Novo vídeo: O Que é Especismo e por quê combatê-lo

O especismo é um sistema de opressão que submete animais não-humanos e nos faz acreditar que temos o direito de maltratá-los, assassiná-los ou escravizá-los. Neste vídeo analisamos e decompomos as formas de funcionamento do especismo: em que áreas, a quem afeta, como se perpetua, como se esconde e se torna invisível, etc.; de uma perspectiva radical e completamente oposta a qualquer outro tipo de opressão.

Este vídeo é livremente baseado no texto “¿Que és el especismo?” ( https://archive.org/details/que-es-el-especismo/mode/2up ) e para se aprofundar sobre especismo e outros sistemas de opressão, repassamos aqui a lista de leitura:

• Adams, Carol (2016). A Política Sexual da Carne.

• Ávila Gaitán, Iván Darío (2016). De La Santamaría y las corralejas a la metafísica occidental, y viceversa. En La Cuestión Animal(ista). Ediciones Desde Abajo.

• C. Jones, Robert (2016). Veganisms. En Critical Perspectives on Veganism (editado por Castricano, Jodey y Simonsen, Rasmus R.). Palgrave Macmillan.

• Fernández, Laura (2018). Hacia Mundos Más Animales. Ochodoscuatro Ediciones.

• Robinson, Margaret (2020). Interseccionalidad entre los valores de lxs Mi’kmaw y de lxs colonxs veganxs. Incluido en Julia Feliz Brueck, Veganismo en un Mundo de Opresión. Ochodoscuatro Ediciones.

• Strings, Sabrina (2019). Fearing the Black Body: The Racial Origins of Fatphobia. New York University Press.

• Cotelo, Salvador (2018). Veganismo: de la Teoría a la Acción. Ochodoscuatro Ediciones.

• Horta, Oscar (2020). Qué es el especismo. En Devenires: Revista de Filosofía y Filosofía de la Cultura.

• Taylor, Sunaura (2017). Beasts of Burden. Animal and Disability Liberation. The New Press.

• Torres, Bob (2014). Por Encima de su Cadáver: La Economía Política de los Derechos Animales. Ochodoscuatro Ediciones.

• El veganismo capitalista no destruirá el especismo. Nor – Euskal Herria Antiespezista.

• Parole de Queer Antiespecista. Rabiosamente Sodomita, Radicalmente Transversal, Especialmente Antiespecista.

>> Assista o vídeo aqui (09:23):

https://kolektiva.media/videos/watch/b2bbb1b0-c2eb-4bf0-aa1e-6c072d4e1113

agência de notícias anarquistas-ana

Na mesma noção de corpos em arte
nós somos um símbolo
Mistério de ser.

Manuela Amaral

[Chile] A luta continua e a greve de fome também!

Mesmo após 3 pessoas deixarem a greve de fome por decisões e motivos pessoais, a mobilização continua com 6 companheirxs que se mantém firmes nesta tática de luta.

São elxs:

Pablo Bahamondes – Cárcere Stgo. 1

Marcelo Villaroel, Joaquín García e Juan Flores – Prisão de Alta Segurança

Francisco Solar – Seção de Segurança Máxima

Mónica Caballero – Cárcere de San Miguel

A LUTA CONTINUA E A SOLIDARIEDADE SE FAZ URGENTE!

PELA REVOGAÇÃO DAS ÚLTIMAS MODIFICAÇÕES NO DECRETO DE LEI  321!

PELA LIBERDADE IMEDIATA DE MARCELO VILLAROEL!

Fonte: https://edicoesinsurrectas.noblogs.org/post/2021/04/11/a-luta-continua-e-a-greve-de-fome-tambem/

Conteúdos relacionados:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/04/12/chile-comunicado-de-jose-duran-e-gonzalo-farias-se-retirando-da-greve-de-fome/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/04/12/chile-comunicado-de-retirada-da-greve-de-fome-por-tomas-gonzales-quezada/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/04/09/chile-jornada-de-agitacao-nacional-e-internacional-com-os-presos-subversivos-anarquistas-e-da-revolta-em-greve-de-fome/

agência de notícias anarquistas-ana

O chapéu de palha
Atravessa o milharal –
Que calor!

Yayú 

[Espanha] Começa a tour de apresentações de “Capitalismo Patológico”

Finalmente é hora de apresentar nossa primeira publicação, o livro Capitalismo patológico, o primeiro editado pela Kaxilda Editorial. A apresentação será com seu autor, Corsino Vela, e será uma etapa da turnê que começa em 8 de abril em Barcelona e em 10 de abril em Granollers. No dia 14 de abril estaremos em Zapateneo, em Kaxilda no dia 15, iremos a Bilbao no dia 16 e terminaremos em Santander no sábado 17 de abril.

Os espaços que abrigam as apresentações fazem parte desta pequena grande comuna que sustenta o pensamento crítico, pequenas e grandes fortalezas para resistir ao impasse que reina desde que a Pandemia entrou para pulverizar as formas de resposta social ao descalabro do Estado.

Um Estado que não é sequer capaz de manter suas miseráveis falsas promessas, que se agarra a suas forças de ordem para ordenar o que bagunça todos os dias, que prepara o terreno para demissões maciças e se submete ao desejo de ser mercadoria de vacinas, ao poder do costume, dos bancos e dos produtos farmacêuticos. Seu fracasso absoluto é seu máximo espetáculo diário. Enquanto isso, o capital tece suas regras e dispõe dos governos para reestruturar sua enésima queda implosiva. Nada de novo na frente global.

A linha de frente, o antagonismo que chamamos para discutir com esta turnê, tem que tomar novamente a palavra. Investigar nossa crise e reorganizar o conflito fora das redes de poder, tanto quanto possível a partir desta esquerda do capital, encurralada nas instituições e nos parlamentos.

Com as palavras de Corsino Vela, abrimos o debate que nosso livro vem reivindicar… esperemos que sejam muitos de vocês. Capitalismo Patológico não é “apenas” um livro, é uma enésima, final, chamada para invadir a agora…

“Colocar a pandemia no contexto significa dotá-la de uma dimensão política e significado de classe; primeiro, porque a doença é instrumentalizada politicamente pela classe dominante para o controle social de massa e para dar cobertura e legitimidade a uma reestruturação produtiva por ela comandada; segundo, porque a pandemia não afeta a população proletarizada da mesma forma que afeta as facções dirigentes que se beneficiam da atividade econômica; não afeta os bairros ricos ou pobres ou países da mesma forma. É uma questão eminentemente política, além disso, porque sua gestão foi predeterminada pela política de gastos públicos em saúde nos últimos anos e continua a ser predeterminada pela necessidade de conter o déficit.

