[Israel] Anarquistas derramaram tinta na embaixada russa em Tel Aviv

Em 24 de fevereiro, anarquistas do grupo Compass juntaram-se a uma manifestação em frente à embaixada russa em Tel Aviv. Segundo os anarquistas, em sinal de solidariedade ao povo da Ucrânia, encharcaram o prédio da embaixada com tinta vermelha de extintor de incêndio, dois deles foram presos pela polícia.

As autoridades libertaram os detidos no mesmo dia, com uma proibição escrita de abordar as embaixadas russa e, por algum motivo, ucraniana durante 15 dias. Os anarquistas são acusados ​​de danificar a propriedade privada, perturbar a ordem pública e interferir no trabalho policial. Ainda não se sabe se este caso irá a julgamento.

Dois anos de guerra. Centenas de milhares de mortos. Milhões de refugiados. Cidades destruídas. Destinos destruídos“.

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/02/27/solidariedade-anarquista-com-o-povo-da-ucrania/

agência de notícias anarquistas-ana

janela aberta
com a luz dela
quem não desperta

Estrela Ruiz Leminski

[Canadá-Reino Unido] A Solução sem Estado

Do canal Camas Books & Infoshop no YouTube

Um diálogo com o palestino Mohammed Bamyeh e o israelense Uri Gordon

Como podem as perspectivas anarquistas contribuir para a libertação palestina?

Junte-se ao sociólogo palestino Mohammed Bamyeh e ao cientista político israelense Uri Gordon enquanto eles debatem esta questão.

O professor Mohammed Bamyeh, do Departamento de Sociologia da Universidade de Pittsburgh, é autor de “Anarchy as Order: The History and Future of Civic Humanity” (2009)

Dr. Uri Gordon, autor de “Anarchy Alive!: Anti-Authoritarian Politics from Practice to Theory” (2007) é um estudioso independente que vive atualmente no Reino Unido.

Este evento ocorreu nos territórios não cedidos, dos povos de língua Lekwungen, agora conhecidos como Songhees e Esquimalt, em Victoria, BC, Canadá e no Reino Unido via Zoom, em 28 de janeiro de 2024.

>> Assista aqui: https://www.youtube.com/watch?v=9sgAB74HjFE

Tradução > meiocerto

agência de notícias anarquistas-ana

De repente, latidos,
entre as plantas do jardim,
um gatinho aflito.

Fagner Roberto Sitta da Silva

[Chile] Agitação contra Piñera

Morreu uma figura que, em vida, representou as ambições de poder exercidas por um setor abastado; morreu aquele que, sem maiores complexos, praticou o desvio de dinheiro, o tráfico de influência, a mentira caricatural, a instauração de leis e mecanismos repressivos e

sufocando a revolta por meio de mutilações, assassinatos e um pacto constituinte.

Piñera está morto, e este governo de Boric fez uma procissão com sua figura na tentativa de silenciar a história e fazer com que vejamos nele um santo “democrata” em vez de qualquer outra coisa abominável. O que mais poderíamos esperar, se entre pares parece não haver distância?

Com esse gesto, conclamamos a continuar a celebração da morte de Piñera e a espalhar expressões para remover qualquer manto de canonização em relação à sua figura.

“Queremos vê-los afogados em suas ambições e no sangue que derramam”.

Anônimxs

Fonte: https://informativoanarquista.noblogs.org/post/2024/02/27/chile-agitacion-contra-pinera/

Conteúdos relacionados:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/02/15/chile-politicos-e-partidos-de-esquerda-se-tornaram-canonizadores-do-falecido-direitista-pinera-enquanto-isso-centenas-de-jovens-lembravam-na-plaza-de-la-dignidad-que-ele-e-igual-a-pinochet/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/02/14/chile-santiago-individuos-comemoraram-na-plaza-italia-a-morte-do-ex-presidente-pinera-e-provocaram-tumultos/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/02/09/chile-nao-perdoamos-nao-esquecemos/

agência de notícias anarquistas-ana

Joaninha caminha
no braço da menina.
Olhar encantado.

Renata Paccola

[EUA] “Isso é o que Nossa Classe Dominante Decidiu que Será Normal” | Sobre a Ação de Aaron Bushnell em Solidariedade com Gaza

No domingo, 25 de fevereiro, recebemos um e-mail de uma pessoa que assinou Aaron Bushnell.

