada mais é do que uma forma de morte lenta. O movimento em direção a abolição é possível hoje e necessário para que a sociedade se liberte da opressão sistematizada.

Jacques Lesage de La Haye é um psicoanalista, ex-detento, e autor de La Guillotine du sexe [A Guilhotina do Gênero), entre outros livros. É apresentador do programa de rádio Ras lesmurs [Abaixo os muros] na Radio Libertaire, e ativista anti-prisional há mais de cinquenta anos.

The Abolition of Prison

Jacques Lesage de La Haye (autor); Scott Branson (tradutor)

Editora: AK Press

Formato: Livro

Encadernação: pb

Páginas: 136

ISBN-13: 9781849354202

$10.50

akpress.org

Tradução > Peixe

agência de notícias anarquistas-ana

A felicidade
nem de mais e nem de menos –
Minha primavera.

Issa