Por esta mesma razão, e na eventual recomposição do espaço de intervenção antagônica ao qual a reestruturação pode dar origem, é necessário contemplar, em primeiro lugar, o papel que a inteligência social do know-how demonstrado durante a pandemia por esta abnegada e generosa subjetividade e sua projeção prática, tanto na saúde quanto na subsistência, pode desempenhar. A ruptura com o impasse cultural da esquerda do capital dominante só será possível através da elaboração teórica necessária dessa consciência comunitária posta em prática em situações de emergência e que no estado de normalidade é sistematicamente pervertida pelas relações sociais da produção capitalista. Trazer à luz o potencial transformador desta consciência comunitária prática da força de trabalho, na esfera do trabalho socialmente necessário, é fundamental para que ela não se dissolva em sua recuperação pelo capital com o restabelecimento da normalidade.

A surpresa e o medo não explicam por si só a passividade social para responder à pandemia em uma base que não implicasse a cessão de soberania e autonomia, como se tornou evidente. Esta incapacidade tem a ver com a desativação social do pacto social, mas também com o desgaste das formas de contestação do ciclo de reestruturação das últimas décadas do século XX e sua deriva para a expressão simbólica, ritual e midiática que, no final, nada mais é do que uma exposição de impotência. E, claro, também tem a ver com o esvaziamento progressivo dos laços comunitários na sociedade capitalista avançada, com a privação dos recursos materiais necessários para a autoproteção física e psicológica que estão nas mãos das instituições do Estado.

A falência cultural da esquerda do capital vem de trás; foi engendrada nos últimos anos dentro do ciclo de reestruturação do capitalismo globalizado em crise que a pandemia só fez aparecer de forma palpável ao pôr em questão o aparato conceitual e discursivo remanescente de outra época. Consequentemente, o reconhecimento da paralisia política, cultural e intelectual da esquerda é a condição prévia para superá-la e não se limitar a tematiza-la como material sociológico para alimentar o espetáculo midiático. E também é necessário fazê-lo (auto)criticamente no sentido de colocar sobre a mesa, junto com os fatores que intensificam o processo de proletarização, os fatores não menos objetivos que propiciam a tendência à fragmentação social baseada em interesses corporativos (fixos/precários; discriminação salarial entre homens/mulheres), identidade (nacional ou agregações de gênero e transgêneros), interesses societários ou de grupo (marcas comerciais e emblemas esportivos), ideológicos (religiões e crenças).

No final, a experiência dos limites da sociedade do capital é também a experiência dos limites de suas formas de contestação. Enquanto estas formas de contestação se dobrarem na lógica dominante, sem forçá-la, como demonstram as exigências de natureza sindical, orientadas para a preservação do status da população assalariada e proletarizada, em geral, no âmbito da economia do capital e de suas medidas corretivas, o destino da população proletarizada estará ligado ao do capital, ou seja, seguirá em seu rastro, embora agora, ao contrário da fase expansiva do segundo mundo do pós-guerra, em uma dinâmica de colapso”.

Fonte: https://www.briega.org/es/noticias/comienza-gira-presentaciones-capitalismo-patologico

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

A flor do ipê-roxo
cai deixando saudades.
Ah, a moça da tarde…

Anibal Beça

[Espanha] Alerta de voo de deportação para a Albânia e Geórgia

Confirmamos que na quarta-feira 14 de abril de manhã cedo haverá um voo de deportação para a Albânia (Tirana) e Geórgia (Tblisi). Embora as batidas sejam em todo o Estado, o voo partirá de Madrid.

Este alerta não pretende assustar a população, mas pelo contrário, fornecer informações a todos os vizinhos para que eles possam agir e se organizar coletivamente. Por exemplo:

– Denunciar intensamente as batidas policiais que testemunham (como geralmente acontecem em espaços e meios de transporte públicos).

– Ser cuidadoso, aquelas pessoas em situação irregular com um processo de expulsão aberto ou com uma notificação prévia de expulsão, com as convocações à delegacia de polícia sem motivo aparente ou apenas para “assinar” (sendo acompanhado sempre que possível por um advogado, e de qualquer forma avisando alguém que conheçam para que possam estar atentos e possam reagir se necessário).

– Além disso, intensificando a campanha para as empresas que realizam deportações em voos macro (anteriormente operados pela Air Europa, atualmente Air Nostrum e Evelop – companhia aérea da Ávoris, divisão de viagens do Grupo Barceló), por mar (Transmediterrânea, Baleares e Algérie Ferrie) ou em linhas comerciais regulares (por exemplo, nos voos Air Maroc para Marrocos).

– Finalmente, divulgando a mensagem nas redes sociais, imprimindo o cartaz para fazer adesivos para o metrô, paradas, etc…

>> Para que estes alertas sirvam ao seu propósito – e não como uma ferramenta de medo – é importante que, se você divulgar estas informações, deixe claro em todos os canais o dia exato do voo, para que o alerta não continue a se espalhar após o voo em questão. Todas as informações atualizadas neste blog e no Twitter em @Stopdeportacion e através das hashtags #AlertaVuelo e #StopDeportación.

Fonte: https://www.briega.org/es/noticias/alerta-vuelo-deportacion-a-albania-georgia

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

A chuva passou.
A noite um instante volta
A ser fim-de-tarde.

Paulo Franchetti

[Espanha] Mover-se com cuidado

Por Carlos Taibo

No mundo libertário, os sindicatos têm sido frequentemente objeto de duras críticas, que certamente assumiram perfis diferentes, dependendo do momento. Os mais comuns hoje em dia falam da primazia abusiva que tendem a dar aos salários e ao emprego, da sua recusa em tomar nota das mudanças na condição da classe trabalhadora, do seu distanciamento da condição de mulheres precárias ou imigrantes, ou da importância limitada dada em suas fileiras a problemas como os colocados pelo feminismo e pelo ambientalismo. Embora todas estas deficiências, fictícias ou reais, sejam reveladas muito mais claramente no sindicalismo de pacto, seus sinais também não faltam no alternativo e resistente, cuja presença, além do mais, no que diz respeito à construção de espaços autogeridos e desmercantilizados acaba se revelando infelizes.