Assim dizia a mensagem,

Hoje, planeio praticar um ato extremo de protesto contra o genocídio do povo palestino. Os links abaixo devem levá-lo a uma transmissão ao vivo e a imagens gravadas do evento, o que será altamente perturbador. Peço que você se certifique de que a filmagem seja preservada e transmitida.

Consultamos a conta na Twitch. O nome de usuário exibido era “LillyAnarKitty” e o ícone do usuário era um círculo A, o símbolo universal do anarquismo – o movimento social contra todas as formas de dominação e opressão.

No vídeo, Aaron começa se apresentando. “Meu nome é Aaron Bushnell. Sou um membro ativo da Força Aérea dos EUA e não serei mais cúmplice do genocídio. Estou prestes a empreender um ato extremo de protesto – mas comparado com o que as pessoas têm vivido na Palestina às mãos dos seus colonizadores, isto não é nada extremo. Isto é o que a nossa classe dominante decidiu que será normal.”

A filmagem mostra Aaron continuando caminhando até o portão da embaixada israelense em da capital Washington, coloca no chão o telefone, derruba em seu corpo um líquido inflamável e se incendeia, gritando “Palestina Livre” várias vezes. Depois que ele desmaia, policiais que observavam o desenrolar da situação surgem no enquadramento da câmera – um com um extintor de incêndio, outro com uma arma. O policial continua apontando a arma para Aaron por mais de trinta segundos enquanto Aaron cai no chão, em chamas.

Posteriormente, a polícia anunciou que havia chamado seu grupo tático especial para lidar com explosivos.

Posteriormente, confirmamos a identidade de Aaron Bushnell. Ele serviu na Força Aérea dos Estados Unidos por quase quatro anos. Um de seus entes queridos descreveu Aaron para nós como “uma força de alegria em nossa comunidade”. Uma postagem online o descreveu como “uma pessoa incrivelmente gentil, doce e compassiva que gasta cada minuto e centavo que tem ajudando os outros. Ele é bobo, faz qualquer um rir e não faria mal a uma mosca. Ele é um anarquista de princípios que vive seus valores em tudo que faz.”

Os amigos de Aaron nos contam que ele faleceu em consequência dos ferimentos.

>> Para ler o texto na íntegra, clique aqui:

https://pt.crimethinc.com/2024/02/26/isso-e-o-que-nossa-classe-dominante-decidiu-que-sera-normal-sobre-a-acao-de-aaron-bushnell-em-solidariedade-com-gaza-1

agência de notícias anarquistas-ana

surgidos do escuro,
somem na moita, na noite:
amores de um gato

Issa

Autoridades alemãs detêm Daniela Klette, integrante do extinto grupo anticapitalista Baader-Meinhof

A ex-militante da RAF (Baader-Meinhof) Daniela Klette foi detida na segunda-feira (26/02) em Berlim. Se diz que Klette é responsável por ataques com bombas e roubos em veículos de transporte de dinheiro vivo e esteve foragida durante mais de 30 anos.

A mulher de 65 anos foi presa na segunda-feira pela noite em Berlim-Kreuzberg, como anunciou na terça-feira a promotoria de Verden, Baixa Saxônia. Tratava-se “quase com toda certeza” dela, foi dito em uma conferência de imprensa na terça-feira pela tarde. A identidade se estabeleceu mediante impressões digitais. Quando foi presa, não negou que era a pessoa que buscava. Agora se ordenou sua detenção. Segundo a polícia criminal da Baixa Saxônia, Klette foi transladada na terça-feira em helicóptero a Bremen e desde ali levada ao tribunal do distrito de Verden. Havia seis ordens de prisão contra ela.

Entre os fatos que lhe imputam se encontra a colocação de 200 quilos de explosivos em uma prisão em construção alemã em princípios dos 90 que teve como consequência um dano estrutural crítico que obrigou que o cárcere não seguisse sendo edificado.

Além disso a enquadram dentro da terceira onda da RAF nos 90 que esteve vinculada com as Brigadas Vermelhas na Itália e outros grupos armados da Europa e do mundo.

O Estado alemão faz três anos vem desenvolvendo uma ofensiva em ascensão na procura e captura de todos os fugitivos ligados à atividade subversiva em todas as suas formas e variantes usando, inclusive, a prática da recompensa assim como cartazes com as fotos e dados dos fugitivos expostos nas ruas.

Fonte: Buskando La Kalle

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Sol no girassol —
Sombra desenha outra flor
no corpo dourado.

Anibal Beça

Pré-venda | As aventuras de Práxedis e Roque pelo Ipiranga

Práxedis Guerrero e Roque Enrique são dois gatos muito parceiros, passam o dia inventando brincadeiras e formas de comer mais sachê. Correm pela casa, sobem nas alturas para espiar quando alguém chega. Vivem no bairro do Ipiranga em São Paulo e eles sabem de histórias antigas: aquelas que pouca gente se lembra.

O livro infantil terá 40 páginas, com ilustrações de Juleika (da casaaelefante), texto de Fernanda Grigolin e projeto gráfico de Baderna James.

Festejemos o fim da Tenda de Livros juntes.

>> Peça o seu aqui:

https://tendadelivros.org/loja/produto/pre-venda-as-aventuras-de-praxedis-e-roque-pelo-ipiranga/

agência de notícias anarquistas-ana

um raio de sol
transluz — balança a cortina…
borboleta amarela!

Douglas Eden Brotto

[Grécia] Apelo à greve de 28/02, um ano desde o assassinato estatal e capitalista em Tempe

Era a noite de terça-feira, 28/02/2023, quando dois trens, um de passageiros da Hellenic Train e outro comercial, colidiram em Tempe. Há dezenas de mortos e feridos. Mais uma vez, todos os tipos de jornalistas e líderes partidários derramam lágrimas de crocodilo e falam de “luto nacional”. A hipocrisia transborda. Os esforços feitos pelos fantoches do governo para fazer com que este assassinato pareça um erro humano apenas do chefe da estação são enormes. O objetivo é desafogar a raiva e esconder a realidade: o Estado e os patrões percebem os de baixo como dispensáveis. A vida dos trabalhadores é ainda mais esmagada em ritmos hiperintensivos, horas extenuantes e os homicídios trabalhistas disparam. Só este ano, a lista de trabalhadores mortos atingiu níveis máximos, ultrapassando mais uma vez os “recordes” negativos dos anos anteriores. Para além das mortes nos locais de trabalho, os que estão no topo são conscientemente indiferentes aos assassinatos daqueles que estão na base, nos vagões dos trens, nos corredores dos hospitais, nos campos de concentração de imigrantes. A única coisa que “lamentam” é a queda dos seus lucros, a falta de valor das suas ações, o questionamento da sua autoridade. E certificam-se de enviar constantemente mensagens através da sua maquinaria repressiva de que qualquer pessoa que os questione enfrentará consequências.

Em vários casos, pareceu que a raiva contra o mundo do poder pelo assassinato em Tempe superou o medo das consequências. Por toda a Grécia, as marchas foram particularmente massivas e várias delas assumiram características militantes, com ataques a alvos estatais e capitalistas, com confrontos crescentes com a polícia, mesmo corpo a corpo.

É fundamental que mantenhamos esse legado. Na prática cada vez mais assassina do Estado e dos patrões, as únicas respostas que erguem barricadas são aquelas que estão no caminho da luta. A lógica de renunciar, delegar e esperar por algum novo “salvador” e uma mudança na gestão do Estado é desastrosa. Enquanto houver um Estado, haverá poder e exploração e o sangue daqueles que vêm de baixo continuará a ser derramado. Enquanto houver um retrocesso das lutas sociais e de classes, enquanto entrarmos nos moldes do respeito pela legitimidade, os poderosos ganharão confiança. Enquanto as lutas individuais permanecerem divididas e não se unirem numa perspectiva insurgente e revolucionária comum, serão capazes de nos atingir aos poucos e alcançar vitórias “fáceis”.

Cabe a nós reverter essa condição. Acreditar nas nossas forças e responder com lutas imediatas, horizontais e combativas. Manter estável o discurso e a ação anti-Estado, sabotar contínua e consistentemente todas as formas de eleição, reivindicar de forma militante e inegociável a nossa presença nas ruas, intensificar o ataque contra o Estado, os patrões, os fascistas e qualquer tipo de autoridade. Fortalecer as lutas contra a exploração, o patriarcado, o racismo, todas as formas de confinamento, a pilhagem da natureza e de vidas não humanas. Para abrir novas ocupações e retomar as antigas. Formar um movimento anarquista revolucionário que ouse entrar em conflito generalizado com o mundo do poder, que nos sufoca com as botas da brutalidade e da atrocidade.