Tenho dito muitas vezes que o sindicalismo libertário me parece tanto mais interessante quanto mais ele é capaz de romper as fronteiras do mundo sindical entendido no sentido estrito. Seria bom para mim deixar claro, entretanto, que não seria saudável que esta expansão fora dos muros acontecesse à custa de provocar o desaparecimento da luta sindical. O que acontece com isto é semelhante ao que acontece sob a proteção de uma tese frequentemente expressa pelo que veio a ser chamado de pós-anarquismo. Se este último está certo quando se trata de sublinhar que o poder tem muitas expressões que transcendem a instituição do Estado, tal consideração não parece razoável que deva ser desdobrada no esquecimento aberto do fato de que é necessário continuar contestando, é claro, o Estado compreendido em seu significado mais tradicional e repressivo.

Sendo assim, as críticas indesculpáveis ao que significa sindicalismo não podem levar – seria um exercício de frivolidade – à intenção de jogar pela borda o que o mundo libertário e alternativo está contribuindo hoje neste campo. Seria um presente, que não merece, para os patrões e seus interesses num momento em que o endurecimento planetário das condições de trabalho assalariado deve provocar um ressurgimento do sindicalismo de confronto. Isto parece ainda mais verdadeiro nestes tempos, nos quais, mais uma vez, o que está sendo anunciado são grandes ultrajes em benefício dos habituais. Com ou sem um governo de esquerda.

Fonte: https://www.cnt.es/noticias/moverse-con-tiento/

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

sono profundo
coberta de neblina
minha cidade

Alice Ruiz

[Suíça] Um reconhecimento esperado há 70 anos

Cerca de 800 voluntários suíços combateram do lado republicano na Guerra Civil Espanhola, expondo-se a longas penas de prisão ao retornar à Suíça.

Setenta anos depois do conflito, até hoje as autoridades helvéticas ainda não reconheceram oficialmente os combatentes.

Uma associação acaba de publicar nomes dos veteranos na Internet com o objetivo de informar o público sobre esse desconhecido capítulo da história contemporânea.

“Vivíamos em pleno entusiasmo, mas não era o anarquismo puro. Nossos companheiros espanhóis nos ensinaram que era possível viver sem patrão. Eu me lembro dessas emoções intensas e sinto como se tivesse voltando aos meus 20 anos. Era meu sonho. A revolução era a aspiração da minha vida. Então a experimentamos: o que mais se poderia pedir a um militante”?

“A primeira carta que recebemos da Espanha era entusiasta, enviada em 6 de agosto de 1936 por Dominico Ludovici, imigrante italiano na Suíça e colaborador do ‘Despertar Anarquista’, de Genebra”.

A Guerra Civil começou em 18 de julho. Na Suíça, a mobilização em favor dos republicanos foi massiva, incluindo manifestações e coleta de dinheiro. Do seu lado, o governo suíço ressaltou a neutralidade do país e decidiu intervir, através de dois decretos publicados em agosto de 1936, onde a coleta de dinheiro por organizações era proibida.

Forte mobilização

Milhares de militantes antifascistas vindos do mundo inteiro se mobilizaram para apoiar o exército republicano. Apesar da proibição oficial, cerca de 800 suíços (incluindo algumas mulheres) partiram para a Espanha.

“Proporcionalmente, o contingente helvético foi dos mais numerosos, talvez depois dos franceses e luxemburguêses”, afirma Mauro Cerrati, historiador e professor na Universidade de Genebra.

“O fato era que, entre os imigrantes italianos na cidade, existia um forte sentimento antifascista, o que contribuiu para a sensibilização e impulso ao recrutamento. Entre os 800 voluntários haviam muitos italianos – cerca de uma centena – residentes na Suíça”. Os voluntários eram sobretudo, comunistas – quase seis em cada dez – explicam Nic Ulmi e Peter Huber, autores do estudo, publicado em 2001: Os combatentes suíços na Espanha republicana. Também haviam socialistas, anarquistas e antifascistas sem vinculação política específica.

Severa condenação

Cerca de 170 pagaram com a vida a luta contra o fascismo. Derrotados e humilhados, os voluntários suíços foram levados aos tribunais ao retornar a sua pátria.

“A maior parte das condenações foi baseada no artigo 94 do Código Penal Militar, que proibia um cidadão suíço de se alistar em exércitos estrangeiros sem autorização expressa do governo federal”, explica Mauro Cerutti. Foram 420 condenações, com penas que iam de 15 dias e quatro anos de prisão. A detenção média foi de 3,8 meses.

“As sentenças” – argumenta Cerutti – eram reforçadas com penas privativas em Direito Civil. Esses jovens foram marginalizados e ficaram em situação profissional e social muito complicadas na época”.

Anistia negada

Entre os países democráticos, “a Suíça foi provavelmente o que condenou com mais rigor e de forma sistemática os brigadistas”.

Em fevereiro de 1939, o Parlamento debateu uma proposta de anistia. O projeto foi rejeitado por questões legais ligadas à neutralidade. Um argumento contraditório, na opinião de Cerutti: – “Essas pessoas viajaram por conta própria, como particulares, e não de forma oficial”.

Depois da guerra, o Parlamento Federal foi incitado várias vezes a ratificar uma proposta para honrar a memória dos milicianos. A última foi em 2002, através de uma petição do deputado socialista de Saint-Gallen, Paul Rechsteiner.

O Legislativo aceitou o reconhecimento das pessoas que, na época do nazismo, protegeram pessoas que entraram ilegalmente na Suíça, porém rechaçou ampliar a lei aos combatentes na Espanha e aos suíços implicados na resistência antinazista.

Rechsteiner apresentou, em 2006, uma nova iniciativa parlamentar pedindo a anulação da sentença penal pronunciada contra os suíços “que combateram pela democracia na Guerra Civil Espanhola e na Resistência Francesa”.

Nomes na Internet

Atualmente, uma associação fundada em 2007 lançou uma campanha com o objetivo de divulgar para a população este capítulo da história moderna. Uma das primeiras iniciativas foi publicar a lista completa dos nomes dos voluntários suíços implicados no conflito.