Nossos inimigos podem parecer invulneráveis, fortes e onipotentes por trás de seus exércitos bem polidos e de sua arrogância excessiva, mas esquecem que não são invencíveis. Se contarmos com a camaradagem e a solidariedade muitas vezes o impossível se torna possível. Temos o direito de lutar com todas as nossas forças contra este sistema injusto e profundamente decadente. Só nos resta acreditar novamente e lutar por um mundo melhor. Um mundo de igualdade, solidariedade e liberdade. Pela anarquia.

Não  esqueceremos e não perdoaremos!

Aqueles que já não estão conosco vivem nas barricadas do presente e do futuro

Coletivo Anarquista Acte

Conteúdos relacionados:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2023/03/17/grecia-colisao-mortal-de-trem-na-grecia-revela-a-disfuncionalidade-do-estado-e-do-capitalismo/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2023/03/10/grecia-em-turbulencia-e-dor-8-dias-de-furia-protestos-e-motim-pelos-57-mortos-do-acidente-de-trem/

agência de notícias anarquistas-ana

as crianças
naquele pátio, e o sol
brincando de esconder

Carlos José Ribeiro

[Grécia] Aqui está Heraklion, nem um pedaço de terra para os fascistas!

Hoje (27/02), depois de um apelo antifascista, aproximadamente 200 pessoas reuniram-se na Praça dos Leões na concentração antifascista por ocasião da visita de Vasilis Stigkas em Heraklion, Ilha de Creta.

A concentração evoluiu para uma marcha de forte energia pelas principais ruas do centro da nossa cidade, culminando com o cancelamento do seu programa. O presidente dos “Espartanos” [partido de extrema-direita] fez uma viagem fútil, não compareceu a nenhum dos pontos da cidade que havia anunciado.

Nossa mensagem encontrou seu destinatário.

Aqui está Heraklion, nem um pedaço de terra para os fascistas!

Fonte: https://athens.indymedia.org/post/1629237/

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/02/27/grecia-nao-passarao-sucesso-antifascista-em-heraklion/

agência de notícias anarquistas-ana

Quietude —
O canto das cigarras
Penetra nas rochas.

Bashô

[Espanha] 72 positivos fotográficos de Julián Martín Cuesta foram adicionados ao nosso arquivo

Há alguns meses, anunciamos a inclusão em nosso arquivo de 129 positivos fotográficos digitais do fotógrafo Julián Martín Cuesta. Essas fotos apareceram em muitos dos meios de comunicação libertários do final dos anos 1970 e início dos anos 1980 com os quais Julián Martín colaborou, incluindo jornais como Solidaridad Obrera, CNT, Bicicleta… entre outros.

Bem, embora já tivéssemos antecipado isso nas redes sociais, hoje temos o prazer de anunciar a inclusão em nosso arquivo, mais especificamente no Fundo Julián Martín Cuesta, de outros 72 positivos fotográficos, desta vez em papel, doados pelo fotógrafo à Fundação Anselmo Lorenzo, e cujos temas estão relacionados ao VI Congresso da CNT (Barcelona, 1983), à Semana Cultural Internacional da CNT antes da celebração desse congresso e às mobilizações antimilitaristas de 1989.

Estamos falando de uma coleção muito interessante, que inclui protagonistas como Fernando Arrabal, Daniel Cohn-Bendit, Federica Montseny, Eduardo Colombo, Cornelius Castoriadis, Agustín García Calvo, Osvaldo Bayer… e militantes anônimos da CNT e do movimento libertário do início dos anos 1980.

Gostaríamos de aproveitar esta oportunidade para agradecer a todos os amigos da Fundação que, nos últimos anos, decidiram doar importantes coleções documentais para enriquecer o patrimônio documental de nosso arquivo.

fal.cnt.es

Tradução > Liberto

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2023/12/13/espanha-jornada-de-portas-abertas-na-fal-uma-viagem-por-nossa-memoria-grafica-fondo-fotografico-moderno/

agência de notícias anarquistas-ana

Toma nota, rapaz:
Hai-kai é a captura
De um momento fugaz

Lubell

[Itália] Feliz aniversário, querida, queridíssima Umanità Nova

Em 26 de fevereiro de 1920, via a luz com seu primeiro número, com uma verdadeira, muito verdadeira equipe de sonhos dos primeiros editores: Errico Malatesta (fundador), Gigi Damiani, Luigi Fabbri, Camillo Berneri, Nella Giacomelli etc.