Nas palavras do deputado estadual de Zurique, Markus Hutter, do Partido Radical Democrático, trata-se de uma obrigação, mesmo que apenas uma dezena dos voluntários ainda estejam vivos. Hutter, que é filho de um antigo combatente, Hans Hutter, apoia a iniciativa de Rechsteiner.

“Meu pai passou apenas 14 dias na prisão, mas não se trata disso. Sempre defendi que os voluntários que lutaram pela República recebessem um melhor tratamento político. Eles combateram do lado justo, por um regime legítimo e num conflito que foi considerado como precursor da Segunda Guerra Mundial.

Markus Hutter está convencido de que chegou o momento de honrar a memória dos que lutaram na Espanha. Após 70 anos é necessário seguir o exemplo de outras democracias ocidentais. Estas, sem exceções, reconheceram de maneira clara o papel dos seus voluntários.

Fonte: https://www.swissinfo.ch/por/um-reconhecimento-esperado-h%C3%A1-70-anos/6415860

agência de notícias anarquistas-ana

ao cair no outono
a folha não sabe
o quanto morre com ela

Alaor Chaves

Os sul-coreanos obrigados a trabalhar como escravos em minas de carvão da Coreia do Norte

Por Laura Bicker

Gerações de prisioneiros de guerra sul-coreanos estão sendo forçados a trabalhar como escravos em minas de carvão norte-coreanas para gerar dinheiro para o regime e seu programa armamentista, de acordo com um relatório divulgado por uma organização de direitos humanos. A BBC investigou mais de perto as denúncias.

“Quando vejo escravos algemados e sendo arrastados na TV, vejo a mim mesmo”, diz Choi Ki-sun.

Ele foi um dos cerca de 50 mil prisioneiros capturados pela Coreia do Norte no fim da Guerra da Coreia em 1953.

“Quando fomos levados para os campos de trabalho forçado, estávamos sob a mira de armas, enfileirados com guardas armados em volta. O que mais isso poderia ser senão trabalho escravo?”

Choi (nome fictício) conta que continuou a trabalhar em uma mina na província de Hamgyeong do Norte ao lado de cerca de 670 outros prisioneiros de guerra até conseguir fugir, 40 anos depois.

Não é fácil extrair histórias das minas. Aqueles que sobrevivem, como Choi, relatam casos de explosões fatais e execuções em massa. E revelam que viviam à base de parcas refeições, enquanto eram encorajados a casar e ter filhos, que mais tarde não teriam escolha a não ser acompanhá-los nas minas — como aconteceu com Choi.

“Gerações de pessoas nascem, vivem e morrem nas zonas de mineração e vivenciam o pior tipo de perseguição e discriminação por toda sua vida”, explica Joanna Hosaniak, uma das autoras do relatório Blood Coal Export from North Korea (Exportação de Carvão de Sangue da Coreia do Norte, em tradução livre), da ONG Citizens’ Alliance for North Korea Human Rights (NKHR).

O relatório descreve o funcionamento interno das minas de carvão do Estado e alega que gangues de criminosos, incluindo a máfia japonesa Yakuza, ajudaram Pyongyang a contrabandear mercadorias para fora do país, gerando quantias incalculáveis de dinheiro — centenas de milhões de dólares, de acordo com as estimativas —, montante que acredita-se ter sido usado para financiar o programa armamentista secreto do país.

O relatório é baseado nos depoimentos de 15 pessoas que conhecem pessoalmente as minas de carvão da Coreia do Norte.

A BBC entrevistou um dos colaboradores do relatório e ouviu de forma independente outras quatros pessoas que afirmam ter sofrido e escapado das minas de carvão da Coreia do Norte. Todos, com exceção de um, pediram para proteger sua identidade no intuito de manter a salvo suas famílias que permanecem no país.

>> Para ler o texto na íntegra, clique aqui:

https://www.bbc.com/portuguese/geral-56338137

agência de notícias anarquistas-ana

dente de leite
marfim e começo
de gente

Estrela Ruiz Leminski

[Chile] Comunicado de José Duran e Gonzalo Farías se retirando da greve de fome

Estimadxs companheirxs e afinidades no exterior da prisão, queremos fazer chegar este escrito para informar que finalizamos nossa participação na greve de fome líquida iniciada em 22 de março de 2021 em diferentes prisões. Com sentimentos contraditórios deixamos a mobilização por problemas de saúde em alguns casos, pela falta de experiência e não basta preparação para enfrentar esta mobilização a qual nos somamos voluntariamente e com as melhores intenções, como também na cumplicidade das ideias contra este sistema carcerário, político e judicial.

Acreditamos que todxs buscamos a liberdade e uma organização não hierárquica da vida nas relações cotidianas e vínculos individuais a serem desenvolvidos no dia a dia e no momento de levar a cabo mobilizações ou ações contra a realidade tão opressiva que nos rodeia – estando encarceradx ou não.

Espero, com a cabeça erguida e ideias claras, que esta mobilização siga repercutindo no cotidiano da passividade-comodidade que mantém as pessoas imóveis – sem capacidade de ação –, mas resmungando no mundo digital onde buscam se validar.

Somxs seres conscientes das decisões e ações que tomamos para conseguir revogar e modificar o D.L. 321, como para terminar com a prisão – política – preventiva imposta contra quem continuou se rebelando no contexto da revolta e antes dela.

Buscamos continuar apoiando a mobilização de distintas formas, talvez menos pesadas, mas com o mesmo ímpeto com que começamos e embarcamos na greve da qual fomos parte.

QUE VIVA A AÇÃO MULTIFORME!!

LIBERDADE AXS PRESXS SUBVERSIVXS E DE LONGAS PENAS!!

DL 321 PARA A LATA DE LIXO!

José Duran Sanhueza

Gonzalo Farías, Mapaxe.

9 de abril de 2021.

Fonte: https://edicoesinsurrectas.noblogs.org/post/2021/04/11/comunicado-de-jose-duran-e-gonzalo-farias-se-retirando-da-greve-de-fome/

Conteúdos relacionados:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/04/09/chile-jornada-de-agitacao-nacional-e-internacional-com-os-presos-subversivos-anarquistas-e-da-revolta-em-greve-de-fome/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/04/07/chile-informe-dos-15-dias-de-greve-de-fome-de-presxs-subversivxs-anarquistas-e-da-revolta/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/03/31/chile-comunicado-de-pablo-bahamondes-ortiz-oso-preso-subversivo-stgo-1-29-de-marco-de-2021/

agência de notícias anarquistas-ana

É outono
E eu estou velho demais –
Nas nuvens, os pássaros.