Primeiro um diário, agora um semanário, foi submetido à censura várias vezes: primeiro pelos fascistas, depois pelo Estado.

Mas ainda hoje, de maneira totalmente libertária, publica há mais de 100 anos escritos, pensamentos e análises do mundo anarquista e das lutas de nosso tempo com essa sensibilidade única.

Devo confessar uma coisa: se aprendi a ler corretamente, a fazer análise de texto, a criar um comunicado ou a falar em público, a escrever e a “curar”, ou melhor, “acalmar” minha disgrafia, devo isso à Umanità Nova.

Muito obrigado. Vida longa à nova humanidade!

www.militanzagrafica.it

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

se andava no jardim
que cheiro de jasmim
tão branca do luar

Camilo Pessanha

[EUA] Alerta e ação pela saúde de Mumia Abu-Jamal

Mumia Abu-Jamal foi submetido a uma operação de bypass cardíaco duplo em 19 de abril de 2021. Seu médico prescreveu uma dieta cardíaca e exercícios regulares para sua recuperação. Até o momento, quase 3 anos depois, a prisão não forneceu a Mumia a dieta cardíaca necessária nem oportunidades para exercícios. O pátio externo é frequentemente fechado e ele foi proibido de caminhar na sala de descanso.

Mumia está extremamente vulnerável. Sua grave condição de pele piorou, causando-lhe grande desconforto e coceira dolorosa 24 horas por dia. Seu coração e sua saúde geral estão gravemente afetados. A dieta da prisão e os exercícios limitados violam os padrões de tratamento cardíaco e as ordens dos médicos. Manter pessoas idosas na prisão é uma violação dos direitos humanos.

AJA! Chegou a hora de exigirmos uma dieta saudável para o coração, que inclua frutas e verduras frescas, grãos integrais e legumes, e que limite os alimentos altamente processados, e exigimos que Mumia tenha acesso a exercícios regulares todos os dias.

A morte por encarceramento (DBI) deve ser banida – Libertem Mumia Abu-Jamal!

Entre em contato e escreva para esses funcionários da prisão:

Telefone de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h (horário padrão do leste dos EUA).

1) Superintendente, Bernadette Mason: 570-773-2158

E-mail: bmason@pa.gov

SCI Mahanoy PA Dept of Corrections, 301 Grey Line Drive, Frackville, PA 17931

2) Secretária do Departamento de Correções de PA, Laurel Harry: 717-728-4109

E-mail: ra-crpadocsecretary@pa.gov

Envie este formulário: py-forms-prod.powerappsportals.us/DOCContactUs/

1920 Technology Parkway | Mechanicsburg, PA 17050.

3) Vice-secretário interino da Região Leste, Morris Houser: 717-728-4122 ramal 4123

E-mail: mhouser@pa.gov

Texto de exemplo (também pode ser usado para cartas e e-mails):

(Original) I am calling because Mumia Abu-Jamal #AM 8335 and other incarcerated elders diagnosed with heart disease are being prevented by the prison from getting what they medically require for their health. Mumia Abu-Jamal #AM 8335 had double bypass heart surgery. He needs:

1) A CARDIAC DIET three times a day that includes fresh vegetables and fruit, whole grains, legumes, and limited sugar, salt, and highly processed foods; 2) He must have access to do sufficient cardiac rehab every day. Thank You.

(Traduzido) Estou ligando porque Mumia Abu-Jamal #AM 8335 e outros idosos presos que foram diagnosticados com doença cardíaca são impedidos pela prisão de receber o que precisam para sua saúde. Mumia Abu-Jamal #AM 8335 foi submetido a uma operação cardíaca de duplo bypass. Ele precisa de:

1) Uma DIETA CARDÍACA três vezes ao dia que inclua vegetais e frutas frescas, grãos integrais, legumes e uma quantidade limitada de açúcar, sal e alimentos altamente processados; 2) Deve ter acesso a reabilitação cardíaca suficiente todos os dias. Obrigado.

Cc: sua carta para info@prisonradio.org

Fonte: https://desdedentro.noblogs.org/post/2024/02/23/ee-uu-alerta-y-accion-por-la-salud-de-mumia-abu-jamal/

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

Neblina sobre o rio,
poeira de água
sobre água.