Bashô

[Chile] Comunicado de retirada da greve de fome por Tomas Gonzáles Quezada

Como presx subversivx oficializo minha retirada da greve de fome líquida na qual me encontrava, junto a outrxs 9 companheirxs de diferentes prisões, pela revogação do artigo 9 e a restituição do artigo 1 do D.l. 321; pela liberação de Marcelo Villaroel, companheiro sequestrado no C.A.S.; e denunciando o uso da prisão preventiva como castigo pelos tribunais de injustiça chilena.

Minha decisão de me retirar da greve não quer dizer por nenhum motivo que abandonei a luta. Seguirei em pé de guerra, como tem sido até agora, mas desde uma trincheira diferente, uma vez que minha saúde foi prejudicada tanto pela greve que mantive por 17 dias quando pelas condições de vida que levo já mais de um ano neste recinto penitenciário, tempo no qual jamais pude ter uma alimentação adequada devido às limitações dxs carcereirxs. É muito difícil se manter firme ou saudável em um lugar nefasto como este.

Para terminar, faço um chamado para manter ativo o bastião de luta pela revogação das últimas modificações realizadas no decreto de lei 321, que priva nossxs companheirxs presxs de longas penas de seu direito à liberdade condicional, e sobretudo pela liberação de todxs xs companheirxs presxs subversivxs, anarquistas, da revolta e da liberação mapuche!

ENQUANTO EXISTIR MISÉRIA, HAVERÁ REBELIÃO!

Tomas González Quezada, presx subversivx

Prisão-empresa Santiago 1.
8 de abril 2021

Fonte: https://edicoesinsurrectas.noblogs.org/post/2021/04/08/comunicado-de-retirada-da-greve-de-fome-por-tomas-gonzales-quezada/

Conteúdos relacionados:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/04/09/chile-jornada-de-agitacao-nacional-e-internacional-com-os-presos-subversivos-anarquistas-e-da-revolta-em-greve-de-fome/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/04/07/chile-informe-dos-15-dias-de-greve-de-fome-de-presxs-subversivxs-anarquistas-e-da-revolta/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/03/31/chile-comunicado-de-pablo-bahamondes-ortiz-oso-preso-subversivo-stgo-1-29-de-marco-de-2021/

agência de notícias anarquistas-ana

Hora da comida –
Pela porta,
O pôr de sol de outono.

Chora

[Reino Unido] Declaração do Coletivo 325 sobre o ataque repressivo à contrainformação internacional

Há alguns dias, soubemos por uma notícia em Enough que a polícia holandesa tinha apreendido os servidores do coletivo NoState, onde projetos como o Montreal Counter-Info, North Shore Counter-Info, 325 e Act For Freedom, entre outros, foram hospedados. Na sequência um comunicado do 325:

Em 29.03.21, a polícia holandesa invadiu o centro de dados que contém o servidor nostate.net e apreendeu o servidor como parte de uma investigação criminal sobre “terrorismo”. O Nostate.net é um coletivo que proporcionou uma plataforma para sites de movimento internacional de grupos solidários de prisioneiros, coletivos de várias campanhas, páginas anti-cúpulas e contrainformação internacional. Sites importantes que usaram o nostate.net como plataforma que foram alvo deste ataque repressivo da polícia holandesa são Anarchist Black Cross Berlin, Montreal Counter-Info, Northshore Counter-Info, Act For Freedom Now! (agora reativado em actforfree.noblogs.org) e 325.

Nós, como um coletivo, estamos cientes de que isto não foi apenas um ataque da polícia holandesa, mas foi feito em coordenação com a Unidade Antiterrorista do Reino Unido em conexão com seus recentes ataques repressivos aos círculos anarquistas no Reino Unido. Eles não só têm ameaçado a nós mesmos, mas recentemente ameaçaram o nostate.net, a menos que encerrassem nosso site. Junto com isto, eles exigiram que lhes fosse dada informação sobre a identidade de qualquer pessoa envolvida no 325. Não nos surpreende a medida em que as autoridades irão nos atacar e a qualquer um que eles suspeitem de nos ajudar, os exemplos ao longo da história das forças do Estado que se atiram contra qualquer um que ouse se levantar e lutar contra eles são numerosos.

Este ataque repressivo deve ser visto como um ataque a todos os círculos de contrainformações e anarquistas internacionais. No ambiente atual do Covid-19 e nas ações repressivas dos Estados do mundo inteiro, não nos surpreende que eles trabalhem juntos internacionalmente, a recente repressão contra o camarada anarquista Gabriel Pomba da Silva, com a cooperação entre os Estados espanhol, italiano e português, é um exemplo recente mais do que evidente.

Nossas mentes voltam à repressão do Indymedia na Alemanha e na Grécia, bem como, não há muito tempo, à prisão dos camaradas envolvidos em Culmine, ParoleArmata e Croce Nera Anarchica na Itália. Com o passar do tempo, o movimento anarquista internacional teve suas formas de comunicação com as pessoas sob ataque com inúmeras publicações anarquistas tendo suas instalações invadidas, camaradas presos e até mesmo publicações censuradas ou destruídas, como no passado não muito distante com o “Prazer Armado” de Alfredo M. Bonnano na Itália, até mesmo “O Sol Ainda Se Levanta” da Conspiração das Células de Fogo na Grécia.

Também não é coincidência que este ataque repressivo venha agora após nossa recente publicação de ‘325 #12 – Contra a Quarta e Quinta Revolução Industrial’. Esta publicação, que sentimos que atinge o coração do que os Estados e o capitalismo estão empurrando, antes e mais agora, sob a cobertura da pandemia Covid-19, é uma ameaça direta aos seus planos de subjugação, robotização e automação de tudo. O ataque deles afetou momentaneamente nossa distribuição de publicações tanto online quanto fisicamente, mas inevitavelmente falhou. Os tecnocratas que querem moldar nosso mundo em uma sociedade prisional próspera e tecnologicamente militarizada estão sendo expostos, não apenas por nós mesmos, mas pelos já crescentes ataques internacionais à sua infraestrutura. É isto que eles temem, que isto possa crescer e é por isso que eles vieram atrás de nós. Tanto quanto sabemos, a polícia que está tentando nos caçar está confiando em táticas de seu antigo livro de jogadas repressivas, tentando fazer com que outros denunciem e fechando a contrainformação. Desde sua “Operação Ródano” destinada a atacar os círculos anarquistas em Bristol, eles haviam capturado apenas uma pessoa envolvida em um ataque, mas não ninguém envolvido na Federação Anarquista Informal ou em incontáveis outros ataques anarquistas.