Yeda Prates Bernis

[São Paulo-SP] “Rumo a um Feminismo Descolonial Anarquista”

Sobre o tema:

É possível tecer redes anarquistas de convivência sem discutir as categorias coloniais de gênero impostas e introjetadas pela sociedade ao longo dos séculos? Aprofundar essa questão nos parece algo urgente, uma vez que o movimento de emancipação subjetivo-coletivo depende de uma contestação ativa de modelos civilizatórios que demarcam no próprio corpo papéis de subalternidade. As estruturas capitalistas, racistas e patriarcais muitas vezes não são investigadas em conjunto, sobretudo quando o feminismo liberal se debruça sobre as opressões sem considerar as vivências das mulheres latino-americanas, racializadas e que não encarnam papéis binários.

Assim, feministas decoloniais como a argentina María Lugones oferecem um pensamento estratégico para a luta anarca-feminista, nos chamando a atenção para formas de desconstrução de concepções de sexo e gênero que servem à dominação ocidental e ao produtivismo capitalista. Ao sublinhar formas de organização que não se moldam à colonialidade dos gêneros, Lugones traz um convite à construção de uma “ética da coalizão-em-processo”, isto é, de uma possibilidade coletiva de tensionar as dicotomias e revelar em comunidade como as diferenças coloniais foram criadas e afetam cotidianamente as relações.

Quando? Sábado, 02/03/24 (16h-18h)

Onde? Sede do Centro de Cultura Social de SP (Rua Gal. Jardim, 253, sl. 22, Vila Buarque – São Paulo)

Para os textos e orientações para a participação acesse:

http://tinyurl.com/GE0324

https://www.instagram.com/p/C3VQ42VO33B/

agência de notícias anarquistas-ana

No frescor da sombra
Caldo pelos cotovelos —
Manga madura

Neiva Pavesi

[Portugal] Histórias da escravatura no Alentejo

No verão passado, Rui Gomes Coelho e Sara Simões, à frente de uma equipe internacional de arqueólogos, foram à procura da memória da escravatura africana num monte alentejano em Alcácer do Sal, depois de terem estado anteriormente no vale do Cacheu, na Guiné-Bissau. No vale do Sado escutaram as reminiscências daqueles que ficaram lembrados como “os negros do Sado”. Os trabalhos arqueológicos juntam as peças desse puzzle histórico com a complexa malha cultural alentejana, os efeitos sócio-ambientais do colonialismo e da escravidão no vale do Sado e as continuidades com o latifúndio extrativista dos campos do Sul.

Que objetivos vos levaram ao Monte do Vale de Lachique em Alcácer do Sal e que questões o projeto ECOFREEDOM – Ecologias da Liberdade: Materialidades da Escravidão e Pós-emancipação no Mundo Atlântico pretende suscitar?

Rui Gomes Coelho: Este projeto procura analisar e refletir sobre os efeitos sociais e ambientais que decorreram do colonialismo e da escravidão modernas, isto é, a partir dos séculos XV-XVI. Orientam-nos algumas questões específicas: Como se materializaram na vida quotidiana as mudanças entre uma sociedade onde a escravatura era um fator determinante e uma sociedade em que todos eram formalmente livres? Que transformações ambientais decorreram desses modelos de sociedade? Pensamos que sociedades diferentes tiveram ecologias distintas e que, de uma forma geral, essas ecologias corresponderam a relações específicas entre plantas, humanos e outros animais e a paisagem. Por outro lado, diferentes ecologias indexaram variados tipos de práticas agrícolas e de gestão do trabalho, assim como padrões distintos de ocupação do território. É possível que, numa sociedade escravagista, a agricultura estivesse mais dependente de culturas comerciais, ou de culturas que pudessem ser úteis ao próprio tráfico de pessoas. A emergência do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas e das economias de plantação tiveram consequências brutais e formaram o mundo em que vivemos hoje. Entre essas transformações estão, por exemplo, o abandono de áreas cultivadas de forma tradicional e a generalização da monocultura, com a consequente redução da diversidade agrícola e homogeneização sensorial das sociedades. Para estudarmos este processo decidimos selecionar dois locais distintos no mundo Atlântico: O vale do Cacheu, na Guiné-Bissau, e o vale do Sado, em Portugal. São regiões muito diferentes, mas une-as uma história comum: as suas posições exemplares no contexto que tratamos, quer enquanto porto de tráfico, no caso de Cacheu, quer enquanto fronteira de experimentação agrícola, no caso do Sado. Esta história, que não é linear, desvela-se nos campos de arroz que encontramos tanto no Sado como em Cacheu. O arroz foi, de certa forma, uma cultura agrícola que ganhou importância com o tráfico, e terá sido neste contexto que passou a ser cultivada no Alentejo. De acordo com estudos recentes, é possível que tenham sido africanos escravizados os responsáveis pelo saber-fazer que está por detrás dos campos de arroz do Sado.