É evidente que eles não suprimiram nenhum incêndio de rebelião como evidenciado pelo motim, o ataque à delegacia e a queima de carros da polícia no mês passado.

Nesta ilha de conformidade há muito tempo tem havido silêncio, já que o mundo exterior começa a queimar novamente, essas brasas ainda estão cheirando mal e nós sentimos seu calor. Mais do que nunca, há uma necessidade absoluta de coordenação internacional entre camaradas, para atacar diretamente este cadáver fedorento que está tentando se ressuscitar, para nos aprisionar ainda mais. A contrainformação é parte integrante desta coordenação internacional, para permitir àqueles que querem agir pela liberdade neste mundo ver os sinais de cumplicidade em todas as línguas possíveis, falar a única língua da insurreição e da anarquia. Deve haver uma revitalização da rede internacional de contrainformação, para voltar a ser uma ameaça em nível internacional, após a reação repressiva que procura isolar os anarquistas uns dos outros, não apenas no mundo, mas também em nível local. O Coletivo 325 continua avançando neste caminho que já percorremos, mesmo agora continuamos com nossos projetos editoriais, incluindo uma nova reimpressão do ‘325 #12’, uma nova edição ampliada do ‘Dark Nights’ e outros projetos para o futuro em nível internacional. Não seremos silenciados ou parados e teremos nossa vingança!

Sobre o site, ainda não sabemos se ele vai voltar, é muito claro para nós que se ele for ressuscitado como ‘325’ em qualquer outro lugar online, as autoridades o atacarão imediatamente mais uma vez. Isto também significa que podemos colocar qualquer provedor em risco no futuro, assim como colocar outros projetos de contrainformação e movimento em risco de fechamento como aconteceu com o recente ataque repressivo. Quem sabe aonde tudo isso levará? O que sabemos é que estamos longe de recuar, nem um passo atrás em relação ao inimigo. Talvez fosse melhor voltar à palavra impressa tradicional, ver os rostos das pessoas, falar palavras, conspirar. Não diremos que o site retornará, nem que se manifestará novamente como um novo projeto, somente o tempo o dirá.

Por enquanto, nossa solidariedade absoluta com os camaradas do nostate.net e do Act For Freedom Now!, juntamente com todos os outros projetos de contrainformação afetados.

NADA ESTÁ ACABADO, A LUTA CONTINUA!

Coletivo 325

Tradução > Liberto

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/04/07/canada-servidores-da-north-shore-counter-info-e-da-montreal-counter-info-foram-apreendidos-pela-policia-holandesa/

agência de notícias anarquistas-ana

Fazendo o piolho andar
Na palma da mão –
À sombra das flores.

Bashô

X Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre (RS). Novembro 2021

É porque estamos na encruzilhada entre o isolamento que pode nos derrotar e a vital importância do encontro que pode subverter tudo, que convidamos a todas e todos os amantes da liberdade e inimigos da dominação, a todas e todos que compartilham, vivenciam ou gostariam de conhecer mais das ideias e práticas anarquistas para participar da X Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre (RS), que acontecerá no mês de novembro de 2021.

É na vontade de manter viva e atualizada a porta aberta que grita Viva a Anarquia cidade afora, esse momento em que as diferentes tendências anarquistas se apresentam para se encontrar e acender o fogo da rebeldia contra toda tirania, que lançamos este convite.

Não fomentamos a virtualidade da vida, apostamos pelo olho no olho e ombro a ombro. A destruição da dominação imperante é mais urgente do que nunca.

Que viva a Anarquia!!!

• Para quem não mora em Porto Alegre (RS), disporemos de alojamento durante os dias de feira, para o qual precisamos que as pessoas se comuniquem com antecipação.

• Para as editoras e individualidades anarquistas que queiram apresentar suas publicações, mas não puderem vir, disponibilizamos uma caixa postal, para receber suas publicações e difundi-las na feira.

E-mail de contato: fla-poa2021@riseup.net

Conteúdos relacionados:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2019/12/17/video-9a-feira-do-livro-anarquista-de-porto-alegre/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2019/12/06/estamos-em-um-momento-propicio-para-a-difusao-de-ideias-libertarias/

agência de notícias anarquistas-ana

Lentos dias se acumulam –
Como vão longe
Os tempos de outrora!

Buson

[Internacional] Manifesto do 1º de Maio Global – Um Mundo, Uma Luta!

Em todo o mundo, nós, trabalhadores e trabalhadoras, somos submetidos a níveis de superexploração para aumentar as taxas de lucro dos capitalistas e seu sistema de produção. Independentemente do nosso lugar de residência, de nosso gênero, sexualidade e nacionalidade, querendo ou não, estamos envolvidos em uma mesma luta. Os cortes nos serviços públicos e sociais, a precarização do trabalho, o arrocho salarial, as privatizações, o aumento do custo de vida, assim como a mercantilização da educação e a destruição dos ecossistemas e do meio ambiente, são apenas alguns dos sintomas do sistema econômico global. Um sistema baseado na exploração e na competição, que impõem a mercantilização de todos os aspectos de nossas vidas.

Vivemos em uma situação crescente de exploração, assim como, de alienação de nossas necessidades e relações de trabalho. Isso ocorre tanto com trabalhadores como com os estudantes, e cada vez mais com jovens e crianças. A lógica dos mercados e dos Estados capitalistas impõem a produtividade e a competição acima do desenvolvimento humano.

A reivindicação por uma Renda Básica Universal em nível global pode ser o primeiro passo para avançar na superação das relações de superexploração dos trabalhadores. Não pretendemos apenas parar, pretendemos impor nossas demandas.