>> Leia o texto na íntegra aqui:

https://www.jornalmapa.pt/2024/02/21/historias-da-escravatura-no-alentejo/

agência de notícias anarquistas-ana

terreno baldio
lixo revirado
gato vadio

Carlos Seabra

[Suzano-SP] Atividade Memórias do Carandiru | Rap e Palestra

Salve rapa!

No dia 02/03, sábado, a partir das 15h00, na Biblioteca Municipal de Suzano, realizaremos o evento “Rap e Palestra”, onde teremos a presença do pessoal Memórias Carandiru, que vão fomentar um debate sobre a tentativa do Estado em apagar a história do Massacre do Carandiru. Eles também estarão debatendo o encarceramento em massa da periferia. Além disso, teremos a apresentação de Rap Combativo com o grupo Ktarse e com o mano Douglas Tarja Preta.

Chama geral pra somar!!!

agência de notícias anarquistas-ana

o rio ao lado da estrada
corre
ri à gargalhada

Eugénia Tabosa

Solidariedade anarquista com o povo da Ucrânia

Em 24 de fevereiro, centenas de anarquistas em várias cidades da Europa foram às ruas em solidariedade com o povo da Ucrânia, no segundo aniversário do início da invasão russa em larga escala. O Bloco Anarquista esteve presente em ações em Varsóvia, Vilnius, Berlim, Tbilisi, Viena e Zurique. Foi importante para nós expressar palavras de apoio ao povo da Ucrânia, cujo país tem sido atormentado pela agressão do Kremlin por dois anos, aplaudir a firmeza de todos aqueles que se opõem a essa agressão com armas em mãos, especialmente nossos camaradas.

Nas ações, incluímos mensagens de áudio de anarquistas, que atualmente estão contendo os ocupantes nas frentes da Ucrânia, instigando as pessoas a não ficarem à margem dessa confrontação e a fazerem o máximo esforço para a vitória da Ucrânia. Dedicamos especial atenção à solidariedade internacional e ao poder da participação popular em ajudar o povo ucraniano, ao desenvolvimento de estruturas auto-organizadas dentro da Ucrânia como os brotos de uma nova sociedade baseada na igualdade e na ajuda mútua.

O oposto de tal sociedade pode ser exemplificado não apenas pela escuridão do imperialismo russo, mas também pelo comportamento hipócrita e egoísta dos políticos ocidentais, que usam a Ucrânia como um escudo e tentam lucrar ao máximo com a situação. Negociar com ambas as partes beligerantes, comprar imóveis ucranianos por quase nada e o oportunismo político são apenas uma lista parcial dessa hipocrisia. Outra manifestação disso é empurrar a Ucrânia para um cessar-fogo em termos desfavoráveis. Em manifestações em diferentes cidades, os anarquistas disseram firmemente: “Uma paz frágil é um prólogo para a guerra! Devemos usar a força e a determinação da sociedade popular para nos opormos ao imperialismo não apenas na Ucrânia, mas em todo o mundo.”

>> Mais fotos: https://pramen.io/en/2024/02/anarchist-solidarity-with-the-people-of-ukraine/

Tradução > fernanda k

agência de notícias anarquistas-ana

já águas passadas
a gotejar das marquises —
ecos estivais

Alexander Pasqual

[Grécia] Não passarão! Sucesso antifascista em Heraklion

Cerca de 70 antifascistas estavam prontos às 9h da manhã deste domingo (25/02) para lutar contra os fascistas do “Spartans” (antigo partido neonazista Aurora Dourada). Os fascistas não puderam fazer a visita planejada à igreja de Santa Mina, em Heraklion, na ilha de Creta.

Heraklion foi, é e continuará sendo uma cidade perigosa para os fascistas.

Não passarão!

Antifascistas, Anarquistas

agência de notícias anarquistas-ana

O canto do rouxinol
E seu biquinho —
Aberto.

Buson