Considerando a natureza transnacional do sistema capitalista, também é necessário a articulação de trabalhadores e trabalhadoras em nível global. Conectando-nos através das fronteiras e das relações globais que definem nossas condições locais, fazendo visíveis nossas lutas. Dessa forma, se abrem novas potencialidades e possibilidades de ação na luta contra a exploração e as condições de vida e trabalho precários. A capacidade de luta dos trabalhadores aumenta muito com a unidade como classe trabalhadora internacional.

Especialmente em tempos de chauvinismo e racismo, desejamos uma luta comum, e nos negamos a sermos jogados uns contra os outros.

Por uma vida digna para todos e todas! Abaixo as fronteiras!

#globalmayday2021 #1world1struggle #1mundo1luta

Nota sobre a pandemia de Coronavírus

O mundo segue atravessando a grave pandemia de Covid-19. Como em todas as crises, os trabalhadores e pobres são os mais afetados. Diversas empresas obrigam a continuar produzindo sem condições sanitárias, negando o direito à quarentena. Se aprofundam as demissões em massa e os trabalhadores autônomos e ambulantes não possuem qualquer assistência social. Imigrantes e refugiados vivem sem locais dignos e condições sanitárias mínimas.

Nós, lutamos por:

– Garantia de renda e necessidades básicas para todos trabalhadores e trabalhadoras do mundo;

– Condições sociais e sanitárias dignas para todos e todas;

– Garantia do acesso livre e gratuito as vacinas contra a Covid-19 para todo o mundo;

– Imediata suspensão dos pagamentos de água, energia, gás, aluguéis, telefone e internet.

Que os ricos paguem por sua crise!

Participam da iniciativa do 1º de Maio Global 2021: 

SAC – Suécia ∙ CGT – Espanha ∙ IWW – Reino Unido ∙ IWW – Alemanha ∙ FAU – Alemanha ∙ GWTUC – Bangladesh ∙ FOB – Brasil ∙ IP – Polônia ∙ SR1M – Alemanha

lutafob.org

agência de notícias anarquistas-ana

Na calma do lago
um bufo entre a canarana:
peixe-boi respira.

Anibal Beça

[França] Lançamento: “Por um projeto libertário anticapitalista”

Um livro de Jacques Langlois

Apresentação do editor: tendo em vista a posição atual dos partidários do capitalismo neoliberal, este trabalho propõe um projeto libertário de sociedade e uma estratégia de resistência e de aceleração para o desaparecimento do atual sistema. O momento é oportuno porque o sistema neoliberal está sem fôlego e confronta problemas mortais. Este projeto é de inspiração proudhoniana. Propõe-se alguns princípios para conduzir a mudança (compatível com a futura sociedade almejada), além dos exemplos práticos de construção de um contra modelo de ação direta, cooperativa, experimental e federal. A luta será longa e distante do velho espírito das lutas revolucionárias pela tomada do poder do Estado. Mas ela é possível e existe agora a esperança para vencer o sistema liberal-capitalista e salvar o planeta.

Jacques Langlois, militante sindical, socialista proudhoniano, tem escrito para o “Le Monde Libertaire” e tem o blog siolgnal.unblog.fr.

Pour un projet libertaire anticapitaliste

Jacques Langlois

Edição L’harmattan, 200 páginas, 20 euros.

editions-harmattan.fr

Tradução > Ligeirinho

agência de notícias anarquistas-ana

silêncio de folhas
bananeira secando
à beira da estrada

Alice Ruiz

[Espanha] Temos que fortalecer redes, coletivos, organizações e estruturas capazes de enfrentar a barbárie do sistema

Para nos defender, para o apoio mútuo, a solidariedade e, ao mesmo tempo, para construir experiências autônomas.

Que funcionem da melhor maneira possível, que sejam ágeis. Que sejam assembleárias, que aguentem e sejam capazes de defender seus próprios critérios e compreender os outros. Que na primeira mudança elas não se dividam, que não se destruam a si mesmas. Que elas sejam generosas, que questionem tudo o que precisa ser questionado, especialmente o poder e as estruturas que o sustentam. Que respeitem outras formas de rebelião, e que apoiem o povo que luta e que mais sofre na medida de suas/nossa possibilidades.

Um ano após a pandemia, o estado de alarme que começamos com uma assembleia na Agora Juan Andrés, uma daquelas que não deveriam acontecer. Difícil, com sérias acusações entre camaradas. Mostrou um conflito a ser resolvido que só endureceu. Um ano depois, realizamos outra assembleia para organizar a campanha de apoio aos presos do 27F e o oposto aconteceu. Havia um desejo de se unir e responder por uma causa justa. Isto serve como exemplo e reconhecimento do esforço que o fez acontecer.

Um ano difícil, muito difícil, do qual saímos, no qual continuamos e parece que por muito tempo entre o espetáculo da política institucional e partidária, cada vez mais decepcionante, cada vez mais enganosa e falsa. Com promessas que nunca são cumpridas, exceto para defender os interesses do mercado e do Estado. Através de uma repressão que é exercida com mais força, pois há mais agitação e mais resposta. Uma vida diária para a maioria das pessoas na qual o apoio a si mesmo e aos seus entes queridos é mais complicado a cada dia. Em que somos obrigados a fazer parte da assistência social, como usuários incapazes de reagir e de nos defender, e aqueles que o fazem estão sujeitos a todo o peso da lei.

Devemos resistir, devemos resistir e lutar em todas as frentes, em todas as realidades. Não será através de uma única organização, não será através de uma forma de ver o mundo. A experiência mostra que quando uma luta cresce e se torna forte, não leva muito tempo para entrar em crise devido à soma de nossos erros mais a pressão externa ou assimilação do poder. Devemos ser capazes de funcionar sem cair em estresse ou depressão. A um bom ritmo, apoiando-se mutuamente, desde a autonomia e da responsabilidade.

Como coletivo, como pessoas, temos que olhar para nós mesmos, pensar sobre o que fazemos bem e o que fazemos mal. Fizemo-lo mais forçado pela realidade do que por nosso próprio desejo. Continuamos a nos sentir úteis, mais frágeis, mais humildes. Tentar fazer o que podemos e acrescentar ao que está ao nosso alcance. Sabendo que as coisas estão indo mal e que temos que fazer esforços que nos custarão cada vez mais. Somente com o apoio, o carinho e a força de mais pessoas seremos capazes de suportar e seguir em frente.

Apesar de tudo e de muitos, nos sentimos satisfeitos em continuar e nos reivindicar das práticas anarquistas e libertárias que contribuem um pouco para melhorar o mundo. Saúde e liberdade.

Fonte: https://ellokal.org/hemos-de-potenciar-redes-colectivos-organizaciones-y-estructuras-capaces-de-hacer-frente-a-la-barbarie-del-sistema/

Tradução > Liberto

Conteúdos relacionados:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/03/16/espanha-mais-de-300-pessoas-marcham-ate-a-prisao-de-brians-1/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/03/12/espanha-comunicado-solidariedade-com-xs-detidxs-da-manifestacao-do-27f/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/03/09/espanha-mais-uma-vez-o-anarquismo-na-mira-da-repressao-construimos-a-solidariedade-construimos-a-alternativa/

agência de notícias anarquistas-ana

Primeiras neves –
Meu maior tesouro,
Este velho penico.

Issa

[Suíça] Bakunin cancelado… para recuperar o esmalte

O desaparecimento da placa na casa onde viveu o pai da anarquia tem despertado perplexidade. Mas Arminio Sciolli reafirma: “Em breve colocaremos a escrita de volta”.  Não é nenhum gesto reacionário, simplesmente a tinta estava descascando”.

A anarquia não vive uma vida fácil no Ticino. De fato. Mas Locarno continua sendo uma cidade aberta a ideias; então o desaparecimento da placa que homenageia Michail Bakunin (1814-1876), pai russo do anarquismo moderno, “não foi um gesto reacionário”, assegura Arminio Sciolli. O diretor do Leonardesco Rivellino é também o proprietário da casa, na esquina da Via Bartolomeo Rusca, em cuja parede amarelada, durante vários dias, você não pode mais ler a homenagem com uma bela caligrafia: “Aqui viveu M. Bakunin no bicentenário de 30.5.2014”, com um A circulado. Um desaparecimento que levantou mais de um protesto e levou o prefeito da cidade, Alain Scherrer, a esclarecer nas mídias sociais que “a placa não foi retirada pelo município”.

Uma questão de pintura – O fato é simplesmente que as ideias podem ser “eternas”, mas a tinta um pouco menos. “A tinta descascou e tivemos que repintar para que o inquilino tivesse uma fachada de entrada apresentável”. Mas – acrescenta Sciolli – pretendemos que Sandra Von Rubenwil refaça as letras o mais rápido possível. Uma caligrafa Ticinêsa muito importante”.

Na esteira de Szeemann – tranquilos com o futuro, podemos dar um breve salto para o passado. Para esclarecer que o anarquista e revolucionário russo, nos anos por volta de 1870, “tinha realmente vivido em frente à casa Art Nouveau, que não existia na época”. A localização exata é onde o Hotel dell’Angelo está hoje”. A inscrição, continua nosso interlocutor, “foi colocada há quase sete anos por ocasião do bicentenário de seu nascimento”. Não é a única escrita pela caligrafa. Há outros no Rivellino. “A escrita – lembra Sciolli – também foi feita no espírito de Harald Szeemann (historiador suíço e curador de arte de estatura internacional). Foi ele quem tinha integrado a figura de Bakunin, como antecipador, na lista de artistas Dada e também tinha indicado o endereço exato onde ele morava, na região de Motta. Durante o verão, fique tranquilo, a escrita estará de volta. Também estávamos aguardando a nomeação do novo diretor de serviços culturais da cidade”. Os espectros, portanto, devem ser procurados em outro lugar.

Fonte: https://www.tio.ch/ticino/attualita/1500695/scritta-bakunin-casa-sparizione-stata

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

a noite sorri
lua crescente
nos olhos do guri

Alonso Alvarez

[Austrália] Vítima de padre pedófilo receberá indenização milionária da Igreja Católica

Uma vítima de abuso sexual por um padre chegou a um acordo com a Igreja Católica da Austrália para receber uma indenização de 1,5 milhão de dólares australianos, uma das maiores da história. O homem, cuja identidade não foi revelada, tem 58 anos e foi vítima do padre Gerald Ridsdale, religioso que abusou de 65 crianças ao longo de 30 anos, bem como dos professores Leo Fitzgerald e Stephen Farrell, ainda quando estudava na Escola Primária de Meninos Irmãos Cristãos St Alipius em Ballarat, Victoria, entre 1971 e 1973.

A informação foi divulgada neste domingo (11/04) pela imprensa australiana, que revela que o acordo foi fechado na última sexta-feira (09/04), véspera de o caso ir a julgamento.

O caso de pedofilia ocorreu na época em que Ridsdale era sacerdote da Diocese de Ballarat, no estado de Victoria, e vivia no presbitério próximo à escola, além de ser capelão da instituição.

Ridsdale está na prisão desde 1994, quando foi condenado por vários crimes de pedofilia. Ele se declarou culpado de pelo menos cinco acusações por abuso de menores entre 1961 e 1988, enquanto era sacerdote no sul da Austrália. As autoridades, inclusive, descobriram que o religioso fazia parte de uma rede de pedofilia em Ballarat, na década de 1970.

O acordo com esta vítima prevê o pagamento de 1,5 milhão de dólares australianos, mais os custos legais do processo, no maior valor já indenizado pela Igreja Australiana por abuso sexual cometido por um sacerdote.

Em 2015, a vítima prestou depoimento à comissão real de abuso sexual infantil institucional, sob o pseudônimo de BAQ. Na ocasião, ele contou sobre ter sido abusado por Ridsdale no presbitério, sobre ser atacado por Farrell durante uma pescaria escolar e sobre seu terror enquanto esperava Fitzgerald decidir qual garoto ele abusaria na parte de trás da sala de aula.

Fonte: agências de notícias

Conteúdos relacionados:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2018/08/17/eua-300-padres-sao-acusados-de-pedofilia-na-pensilvania/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2018/09/13/alemanha-relatorio-de-igreja-catolica-alema-revela-3-677-abusos-sexuais-desde-1946/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2016/06/10/franca-padre-e-preso-apos-estuprar-idosa-de-70-anos/

agência de notícias anarquistas-ana

A velha ponte –
No pó ajuntado entre as tábuas,
Brota o capim.

Paulo Franchetti